Idéias pedagógicas
19:28 @ 14/01/2010
Recentemente conversando com um colega de profissão, instrutor de informática básica para a terceira idade, tive contato com uma técnica para aulas particulares.
Como aula particular demanda, como qualquer curso, material didático, e esse material possui um custo (elaboração, diagramação, impressão) esse instrutor criou a seguinte metodologia:
A primeira aula é uma conversa com o(a) aluno(a), para de avaliar suas necessidades, eventuais experiências negativas com informática (com a matéria ou outros professores).
A partir daí cria-se um roteiro de aula baseado na necessidade do(a) aluno(a).
A partir da segunda aula (prática) enquanto ministra a aula e o(a) aluno(a) realiza as tarefas, o professor vai anotando o passo-a-passo de cada tarefa. Ao final da aula o(a) aluno(a) tem material para fazer o “dever de casa”: estudar sozinho, seguindo o roteiro da própria aula.
O lado positivo é a criação de aulas personalizadas com custos reduzidos.
A desvantagem desse método é não poder reaproveitar o metarial didático, que normalmente é escrito à mão. Se o professor tiver lapttop/netbook para anotar digitalmente melhor, pode criar uma biblioteca de aulas e reaproveitar conforme a necessidade.
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Outra abordagem interessante é disponibilizar exercícios para os alunos via internet (email, blog, site pessoal) Eu particularmente tive de criar metodologia para desenvolver recuperações de modo expresso, pois é uma atividade não-remunerada e pouco compreendida por algumas instituições de ensino, que veem a recuperação como atividade que deve ser realizada durante a aula (!) ou entre aulas, como dever de casa. Como o docente nem sempre tem tempo para se dedicar a atividades não-remuneradas ou não trabalha em regime de dedicação integral, essa atividade acaba sendo jogada para o pós-curso.
De qualquer forma eu aproveito material de terceiros para criar essas aulas/tarefas recuperações, basicamente.
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Conversando com outro docente, percebí que utilizar o material didático existente (seja qual for) é importante para que o aluno possa estudar
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Quando trabalhei em franquia de cursos de informática, sentí a importância de se trabalhar em um ambiente organizado, onde há um padrão para a realização das tarefas, da recepcionista ao professor, passando pelo faxineiro. Como o conteúdo das aulas está definido do geral ao específico (do plano de aula ao material didático impresso) o docente fica livre para se concentrar na atividade-fim, dar aulas. Isso engloba correr atrás de dúvidas dos alunos, preparar recuperações, exercícios extras, enfim, ir “além do curso”.
Funcionários novos tem de assistir aulas de outros docentes para conhecer o modelo pedagógico da instituição. Anualmente são realizadas reuniões para ensinar soluções para problemas recorrentes (improviso, jogo de cintura, criatividade, etc) e, claro, passar previamente o essencial do conteúdo dos cursos novos, quando o material didático muda. Sempre que há necessidade são feitas reuniões nas franquias para se resolver problemas pontuais (alunos com necessidades específicas que precisam ser remanejados para outras turmas, ter aulas de reforço, etc).
Hoje presto serviços em empresa com perfil não muito definido (tem cursos livres, técnicos e politécnicos; possui cursos gratuitos e pagos; tem cara de franquia mas é uma empresa de filiais; tem modelo educacional tradicional embora se anuncie como construtivista), o que me obriga a preparar todas as etapas anteriores: praticamente definir o plano de aula até os exercícios extras.
Enfim, se ambiente de escritório não tivesse o vírus da política seria o lugar perfeito para se trabalhar.
Por isso sempre que encontro dificuldades na segunda empresa, recorro a bons exemplos em outros locais para encontrar soluções. Como diz o ditado, se voce se junta com pessoas maiores que você, você cresce; se faz o contrário...
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