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Flexibildade com critério

09:56 @ 13/02/2011

Presto serviço numa instituição que sempre adota as novas tendências do mercado de trabalho.  A exemplo do próprio mercado essas adoções são feitas sem que se faça algum teste prévio, até para ver se a tendência se adequa à cultura e políticas da empresa, como manda o bom-sendo (o plano Collor* foi um plano econômico necessário e correto, só errou na dose, ou seja, na falta de um verificador prévio das suas conseqüências. Ou seja, um teste prévio).



Depois da "globalização" o termo da moda agora é "flexibilização"; eu vejo esse termo como uma forma de tornar as relações boas para os dois lados,cada qual abrindo mão de alguma coisa (direito/ver) de modo que a balança das relações não penda só para um lado. há quem defenda que no caso das relações de trabalho, o conceito de flxibilização não deveria ser mantido, pois implica em retirar direitos dso trabalhadores, que, historicamente não tem possibilidades de estabilidade, ascensão/mobilidade social na iniciativa privada. Outros defendem a idèia de que a CLT não se atualizou com o tempo (porque um funcionáro trabalha 11 meses e recebe 13?). Enfim, o termo flex é polêmico.



O termo “flex” é usado oficialmente na instituição onde presto serviço para definir as novas relações trabalhistas,  mas pode e deve ser usado informalmente nas relações entre docentes-alunos.
Um exemplo: nos cursos livres, entre outras coisas, a instituição fornece material didático e há um compromisso com a formação técnica adequada às exigências do mercado de trabalho. Aqui as faltas/presenças/ausências são tratadas com 75% de presença mínima exigida, e 25% de ausências/faltas/atrasos permitidos.
Sair antes do final da aula implica em falta na aula inteira, chegar atrasado implica em ter presença a partir daquela hora (descntando os minutos/horas de atraso).


Na pós/graduação, apesar das semelhanças com os cursos livres, não há material didático fornecido pela instituição e as presenças x ausências/atrasos são flexíveis: ausências e atrasos são relevados ou ignorados, mas felizmente as faltas são contabilizadas.



Minha conclusão é de que, em ambos os casos, pode-se ter flexibilidade para tratar faltas, ausências e atrasos do corpo discente, dentro do um bom-senso: se um aluno atinge 70% de faltas/atrasos/ausências num sistema onde só 75% é permitido, se o(a) aluno(a) tiver bom desempenho, pode-se informalmente ajustar a avaliação, aprovando o(a) aluno(a). Menos de 70% de presença, reprovação sem discussão, se não sala de aula vira casa da sogra. Estratégias para recuperação durante ou após o curso podem ser articuladas, dentro desse mesmo pensmento.



Outro exemplo dentro dessa filosofia “flex” é a tolerância com hábitos e costumes dos alunos: a geração mais nova usa a internet intensivamente, proibir o uso da internet é algo que vai contra essa cultura – seria como impedir a alunos mais velhos de usar relógio em aula, p.ex. Pode-se ser flexível com isso ao determinar horários/intervalos de aula onde  a internet pode ser usada sem problemas. Isso vale para o celular: pode-se pedir que o uso do celular em aula (que é proibido por lei) seja limitado: ou se coloca em sistema sem campainha com vibração  ou se atende fora da sala.



Enfim, existem várias situações onde a flexibilização do que está definido oficialmente pode e deve ser usada, estas são apenas algumas situações, dignas de registro e que podem ser um exemplo de como pensar a flexibilização das relações, sem com isso engessar os relacionamentos dentro dos ambientes educacionais.



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Notas:
(*) Para quem não era nascido à época, foi um plano econômico Brasileiro que visava conter uma hiperinflação em curso. A solução adotada foi confiscar a poupança e conta corrente de todos os brasileiros até aquela data, quebrando financeiramente diversas empresas e cidadãos. Se tivesse sido testado, teria feito o confisco dos cinco anos anteriores, apenas...

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