Grupos

Os ergonomistas dizem que qualquer ação que possa ser repetida da mesma forma mais de uma vez pode ser projetada. Enviar um email, abrir uma porta, asssitir um filme... Posto o fato percebo que já existe um "projeto da experiência de aprendizado ou ensino", e que os cursos de inglês já trabalham isso muito bem. A começar pelo material didático, aulas e avaliações multimeios e multimídia.
A avaliação pode ser escrita, oral ou em grupo. Idem para as tarefas/exercícios de aula. As exposições do conteúdo (matéria) podem ser sob a forma de vídeo, quadro interativo (um software educacional, que substitui o quadro tradicional, na verdade) áudio, jogos (outro software educacional).

Uma vez que todo o conteúdo já está definido em detalhe (o professor não precisa construir suas aulas), fico imaginando que instituições de ensino "ideais" (os cursos de inglês?) devem treinar os docentes ou fornecer espaço/tempo para que eles possam se inteirar desse conteúdo e tecnologias para ministrar em aula, já que nem todos os professores trabalham com multimídia em sala de aula. E além, deve haver um "serviço de aopio ao docente" (um coordenador, grupo de professores ou comunidade de funcionários) para que certas dívidas sobre o conteúdo do curso possam ser tiradas pelos novos docentes.

A educação no século XXI pressupõe esse modelo, que, ao contrário da "escola tradicional" e da "escola construtivista" estrutura o aprendizado permitindo que, ao mesmo tempo os alunos façam suas próprias construções do conhecimento. Por exemplo: as aulas podem estar organizadas, mas os alunos podem rever a matéria, a sua maneira, em casa, através de um CD-ROM, vídeo ou audio-book, por um motivo simples: cada um de nós possui certas habilidades mais desenvolvidas do que outras; um aluno vai apreender melhor o que está escrito, outro o que é apresentado visualmente, e assim por diante.

Normalmente se pensa que somente grandes corporações como franquias é que podem investir em "projeto da experiência de aprendizagem/ensino", pois possuem receita e infra-estrutura para tal. Nem sempre. Presto serviço para uma empresa sem filiais que possui seu material didático bem organizado (apostila com conteúdo e CD-ROM com exercícios extras). Na verdade os bons exemplos nem sempre são seguidos, ou raramente as políticas da empresa permitem que as boas idéias sejam postas em prática.

De qualquer forma, até o docente - independente da instituição de ensino - pode planejar a "experiência de ensino/aprendizagem" de suas aulas que na maioria das vezes é um mix de planejar como passar o conteúdo, desenvolver bons exercícios e desenvolver bom relacionamento interpessoal com os alunos. O único problema que pode haver são as políticas da instituição não colaborarem para que essas boas intenções permaneçam de pé: não funciona muito planejar bem uma aula de informática se os computadores por algum motivo não funcionam a contento.

Acredito que assim como a instituição de ensino deve ter políticas firmes, mas fundamentadas, sobre seus objetivos, o docente deve ter sua metodologia de aula bem definida e amarrada. Se vai fazer aula externa, fazer dessa aula parte da avaliação do aluno ou parte da matéria desenvolvida em aula para que ele perceba que a "aula externa" não é "dia de passeio", e que não pode faltar impunemente...

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