Estou com o livro do Maturana, um dos dois recomendados pelo Eric, em formato pdf. Não estou conseguindo passar para vocês pelo email do grupo, então, quem quiser, me pede e eu mando para o email pessoal de vocês.
Além disso:
Já confirmaram presença na próxima reunião, no dia 13/09, sábado, das 14:00h às 18:00h, aqui na Moleque de idéias:
Eric Fábio Leila Mari Nilton
Na ocasião pretendemos esclarecer o tema complexidade e dar continuidade à construção coletiva da carta de princípios do grupo dos Românticos Conspiradores.
As palavras sugeridas pelo grupo do Rio e que até aqui estão orientando a nossa produção coletiva são:
Espero que muitos mais possam vir à reunião presencial. Para os que não puderem e para os que quiserem ir trabalhando à distância, criei um fórum mantendo o modelo do grupo de São Paulo; ainda não está completo, mas vamos completando aos poucos; o endereço é http://rc-rj.forums-free.com/portal.html
Cadastrem-se lá para vermos se funciona para nós.
Beijos,
\O/ Leila País de Miranda I Diretora - Moleque de idéias / \ http://www.molequedeideias.com.br (21) 2710 0178 (21) 93451940
Colégio de Aplicação da Ferlagos, em Cabo Frio, local da nossa reunião de 28/08/2008.
Presentes: Lilian Azevedo de Moraes (lilianperri@hotmail.com), Mateus Leite (mateuselaurentino@yahoo.com.br), Nilton Lessa (nlessa@moleque.com.br) e Leila País de Miranda (leilamiranda@moleque.com.br).
Fomos muito bem recebidos pela Mari (mague_coelho@hotmail.com (Mariangela Coelho), vice-diretora do Colégio e uma das principais mobilizadoras da rede românticos conspiradores no Rio de Janeiro.
Na parte da manhã, conhecemos a diretora, alguns professores, alunos e as instalações do Colégio, e participamos de experiências interessantes: - um bate-papo sobre a biodiversidade da costa de Cabo Frio, entre alunos do curso de Biologia da Ferlagos e os alunos de 2o. grau do Colégio de Aplicação. Os alunos da faculdade haviam preparado uma maquete, que servia como apoio visual para os colegas. Todos estavam em roda, sentados confortavelmente e discutiam o assunto animadamente;
- uma novo olhar sobre as principais caracterísiticas de um movimento importante no panorama cultural brasileiro - o Tropicalismo. De forma inovadora, o Colégio de Aplicação apresenta o assunto para seus alunos do Ensino Médio de forma integrada, unindo num mesmo espaço e tempo os professores de História, Espanhol e Química, e seus diferentes pontos de vista e informações sobre o tema.
- uma apresentação das crianças do 2o. ciclo do Ensino Fundamental sobre estudo de diferenças na grafia de palavras com o memo som, sentidos diferentes. Foi bacana porque tivemos dúvidas com relação ao significado de algumas palavras e elas foram correndo pegar um dicionário para resolver o problema. Muito legal.
À tarde tentamos esclarecer como trabalharíamos a carta de princípios. Concordamos em continuar trabalhando com a lista de palavras que já havíamos construído.
Presentes: Eric Vieira de Souza (ericjfjug@gmail.com) Júnia Rocha Stefani (namorada do Eric, advogada e professora de inglês em Minas Gerais) Fábio Pinhão (fabiopinhao@gmail.com) Mari (mague_coelho@hotmail.com) Nilton Lessa (nlessa@moleque.com.br) Leila País de Miranda (leilamiranda@moleque.com.br)
Antes de chegarem todos, Mari e Leila conversaram sobre como trabalhar interesses individuais de
alunos no laboratório de informática do Cap-Ferlagos e também sobre
como amparar os professores quando desejam seguir este novo caminho.
Como transformar uma estrutura fordista, onde professor e alunos tem papéis e responsabilidades bem definidos, para um ambiente de aprendizagem colaborativo, onde tanto
o papel do aluno, quanto o do professor têm que mudar? Como incorporar
a tecnologia digital neste processo? Por onde começar?
Com o grupo reunido, assistimos ao DVD com o vídeo do Professor Pacheco na Moleque de idéias:
... e a um vídeo apresentando o processo de trabalho de crianças da Moleque de idéias em fase de alfabetização (5 a 7 anos), mostrando, elas mesmas, sua produção em suporte digital (editoração eletrônica com imagens de microscópio, música e vídeos).
O Fábio falou sobre sua experiência como professor de história, de suas aulas no jardim da escola, e provocou uma interessante discussão sobre o papel do professor e sobre o quê fazer com os alunos que não demonstram interesse no que está sendo apresentado. Novamente surgiu a questão: "que estrutura pode atender a múltiplos interesses?"
Depois foi a vez do Eric conversar conosco sobre Complexidade. Eric é analista de sistemas, "libertário ao extremo", como ele mesmo se define em sua página pessoal na rede de relacionamentos Orkut. Um de seus projetos, Células do Conhecimento, propõe, para uma sociedade mais justa e
democrática, uma estrutura educacional que tenha como objetivo uma
formação libertária e humanística, baseada em:
* Auto-Avaliação; * Grupos de Estudo; * Currículo ou Grade Escolar não obrigatórios; * Aprendizagem Cooperativa; * Transdiciplinar; * Ensino Construtivista.
Conversamos sobre o tema da complexidade e aqui ficam algumas coisas para se pensar:
Sistemas Emergentes
O que vem a ser sistemas emergentes? São sistemas onde o controle não é feito de cima para baixo, o controle é feito de baixo para cima. Quando você tem um sistema de controle de cima para baixo,
sempre existe um gerenciamento direto de cada parte do sistema. A
maioria dos programas de computadores são assim, onde cada função já é
pré-programada. Nos sistemas emergentes, onde o controle é de baixo para cima, cada parte do sistema tem um conjunto de regras simples, mas junto com as outras partes se torna um sistema mais inteligente. Por exemplo: Imagine
que temos uma sala cheia de moedas. E temos também vários robozinhos,
que tem duas regras: se encontrar uma moeda e ele não estiver com nenhuma,
ele segura a moeda, mas se já estiver segurando uma moeda ele deve largar
a moeda que está segurando. O que acontece se colocarmos esses
robozinhos numa sala cheia de moedas? Eles vão criar vários montes de
moedas. Vejam que fazer os montes de moedas não estava programado, mas
devido ao sistema emergente acontece algo inesperado.
O Mito da Formiga Rainha
Um formigueiro é um sistema Emergente. Não é a
formiga rainha que dá ordens às formigas operárias. Como cada parte do
formigueiro, as fomigas operárias são sistemas simples; no
conjunto, o formigueiro é um sistema bem adaptado e inteligente. Cada
formiga é guiada por um sistema de substâncias chamadas feromônios, que têm cheiro característico. Existem vários tipos de feromônios, como os feromônios sexuais, de agregação, de alarme, entre outros. O
caminho que elas percorrem do formigueiro até o alimento é baseado
nesses feromônios. Quando a formiga anda, ela deixa um cheiro que as
outras vão sentir. Se existirem dois caminhos, um maior e outro menor, com
o tempo elas vão só indo pelo menor caminho. O menor caminho vai ter
mais cheiro do que o que o maior, o cheiro só vai aumentando e elas
escolhem sempre onde o cheiro está mais forte.
O formigueiro, como sistema complexo, aprende com o tempo, e se comporta de modo diferente.
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Para estudar mais sobre complexidade:
Humberto Maturana Cognição, Ciência e Vida Cotidiana (coloquei o E-book no disco virtual do grupo) Steven Johnson EMERGÊNCIA: A Dinâmica de rede em Formigas,Cérebros, Cidades
A página do projeto sobre o discoideum (organismo citado no livro Emergência) é: http://dictybase.org/
O livro apresenta conceitos e reflexões sobre redes, sua história, suas
dinâmicas, potencialidades e desafios. Aponta fundamentos e princípios
de organização bem como alguns instrumentos e aspectos-chave para sua
gestão. Traz ainda relatos de experiências, imagens, documentos,
bibliografia sobre o tema, indicações de sites para pesquisa e outros
materiais que podem ajudar a qualquer pessoa ou grupo que queira
iniciar um processo de construção ou consolidação de redes já
existentes.
José Pacheco (jfpacheco@mail.telepac.pt) Andréa Villela (av.mafra@hotmail.com) Eliete Ana da Silva Barbosa (elieteana@ig.com.br) Luciana Barbosa (professoralubarbosa@terra.com.br) Luiza Colombo (luiza_c@oi.com.br) Ana Lúcia O. de Souza Leite (analeite66@bol.com.br) Paloma Sol (palomasol@gmail.com) Mariangela Coelho (Mari) (mague_coelho@hotmail.com) Leila País de Miranda (leilamiranda@moleque.com.br)
A reunião foi a primeira com a participação do Professor José Pacheco, e a primeira à qual compareceram Andréa, Eliete, Luciana, Luiza, Ana Lúcia e Paloma.
O grupo resolveu que cada uma se apresentasse, e faço aqui um breve resumo do que foi dito. Todas foram já convidadas a participar deste grupo virtual, e podem alterar a seu gosto a sua apresentação. A ordem dos depoimentos é a que ocorreu:
Eliete: professora, formadora de professores, integrante do Sindscope - Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II. Já trabalhou em várias unidades do Colégio Pedro II; luta por uma educação libertária, que além de permitir que a pessoa se instrua, possa auxiliar no desenvolvimento de seres livres e saudáveis física e emocionalmente.
Luciana: filha de Eliete, artista plástica, designer formada pela PUC-RJ, explicou o que significa design participativo, revelou sua trajetória profissional, principalmente no projeto "Desenhando Carnaval com Joãozinho Trinta". Tem dois filhos estudantes do Colégio Pedro II. Trabalha no Departamento de Artes e Design da PUC-RJ sob a coordenação do Prof. José
Luiz Mendes Ripper.
Luiza: estudante de Pedagogia na UFRJ, participa como voluntária de trabalho pedagógico com as crianças do Quilombo das Guerreiras, ocupação por ex-moradores de rua no Centro do Rio de Janeiro. Trabalha aos domingos com as crianças, de diferentes faixas etárias, com o objetivo de que entendam quem são e de elevar sua auto-estima. Luiza alinha o seu trabalho como educadora com educação popular, comunidades
populares e ações afirmativas, citando o Prof. Diógenes Pinheiro e o Programa Conexão de Saberes. Encontrei poucos vídeos sobre a ocupação. Abaixo apresento um dos que encontrei. A Luiza pode dizer se corresponde à ocupação na qual ela trabalha.
Andréa: Andréa é mãe de 3
meninos, o mais velho com 19 anos e o mais novo fazendo aniversário no mesmo dia desta reunião. Está casada há 21
anos, é profissional da Educação e formadora de professores na Unirio, professora de Filosofia da Educação. Trabalhou muito tempo com surdos.
obs: Andréa foi muito concisa na sua apresentação para o grupo, preocupada que estava com o adiantado da hora. Eu gostaria de acrescentar
algumas informações ao que ela falou: não há quem conheça o Professor José
Pacheco no Brasil e não tenha ouvido falar na Andréa Villela. Ela é sua
amiga de longa data, organizadora voluntária de suas atividades no
Brasil e especialista na Escola da Ponte. Foi dela o primeiro email que nos reuniu como grupo:
"Prezados, Em nome do nosso querido mestre José Pacheco solicito a todos aqueles que tiverem interesse em participar desta proposta que me confirmem por email a sua adesão e enviem seus telefones para contato que eu organizarei o grupo. Em breve retornarei a contactar vocês. Parafraseando José..."[...] O convite está lançado. Quem quer participar?"
Ana Lúcia: Ana está fazendo uma especialização em Educação Infantil pela PUC-RJ e é colaboradora do NIMA - Setor de Educação Ambiental da PUC-RJ, como professora do Curso de Extensão ArtEcologia. Trabalhou como Coordenadora no CEDI - Centro Educacional de Desenvolvimento Integrado, em Petrópolis, e hoje é consultora de projetos de Educação Ambiental da Fundação Roberto Marinho. Paloma Sol: Estudante de Geografia da UFRJ, Paloma participa do mesmo projeto que o Mateus Leite, outro membro do grupo RC-RJ, na comunidade caiçara de Parati, RJ. Na comunidade só há escola até o 5o. ano e o grupo trabalha na criação de uma escola de 6o. a 9o. ano na tentativa de evitar a evasão dos jovens que, em sua maioria, deixam a comunidade para não mais a ela retornar. O grupo trabalha com a idéia de montar um currículo adaptado à realidade caiçara. Não sei se a Paloma e o Mateus vão aprovar, mas encontrei vídeos sobre os Caiçaras no Youtube. Se não forem de boa qualidade, ou se retratarem uma realidade diferente da que conhecem, manifestem-se!
-------- Durante as apresentações, surgiram as seguintes dúvidas: É possível montar, por exemplo no caso da Luiza com as crianças da ocupação, atividades baseadas nas idéias das crianças? E no caso da comunidade Caiçara será que não poderiam as crianças serem trabalhadas para conduzirem elas próprias sua aprendizagem? Seria possível utilizar a tecnologia digital para ajudá-las nesse processo? Deixo aqui um vídeo que, no mínimo, dá o que pensar:
Uma outra dúvida importante do grupo foi com relação à Certificação. Mari acrescentou uma informação interessante: que as escolas são obrigadas a fornecer certificados para as pessoas que podem, por exemplo, ter perdido seus documentos - o problema desta solução é que a certificação se dá por prestação de exames-padrão. É uma solução, mas há o que pensar aí também. De quê outras formas podemos garantir o acesso das crianças a níveis mais altos de estudo ou ao emprego?
No final da reunião, o Professor José Pacheco, que passou a reunião anotando muito, parabenizou o grupo pela discussão e tentativa de união, e afirmou que em breve manda para nós aquilo que anotou. Disse que em novembro estará em Niterói e que talvez haja tempo para nos reencontrarmos, caso seja do nosso interesse. Ficou também no ar a possibilidade de nos encontrarmos em Paraty.
E com relação à carta de princípios, vamos continuar contruindo idéias lá no nosso fórum.
Hoje li a carta de apresentação da Sol, e pensei em reproduzir aqui o texto com que encerra as suas correspondências eletrônicas. Junto também o texto que o Eric usa. Acho que ambos refletem princípios importantes, compartilhados pelo grupo dos Românticos Conspiradores aqui do Rio:
Paloma Sol:
LOKAH SAMASTA SUKHINO BHAVANTU
"Possam Todos os Seres de Todos os Lugares Serem Felizes e Livres, e Possam as ações, palavras e pensamentos de minha própria Vida contribuir para essa Felicidade e Liberdade." *
Eric:
"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda." (Cecília Meireles)
----- E agora vou juntando outros:
Leila (na página principal da Moleque de idéias):
"Eu não sei quase nada, mas desconfio de muita coisa". (Guimarães Rosa)