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Encontro temático da Rede de Educadores de Museus e Centros Culturais

Projetos direcionados à terceira idade: experiências, desafios, demandas e perspectivas.

Data: 13/09/2010 / Local: Centro Cultural da Justiça Federal

 

Palestrantes

Andréa Garcia – CCJF

Carmem Alvarenga – Espaço Avançado da Universidade Federal Fluminense

Myrtes Regina Rueda de Almeida – AIA         -Associação das Inativas Ativas 

 

 

Ata resumida do Encontro

 Foi composta uma mesa redonda com as palestrantes convidadas e após a apresentação de cada uma, aberto um espaço para informações, perguntas e questões dos participantes.

 

- Andréa Garcia apresentou os principais objetivos do Setor Educativo do CCJF e o programa de atividades que oferece à grupos de terceira idade. Em relação aos objetivos menciona a memória, a afetividade e a inclusão e afirma como tarefa transdisciplinar norteadora da atuação do Setor, o desenvolvimento dos diversos significados da educação patrimonial o que implicaria em reflexões sobre a afetividade e sua relação com a cultura e com a construção do conhecimento. Nesta perspectiva entende que o papel do setor educativo nos museus e centros culturais é: “motivar afetuosamente, partilhando e ouvindo, tecendo saberes e efetivamente vivenciando o que é fazer parte de uma comunidade, de ser cidadão”. As atividades, direcionadas a grupos de terceira idade, sobretudo oficinas são organizadas também a partir da escuta a esses grupos.

Atividades:

Um parisiense no Brasil – palestra e dramatização de relatos dos viajantes franceses; Comemoração do Dia do Idoso; Oficina de Contação de Histórias; Oficina de Experimentação Musical; Oficina a partir de exposições; A África Hereditária; Oficina Reciclando o olhar.

Andréa comenta ainda sobre o retorno frequente de grupos que participam das atividades.

 

- Carmem do Espaço Avançado da Universidade Federal Fluminense – programa do Serviço Social criado há l6 anos com o objetivo de analisar políticas sociais. Estão envolvidos professores da universidade e um grupo de alunos do Serviço Social e de Letras, voluntários e alguns mediante bolsa, que atuam em diferentes atividades com os idosos. Estão inscritos mais de 200 dos quais em torno de 100 participam ativamente. Busca trabalhar com decisões coletivas e a partir do levantamento de interesses propõe o programa de atividades: encontros temáticos, palestras, filme com debate, saraus, comemoração de aniversários, oficinas (memória social, memória cognitiva), passeios culturais, comemorações e eventos, ensinando o que sabe (algum dos participantes ensina por ex: espanhol, dança), teatro (o grupo ensaia e apresenta em outros espaços).

O programa faz ainda acompanhamento nutricional e psicológico, assim como encaminha, mediante mobilização da Universidade, para atendimento às necessidades dos seus participantes.

Resultados evidenciados: para a universidade – mudança de visão e de concepção dos alunos participantes em relação ao envelhecimento que se manifesta na elaboração de crescente número de monografias sobre o tema; a importância de produzir conhecimento sobre o processo de envelhecimento e sobre a própria comunidade. Para os participantes – aumento significativo da auto estima e alegria de viver (diminuiu o índice de depressão), ocupação produtiva e prazerosa do tempo.

Sugestões para os museus e centros culturais: as atividades devem acontecer entre l4 e l7 horas e não no horário de almoço; que sejam atividades interativas, oficinas de cunho cognitivo com obras do museu; maior facilidade de acesso à programação voltada para os idosos; acesso a apresentação de música (popular) e a sessões de teatro. A disponibilização pelos museus e centros culturais de transporte coletivo para a realização das visitas.

 

- Gelsa – Associação das Inativas Ativas (AIA). Criada em 1992 por um grupo de professoras aposentadas (somente mulheres) com o objetivo de “reforçar a amizade e tornar a vida mais agradável”. Promovem atividades, bate-papos, passeios culturais (Ilha Fiscal, Forte de Copacabana, museus), assistem a peças teatrais, desenvolvem ações filantrópicas, sobretudo, a asilo de idosos. São 52 participantes divididas em 5 grupos e cada grupo assume o planejamento de 2 eventos gerais por ano. Pagam uma taxa mensal para cobrir as despesas com o deslocamento coletivo e os lanches por ocasião dos passeios e eventos.

 

Após a apresentação houve um espaço para perguntas e uma rica troca de informações seguido de lanche oferecido delo CCJF.

 

Participaram do Encontro, integrantes do Setor Educativo do CCJF, do espaço avançado da UFF, da associação AIA e profissionais oriundos dos seguintes museus: Casa de Rui Barbosa, Museu do Ingá, Museu de Ciência e Vida, Museu da Vida, Museu da Maré, Museu do Primeiro Reinado, Centro Cultural Jerusalém, Museu Naval, Museu Histórico Nacional, além de pessoas sem inserção institucional.

 

 

 



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Rede de Educadores em Museus - REM
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REM/RJ - setembro de 2010

11:27 @ 06/09/2010



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Prezados participantes do II Encontro Nacional da Rede de Educadores em Museus,
 
Conforme acordado em nosso encontro, o grupo gestor da REM-RJ, formatou a Carta de Princípios, tendo como base os documentos produzidos nos grupos de trabalho. Solicitamos a todos que emitam suas opiniões/críticas/sugestões até o dia 28 de maio.
 
Lembramos que este é um processo democrático fruto de um trabalho coletivo e, portanto, sua opinião é fundamental!
 
Cordialmente,
 
Grupo Gestor
 
Aparecida Rangel
Bárbara Harduim
Iloni Seibel
 
Suplentes
 
Magaly Cabral
Maria Rosa Correia
 
 
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Durante do II Encontro Nacional da Rede de Educadores em Museus e Centros Culturais do Rio de Janeiro, realizado entre os dias 02 e 04 de dezembro de 2009, no Palácio Gustavo Capanema, na cidade do Rio de Janeiro, com a presença de, aproximadamente, 150 profissionais da área de educação em museus representando as cinco regiões brasileiras, foi elaborado o documento a seguir, denominado Carta de Princípios.

 

O referido encontro, intitulado a dimensão educativa dos museus: uma forma de olhar,  teve como objetivo principal proporcionar um espaço de reflexão e de debate sobre Museus e Educação e suas variadas abordagens. Para tal, foram propostas cinco dimensões correspondentes a diferentes olhares, a saber: o olhar das políticas públicas; o olhar do educador; o olhar acadêmico; o olhar dos públicos e o olhar institucional.

 

Como metodologia adotada para a elaboração do documento foi sugerido as REM´s, dos diferentes estados, que discutissem previamente os temas propostos e, apresentassem suas contribuições para o documento. Durante o encontro, os participantes foram convidados a se inscrever em cinco grupos de trabalho, de acordo com seu interesse, divididos conforme as temáticas, acima enunciadas. No último dia, representantes de cada grupo se reuniram para a elaboração de uma minuta que, como acordado na ocasião, seria organizada pelo Grupo Gestor, para então ser enviada aos participantes. Após as leituras e contribuições, por meio do blog da REM, o documento será finalizado e enviado aos órgãos competentes, universidades, instituições museológicas e afins.

 

 

Carta de Princípios

 

GT1 – o olhar do educador

Ao iniciar a reflexão sobre esta temática o grupo sentiu a necessidade de definir o termo  educador em museus, concluindo tratar-se do profissional, oriundo de diferentes áreas de formação, que possa atender as especificidades da categoria institucional em que ele se encontra (museus de ciência, museus de arte, museus de história) que elabora, desenvolve, pesquisa e avalia as ações voltadas para o público com fins educativos.

 

Os educadores em museus apontam como necessidades primordiais que:

 

-          toda instituição possua um Setor Educativo formado por uma equipe multidisciplinar, do seu quadro permanente, podendo contar com apoios e consultorias externas;

-          seja construído e explicitado um projeto político-pedagógico que oriente a concepção, o desenvolvimento e avaliação das ações educativas, apresentando os referenciais teórico-metodológicos que o fundamentem;

-          o educador em museus tenha lugar na  equipe de planejamento da instituição, tendo em vista a dimensão comunicativa da educação que perpassa em todos os setores;

-           se invista continuamente na formação e qualificação profissional;

-          sejam implementadas Políticas Públicas, visando a legitimação do profissional – educador de museus -, por meio de formação específica, seja em cursos lato-sensu, stricto-sensu, cursos de extensão e formação continuada; o que exige o fortalecimento dos laços com a Universidade;

-          contemple em suas ações os vários segmentos de público (etários e sociais), incluindo as pessoas com necessidades especiais;

-          reafirme por meio das ações educativas o papel social da instituição;

 

 

GT 2 –  O olhar das políticas públicas

As políticas públicas devem favorecer:

 

-          a existência de um quadro de funcionários públicos capacitados para o campo da educação em museus;

-          a valorização do campo da educação em museus;

-          a melhoria das condições de trabalho, garantindo dotação orçamentária e uma equipe permanente, com plano de cargos e salários;

-          o fortalecimento do campo de atuação com a criação de cursos acadêmicos em diferentes níveis e programas de formação continuada;

-          o aprimoramento e atualização dos profissionais incentivando e financiando a participação em cursos e em fóruns relacionados à área, no Brasil e no exterior;

-          a implementação de programas de acessibilidade nas instituições garantindo o respeito aos públicos em sua diversidade e necessidades, bem como a democratização da cultura;

 

 

 

GT 3 – o olhar institucional

 Cabe à instituição museológica:

 

-          garantir a existência de um setor educativo na estrutura organizacional equiparado, hierarquicamente, aos demais setores;

-          dotar o setor com recursos humanos qualificados, materiais e financeiros necessários ao seu funcionamento;

-          adotar uma política de formação e qualificação permanente dos profissionais;

-          garantir a participação efetiva de um representante do setor na formulação do plano museológico e em todas as instâncias do planejamento dos programas institucionais, como por exemplo o processo de concepção e execução dos diferentes momentos das exposições;

-          favorecer a articulação e comunicação entre os setores;

-          viabilizar a participação dos profissionais do setor nos fóruns e encontros da área, seja no Brasil ou no exterior;

-          incentivar e promover a criação de grupos de pesquisa contemplando as várias linhas existentes na instituição;

-          superar o caráter eventual das suas ações, instituindo programas de médio e longo prazos;

-          criar instrumentos de coleta e registro de todas as informações (relatórios; projetos; imagens etc.) relativas a concepção, desenvolvimento e avaliação das ações e programas educativos visando à construção da memória institucional;

 

 

GT 4 – o olhar do público

 Os profissionais responsáveis pela prática da ação educativa em museus devem propor e tentar entender como se dá a experiência dos visitantes no museu, por intermédio de pesquisas qualitativas e quantitativas que possam:

 

-          dimensionar quem é o público da instituição e quais são suas percepções, demandas e motivações;

-          mapear os diferentes segmentos sociais e etários que frequentam a instituição, bem como aqueles segmentos que não frequentam;

-          buscar uma linguagem acessível que permita a compreensão da temática da instituição, pelo público, como condição para o estabelecimento efetivo do diálogo;

-          incentivar o desenvolvimento de práticas/ações pautadas em metodologias que tenham no diálogo o princípio que rege a relação educador/visitante, considerando este como sujeito de sua própria história;

-          permitir à instituição criar as condições necessárias relacionadas à sinalização, conforto, acessibilidade, acolhimento entre outros itens,  para que o público tenha autonomia e, possa, assim se apropriar plenamente do espaço; 

-          manter uma comunicação sistemática com o público, por meio de questionário, livro de sugestão/crítica, enquête e outros instrumentos que permitam avaliar o trabalho que está sendo desenvolvido visando aprimora-lo constantemente;

 

 

GT 5 – o olhar acadêmico

Tendo em vista a inexistência de um curso específico que forme o educador em museus, as instituições/órgãos de classe, a exemplo, da REM, deve estreitar os laços com a academia para numa articulação e ações conjuntas possibilitar:

 

-          o incentivo e a criação de cursos de formação ou disciplinas que tratem das especificidades deste campo do conhecimento;

-          a compreensão que este campo (educação em museus ou instituições culturais em geral) é necessariamente multidisciplinar, sendo fundamental o conhecimento de diferentes áreas;

-          a criação de intercâmbio para o desenvolvimento de programas de estágio curricular (Cursos de Museologia; Pedagogia; Arte; Licenciaturas entre outros), estudos, monografias, dissertações e teses, favorecendo maior oxigenação às práticas, idéias e teorias; 

-          o desenvolvimento de linhas de pesquisas teóricas e aplicadas;

-          a realização de fóruns/encontros/congressos que possibilitem o debate, a reflexão, o compartilhamento de  experiências e, sobretudo o incentivo à produção de conhecimento;

-          criação de publicações e/ou veículos afins, voltados para a divulgação dos resultados de estudos, pesquisas, relatos de experiências, entrevistas e outros meios.

 

 

 

 

 

C O M U N I C A Ç Õ E S    A P R O V A D A S

 

Biblioteca Infantil – um espaço cultural

Luzia de Mendonça

Imagens do Museu: percepções transformadoras dos estudantes do 6º ao 9º ano

Ana Carolina Gelmini de Faria

A leitura do Museu da Língua Portuguesa à luz de uma concepção de texto

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Pequenas mãos: uma experiência entre a educação infantil e o CCBB educativo

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Para um museu do povo: a pedagogia Freinet aplicada em ecomuseus

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Por uma práxis da memória – os museus e os desafios da educação para o patrimônio

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Os museus nos currículos escolares. Um estudo de caso da exposição “Memória do Gás: o futuro sempre presente”

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Antes, durante e depois: museus e escolas no ensino da história

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Encontros da arte e do museu com a educação: tempo de encantamento e reflexão

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Educação especial em museus de arte: educação para síndrome de down no Instituto Inhotim

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A infância representada em espaços museais de Santa Catarina

Amalhene Baesso Reddig

Como se educa no museu? Resultados preliminares de uma proposta de estudo para o delineamento da especificidade de educação em museus

Luciana Conrado Martins

II Econtro Nacional da REM

19:07 @ 17/10/2009

Material apresentado no dia 27 de abril de 2009.

Local: Caixa Cultural- RJ

 

Setores/Serviços Educativos em Museus e Centros Culturais: O que é? Para que serve e o que faz?

Magaly Cabral.


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