Família Murdock: Santiago do Chile Parte 02
Holá viajantes!!! Saudações!!!
Finalmente, é hora de voltar para casa. Depois de rodados 19.838kms, utilizando todos os tipos de transporte, estamos nos preparando para ir para casa.
Então, vamos lá: nossos últimos dois dias em Santiago e a volta para casa.
O penúltimo dia foi o dia de conhecer os arredores de Santiago, restaurantes e afins.
Conversamos com Sarita, nossa guia em Santiago. Ela deu altas dicas para conhecer a cidade e recomendou que fossemos para um parque que fica no centro da cidade, onde tem teleférico, etc (não lembro o nome...), como se fosse o Central Park, entende?
Outra opção seria seguir para Viña Del Mar, cidade que fica bem próxima de Santiago, onde tem vinícolas, passeios e estava rolando um festival de musica internacional com bandas como o A-Ha, dentre outras.
Bem, sinceramente Viña Del Mar foi o que me pareceu melhor opção, mas estava tão cansado de viajar, sério mesmo, que preferi seguir para o centro da cidade (de novo), para procurar o tal parque.
Acabou que não encontramos... fomos para o mercado público, bem próximo a estações de metrô, e fomos provar da culinária de Santiago.
Vocês devem estar pensando que o mercado público é um lugar feio, onde só dá o povão, mas não é nada disso. É um ponto turístico mesmo, bem freqüentado. Claro que tem a ala do povão, mas a maior parte é mesmo reservada para os turistas.
É impossível você entrar no mercado público e sair sem comer nada. As opções são das mais variadas possíveis; mas a predominância é de peixes e frutos do mar.
Tem vários restaurantes, mas o mais badalado e que tem mais lojas é o Donde Augusto. Ele só pode ser dono do mercado, porque no centrão, só se vê restaurantes Donde Augusto.
Bem, sentamos e fomos comer.
Fofinha, pediu salmão. Eu, pedi carne de alguma coisa (caça).
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Almoço no Donde Augusto |
Os pratos, são muito bem servidos. Principalmente os de frutos do mar e peixes. Você come muito bem e paga relativamente barato.
Nossa conta, deu CP$ 12.000 algo como US$ 22,00, com as biritas.
Embora os outros garçons tenham dito que eles eram careiros, achamos os preços até bastante acessíveis.
O prato principal (e também mais caro), é a centolla.
A centolla, que não é estranha nossa pois tínhamos visto em Ushuaia, é um carangueijo de alto mar incrivelmente grande.
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Escolhendo o prato |
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No detalhe, a Centolla |
Um casal ao lado da nossa mesa, pediu esse prato, que custa US$ 150,00. Fica um garçon exclusivamente para eles, preparando o tal caranguejo com um alicate quebrando a casca, pois no maozão fica mais difícil.
Nos tiramos uma foto, mas como não ilustra bem o tamanho do bicho, coloco outra que consegui na net. Sem exagero, é desse tamanho mesmo e o cara que está segurando, não é um anão.
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A Centolla |
Bem, depois de comermos muito bem, fomos para (olha a criatividade) o shopping.
De shopping, não tem muito o que falar; bonito, grande, etc. Ah, também se paga para usar o banheiro.
Tomamos sorvete, demos um role, e voltamos para o hostal
É, eu sei, não foi muito emocionante mas Santiago, é a capital da cultura. Se quiser ver museus, pode ir para lá... outras coisas, só nos arredores.
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Sorvetada |
Bem, estamos nós, postando algumas fotos, falando com o povo no MSN, e chega uma nova hóspede australiana podre de feia.
Começam a conversar ela e mais um cara e, conversa vai, conversa vem, os dois saem para a balada.
Novamente, ficamos em casa.
Estou lá eu, assistindo o meu DVD, quando chega o casal. Agarrados, se beijando muito, etc, etc.
Eu, vou para o quarto. E vou me preparando para dormir, quando de repente e, não mais que de repente, a luz do quarto vizinho acende (lembra que eu falei que do meu quarto, tem uma porta com janelão interligando o quarto vizinho?).
Pois bem, daí começam aqueles ruídos característicos. beijos, línguas, amaços e... tum! Cai um sapato no chão. Tum! Outro sapato no chão. Como o chão era de madeira, não tinha como não escutar.
Meu amigo, daí começa um tal de um rangido (o colchão era de mola), e esse rangido vai aumentando e pegando ritmo e os beijos ficam mais ardentes e... para por um segundo. Pensei que tinham acabado. Ouvi uns cochichos e começa o rangido de novo. E vai e vem, vai e vem, e já vai dando aquela ansiedade, aumenta o ritmo, aumenta e... a respiração dois dois ficou mais ofegante, ouve-se uns gemidos e param. Finalmente...
Gente, parecia que estavam no nosso quarto. Era impressionante.
Passa-se uns poucos minutos (eles nem tinham apagado a luz), começa de novo o ritual (que fôlego).
Olho para o lado e da. Maria está com os olhos esbugalhados... se levanta com raiva dizendo: “assim não dá”. E sai batendo perna pelo quarto, em direção ao banheiro. O chão faz um barulho danado e eles interrompem; cochicham outras coisas e apagam a luz... e o silencia impera.... até as 08:00hs quando começa tudo de novo. Que despertador, esse... vou te contar.
Como já tínhamos sido despertados, vamos tomar o café. O casal, nem sinal; continuava trancado no quarto.
Depois do café, encontro com Luck no MSN que me faz uma encomenda nada inusitada: cerveja chilena.
Putz, lá vai eu atrás dessa cerveja de Luck.
Sarita indica um supermercado no final da rua, para onde eu sigo para comprar as biritas e mais uns vinhos.
Meu amigo, isso já tinha acontecido em Punta Arenas e agora em Santiago. Eu entro no supermercado, os seguranças da loja começam a cochichar a passar rádio, enfim, você percebe que está sendo vigiado.
Um deles se entregou, quando eu estava em um corredor e ele vem correndo, quando me vê, para do meu lado e tenta disfarçar.
Cara, não consegui disfarçar a minha revolta. E isso, era só com os estrangeiros; com os nativos nada. Meu, dá muita raiva.
Tentando levar na esportiva, peço ao segurança, com um sorriso bem amarelo, para ele me indicar bons vinhos para peixes e carnes. Ele indica com prazer umas opções de vinhos.
Alias, você entra em um supermercado em Santiago e os corredores são vários e imensos; são muitas as opções de vinhos para todo o tipo de prato e de preços bem variados.
Em geral, os vinhos são baratos. Mais baratos até, do que as cervejas que Luck me pediu para comprar. Que no fim foram holandesas e alemãs. Pelo que entendi, o Chile não fabrica cerveja, pois não vi uma cerveja chilena para vender. Tudo importado.
Bem, após esse episódio, peguei Fofinha no hostal e fomos comprar artesanato.
Na estação rodoviária, tem várias lojinhas com preços muito acessíveis e boas opções para comprar artesanato local.
No Chile, o artesanato gira mais em torno do couro e do cobre. A variedade é imensa e são bastante bonitos.
Tentando não esquecer de todo mundo, compramos as lembrancinhas.
Para almoçar, ficamos por lá mesmo.
C Dica para os viajantes: Nos restaurantes chilenos, existem áreas reservadas para fumantes e não fumantes. Eles fumam mesmo durante as refeições e para quem, como eu, não gosta de comida fedendo a fumaça de cigarro, cachimbo, etc, peça uma mesa na ala dos não fumantes. Isso vale para todos os lugares que visitamos no Chile.
Compramos o artesanato, comemos um bom pollo assado, e seguimos para o hostel. Está na hora de seguir para o aeroporto.
Já estava tudo arrumando quando o táxi chegou (e o casal, ainda no quarto). Colocamos nossas mochilas no táxi e seguimos para o aeroporto. Alias, fica relativamente longe do centro.
Chegando no aeroporto, estava um tumulto danado. Muita gente mesmo, um forte esquema de segurança. Pensei: isso tudo, só para me ver???
Que nada, a galera com maquinas fotográfica e tudo mais, quando vejo a camisa do U2. Ai me toquei: A turnê do U2, Vertigo, eles vem para Santiago.
Meu amigo, não deu outra. Era claro que eles iriam descer pela área internacional do aeroporto. E adivinha por onde nós íamos? Pela área internacional, claro.
Corremos para fazer o chek-in, despachamos tudo e corremos para procurar Bono e cia.
Após alguns minutos de espera e com o nosso vôo já sendo anunciado, eis que eles chegam.
Os caras são demais, distribuindo simpatia. Não tinha como chegar perto deles, óbvio, mas vê-los tão de pertinho como nos os vimos, não tem como descrever. Parecia que estávamos nos bastidores, sabe? Todo mundo lá fora, espremido e nos bem pertinho deles, no maior conforto... Não tenho palavras para descrever. Foi para fechar a viagem com chave de ouro.
Deu uma vontade danada de ficar e curtir o show deles, ingresso a US$ 100,00 com os cambistas, mas não dava mais. Era hora de voltar para casa.
Os nossos nomes já estão sendo anunciados nos auto falantes e lá vamos nós, correndo pelo aeroporto até chegar no embarque, que já estava praticamente encerrado, só estavam esperando por nós. Mas valeu a pena, hora se não valeu...
Os demais detalhes, todos já sabem. Free shop em São Paulo, conexão em Recife e, finalmente, casa.
Foi uma expedição que nunca sairá da minha memória; lembranças e experiências vividas que estão eternizadas em nossas vidas. Amigos, colegas, companheiros de viagens, saudades de todos eles que encontramos e formamos, mesmo que por pouco tempo, uma família.
Amigos, agradeço a todos vocês que nos acompanharam no decorrer da nossa expedição. Foram dias de muitas alegrias, choro, suor, frio e lágrimas, mas que valeram muito a pena.
Foram 30 dias de pe na estrada:
- 20 cidades visitadas;
- 02 capitais federais;
- 09 capitais regionais;
- 19.838kms rodados;
- 30 horas voadas;
- 20 horas de treking;
- 04 horas de barco;
- 06 horas de trem;
- 06 hotels, albergues, aparts;
- 1.000.000 de pontos em experiencia de vida!
Estou a disposição de todos vocês que tiverem duvidas e precisarem de ajuda no planejamento de uma viagem; mesmo que não seja tão longa.
As principais fotos desta nossa viagem, estao no nosso flog.
Visitem: http://photos.yahoo.com/dizaigalado
Deixo meu abraço sincero a todos.
Mas não pensem que acabou. A Família Murdock já tem destino certo para janeiro de 2007: Chapada Diamantina.
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Gruta Azul e Morro do Pai Ináci: Chapada Diamantina - BA |
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E em janeiro de 2008, a próxima parte da nossa expedição.
O destino agora será: Peru e Bolívia.
Machu Piuchu, Nazca, lago Titicaca, Salar de Uyuni e muito mais. O planejamento já começou. E, em breve estaremos seguindo.
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Machu Pichu e Linhas de Nazca - Peru |
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Um abraço a todos
E bons ventos!!!
Rômulo Murdock
FORÇA SEMPRE
In God we trust!
Um provérbio indígena questiona se:
“Somente quando for
cortada a última árvore, pescado o último peixe,
poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber
que não podem comer dinheiro".