Grupos

Prezados viajantes.

 

No nosso blog, procuramos colocar o máximo de informações relevantes possíveis aos próximos viajantes, como dados sobre a cidade, história, clima, demografia e relevo.

 

Tais dados não foram tirados da minha cabeça; pesquisamos muito antes de colocar as informações aqui.

 

Então, estou citando as fontes pesquisadas que utilizei para dar a maioria das informações sobre as cidades que visitamos, e que tambem utilizamos para planejar a nossa viagem. Até para os viajantes que precisarem se aprofundar nas suas pesquisas.

 

Livros, Revistas e Periódicos:

 

 

Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul

Autor        Zizo Asnis

Editora      TRILHOS E MONTANHAS

 

 

Revista Viagem e Turismo Especial: Guia O Melhor da América do Sul

Edição: 4

Número de Páginas: 321

Ano de Lançamento: 2005

 

 

Sites

 

 

São inúmeros os sites que pesquisamos, vou colocar os mais relevantes

 

Crônica: Trekking, gelo e pingüins na viagem ao "fim do mundo"

Por Sergio Ripardo da Folha Online

http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u5260.shtml

 

 

Vinhos, chocolates e paisagens de tirar o fôlego na Serra Gaúcha

Por Férias Brasil

http://feriasbrasil.terra.com.br/scripts/regiaofantasia.cfm?regiaofantasia=Serra%20Ga%FAcha

 

Portal Gramado

http://www.portalgramado.com.br/

 

Fórum: Mochileiros.com – Maior comunidade mochileira da Internet Brasileira

http://www.mochileiros.com/

 

Mochila Brasil

http://www2.uol.com.br/mochilabrasil/

 

Secretaria de Turismo de Buenos Aires

http://www.bue.gov.ar/home/

 

Secretaria de Turismo de Ushuaia

http://www.e-ushuaia.com./

 

Governo do Chile

http://www.gochile.cl/Home_s/Default.asp

 

 

Além das entrevistas e pesquisas que fizemos com os habitantes locais.

 

Abs

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Família Murdock: Santiago do Chile Parte 02

 

         Holá viajantes!!! Saudações!!!

 

         Finalmente, é hora de voltar para casa. Depois de rodados 19.838kms, utilizando todos os tipos de transporte, estamos nos preparando para ir para casa.

 

         Então, vamos lá: nossos últimos dois dias em Santiago e a volta para casa.

 

O penúltimo dia foi o dia de conhecer os arredores de Santiago, restaurantes e afins.

 

Conversamos com Sarita, nossa guia em Santiago. Ela deu altas dicas para conhecer a cidade e recomendou que fossemos para um parque que fica no centro da cidade, onde tem teleférico, etc (não lembro o nome...), como se fosse o Central Park, entende?

 

Outra opção seria seguir para Viña Del Mar, cidade que fica bem próxima de Santiago, onde tem vinícolas, passeios e estava rolando um festival de musica internacional com bandas como o A-Ha, dentre outras.

 

Bem, sinceramente Viña Del Mar foi o que me pareceu melhor opção, mas estava tão cansado de viajar, sério mesmo, que preferi seguir para o centro da cidade (de novo), para procurar o tal parque.

 

Acabou que não encontramos... fomos para o mercado público, bem próximo a estações de metrô, e fomos provar da culinária de Santiago.

 

Vocês devem estar pensando que o mercado público é um lugar feio, onde só dá o povão, mas não é nada disso. É um ponto turístico mesmo, bem freqüentado. Claro que tem a ala do povão, mas a maior parte é mesmo reservada para os turistas.

 

É impossível você entrar no mercado público e sair sem comer nada. As opções são das mais variadas possíveis; mas a predominância é de peixes e frutos do mar.

 

Tem vários restaurantes, mas o mais badalado e que tem mais lojas é o Donde Augusto. Ele só pode ser dono do mercado, porque no centrão, só se vê restaurantes Donde Augusto.

 

Bem, sentamos e fomos comer.

 

Fofinha, pediu salmão. Eu, pedi carne de alguma coisa (caça).

 

Almoço no Donde Augusto

 

Os pratos, são muito bem servidos. Principalmente os de frutos do mar e peixes. Você come muito bem e paga relativamente barato.

 

Nossa conta, deu CP$ 12.000 algo como US$ 22,00, com as biritas.

 

Embora os outros garçons tenham dito que eles eram careiros, achamos os preços até bastante acessíveis.

O prato principal (e também mais caro), é a centolla.

A centolla, que não é estranha nossa pois tínhamos visto em Ushuaia, é um carangueijo de alto mar incrivelmente grande.

 

Escolhendo o prato

No detalhe, a Centolla

 

Um casal ao lado da nossa mesa, pediu esse prato, que custa US$ 150,00. Fica um garçon exclusivamente para eles, preparando o tal caranguejo com um alicate quebrando a casca, pois no maozão fica mais difícil.

 

         Nos tiramos uma foto, mas como não ilustra bem o tamanho do bicho, coloco outra que consegui na net. Sem exagero, é desse tamanho mesmo e o cara que está segurando, não é um anão.

 

A Centolla

 

         Bem, depois de comermos muito bem, fomos para (olha a criatividade) o shopping.

 

De shopping, não tem muito o que falar; bonito, grande, etc. Ah, também se paga para usar o banheiro.

 

         Tomamos sorvete, demos um role, e voltamos para o hostal

É, eu sei, não foi muito emocionante mas Santiago, é a capital da cultura. Se quiser ver museus, pode ir para lá... outras coisas, só nos arredores.

 

Sorvetada

 

         Bem, estamos nós, postando algumas fotos, falando com o povo no MSN, e chega uma nova hóspede australiana podre de feia.

 

         Começam a conversar ela e mais um cara e, conversa vai, conversa vem, os dois saem para a balada.

Novamente, ficamos em casa.

 

         Estou lá eu, assistindo o meu DVD, quando chega o casal. Agarrados, se beijando muito, etc, etc.

        

         Eu, vou para o quarto. E vou me preparando para dormir, quando de repente e, não mais que de repente, a luz do quarto vizinho acende (lembra que eu falei que do meu quarto, tem uma porta com janelão interligando o quarto vizinho?).

 

         Pois bem, daí começam aqueles ruídos característicos. beijos, línguas, amaços e... tum! Cai um sapato no chão. Tum! Outro sapato no chão. Como o chão era de madeira, não tinha como não escutar.

 

         Meu amigo, daí começa um tal de um rangido (o colchão era de mola), e esse rangido vai aumentando e pegando ritmo e os beijos ficam mais ardentes e... para por um segundo. Pensei que tinham acabado. Ouvi uns cochichos e começa o rangido de novo. E vai e vem, vai e vem, e já vai dando aquela ansiedade, aumenta o ritmo, aumenta e... a respiração dois dois ficou mais ofegante, ouve-se uns gemidos e param. Finalmente...

 

         Gente, parecia que estavam no nosso quarto. Era impressionante.

 

Passa-se uns poucos minutos (eles nem tinham apagado a luz), começa de novo o ritual (que fôlego).

 

         Olho para o lado e da. Maria está com os olhos esbugalhados... se levanta com raiva dizendo: “assim não dá”. E sai batendo perna pelo quarto, em direção ao banheiro. O chão faz um barulho danado e eles interrompem; cochicham outras coisas e apagam a luz... e o silencia impera.... até as 08:00hs quando começa tudo de novo. Que despertador, esse... vou te contar.

 

         Como já tínhamos sido despertados, vamos tomar o café. O casal, nem sinal; continuava trancado no quarto.

 

         Depois do café, encontro com Luck no MSN que me faz uma encomenda nada inusitada: cerveja chilena.

 

Putz, lá vai eu atrás dessa cerveja de Luck.

 

Sarita indica um supermercado no final da rua, para onde eu sigo para comprar as biritas e mais uns vinhos.

 

Meu amigo, isso já tinha acontecido em Punta Arenas e agora em Santiago. Eu entro no supermercado, os seguranças da loja começam a cochichar a passar rádio, enfim, você percebe que está sendo vigiado.

 

Um deles se entregou, quando eu estava em um corredor e ele vem correndo, quando me vê, para do meu lado e tenta disfarçar.


Cara, não consegui disfarçar a minha revolta. E isso, era só com os estrangeiros; com os nativos nada. Meu, dá muita raiva.

 

Tentando levar na esportiva, peço ao segurança, com um sorriso bem amarelo, para ele me indicar bons vinhos para peixes e carnes. Ele indica com prazer umas opções de vinhos.

 

Alias, você entra em um supermercado em Santiago e os corredores são vários e imensos; são muitas as opções de vinhos para todo o tipo de prato e de preços bem variados.

 

Em geral, os vinhos são baratos. Mais baratos até, do que as cervejas que Luck me pediu para comprar. Que no fim foram holandesas e alemãs. Pelo que entendi, o Chile não fabrica cerveja, pois não vi uma cerveja chilena para vender. Tudo importado.

 

Bem, após esse episódio, peguei Fofinha no hostal e fomos comprar artesanato.

 

Na estação rodoviária, tem várias lojinhas com preços muito acessíveis e boas opções para comprar artesanato local.

 

No Chile, o artesanato gira mais em torno do couro e do cobre. A variedade é imensa e são bastante bonitos.

         Tentando não esquecer de todo mundo, compramos as lembrancinhas.

 

Para almoçar, ficamos por lá mesmo.

 

C Dica para os viajantes: Nos restaurantes chilenos, existem áreas reservadas para fumantes e não fumantes. Eles fumam mesmo durante as refeições e para quem, como eu, não gosta de comida fedendo a fumaça de cigarro, cachimbo, etc, peça uma mesa na ala dos não fumantes. Isso vale para todos os lugares que visitamos no Chile.

 

Compramos o artesanato, comemos um bom pollo assado, e seguimos para o hostel. Está na hora de seguir para o aeroporto.

 

Já estava tudo arrumando quando o táxi chegou (e o casal, ainda no quarto). Colocamos nossas mochilas no táxi e seguimos para o aeroporto. Alias, fica relativamente longe do centro.

 

         Chegando no aeroporto, estava um tumulto danado. Muita gente mesmo, um forte esquema de segurança. Pensei: isso tudo, só para me ver???

 

Que nada, a galera com maquinas fotográfica e tudo mais, quando vejo a camisa do U2. Ai me toquei: A turnê do U2, Vertigo, eles vem para Santiago.

 

Meu amigo, não deu outra. Era claro que eles iriam descer pela área internacional do aeroporto. E adivinha por onde nós íamos? Pela área internacional, claro.

 

         Corremos para fazer o chek-in, despachamos tudo e corremos para procurar Bono e cia.

        

         Após alguns minutos de espera e com o nosso vôo já sendo anunciado, eis que eles chegam.

 

         Os caras são demais, distribuindo simpatia. Não tinha como chegar perto deles, óbvio, mas vê-los tão de pertinho como nos os vimos, não tem como descrever. Parecia que estávamos nos bastidores, sabe? Todo mundo lá fora, espremido e nos bem pertinho deles, no maior conforto... Não tenho palavras para descrever. Foi para fechar a viagem com chave de ouro.

 

         Deu uma vontade danada de ficar e curtir o show deles, ingresso a US$ 100,00 com os cambistas, mas não dava mais. Era hora de voltar para casa.

 

         Os nossos nomes já estão sendo anunciados nos auto falantes e lá vamos nós, correndo pelo aeroporto até chegar no embarque, que já estava praticamente encerrado, só estavam esperando por nós. Mas valeu a pena, hora se não valeu...

 

Os demais detalhes, todos já sabem. Free shop em São Paulo, conexão em Recife e, finalmente, casa.

 

Foi uma expedição que nunca sairá da minha memória; lembranças e experiências vividas que estão eternizadas em nossas vidas. Amigos, colegas, companheiros de viagens, saudades de todos eles que encontramos e formamos, mesmo que por pouco tempo, uma família.

         Amigos, agradeço a todos vocês que nos acompanharam no decorrer da nossa expedição. Foram dias de muitas alegrias, choro, suor, frio e lágrimas, mas que valeram muito a pena.

 

         Foram 30 dias de pe na estrada:

 

- 20 cidades visitadas;

- 02 capitais federais;

- 09 capitais regionais;

- 19.838kms rodados;

- 30 horas voadas;

- 20 horas de treking;

- 04 horas de barco;

- 06 horas de trem;

- 06 hotels, albergues, aparts;

- 1.000.000 de pontos em experiencia de vida!

 

         Estou a disposição de todos vocês que tiverem duvidas e precisarem de ajuda no planejamento de uma viagem; mesmo que não seja tão longa.

 

        As principais fotos desta nossa viagem, estao no nosso flog.
Visitem: http://photos.yahoo.com/dizaigalado

 

 Deixo meu abraço sincero a todos.

 

Mas não pensem que acabou. A Família Murdock já tem destino certo para janeiro de 2007: Chapada Diamantina.

 

Gruta Azul e Morro do Pai Ináci: Chapada Diamantina - BA

 

E em janeiro de 2008, a próxima parte da nossa expedição.

 

O destino agora será: Peru e Bolívia.

 

Machu Piuchu, Nazca, lago Titicaca, Salar de Uyuni e muito mais. O planejamento já começou. E, em breve estaremos seguindo.

 

Machu Pichu e Linhas de Nazca - Peru

 

Um abraço a todos

 

E bons ventos!!!

 

Rômulo Murdock

 

FORÇA SEMPRE

 

In God we trust!

        

 

 

Um provérbio indígena questiona se:

 

“Somente quando for
cortada a última árvore, pescado o último peixe,
poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber
que não podem comer dinheiro".

Hola viajantes, saudações.

 

         Chegamos, então, ao ponto final da nossa expedição: Santiago do Chile ou simplesmente Santiago.

 

Santiago: a capital do Chile


 

Santiago foi fundada em 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdivia que expulsou os índios mapuches, com suas tropas na época da colonização espanhola.

O que hoje é uma metrópole e a quinta maior capital do continente, no século XVI não passava de uma vila com 700 mestiços e cercada por muros para evitar confrontos com os índios.

Sua colonização teve seu crescimento acelerado no século XIX, devido a forte industrialização e com a imigração e migração.

Hoje é uma cidade com aprox. 05 milhões de habitantes.

Santiago não é tão charmosa como Buenos Aires nem tão grande como São Paulo, mas é uma cidade bastante interessante e talvez a capital mais limpa da América do Sul.

Em dias de sol, vê-se a Cordilheira dos Andes circundando a cidade, que é uma visão que impressiona.

Santiago tem as 04 estações bem definidas. No verão, sol e clima seco, com temperaturas em torno dos 25ºC. No inverno, frio rigoroso devido a proximidade com a cordilheira. Segundo nativos, precisa-se usar cobertor elétrico para dormir nos dias mais frios.



         Descemos do ônibus e a rodoviária parece mais organizada. Pegamos as nossas mochilas e vamos obter informações sobre táxis.

         Tem duas opções de táxi em Santiago. Com tarifa pré-definida na bandeira e com bandeira aberta.

Funciona assim:

Tem um valor pré-definido para distancia percorrida. Ex. PC$ 500,00 x 1,5km, ou seja, a cada 1,5km, paga-se quinhentos pesos chilenos. No pára-brisa dos táxis tem a informação.

Eu não vi remís, por isso não sei se tem ou não em Santiago.

Dentro da rodoviária, tem um balcão de táxis de cooperativa. Daí, conversei com a atendente e, com o endereço nas mãos, perguntei quanto ficaria. PC$ 2,500 aproximadamente, respondeu.

 

Pegamos o táxi e fomos para a nossa hospedaje que tínhamos reservado previamente.

 

HOSTAL SANTIAGO: SANTIAGO, CHILE

 

Localização

 

 

Região

:

Metropolitana

Província

:

Santiago

Cidade

:

Santiago

Localidade

:

Barrio yungay

Destinos próximos

:

Santiago e arredores

Zona Turística

:

Montanhas, cidades e vales

Redondezas

:

Urbano, metro e terminal rodoviário

Dados do Hostel

 

 

Estabelecimento

:

Hostal santiago

Classe

:

Hostal-residencial

Classificação

:

Sem classificação

Temporada

:

Todo o ano


Endereço

:

Compañia 3023

Telefone

:

(2) 6815857

Telefone Info.

:

(2) 6814046

Fax

:

(2) 6815857

URL

:

www.hostalsantiago.cl

e-mail

:

contacto@hostalsantiago.cl


           Chegamos nos hostal e, para nossa surpresa, ela diz que estava lotado. Expliquei que tinha reservado e tudo o mais, mas ela disse que não tinha recebido a reserva.

 

Pôxa, estava super cansado e a senhora tinha perdido a reserva... era demais. Sei que ela ligou para um e para outro e acabou achando a reserva.

 

O hostel fica em uma área, que poderia dizer, seria a parte antiga de Santiago. Casarões antigos, com fachadas e janelões.

 

O nosso hostel não era diferente. A dona tinha herdado de seus antepassados e tinha transformado em hostel. Ou seja, ele não foi construído para ser um hostel.

 

O hostel é abafado, pois não tem janelas laterais, os quartos são interligados por grande portas e não tem janelas e os banheiros... bem, são um caso a parte.

 

Então, não recomendo este hostel para os viajantes. Cobra as tarifas de outros hostels bem mais estruturados e confortáveis sem oferecer o mesmo padrão. A vantagem deste é que fica bem próximo a estação de metro e a rodoviária.

 

         Resolvido o problema da reserva, veio a Sarita. Pessoa tão simpática e atenciosa que fiquei feliz e aliviado, pois teria tido a impressão errada dos chilenos.

Adivinha? Ela era Peruana!!!

        

          Bem, resolvido o impasse do quarto, fomos nos aninhar... e quem disse que queria conhecer a cidade??? Que nada. Deitamos para tirar “aquele cochilo” e quando acordei já eram pra lá de 22:00hs. Fofinha continuava dormindo.

 

         Aproveitei e fui acessar a Internet, falar com os amigos e assistir um DVD.

Quando Fofinha acordou, fizemos o jantar e novamente fomos dormir.

 

2º dia, 09:00hs

 

Acordamos e tomamos o café, feito por Sarita. Uma vitamina com torradas. Estava até boa.

 

Peço as coordenadas à Sarita para dar um pulo no escritório da TAM que fica na área comercial de Santiago e depois dar um rolé pela cidade.

 

Ela nos da o mapa da cidade e do metro e explica onde devemos ir.

 

Depois do café, seguimos nosso rumo e vamos para o metro. De dia, o bairro não é nada bonito. Muitas casas antigas, algumas abandonadas... parece periferia mesmo. Mas quando andamos mais um pouco e chegamos na av. Libertador O´Higgins (principal) o cenário muda. O metro, que estava tendo uma exposição de arte então, de primeiro mundo.

 

         Pegamos o metro, fazemos a baldeação e seguimos para o escritório da TAM. Quando saímos do metro, o cenário muda. Parece até que estamos na av. Paulista. Grandes prédios de grandes empresas fazem parte do cenário.

         Andamos mais um pouco e chegamos na TAM.

 

Uma jovem vem nos atender e, eu tento falar em um espanhol horrível, que queríamos confirmar as passagens.

Ela percebe a minha dificuldade e começa a falar em português. Que alívio, pensei. Daí, conversa vai, conversa vem e Fofinha solta um comentário: “Noosssa, parece até que ela está falando português; estou entendendo tudo”. Aí eu me acabo de rir.

“Fofinha, nosso espanhol não está tão bom assim não; ela está falando em português”.

        

         Bem, no fim, foi ótimo termos ido para lá, pois o nosso vôo de volta, estava diferente. Fofinha estava Santiago à São Paulo à Natal e o meu estava Santiago à São Paulo à Recife à Natal.

 

         Graças ao Pai, tinha vaga no meu vôo e Fofinha foi transferida; e o melhor, sem cobrança de diferença de tarifa. Deus é muito bom!!!

 

         Resolvido a parada, fomos conhecer Santiago. E fomos dar umas voltas no centro da cidade.

 

        Muitos prédios antigos, muitas construções atraentes... Mas nada muito envolvente.


Palacio de alguma coisa e ao fundo, um grupo de japoneses

Sede dos Correios

Na Plaza de Armas



Santiago é uma ótima cidade para quem quiser se aculturar. Muitos museus e obras de arquitetura interessante, mas poucas atrações turísticas.

 

No centro, é fácil andar com ruas exclusivas para pedestres. Mas atenção: alguns aparentes calçadões são, na verdade, ruas onde circulam carros; sendo fácil levar um susto.

 

É fácil ficar entediado, por isso, resolvemos voltar para o hostel para jantar.

 

Durante o jantar, conhecemos uns viajantes que nos convidam para a balada... pergunte se fomos: fomos nada. Fomos dormir. Muito cansados. Acho que estou ficando velho....

 

No próximo post:

 

Culinária de Santiago;

A volta para casa;

Presente inesquecivel: Um encontro inesperado com o U2.

 

Abs

 

Família Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Olá viajantes. Saudações!!!

 

Pensaram que não iria atualizar o blog hoje, só porque ontem foi feriado??? De jeito nenhum. Não posso faltar com os aventureiros que estão de viagem marcada e meus amigos que estão acompanhando a viagem e viajando conosco.

 

         Continuamos subindo a o Chile, para a região central com destino a Santiago. Nossa última parada internacional e ponto de retorno para o Brasil.

 

         Após o atraso do ônibus e uma viagem um pouco desconfortável, chegamos em Pucón.

 

         Vamos saber mais sobre essa agradável cidade.

 


Pucón

 

Se estiver procurando ação, Pucón é a cidade certa.  Reserve uma quantidade razoável de dias ao visitar essa cidade, pois a oferta de atrações esportivas são muitas e as mais variadas. Dentre as quais podemos citar rafting, treking, pesca, mountain bike, esqui, snowboarding, etc.

A cidade, fundada em 1883 com o estabelecimento de um quartel, é bastante pequena. Apenas 10.000hab aprox. Fica a 227m acima do nível do mar e tem cenários maravilhosos.

 

Pucón é uma cidade bastante tranqüila. Vive, basicamente, do turismo. Segundo relatos, não é fácil encontrar adultos nascidos em Pucón; a maioria veio de Santiago e outras grandes cidades em busca de paz e tranqüilidade.

 

Em Pucón uma vista que pode assustar um pouco é o vulcão Villarrica, que fica praticamente, “aos pés” de Pucón.

 


         Apesar de tudo isso, a família Murdock estava bastante cansada para curtir a cidade. Quando descemos do ônibus, nossa primeira providencia foi tentar passagens para Santiago.

 

         Finalmente conseguimos passagens para Santiago; e o melhor, para pouco mais de 01 hora. Mas não foram baratas não. No Chile, você tem 03 opções de assentos para viagens distantes: Assentos, semileito e leito.

 

         Cada uma, claro, com preços diferenciados. Mas como não tinha muita escolha, comprei os últimos dois lugares leito. E um olá para o cartão de crédito... sim, porque em dinheiro vivo, não tínhamos mais quase nada.

 

         Enfim o ônibus para Santiago. E tome mais de 12hs de viagem... O ônibus é confortável, tem serviço de bordo e passa uns dvd’s.

Quanto a ser um leito... bem, isso já eh outra história.

Para mim, com quase 1,90m, ficou bem apertado. E quando o viajante da frente baixava o assento dele, eu ficava espremido.

Já fofinha, dormiu bem.

No geral, os chilenos até que são educados. Eles só baixaram completamente o assento, quando iam dormir.

 

Pucón: Aos pés do Villarrica

Lago Villarrica

Lago Villarrica

 

         Cansado, mas feliz por estar a caminho de casa, fechei os olhos e acordei, na entrada de Santiago.

 

         Olha, olhando para trás eu me arrependo um pouco de não ter aproveitado Pucón. Mas acontece que, além de estarmos com pouco dinheiro, estávamos entrando e saindo de ônibus ah, pelo menos, 48 hs. Não tem quem agüente esse ritmo. Noite mal dormida, comida mais ou menos, eu só queria um quarto e uma cama para dormir três dias seguidos... daí se tem uma idéia do cansaço.

 

         Então, de Pucón não tenho muitas dicas a dar. Coloquei algumas fotos que achei na Net para ilustrar o post. As informações que consegui sobre Pucón, foram em site oficial e em guias de turismo.

 

         Ainda assim, caso tenham dúvidas, posso pesquisar e responder para os viajantes.

 

 

Na próxima sexta:

 

- Família Murdock na capital do Chile

 

Abs a todos e bom fimdi

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

         Olá viajantes, saudações!

 

         Estamos de volta ao Chile, desta vez em Osorno.

 

Nesse momento, confesso que estávamos extremamente cansados. Ficar pulando de cidade em cidade, cansa muito mais do que você ficar vários dias na mesma cidade; mas como tínhamos nos planos, conhecer o máximo de cidades possível, fomos seguindo com o plano.

 

As estradas do Chile na região central, pelo menos as que andamos, são muito boas. Alguns pontos com pedágio.

 

Há quem alugue carros e façam a viagem dirigindo pela Rodovia Panamericana. Se for em grupos, acho que é mais vantajoso mesmo. Nessa região, as cidades estão relativamente próximas.

 

Então, vamos saber mais sobre Osorno.

 

 


 

Osorno está localizada junto ao Rio Rahué e está próxima de outros belos lagos chilenos, como o Ranco e o Rupanco e, ao mesmo tempo, próxima as praias do pacífico.

Com aprox. 100 mil habitantes,  encontra-se a 910 km ao sul de Santiago. Embora leve o nome do vulcão Osorno, a cidade não tem ligação com o vulcão. A cidade, fundada em 1558 pelo espanhol García Hurtado de Mendonza, foi denominada San Mateo de Osorno.

Osorno tem as quatro estações bem definidas. A temperatura media fica em torno dos 10ºC, ficando mais frio noi nverno, quando atinge graus abaixo de zero.

Possui uma boa infra-estrutura, mas não é um dos pontos mais procurados para fazer turismo no Chile.

Suas atrações são museus, o forte (Fuerte) Maria Luísa e o parque nacional Puyehué, que fica um pouco distante do centro (80kms).

 


 

         Descemos do ônibus e parecia que estávamos na rodoviária do Rio de Janeiro. Uma completa bagunça. Gente com dezenas de sacolas, se atropelando para entrar nos ônibus, fumando, uma verdadeira bagunça. Pela primeira vez, durante toda a viagem, fiquei temeroso pela nossa segurança.

 

         Coloquei Fofinha cuidando das bagagens (coitadinha), e corri para comprar nossas passagens para Santiago (sim, o destino era Santiago). Mas, qual não foi a minha surpresa quando não consegui comprar a passagem. Não tinha mais passagem para Santiago naquele dia; somente no dia seguinte.

 

         Parei um pouco para pensar. As coisas não estavam saindo muito bem. Conversei com um e com outro. Conversei com umas americanas e elas falaram que tinham comprado na TurBus. Corri para lá, mas já tinha acabado.

 

         Deu o estalo e fui procurar os balcões de turismo. Lá a moça deu a idéia de seguir para Pucón. Se não conseguisse passagem, pelo menos já estaria na metade do caminho.

 

         Então, lá fui eu comprar as passagens para Pucón. Comprei na TurBus.

 

Com as passagens compradas, fomos conhecer a cidade. Colocamos as mochilas no bom e velho bagageiro, pegamos o mapa da cidade e seguimos para o centro da cidade.

 

         Não sei porque, mas o primeiro lugar que fofinha quis ir foi a um centro de artesanato (artesanía).

 

         O artesanato local tinham pecas em madeira, cobre e pedra. Muito bonitos, mas igualmente caros.

 

         Enquanto Fofinha olhava o artesanato, fui usar o banheiro do centro de artesanato. Daí, tinha uma placa para pegar a chave com fulana de tal.

Fui pegar a chave e ela informa que para usar o banheiro, teria que pagar. Tudo bem, pensei. Naquela altura do campeonato, com o almoço e jantar do dia anterior batendo na porta, eu não iria sair por aí procurando banheiro grátis. Paguei, se não me engano, PC$ 200,00 (duzentos pesos chilenos); mas foram muito bem pagos. O banheiro é limpinho e organizado.

 

         Seguindo o nosso tour pela cidade, mais aliviado, fomos para a Plaza de Armas.

 

Um parêntese: Esqueci de mencionar no post anterior, que o nosso problema com a máquina digital não foi somente com as pilhas. O cartão de memória também tinha enchido. E, embora se encontra com facilidade lugares para descarregar as fotos e gravar em cd, eu ignorei esse ponto por receio, medo de perder tudo, sei lá. Enfim, acabou que eu mesmo comprei mais umas pilhas e apaguei uma reca de fotos (aquelas de besteirol) e diminuí a qualidade para caber mais fotos. Fecha parêntese.

 

         Chegamos a Plaza (praça). Muito bonita, com a catedral ao fundo, pessoas brincando, chafariz, tudo que uma praça precisa ter.

 

Locais jogando Xadrez. Tambem tem Ludo, damas, tudo gigante...

Na Praca, com a catedral ao fundo

Visao da praca

 

 

         Batemos algumas fotos, ficamos dando um tempo e... o que vemos ao fundo, um shopping!!! Sinais de civilização de consumo!!! Iupiiiii!!!!

Olha, eu que odeio shoppings, fiquei muito feliz quando vi aquele. Fast food, trash food, tudo de ruim e caro... ah que alegria.

 

         Corremos para lá e fomos nos perder no mundo de lojas e pessoas. Bem, minha alegria durou 15 minutos. Tempo suficiente para entrarmos no shopping e fofinha ficar parada diante da 1ª loja que viu, falando de detalhes de roupa, bolsa, etc.

 

         Deixei ela olhando as coisas dela e fui para a loja de eletrônicos. Nenhuma novidade. Aliás, acho que estamos bem na frente deles nesse aspecto.

 

         Sem mais nada que me prendesse a atenção, sentei e esperei Da. Maria terminar de olhar as lojinhas...

 

         Terminado o ritual feminino, seguimos para a praça de alimentação. E aquele cheiro... aaaaaah, o cheiro da praça de alimentação dos shoppings... é igual no mundo todo; de dar água na boca.

 

         Opções de trash-food, das mais variadas possíveis.

Logo de cara, gostei de uma rede de sanduíches chilena que tem como tema, coisas antigas, cartazes, posters, até uma moto tinha. Tudo com tema dos anos 50, 60 e 70. Muito legal. Quem quiser conferir, segue o site do Schopdog.

 

         Bem, almoçamos. Eu, tomei uma sra. caneca de chopp. Ah que saudade de uma boa cerveja... Dêem uma sacada no tamanho da caneca. E olha que tava boa, viu?

 

Feliz da vida. Almoçando e tomando uma cerva...

Essa moto é de verdade

 

         Alegria de pobre dura pouco. Terminamos o almoço. Como me melei todinho comendo o sanduíche, fui usar o banheiro para lavar as mãos.

Meu amigo, qual não foi a minha surpresa... quando chego na entrada do banheiro, tem um cara sentado e uma roleta para dar acesso ao banheiro. Isso mesmo, uma roleta igual as de ônibus. Ou seja, tinha que pagar para usar o banheiro. Pouco mais de 100 pesos

 

Embora fosse pouco, fiquei revoltado em ter que pagar para usar banheiro de shopping. Peguei toneladas de guardanapo e limpei as mãos como pude, até voltar para a praça onde eu passei uma água.

 

         Nessa de ir ao banheiro e voltar, tinha deixado Fofinha sentada, me esperando. Quando volto, ainda para pegar os guardanapos, tem um garçon conversando com ela (pelo menos tentando).

Dai ela vem e diz para o garçon falar comigo. Ela diz: Romulo, ele esta falando em ingles e eu nao estou entendendo nada.

Ai eu comeco a perguntar o que ele queria... E ele comeca a falar um dos piores "ingles" que eu ate entao tive de escutar. Conjugava os verbos erroneamente; nao utilizava pronomes pessoais; fora o soutaque... Nao dava para entender absolutamente nada.

 

Coitado, ate que tinha boa vontade ou queria praticar o ingles dele, sei la... mas eu o interrompi abruptamente e disse: homi, fale em espanhol que é melhor.

 

Ele sorri e pergunta, em espanhol, se desejamos uma mesa.

Finalmente entendia o que ele queria dizer. Respondi que ja tinhamos almocado. Agradeci e seguimos nosso rumo.

 

          No mais a mais, todos sabem que quando estamos em shoppings, às horas passam rápido.

Voltamos para a rodoviária, onde dei uma parada estratégica em um cyber café próximo para reservar o hostel em Santiago. Se todos estavam indo para Santiago, que não tinha mais opção de ônibus, que dirá de hospedagem.

 

         Reserva ok. Ficamos esperando o ônibus, que atrasou um bocado.

Mas tudo bem; coisas de viagem.

 

Seguimos viagem, dessa vez, para Pucón.

 

Até a próxima

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Aviso!!!

08:05 @ 01/09/2006

PREZADOS VIAJANTES

EXCEPCIONALMENTE, NESTA SEXTA-FEIRA, NAO ESTAREMOS ATUALIZANDO O NOSSO BLOG.

A POSTAGEM DE HOJE, SERA FEITA NA SEGUNDA-FEIRA.

OBRIGADO PELA COMPREENSAO

ABS

Romulo Murdock

FORCA SEMPRE

In God we trust!

         Olá viajantes, saudações!!!

 

         Estamos nos finalmente da nossa viagem, quase voltando para casa... Que saudade.

 

         Agora chegamos em San Carlos de Bariloche, ou simplesmente Bariloche a segunda cidade (creio eu) mais conhecida e visitada no território argentino.

 

         Todos conhecem ou já ouviram falar de Bariloche e das suas estações de esqui.

Bem, como fomos no verão, as estações de esqui estavam fechadas; logo, mostraremos a vocês uma outra Bariloche.

 

Vamos saber mais sobre Bariloche?

 


SAN CARLOS DE BARILOCHE

 

Com aprox. 150mil habitantes e banhada pelas águas límpidas do lago Nahuel Huapi, Bariloche encontra-se a oeste da província do Rio Negro, a 1640km de Buenos Aires.

 

Sobre a sua fundação, dentre as fontes pesquisadas, encontrei duas datas. 1895, data em que o general Roca conquistou a área, antes ocupada pelos índios mapuches; e 1902, quando imigrantes alemães ocuparam a região e começaram as construções de armazéns, casas, etc. Mas sobre o fundador, são unânimes: Carlos Wiederhold que usava o termo “Vuriloche” para se referir aos indígenas localizados a este da cordilheira. A deformação do termo deu origem ao nome da cidade.

O clima em Bariloche é ameno durante o verão com temperaturas entre 14ºC a 30º e entre 2ºC e -5ºC no inverno, quando neva freqüentemente.

 

As principais atrações em Bariloche são, naturalmente, os centros de esqui (destacando-se o Cerro Catedral), mas existem também fábricas de chocolate caseiro, grandes cafés, rafting, lagos azuis, museus e o parque nacional Nahuel Huapi

 


Vários viajantes dizem que, se for à Bariloche de ônibus, vá durante o dia. A paisagem impressiona.

Bem, nós não temos como confirmar isso, pois viajamos durante a noite, para economizar na hospedagem, mas que a região é muito bonita, não tenha dúvida.

 

         Descemos na rodoviária e colocamos nossa bagagem no bagageiro.

Em seguida, corremos para comprar a passagem para nosso próximo destino: Osorno.

 

         A cidade de Bariloche é muito bonita. As suas casinhas de madeira, junto com alguns prédios dão um toque todo especial à cidade.

  

Bariloche: Vista da Cidade

 

         Como já estávamos bastante cansados, devido à viagem e tudo mais, não aproveitamos tanto Bariloche como gostaríamos.

 

         Ficamos mesmo, rodando pela cidade, batendo perna e trocando os pesos chilenos pelos pesos argentinos.

 

         O que podemos dizer de Bariloche é que, como toda cidade que vive do turismo, as coisas não são tão baratas. Mesmo no verão (baixa estação em Bariloche), as refeições não são tão baratas quando na Argentina, mas se come bem com AP$ 20,00.

 

Beira Lago

 

         Já no inverno, segundo relatos de amigos, os preços pipocam, pois a cidade fica completamente lotada. Quem estiver planejando viajar à Bariloche no inverno, deve reservar sua estadia com antecedência; já no verão, não tem muito esse problema.

 

Parque Nacional Nahuel Huapi

 

         Quanto a hospedagem, não dormimos em Bariloche, devido ao tempo. Mas ao longo da Av. Bustilo, tem várias opções entre hotéis e cabanas (ideais para lua de mel) a beira do lago Nahuel Huapi, que dá um clima bem legal. No centro, há opções mais modestas.

 

M Bomba na Viagem: Vocês devem ter notado que no post anterior e neste, a família Murdock não aparece em quase ou nenhuma das fotos. Bem, isso foi devido a um pequeno problema elétrico. Os padrões de tomada da Argentina são diferentes do Brasil que são diferentes do Chile (vide foto). Daí, as pilhas da nossa máquina digital descarregaram e não tivemos como recarregar nesse trecho da viagem. Mesmo com dois carregadores e 04 pares de pilha, passamos por essa bomba.

 

Tomada padrão no Chile e Argentina

 

Na próxima sexta-feira:

 

Osorno - Chile

 

Abs

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

 

Olá amigos viajantes, saudações!!!

 

Estamos na região X (dez em romanos e não a letra) do Chile; ou região dos Lagos. Antes de chegamos na rodoviária, dava para entender porque a região recebeu esse nome: passamos por lagos lindíssimos, muitos mesmo.

A 20km do centro, está o segundo maior lago do Chile o Lago Llanquihue, com 86.000ha, margeando as cidades de Puerto Varas, Frutilar e Puerto Octay.

Seu nome indígena significa submergir ou ficar submerso.

 

Mapa da Regiao X (Regiao dos Lagos)

 

Esse é um excelente destino para os que procuram paz, sossego e tranqüilidade, unido a beleza descomunal. Para os que quiserem, também tem muitas opções para turismo de aventura.

 

         Vamos saber um pouco mais sobre Puerto Montt?


REGIÃO DOS LAGOS

 

Puerto Montt é a capital da Região dos Lagos. Tem, aprox., 110mil habitantes sendo uma das cidades mais desenvolvidas da região.


PUERTO MONTT

Localizada a 1020 kms. ao sul de Santiago este centro urbano fica às margens do Golfo de Reloncavi.

Seu nome, foi em homenagem ao ex presidente chileno (1851 a 1861) Manoel Montt

 

Puerto Montt foi colonizada por alemães, em meados do século XIX, o que acabou influenciando na arquitetura e culinária. É notório, basta dar uma volta na cidade.

Entre seus principais atrativos, estão o  vulcão Osorno - que na verdade pertence a Puerto Varas, mas surge imponente no horizonte de Puerto Montt –, a Bahia de Puerto Montt e a catedral, erguida em 1856, feita interiamente de madeira e inspirada no Partenon de Atenas

Além disso, Puerto Montt é principal ponto de ligação até as cidades centrais, como Pucón, Ososrno, Santiago e Bariloche, na Argentina.


 

Assim que pegamos o mapa com a Chilena, sentamos para ver o que iríamos fazer na cidade; o dinheiro estava curto e, infelizmente, tínhamos que escolher o que fazer.

         Enquanto procurava o que fazer, vi muitos colegas que estavam conosco no ônibus, guardando as mochilas no guarda volumes (estes de rodoviária) e indo passear pela cidade.

         Não pensei duas vezes e fiz o mesmo.

 

Antes de sair para rodar pela cidade, fui comprar as passagens para Bariloche (Argentina).

Compramos a passagem para a noite. Bariloche estava somente a 07 horas de viagem e viajando a noite, ganhamos tempo e não precisamos gastar com hospedagem.

 

         Feito isso, hora de rodar pela cidade. O Ososrno aparece imponente no horizonte. Ele é absolutamente lindo.

Logo nos dirigimos a SENATUR para obter informações para visitá-lo.

 

         Somos orientados a pegar um busão para Puerto Varas, que fica vizinho.

Puerto Varas está para Puerto Montt, como Niterói está para o Rio de Janeiro. A passagem custa CP$ 500,00 cada.

 

         Puerto Varas é uma pequena cidade, muito bonita, quase cinematográfica. Com suas casinhas feitas de madeira, conhecidas como “casas de boneca”, influência da colonização alemã.

 

Casa típica em Puerto Varas

 

         Nem bem chegamos à cidade e nos deparamos com agências de turismo oferecendo excursões para o Osorno. Tem para todos os gostos, até uma escalada ao topo do Osorno e seus imponentes 2.661m.

 

         O Osorno é considerado vulcão adormecido. Sua última erupção ocorreu em 1835.

 

         Para escalar o Osorno, é necessário equipamento especial (que pode ser alugado) e um bom preparo físico; experiência em treking na neve também ajuda, pois ele conserva uma boa camada de neve entre o meio e o topo (no verão).

 

O Imponente Osorno

 

         Os preços em excursão (para escalada) variam entre US$ 200 e US$ 300. Claro que nós não fizemos... Mas que deu vontade, deu.

 

         Na base do Osorno, existe uma área de camping, porem, a estrutura não é lá das melhores. Tem também os refúgios (como os de Paine), estes, mais caros.

 

         Em seguida, fomos dar um pulo nas margens do lago Llanquihue. Muito bonito e tranqüilo, é um passeio que vale a pena fazer. Andar pelo lago, vendo o Osorno ao fundo, não tem como descrever.

 

Lago Llanquihue com e Osorno ao fundo

 

O tempo passa rápido e já temos que voltar para Purto Montt para seguir para Bariloche.

 

Pegamos o micro ônibus, e chegamos na rodoviária. Pegamos o busão e seguimos caminho para Bariloche.

 

 

No próximo post:

 

Bariloche cosmopolita;

 

Abs

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Artigo: Como obter um passaporte

 

 

Nas viagens para o exterior, a identidade e o CPF (Cadastro de Pessoa Física) serão substituídos pelo passaporte. Ele é sua identificação fora do país. Para tirar o passaporte, é preciso levar seu R.G. - carteira de identidade - ou certidão de nascimento, CPF, comprovante de residência, título de eleitor com o certificado dos dois últimos votos e duas fotos 5x7.  

 

Também são necessários a certidão de casamento, para os casados, e o certificado de reservista, para homens de 18 a 45 anos. Todos originais. Junto com esses documentos,   também deve ser apresentado um formulário  preenchido  de solicitação do passaporte, encontrado em papelarias. É preciso ainda pagar uma taxa (GAR/Funapo) de R$ 89,71 no Banco do Brasil - entregue o comprovante junto com os documentos citados. Quem tem passaporte vencido deve levá-lo também.

 

Com isso em mãos, basta ir aos postos da Polícia Federal. Em Natal, o posto central fica na Avenida Jerônimo Câmara, s/n.º – Lagoa Nova. O telefone é (0XX84) 3204-5500. Existe também um posto na Central do Cidadão do shopping Via Direta. No Rio de Janeiro, o principal posto fica na região central, na Rua Rodrigues Alves, 2. O telefone para informações é (0XX21) 2912142. De posse de seus documentos, despachantes podem tirar o documento, cobrando algo próximo de R$ 50,00.
O passaporte sai no dia seguinte.

 

Atenção: o novo Passaporte Comum do brasileiro, que passará a ser emitido neste ano, terá a cor azul, de acordo com o padrão estabelecido pelo Mercosul, e contará com 16 novos itens de segurança, que tornarão sua falsificação praticamente impossível. As mudanças seguem as normas internacionais de segurança estabelecidas pela organização de Aviação Civil Internacional (ICAO), agência ligada às Nações Unidas.

 

O atual passaporte brasileiro (verde), está sendo substituído pelo novo passaporte brasileiro (azul). O novo passaporte tem até 30 dias para ser emitido (diferente do antigo que era entregue no dia seguinte). Então, se não tem passaporte e pretende viajar, verifique o prazo para não perder ou remarcar a viagem.

Quem tem o passaporte verde válido, pode continuar usando.

Para mais informações sobre o novo passaporte, clique aqui.

 

          O requerimento de passaporte pode ser preenchido on-line, substituindo o formulário impresso obtido em papelarias ou nas Polícias Federais.

Para mais informações sobre obtenção de passaporte, clique aqui

 

           Perder passaporte fora do País é sinônimo de dor de cabeça. Portanto é aconselhável tirar uma cópia da página 2 do passaporte, que não substitui o original mas ajuda na solução de alguns problemas. Caso isso aconteça, procure rapidamente a embaixada ou o consulado do Brasil.

 

            Outro documento importante é o visto, que é anexado ao passaporte. Ele é exigido por alguns países, como Estados Unidos, México, Canadá, Japão, China, Índia, alguns da Europa Oriental e a maioria dos países da África e da Oceania. Já para os países do Mercosul e da Europa Ocidental, ele não é necessário. Providencie o visto e o passaporte bem antes da data do embarque.

 

            Para obter o visto, você terá de marcar uma entrevista na embaixada ou no consulado do país de destino. Cada nação tem um procedimento próprio para liberação do documento. A embaixada e os consulados dos Estados Unidos, por exemplo, pedem o passaporte, uma foto 5x7, o protocolo original de um imposto de renda, holerite, carteira de trabalho ou contrato social. Se for estudante, leve o comprovante de matrícula.

 

            Alguns países cobram taxas, que têm de ser pagas em bancos determinados por eles. Os Estados Unidos, por exemplo, cobram US$ 45,00 para encaminhar o processo (o visto pode ser recusado e o valor, a ser pago em qualquer agência do Citybank, não é reembolsado). O visto americano de turista tem validade de até 10 anos.

 

Veja o que é preciso fazer e quanto tempo leva para conseguir visto de entrada em dez países que ainda exigem visto.


Estados Unidos

 

O visto sai em dois dias. Em São Paulo, a entrevista precisa ser marcada
pelo (11) 3347-3130.

Validade 5 a 10 anos.

Taxa: US$ 45.

 

Despachantes podem encaminhar o pedido. Mas só quem nunca teve visto
recusado pode ser liberado da entrevista.

S. Paulo,  (11) 881-6511; Rio,  (21) 292-7117; Recife,  (81) 3421-2441;
Brasília,  (61) 3321-7272



Canadá

 

Recebe os pedidos pela manhã, de segunda a quinta, e entrega os visto no mesmo dia, à tarde

Validade: 6 meses

Taxa: R$ 100

 

São rigorosos com o propósito da viagem. Se você vai a negócios, não tente passar por turista.

S. Paulo,  (11) 253-4922

 

República Tcheca

 

Funciona só às 2ª, 4ª e 6ª de manhã. O visto demora de dois a três dias.
Validade: 6 meses

Taxa: R$ 32

 

Se você pagar uma taxa de urgência, o visto sai no mesmo dia.

 S. Paulo,  (11) 211-8997; Rio,  (21) 266-2033; Brasília,  (61) 242-7905

 

México

O formulário deve ser entregue pessoalmente, de manhã. O visto sai no dia
seguinte, à tarde

Validade: 3 meses

 

Taxa: US$ 28

 

Por causa da proximidade com os Estados Unidos, dificultam o acesso de possíveis imigrantes

S. Paulo  (11) 881-4921; Rio,  (21) 553-2059; Brasília,  (61) 244-1011

 

Índia

Os vistos saem em um dia

Validade: 6 meses

 

Taxa: R$ 55

 

O visto é puramente burocrático. Pode ser encaminhado por um office-boy
S. Paulo, (11) 3171-0340; Brasília,  (61) 248-4006



Egito


Os vistos saem em um dia

Validade 1 mês

Taxa: R$ 40

 

Pode ser providenciado por despachantes ou agências de viagem.

 Rio,  (21) 552-8995; Brasília,  (61) 323-8800



Japão


O visto deve ser pedido e retirado pessoalmente, ou por familiar próximo.

Sai em dois dias úteis

Validade 3 meses

Taxa: R$ 30


É um dos mais complicados. Exige até o roteiro da viagem


S. Paulo,  (11) 287-0100; Rio  (21) 265-5252; Brasília (61) 242-6866; Recife
(81) 224-1930; P. Alegre,  (51) 334-1299



Austrália

 

O visto é pedido por correio ao consulado de Brasília e chega à casa do
viajante duas semanas depois.


Validade: 1 ano.


Taxa: R$ 68 (mais despesas de correio).


É fácil, mas demorado. Não deixe para a última hora.

S. Paulo (só informações e retirada de formulário) (11) 829-6281
Brasília,  (61) 248-5569



Cuba


Atende das 9h30 às 12h30, de 2ª a 6ª. O visto fica pronto em 24 horas

Validade: 1 mês

Taxa: US$ 15

 

A agência que vender o pacote pode se encarregar do visto
S. Paulo,  (11) 3873-4537; Brasília,  (61) 248-4710;



Hungria


O visto sai em um dia.

Validade: 6 meses.

Taxa: US$ 40

 

Se pagar mais, pode conseguir o visto no mesmo dia S.Paulo,  (11) 5506-5011; Brasília,  (61) 443-0836.

 

Argentina, Chile e Países do MercoSul

 

Para os países do MercoSul, o passaporte não é obrigatório. Você pode entrar utilizando a sua carteira de identidade (RG) desde que esta, não tenha mais de 10 anos de expedição. Do contrário, tem que tirar uma nova.

O visto, você recebe na entrada do país.

 

 

Para tabela de todos os países e vistos, clique aqui

 

Fontes:          Departamento de Polícia Federal

                        Embaixada dos USA

 

Abs

 

Romulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Olá amigos viajantes, buenos dias!

            Estamos novamente na estrada.

Dessa vez, subindo da patagônia chilena austral até a região dos lagos.

 

            O ônibus é bastante confortável, as poltronas são relativamente largas, mas por serem semileitos, quem reclinar a poltrona a sua frente, fica difícil você sair.

 

            Até Puerto Montt são, se me recordo bem, 38hs de viagem. O que acaba por atrasar a viagem é a entrada e saída no território argentino. Tivemos que fazer a alfândega duas vezes.

 

            Começou um filme (em espanhol); pego minhas batatas e a boa e velha coca-cola e começo a lanchar. Não demora muito e descubro que o ônibus tem serviço de bordo.

Alem do motorista, tem um, digamos, comissário de bordo. Este fica encarregado de garantir o conforto dos passageiros.

 

            Bem, o almoço não é ruim: frango com purê de batatas e arroz, junto com refrigerante.

 

            A viagem segue; o ônibus não para, somente para reabastecer.

 

Quando chega a noite, o tal comissário de bordo vai de janela em janela, fechando a cortina. Ele praticamente senta no seu colo para fechar. Confesso que isso me incomodou; ele não pede licença tão pouco pergunta se você quer fechar a cortina; ele fecha mesmo.

E a mesma cena se repete quando amanhece: ele abre a cortina, esteja você dormindo ou não.

 

            A viagem segue transcorrendo normalmente, até chegarmos em uma parada para reabastecer.

 

            Estamos reabastecendo, todo mundo desce do ônibus, vai comprar as bugigangas, etc. Marta vai ao banheiro. Quando vejo, já estão quase todos dentro do ônibus. Vou falar com o tal comissário que ainda faltava um passageiro e o cara veio me gritar, olha só. Apontando o relógio, falando umas coisas e tal e ainda tinha gente fora do ônibus. Engoli esse no seco e fui chamar Marta.

Quando estou errado, eu fico calado, mas não foi nada fácil engolir aquele grito.

 

            Daí para frente, a viagem foi uma merda. Fiquei logo puto com o comissário e, como não consigo disfarçar, ele percebeu, lógico.

 

            Além disso, a comida que veio quente no primeiro dia, agora vinha gelada. E o pior, o cardápio era quase sempre o mesmo. Não variava. Ainda bem que levamos o lanche.

 

            Após longas 38hs de viagem, estamos chegando a Puerto Montt. De cara se vê que já é uma cidade maior. Mas não uma metrópole.

 

            Na hora de desembarcar, e pegar as mochilas, o comissário pede os tickets de bagagem e nem confere. Na minha vez, que tinha 03 mochilas, ele pede um, eu entendo um numero e entrego o ticket e ele não confere. Quando pega a segunda, pede o ticket e dessa vez confere. O que acontece: era o ticket que eu tinha entregado e ele não tinha conferido. E pra explicar isso para ele... ahhh saco!!! Fiquei calado, peguei a terceira mochila e vamos seguindo nosso destino.

 

            Na rodoviária, funciona um quiosque de informações turísticas. Fomos lá. A chilena, numa senhora má vontade, entrega o mapa e não nos dá informação nenhuma. Tava muito ocupada falando no MSN com seus amigos, para trabalhar.

 

            Juntando todos esse fatos, mais o que aconteceu em TDP no albergue chileno, comecei a mudar a minha impressão dos chilenos.

 

Na próxima sexta, apresentaremos Puerto Montt e arredores.

 

Abs

 Rômulo Murdock
 FORCA SEMPRE
 IN God we trust!

Hola amigos!!!

 

         Voltamos de Paine e fomos direto para a Puerto Natales, como relatei no nosso ultimo post.

 

         Chegando em Puerto Natales, nos vimos em uma situação em que teríamos que replanejar a viagem.

 

         Tínhamos planejado passar 05 dias no treking em TDP e, assim sendo, sem gastos com hospedagens e afins.

Como o trekking não deu certo, aliado aos custos da entrada e o transporte - que foram muito caros - boa parte da nossa reserva finaceira foi utilizada, e o restante da viagem ficou comprometido.

 

         Chegamos a um dilema e tivemos que replanejar a viagem.

 

De acordo com o nosso planejamento inicial, a próxima parada era El Calafate para visitar o Glacial Perito Moreno e de lá partir para El Chaltén, capital mundial do treking e um lugar muito lindo, ambos na Argentina.

 

Visao de El Chalten

Lago Desierto - El Chalten

 

         Estávamos muito perto de El Calafate, - cerca de 06 horas de ônibus - mas tínhamos um problema: se seguíssemos para Calafate e Chalten, quando terminássemos a visita, invariavelmente teríamos que voltar para Puerto Natales para fazer a conexão de ônibus para seguir para Puerto Montt. Ou seja, gastaríamos uma boa parte do dinheiro que tinha nos restado só de ônibus; e ainda estávamos no meio da viagem.

 

         Não tinha jeito. Tivemos que desistir de visitar o Glacial. Fazer treking em El Chalten, então, estava fora de cogitação, haja visto que o equipamento não tinha segurando o tranco.

 

Passeio de Barco - Perito Moreno

Glacial Perito Moreno

 

         Marta fica no hostel e lá vou eu para mais uma visita a Senatur.

Cheguei na hora do almoço, não tinha ninguém. Aproveitei para ficar tirando mais umas fotos da cidade.

 

 

 

 

         Voltei. A Senatur estava aberta. Quando entro, tem um casal de franceses. Aguardo a moça (só tinha uma), terminar de atendê-los.  Passam 10min... 15min...30min... perdi a paciência. A francesa era muito chata. Estava alugando a moça que estava para dar informações para todos e só fazia gritar. Pedi licença e solicitei auxílio da moça sobre ônibus para Puerto Montt.

 

         Pego os dados com a moça, não levei mais que 10min, e a francesa ainda estava lá... ô povinho chato! Os caras se acham!

 

         Fui a várias empresas e agências a procura de ônibus para Puerto Montt. Só encontrei em uma.

 

         Cheguei a pequena agência da Bus Sur,(Calle Baquedano, 558 – Puerto Natales - Chile)  que ficava na esquina da hospedaje em que estávamos hospedados.

 

         Sou atendido por uma chilena. Que me diz que tem vaga a partir de Punta Arenas; ou seja, teríamos que ir a Punta Arenas e fazer uma conexão para Puerto Montt.  Beleza. Tem vaga? Perguntei. Ela disse que o sistema estava fora do ar e que eu voltasse depois.

         As passagens custavam CP$ 33.000 cada um, sendo CP$ 3.000 o trecho Puerto Natales à Punta Arenas.

 

         Passei na hospedaje, peguei os dólares e saí para trocar.

 

Para minha sorte, a agencia de turismo que eu estava trocando os dólares, estava fechada. Digo sorte porque segui pela rua Arturo Pratt, até a esquina com a Av.Buines, onde encontrei um pequeno shopping (centro comercial para ser exato). E adivinha só? Dentre as lojinhas tinha uma casa de câmbio; oficial. Ou seja, praticava uma cotação mais justa dos que eu havia encontrado até então.

 

         Como não íamos mais para a Argentina, troquei dólar, peso, só não troquei real porque eles não queriam. Mas o que deu para aumentar a grana, eu fiz. A cotação estava US$ 1,00 è PC$ 515,00. Bem melhor do que eu estava trocando até então.

 

         Bem, com o dinheiro na mão, voltei para a agência.  A mesma senhora que me atendeu informa que o sistema ainda está fora do ar. Falo para ela que vou esperar e fico esperando...

 

         O que eu percebo, enquanto espero, é que outras pessoas vão sendo atendidas e eu fico sobrando... Aliás, só para constar, a chilena era muito parecida com a que tínhamos encontrado no refúgio Chileno: grossa como uma seqüóia.

 

         Outra atendente chega e vou me consultar com ela. Esta, educada, informa que o sistema estava, realmente fora do ar. Mas ligou para o escritório em Punta Arenas e faz a reserva para mim. O único inconveniente é que eu teria que pegar as passagens de Punta Arenas a Puerto Montt, quando chegasse em Punta Arenas.

 

         Ela me deu um recibo e as passagens até Punta Arenas, onde mudaríamos de ônibus para Puerto Montt.

 

         Chego na hospedaje e conto as novas para fofinha. Pegamos o mapa, as anotações e vamos fazendo as revisões para a nova etapa da viagem.

 

C Dica para os viajantes: Se você esqueceu ou perdeu algum equipamento para a seu trekking, você pode alugar em Puerto Natales. Sacos de dormir, barracas, botas, casacos, tudo pode ser encontrado a preços módicos.

 

         De Punta Arenas a Puerto Montt são 31 horas de viagem. Fomos ao supermercado, para comprar aquelas baganas que comemos durante as viagens.

 

         Feito a feira, regada a muita ruffles e refrigerante, voltamos para a hospedaje. Arrumamos as coisas e vamos dormir.

 

         Acordamos as 05:00hs, pois o ônibus sairia as 06:00hs. Tomamos o desayuno (café da manhã) e seguimos para a garagem, onde o ônibus já estava esperando.

 

         Chegamos em Punta Arenas as 09:00hs, 03 horas depois de sairmos. Corro para a pegar as passagens para Puerto Montt; graças ao Pai, estavam lá.

 

         O ônibus para Puerto Montt, só sairia ao 12:00h. Deixamos as mochilas no escritório da agência e vamos dar mais uma volta pela cidade e bater mais algumas fotos.

 

 

C Dica para os viajantes: Para quem esta subindo ou descendo, no sul do Chile, Punta Arenas é o principal ponto para seguir para outras regiões do Chile (Santiago, Osorno, Pucon, etc) Se você estiver em Punta Arenas e for seguir para Puerto Natales, compre as passagens de ida e volta, pois sai mais barato do que comprar os trechos individuais em cada cidade.

 

Meio dia. Chega o ônibus. Semi-leito, bem confortável. Na hora de colocar as nossas bagagens, o cobrador já vai implicando com os isolantes térmicos que estavam fora da mochila e diz que não pode despachar. Tenho que tirar os isolantes e subir com eles.

 

13:00hs. Todos estamos no ônibus, que segue lotado. Embora a grande maioria dos passageiros seja de viajantes, como nós, vejo casais chilenos e familiares se despedindo e correndo atrás do ônibus, chorando, já saudosos... Interessante essa tal saudade. Não escolhe nacionalidade, raça, cor ou credo.

 

         O ônibus tinha DVD e fones de ouvido individuais; além de travesseiros e cobertores. Nos acomodamos e nos preparamos para uma longa viagem.

 

No próximo post:

 

- Os chilenos já não me parecem mais tão simpáticos;

- A Chegada a Puerto Montt

 

Abraços a todos e até a próxima sexta-feira.

 

So lembrando: as fotos de Perito Moreno e de El Chalten tem carater meramente ilustrativo. Infelizmente, nao estivemos pessoalmente... mas ainda iremos.

 

Estou a disposição para duvidas de colegas viajantes

 

Rômulo Murdock

 

FORÇA SEMPRE

 

In God we trust!

Palavra do Fornecedor

 

         Prezados amigos, assim que voltamos da nossa expedição, entrei em contato com a Trilhas e Rumos pedindo explicações sobre o problema que enfrentamos em Torres del Paine com o seu produto, saco de dormir super pluma gelo 5C, 0C e -15C (conforto, tolerância e extremo) e a mochila montanha 75L que teve a sua alça danificada.…

 

         A seguir, a resposta deles

 

Abs e ate a proxima sexta feira

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

 


 

Romulo

 

Além do nome, o que difere os modelos é a temperatura mínima na qual ele permite que você durma confortavelmente dentro dele ­ isto não é uma ciência exata e você só verá efetivamente a diferença entre sacos do mesmo fabricante. Aguns fatores devem ser levados em consideração, como o cansaço, a presença de vento, a fome, a umidade e fatores pessoais, já que existem pessoas calorentas e friorentas (em geral

pessoas com menor pressão sanguínea e gordura corporal tendem a sentir mais frio).

 

As temperaturas indicadas na embalagem do saco de dormir dão uma medida do conforto, mas é preciso sempre considerar alguma margem, podendo afirmar que nossas indicações servem para cerca de 80% das pessoas, sempre lembrando que o uso de um colchonete isolante em conjunto é indispensável, pois o peso do corpo reduz a eficiencia isolante das fibras sob o peso do corpo.

 

Na embalagem a temperatura é definida como de conforto, tolerância e extrema. "Conforto" é a temperatura em que se sentirá bem no saco de dormir sem o uso de roupas muito pesadas. "Tolerência" indica que seria necessário estar vestido com o mesmo tipo de agasalho que usaria ao ar livre, naquela temperatura (quando dormimos ou estamos inativos precisamos mais proteção ao frio). E "extremo" indica que é necessário o uso de agasalhos extras para se sentir ainda confortável na temperatura indicada dentro do saco de dormir. Procure deitar alimentado por uma refeição quente e você terá uma noite melhor. E, o mais importante, procure ter um saco de dormir um pouco além do que a temperatura mínima que você pretende enfrentar.

 

Se você usar o seu saco de dormir envolto por um cobertor ou um saco de alumínio de emergência (ref. 8235, Coghlan’s), seu isolamento térmico melhora em até 5o C, protegendo-o também da umidade. O cobertor de emergência é um acessório útil e de baixo custo que não deve faltar dentro das mochilas...

 

Nossas barracas, mochilas e sacos de dormir possuem a garantia normal de 90 dias acrescida à Garantia Trilhas & Rumos, que sempre oferece suporte contra defeitos de fabricação, independente do tempo da compra. Esta garantia não cobre problemas ocorridos por acidentes ou pelo desgaste ocorrido pelo uso do produto.

 

O procedimento para conserto de sua mochila seria o seguinte: se a mochila tiver armação, retire e guarde a mesma. Faça um pacote com sua mochila, de preferência numa caixa, e nos envie pelo Correio, via ENCOMENDA NORMAL, para o seguinte endereço:

 

Trilhas & Rumos Ind. e Com. Ltda

Rua Fernando Luz Filho, 112

Teresópolis - RJ

25954-195

 

Procure declarar um valor aproximado de sua encomenda para o seguro. Junto com a mochila, mande-nos uma descrição do defeito, seu nome, endereço e um telefone para contato, e também o recibo do Correio.Caso o defeito tenha surgido por falha de fabricação, e não por desgaste normal ou acidentes lhe reembolsaremos o valor pago, mas somente se nos enviar por ENCOMENDA NORMAL.

Não reembolsamos valores gastos com Sedex.

 

Faremos os reparos necessários em sua mochila e a devolveremos o mais rápido possível. O único inconveniente deste procedimento é que você ficará cerca de 15 dias sem sua mochila.

 

Esperamos estar deste modo lhe dando uma solução para seu problema.

 

Qualquer dúvida estamos a disposição.

 

Atenciosamente,

 

Trilhas & Rumos

            Para não ficar doente...

 

            Olá viajantes,

 

         Gostaria de deixar uma dica que nos foi muito útil e gostaria de compartilhar com vocês, que estão pensando em seguir para a patagônia.

 

         Se tiver uma coisa que não poderá faltar na mochila de um viajante é a sua farmacinha ou caixa de primeiros socorros.

 

         Procure criar uma de acordo com o perfil da sua viagem.

 

         Para os que vão para a patagônia, ou mesmo para lugares frios, não se pode esquecer:

 

  • Vitamina C em pastilhas (Cebion, Targiform C, etc);
  • Remédios para gripe (Apracur, Benegripe, etc);
  • E febre (Novalgina, etc);
  • Manteiga labial de cacau (o clima seco e a neve fazem seus lábios racharem);
  • Protetor solar FPS 30 ou mais (com mais de 16hs exposto ao sol, não se pode brincar);
  • Repelente de insetos;
  • Remédios para dor muscular (dorflex, sedalex, etc);
  • Remédios para estômago (caso coma alguma iguaria que não te caia bem);
  • Um bom óculos de sol;

 

 

Outro acessório que me ajudou muito durante a expedição e que será item obrigatório durante os meus trekings mais longos foi o tensor.

 

Usei dois tensores: 01 par no joelho, e uma caneleira.

 

Embora a mochila seja desenhada para distribuir o peso no tronco e quadril, o tensor no joelho, ajuda e muito, a diminuir a carga que você esta carregando principalmente quando está em aclive, no nosso caso, subindo uma montanha.

 

Quanto a tornozeleira, bem, esta foi devido a um pequeno incidente que tive antes de começarmos a expedição.

 

Essa era uma dica que acabei esquecendo de colocar no post anterior, e agora compartilho com vocês

 

 

Prezados colegas, a partir de hoje vou passar a atualizar o blog somente às sextas feiras. Assim, vocês saberão o dia em que poderão visitar para ler as novidades.

 

Abs

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Familia Murdock: TDP Parte 3

16:53 @ 20/07/2006

         Como nao iamos usar mais, dei nossos mantimentos aos novos amigos chilenos. Desejamos boa sorte e fomos em busca do nosso destino.

 

Desarmando acampamento

 

         Ainda assim, batemos umas poucas fotos e começamos a nossa caminhada de volta.

 

         Durante a caminhada, sinto uma coisa pinicando o meu corpo. Parecia formiga, sei lá. Só depois que vi: o meu suor tinha congelado e estava me pinicando.

 

         Ô tortura, viu. Isso tudo porque não comprei uma camisa “segunda pele” descente. Lembra do que falei sobre os equipamentos? Pois é. Faz diferença. Eu tinha visto uma camisa “segunda pele” da Kailash que absorvia o suor, água, etc, e não deixava contato com seu corpo. O vendedor demonstrou: pegou um copo com água, derramou na parte de dentro da camisa. Esta absorveu, jogou para o lado de fora da camisa e do lado de dentro permaneceu seco. Não me pergunte como funciona, mas funciona. Só que toda essa tecnologia tem um preço: R$ 220,00 em Natal.

É muito dinheiro para dar em uma camisa que iríamos usar poucas vezes. Mas se tiver, vale a pena. Faz muita diferença.

 

Fofinha com as torres ao fundo

Eu, com muito frio

Se voce tiver grana, alugue um cavalo.

 

         Não sei exatamente que horas eram, quando começamos a voltar, mas era antes das 11:00h, com certeza. Bem, chegamos no Las Torres, onde pegaríamos o tal transporte que nos levaria até a portaria Laguna Amarga, as 16:30.

 

         A van tinha saído as 16:00. Outra, só as 18:00hs. Perguntei sobre os ônibus para Puerto Natales e a moça disse que não se preocupasse, pois os mesmos só saiam depois da última van.

         Não sentíamos calor, mas o frio já não era mais tão ferrenho, então, fui ao banheiro para me livrar de alguma das dezenas de pecas que eu estava vestindo.

 

Aguardando a van e a pilha ao lado de roupas que eu estava vestindo.

 

         A essa altura, Marta estava cansada, porém mais tranqüila.

 

A van chegou. Colocamos as nossas coisas e nos mandamos. Chegamos na Laguna Amarga e, a moça tinha razão, os ônibus estavam esperando.

Dentro dele, alguns conhecidos. Fiquei feliz, pois não tínhamos sido os únicos a sermos vencidos pela montanha.

 

         03 horas depois, já escuro, chegamos na nossa hospedaria. A chilena tem um susto, pois só nos esperava para dias depois. “Bem – pergutei – tem vaga?” Com um sorriso, ela responde que sim e nos dá o nosso antigo quarto. Que coisa boa é dormir em uma cama quentinha, como é bom.

 

         Depois do banho, fomos a Picada do Carlitos para jantar. Lá também encontramos vários viajantes, alguns ainda nem tinham tomado banho (ergh!!!), comemorando e brindando as suas vitórias. Encontramos também, várias pessoas procurando hospedaria. Os seus lugares estavam cheios e eles não tinham mais onde ficar. Lembra que falei que toda hora chegam dezenas de ônibus? Fiquei muito feliz e aliviado de saber que nosso lugar estava guardado. Graças a Deus.

 

         Bem, voltamos para nossa hospedaria. Tinham novos hóspedes. Estes, franceses (pense num povo chato). Marta estava conversando com a da. Chilena, quando o francês passa do quarto dele para o banheiro só de cueca. PQP!!! Cara é doido, pensei!

 

         Ainda bem que elas não ligaram e levaram na esportiva.

 

Nos fomos dormir. Merecíamos uma boa noite de sono.

 


 

Recado para Paine:

 

Você me ganhou dessa vez. Mas eu vou voltar e quando voltar, eu vou ganhar!!! JJJJJJ

 

Até a próxima

 

Hasta luego

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Familia Murdock: TDP Parte 2

16:42 @ 20/07/2006

Parte2

 

Acampamento coiron -refúgio Dickson 

 

Esse trecho é simples, algo em torno de 3h de caminhada, o único inconveniente fica por conta dos charcos, fique de olho nos troncos, serão uma ajuda para atravessar os pântanos. O refúgio é pago, mas oferece uma boa área gramada para acampamento. Com certeza a maior atração desse refúgio são as montanhas que ficam ao seu redor, belos picos graníticos ao fundo. Olhe bem, por que em poucos dias você estará do outro lado desses picos, no Vale del Francês. Por situar-se cercando a muitos glaciares e algumas passagens para o gelo continental, esse local possui um clima muito influenciado por eles, sendo frio e chuvoso. Em janeiro de 2001 quando estive por lá, ocorreu uma leve nevasca nos picos mais altos. 

 

Parte3

 

Refúgio dickson -  acampamento los perros  

 

A princípio esta trilha tem um desnível acentuado, chegando-se ao alto desta colina, se pode ver o Glaciar Dickson e outras paisagens deslumbrantes. Deste ponto se adentra em um bosque de lengas, onde você saltará mais de 1000 árvores (informações mais recentes de que voltou de lá, dá conta que essas árvores foram cortadas, facilitando a caminhada, mas na minha opinião degradando a natureza.) sendo em alguns pontos algo penoso. Em duas horas encontramos uma bela cachoeira incrustada num pequeno cânion, uma hora e meia mais tarde, sempre subindo o vale, atravessa-se um ponte, mais um pouco e chega-se à moraina do glaciar, siga as marcas laranjas nas pedras, 300m depois encontra-se o acampamento Los Perros já dentro do bosque. O acampamento é um pouco frio, por estar perto do passo Garner, possui uma cabana e um refeitório, sempre cheio de pessoas em busca do calor da lareira improvisada. Aproveite a estadia para dar uma olhada no maravilhoso glaciar Los Perros e no passo John Garner, o próximo obstáculo do circuito.

 

Parte4

 

Acampamento Los Perros - acampamento Passo John Garner 

 

Saia cedo para transpor o passo, e se o tempo estiver chuvoso, adie a subida, pois deve estar caindo bastante neve lá em cima. A subida em si não é nada muito exigente, somente a primeira hora é terrível, devido ao monumental charco! Por isso aconselho uma bota impermeável e polainas, ou tire a bota e suba de sandálias, se sente bastante frio com o pé metido na lama, mas pelo menos você não fica com a bota completamente molhada. A trilha começa dentro da área de acampamento, segue subindo o vale por dentro desse pântano, depois de uma ou duas horas se atinge a zona já sem mata e por seguinte seca... é hora de limpar o pé e botar a bota ( pra quem subiu de sandálias),  a partir daí começa um tramo muito bonito, em meio à lindos picos e caminhando-se na neve. Ao final da colina, está vencido o passo John Garner, basta descer ao próximo acampamento.

Já ia me esquecendo!..no final do passo você terá uma das mais belas visões de sua vida: o Glaciar Gray em toda a sua magnitude! Fantástica visão; respire fundo!  Voltando à trilha, agora é só descer, e descer muito até mais ou menos o nível do glaciar, ficando no acampamento escolhido. Nesse ponto cabe uma explicação, nos mapas do parque não fica claro quanto tempo leva do cume do passo até o “campamento paso”, por isso digo: são 1:30 até o antigo acampamento. (poucos lugares para montar barraca, muito inclinado) e mais 40m até o outro acampamento "paso" , no qual aconselho que fiquem.

 

Parte5

 

Acampamento paso - refúgio gray 

 

Nesse dia a caminhada segue pela trilha em direção ao lago Gray, sempre dentro do bosque e beirando o glaciar. Atravessamos vários leitos de rio, muitos escavam barrancos bem altos. Havendo nestas escadas para ajudar na subida. Depois de mais ou menos 4h se chega ao refúgio Gray (é pago).

O local é agradável, bem na margem do lago Gray, muitas pessoas acampadas. Você vai notar que a freqüência de pessoas é diferente, aqui já não são só trekkers acampados, mas há de tudo: pessoas que estão apenas indo conhecer o glaciar e também várias excursões. No refúgio vende-se comida, lanches e um vinho tinto, mas claro que te mostram uma arma! Tudo um roubo monumental. 

 

Parte6

 

Refúgio Gray- refúgio Pehoe - acampamento Italiano

 

Ás primeiras horas da caminhada são de subida, se podem ver belas imagens do lago e do glaciar Gray a medida que nos afastamos. Depois de duas horas se chega a quebrada de los vientos, um cânion que vai dar lá em baixo no lago Pehoe. Na beira do lago fica o refúgio de mesmo nome, meio sem nada para ver, e ainda com ventos de furacão por quase todo o dia, horrível para acampar. Daí saem barcos para o outro lado do lago, mas nós seguimos caminho, ainda faltavam 3 horas para o vale francês. Após passarmos pelo Pehoe, começa uma leve subida, lá em cima se podem ver as lindas cores do lago, um magnífico verde esmeralda. Logo os Cuernos estarão a sua frente, são de tirar o fôlego! Caminha-se mais algumas horas e chega-se ao acampamento italiano, bem na entrada do valle del Frances. O acampamento fica logo após a ponte, bem nas margens do rio del Frances. Do acampamento se pode escutar o rugido de algumas avalanches no glaciar Frances. Se o tempo estiver bom, dá pra ver, bem     acima do glaciar, o Paine grande, com seus 3050 m. No outro dia a pedida é uma caminhada até o fundo do vale Frances, são três horas subindo o vale, que te darão a oportunidade de admirar o glaciar Frances, os Cuernos e todas as outras montanhas da região, como cabeça de índio e aleta del tiburon. Não perca esta caminhada, é imperdível! 

 

Parte7

 

Acampamento italiano - acampamento Los Cuernos - refúgio lãs Torres 

 

Depois de caminhar tanto, falta apenas completar a circuito, são mais ou menos 5 h de caminhada, num sobe e desce suave . Em uma hora e meia se chega ao refúgio los cuernos, e com mais um estirão de 3 horas chegamos ao refúgio las torres. Não se espante, aí é a entrada o parque, você não estará mais isolado, carros, e muita gente  acampada, infraestrutura, um hotel...aproveite para tomar um banho quente( no banheiro do acampamento) e comprar um delicioso pão, vendido no quiosque perto do hotel. Mas de novo, cuidado, os preços são impressionantemente absurdos, cuidado com a carteira, querem te roubar.

 

Parte8

 

Acampamento Torres - Subida das Torres

 

Após singrar toda a cordilheira Paine com carga pesada às costas, esse dia será de férias para seus ombros...são mais ou menos 3, 4 horas de subida, pelo  vale de rio Acensio. O começo da trilha é o mais duro, com 50 minutos de subida bem íngreme, o desnível é acentuado. Vencido esse trecho, se adentra propriamente no vale, a trilha vai beirando a encosta da colina, sendo importante uma certa atenção, pois existem algumas passagens expostas, além de em alguns dias o vento estar muito forte.

Para se ter uma idéia, em janeiro de 98, passando por este local, fui jogado ao chão muitas vezes, ficando receoso de voar lá pra baixo. Então não tenha dúvida, se uma rajada lhe atingir, fique calmo, sente no chão e espere passar.

Após alguns minutos já se pode avistar a bela cabana do acampamento chileno lá no fundo o vale. Após a cabana do Chileno a trilha entra dentro de um bosque de lengas, são subidas e descidas, até chegar-se a base de uma moraina . São mais ou menos 30 min de “trepa trepa” nas pedras, sempre seguindo as marcações laranjas(características de todo o parque), pronto, você está na base das famosas torres del paine, aproveite a magnífica paisagem. Lá em cima em geral faz bastante frio, sendo comum uma chuva gelada (pequenos copos de neve), o vento é rasgante, várias pedras podem servir de abrigo para aquele lanchezinho.

 

C Dica para os viajantes: Dicas: saia cedo, a chance de ver as torres sem nuvens é maior. Se lá em cima estiver fechado ou meio encoberto, não tenha dúvida em aguardar algumas horas, lembre-se que estamos num lugar especial e você não sabe quando terá a chance de retornar.

 

Última dica, para ir até a laguna amarga é só esperar o micro ônibus do refúgio que passa pela estrada todas as manhãs, é só mostrar a nota de pagamento do camping e economizar 7km.

 


 

Circuito “W”

 

É um dos mais percorridos por todos que vão a Paine. Demanda de 03 a 05 dias, dependendo do seu ritmo e das condições climáticas.

 

O seu ponto de partida é na hostelaria Las Torres e a caminhada termina no camping Pehoé, desenhando entre um ponto e outro um “W”, onde no meio está o Valle del Francés.

 

Torres del Paine: Circuito W


DIA 1.

 

Descida na entrada Laguna Amarga, caminhada até o refugio e camping Las Torres, a partir daqui há duas opções, ou se arma acampamento e sobe-se até a base das torres, via vale do Acensio, com retorno no mesmo dia, ou sobe-se por essa mesma trilha o vale até o refugio chileno (fica mais ou menos no meio do caminho entre o refugio las torres e a base das torres) e, com todo o equipo, acampa-se ali e no outro dia se sobe até a base.

 

DIA 2 (ou 3 dependendo do itinerário escolhido).

 

Caminhada desde o refugio Las Torres até o acampamento italiano, bem na entrada do Valle francês, linda caminhada, cruzando rios, avistando lagos espetaculares, e sempre à sombra dos cuernos Del paine.

Pernoite no acampamento italiano.

 

 

Dia 3.

 

Subida do Valle Del francês e retorno ao acampamento italiano, que fica bem na sua entrada. Espetacular caminhada! Vistas de tirar o fôlego, tanto dos cuernos Del Paine, tanto de todas as montanhas que formam um anfiteatro no fundo do Valle, alem do aproprio glaciar, o francês que dá nome ao vale.

Pernoite no acampamento italiano.

 

DIA 4.

 

Caminhada até o refugio Gray, bem em baixo das paredes do glaciar de mesmo
nome - durante essa caminhada, duas horas depois da saída do acampamento italiano vc vai passar pelo refugio Pehoé, segue caminho, algo em torno de 4 horas mais de marcha até o Gray. Lindas vistas do glaciar! pode-se avistar ao longe toda a massa de gelo.

 

Dia 5.

 

Ou se descansa ai no refugio e acampamento Gray, curtindo o lago, vendo as pedras de gelo boiando... ou retorna-se para o refugio Pehoé, fim da jornada! Agora para voltar para Puerto Natales são duas opções: ou vai de lancha até o Pudeto, que está na beira da estrada e onde você pegará o ônibus (LANCHA CUSTANDO UMA VERDADEIRA FORTUNA!!!!!!!!) ou vai caminhando pelo Sendero de las carreteras(ou algo assim, só olhando o mapa) até o mesmo refugio pudeto...e retorna-se a Puerto Natales.

 

Em suma, eu reservaria de 6 a 7 dias para poder realmente fazer com calma e curtir sem pressa.

 


 

         Circuito Torres del Paine

         Saindo da portaria Laguna Amarga, o passeio pode ser feito em um dia. Ida e volta. É a melhor opção para quem não tem tempo disponível para ficar no parque, mas não quer sair sem fazer aquele treking.

 

         Siga da Laguna Amarga até Hosteria Las Torres; de lá, cruza-se o Rio Ascencio e caminha por mais umas 04 horas (ritmo rápido), até a base das torres. Daí, é só voltar.

 

         Leve um lanche e cantil. Durante a caminhada, você encontrará campings e refúgios, onde poderá pedir informações ou mesmo dar uma descansada e bater umas fotos.

 


 

Nossa Viagem

 

Inicialmente a idéia era fazer o circuito completo. 10 dias acampando. Mas isso se mostrou inviável, não podíamos dispor de tanto tempo e, mesmo querendo, nosso cronograma já estava atrasado devido aos problemas de transporte que tínhamos enfrentado até chegar em Puerto Natales; decidimos, então, fazer o W. Seriam 05 dias de um fantástico treking.

 

Paramos na portaria Laguna Amarga, onde todos temos que nos registrar, informar quantos dias iremos passar, qual o tipo de circuito que vamos fazer, etc. Além de pagar, é claro. E lá vão mais CP$ 10.000 cada um (chilenos pagam menos).

 

Os responsáveis pelos parque Nacionais Chilenos são os guarda parques (os nossos guardas florestais) e o órgão é o CONAF – Corporación Nacional Forestal del Chile. Os guardas são atenciosos. Dão algumas dicas rápidas e as normas do parque (não sair das trilhas, não entrar em cavernas, não alimentar o animais, só acampar em áreas determinadas, etc). Recebemos, também, um mapa de treking do parque. Este, essencial para se orientar dentro do mesmo, embora as trilhas sejam bem sinalizadas.

 

Depois disso, você vai encontrar um transporte até o ponto principal de início das trilhas. Custa CP$ 2.000 p/p mas te economiza ums 07kms de caminhada. Eu recomendo.

 

Pegamos a vã, descemos em um abrigo. A partir daí, escolhemos o tipo de trilha que vamos fazer, pois a mesma se divide.

 

Andamos um pouco e chegamos a hosteria Las Torres. Tem imensa área para camping e várias pessoas acampando.

 

Armamos a nossa barraca e vamos descansar. A vista impressiona: montanhas altas, com neve no pico. O clima está frio, mas suportável.

 

Base das montanhas onde acampamos

 

Comemos, e damos um rolé para nos ambientar. Voltamos, e fomos dormir.

        

Acordamos dispostos e ansiosos para iniciar a primeira perna do W. Sairíamos do Las Torres, até a base das torres que dão nome al parque. Acamparíamos no camping Las Torres.

 

Com isso em mente, desmontamos tudo e começamos a caminhada. Meu amigo, estava tudo bem até que começamos a subir a montanha. No mapa e nas placas, marcava uma trilha de 04 horas. Acredito que essas 04 horas, seriam sem mochilas, sem peso.

 

Bem, eu estava com 14kg de peso na mochila (barraca, sacos de dormir, isolantes, roupas, etc). Marta estava com cerca de 09kg (alimentos, fogareiro, panela, etc).

 

Uma coisa é andar com esse peso em terreno plano; outra é você estar subindo uma montanha, com o vento muito forte vindo contra a sua direção. Nós literalmente, não saíamos do lugar. O vento, fortíssimo, não deixava. O jeito era sentar e esperar o vento passar.

 

Na trilha. Olhem como é estreita

 

Com o vento e a medida que subíamos, vinha o frio. Outra parada para retirar os casacos e afins. Mochila (um pouco) mais leve, corpo mais pesado. Cada passada era uma tortura. Tinha medo de Marta passar mal com o peso; graças a Deus, se comportou muito bem (fisicamente).

 

E lá vão 04 horas de caminhada. Estávamos mais perto do topo, mas agora, a neve do cume das montanhas vinha junto com o vento. O frio começou a apertar. E Marta chegou ao seu limite. No meio do nada, começou a chorar. Queria sair de lá, queria ir embora, não queria mais dar nem um passo. Estávamos na metade do caminho, não tinha nada que eu pudesse fazer a não ser convencê-la de que precisávamos continuar caminhando, pelo menos até o camping Chileno, para passar a noite; não dava mais para voltar. Tínhamos que seguir em frente.

 

Recuperando o fôlego

 

No meio da sua crise emocional, passam velhinhos da melhor idade, com mochilas pesadas também, sorrindo e nos cumprimentando. Aos que vinham no sentido contrário, perguntava a quanto tempo ainda de caminhada até o Chileno (o mais próximo, segundo o mapa). “02, 03 horas”, respondiam.

 

Marta estava irritadíssima. Não queria continuar, não podíamos voltar. Eu, só podia ficar calmo e esperar ela melhorar.

 

Com muito custo, convenci a continuar. Estava ficando tarde, não podíamos ficar naquele impasse. Ficar parado não resolveria nada. Nem carro passava por lá.

 

As trilhas, são estreitas e, não raro, nos encostávamos na parede da montanha, para outro viajante, que vinha na direção contraria, passar. Por isso, aviso que aos que sofrem de labirintite, vertigem, etc. não se arriscar nesse passeio.

 

Andamos mais umas horas; Marta ainda chora, mas estava mais calma. De longe vejo a fumaça e uma cabana, dessas de madeira que vemos muito em filmes. Era o tal refugio Chileno; graças a Deus.

 

No fim, tinhamos subido mais de 1.200m de altitude.

 

Chegamos. Dentro da cabana tinha calefação. Que bom. O frio é muito grande.

Ao entrar, somos atendidos por um chileno, muito mal educado e impaciente; ele informa que o camping é pago: CP$ 5.000 os dois. Pelo que entendi, dava direito a usar a cozinha; mas como o chileno falava muito rápido, tanto em inglês, quanto em espanhol, eu teria entendido errado.

 

Vamos armar a nossa barraca. Marta vem me ajudar. Ainda está muito abalada emocionalmente; eu fiquei mais tranqüilo, pois pelo menos, agora tínhamos onde ficar e, caso ela precisasse de algo mais urgente, tinha como pedir ajuda.

 

Armando a nossa casa no campo

 

Barraca armada, sacos abertos, mochilas guardadas, tiro as panelas e a ração e entro na cabana para utilizar a cozinha que, até então, pensava que estava incluída no valor da diária.

 

O tal chileno não estava; no seu lugar uma outra, mas tão mal educada quanto. Pedi para usar o fogão. Ela perguntou se estávamos hospedados dentro do abrigo ou fora, na área de camping. Respondi e ela falou que a cozinha estava disponível “somente para hóspedes” e que a cozinha para camping, era lá fora ou poderia alugar um fogão se quisesse (também lá fora).

 

Bem, deixei Marta dentro do abrigo e fui lá para fora cozinhar. Para minha sorte, começa a chover. Eu não sei descrever o que meu corpo sentia. Era muito frio. Bem, arranjei um cantinho, embaixo da pia da lavanderia, onde podia ficar agachado e cozinhar ao mesmo tempo.

 

A água que saída do cano, era gelada, quase congelada. Demorou um bocado para a água começar a ferver. Enquanto cozinho, tiro as luvas e coloco perto da chama, na esperança de me aquecer. Nisso, passa um vulto correndo por mim. Era um campista chileno, procurando lugar para cozinhar. Ele perguntou se podia cozinhar ali e é claro que eu disse que sim.

 

Começamos a conversar e tal, trocamos uma idéia e logo, o jantar estava pronto. Prato do dia: macarrão com carne enlatada.

 

Amigos chilenos

 

Vou no abrigo e chamo Marta para vir comer.

Com certeza vocês já ouviram que toda comida é boa quando estamos com fome. Bem, estávamos com muita fome, mas deixa eu te dizer: foi o pior macarrão que eu comi em minha vida; comemos por pura obrigação porque meu amigo, tava ruim, viu? Imagine aí.

 

         Bem, após o jantar, Marta pede umas roupas para trocar e tal. Vou à barraca e entro no abrigo para entregar as roupas dela. Não sei porque, a tal chilena já estava nos olhando atravessado. Percebi que muitos campistas estavam jantando lá dentro. Cozinharam lá fora, e estavam comendo lá dentro, coisa que nós não fizemos, já que ela estava servindo o jantar.

 

         Marta vai ao banheiro; troca de roupa. Enquanto isso, eu estou lá fora tentando lavar a louça. Sem condições. A água congela as minhas mãos. A sensação é de mil facas, alfinetes, penetrando e saindo na sua mão, repetidamente. É horrível. Ninguém, ninguém me deu a dica de levar luvas de borracha para lavar a louça. No “cru”, te garanto que não dá.

 

         Guardo as panelas sujas mesmo e entro no abrigo. Agora é minha vez de me aquecer. Pois bem, estou sentado, tentando consolar Marta e eis que quem chega: a tal chilena que não sei o nome. E fala, em espanhol, que “iria precisar dos lugares; agora não, mas que iria precisar”.

Me fiz de doido, na esperança de Marta não ter ouvido ou entendido o que ela disse. Para minha falta de sorte, ela entendeu; e começou a chorar.

Aí, meu amigo, eu me esquentei. Levantei com toda a vontade que tinha para dar, no mínimo, uma rasteira na chilena.

Tinham vários campistas lá dentro, porque implicou conosco? Tomei ar e, quando estava indo para cima dela para dizer tudo, menos que ela era bonita (e não era mesmo), Marta me segura: “Deixe para lá”. Deixar pra lá!? Deixar pra lá!?

Quem me conhece sabe:sou o cara mais calmo do mundo, mas não pise nos meus calos, não fale mal de meus entes pelas costas e, principalmente, não ignore os meus direitos.

 

         Como Marta já estava com o emocional abalado, resolvi não criar confusão. Mas também não saí. Fiquei esperando ela se atrever a vir me tirar, coisa que ela não fez. Se viesse o tempo ia fechar.

 

         Este foi o nosso segundo susto nesta expedição.

 

         Deu a hora de dormir. Fomos para a nossa barraca. Quando abrimos o saco, que era para -15ºC, a surpresa. O saco estava gelado!!! E não deu conta. Tirei a bota, tirei a meia para colocar uma mais grossa. Nesse ínterim, a meia que eu estava usando, que deixei coisa de 30s no ambiente, praticamente congelou. O frio estava muito grande. Não conseguimos dormir direito; aliás, não conseguimos dormir. Lá para as tantas, começou a cair uma chuva de granizo. Granizo bem fininho, mas caiu.

 

         A temperatura era entre -4Cº a -8ºC daí para menos. Estava muito frio.

 

Amanheceu. Levantamos. Ora do café. Marta nem queria tomar café, estava com pressa para desmontar tudo e voltar para casa. Bem, muitos dos campistas já tinham se levantado e seguido viagem. Eu, vou entrando no abrigo para escovar meus dentes e usar o banheiro. Quem está na porta? (Dou 01 dólar para quem responder): Claro, a chilena. Que me diz que o banheiro estava cerrado.  Dou uma leve empurrada nela, tipo, sai da frente, ela vai para a frente da porta e diz: closed.

 

Familia Murdock: TDP Parte 1

16:38 @ 20/07/2006

 

 

         Olá viajantes, sejam bem vindos ao Parque Nacional Torres del Paine, localizado a 112km de Puerto Natales no Chile e, considerado por muitos, um dos lugares mais bonitos do mundo.

 

         Para onde se olhe, existe a beleza. Desde as imensas geleiras, até os picos e torres de granito que fazem parte do Macizo Del Paine e dão nome a cordilheira, passando pela imensa variedade de vida selvagem que é encontrada durante a sua estadia.

        

         O Parque

           

            O Parque Nacional Torres del Paine tem 242 mil hectares;  foi criado em 1959, num local onde anteriormente existiam fazendas de criação de ovelhas. Em 1978 foi declarado Reserva Mundial de Biosfera pela UNESCO.

 

         Com variações de altitude que vão de 50m até 3.050m acima do nível do mar, Torres del Paine é destino de mochileiros, trekeiros, alpinistas e mesmo turistas de todo o mundo.

 

         Dentro do parque, podemos encontrar guanacos, ñandus, zorros, condores, vários outros pássaros e até pumas; este ultimo mais difícil de ver (ainda bem).

 

Visao Geral

Guanaco

ñandus

 

         Clima

 

         Devido ao seu tamanho, cada setor do parque apresenta um microclima em particular, dependendo a altitude e de onde se estiver dentro do parque.

 

         Mochileiros experientes afirmam que a melhor época para conhecer o parque é na primavera e verão, quando podemos ter até 16 horas de luz solar, diariamente. Já no inverno, a situação se inverte: 17 horas de intenso frio e escuridão, além da neve que enche as trilhas e os circuitos de treking que são interrompidos.

 

         Ventos de até 100km/h são constantes durante todo o ano; chuvas de verão podendo haver também pequenas nevascas.

 

         Passeios

 

            Tem para todos os gostos e bolsos. Desde passeios de 01 dia de van, carro, até trekings de 01 a 12 dias em média, dependendo do seu ritmo e preparo. Além de poder alugar cavalos dentro do parque para conhecer o parque.

 

         Lembrando que os circuitos onde se chega a pé, não chega carro, moto, etc. Muitos consideram estes, os lugares mais bonitos do parque.

 

            Preparação

 

            Não vou mentir para vocês. Se você escolher fazer o treking acampando, é melhor se preparar fisicamente antes de ir. Embora não seja nada de outro mundo, requer sim, um certo preparo físico.

 

Pessoas acima do peso, com problemas cardíacos ou com problemas de pressão, ou mesmo com baixa tolerância ao frio, recomendo contratar excursões.

 

Nós nos preparamos fazendo treinos de musculação, valorizando exercícios para fortalecer os músculos das costas e pernas, e natação para melhorar o condicionamento cardiorespiratório.

 

Porém, tanto não é coisa do outro mundo, que encontramos senhores e senhoras, da melhor idade, durante a nossa trilha, carregando mochilas pesadas e passando por nós... Mas isso, conto mais abaixo.

 

Equipamentos

 

Peça importantíssima, para que sua viagem não se torne um pesadelo.

Coloco a seguir, uma lista que utilizei como base para fazer a nossa:

 

 

LISTA DE MATERIAL ACONSELHÁVEL PARA A CAMINHADA



Mochila cargueira de 70, 80 ou mais litros;

Capa para mochila ( proteção para chuva);

Bota de media montanha, preferivelmente impermeável, visto que a região possui muitas áreas com lama e neve;

Par de bastões de caminhada;

Canivete suíço;

Barraca para 4 estações, muitas marcas no mercado(não muitas no Brasil)a melhor sem sombra de dúvida é a americana the north face, no Brasil se encontram barracas da ferrino, serelepe, manaslú, kelty e outras;


Cozinha e limpeza:


Garrafa térmica de alumínio ou aço inoxidável para bebidas quentes como chá, café ou chocolate;

Cantil ou garrafa para levar água;

Fogareiro, são duas opções: os movidos a gás(butano ou butano - propano), utilizam cartuchos descartáveis. Podem ser usados perto da barraca ou mesmo nas varandas(com extremo cuidado). A segunda opção: são os alimentados por combustíveis líquidos, muito potentes, mas algo inseguros, os da marca MSR são os mais conceituados.(nos dois casos é necessário que se leve uma boa quantidade de combustível para toda a jornada);

Panela, uma que seja funda, mas que também não ocupe muito espaço na mochila;

Caneca de alumínio (leve);

Pratos não são necessários, visto que a panela fará sua função, além de ser um peso
desnecessário;

Talheres, somente não leve a faca, pois esta será substituída pelo canivete;

Frascos para os temperos (sal, pimenta, curry, etc...);


Esponja para lavar as louças;

Sabão biodegradável para lavar roupas;


VESTIMENTA PARA ESPORTES EM CLIMA FRIO

 

A vestimenta para esportes em clima frio é uma grande aliada para nosso conforto.Vestindo-nos da maneira correta, aproveitaremos melhor o passeio, desfrutamos de tudo e não sofremos tanto...

 

Tais roupas são feitas de tecidos sintéticos, que transportam o suor para fora, isolam nosso corpo do frio e nos protegem contra as inclemências do clima(chuva, vento e neve).

 

Existe um sistema de roupas para melhorar a eficiência dessas roupas, é o sistema das três camadas, onde nos vestimos em três diferentes camadas de roupa.

A primeira camada é a que levamos colada na pele, é fininha e super transpirante, geralmente feita de coolmax, power dry e semelhantes. São bastante encontrados no Brasil e não são tão caros...São realmente muito bons. Pode-se levar uma camisa e uma calça, a calça talvez não use para caminhar, mas com certeza para dormir irá usar, ela transpira seu suor noturno, ajudando e muito a aquecer seu corpo.

A segunda camada, a isolante, é feita de tecido do tipo polar, pode ser o polar tec (o melhor e mais caro) ou qualquer outro do tipo, possuem a aparência assim felpuda. Se puder, leve dois casacos desses...nos dias mais frios, quando estiver nos acampamentos, talvez necessite usar os dois. Outra opção para ficar aquecido nos acampamentos: um casaco ou jaleco de pluma de ganso ou um pulôver de lã(mais pesado).

A calça também será útil, principalmente para quando estiver parado nos acampamentos ou dentro da barraca-é um bom isolante.

 

A terceira camada é a impermeável, protetora- é o anorak, que te protege de tudo, é sua melhor amiga, inseparável! Também é a coisa mais cara, infelizmente. De todos os materiais, o mais conceituado é o GORE-TEX, testado e aprovado em todos os cumes do mundo. Algo importante é ela possuir um bom capuz, ter as costuras seladas e bom acabamento. Outras matérias: xalt, ultrex, triple point, etc.


C Dica para os viajantes: Lista Sugerida:


Anorak impermeável e respirável;

Calça de suplex ou material semelhante;

Calça impermeável de material semelhante ao do anorak (alternativo);

Calça de fleece/polar tec ou semelhante para abrigar-se na barraca e nos acampamentos;

Camisa de polar tec grossa (200 ou 300) ou um casaco ou jaleco de pluma de ganso;
Camisa de polar tec mais fina(100);

Camisa primeira camada de material transpirável como coolmax ou power dry;

Alguns pares de meia para caminhada;

Par de luvas para media montanha (feitas de winblock ou polar tec são muito boas);

Gorro que se transforme em pescoceira;

Alguma camiseta de algodão;

Sandálias;

Lenço para o pescoço.

 

 

Dicas de Alimentação (por TrotaTorres)

 

         É claro que você precisa comer; uma boa dieta é o que vai fazer a diferença e repor as suas energias durante a sua caminhada.

 

Primeiramente gostaria de frisar que não sou nutricionista nem possuo formação do gênero, a lista de sugestões que descreverei são somente isso, sugestões.

 

O conhecimento que possuo é o adquirido com a experiência e a leitura de alguns livros especializados em alimentação na montanha; como os publicados pela editora espanhola desnível..

 

Durante o dia é preferível comer comidas leves e carregadas de fibras e carboidratos, além de fontes de energia.

 

Café da manhã:

 

·         Biscoitos

·         Cereais para um bom mingau: gérmen de trigo, aveia, farinha de trigo, etc.

·         Café ou chá

·         Sucos em pó pra variar um pouco o gosto das bebidas

·         Pão

·         Geléias

·         Extrato de soja(leite de soja)

·         Comidas rápidas para o dia:

·          Barras energéticas

·          Chocolates

·          Biscoitos

·          castanhas

A reposição das calorias gastas durante o dia deverão ser repostas na última refeição.

 

Jantar:

 

·         Massas em geral

·         Molhos diversos(tomate, creme de leite)

·         Muito queijo ralado(esse o item mais importante de uma longa expedição!)

·         Salame, queijos, doce de leite, leite condensado, atum, salmão em lata (muito comum no Chile),

·         Purê de batata semi-pronto;

·         Arroz;

·         O velho miojo!

·         Castanhas

  

C Dica para os viajantes:  Algumas Sugestões:


1. Nesse item o que vale é o gosto de cada um, mas com certeza você não se arrependerá de levar coisas gostosas.

2. Nunca se esqueça de adequar seu gosto culinário às compras

3. Procure relacionar o custo(peso da mochila) benefício(quantidade e qualidade da comida)da alimentação, pois no parque você não terá muitas alternativas para a compra de comida, e as que existem são um verdadeiro roubo!

4. Lembre-se que você ficará até duas semanas com a comida que levar para o parque, por isso calcule bem a quantidade de comida que comprará e a que consumirá por dia

5. pense em levar coisas saborosas, pois não suportará passar vários dias comendo macarrão e purê de batata ou comidas desidratadas em geral.

6. BEBA MUITA ÁGUA! ANTES MESMO DE SENTIR SEDE.

  

Com o equipamento, a alimentação e o corpo em ordem, chegou a hora de escolher o circuito que vamos fazer.

 

            Os circuitos de Treking em Torres del Paine

  

Os mais famosos são 03:

 

  • O Circuito Grande: Duração em média de 10 dias
  • O Circuito W: Duração em média de 05 dias
  • O Circuito Torres del Paine: Duração de 01 dia

        Dentro do parque, e durante a caminhada, de qualquer circuito, encontramos, basicamente, 03 tipos de acomodações:

 

Abrigos ou refúgios: são cabanas, localizadas estrategicamente em alguns pontos durante a trilha; serve refeições, água quente, banho quente, vende mantimentos, e oferece pernoite. Não preciso dizer que os preços são absurdos...

 

Campings: existem várias áreas de camping dentro do parque. Essas áreas estão marcadas no mapa de treking que você recebe ao entrar no parque. Existem as áreas pagas e as gratuitas. Em geral, diferem pela infra estrutura. Banheiro, chuveiro, etc.

 

Hotéis: Yes, nos temos hotéis! Mas estes, só para aqueles que estão dispostos a pagar uma pequena fortuna. O que seria uma pequena fortuna? US$ 300,00 a diária. É daí para cima.

 

Hotel dentro do parque. Somente para Euros...

Refugio Chileno

  

Vamos conhecer melhor cada um deles:

 


Circuito Grande

 

         É o mais longo de todos. Consiste em dar a volta completa em torno das Torres del Paine e dos Cuernos del Paine.

 

         O tempo necessário para percorrer os 86kms de trilha é, em média, de uma semana a 10 dias. Caminha-se em altitudes de até 1.400m.

 

         Abaixo um roteiro detalhado feito pelo amigo Trota Torres, altamente experiente em Paine e que nos ajudou muito durante toda a nossa viagem.

Vale lembrar que esse roteiro é apenas uma breve descrição dos pontos mais relevantes da trilha, jamais sendo um substituto para o MAPA treking do parque.

 

     

Mapa Circuito completo

 

 

 Parte1

 

      Laguna amarga- acampamento Seron -acampamento Coiron

 

Começa aqui a caminhada! tudo pronto? Recomendo caminhar devagar neste primeiro dia, com toda a tranqüilidade do mundo, o peso da mochila estará no máximo e suas pernas, todavia não acostumadas com o esforço. Além do mais há luz solar até às 22h.

É hora de andar, tudo começa na Laguna Amarga, em uma picada a direita logo após a ponte que segue na estrada (qualquer dúvida perguntar aos guarda-parques).

Conforme o mapa são 5h até o acampamento Serón (vale lembrar que os tempos assinalados no mapa são uma média de tempo caminhando-se em velocidade de marcha), esse primeiro trecho é bastante agradável e tranqüilo, caminha-se por longuíssimos campos de margaridas, em uma trilha mais do que óbvia.

Após árduas 5h de marcha chega-se ao acampamento Serón, bem no meio de um desses campos, o lugar mais parece de conto de fadas, mas lembre-se que o local é pago e com mais 3h você está no acampamento Coiron (grátis).

Se a opção é seguir (com todo meu apoio), continue seguindo a placa que indica a trilha. Quarenta minutos mais tarde, já beirando o rio Paine, começa-se a subir uma vertente de montanha, acompanhando a curva de nível, parece que a trilha vai dar a volta neste morro, mas na verdade ela segue para cima, em um corte para a esquerda, no topo deste morro, a trilha segue beirando a montanha e descortinando lindas vistas de glaciares que beiram o gelo continental já fora do parque.

Em duas horas chega-se ao acampamento Coirón. Esse acampamento fica na margem do rio Paine, é meio esquecido, mais utilizado por quem faz o circuito no sentido horário. 

 

Parte2

Família Murdock: Rumo a Paine

15:09 @ 12/07/2006

Família Murdock: Rumo a Paine

 

         Olá viajantes!!! Saudações patagônias (ou seria patagônicas :0|  )!

 

Saímos de Punta Arenas em direção ao Puerto Natales, também no Chile.

 

De Puerto Natales é que sai as principais excursões para o parque nacional Torres Del Paine, embora em Punta Arenas também encontram-se várias agências de turismo oferecendo o passeio.

 

São somente 03 horas de viagem até Puerto Natales; o tempo passa rápido.

 

         Quando estamos descendo do ônibus, a mesma situação: dezenas de pessoas voam em cima de você oferecendo estadia; mal deixam você pegar a sua bagagem. Praticam, praticamente, os mesmos preços. Procure saber o que cada um tem a mais a te oferecer, pois isso pode ser a diferença entre um quarto com suíte e calefação a um quarto coletivo com beliche sem calefação e janela quebrada... pode acreditar.

 

Seguindo a idéia do post anterior, vamos saber mais sobre Puerto Natales

 


 

         Com horizonte ocupado pela imagem das montanhas nevadas da Cordilheira dos Andes, Puerto Natales, com aproximadamente 18.000 hab. é invadida no verão por mochileiros de todo o mundo.

        

         Capital da província de  Última Esperanza, na região de Magalhães, muitas de suas casas de madeira foram construídas por ingleses e alemães, que décadas antes colonizaram parte do território.

 

         A maior razão para atrair turistas do mundo inteiro é, sem dúvida, por ser o principal acesso para o Parque Nacional Torres Del Paine. Assim, não são muitos os viajantes que passam muito tempo na cidade, embora seja uma ótima cidade para descansar.

 

A Cidade

 

         Em 1557, os navegadores espanhóis Juan Fernandez de Ladrillero e Pedro Sarmiento de Gamboa, tentando encontrar a parte ocidental do Estreito de Magalhães, depararam-se com a enseada que classificariam de Última Esperanza, daí o nome da província.

          Devido à distância e à resistência indígena, a ocupação efetiva só começou em 1893, quando o alemão Hermann Eberhard iniciou a exploração da região oeste da Patagônia Chilena.

                      

         Em 1911 o município foi fundado e atualmente vive muito em função do turismo de Torres Del Paine, especialmente na alta temporada, de outubro ao início de abril. No restante do ano, frio intenso. Os hotéis e restaurantes que não fecham, apresentam queda vertiginosa nos preços.

 

Clima

 

            Inverno e verão são épocas bem distintas na cidade. Janeiro é o mês mais quente,com temperaturas que oscilam entre 6ºC e 17ºC e em julho, varia entre -3ºC e 5ºC, mas os ventos fortes dão sensação de frio mais intenso.

 

Visão da enseada Última Esperanza

 


 

Bem, estava negociando nossa hospedaria quando tiro do bolso o papel que a amiga da Ely nos deu em Punta Arenas. Daí a chilena grita “soy yo! Soy yo! (sou eu, sou eu)”.

 

“Ok, ok, já entendi. Quanto?” tem quarto privado? Calefação? Etc. “etc”, perguntei. “CP$ 4.000,00 per persona” respondeu a chilena.

 

Puxa vida, tudo aqui começa com quatro mil?

Fechamos com ela. A casa dela é bem próxima à garagem das Bus Sur.

 

Segue dados da nossa hospedaria em Puerto Natales:

 

Nome

RESIDENCIAL HOUSE FRIENDS

Classe

HOSTAL-RESIDENCIAL

Classificação

SEM CLASSIFICAÇÃO

Temporada

Todo o ano

Vigência de Tarifas

De 01/04/2005 al 01/04/2006

Endereço

CHORILLOS 779

Telefone

(61) 414070

Serviços Inclusos

Café da Manhã e custódia de equipamentos

 

 

         Eu não sei há quanto tempo ela está oferecendo esse serviço, mas pareceu que era há pouco tempo.

 

         A casa, bem, é bem simples. Na tem calefação nos cômodos, somente nos corredores. Na cozinha, ela liga o forno e deixa a tampa aberta... Um perigo para os dois filhos que vivem com ela. 01 com 10 anos (Miguel) e outro recém nascido (Pedro) com aproximadamente 08 meses.

 

         Existem dois banheiros (limpos, mas precisando de reforma) que são divididos por sexo; porém, quando um utiliza o chuveiro quente, o outro para de funcionar. Imagina qual não foi a surpresa descobrir isso durante o banho... pulei mais do que não sei o quê.

 

         Em virtude disso, recomendo que escolham outro residencial ou mesmo hostel para ficar.

 

         A chilena é muito simpática e atenciosa, por isso me da pezar em não recomendar a residência delas para vocês ficarem; no entanto, todos praticam o mesmo preço, logo, não faz sentido pagar mais por menos. E nos, viajantes, sabemos como faz diferença uma noite de sono bem dormida.

 

C Dica para os viajantes: No site da Secretaria de Turismo do Chile, tem a lista atualizada de hospedagens, hostels, campings e residenciais, atualizada para todo o território chileno. Faca sua pesquisa em:

http://www.sernatur.cl/

 

         Os filhos dela, não dão trabalho; nem o bebe, tão pouco o Miguel, do qual me tornei amigo.

        

         Na casa dela, como na maioria dos residenciais, além do serviço de dormida, funciona também lavanderia, agência de turismo, venda de passagens, livros e mapas.

Achei muito interessante o jeito de eles se virarem. Fazem de tudo.

 

         Logo perguntei sobre excursões para Paine. Ela falou que tinha transfer (ida e volta) de ônibus custando CP$ 12.000 (Você não viu errado não. São DOZE MIL, MESMO!!!) por pessoa. Quase caio pra trás, quando ela me dá esse preço.

 

         Eu, como sempre, esperto, não fechei com ela. Fofinha, devido ao frio, quis ficar em casa, brincando com o Pedrinho, daí segui para o centro de informações turísticas que tinha visto logo na entrada da cidade.

 

C Dica para os viajantes: O serviço de atendimento ao turista no Chile é muito bom e encontra-se com facilidade nas principais cidades turísticas. Lá eles têm informações importantes como preço, horários, etc., além de fornecer mapas e guia de serviços (cambio, lavanderia, etc).

Em Puerto Natales fica na Av. Costanera Pedro Montt s/nº Atendimento em Inglês e espanhol.

 

         Bem, qual não foi a minha surpresa quando procurei saber sobre transfers para Torres Del Paine: o mais barato custava CP$ 15.000 por pessoa.

 

         Saí de lá feito foguete para fechar com a chilena antes que acabassem as vagas. Com a cara mais lambida do mundo, achando que era esperto, fechei com ela a CP$ 12.000 por pessoa (e uma senhora dor no bolso). Aquele pedacinho que ficamos na cidade, já tinha gastado CP$ 38.000 ou US$ 76,00. Isso, nós ainda nem tínhamos jantado...

 

         Naturalmente, corri para o cambio mais próximo. E, adivinha? O cambio em Puerto Natales não é favorável. Estavam cotando muito abaixo da cotação de mercado. Eu, como sempre me achando muito esperto, não tinha trocado muito dinheiro em Punta Arenas. Resultado: com o mapinha na mão, fui a vários lugares tentando trocar moeda, mas a variação era muito pouca. Encontrei um banco. Ótimo (pensei), bancos só podem praticar cotação oficial. Fui entrando e... fechado!!!

A sorte não estava do meu lado. Refém da situação, perdi dinheiro no cambio, mas foi o jeito.

 

         Saímos à noite, procurando onde jantar. As mochilas já estavam arrumadas e seria nossa última refeição descente, pelo menos pelos próximos 05 dias, que seriam os dias que iríamos fazer o treking e acampar.

 

         Encontramos o La Picada do Carlitos Calle Blanco Encalada 444.

Lugar extremamente agradável; não é sofisticado e é muito freqüentado por nativos. Dentre os seus pratos principais, preparados pelo próprio Carlitos, tem um sanduíche monstruoso (CP$ 2.500) e peixes e frutos do mar, além da Picada (sem piadas, ok?) custando CP$ 3.000 ½ porção.

 

         Só para esclarecer, a Picada é um prato típico chileno. Uma misturada de batata-frita, com chouriço, carne picada, presunto, ovo, etc. Enfim, é uma refeição mesmo. Eu pedi meia porção e suei para comer tudo, pois vem muito bem servido.

 

         Fofinha, mais light, pediu salmão.

Meu amigo, diga aí, quanto custava o salmão? Menos de R$ 20,00. E não era pequeno não. Era uma senhora posta de salmão, que Fofinha não agüentou comer. Foi o salmão mais barato que eu comi até então.

 

         Enfim, com barriga cheia, voltamos para “nossa casa”. A chilena (não lembro o nome de jeito nenhum), avisou que o ônibus passaria as 06:00hs e que o café será servido às 05:30hs.

 

         A maioria dos albergues, residenciais, etc, tem serviços de custódia. Custódia, nada mais é, do que guarda de equipamentos e mochilas. Se você não quiser sair com toda a sua bagagem montanha acima, melhor deixar lá. O serviço, no nosso caso, era free. Tem lugares que cobram.

 

         Por mais incrível que pareça, eles não mexem na sua bagagem; isso é relato meu e de vários viajantes que consultei com o mesmo receio. De qualquer forma, não deixei valores e tranquei a mochila com cadeado.

 

         Eram 05:00hs quando somos acordados. Tomamos o café; o frio está comendo e está muito escuro.

 

         Passa um pouco das 06:00hs, o ônibus chega. Colocamos as nossas bagagens nos acomodamos e, estamos de novo na estrada. Mais 03 horas de Puerto Natales até a entrada do Parque Torres Del Paine.

 

Rumo a Paine

 

 

Ficha de Ingresso para Paine: Ansiedade a 1000

 

 

         No próximo post:

 

- Família Murdock abaixo de 0ºC;

- Confusões com os chilenos: uma briga na montanha.

 

Família Murdock – Um rolé pelo Chile

 

          Olá viajantes!!!

 

         Dá ultima vez que nos falamos, estávamos decidindo aonde nos hospedar. Apesar de termos bastante opção, não podemos ficar escolhendo muito; corre-se o risco de acabarem as vagas.

 

         Então, uma chilena estava esfregando seu panfleto na minha cara e falando um dos piores “inglês” que eu, até então, já tinha ouvido. Pedi para ela falar em espanhol...

 

         Não foi a melhor saída, pois o espanhol do chileno é mais difícil de entender; eles falam mais rápido, quase não pausam durante a frase, o que acabou me frustrando. Mas, pedindo para eles falarem devagar, tudo vai.

 

         No fim, negociamos com ela. Vi no seu panfleto que sua hospedaria tinha sido citada e recomendada em um guia para viajantes vendido nos USA. É esse, pensei. Agora era negociar o preço:

 

- cuanto custa 02 personas para 01 noche? - falei

- CP$ 8.000,00 cuarto privado com desayuno (café) e baño compartido - respondeu;

- cuanto em dólar??? – Ainda não tinha aprendido o macete que passei para vocês no post anterior

- US$ 16,00 – disse a simpática chilena

 

Todos estavam cobrando isso, então, tanto fazia. Resolvi ficar com ela mesmo.

 

Seguem os dados da nossa hospedaria, bem como seu website

 

Residencial Ely

Calle Caupolican 75

Phone: 56 61 226660 – 248165

Celular: 0 97274318

Punta Arenas - Magallanes – CHILE

Web site: http://www.chileanpatagonia.com/ely/index.html

 

O Residencial Ely fica um pouco afastado do centro da cidade; mas como toda cidade pequena, não é lá essa andada toda.

 

Ely é uma simpática chilena, diferente da sua filha, uma pestinha de 06 anos que ficou me enchendo o saco o tempo todo. Não reparem, eu adoro crianças, mas essa era incrivelmente mimada e mal educada; aí também já é demais.

 

Como estávamos em uma residência, certas regras tem que ser obedecidas. A cozinha é livre somente em determinados horários e, assim mesmo, frituras não são permitidas.

 

No nosso quarto, tinha TV a Cabo (Ainda bem) e calefação. Era limpo e confortável. Recebemos uma cópia da chave da casa; ela só pede que não faça barulho quando chegar.

 

Essa é a parte interessante. Eu pergunto, quem de nós, daria a chave da casa para um completo estranho? Ainda mais, um que só está de passagem?

Eu, seguramente, respondo que não daria.

 

         Além disso, ela nos dá um pequeno mapa da cidade, contendo lugares para cambiar moedas, restaurantes mais em conta, supermercados e pontos turísticos.

 

         Vamos saber um pouco mais sobre Punta Arenas?

 


REGIÃO DE MAGALHÃES

 

A província de Magalhães tem em Punta Arenas a sua capital, pegando desde a Cordilheira de Paine ao Norte até o Cabo de Hornos ao Sul.


PUNTA ARENAS

Localizada a 3090 kms. ao sul de Santiago este centro urbano apresenta uma população atual de aproximadamente 115.000 habitantes

 

Punta Arenas está situada na península de Brunswich, antigamente era conhecida por Punta Arenosa, tradução literal em inglês para "Sandy Point"

Entre seus principais atrativos, estão o  Museo Salesiano Mayorino Borgatello, o monumento  Ovejero, com seu cavalo, seu cachorro; o cemitério, o Instituto da Patagônia; suas pinguineiras, além da sua zona franca.

Além disso, Punta Arenas é principal ponto de ligação até as cidades patagônicas austrais como Ushuaia, Puerto Natales, Puerto Varas, etc.



         A primeira providencia foi cambiar a moeda. Ainda estava com pesos argentinos e dólar, mas peso chileno, só tinha o troco do almoço durante a viagem.

 

         Fofinha ficou no hotel, dormindo e curtindo a calefação... eu segui para o centro, troquei as doletas e, achei uma lan house. CP$ 500,00 a hora. E lá fui eu mandar notícias para a família; que saudades.

 

         Assim que entro no MSN encontro Zé Guedé. A lan house era arrumadinha e tinha web cam. Liguei a vídeo conferência e Zé pode ver o meu drama; todo empacotado, devido ao frio. Quando viajamos assim, é sempre bom “falar” com os amigos e a família.

 

         O tempo passa rápido e a hora já acabou. Sigo andando para “casa”; Fofinha está vendo ER. Massa! Vou ver também; quero me inteirar...

 

         Ely pergunta que horas queremos viajar; de Punta Arenas para Puerto Natales, tem ônibus de hora em hora e são 03 horas de viagem 254kms.

 

Pinguineira

 

         Ely nos acorda, eram 09:00hs. Ela não tem vergonha: bate na sua porta com vontade, só não faz entrar... aí já era demais.

O café está na mesa. Nada muito extravagante; o mesmo que ela serve para sua família. A pestinha está na mesa; saco!

 

         Ely nos deixa na garagem do ônibus que vai para Puerto Natales para comprarmos a passagem. Compro pela Bus Sur (Calle Baquedano 558 Tel: 41-1325 / 1859)  CP$ 3.000 cada.

 

C Dica para os viajantes: Têm várias empresas que fazem a linha Punta Arenas à Puerto Natales, porém, praticam preços variados. As garagens são próximas umas as outras. Vale pesquisar.

Outra coisa, as empresas fazem pacotes promocionais para quem compra ida e volta. Se for o seu caso, compre ida e volta. Sai mais barato.

 

         O próximo passo é seguir para o supermercado para comprar a comida que iremos consumir durante o camping. Vamos fazer a feira, pois somos informados que em Puerto Natales as coisas são mais caras.

Muita barra de cereal, massa, carne enlatada, chocolate, café solúvel, leite e Nescau, além de algumas frutas.

 

         Quando voltamos para “casa”, arrumamos a nossa mochila e damos um tempo até a hora de seguir para a garagem.

 

         Acabamos conhecendo um grupo, acreditem se quiser, de senhores da melhor idade vindos de Israel. Estavam fazendo um tour pela América do Sul; já tinham passado no Brasil e agora estavam subindo a patagônia.

        

         Muito simpáticos todos eles. Na verdade, um exemplo de vida. Eu gostaria de envelhecer assim. Converso com um senhor, que se revela profundo admirador do nosso futebol e do rei Pelé. Diz não gostar de Maradona, pois ele usava (usa?) drogas.

 

         Arrisco algumas palavras em Hebreu; o pouco que eu sei foi o suficiente para eles ficarem satisfeitos e felizes; querendo aprender “espanhol”. Expliquei que a nossa língua era português e que teria prazer em ensinar. Daí saiu aquele “obrigado” e “até logo” essas coisas.

 

         Eles seguem na van conosco até a garagem do ônibus. Nos despedimos da Ely e dos colegas de Israel e pegamos o nosso ônibus.

 

         A amiga de Ely nos dá um folheto da hospedaria de uma amiga em Puerto Natales. E lá vamos nós; seguindo para Puerto Natales e nosso primeiro treking em Torres Del Paine.

 

C Dica para os viajantes: Outra opção de seguir de Punta Arenas para Puerto Natales ou vice-versa é seguir de navio. O Navimag é um navio tipo ferry que navega pelos canais patagônicos. Tem roteiros variados e é uma opção para conhecer a outra parte da patagônia. Custa aproximadamente US$ 300,00 dependendo das saídas da temporada, do trecho, etc.

 

Ferry Navimag

 

 

Obs. As fotos deste post tem caráter ilustrativo. Não viajamos no Navimag nem visitamos as pinguineiras em Punta Arenas.

 

Até a próxima

 

Hasta luego!

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Família Murdock – Estamos na Estrada...

  

         Saímos as 06:00hs de Ushuaia com destino a Punta Arenas, no Chile.

Pegamos um ônibus da Tecni Austral. Cada passagem custou P$ 80,00 (algo como 30 dólares), já incluso a travessia no Ferry boat.

 

         Não demoramos muito, chegamos na aduana (fronteira) Argentina, onde fazemos a nossa saída do país.

Andamos mais um pouco, chegamos na fronteira com o Chile, antes de atravessar o Estreito de Magalhães, para fazermos a nossa entrada no Chile.

 

         Ainda no ônibus, recebemos um documento de fronteira que devemos preencher com informações tipo dias que vão passar no país, motivo da viagem, etc.

 

         Este mesmo documento, nós havíamos recebido ainda no Brasil, antes de entrar em Buenos Aires e tivemos que entregar quando saímos da Argentina.

 

M Detalhe importantíssimo: tanto no Chile, como na Argentina, você tem que guardar o tal documento carimbado e assinado pelo agente alfandegário e devolver na saída do país. A não devolução deste documento, implica em multa e até a problemas para sair do país. Isso para todos os viajantes; que deram entrada com passaporte ou com RG.

 

         Nisto, todos temos que descer e levar consigo as bagagens de mão. Estas, são revistadas por agentes fronteiriços chilenos; frutas, chás de saquinho, alimentos não industrializados em geral, se encontrados, vão direto para o lixo.

 

         Teve uns viajantes mais “espertos” que deixaram algumas frutas dentro do ônibus. Bem, acontece que os agentes, enquanto estamos na alfândega, entram no ônibus e fazem a revista. Imagine a cara de surpresa deles, quando não encontraram sua lancheirinha...

 

         Bem, seguimos viagem; agora em território chileno.

 

         A estrada é de rípio; tipo cascalho. Andamos horas pela beira mar. Fico imaginando o que seria caso houvesse um tsunami naquela