Grupos

Prezados viajantes.

 

No nosso blog, procuramos colocar o máximo de informações relevantes possíveis aos próximos viajantes, como dados sobre a cidade, história, clima, demografia e relevo.

 

Tais dados não foram tirados da minha cabeça; pesquisamos muito antes de colocar as informações aqui.

 

Então, estou citando as fontes pesquisadas que utilizei para dar a maioria das informações sobre as cidades que visitamos, e que tambem utilizamos para planejar a nossa viagem. Até para os viajantes que precisarem se aprofundar nas suas pesquisas.

 

Livros, Revistas e Periódicos:

 

 

Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul

Autor        Zizo Asnis

Editora      TRILHOS E MONTANHAS

 

 

Revista Viagem e Turismo Especial: Guia O Melhor da América do Sul

Edição: 4

Número de Páginas: 321

Ano de Lançamento: 2005

 

 

Sites

 

 

São inúmeros os sites que pesquisamos, vou colocar os mais relevantes

 

Crônica: Trekking, gelo e pingüins na viagem ao "fim do mundo"

Por Sergio Ripardo da Folha Online

http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u5260.shtml

 

 

Vinhos, chocolates e paisagens de tirar o fôlego na Serra Gaúcha

Por Férias Brasil

http://feriasbrasil.terra.com.br/scripts/regiaofantasia.cfm?regiaofantasia=Serra%20Ga%FAcha

 

Portal Gramado

http://www.portalgramado.com.br/

 

Fórum: Mochileiros.com – Maior comunidade mochileira da Internet Brasileira

http://www.mochileiros.com/

 

Mochila Brasil

http://www2.uol.com.br/mochilabrasil/

 

Secretaria de Turismo de Buenos Aires

http://www.bue.gov.ar/home/

 

Secretaria de Turismo de Ushuaia

http://www.e-ushuaia.com./

 

Governo do Chile

http://www.gochile.cl/Home_s/Default.asp

 

 

Além das entrevistas e pesquisas que fizemos com os habitantes locais.

 

Abs

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Família Murdock: Santiago do Chile Parte 02

 

         Holá viajantes!!! Saudações!!!

 

         Finalmente, é hora de voltar para casa. Depois de rodados 19.838kms, utilizando todos os tipos de transporte, estamos nos preparando para ir para casa.

 

         Então, vamos lá: nossos últimos dois dias em Santiago e a volta para casa.

 

O penúltimo dia foi o dia de conhecer os arredores de Santiago, restaurantes e afins.

 

Conversamos com Sarita, nossa guia em Santiago. Ela deu altas dicas para conhecer a cidade e recomendou que fossemos para um parque que fica no centro da cidade, onde tem teleférico, etc (não lembro o nome...), como se fosse o Central Park, entende?

 

Outra opção seria seguir para Viña Del Mar, cidade que fica bem próxima de Santiago, onde tem vinícolas, passeios e estava rolando um festival de musica internacional com bandas como o A-Ha, dentre outras.

 

Bem, sinceramente Viña Del Mar foi o que me pareceu melhor opção, mas estava tão cansado de viajar, sério mesmo, que preferi seguir para o centro da cidade (de novo), para procurar o tal parque.

 

Acabou que não encontramos... fomos para o mercado público, bem próximo a estações de metrô, e fomos provar da culinária de Santiago.

 

Vocês devem estar pensando que o mercado público é um lugar feio, onde só dá o povão, mas não é nada disso. É um ponto turístico mesmo, bem freqüentado. Claro que tem a ala do povão, mas a maior parte é mesmo reservada para os turistas.

 

É impossível você entrar no mercado público e sair sem comer nada. As opções são das mais variadas possíveis; mas a predominância é de peixes e frutos do mar.

 

Tem vários restaurantes, mas o mais badalado e que tem mais lojas é o Donde Augusto. Ele só pode ser dono do mercado, porque no centrão, só se vê restaurantes Donde Augusto.

 

Bem, sentamos e fomos comer.

 

Fofinha, pediu salmão. Eu, pedi carne de alguma coisa (caça).

 

Almoço no Donde Augusto

 

Os pratos, são muito bem servidos. Principalmente os de frutos do mar e peixes. Você come muito bem e paga relativamente barato.

 

Nossa conta, deu CP$ 12.000 algo como US$ 22,00, com as biritas.

 

Embora os outros garçons tenham dito que eles eram careiros, achamos os preços até bastante acessíveis.

O prato principal (e também mais caro), é a centolla.

A centolla, que não é estranha nossa pois tínhamos visto em Ushuaia, é um carangueijo de alto mar incrivelmente grande.

 

Escolhendo o prato

No detalhe, a Centolla

 

Um casal ao lado da nossa mesa, pediu esse prato, que custa US$ 150,00. Fica um garçon exclusivamente para eles, preparando o tal caranguejo com um alicate quebrando a casca, pois no maozão fica mais difícil.

 

         Nos tiramos uma foto, mas como não ilustra bem o tamanho do bicho, coloco outra que consegui na net. Sem exagero, é desse tamanho mesmo e o cara que está segurando, não é um anão.

 

A Centolla

 

         Bem, depois de comermos muito bem, fomos para (olha a criatividade) o shopping.

 

De shopping, não tem muito o que falar; bonito, grande, etc. Ah, também se paga para usar o banheiro.

 

         Tomamos sorvete, demos um role, e voltamos para o hostal

É, eu sei, não foi muito emocionante mas Santiago, é a capital da cultura. Se quiser ver museus, pode ir para lá... outras coisas, só nos arredores.

 

Sorvetada

 

         Bem, estamos nós, postando algumas fotos, falando com o povo no MSN, e chega uma nova hóspede australiana podre de feia.

 

         Começam a conversar ela e mais um cara e, conversa vai, conversa vem, os dois saem para a balada.

Novamente, ficamos em casa.

 

         Estou lá eu, assistindo o meu DVD, quando chega o casal. Agarrados, se beijando muito, etc, etc.

        

         Eu, vou para o quarto. E vou me preparando para dormir, quando de repente e, não mais que de repente, a luz do quarto vizinho acende (lembra que eu falei que do meu quarto, tem uma porta com janelão interligando o quarto vizinho?).

 

         Pois bem, daí começam aqueles ruídos característicos. beijos, línguas, amaços e... tum! Cai um sapato no chão. Tum! Outro sapato no chão. Como o chão era de madeira, não tinha como não escutar.

 

         Meu amigo, daí começa um tal de um rangido (o colchão era de mola), e esse rangido vai aumentando e pegando ritmo e os beijos ficam mais ardentes e... para por um segundo. Pensei que tinham acabado. Ouvi uns cochichos e começa o rangido de novo. E vai e vem, vai e vem, e já vai dando aquela ansiedade, aumenta o ritmo, aumenta e... a respiração dois dois ficou mais ofegante, ouve-se uns gemidos e param. Finalmente...

 

         Gente, parecia que estavam no nosso quarto. Era impressionante.

 

Passa-se uns poucos minutos (eles nem tinham apagado a luz), começa de novo o ritual (que fôlego).

 

         Olho para o lado e da. Maria está com os olhos esbugalhados... se levanta com raiva dizendo: “assim não dá”. E sai batendo perna pelo quarto, em direção ao banheiro. O chão faz um barulho danado e eles interrompem; cochicham outras coisas e apagam a luz... e o silencia impera.... até as 08:00hs quando começa tudo de novo. Que despertador, esse... vou te contar.

 

         Como já tínhamos sido despertados, vamos tomar o café. O casal, nem sinal; continuava trancado no quarto.

 

         Depois do café, encontro com Luck no MSN que me faz uma encomenda nada inusitada: cerveja chilena.

 

Putz, lá vai eu atrás dessa cerveja de Luck.

 

Sarita indica um supermercado no final da rua, para onde eu sigo para comprar as biritas e mais uns vinhos.

 

Meu amigo, isso já tinha acontecido em Punta Arenas e agora em Santiago. Eu entro no supermercado, os seguranças da loja começam a cochichar a passar rádio, enfim, você percebe que está sendo vigiado.

 

Um deles se entregou, quando eu estava em um corredor e ele vem correndo, quando me vê, para do meu lado e tenta disfarçar.


Cara, não consegui disfarçar a minha revolta. E isso, era só com os estrangeiros; com os nativos nada. Meu, dá muita raiva.

 

Tentando levar na esportiva, peço ao segurança, com um sorriso bem amarelo, para ele me indicar bons vinhos para peixes e carnes. Ele indica com prazer umas opções de vinhos.

 

Alias, você entra em um supermercado em Santiago e os corredores são vários e imensos; são muitas as opções de vinhos para todo o tipo de prato e de preços bem variados.

 

Em geral, os vinhos são baratos. Mais baratos até, do que as cervejas que Luck me pediu para comprar. Que no fim foram holandesas e alemãs. Pelo que entendi, o Chile não fabrica cerveja, pois não vi uma cerveja chilena para vender. Tudo importado.

 

Bem, após esse episódio, peguei Fofinha no hostal e fomos comprar artesanato.

 

Na estação rodoviária, tem várias lojinhas com preços muito acessíveis e boas opções para comprar artesanato local.

 

No Chile, o artesanato gira mais em torno do couro e do cobre. A variedade é imensa e são bastante bonitos.

         Tentando não esquecer de todo mundo, compramos as lembrancinhas.

 

Para almoçar, ficamos por lá mesmo.

 

C Dica para os viajantes: Nos restaurantes chilenos, existem áreas reservadas para fumantes e não fumantes. Eles fumam mesmo durante as refeições e para quem, como eu, não gosta de comida fedendo a fumaça de cigarro, cachimbo, etc, peça uma mesa na ala dos não fumantes. Isso vale para todos os lugares que visitamos no Chile.

 

Compramos o artesanato, comemos um bom pollo assado, e seguimos para o hostel. Está na hora de seguir para o aeroporto.

 

Já estava tudo arrumando quando o táxi chegou (e o casal, ainda no quarto). Colocamos nossas mochilas no táxi e seguimos para o aeroporto. Alias, fica relativamente longe do centro.

 

         Chegando no aeroporto, estava um tumulto danado. Muita gente mesmo, um forte esquema de segurança. Pensei: isso tudo, só para me ver???

 

Que nada, a galera com maquinas fotográfica e tudo mais, quando vejo a camisa do U2. Ai me toquei: A turnê do U2, Vertigo, eles vem para Santiago.

 

Meu amigo, não deu outra. Era claro que eles iriam descer pela área internacional do aeroporto. E adivinha por onde nós íamos? Pela área internacional, claro.

 

         Corremos para fazer o chek-in, despachamos tudo e corremos para procurar Bono e cia.

        

         Após alguns minutos de espera e com o nosso vôo já sendo anunciado, eis que eles chegam.

 

         Os caras são demais, distribuindo simpatia. Não tinha como chegar perto deles, óbvio, mas vê-los tão de pertinho como nos os vimos, não tem como descrever. Parecia que estávamos nos bastidores, sabe? Todo mundo lá fora, espremido e nos bem pertinho deles, no maior conforto... Não tenho palavras para descrever. Foi para fechar a viagem com chave de ouro.

 

         Deu uma vontade danada de ficar e curtir o show deles, ingresso a US$ 100,00 com os cambistas, mas não dava mais. Era hora de voltar para casa.

 

         Os nossos nomes já estão sendo anunciados nos auto falantes e lá vamos nós, correndo pelo aeroporto até chegar no embarque, que já estava praticamente encerrado, só estavam esperando por nós. Mas valeu a pena, hora se não valeu...

 

Os demais detalhes, todos já sabem. Free shop em São Paulo, conexão em Recife e, finalmente, casa.

 

Foi uma expedição que nunca sairá da minha memória; lembranças e experiências vividas que estão eternizadas em nossas vidas. Amigos, colegas, companheiros de viagens, saudades de todos eles que encontramos e formamos, mesmo que por pouco tempo, uma família.

         Amigos, agradeço a todos vocês que nos acompanharam no decorrer da nossa expedição. Foram dias de muitas alegrias, choro, suor, frio e lágrimas, mas que valeram muito a pena.

 

         Foram 30 dias de pe na estrada:

 

- 20 cidades visitadas;

- 02 capitais federais;

- 09 capitais regionais;

- 19.838kms rodados;

- 30 horas voadas;

- 20 horas de treking;

- 04 horas de barco;

- 06 horas de trem;

- 06 hotels, albergues, aparts;

- 1.000.000 de pontos em experiencia de vida!

 

         Estou a disposição de todos vocês que tiverem duvidas e precisarem de ajuda no planejamento de uma viagem; mesmo que não seja tão longa.

 

        As principais fotos desta nossa viagem, estao no nosso flog.
Visitem: http://photos.yahoo.com/dizaigalado

 

 Deixo meu abraço sincero a todos.

 

Mas não pensem que acabou. A Família Murdock já tem destino certo para janeiro de 2007: Chapada Diamantina.

 

Gruta Azul e Morro do Pai Ináci: Chapada Diamantina - BA

 

E em janeiro de 2008, a próxima parte da nossa expedição.

 

O destino agora será: Peru e Bolívia.

 

Machu Piuchu, Nazca, lago Titicaca, Salar de Uyuni e muito mais. O planejamento já começou. E, em breve estaremos seguindo.

 

Machu Pichu e Linhas de Nazca - Peru

 

Um abraço a todos

 

E bons ventos!!!

 

Rômulo Murdock

 

FORÇA SEMPRE

 

In God we trust!

        

 

 

Um provérbio indígena questiona se:

 

“Somente quando for
cortada a última árvore, pescado o último peixe,
poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber
que não podem comer dinheiro".

Hola viajantes, saudações.

 

         Chegamos, então, ao ponto final da nossa expedição: Santiago do Chile ou simplesmente Santiago.

 

Santiago: a capital do Chile


 

Santiago foi fundada em 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdivia que expulsou os índios mapuches, com suas tropas na época da colonização espanhola.

O que hoje é uma metrópole e a quinta maior capital do continente, no século XVI não passava de uma vila com 700 mestiços e cercada por muros para evitar confrontos com os índios.

Sua colonização teve seu crescimento acelerado no século XIX, devido a forte industrialização e com a imigração e migração.

Hoje é uma cidade com aprox. 05 milhões de habitantes.

Santiago não é tão charmosa como Buenos Aires nem tão grande como São Paulo, mas é uma cidade bastante interessante e talvez a capital mais limpa da América do Sul.

Em dias de sol, vê-se a Cordilheira dos Andes circundando a cidade, que é uma visão que impressiona.

Santiago tem as 04 estações bem definidas. No verão, sol e clima seco, com temperaturas em torno dos 25ºC. No inverno, frio rigoroso devido a proximidade com a cordilheira. Segundo nativos, precisa-se usar cobertor elétrico para dormir nos dias mais frios.



         Descemos do ônibus e a rodoviária parece mais organizada. Pegamos as nossas mochilas e vamos obter informações sobre táxis.

         Tem duas opções de táxi em Santiago. Com tarifa pré-definida na bandeira e com bandeira aberta.

Funciona assim:

Tem um valor pré-definido para distancia percorrida. Ex. PC$ 500,00 x 1,5km, ou seja, a cada 1,5km, paga-se quinhentos pesos chilenos. No pára-brisa dos táxis tem a informação.

Eu não vi remís, por isso não sei se tem ou não em Santiago.

Dentro da rodoviária, tem um balcão de táxis de cooperativa. Daí, conversei com a atendente e, com o endereço nas mãos, perguntei quanto ficaria. PC$ 2,500 aproximadamente, respondeu.

 

Pegamos o táxi e fomos para a nossa hospedaje que tínhamos reservado previamente.

 

HOSTAL SANTIAGO: SANTIAGO, CHILE

 

Localização

 

 

Região

:

Metropolitana

Província

:

Santiago

Cidade

:

Santiago

Localidade

:

Barrio yungay

Destinos próximos

:

Santiago e arredores

Zona Turística

:

Montanhas, cidades e vales

Redondezas

:

Urbano, metro e terminal rodoviário

Dados do Hostel

 

 

Estabelecimento

:

Hostal santiago

Classe

:

Hostal-residencial

Classificação

:

Sem classificação

Temporada

:

Todo o ano


Endereço

:

Compañia 3023

Telefone

:

(2) 6815857

Telefone Info.

:

(2) 6814046

Fax

:

(2) 6815857

URL

:

www.hostalsantiago.cl

e-mail

:

contacto@hostalsantiago.cl


           Chegamos nos hostal e, para nossa surpresa, ela diz que estava lotado. Expliquei que tinha reservado e tudo o mais, mas ela disse que não tinha recebido a reserva.

 

Pôxa, estava super cansado e a senhora tinha perdido a reserva... era demais. Sei que ela ligou para um e para outro e acabou achando a reserva.

 

O hostel fica em uma área, que poderia dizer, seria a parte antiga de Santiago. Casarões antigos, com fachadas e janelões.

 

O nosso hostel não era diferente. A dona tinha herdado de seus antepassados e tinha transformado em hostel. Ou seja, ele não foi construído para ser um hostel.

 

O hostel é abafado, pois não tem janelas laterais, os quartos são interligados por grande portas e não tem janelas e os banheiros... bem, são um caso a parte.

 

Então, não recomendo este hostel para os viajantes. Cobra as tarifas de outros hostels bem mais estruturados e confortáveis sem oferecer o mesmo padrão. A vantagem deste é que fica bem próximo a estação de metro e a rodoviária.

 

         Resolvido o problema da reserva, veio a Sarita. Pessoa tão simpática e atenciosa que fiquei feliz e aliviado, pois teria tido a impressão errada dos chilenos.

Adivinha? Ela era Peruana!!!

        

          Bem, resolvido o impasse do quarto, fomos nos aninhar... e quem disse que queria conhecer a cidade??? Que nada. Deitamos para tirar “aquele cochilo” e quando acordei já eram pra lá de 22:00hs. Fofinha continuava dormindo.

 

         Aproveitei e fui acessar a Internet, falar com os amigos e assistir um DVD.

Quando Fofinha acordou, fizemos o jantar e novamente fomos dormir.

 

2º dia, 09:00hs

 

Acordamos e tomamos o café, feito por Sarita. Uma vitamina com torradas. Estava até boa.

 

Peço as coordenadas à Sarita para dar um pulo no escritório da TAM que fica na área comercial de Santiago e depois dar um rolé pela cidade.

 

Ela nos da o mapa da cidade e do metro e explica onde devemos ir.

 

Depois do café, seguimos nosso rumo e vamos para o metro. De dia, o bairro não é nada bonito. Muitas casas antigas, algumas abandonadas... parece periferia mesmo. Mas quando andamos mais um pouco e chegamos na av. Libertador O´Higgins (principal) o cenário muda. O metro, que estava tendo uma exposição de arte então, de primeiro mundo.

 

         Pegamos o metro, fazemos a baldeação e seguimos para o escritório da TAM. Quando saímos do metro, o cenário muda. Parece até que estamos na av. Paulista. Grandes prédios de grandes empresas fazem parte do cenário.

         Andamos mais um pouco e chegamos na TAM.

 

Uma jovem vem nos atender e, eu tento falar em um espanhol horrível, que queríamos confirmar as passagens.

Ela percebe a minha dificuldade e começa a falar em português. Que alívio, pensei. Daí, conversa vai, conversa vem e Fofinha solta um comentário: “Noosssa, parece até que ela está falando português; estou entendendo tudo”. Aí eu me acabo de rir.

“Fofinha, nosso espanhol não está tão bom assim não; ela está falando em português”.

        

         Bem, no fim, foi ótimo termos ido para lá, pois o nosso vôo de volta, estava diferente. Fofinha estava Santiago à São Paulo à Natal e o meu estava Santiago à São Paulo à Recife à Natal.

 

         Graças ao Pai, tinha vaga no meu vôo e Fofinha foi transferida; e o melhor, sem cobrança de diferença de tarifa. Deus é muito bom!!!

 

         Resolvido a parada, fomos conhecer Santiago. E fomos dar umas voltas no centro da cidade.

 

        Muitos prédios antigos, muitas construções atraentes... Mas nada muito envolvente.


Palacio de alguma coisa e ao fundo, um grupo de japoneses

Sede dos Correios

Na Plaza de Armas



Santiago é uma ótima cidade para quem quiser se aculturar. Muitos museus e obras de arquitetura interessante, mas poucas atrações turísticas.

 

No centro, é fácil andar com ruas exclusivas para pedestres. Mas atenção: alguns aparentes calçadões são, na verdade, ruas onde circulam carros; sendo fácil levar um susto.

 

É fácil ficar entediado, por isso, resolvemos voltar para o hostel para jantar.

 

Durante o jantar, conhecemos uns viajantes que nos convidam para a balada... pergunte se fomos: fomos nada. Fomos dormir. Muito cansados. Acho que estou ficando velho....

 

No próximo post:

 

Culinária de Santiago;

A volta para casa;

Presente inesquecivel: Um encontro inesperado com o U2.

 

Abs

 

Família Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Olá viajantes. Saudações!!!

 

Pensaram que não iria atualizar o blog hoje, só porque ontem foi feriado??? De jeito nenhum. Não posso faltar com os aventureiros que estão de viagem marcada e meus amigos que estão acompanhando a viagem e viajando conosco.

 

         Continuamos subindo a o Chile, para a região central com destino a Santiago. Nossa última parada internacional e ponto de retorno para o Brasil.

 

         Após o atraso do ônibus e uma viagem um pouco desconfortável, chegamos em Pucón.

 

         Vamos saber mais sobre essa agradável cidade.

 


Pucón

 

Se estiver procurando ação, Pucón é a cidade certa.  Reserve uma quantidade razoável de dias ao visitar essa cidade, pois a oferta de atrações esportivas são muitas e as mais variadas. Dentre as quais podemos citar rafting, treking, pesca, mountain bike, esqui, snowboarding, etc.

A cidade, fundada em 1883 com o estabelecimento de um quartel, é bastante pequena. Apenas 10.000hab aprox. Fica a 227m acima do nível do mar e tem cenários maravilhosos.

 

Pucón é uma cidade bastante tranqüila. Vive, basicamente, do turismo. Segundo relatos, não é fácil encontrar adultos nascidos em Pucón; a maioria veio de Santiago e outras grandes cidades em busca de paz e tranqüilidade.

 

Em Pucón uma vista que pode assustar um pouco é o vulcão Villarrica, que fica praticamente, “aos pés” de Pucón.

 


         Apesar de tudo isso, a família Murdock estava bastante cansada para curtir a cidade. Quando descemos do ônibus, nossa primeira providencia foi tentar passagens para Santiago.

 

         Finalmente conseguimos passagens para Santiago; e o melhor, para pouco mais de 01 hora. Mas não foram baratas não. No Chile, você tem 03 opções de assentos para viagens distantes: Assentos, semileito e leito.

 

         Cada uma, claro, com preços diferenciados. Mas como não tinha muita escolha, comprei os últimos dois lugares leito. E um olá para o cartão de crédito... sim, porque em dinheiro vivo, não tínhamos mais quase nada.

 

         Enfim o ônibus para Santiago. E tome mais de 12hs de viagem... O ônibus é confortável, tem serviço de bordo e passa uns dvd’s.

Quanto a ser um leito... bem, isso já eh outra história.

Para mim, com quase 1,90m, ficou bem apertado. E quando o viajante da frente baixava o assento dele, eu ficava espremido.

Já fofinha, dormiu bem.

No geral, os chilenos até que são educados. Eles só baixaram completamente o assento, quando iam dormir.

 

Pucón: Aos pés do Villarrica

Lago Villarrica

Lago Villarrica

 

         Cansado, mas feliz por estar a caminho de casa, fechei os olhos e acordei, na entrada de Santiago.

 

         Olha, olhando para trás eu me arrependo um pouco de não ter aproveitado Pucón. Mas acontece que, além de estarmos com pouco dinheiro, estávamos entrando e saindo de ônibus ah, pelo menos, 48 hs. Não tem quem agüente esse ritmo. Noite mal dormida, comida mais ou menos, eu só queria um quarto e uma cama para dormir três dias seguidos... daí se tem uma idéia do cansaço.

 

         Então, de Pucón não tenho muitas dicas a dar. Coloquei algumas fotos que achei na Net para ilustrar o post. As informações que consegui sobre Pucón, foram em site oficial e em guias de turismo.

 

         Ainda assim, caso tenham dúvidas, posso pesquisar e responder para os viajantes.

 

 

Na próxima sexta:

 

- Família Murdock na capital do Chile

 

Abs a todos e bom fimdi

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

         Olá viajantes, saudações!

 

         Estamos de volta ao Chile, desta vez em Osorno.

 

Nesse momento, confesso que estávamos extremamente cansados. Ficar pulando de cidade em cidade, cansa muito mais do que você ficar vários dias na mesma cidade; mas como tínhamos nos planos, conhecer o máximo de cidades possível, fomos seguindo com o plano.

 

As estradas do Chile na região central, pelo menos as que andamos, são muito boas. Alguns pontos com pedágio.

 

Há quem alugue carros e façam a viagem dirigindo pela Rodovia Panamericana. Se for em grupos, acho que é mais vantajoso mesmo. Nessa região, as cidades estão relativamente próximas.

 

Então, vamos saber mais sobre Osorno.

 

 


 

Osorno está localizada junto ao Rio Rahué e está próxima de outros belos lagos chilenos, como o Ranco e o Rupanco e, ao mesmo tempo, próxima as praias do pacífico.

Com aprox. 100 mil habitantes,  encontra-se a 910 km ao sul de Santiago. Embora leve o nome do vulcão Osorno, a cidade não tem ligação com o vulcão. A cidade, fundada em 1558 pelo espanhol García Hurtado de Mendonza, foi denominada San Mateo de Osorno.

Osorno tem as quatro estações bem definidas. A temperatura media fica em torno dos 10ºC, ficando mais frio noi nverno, quando atinge graus abaixo de zero.

Possui uma boa infra-estrutura, mas não é um dos pontos mais procurados para fazer turismo no Chile.

Suas atrações são museus, o forte (Fuerte) Maria Luísa e o parque nacional Puyehué, que fica um pouco distante do centro (80kms).

 


 

         Descemos do ônibus e parecia que estávamos na rodoviária do Rio de Janeiro. Uma completa bagunça. Gente com dezenas de sacolas, se atropelando para entrar nos ônibus, fumando, uma verdadeira bagunça. Pela primeira vez, durante toda a viagem, fiquei temeroso pela nossa segurança.

 

         Coloquei Fofinha cuidando das bagagens (coitadinha), e corri para comprar nossas passagens para Santiago (sim, o destino era Santiago). Mas, qual não foi a minha surpresa quando não consegui comprar a passagem. Não tinha mais passagem para Santiago naquele dia; somente no dia seguinte.

 

         Parei um pouco para pensar. As coisas não estavam saindo muito bem. Conversei com um e com outro. Conversei com umas americanas e elas falaram que tinham comprado na TurBus. Corri para lá, mas já tinha acabado.

 

         Deu o estalo e fui procurar os balcões de turismo. Lá a moça deu a idéia de seguir para Pucón. Se não conseguisse passagem, pelo menos já estaria na metade do caminho.

 

         Então, lá fui eu comprar as passagens para Pucón. Comprei na TurBus.

 

Com as passagens compradas, fomos conhecer a cidade. Colocamos as mochilas no bom e velho bagageiro, pegamos o mapa da cidade e seguimos para o centro da cidade.

 

         Não sei porque, mas o primeiro lugar que fofinha quis ir foi a um centro de artesanato (artesanía).

 

         O artesanato local tinham pecas em madeira, cobre e pedra. Muito bonitos, mas igualmente caros.

 

         Enquanto Fofinha olhava o artesanato, fui usar o banheiro do centro de artesanato. Daí, tinha uma placa para pegar a chave com fulana de tal.

Fui pegar a chave e ela informa que para usar o banheiro, teria que pagar. Tudo bem, pensei. Naquela altura do campeonato, com o almoço e jantar do dia anterior batendo na porta, eu não iria sair por aí procurando banheiro grátis. Paguei, se não me engano, PC$ 200,00 (duzentos pesos chilenos); mas foram muito bem pagos. O banheiro é limpinho e organizado.

 

         Seguindo o nosso tour pela cidade, mais aliviado, fomos para a Plaza de Armas.

 

Um parêntese: Esqueci de mencionar no post anterior, que o nosso problema com a máquina digital não foi somente com as pilhas. O cartão de memória também tinha enchido. E, embora se encontra com facilidade lugares para descarregar as fotos e gravar em cd, eu ignorei esse ponto por receio, medo de perder tudo, sei lá. Enfim, acabou que eu mesmo comprei mais umas pilhas e apaguei uma reca de fotos (aquelas de besteirol) e diminuí a qualidade para caber mais fotos. Fecha parêntese.

 

         Chegamos a Plaza (praça). Muito bonita, com a catedral ao fundo, pessoas brincando, chafariz, tudo que uma praça precisa ter.

 

Locais jogando Xadrez. Tambem tem Ludo, damas, tudo gigante...

Na Praca, com a catedral ao fundo

Visao da praca

 

 

         Batemos algumas fotos, ficamos dando um tempo e... o que vemos ao fundo, um shopping!!! Sinais de civilização de consumo!!! Iupiiiii!!!!

Olha, eu que odeio shoppings, fiquei muito feliz quando vi aquele. Fast food, trash food, tudo de ruim e caro... ah que alegria.

 

         Corremos para lá e fomos nos perder no mundo de lojas e pessoas. Bem, minha alegria durou 15 minutos. Tempo suficiente para entrarmos no shopping e fofinha ficar parada diante da 1ª loja que viu, falando de detalhes de roupa, bolsa, etc.

 

         Deixei ela olhando as coisas dela e fui para a loja de eletrônicos. Nenhuma novidade. Aliás, acho que estamos bem na frente deles nesse aspecto.

 

         Sem mais nada que me prendesse a atenção, sentei e esperei Da. Maria terminar de olhar as lojinhas...

 

         Terminado o ritual feminino, seguimos para a praça de alimentação. E aquele cheiro... aaaaaah, o cheiro da praça de alimentação dos shoppings... é igual no mundo todo; de dar água na boca.

 

         Opções de trash-food, das mais variadas possíveis.

Logo de cara, gostei de uma rede de sanduíches chilena que tem como tema, coisas antigas, cartazes, posters, até uma moto tinha. Tudo com tema dos anos 50, 60 e 70. Muito legal. Quem quiser conferir, segue o site do Schopdog.

 

         Bem, almoçamos. Eu, tomei uma sra. caneca de chopp. Ah que saudade de uma boa cerveja... Dêem uma sacada no tamanho da caneca. E olha que tava boa, viu?

 

Feliz da vida. Almoçando e tomando uma cerva...

Essa moto é de verdade

 

         Alegria de pobre dura pouco. Terminamos o almoço. Como me melei todinho comendo o sanduíche, fui usar o banheiro para lavar as mãos.

Meu amigo, qual não foi a minha surpresa... quando chego na entrada do banheiro, tem um cara sentado e uma roleta para dar acesso ao banheiro. Isso mesmo, uma roleta igual as de ônibus. Ou seja, tinha que pagar para usar o banheiro. Pouco mais de 100 pesos

 

Embora fosse pouco, fiquei revoltado em ter que pagar para usar banheiro de shopping. Peguei toneladas de guardanapo e limpei as mãos como pude, até voltar para a praça onde eu passei uma água.

 

         Nessa de ir ao banheiro e voltar, tinha deixado Fofinha sentada, me esperando. Quando volto, ainda para pegar os guardanapos, tem um garçon conversando com ela (pelo menos tentando).

Dai ela vem e diz para o garçon falar comigo. Ela diz: Romulo, ele esta falando em ingles e eu nao estou entendendo nada.

Ai eu comeco a perguntar o que ele queria... E ele comeca a falar um dos piores "ingles" que eu ate entao tive de escutar. Conjugava os verbos erroneamente; nao utilizava pronomes pessoais; fora o soutaque... Nao dava para entender absolutamente nada.

 

Coitado, ate que tinha boa vontade ou queria praticar o ingles dele, sei la... mas eu o interrompi abruptamente e disse: homi, fale em espanhol que é melhor.

 

Ele sorri e pergunta, em espanhol, se desejamos uma mesa.

Finalmente entendia o que ele queria dizer. Respondi que ja tinhamos almocado. Agradeci e seguimos nosso rumo.

 

          No mais a mais, todos sabem que quando estamos em shoppings, às horas passam rápido.

Voltamos para a rodoviária, onde dei uma parada estratégica em um cyber café próximo para reservar o hostel em Santiago. Se todos estavam indo para Santiago, que não tinha mais opção de ônibus, que dirá de hospedagem.

 

         Reserva ok. Ficamos esperando o ônibus, que atrasou um bocado.

Mas tudo bem; coisas de viagem.

 

Seguimos viagem, dessa vez, para Pucón.

 

Até a próxima

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Aviso!!!

08:05 @ 01/09/2006

PREZADOS VIAJANTES

EXCEPCIONALMENTE, NESTA SEXTA-FEIRA, NAO ESTAREMOS ATUALIZANDO O NOSSO BLOG.

A POSTAGEM DE HOJE, SERA FEITA NA SEGUNDA-FEIRA.

OBRIGADO PELA COMPREENSAO

ABS

Romulo Murdock

FORCA SEMPRE

In God we trust!

         Olá viajantes, saudações!!!

 

         Estamos nos finalmente da nossa viagem, quase voltando para casa... Que saudade.

 

         Agora chegamos em San Carlos de Bariloche, ou simplesmente Bariloche a segunda cidade (creio eu) mais conhecida e visitada no território argentino.

 

         Todos conhecem ou já ouviram falar de Bariloche e das suas estações de esqui.

Bem, como fomos no verão, as estações de esqui estavam fechadas; logo, mostraremos a vocês uma outra Bariloche.

 

Vamos saber mais sobre Bariloche?

 


SAN CARLOS DE BARILOCHE

 

Com aprox. 150mil habitantes e banhada pelas águas límpidas do lago Nahuel Huapi, Bariloche encontra-se a oeste da província do Rio Negro, a 1640km de Buenos Aires.

 

Sobre a sua fundação, dentre as fontes pesquisadas, encontrei duas datas. 1895, data em que o general Roca conquistou a área, antes ocupada pelos índios mapuches; e 1902, quando imigrantes alemães ocuparam a região e começaram as construções de armazéns, casas, etc. Mas sobre o fundador, são unânimes: Carlos Wiederhold que usava o termo “Vuriloche” para se referir aos indígenas localizados a este da cordilheira. A deformação do termo deu origem ao nome da cidade.

O clima em Bariloche é ameno durante o verão com temperaturas entre 14ºC a 30º e entre 2ºC e -5ºC no inverno, quando neva freqüentemente.

 

As principais atrações em Bariloche são, naturalmente, os centros de esqui (destacando-se o Cerro Catedral), mas existem também fábricas de chocolate caseiro, grandes cafés, rafting, lagos azuis, museus e o parque nacional Nahuel Huapi

 


Vários viajantes dizem que, se for à Bariloche de ônibus, vá durante o dia. A paisagem impressiona.

Bem, nós não temos como confirmar isso, pois viajamos durante a noite, para economizar na hospedagem, mas que a região é muito bonita, não tenha dúvida.

 

         Descemos na rodoviária e colocamos nossa bagagem no bagageiro.

Em seguida, corremos para comprar a passagem para nosso próximo destino: Osorno.

 

         A cidade de Bariloche é muito bonita. As suas casinhas de madeira, junto com alguns prédios dão um toque todo especial à cidade.

  

Bariloche: Vista da Cidade

 

         Como já estávamos bastante cansados, devido à viagem e tudo mais, não aproveitamos tanto Bariloche como gostaríamos.

 

         Ficamos mesmo, rodando pela cidade, batendo perna e trocando os pesos chilenos pelos pesos argentinos.

 

         O que podemos dizer de Bariloche é que, como toda cidade que vive do turismo, as coisas não são tão baratas. Mesmo no verão (baixa estação em Bariloche), as refeições não são tão baratas quando na Argentina, mas se come bem com AP$ 20,00.

 

Beira Lago

 

         Já no inverno, segundo relatos de amigos, os preços pipocam, pois a cidade fica completamente lotada. Quem estiver planejando viajar à Bariloche no inverno, deve reservar sua estadia com antecedência; já no verão, não tem muito esse problema.

 

Parque Nacional Nahuel Huapi

 

         Quanto a hospedagem, não dormimos em Bariloche, devido ao tempo. Mas ao longo da Av. Bustilo, tem várias opções entre hotéis e cabanas (ideais para lua de mel) a beira do lago Nahuel Huapi, que dá um clima bem legal. No centro, há opções mais modestas.

 

M Bomba na Viagem: Vocês devem ter notado que no post anterior e neste, a família Murdock não aparece em quase ou nenhuma das fotos. Bem, isso foi devido a um pequeno problema elétrico. Os padrões de tomada da Argentina são diferentes do Brasil que são diferentes do Chile (vide foto). Daí, as pilhas da nossa máquina digital descarregaram e não tivemos como recarregar nesse trecho da viagem. Mesmo com dois carregadores e 04 pares de pilha, passamos por essa bomba.

 

Tomada padrão no Chile e Argentina

 

Na próxima sexta-feira:

 

Osorno - Chile

 

Abs

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

 

Olá amigos viajantes, saudações!!!

 

Estamos na região X (dez em romanos e não a letra) do Chile; ou região dos Lagos. Antes de chegamos na rodoviária, dava para entender porque a região recebeu esse nome: passamos por lagos lindíssimos, muitos mesmo.

A 20km do centro, está o segundo maior lago do Chile o Lago Llanquihue, com 86.000ha, margeando as cidades de Puerto Varas, Frutilar e Puerto Octay.

Seu nome indígena significa submergir ou ficar submerso.

 

Mapa da Regiao X (Regiao dos Lagos)

 

Esse é um excelente destino para os que procuram paz, sossego e tranqüilidade, unido a beleza descomunal. Para os que quiserem, também tem muitas opções para turismo de aventura.

 

         Vamos saber um pouco mais sobre Puerto Montt?


REGIÃO DOS LAGOS

 

Puerto Montt é a capital da Região dos Lagos. Tem, aprox., 110mil habitantes sendo uma das cidades mais desenvolvidas da região.


PUERTO MONTT

Localizada a 1020 kms. ao sul de Santiago este centro urbano fica às margens do Golfo de Reloncavi.

Seu nome, foi em homenagem ao ex presidente chileno (1851 a 1861) Manoel Montt

 

Puerto Montt foi colonizada por alemães, em meados do século XIX, o que acabou influenciando na arquitetura e culinária. É notório, basta dar uma volta na cidade.

Entre seus principais atrativos, estão o  vulcão Osorno - que na verdade pertence a Puerto Varas, mas surge imponente no horizonte de Puerto Montt –, a Bahia de Puerto Montt e a catedral, erguida em 1856, feita interiamente de madeira e inspirada no Partenon de Atenas

Além disso, Puerto Montt é principal ponto de ligação até as cidades centrais, como Pucón, Ososrno, Santiago e Bariloche, na Argentina.


 

Assim que pegamos o mapa com a Chilena, sentamos para ver o que iríamos fazer na cidade; o dinheiro estava curto e, infelizmente, tínhamos que escolher o que fazer.

         Enquanto procurava o que fazer, vi muitos colegas que estavam conosco no ônibus, guardando as mochilas no guarda volumes (estes de rodoviária) e indo passear pela cidade.

         Não pensei duas vezes e fiz o mesmo.

 

Antes de sair para rodar pela cidade, fui comprar as passagens para Bariloche (Argentina).

Compramos a passagem para a noite. Bariloche estava somente a 07 horas de viagem e viajando a noite, ganhamos tempo e não precisamos gastar com hospedagem.

 

         Feito isso, hora de rodar pela cidade. O Ososrno aparece imponente no horizonte. Ele é absolutamente lindo.

Logo nos dirigimos a SENATUR para obter informações para visitá-lo.

 

         Somos orientados a pegar um busão para Puerto Varas, que fica vizinho.

Puerto Varas está para Puerto Montt, como Niterói está para o Rio de Janeiro. A passagem custa CP$ 500,00 cada.

 

         Puerto Varas é uma pequena cidade, muito bonita, quase cinematográfica. Com suas casinhas feitas de madeira, conhecidas como “casas de boneca”, influência da colonização alemã.

 

Casa típica em Puerto Varas

 

         Nem bem chegamos à cidade e nos deparamos com agências de turismo oferecendo excursões para o Osorno. Tem para todos os gostos, até uma escalada ao topo do Osorno e seus imponentes 2.661m.

 

         O Osorno é considerado vulcão adormecido. Sua última erupção ocorreu em 1835.

 

         Para escalar o Osorno, é necessário equipamento especial (que pode ser alugado) e um bom preparo físico; experiência em treking na neve também ajuda, pois ele conserva uma boa camada de neve entre o meio e o topo (no verão).

 

O Imponente Osorno

 

         Os preços em excursão (para escalada) variam entre US$ 200 e US$ 300. Claro que nós não fizemos... Mas que deu vontade, deu.

 

         Na base do Osorno, existe uma área de camping, porem, a estrutura não é lá das melhores. Tem também os refúgios (como os de Paine), estes, mais caros.

 

         Em seguida, fomos dar um pulo nas margens do lago Llanquihue. Muito bonito e tranqüilo, é um passeio que vale a pena fazer. Andar pelo lago, vendo o Osorno ao fundo, não tem como descrever.

 

Lago Llanquihue com e Osorno ao fundo

 

O tempo passa rápido e já temos que voltar para Purto Montt para seguir para Bariloche.

 

Pegamos o micro ônibus, e chegamos na rodoviária. Pegamos o busão e seguimos caminho para Bariloche.

 

 

No próximo post:

 

Bariloche cosmopolita;

 

Abs

 

Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Artigo: Como obter um passaporte

 

 

Nas viagens para o exterior, a identidade e o CPF (Cadastro de Pessoa Física) serão substituídos pelo passaporte. Ele é sua identificação fora do país. Para tirar o passaporte, é preciso levar seu R.G. - carteira de identidade - ou certidão de nascimento, CPF, comprovante de residência, título de eleitor com o certificado dos dois últimos votos e duas fotos 5x7.  

 

Também são necessários a certidão de casamento, para os casados, e o certificado de reservista, para homens de 18 a 45 anos. Todos originais. Junto com esses documentos,   também deve ser apresentado um formulário  preenchido  de solicitação do passaporte, encontrado em papelarias. É preciso ainda pagar uma taxa (GAR/Funapo) de R$ 89,71 no Banco do Brasil - entregue o comprovante junto com os documentos citados. Quem tem passaporte vencido deve levá-lo também.

 

Com isso em mãos, basta ir aos postos da Polícia Federal. Em Natal, o posto central fica na Avenida Jerônimo Câmara, s/n.º – Lagoa Nova. O telefone é (0XX84) 3204-5500. Existe também um posto na Central do Cidadão do shopping Via Direta. No Rio de Janeiro, o principal posto fica na região central, na Rua Rodrigues Alves, 2. O telefone para informações é (0XX21) 2912142. De posse de seus documentos, despachantes podem tirar o documento, cobrando algo próximo de R$ 50,00.
O passaporte sai no dia seguinte.

 

Atenção: o novo Passaporte Comum do brasileiro, que passará a ser emitido neste ano, terá a cor azul, de acordo com o padrão estabelecido pelo Mercosul, e contará com 16 novos itens de segurança, que tornarão sua falsificação praticamente impossível. As mudanças seguem as normas internacionais de segurança estabelecidas pela organização de Aviação Civil Internacional (ICAO), agência ligada às Nações Unidas.

 

O atual passaporte brasileiro (verde), está sendo substituído pelo novo passaporte brasileiro (azul). O novo passaporte tem até 30 dias para ser emitido (diferente do antigo que era entregue no dia seguinte). Então, se não tem passaporte e pretende viajar, verifique o prazo para não perder ou remarcar a viagem.

Quem tem o passaporte verde válido, pode continuar usando.

Para mais informações sobre o novo passaporte, clique aqui.

 

          O requerimento de passaporte pode ser preenchido on-line, substituindo o formulário impresso obtido em papelarias ou nas Polícias Federais.

Para mais informações sobre obtenção de passaporte, clique aqui

 

           Perder passaporte fora do País é sinônimo de dor de cabeça. Portanto é aconselhável tirar uma cópia da página 2 do passaporte, que não substitui o original mas ajuda na solução de alguns problemas. Caso isso aconteça, procure rapidamente a embaixada ou o consulado do Brasil.

 

            Outro documento importante é o visto, que é anexado ao passaporte. Ele é exigido por alguns países, como Estados Unidos, México, Canadá, Japão, China, Índia, alguns da Europa Oriental e a maioria dos países da África e da Oceania. Já para os países do Mercosul e da Europa Ocidental, ele não é necessário. Providencie o visto e o passaporte bem antes da data do embarque.

 

            Para obter o visto, você terá de marcar uma entrevista na embaixada ou no consulado do país de destino. Cada nação tem um procedimento próprio para liberação do documento. A embaixada e os consulados dos Estados Unidos, por exemplo, pedem o passaporte, uma foto 5x7, o protocolo original de um imposto de renda, holerite, carteira de trabalho ou contrato social. Se for estudante, leve o comprovante de matrícula.

 

            Alguns países cobram taxas, que têm de ser pagas em bancos determinados por eles. Os Estados Unidos, por exemplo, cobram US$ 45,00 para encaminhar o processo (o visto pode ser recusado e o valor, a ser pago em qualquer agência do Citybank, não é reembolsado). O visto americano de turista tem validade de até 10 anos.

 

Veja o que é preciso fazer e quanto tempo leva para conseguir visto de entrada em dez países que ainda exigem visto.


Estados Unidos

 

O visto sai em dois dias. Em São Paulo, a entrevista precisa ser marcada
pelo (11) 3347-3130.

Validade 5 a 10 anos.

Taxa: US$ 45.

 

Despachantes podem encaminhar o pedido. Mas só quem nunca teve visto
recusado pode ser liberado da entrevista.

S. Paulo,  (11) 881-6511; Rio,  (21) 292-7117; Recife,  (81) 3421-2441;
Brasília,  (61) 3321-7272



Canadá

 

Recebe os pedidos pela manhã, de segunda a quinta, e entrega os visto no mesmo dia, à tarde

Validade: 6 meses

Taxa: R$ 100

 

São rigorosos com o propósito da viagem. Se você vai a negócios, não tente passar por turista.

S. Paulo,  (11) 253-4922

 

República Tcheca

 

Funciona só às 2ª, 4ª e 6ª de manhã. O visto demora de dois a três dias.
Validade: 6 meses

Taxa: R$ 32

 

Se você pagar uma taxa de urgência, o visto sai no mesmo dia.

 S. Paulo,  (11) 211-8997; Rio,  (21) 266-2033; Brasília,  (61) 242-7905

 

México

O formulário deve ser entregue pessoalmente, de manhã. O visto sai no dia
seguinte, à tarde

Validade: 3 meses

 

Taxa: US$ 28

 

Por causa da proximidade com os Estados Unidos, dificultam o acesso de possíveis imigrantes

S. Paulo  (11) 881-4921; Rio,  (21) 553-2059; Brasília,  (61) 244-1011

 

Índia

Os vistos saem em um dia

Validade: 6 meses

 

Taxa: R$ 55

 

O visto é puramente burocrático. Pode ser encaminhado por um office-boy
S. Paulo, (11) 3171-0340; Brasília,  (61) 248-4006



Egito


Os vistos saem em um dia

Validade 1 mês

Taxa: R$ 40

 

Pode ser providenciado por despachantes ou agências de viagem.

 Rio,  (21) 552-8995; Brasília,  (61) 323-8800



Japão


O visto deve ser pedido e retirado pessoalmente, ou por familiar próximo.

Sai em dois dias úteis

Validade 3 meses

Taxa: R$ 30


É um dos mais complicados. Exige até o roteiro da viagem


S. Paulo,  (11) 287-0100; Rio  (21) 265-5252; Brasília (61) 242-6866; Recife
(81) 224-1930; P. Alegre,  (51) 334-1299



Austrália

 

O visto é pedido por correio ao consulado de Brasília e chega à casa do
viajante duas semanas depois.


Validade: 1 ano.


Taxa: R$ 68 (mais despesas de correio).


É fácil, mas demorado. Não deixe para a última hora.

S. Paulo (só informações e retirada de formulário) (11) 829-6281
Brasília,  (61) 248-5569



Cuba


Atende das 9h30 às 12h30, de 2ª a 6ª. O visto fica pronto em 24 horas

Validade: 1 mês

Taxa: US$ 15

 

A agência que vender o pacote pode se encarregar do visto
S. Paulo,  (11) 3873-4537; Brasília,  (61) 248-4710;



Hungria


O visto sai em um dia.

Validade: 6 meses.

Taxa: US$ 40

 

Se pagar mais, pode conseguir o visto no mesmo dia S.Paulo,  (11) 5506-5011; Brasília,  (61) 443-0836.

 

Argentina, Chile e Países do MercoSul

 

Para os países do MercoSul, o passaporte não é obrigatório. Você pode entrar utilizando a sua carteira de identidade (RG) desde que esta, não tenha mais de 10 anos de expedição. Do contrário, tem que tirar uma nova.

O visto, você recebe na entrada do país.

 

 

Para tabela de todos os países e vistos, clique aqui

 

Fontes:          Departamento de Polícia Federal

                        Embaixada dos USA

 

Abs

 

Romulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

Olá amigos viajantes, buenos dias!

            Estamos novamente na estrada.

Dessa vez, subindo da patagônia chilena austral até a região dos lagos.

 

            O ônibus é bastante confortável, as poltronas são relativamente largas, mas por serem semileitos, quem reclinar a poltrona a sua frente, fica difícil você sair.

 

            Até Puerto Montt são, se me recordo bem, 38hs de viagem. O que acaba por atrasar a viagem é a entrada e saída no território argentino. Tivemos que fazer a alfândega duas vezes.

 

            Começou um filme (em espanhol); pego minhas batatas e a boa e velha coca-cola e começo a lanchar. Não demora muito e descubro que o ônibus tem serviço de bordo.

Alem do motorista, tem um, digamos, comissário de bordo. Este fica encarregado de garantir o conforto dos passageiros.

 

            Bem, o almoço não é ruim: frango com purê de batatas e arroz, junto com refrigerante.

 

            A viagem segue; o ônibus não para, somente para reabastecer.

 

Quando chega a noite, o tal comissário de bordo vai de janela em janela, fechando a cortina. Ele praticamente senta no seu colo para fechar. Confesso que isso me incomodou; ele não pede licença tão pouco pergunta se você quer fechar a cortina; ele fecha mesmo.

E a mesma cena se repete quando amanhece: ele abre a cortina, esteja você dormindo ou não.

 

            A viagem segue transcorrendo normalmente, até chegarmos em uma parada para reabastecer.

 

            Estamos reabastecendo, todo mundo desce do ônibus, vai comprar as bugigangas, etc. Marta vai ao banheiro. Quando vejo, já estão quase todos dentro do ônibus. Vou falar com o tal comissário que ainda faltava um passageiro e o cara veio me gritar, olha só. Apontando o relógio, falando umas coisas e tal e ainda tinha gente fora do ônibus. Engoli esse no seco e fui chamar Marta.

Quando estou errado, eu fico calado, mas não foi nada fácil engolir aquele grito.

 

            Daí para frente, a viagem foi uma merda. Fiquei logo puto com o comissário e, como não consigo disfarçar, ele percebeu, lógico.

 

            Além disso, a comida que veio quente no primeiro dia, agora vinha gelada. E o pior, o cardápio era quase sempre o mesmo. Não variava. Ainda bem que levamos o lanche.

 

            Após longas 38hs de viagem, estamos chegando a Puerto Montt. De cara se vê que já é uma cidade maior. Mas não uma metrópole.

 

            Na hora de desembarcar, e pegar as mochilas, o comissário pede os tickets de bagagem e nem confere. Na minha vez, que tinha 03 mochilas, ele pede um, eu entendo um numero e entrego o ticket e ele não confere. Quando pega a segunda, pede o ticket e dessa vez confere. O que acontece: era o ticket que eu tinha entregado e ele não tinha conferido. E pra explicar isso para ele... ahhh saco!!! Fiquei calado, peguei a terceira mochila e vamos seguindo nosso destino.

 

            Na rodoviária, funciona um quiosque de informações turísticas. Fomos lá. A chilena, numa senhora má vontade, entrega o mapa e não nos dá informação nenhuma. Tava muito ocupada falando no MSN com seus amigos, para trabalhar.

 

            Juntando todos esse fatos, mais o que aconteceu em TDP no albergue chileno, comecei a mudar a minha impressão dos chilenos.

 

Na próxima sexta, apresentaremos Puerto Montt e arredores.

 

Abs

 Rômulo Murdock
 FORCA SEMPRE
 IN God we trust!