Grupos

 Família Murdock – Estamos no Fim do Mundo

 

Ola amigos, como vão???

 

Chegamos, finalmente, ao fim do mundo.

 

Ushuaia é o ponto mais austral (ao sul) do mundo; por isso recebeu o apelido de El Fin Del Mundo. A cidade pertence à Argentina e é a capital do distrito de Tierra Del Fuego.

 

Tem pouco mais de 50 mil habitantes e fica em uma península, só se podendo chegar através de barco, ou avião. Claro, os que vem de carro ou ônibus, tem a opção de cruzar o estreito de Magalhães (que separa a península do resto do continente), via um Ferry Boat.

 

Historia

A cidade de Ushuaia foi fundada em 04 de outubro de 1884, ao noroeste do Canal de Beagle. Cercada pelos montes Martial e Olívia, tem um único e pequeno aeroporto inaugurado em 1999.

Seu porto é o segundo em movimento na Argentina e em movimento de containeres, além de ser o principal ponto de partida para navios de excursão e pesquisa à Antártida.

Durante a década de 70, a lei 19.640 de promoção industrial favorecia a instalação de empresas. Com isso, muitos argentinos migraram para Ushuaia atraídos pelas oportunidades de trabalho.

Entre as atividades econômicas, se destacam as relacionadas com recursos naturais, como pescados e turismo.

FICHA TÉCNICA

Ushuaia: Capital da provincia argentina de Tierra del Fuego.

Veja no Mapa: Mapa Ushuaia

População: 50.000 habitantes. (aprox)

Localizada a 3.063 km. de Buenos Aires.

Limita-se ao leste e ao sul com o mar argentino; encontra-se separada de varias ilhas chilenas pelo canal de Beagle.

O clima é sumamente frio, com invernos mais ainda.

Vegetação rasteira com numerosos pastos.

 


                Saímos do nosso hostel, por volta das 03:00hs da manhã, em direção ao aeroporto doméstico. Pegamos um táxi comum. Quando chegamos no aeroporto, a fila estava imensa. Nosso vôo sairia as 05:00h e, confesso, fiquei receioso de perder o vôo, tamanha era a fila.

 

            No aeroporto, muitos mochileiros, alguns procurando passagens de ultima hora. Coitados. Tiveram a desagradável noticia de que os vôos estavam lotados. Eu já falei que viajar na Argentina de avião é muito barato??? Bem, é. E por isso, é difícil conseguir passagens, às vezes. No nosso caso, queríamos comprar as passagens para a quarta, mas só conseguimos para a quinta. Graças ao nosso guia Lizandro; se não, nem sei como teria sido.

 

            Ele reservou para nós pelas Aerolineas Argentinas. Custaram 300,00 pesos cada uma, de Buenos Aires para Ushuaia, somente ida.

 

            Finalmente, fizemos o check-in. Nos dirigíamos ao salão de embarque quando somos abordados pelos federales (algo como a nossa polícia federal). Pediram nossos documentos, passaporte, etc, sem dar nenhuma explicação.

 

Para Ushuaia

 

            Mostramos tudo e liberaram a gente. Até hoje, não sei o porque disso.

 

            Finalmente decolamos. A essa altura já eram 06:00hs. A viagem estava transcorrendo normalmente, até que uma criança, dentro do avião, abre o berreiro. Aparentemente com dor de ouvido.

 

            Só sei que essa dor de ouvido foi até o fim da viagem. Foram 04:30 de dor de ouvido. Eu já estava com meus ouvidos doendo. E Fofinha, não conseguia dormir; aliás, ninguém conseguia.

 

            Como se não bastasse isso, na hora do lanche, a aeromoça derruba refrigerante em cima de mim. Toda desconcertada ele vem com um monte de guardanapo limpar o refrigerante no meu colo (é duro ser gostoso!!!).  Mas da. Fofinha, rapidamente toma o monte de guardanapo das mãos da aeromoça e assume a responsabilidade.

 

            Olhando pela janela, mistura-se o medo e a contemplação. Passamos horas voando por cima de um imenso tapete azul; realmente muito lindo.

 

            Quando pousamos, já vimos montanhas cheias de neve; a primeira vez que vemos neve. É indescritível.

 

Ta vendo aquela casinha azul? É o aeroporto!!!

 

            O aeroporto de Ushuaia é muito pequeno. Mas é proporcional a cidade,com certeza.

 

            Quando chegamos, mais um contratempo. Todos, sem exceção, tem as suas bagagens revistadas pela polícia sanitária. Frutas “in natura”, e outros tipos de alimentos, plantas, etc, tem sua entrada proibida na cidade. Se encontrarem alguma coisa, vai para o lixo na mesma hora; mas não se preocupe, você não vai preso por isso. JJJ

 

            Antes de viajarmos, tivemos o cuidado de pesquisar “onde ficar” nos lugares em que tínhamos as passagens confirmadas, a fazer as reservas com antecedência; o que foi a nossa sorte, em Ushuaia.

 

            Chegamos na época de altíssima estação e a cidade estava completamente lotada. Como nós já tínhamos feito a reserva, para nós não foi problema; porém, não conseguimos hostels e ficamos em um apart hotel, o Patagônia Sur. http://www.patagoniasurweb.com.ar/ Muito bom,por sinal. Tarifa de 150 pesos por dia. Algo como 50 dólares.

 

C Dica para os viajantes: A secretária de turismo de Ushuaia, no seu site, disponibiliza uma lista de todos os hostels, hotéis e apart hotéis, licenciados, bem como uma breve descrição dos serviços e a tarifa. De uma checada em:

http://www.e-ushuaia.com/servicios/alojamiento.htm

           

            Após deixarmos as coisas no apart, chamamos um remis e fomos bater perna pela cidade.

Logo nos primeiros metros, a idéia de um povoado indígena, com pouquíssima estrutura, e de lugar inóspito, caiu por terra.

 

Para o Fim do Mundo, Ushuaia é uma cidade muito desenvolvida. Bons restaurantes, boa gente, e hotéis imensos, localizados nas montanhas geladas.

 

No centro, na av San Martin, ficam as principais lojas e restaurantes. As coisas lá já não são tão baratas como Buenos Aires, nem poderiam, afinal, é muito difícil chegar às coisas. Mas não chega a ser um absurdo de caro. Artigos eletrônicos, não são os mais baratos, mas a cidade, por estar em uma zona franca, consegue-se comprar coisas baratas. A minha dica é seguir para o dutty free, na av. principal, próximo ao Banco de La Nacion Argentina.

Whiskie, vinhos e alguns eletrônicos, encontramos barato. Mas, barato mesmo era roupas de frio (polares) e de couro; como nosso clima não favorece, acabamos sem comprar nenhum. Mas são muito bonitos.

 

Para onde devo ir???

Em Ushuaia, tudo gira em torno deles

 

Seguindo pela San Martin, fomos até o Museu Presídio de Ushuaia. Ponto turístico muito visitado na cidade.

 

 

Daí, ficamos por ali, dando um role... Até chegarmos na baía de Ushuaia. Gente, que coisa linda. E os navios chegando, cada um mais imponente que o outro. O Queen Mary 2, havia saído de lá há alguns dias. Olha, deu vontade de entrar nos transatlânticos...

 

 

Contemplando a Baia de Ushuaia

 

 

O sol ainda estava alto, nós já tínhamos rodado o centro todo, e a fomo bateu violenta. Não havíamos almoçado ainda e, quando olhei no relógio, um susto: eram 20:30. E o sol, nem fazia menção de querer descer. Daí entendemos a fome. E almoço que não tinha mais em lugar algum? O jeito foi jantar: pizza. Alias, a pizza Argentina, eu não sei se foi o lugar que não acertamos, mas tanto em Buenos Aires, como em Ushuaia, a pizza era horrível. Muito oleosa.

 

Voltamos para no nosso hostel, dessa vez de ônibus. Por ser uma cidade pequena, é fácil pegar ônibus. Aliás, ônibus grande não tem. Só micro-ônibus. E são somente 03 linhas na cidade (daí você tira o tamanho).

 

Nesse ônibus, não tivemos trauma. O motorista é o cobrador. Então, não tinha maquineta pedindo moeda, nem nada; melhor.

 

A noite, ficamos no apart. Como falei, não costumamos sair a noite. Mas a cidade é muito tranqüila.

 

No dia seguinte, foi o dia de conhecer o Trem Del Fim do Mundo.

 

Entrada da Estação

 

Este trem, originalmente era o responsável pelo transporte de prisioneiros da cidade, até o ponto onde eles faziam trabalhos forçados. Hoje, tem fins turísticos.

 

Fofinha com o maquinista

Recepção regada ao legítimo tando argentino

 

 

O trem sai da estação do fim do mundo, a uns 08kms do centro de Ushuaia. Não tem ônibus de linha; tem que pegar táxi ou remis (depois explico a diferença).

 

O trem passa por dentro do parque nacional Tierra Del Fuego, sendo a sua última parada, ainda dentro do parque. Devido a isso, somos obrigados a pagar, além do passeio no trem, P$ 35,00 (com direito à volta no trem), a entrada no parque; P$ 20,00 por pessoa.

 

Locomotiva do Fim do Mundo. Igualzinha a de Bento Gonçalves...

 

O passeio em si deixou muito a desejar. Apenas pelo seu contexto histórico, valeria a pena fazê-lo.

 

Na minha opinião, conheça a estação, que é muito bonita, bata umas fotos e siga para o parque de taxi; você aproveita muito mais e ainda economiza uns trocados.

 

Como pegamos o trem da tarde, não tínhamos como deixar para conhecer o parque nacional outro dia; afinal, já estava pago...

 

O Parque Nacional Tierra Del Fuego é um gigantesco parque fundado em 1.960 com 63.000 hectares no extremo austral da Cordilheira dos Andes, com muito gelo, neve, lagos, imensos morros e vegetação. Um conjunto perfeito que compõe paisagens maravilhosas com variadas atrações. As estradinhas no interior do parque são charmosas, e mudam os cenarios a cada metro. Fomos diretamente para Lapataia, onde termina a Ruta 3, KM 3.063, o verdadeiro "fin del mundo", último local que se pode chegar por terra no extremo sul do continente americano, pra frente somente águas geladas e a Antártida

 

Mapa do parque: escolhendo a trilha

 

O parque é cheio de trilhas devidamente demarcadas; todas tem seu grau de dificuldade e tempo de duração informado no mapa.

 

Como queria aproveitar ao máximo, pegamos a trilha La Constañera; grau de dificuldade: avançado e duração de 04horas.

 

Não tem como descrever o que vimos; Laguna Negra (Lagoa), Mirador Lapataia (Mirante da Bahia), Del Turbal, Castorera (Castores), Bahia Enseada e Laguna Roca (Lagoa).

 

Fim da linha... dai para baixo, so de barco.

Pausa para recuperar o folego; nao devido ao cansaço...

Durante a triha, olha o que encontramos...

 

É verdadeiramente bonito.

 

Para voltar, pegamos uma van de volta para o centro (20kms). Prepare o bolso, que é caro. Marcamos bobeira nesse ponto e deveríamos ter marcado com algum taxista... fica a lição.

 

Ultimo ponto da trilha... Pegamos transporte de volta

 

Bem, chegamos mortos de cansados, mas ainda deu para ir ao centro tomar um bom sorvete de calafate.

 

O calafate é uma frutinha, parecida com ameixa, que só dá nessa região; muito gostosa e apreciada pelos fuelguinos, ela da em arbustos; quando fazíamos a trilha, passamos por muitos “pés” de calafate.

 

Segundo a lenda, quem como calafate, volta para Ushuaia para comer de novo. Bem, se é por causa do fruto, eu não sei, mas que ainda iremos voltar a Ushuaia, isso com certeza.

 

Olha o calafate aí

 

Voltamos para “casa”; isso, já eram 22:00hs e o sol estava se pondo. No verão, temos 17:00hs aprox. de sol; e no inverno, 07:00hs (aprox).

 

 

Bem, vou dando uma pausa...

 

Tem muita coisa para falar e pouco tempo para escrever.

 

Abs


Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

In God we trust!

          Ola amigos, como vão???

 

Da ultima vez, paramos com uma experiência, não muito boa, no Trem do Fim do Mundo e um lindo treking no Parque Nacional Tierra Del Fuego; treking esse, que recomendo fortemente que seja reservado um dia todo para passar no parque; acredite: vale a pena.

 

Desta vez, a viagem será pelo mar.

 

Reservamos esse dia para conhecer o famoso Farol do Fim do Mundo (última construção antes da Antártida), e os leões marinhos e a ilha dos pássaros, que não lembro o nome.

 

Uma das dificuldades em Ushuaia, e que dificultou a nossa vida em relação a passeios, foi o tempo. Não o tempo em relação à hora, etc, mas o clima.

 

         O clima em Ushuaia é muito inconstante: em um dia, está um sol; durante o mesmo dia, de repente, começa uma chuva e pode até ter granizo.

Então, para marcar o tal passeio de barco, levamos 03 dias, pois no dia que estava certo, o tempo mudava e a marinha cancelava os barcos...  não tem o que fazer, a não ser esperar.

 

         Devido a esse problema de tempo (clima) e tempo (período) tivemos que sair do nosso confortável apart para um hostel mais barato; do contrário, não teríamos como continuar a viagem já que estávamos gastando acima da média diária programada. O problema, como falei, é que Ushuaia estava lotada.

 

         Por fim, depois de muitos telefonemas e pedidos de recado, conseguimos uma nova habitación em um hostel: O Los Cormoranes Youth Hostel.

 

         Filiado a rede HI (Hosteling Internacional), o Los Cormoranes é um Hostel que deixa muito a desejar. Não recomendamos de jeito nenhum; nós ficamos em quartos coletivos e mistos (homem e mulher), já que os privados (só tem 02), estavam ocupados. Além disso, o hostel não oferece calefação, os banheiros são coletivos e sujos, além das camas que não trocam os cobertores, nem as roupas de cama...  A cozinha, fica na entrada do hostel e várias vezes, enquanto estávamos cozinhando, um funcionário ou outro passava com os sacos de lixo, pingando, dentro da cozinha, até a saída; um verdadeiro nojo!!! Infelizmente, era o que tinha disponível...

 

         Apesar de tudo, tivemos nossos prós. Encontramos nesse hostel, um paulista que saiu de São Paulo de moto e estava fazendo um percurso muito parecido com o nosso. Ia passar 30 dias na estrada testando uma moto, uma Yamaha Faser.

 

         Olha, a melhor coisa é encontrar brasileiro; É uma verdadeira festa. Conversamos por horas e trocamos muitas dicas e idéias. O Alessandro Peres; super gente fina. Alessandro, um abraço. Segue o link com o relato da viagem dele: Stilo Nosso MC

 

 

Itinerário do Alessandro: Praticamente igual ao nosso.

 

 

Bem, essa foi a parte boa desse hostel. Ademais, não recomendo o mesmo de jeito nenhum; só se for o jeito (como foi para nós).

 

C Dica para os viajantes: Ao invés de comer fora todos os dias, prefira cozinhar. Ushuaia tem dois hipermercados; o La Anônima, fica no começo da Av. San Martin, no centro e tem bons preços. Caso cozinhar não seja a sua praia, lá também tem refeições prontas (tipo Carrefour). Faça a sua quentinha, e bom apetite!

 

         Voltando ao passeio de barco, quando finalmente o tempo colaborou, seguimos direto para o porto para pegar o nosso barco; mais uma vez, fica a dica: pesquise. Existem vários barcos que fazem o mesmo passeio, porém cobram preços diferentes. Não se deixem enganar.

 

         Não tem muito protocolo para adentrar no porto de Ushuaia; temos, somente, que pagar a taxa de embarque que já está inclusa no passeio.

 

Embarque no Porto de Ushuaia

 

          Existem varias opções de passeios de barco com itinerários, duração e embarcações variadas.

 

O porto de Ushuaia é ponto estratégico para excursões para a Antártida, a última fronteira... Caso haja interesse de ir, prepare o bolso, pois não é nada barato.

 

         Bem, voltando ao nosso passeio, escolhemos o passeio que vai para a Isla de los Lobos, Faro Del Fin Del Mundo e Isla de los Pássaros. Esse passeio, tem duração de 3:30. Navegamos por dois oceanos, atlântico e pacífico, até chegar nas ilhas, onde encontramos leões marinhos, coromarones (um tipo de gaivota) e o farol de Ushuaia, conhecido por Farol do Fim do Mundo.

 

Isla dos Passaros

Ilha dos Lobos

Farol do Fim do Mundo: Ollhe as Nuvens, tud ok certo?

 

         O passeio é muito bonito, e vale a pena fazê-lo. Mas leve um agasalho... pois os ventos frios da Antártida vem com muita força para cima de nós, derrubando a sensação térmica; ou seja, se a temperatura estava 8ºC, com o vento soprando forte, parecia que estávamos a -3º ou -4º. Eu, que não levei as minhas luvas e anorak, passei maus bocados, de forma que eu saia bem rapidinho, posava para as fotos e corria para dentro do barco. Mais do que 10 minutos lá fora e as minhas mão iriam congelar (pelo menos, essa era a minha impressão).

 

         Tudo transcorria bem, até que de repente o tempo começa a fechar. Nuvens escuras aparecem, como num passe de mágica; rapidamente, nosso comandante faz a volta no barco, acelera o motor, e toca para o porto. É claro que fiquei preocupado, afinal, cair em alto mar, com a água gelada, como deveria estar, não era uma experiência que eu queria passar. Mas graças a Deus, tudo correu bem. Ninguém enjoou, e chegamos sãs e salvos ao porto; mas com chuva.

 

Olha as nuvens, alguns minutos depois...

 

         Fomos para o nosso hostel e preparamos o nosso almoço. Depois, um bom descanso.

 

         Ainda a tarde, depois do cochilo, fui para o centro para comprar nossas passagens para Puerto Natales, no Chile.

 

         Ushuaia, não tem rodoviária. Os ônibus saem das garagens das empresas, sendo nestas, que compramos as passagens para os destinos disponíveis, ou mesmo nas agências de turismo.

 

         Bem, qual não foi a minha surpresa, quando fui comprar as passagens? Não tinha passagens; quer dizer, as passagens estavam esgotadas para os próximos 03 dias. Nosso cronograma, começa a desmoronar. Com essa eu não contava. Também, culpa minha que deixei para comprar a passagem de véspera.

 

         Bem, rodei todas as agências, todas as garagens, e nada. Não tinha. Quando já estava desistindo e voltando para o hostel para reprogramar e recalcular os custo da viagem, vejo uma agência bem pequena, somente uma portinha, que tinha passado por ela e não tinha notado.

        

         Entrei, consultei e... viva! Tinha passagem para a quinta-feira (era uma terça-feira); não era o que eu queria, mas era o que podíamos. Comprei os dois últimos lugares, só que não era para Puerto Natales, como planejado, e sim para Punta Arenas. Para Puerto Natales, não havia mais ônibus. Bem, Punta Arenas ficando a 03 horas de Puerto Natales, não tinha problema. Precisávamos era seguir viagem.

 

         Durante a nossa estada no apart, conhecemos uma família muito legal, que era a família da gerente do hotel. Eles nos adotaram e levaram-nos para conhecer as chocolatarias de Ushuaia, o cerro (monte) Olívia e uma área onde amigos deles estavam acampando. Alias, um local muito lindo; fiquei com muita vontade de acampar lá também.

 

Chocolate quente

 

E tome chocolate...

 

         Bem, na nossa última noite em Ushuaia, a Graziella (nuestra madre argentina), nos ofereceu um jantar de “hasta luego”.  Uma noite, adivinha de que? de pizza! Ai meu Deus, essas pizzas argentinas... Bem, claro que não podíamos negar. Que venham as pizzas!!!

 

         Essas eram caseiras; feitas por ela. Não estavam oleosas, muito pelo contrario, estavam bem saudáveis e até gostosas; mas não como as nossas...

 

         Foi uma noite muito agradável e memorável. Amigos delas de Buenos Aires haviam acabado de chegar e juntaram-se ao jantar; pessoas super agradáveis. Daí pediram mais pizzas, mas desta vez de uma pizzaria.

 

Amigos de Ushuaia: Noite da pizza

 

Como tinham alguns rapazes e perguntaram sobre nossos times no Brasil e a copa e tudo, eles perguntaram qual era o meu palpite para o campeão da copa que viria. Bem, como todo bom brasileiro, abri toda a mão, fazendo um gesto mostrando os cinco dedos, colocando na frente do rosto, e disse com toda a modéstia... Rapaz... não sei...

Mas claro que eles sabem que eu sabia. E o que eu estava querendo dizer... hehehehe. Eu não poderia perder esta oportunidade, é claro.

 

         Tudo correu bem no jantar e no final, Grazzi foi nos deixar no nosso hostel. Era coisa de 01:20h. Nosso ônibus sairia as 06:00h.

 

         As mochilas já estavam devidamente arrumadas, e com cinco minutos eu já estava cochilando...  Eram 02:30 quando Fofinha me acorda. Ela estava passando mal; se tremendo toda. Pensei logo: deve ser o frio. Coloquei tantos agasalhos quanto pude, mas nada adiantava; Ela estava em choque. Tentando manter a calma, fui revendo mentalmente os meus procedimentos de primeiros socorros, refazendo os nossos passos durante o dia e pensando no que ela poderia ter feito para estar nessa situação. Corri para a cozinha do hostel, preparei um chá no microondas e levei para ela. Ainda tremendo, depois do chá ela melhorou. Mas agora se queixava de dores na barriga. Sal de Frutas!!!, pensei. Preparei uma dose bem forte e levei para ela. Assim que ela tomou o preparado, com coisa de 2 minutos começou a ingüiar; correu para o banheiro, mas não deu tempo. Vomitou perto da entrada do mesmo. Achei ótimo. O que quer que estivesse fazendo mal a ela, havia saído. Lembrei que ela comeu das duas pizzas, a caseira e a da pizzaria; eu, pelo contrario, só havia comido da caseira.

 

         Pensando que tinha acabado, ela correu para o banheiro; dessa vez, a crise era de diarréia. Ela expulsou tudo que estava lhe fazendo mal. Tomou um banho e voltou a dormir.

         Eu fiquei acordado, velando o seu sono, com medo dela passar mal e com medo de não acordar e perder o ônibus.

Este foi o nosso primeiro susto, nessa expedição.

 

         Antes disso, quando havia ido a cozinha, tinha encontrado um Neo Zelandês que estava arrumando a sua mochila; ele iria partir no mesmo ônibus que nós. Marta estava dormindo, fui lá e conversei com ele. Trocamos umas idéias e acordamos o seguinte: aquele que acordasse primeiro acordaria o outro. Achei ótimo. Mas e se ele não acordasse? Eu não podia pensar nisso. Voltei para o nosso quarto (coletivo) e me entreguei ao cansaço. Marta ainda dormia, graças a Deus.

 

         Pouco antes das 06:00, uma pessoa me puxa pelo pé; era o cara (não lembro no nome); Pulei da cama, acordei Fofinha, pegamos as nossas mochilas e chamamos um táxi.

 

         Chegamos no ponto, o ônibus já estava esperando; guardamos nossas mochilas e nos preparamos para as mais de 30 horas de viagem que estariam por vir. O ônibus começa a sair, passamos pelo canal de Ushuaia, o sol estava nascendo. Era a nossa despedida de Ushuaia.

 

Hasta Luego, Ushuaia. Nos veremos em breve

 

No próximo capítulo (hehehe), estamos na estrada, seguindo para o Chile e nosso primeiro grande treking em Torres Del Paine.

 

 

Abs

 


Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

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Artigo: Táxi ou Remís?

11:24 @ 19/06/2006

Artigo: Táxi ou Remís?

 

 

            Táxi ou Remís? Lembra que eu falei que iria explicar a diferença? Pois bem, vamos lá.

 

         Na Argentina temos a opção de pegar um táxi (com bandeira, etc) ou o remis (um táxi com valor definido para determinada localidade). Em geral, os preços não diferem muito, entre eles. Mas nem sempre são uma boa opção.

 

         Nós utilizamos os dois serviços e tivemos experiências negativas com os dois.

 

Em Buenos Aires, pegamos um táxi para ir do hostel ao aeroporto. Enquanto fechávamos a conta, o táxi esperava do lado de fora; quando entramos no táxi, adivinha? A bandeira estava ligada. Contando. Quando questionei isso ao taxista, ele disse que tínhamos que pagar pela espera dele; fiquei puto, mas o pior ainda viria.

Quando chegamos ao aeroporto, a corrida tinha dado 12 pesos. Tirei uma nota de 20 pesos, Marta disse que tinha trocado e me deu 16 pesos. Entreguei para ele (depois que ele tirou nossa bagagem), ele pegou a grana e correu para o carro. E o troco? Perguntei? Não, não, disse ele, taxa de equipaje (bagagem). Só que já havíamos pegado alguns táxis e não tinha essa de taxa de bagagem... Mas tudo bem, não queria criar confusão. Aliás, nem poderíamos, né? Estávamos saindo da cidade.

 

         Em Ushuaia, já com medo dessas coisas, chamamos um Remís para nos deixar no hostel. As filhas da Grazzi, que estavam conosco, foi quem deu o itinerário para o chofer, já para ele não perceber o nosso sotaque e não perceber que éramos turistas (e tinha como não perceber???). Bem, o cara parou em um sinal, na esquina da casa das meninas; elas desceram e nós seguimos viagem. Quando chegamos ao nosso hostel, 500m depois, perguntamos quanto foi: 15 pesos. Fiquei maluco. Tínhamos feito viagens maiores e custaram 05, 06 pesos. Quando perguntei porque, ele falou que estava cobrando dois trechos: de onde pegamos, até o sinal – onde as meninas desceram – e do sinal até o hostel, 500m depois. E disse que era isso mesmo e que achasse ruim se quisesse.

 

         Então, táxi ou remís? Você decide

 

Abs

 


Rômulo Murdock

 

FORCA SEMPRE

 

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