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O preço da mentira: a mentira que você conta pode destruir vidas
Autor: Elisa Rangel
Desde crianças aprendemos que mentir é errado. Mas, por ironia, os mesmos adultos que ensinam essa verdade mentem sem medida. É a pura verdade: todos mentem, em algum momento da vida.
Eis alguns exemplos: “se for para mim, diga que eu não estou”; “se o vizinho chegar, eu estou dormindo”; “desculpa, não tenho nenhum trocado para dar”; “o trabalho da escola está pronto, só falta imprimir”; “não tive tempo para resolver isso”. Essas afirmações podem não parecer pecado, mas são e, aos olhos de Deus, comparáveis a qualquer outro pecado, como o roubo, a falsidade, o assassinato e o adultério.
A mentira é algo tão arraigado nas pessoas que há um dia “reservado” para esse pecado. No dia 1º de abril o mundo “celebra” o Dia da Mentira - conta-se que a comemoração surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o ano novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril. Mas, em 1564, o rei Carlos IX determinou que o réveillon fosse comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo. Eles passaram a ser ridicularizados e algumas pessoas lhes enviavam presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.
Fora as brincadeiras, normalmente arruma-se desculpas para mentir. Maridos e mulheres mentem para encobrir traições ou possíveis temas de conflito entre eles; filhos mentem para não serem advertidos, funcionários mentem para manter o emprego. Em um dia, são tantas as possibilidades de mentir, que é preciso avaliar se não se está vivendo uma vida de mentira - justamente porque uma mentira, normalmente, leva a outra.
Um levantamento realizado por pesquisadores norte-americanos concluiu que 81% das pessoas que buscam relacionamentos em sites de namoros virtuais mentem sobre suas características. Um estudo feito na Europa analisou o comportamento de usuários de celular em cinco países. A pesquisa descobriu que com a popularização do aparelho a quantidade de pessoas mentirosas aumentou. Cerca de 60% dos entrevistados reconheceram que começaram a mentir mais depois de poder usar o “torpedo” em suas conversas.
Outra pesquisa, também feita na Europa, mostra que quatro de cada cinco pessoas admitem que mentem pelo menos uma vez por dia, e o meio preferido para dizer as mentiras é a tecnologia, como telefones, mensagens de texto e e-mails. O local de trabalho é onde ocorre a maior parte das mentiras - 67%. Cerca de 40% dos entrevistados disseram que mentem para o parceiro e para a família.
Mentira original
A Bíblia afirma que o diabo é o pai da mentira (Jo 8:44) e os filhos de Deus não devem se sujeitar a esse comportamento. A falsidade e a mentira são muito prejudiciais ao relacionamento da família e também entre os discípulos de Cristo. Geram a desconfiança, o receio, a incredulidade, a suspeita. Destróem o ambiente de fé, de amor, de compreensão e confiança, e estimulam o ciúme.
A mentira pode tomar muitas formas e Deus rejeita todas, como por exemplo o falso testemunho, o engano, a hipocrisia, o fingimento, a calúnia, a desonestidade e a fraude.
O pastor Isack Samora, da Igreja Assembléia de Deus em Vitória, relata que a mentira existe desde a criação do homem. “Adão mentiu para Deus para encobrir o seu pecado, originado em uma relação conjugal. O Senhor perguntou: ‘Por que fizeste isto?’. E Adão respondeu: ‘Foi a mulher que tu me deste’. Devia ter dito: ‘A serpente me enganou e eu caí em pecado’. A mentira é uma fuga. Adão quis se eximir de sua culpa e fugiu da presença do Criador. O apóstolo Paulo diz que um abismo chama outro abismo, e assim acontece com a mentira”, declarou o pastor.
Já o reverendo Ashbell Simonton Rédua, da Igreja Presbiteriana do Brasil em Niterói (RJ), avalia que, geralmente, as pessoas mentem para se beneficiar e que se a mentira trouxer “vantagens”, ela será mantida em alta escala. “O comportamento mentiroso pode afastar ou adiar momentaneamente as conseqüências desagradáveis, como por exemplo, o marido infiel que mente para a esposa dizendo que não cometeu traição. Mas as pessoas também mentem por motivos relacionados a dinheiro e vida social. Pode ainda ser uma fuga ou medo de fracassar. Elas mentem para se proteger, para evitar discussões, confusões e brigas, ou até para se sentirem importantes nos grupos de que fazem parte”, declarou.
A mentira é um pecado tão terrível que às vezes pode virar uma herança de família. As crianças vêem os pais mentindo e acreditam que a mentira é a resposta para resolver alguns problemas. Se o telefone toca e o pai não quer atender, pede ao filho que diga que não está. O filho obedece, mas essa ação vai gerar um conflito interno nele, que acabará por concluir que mentir é o melhor remédio.
“Devemos entender que a noção de mentira na criança é uma tendência natural, cuja espontaneidade faz parte do seu pensamento egocêntrico. Como a criança não consegue fazer a dissociação entre um ato e seu resultado, passa a analisar uma situação objetivamente com as suas tendências realistas, focando mais no elemento exterior, real, palpável, do que na intenção do adulto. Assim, para o adulto, dizer que não está para não atender o telefone pode parecer pouco importante ou nem mesmo uma transgressão da moralidade, mas a criança vai entender que o ensinamento do pai para que ela própria não minta é mascarado pela penumbra de uma falsa verdade, que é uma verdadeira mentira”, explicou o reverendo Ashbell.
A pastora Sandra Mara Oliveira, da Congregação Netivyah, em Vitória, alerta que esse pecado na infância pode gerar sérios problemas na fase adulta. “Os padrões morais da sociedade, que deveriam ser fundamentados na verdade, são destruídos sorrateiramente, provocando a ruína. Por quê? A Bíblia diz em Romanos 1:25: ‘Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador’”, afirmou.
Em Provérbios 22:6 está escrito: “Instrui o menino no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele”. Se os pais não se apresentam como exemplo, como vão poder instruir?
“Eu acredito que um pai que faz o filho mentir está pecando duas vezes: pela mentira, e por ter induzido uma pessoa ao erro. O apóstolo Paulo alertou ‘se eu faço o que não quero, já não faço eu, mas o pecado que habita e mim’(Rm 7:20). A criança não nasce mentirosa, mas se desenvolve, através da vida, no seio de sua família e de sua coletividade. Acaba mentindo. A Bíblia nos diz isso em Romanos 3:4 – ‘Antes seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso’”, declarou o pastor Isack.
As conseqüências são reais
As conseqüências trazidas pelo mentir podem extrapolar o âmbito moral e se tornarem concretas, como na desestruturação de uma família, na falta de confiança, na perda de valores, etc. São várias as histórias contadas na Bíblia de pessoas que se envolveram em mentiras e sofreram duras conseqüências. É o caso de Sansão (Jz 16), que, brincando, mentiu três vezes para Dalila sobre a sua força. Depois, foi traído, preso, teve os olhos furados e acabou morrendo. Caim mentiu para Deus, tentando negar sua culpa (Gn 4:9). Arão apontou o dedo para o povo, e fingiu que o bezerro de ouro tinha aparecido praticamente sozinho (Ex 32:21-24).
Saul alegou que tinha obedecido à Palavra de Deus. Depois, quando reconheceu seu erro, preocupou-se em manter sua posição de honra perante o povo, em vez de mostrar um espírito quebrantado (I Sm 15:13,24,30). Por três vezes Pedro mentiu, dizendo que não conhecia Jesus (Mateus 26:69-75). Ananias e Safira mentiram quando deram apenas parte do dinheiro em sua oferta, e acabaram caindo mortos aos pés do apóstolo Pedro (At 5:1-10). Judas sentiu remorso e confessou sua traição, mas fugiu da presença de Jesus e se suicidou (Mt 27:3-5).
Até o rei Davi mentiu quando tomou Bate-Seba, a mulher de Urias, o heteu, para si. Sabendo que ela tinha ficado grávida, mandou Urias descansar das batalhas e ir para casa ficar com a esposa. Achou que assim seria possível esconder seu pecado, mas Urias não foi, e se recusou a descansar enquanto os colegas estavam na guerra. Frustrado, Davi avançou com as mentiras e partiu para matar Urias, colocando-o na linha de frente da tropa para ser morto pelos inimigos.
Mais tarde, advertido por Deus, Davi pediu perdão. Foi perdoado, mas sofreu conseqüências graves. Ele foi humilhado quando um dos seus próprios filhos tomou algumas de suas mulheres. E, assim como afirmou que o ladrão do cordeirinho devia pagar quatro vezes, ele mesmo pagou quatro vezes: tirou a vida de Urias, e pagou com a vida de quatro de seus filhos. O filho de Bate-Seba nasceu e morreu logo depois (II Sm 12:15-25). Mais tarde, Amnom foi morto pela espada de Absalão (II Sm 13:23-36). Joabe matou Absalão (II Sm 18:9-18). Depois da morte de Davi, Salomão mandou que Adonias fosse morto (I Rs 2:13-25).
Deus pode perdoar o assassino, mas a vítima não será ressuscitada. Deus pode perdoar o ladrão, mas a loja vai continuar saqueada. Deus pode perdoar um mentiroso, mas a família pode ser destruída por causa disso. Através da fé e do arrependimento, Deus lava os pecados e purifica os crentes. Dessa forma, torna-lhes possível escapar das conseqüências eternas do pecado, mas, às vezes, o mentiroso continua sofrendo as conseqüências terrenas dos erros.
Quem sentiu na pele as falhas praticadas no passado foi o pastor Celso Godoy, da Missão do Romão, em Vitória. Envolvido na criminalidade quando jovem, ele diz que teve que mentir várias vezes para encobrir seus crimes. Depois do coração quebrantado e convertido, Deus podia tê-lo livrado das medidas da Justiça, mas não o poupou. O resultado foi a prisão.
“No crime, a mentira é parte integrante do dia-a-dia. Não se vive na verdade numa vida falsa como a do crime. O homem sem Deus faz da mentira uma prática habitual, e sofri os efeitos disso. Depois de minha conversão, há 20 anos, fiz da Verdade minha bandeira. Abdiquei da mentira e assumi minhas culpas, com todas as suas conseqüências. Fui preso, e cheguei a ser libertado por engano. Sabia que se me mantivesse escondido por um determinado tempo, seria beneficiado com a prescrição da pena. Porém, mesmo assim, preferi me apresentar espontaneamente, assumindo minhas responsabilidades. Isso me custou alguns meses a mais na prisão, mas a bênção de Deus foi maior, pois mais tarde fui beneficiado por um indulto presidencial, conseguido devido a meu comportamento e postura, e obtive a extinção da pena”, relatou o pastor.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
ELISA RANGEL: Por que as pessoas mentem? Principais motivos?
REV. SIMONTON: Excluindo a questão religiosa do pecado, geralmente as pessoas mentem para se beneficiar, tal comportamento pode ser aprendido. Se a mentira lhe trouxer “vantagens” ela será mantida em alta escala. É importante considerar que o comportamento mentiroso pode afastar ou adiar momentaneamente as consequências desagradáveis, como por exemplo o marido infiel que insiste em falar para esposa que não cometeu traição.
Motivos gerais estão relacionados com dinheiro e vida social. Com o reconhecimento dos outros, a imagem que as outras pessoas têm de você. Também podemos afirmar que para muitos a mentira é uma fuga ou medo de fracassar, por isso mentem para protegerem a si mesmas, para evitar discussões, confusões e brigas ou mesmo para se sentirem importantes no grupo que fazem parte. O status é outro motivo, a pessoa mente para se sentir no mesmo nível dos amigos. Como por exemplo: ficar trancada em casa e dizer que viajou para a Região dos Lagos, para a Praia. Outro motivo que podemos elencar é a insegurança de assumir alguma situação que poderá trazer baixa estima, ou ficar em situação desvantajosa.
ELISA RANGEL: É como defesa? Para não magoar outras pessoas?
REV. SIMONTON: A mentira não pode ser o fundamento ou a diretriz de defesa. A mentira nunca pode ser considerada uma virtude. Se eu uso a mentira com o presuposto de não magoar, como defesa então ela passa a ser uma virtude e assim inverte eticamento a moral, deixa-a de cabeça para baixo. Entendo que a verdade é sempre o melhor caminho. A mentira tem pernas curtas, com o tempo a pessoa pode descobrir, e perder a confiança na outra pessoa, então a verdade sempre por mais que seja difícil, magoa menos do que a mentira.
ELISA RANGEL: As crianças são ensinadas de que às vezes o adulto tem que mentir. Aprende-se a mentir na infância ou isso é inerente ao ser humano?
REV. SIMONTON: As crianças aprendem a mentir pela vivência mentirosa dos adultos. Como por exemplo: o telefone toca e você não quer ser incomodado, o filho atende e diz: pai é p’ra você, então o pai retruca: diga que não estou! Com certeza o filho obedece o pai, mais internamente gera um conflito interno em si e acaba concluindo que mentir é o melhor remédio. Devemos entender que a noção de mentira na criança é uma tendência natural, cuja espontaneidade faz parte do seu pensamento egocêntrico. Como a criança não consegue fazer a dissociação de um ato e do seu resultado, passa analisar uma situação objetivamente com as suas tendências realistas, insistindo mais no elemento exterior, real, palpável do que a intenção do adulto. Assim para o adulto dizer que não esta quando toca o telefone pode soar em poucas consequencias e nem ser eticamente uma transgressão da moralidade, mas para a criança que olha a realidade palpável vai entender que os ensinamentos partindo do pai para que seja verdadeiro é mascarado pela penumbra de uma falsa verdade que é uma verdadeira mentira.
ELISA RANGEL: Mentira tem tamanho?
REV. SIMONTON: Creio que sim, o tamanho da mentira é levado em conta com as suas consequências. Ela é analisável, mensurável, Não importa o tamanho da mentira e nem os motivos que levaram a pessoa a mentir tudo vai depender da mentira contada. Contudo religiosamente a mentira não tem tamanho em relação ao pecado, uma mentirinha ou mesmo uma mentirona tem o mesmo efeito pecaminoso. Mentira será sempre mentira não importa as suas consequências nem o seu tamanho ou seu alcance. Se mentiras tem pernas curtas então há de se concluir que tem tamanho. Entende isto.
ELISA RANGEL: Existe mentira perdoável? Aquelas que falamos no serviço ou para não prejudicar o casamento?
REV. SIMONTON: Temos certeza que mentira é pecado, a Bíblia relata Deus considerou um delito grave a mentira contra o Espírito Santo, pronunciadas por Ananias e Safira e em consequência da mentira eles morreram. Portanto a mentira sendo pecado tem de ser confessado e haver arrependimento. Contudo temos momentos que é difícil não mentir, mesmo que seja uma mentira pequana, inconsequênte, boba é pecado. A é indicação de ignorância bem como um característico de uma vida sem Deus. Em 1 João 2.21 está escrito: "...mentira alguma jamais procede da verdade." E I Tm 4:1-2 afirma: "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência"
ELISA RANGEL: Mas como se livrar daquela mentira que o chefe manda falar, por exemplo?
REV. SIMONTON: Esta é uma situação bem frequente na vida de todos nós. Quem não mentiu a pedido de outra pessoa, quer seja o chefe ou não, isto porque a mentira pode ser encontrada em qualquer lugar onde existam conflitos de interesse e seja vantajoso. O empregado mente com medo de perder o emprego ou uma promoção e o empregador ou chefe manipula este artifício para o seu próprio interesse também. Creio que temos de ter uma postura como servos de Deus, falar a verdade e assumir as consequências. O medo de perder o emprego é um fator determinante para que as pessoas venham a ser usadas para mentir. Há o outro lado da questão: uma pessoa que mente para agradar o chefe, perderá a confiança dele e nunca alcançará o sucesso mericido.
ELISA RANGEL: A omissão da informação também não pode ser prejudicial?
REV. SIMONTON: A omissão de informação pode ser chamada de mentira caridosa, ou seja, aquela que usa-se em situações delicadas, imprevistas, não revelando, de nossa parte, uma verdade, porque imaginamos que nosso próximo está despreparado para uma angustiante realidade. Assim entendemos que omissão é silenciar quando os fatos vão de encontro aos seus interesses pessoais. Ela é sempre prejudical para alguém, talvez não para quem se calou porém não para aquele que não conheceu a verdade. Alguem disse que “nem toda verdade é para ser dita”. Já imaginou que uma bela manhã você ao levantar tomasse a decisão de, fossem quais fossem as circunstâncias, dizer na cara dos colegas, dos amigos, dos vizinhos, dos superiores hierárquicos, dos subordinados, dos amantes, fosse de quem fosse, o que verdadeiramente pensam deles. A omissão de informação equipara-se a uma espada de dois gumes que tanto pode prejudicar como não.
ELISA RANGEL: Quais as conseqüências? Físicas e espirituais.
REV. SIMONTON: A mentira viola o respeito que se deve ao próximo, desmerecendo a sua confiança, perturba a ordem social, pondo em perigo a concórdia mútua entre os homens e degrada moralmente o mentiroso, que desvia a sua palavra do seu fim natural, que é a expressão da verdade. As grandes consequências estão registradas em Ap 21:8 – “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos feiticeiros, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte”, e, Ap 22:15 diz: “Ficaram de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira”.
ELISA RANGEL: O que a Bíblia diz sobre a mentira? Exemplos e conseqüências.
REV. SIMONTON: É da natureza do crente não desejar pecar, ainda que a velha natureza, vencida progressivamente, reclame seus espaço junto à alma do crente. A tensão entre as duas naturezas polariza uma angústia normal na vida daqueles que agora temem a Deus. Mas, há momentos, por decisão voluntária, de desejar experimentar do fruto da árvore do bem e do mal, para ampliar horizontes.
Alguns exemplos:
Eva: Gn 3:2,3 - Eva falou para a serpente que Deus disse para ela não comer, nem tocar no fruto. Quando na verdade Deus disse pra eles não comerem Gn 2;17. Eva acrescentou algo que Deus não falou.
Sansão: Jz 16:7,11,13 - Três vezes Sansão brincando, mentiu para Dalila . Sansão mentiu para Dalila, o que começou com uma brincadeira, uma mentirinha boba, terminou em uma tragédia com consequências não somente para Sansão como para toda nação de Israel. Sansão experimentou ter seus olhos furados. Ele ficou cego, perdeu a visão de Deus, tanto física como espiritual.
Abraão mentiu sobre a sua esposa, Davi mentiu quando matou Uzias, Absalão mentiu quando rebelou contra Davi. As consequências foram terríveis trazendo derrotas e mortes.
A Bíblia diz em Provérbios 20:17. “Suave é ao homem o pão da mentira; mas depois a sua boca se enche de pedrinhas”.
Provérbios 16:13 “Lábios justos são o prazer dos reis; e eles amam aquele que fala coisas retas”
Provérbios 28:23 “O que repreende a um homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua”
Provérbios 20:7 “O justo anda na sua integridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele.”
Provérbios 12:13-14 “Pela transgressão dos lábios se enlaça o mau; mas o justo escapa da angústia. Do fruto das suas palavras o homem se farta de bem; e das obras das suas mãos se lhe retribui” .
Provérbios 25:18 “Malho, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo”.
Há dois textos intrigantes e que ficara a cargo do leitor entender:
1º) Raabe, que era prostituta, mentiu para proteger os espias que Josué enviou a Jericó (Josué 2), porém em nenhum momento Deus a puniu por isso, ela inclusive é elogiada por sua fé em Deus (Hb 11:31) e ela é uma ancestral de Jesus Cristo;
2º) A questão das parteiras de Faraó que foram grandemente abençoadas por Deus na mentira. (Ex. 1:15-21);
Soli Deo Gloria