Grupos

Cada Instante, 01.07.2008

11:04 @ 01/07/2008

NÃO TE ESQUECEREI

 

Medite: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. Êxodo 3:7

 

 

A palavra êxodo significa partir, ir embora, e isso descreve certamente a vida de muitos de nós. Êxodo foi uma palavra experienciada na nossa passagem em Recife, nos meados dos anos 80-90, isto me impressionava e me deixava perplexo, vivia o meu próprio êxodo, saindo de Minas Gerais e indo morar em Pernambuco, depois o êxodo do povo nordestino, principalmente do Pernambucano. Aquele povo todo vindo do interior e quando menos percebíamos estavam instalados e formando uma nova comunidade, aquilo que chamamos de favela, mas é uma comunidade de pessoas com os mesmos sentimentos, as mesmas sensações e necessidades de todo o homem.

Aquele episódio me vazia pensar e mergulhar na experiência dos judeus quando saíram do Egito. O êxodo registra grandes eventos e intenso drama. Eles passaram por terríveis dificuldades, mas Deus prometera liberdade. Quando as coisas ficavam complicadas, era fácil concluir que Deus havia esquecidos de suas promessas. Mas não é assim no Êxodo, você pode esquecer, eu posso esquecer, mas Deus não, Deus não pode esquecer.

Vivemos momentos intrigantes no nosso país, nessa era de corrupção e decadência moral, seja a profissionalização da prostituição, seja a legalização do aborto, a lei da homofobia, num período em que a cúpula governamental fervilha em razão dos escândalos e é destroçada pelos partidos políticos, não pense nem por um momento que Deus tirou férias ou pôs suas promessas em lugar errado. Deus não adormeceu na direção. Nem precisa dos telejornais para manter-se a paz dos últimos acontecimentos.

É possível que muito de nós fique tão desanimados, tão magoados, que comece a pensar que Deus não está ciente de suas circunstâncias, ou que Ele não se importa. Deus sempre sabe o que acontece. E Ele se importa, ele fará tudo o que é necessário para salvar o seu povo. O livramento dEle pode não chegar de acordo com o seu horário, ou da maneira que você espera, mas chegará na melhor hora, chegará na hora certa. Ele jamais nos abandonará.

Muitos estão passando por um êxodo emocional, motivados por esta conjuntura toda, estão precisando de libertação, de sair do seu próprio mundo e abrir-se com o próximo, sair da solidão. Esse sofrimento é constituído, principalmente, pelo sentimento de indignação com a situação experienciada, que mobiliza a ação para a superação das forças exteriores que causam tristeza, e, em menor intensidade, pela vergonha, humilhação, revolta e insegurança de ser o que somos. Contudo nestes momentos circunstanciais, Deus está buscando um homem, uma mulher que obedeça ao seu propósito e aproveite o dia para glorificá-Lo.

Que Deus te abençoe

 

PENSE:  Enquanto um homem não passa por dificuldades com seu coração, provavelmente não sairá das dificuldades com Deus. A W Tozer.

 

ORE: Senhor! Sei que Tu estás atento a tudo o que existe, e Tu governas todos e tudo que é realizado, somente é realizado pela tua soberana vontade. Sê com aqueles que passam por estas crises existenciais, ajuda-os a superarem os momentos de tristeza e do êxodo emocional. Em nome de Jesus, amém!

 

Com carinho

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

Cada Instante, 02.07.2008

12:18 @ 03/07/2008

VIVENDO PARA DEUS

MEDITE: Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. Salmo 139: 14-16

 

Como é maravilho encontrar pessoas que conviveram conosco no passado. Vivificar a memória com fatos que marcaram a nossa vida. Isto sempre acontece quando nas viagens pelo país passamos por Contagem-MG e encontro as minhas irmãs. Como é gostoso tomar um cafezinho mineiro e relembrar os momentos inesquecíveis que foram tão importantes e tatuaram a nossa vida e redirecionou-a à um propósito de Deus, afim de vivermos como Deus quer que vivamos.

A impressão que temos é que Deus não nota estes momentos, principalmente aqueles momentos de dificuldades, quando o futuro a nossa frente parece sombrio e ameaçador, e quase sempre surge uma pergunta: onde estava Deus?  As recordações podem trazer lembranças adormecidas que nos fazem chorar, sofrer. É possível que em nossas lembranças começamos a imaginar que a vida não tem sentido e que somos obra do acaso, ou, que nascemos acidentalmente.

Já me senti assim ao refletir sobre os anos do meu desenvolvimento, muitas vezes sentia-me rejeitado, desqualificado, incapaz, revoltado e não conseguia perceber a mão de Deus em minha vida. Estes sentimentos se aninha em nosso coração quando da nossa chegada a este mundo, chegamos em uma casa com muitas dificuldades financeiras, e assim, seremos capazes de conhecer e experimentar o sofrimento, tristezas, mágoas e insegurança desde os primeiros dias da nossa existência.

Em certo momento da minha vida aprendi que Deus usa estes momentos de aparente acidente, rejeição para dar significado a nossa vida, e de repente estas coisas de aparência tão ruim, tão constrangedora, entristecedora começam a alinharem-se como peças de um tabuleiro, e passamos a compreender que Deus tem razão e propósitos eternos para que eu e você estivéssemos vivos. Embora a vida não tivesse dado tudo o que eu queria Deus não tinha ainda terminado sua obra em mim.

Deus não comete erros. Ele é capaz de pegar a sua vida, com todos os sofrimentos, com todas as suas dores, com todas as oportunidades perdidas, com todos os seus remorsos, com toda a sua rejeição e revolta e usar você para a glória dEle. É Deus que fará isto, não sou eu, não tenho condições, capacidade para tal ato. Este negócio de sair por aí procurando o propósito de Deus está errado. Porque o realizar, o efetuar é de Deus e somente Ele tem capacidade de transformar a nossa vida e fazer dela instrumento de louvor e de glorificação ao Senhor. Eu não tenho essa capacidade e ninguém tem. Deus é Deus e porque é Deus, pode todas as coisas.

Certamente que no seu  íntimo, você deve saber que isso é verdade e de fato temos de confie em Deus. Confiar sem reserva alguma, crendo que Ele se encarregará da tua vida e fazer dela um instrumento para a glória dEle.

Diariamente Deus estará transformando a sua vida segundo a vontade dEle, e você verá isto, verá Deus moldando você, de acordo com a vontade dEle, a cada dia transformando com aquilo que você é capaz de suportar, para que no final você seja um vaso de honra, santificado e útil aos propósitos dEle, preparado para todo boa obra.

 

PENSE: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. Salmo 139: 23-24

ORE: Senhor! Graças te dou pela forma como tu me teceste, me formaste. Te agradeço por Teu governo sobre a minha vida, e como tão perfeito tens feito tudo. Quero te adorar e glorificar o Teu nome todos os dias da minha vida. Em nome de Jesus. Amém!

Com carinho!

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

Cada Instante, 03.07

22:04 @ 05/07/2008

SAUDADES QUE TENHO DE VÓS

 

MEDITE: E não somente com a sua vinda, mas também pela consolação com que foi consolado por vós, constando-nos as vossas saudades, o vosso choro, o vosso zelo por mim, de maneira que muito me regozijei.  2 Coríntios 7:7

 

Hoje acordei com bastante saudades, que sentimento estranho é este.  Saudade é o aperto no peito, é nostálgico, carregado de sentimentos de algo bom, agradável que ficou, que passou na nossa vida.

Estou sentindo saudades de um grupo de irmãos que convivi no mês de maio, lá no nordeste. Aqueles irmãos que aprendi a amar, e foi tão intenso o nosso relacionamento que carrego comigo um pedacinho de cada um. Lembranças do sorriso maroto, espontâneo daqueles que receberam nossa visita, da expressão de gratidão de outros e de palavras de conforto e animo daqueles pelo qual me propus a restituir-lhes o ânimo e alegria.

Sinto saudades daquela manhã, bem cedinho, quando um grupo de homens se reuniu para orar, buscar a Deus, saudades dos momentos radiantes do “Desperta Débora”. Ainda posso sentir o choro, o profundo sentimento de intercessão pela família, pelos filhos que precisam de restauração, como também o fortalecimento dos que caminham fielmente aos pés do Senhor. Saudades da disponibilidade de algumas irmãs no acompanhamento das visitas pastorais, dos cultos, tão bem organizados liturgicamente, dos jovens, daquele encontro com os jovens casais, quase esqueci a hora de voltar para casa, das crianças que semanalmente aprendemos a amar.

Neste mês, os dias, foram os mais felizes, mais intensos e mais edificantes em toda a minha vida pastoral. Senti-me útil, amado, senti o zelo dos irmãos, o carinho e a satisfação de estar junto com eles.

Que sentimento profundo é a saudade, faz a sente pensar em alguém, em situações com importantes e marcantes em nossa vida. Ter saudades é sonhar e imaginar, é algo que aperta o meu coração e faz brotar a esperança.

A saudade não pede licença, aparece de repente, sem que a percebamos, estamos dominados por ela.

Amo vocês e estou morrendo de saudades!

Em Cristo Jesus!

 

PENSE: Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo. Filipenses 1:8

 

ORE: Senhor! Agradeço-Te pela oportunidade de conhecer tantas pessoas, que marcaram a minha vida, pelo amor e alegria de conhecê-los. Agradeço por este sentimento de saudade que estou sentindo, porque isto revela que foi muito bom aqueles momentos, foram importantes e marcantes. Em nome de Jesus. Amém!

Com Carinho!

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

 

Cada Instante, 04.07.2008

08:57 @ 06/07/2008

FALARAM DE MIM, E MUITO MAL

 

MEDITE: ”Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão, ou julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.” Tg 4.11

 

O falar mal dos outros tornou-se um hábito tão enraizado que tornou-se algo obrigatório na agenda diária de muitas pessoas.  O falar mal dos outros é um mal presente na sociedade contemporânea. Pessoas fofocam no ambiente familiar, nos espaços de trabalho, dentro dos elevadores, em ônibus coletivos, enfim, sempre que têm oportunidade.

Hoje encontrei um amigo por excelência, um amigo  revoltado, entristecido, porque alguém levantou injuria contra ela, falou falsamente, caluniou, fez juízo de sua personalidade, sem causa, causando um efeito tão ruim.

Há pessoas assim como este que causou tristeza ao meu amigo. Tem pessoas que são conhecidas pelas rajadas que dispara contra todos. Há outros que transformam o falar mal de alguém em comentário de alguém que não tem nada para falar: “a gente só está comentando”. Você já observou que geralmente gostamos de falar mal dos outros, de criticar, analisar as ações dos outros negativamente. Mesmo na igreja, nos deparamos com situações bastante vergonhosas.  

Cientificamente o falar mal é uma coisa normal para algumas pessoas, haja vista que a fofoca libera uma substância chamada endorfina, que dá aquela sensação do prazer, porém os cientistas afirma ainda que a fofoca passa a ser uma doença quando o ser fofoqueiro não consegue viver sem a fofoca e ai passa a inventar histórias. Os médicos neurologistas chegam a afirmar que aqueles que tem excesso de falar mal dos outros precisam de tratamento neurológico.

Aquele que fala mal dos outros é uma pessoa que está sempre em conflito consigo mesmo. Quem está de bem com a vida não tem sequer vontade de caluniar, quer apreciar as coisas boas da vida. Por vezes, essas pessoas que falam mal dos outros lidam de forma inadequada com suas próprias perturbações. Várias das pessoas que que falam mal dos outros, falam porque tem inveja, e não tem coragem de falar face a face com as vítimas da fofoca. Como percebe-se nas palavras do apóstolo Pedro, toda a malícia, fingimento, inveja e murmuração devem ser deixados, abandonados, apartados, largados, colocados de lado. “Por que algumas coisas te incomodam tanto? Por que algumas pessoas mexem tanto contigo que você precisa falar mal deles para se sentir aliviado? Por que certas atitudes te exasperam? Comece esse processo de olhar para você (e deixar os outros um pouco de lado) e o que você descobrirá tem muito a ver com o que sempre ouviu a respeito...infelizmente, o que nos exaspera no outro, temos em grande quantidade em nós.“

Contudo, esta é uma prática condenável pela Bíblia. O verdadeiro cristão, com desejo sincero de seguir a Deus em todas as áreas da vida, deve evitar este assunto em todas as ocasiões. Não há nenhuma hipótese, de acordo com a Bíblia, em que a fofoca possa ser praticada.

Tiago deixou alguns importantes ensinos a serem observados com atenção:

“Alguém está pensando que é religioso? Se não souber controlar a língua, a sua religião não vale nada, e ele está enganando a si mesmo.” Tg 1:26

“Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.” Tg 3:14

“A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.” Tg 3:6


Se você está a fim de mudar a qualidade de suas conversas e o tipo de pessoas que você atrai, você vai ter que começar a olhar para você e descobrir quem você de fato, assumir seus erros e como você é, e, abrir o coração para que Deus faça as mudanças necessárias na sua vida, afim de você poder glorificá-lo melhor. Se você assumir esta responsabilidade de querer mudar, então você irá mudar, porque somente aqueles que sentiram esta necessidade, Deus proporcionará as mudanças necessárias.

Que o Senhor vos abençoe!


PENSE: O melhor lugar para criticar o próximo é na frente do espelho. Anônimo.

ORE:  Senhor! Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração, sejam agradáveis na Tua presença. Em nome de Jesus, amém!

Com Carinho!

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor Presbiteriano

 

Cada Instante, 05.07.2008

11:27 @ 09/07/2008

O CERTO NO TEMPO E MOMENTO CERTO

 MEDITE: Existe um tempo certo e um modo certo de fazer cada coisa.” Eclesiastes 8:6 (BLH)

Você já percebeu como é difícil fazer o que é certo, no momento certo e no tempo certo. Todos nós sabemos o que é certo ou errado. Agimos de acordo com os nossos princípios, dentro daquilo que acreditamos ser o correto. Contudo o certo em momentos e tempos impróprios, equivocado, transforma em situação muito constrangedora e acaba o “tiro saindo pela culatra”. Quantas vezes falamos: eu agi certo, eu estou certo, estou sendo sincero, tenho certeza absoluta que estou correto, mas você foi mal interpretado, acabou sendo vilimpendiado, enchovalhado, e o que é certo não teve valor. Agravando ainda mais a situação quando aquele que está errado torna o senhor da situação, o politicamente correto.

Quantas idéias importantes e boas perdemos no curso de nossa vida, porque surgiram em momentos e tempos inoportunos. Há coisas que são prejudiciais quando na nossa sinceridade e motivados pelo mais digno sentimento de lealdade, fidelidade acabam por ter conseqüências negativas. O momento certo é tudo na comunicação e nos relacionamentos.

Para fazer o bem, o certo, é necessário também ter a inteligência necessária de decidir quando e onde praticá-lo. Simplesmente não podemos sair por aí, motivamos de bons sentimentos tentando fazer o bem a todos. Quanto maior o conhecimento que possuímos, maior o número de comparações que fazemos e maior a possibilidade do certo ser aplicado no momento e no tempo certo. Quanto maior nosso conhecimento, mais coisas podemos e saberemos decidir o momento certo e o tempo certo de fazermos o bem. Quanto menos conhecimento tivermos, menos possibilidade também de que o certo seja certo e não desgraça.

Quando você compartilha a verdade sem tato e hora apropriada, se você diz a verdade mesmo sendo dura e verdadeira, e você fala isso com a pessoa errada, de forma errada, no momento errado, com uma razão errada, então aquilo que é certo acaba tornando-se errado.  A Bíblia diz que isso é errado, mesmo se tratando de se dizer a verdade. Precisamos da verdade, tato e momento apropriado para fazer aquilo que é certo. Há um tempo certo e uma forma certa para fazer as coisas. Você pode estar pronto para compartilhar a verdade, você pode estar, mas será que eles estão? A coisa certa é colocar a situação quando eles estiverem prontos.

 

PENSE: Muitos homens cometem o erro de substituir o conhecimento pela afirmação de que é verdade aquilo que eles desejam.  (Bertrand Russell - Filósofo inglês)

 

ORE: Senhor! Te peço sabedoria, inteligência para decidir o certo, no momento certo e no tempo certo, não permita que eu seja precipitado, ou venha mesmo a falar a verdade em momentos errados e inoportunos. Em nome de Jesus, amém!

Com carinho!

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

Cada Instante, 06.07.2008

11:52 @ 10/07/2008

CUIDADO COM A AUTO-AJUDA

 

MEDITE: Eu sei, ó SENHOR, que não é do homem o seu caminho; nem do homem que caminha o dirigir os seus passos. Jeremias 10:23

Uma das lições que Deus ministrou aos israelitas no deserto foi acerca da dependência somente dEle. Todos os dias pela manhã Deus enviava o maná para o seu povo - a única refeição que eles dispunham para se alimentarem. As pessoas deveriam pegar o maná somente para o mesmo dia, não podiam estocar o alimento, pois certamente apodreceria. A única exceção era na sexta-feira que poderia apanhar alimento para o sábado também.

O grande desafio para nós é aplicar o que sabemos de Deus às terríveis e surpreendentes lutas da vida. Geralmente, pensamos que haveremos de sair do estado de desânimo apenas buscando a auto-ajuda.

Muitas vezes nos deparamos com situações ou questionamento que classificamos como problemas. Geralmente, pensamos que haveremos de sair do estado de desânimo apenas buscando a auto-ajuda.

A auto-ajuda é a ajuda que alguém dá a si mesmo, sem a participação de outrem. Na auto-ajuda você não tem a presença física de outra pessoa, mas leva na mente as instruções que ela lhe deu para superar uma situação nova ou difícil. Ou então, você leva na mente as observações que fez sobre os procedimentos de outra pessoa. Aí podemos imaginar aquelas frases que penetram muito profundo na nossa mente: ame-se a si mesmo; goste da sua pessoa, apaixone-se por você, descubra-se, confie em si. Afinal, você é a pessoa mais importante desse mundo e se não gostar de si mesmo quem vai gostar de ninguém.

É aquele casal que estão vivendo em crise conjugal, já ronda os pensamentos de separação, então é fácil encontrar em uma livraria,  livros como: Sete regras para evitar a separação; Como apaixonar pelo marido/esposa; Cinco passos para evitar a separação; Regras para o sucesso no namoro e casamento, etc.

Aquele que busca auto-ajuda, pressuponho que tem algum problema que, dadas certas circunstâncias, demanda uma solução que depende, em primeira instância, dele mesmo.

“Nesse ponto do texto alguém pode perguntar: Qual o problema em gostar de si mesmo? O problema não está no simples fato de gostar de si mesmo, afinal, Deus nos dotou do instinto de auto preservação e auto defesa, capacitou-nos com o senso de cuidado pessoal. Paulo colocou isso como algo natural "Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e cuida, como também o Senhor à Igreja".(Ef.5:29). O problema reside no extremo que as pessoas têm levado o amor próprio. Tem-se usurpado a naturalidade e beirado os limites do egocentrismo, individualismo, humanismo e mais outros ismos.”

Então surge um grande desafio para nós, que é aplicar o que sabemos de Deus às terríveis e surpreendentes lutas da vida. A auto-ajuda jamais poderá incutir no coração de quem quer que seja a coragem que a fé produz, não como conceito vago de Deus, mas num Deus pessoal que se tem manifestado na história.

Depender de Deus não é fácil, sabe por quê? Porque nós viemos a este mundo trazendo uma natureza independente, uma natureza que quer resolver os problemas sozinho. Uma natureza que não quer que outro dirija o nosso caminho; queremos ter o controle das coisas. Isso faz com que vivamos separados de Deus. É fácil confundir aquilo que só Deus pode fazer com o que podemos fazer. Devo aprender a depender de Deus cada minuto da minha vida.  Não gostamos de depender de Deus. Quantas vezes Deus nos vê, com tristeza, partir para nossos próprios caminhos, buscando a auto-ajuda, e Ele fica ali, nos olhando, e pensando: "Pobre filho! Aonde ele pensa que vai? O que ele vai fazer com sua vida?" E lá, nos machucamos e voltamos correndo, todo machucado, angustiado, sozinho, frustrado e desanimado.

“Lembre-se que a vida é uma vida de dependência. Pense no que Deus está falando para você. Abra o seu coração e fale com Ele. Consulte-O sobre seus negócios e decisões. Aprenda a depender dEle na resolução de seus problemas. Você prosperará, crescerá, mas crescerá dependendo dEle. Sua segurança não estará naquilo que você é, ou naquilo que você tem, mas nAquele de quem depende.”

 

PENSE: Desde que os homens deixaram de crer em Deus, não se nota que se tivessem tornado descrentes em tudo, mas sim que acreditam em tudo. (Chesterton)

 

ORE: Senhor! Às vezes, choro, às vezes estou sorrindo, fico cansado, tenho lutas em meu coração, fico desanimado, fico feliz, sou tentado; eu não sou nem um pouco melhor que ninguém. A única diferença talvez, é que eu aprendi a depender de Ti. Aprendi a desconfiar de mim e a confiar somente em Ti. E quando não tenho forças, corro para Ti, onde encontro refúgio e paz. Em nome de Jesus. Amém!

Com carinho!

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

Cada Instante, 11.07.2008

11:13 @ 11/07/2008

A MISERICÓRDIA QUE ACABA COM A DOR

MEDITE: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."  Rm 8:28

 

Como é importante relembrarmos situações passadas, sejam elas boas ou ruins, geralmente relembramos mais as boas e tentamos esquecer definitivamente as ruins. Você já percebeu que nós mesmos vamos acrescentando as novas experiências os padrões frequenciais que temos alimentado, mesmo inconscientes disso, durante toda a nossa existência. Na compreensão desses fatos, entendemos que os níveis de nossa consciência podem se abalar com aquilo que armazenamos neles que de certa forma servirão para prevenir ou eliminar as dificuldades e os conflitos de nossas vidas.

Neste relembrar descobriremos que a vida é cercada de altos e baixos, em determinado momento estamos no auge do sucesso, no bem bom, mas em outros momentos é a depressão, a angustia, a dor e  o sofrimento que nos laçam e nos mostram como incapazes somos. Quando vivemos os momentos altos da vida, temos a tendência também de nos afastarmos de Deus, julgamo-nos auto-suficientes, capazes de fazer tudo, o bom e o melhor. Nos momentos de depressão corremos para perto de Deus, e confessamos nossa incapacidade, nossa insuficiência. Nestes momentos de depressão é difícil entendermos que “Todas as coisas cooperam para o nosso bem, para o bem daqueles que amam à Deus” (Rm 8:28).  A gente chora, ora e espera. E quanto mais choramos, oramos e esperamos mais a situação piora, a vida se torna madrasta, e, sofremos mais ainda. Choramos mais, oramos mais e na esperança ouvimos novamente: “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam à Deus, daqueles que são chamados segundo a sua vontade”.

“O contexto geral de Rm 8:28 é um em que Paulo trata do viver pelo poder do Espírito em meio ao sofrimento e a dor. Paulo não era indiferente ao sofrimento. Suas várias experiências de morte, açoitamentos, prisões e perseguições foram suficientes para erradicar qualquer ingenuidade que pudesse se ocultar em seu coração. No contexto imediato, dentro do próprio versículo, Paulo expressa os pré-requisitos para o que é “bom” ou “bem” acontecer: “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28). Paulo não está dando esta promessa para todas as pessoas, mas apenas para aqueles “que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” 

Quando lemos Rm 8:28 em seu contexto, nós podemos dar uma resposta positiva à questão da dor e do sofrimento no mundo. Não vemos nada de bom na miséria e nos desastres deste mundo, mas este mundo não é toda a realidade que existe. Há um “até então...”. Há um lugar além do horizonte do qual nossos sentidos podem apreender, e é mais real e mais duradouro do que o que experimentamos nesta casca mortal.

Deus está usando o presente, até mesmo um presente miserável, para nos conformar à imagem do seu Filho. Se definirmos o que é “bom” como apenas o que podemos ver nesta vida, então perdemos a mensagem deste texto. Pois, como Paulo havia dito antes no mesmo capítulo, “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8:18). Os cristãos tendem a deturpar o sentido de textos como Rm 8:28. Se nossas vidas forem confortáveis, se tivermos riquezas, boa saúde, então, está tudo bem. Mas, este não era o “bem” que Paulo tinha em mente, e este não é o alvo da vida cristã.”

“As coisas ruins que nos acontecem marcam profundamente nossas vidas, redirecionam nosso estilo de viver, fazem-nos refletir sobre o bem e o mal e, como no caso do sofrimento abrem a fresta que descortina diante de nós a misericórdia de Deus.”

 

PENSE: Há dois tipos de pessoas: as que têm medo de perder Deus e as que têm medo de O encontrar. (Pascal)

 

ORE: Senhor! Ajuda-me a entender que todas as coisas cooperam para que a cada dia tenha esperança de viver eternamente Contigo. Ajuda-nos a ver nos atos diários a Tua misericórdia e o Teu amor. Em nome de Jesus. Amém!

Com Carinho!

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

 

Cada Instante, 12.07.2008

09:21 @ 14/07/2008

PARA VIVER UM GRANDE AMOR, SÓ UM GRANDE AMOR CORRESPONDIDO

 

MEDITE: No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. I João 4:18

 

Nesta semana, precisamente no dia 07.07, completamos mais um ano de relacionamento conjugal. A 29 anos que eu e Suely vivemos juntos maritalmente, sem contar os dois anos de namoro e noivado.

Relembramos o passado, o primeiro beijo, a emoção do primeiro encontro, as músicas que falaram marcaram o nosso relacionamento e de como amar fez bem ao nosso coração.

“Quem não deseja viver um grande amor? Ter uma pessoa ao seu lado, para viver os bons momentos da vida, com carinho, alegria, companheirismo e amizade? Passamos a vida inteira em busca desse alguém, que pode chegar mais cedo ou mais tarde para encher a nossa vida de felicidade. Mas, e quem ainda não encontrou esse grande amor? O que fazer? Onde procurar? Como reconhecê-lo? São essas questões que enchem  cabeça de quem ainda no encontrou o grande amor.”

Saber que você ama alguém que também te ama, onde há  reciprocidade do mesmo sentimento, é ago extraordinário. É sentir amparado. Então posso expressar para a minha amada: “quando eu chorar, terei a tua compaixão e chorarás comigo. Quando eu estiver alegre, você irá sorrir comigo. Quando eu estiver desanimado, você me encorajará. Quando eu cair, você irá me levantar. Quando eu estiver cansado, você me carregará. Eu estarei com você até o final dos tempos, e te amarei pra sempre."

Por mais que eu tenha errado, mesmo cheio de falhas e fraquezas. Você ainda me ama! Eu também te amo!

Nosso amor depende de alguém mais nos ajudando, alguém que é todo amor, Deus.  Nosso amor é regulado pela presença amorosa de Deus em nossas vidas, que a cada dia nos capacita a viver este grande amor. Somente Deus é capaz de nos ajudar a vivermos assim. Andar com pessoas santas, como você é, faz-me também santo; andar com você que é íntegra, digna e restaurada, me faz parecer com você.

Aqui no nosso relacionamento e no nosso lar encontramos a forma mais intensa de perceber e experimentar o amor de Deus, pois aqui a percepção e a experiência se confundem com a nossa vida, vida de amor correspondido e vivenciado. É neste contexto que agradecemos o tão grande amor de Deus. Nossa vida faz parte desse amor e o amor de Deus faz parte da nossa vida.

Amar a Deus é deixar que Ele mesmo viva através de nossas vidas. Ë permitir a essência do criador ser manifesta em nossos membros, nossa mente, nosso espírito.

O Amor entre o homem e a mulher é a coisa mais linda que Deus nos deu. Porém é um presente que deve ser usado no tempo certo, na hora certa, na medida em que vivenciamos bem o amor de Deus. Esta é uma missão difícil, fazer com que as pessoas entendam e desassociem uma coisa da outra.  Para viver o amor (eros) de um homem com sua donzela (vice-versa) é preciso do amor philio e do amor Ágape, isto é da amizade, comprometimento e ajuda mútua, e, do amor de Deus. Sem este amor jamais teríamos sido capazes de ter o amor eros.

Suely a você dedico todo o meu amor!

 

PENSE: "Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí”. Jer. 31:3.

“Um grande amor é aquele que não faz seu coração parar no primeiro olhar, e sim acelerar a ponto de parecer que não irá mais caber em seu corpo.” (Anônimo)

 

ORE: Obrigado Senhor! Obrigado pela maravilhosa esposa que me deste, e de como derramaste o Teu amor na minha vida, tens me capacitado a amá-la  com todo o meu vigor e de ter a certeza que sou correspondido. Em nome de Jesus, amém!

Com carinho,

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

 

Cada Instante, 14.07.2008

22:24 @ 14/07/2008

ATÉ QUE A VIDA NOS SEPARE

 

MEDITE: Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. Romanos 7:2

Desde pequeno aprendi que a Igreja é formada de famílias. Famílias tradicionalmente falando, onde os pais juntamente com os filhos se reuniam para louvar e adorar à Deus.

Quando tudo está em extinção, e fácil também percebemos esta realidade na vida conjugal, o casamento está ameaçado de extinção. O número de casais infelizes está cada vez maior, basta olharmos para o número de divorciados.  A Gallup afirmou em uma de suas pesquisas que 10% dos católicos e 10% dos protestantes são divorciados e que 23% dos católicos e 26% dos protestantes já foram divorciados em algum momento.

Entendemos que a vida separa mais do que a morte, as próprias circunstâncias existenciais da vida, seja na área financeira, emocional, relacionamento com familiares opostos, a interferência de familiares próximos como pais, acabam por contribuir para a separação, e, tudo isto acontece em vida. Há várias outras circunstâncias que contribuem para as dificuldades conjugais, tais como as diferenças de educação, a formação profissional, o estilo de vida, a questões sexuais de ordem psíquica e orgânica, a infidelidade, questões relacionadas com a personalidade, como introversão e extroversão, bem como as diferenças de credo e fé.

“Um dos problemas mais sérios no casamento é aquilo que os psicólogos chamam de Síndrome do Comportamento de Hospedagem. No relacionamento de um casal quando entra na rotina da convivência, faz surgir um novo tipo de comportamento, é a Síndrome do Comportamento Hospedeiro. Ele é extremamente prejudicial. O cônjuge age, inconscientemente, de forma semelhante a um hóspede dentre de sua casa. Realiza as suas atividades comuns. Mantém a comunicação e os hábitos rotineiros, inclusive os financeiros. Este comportamento gera a frieza que ocasionada pelo distanciamento. Aos poucos vai agindo como se fosse alguém que está hospedado na casa, cumprindo com alguns papéis pertinentes, todavia, trata as questões, antes parcimoniosas, de forma independente. Deixa as responsabilidades, sobretudo as domésticas, para o outro cuidar. Onde havia uma atmosfera de cordialidade e doçura, passa a existir um espectro de isolamento e pesar. O outro vai percebendo, sensivelmente, as diferenças no tratamento recebido e acaba por se sentir, pouco a pouco, só. A sensação deste isolamento origina-se na forma pela qual a ausência do vínculo se manifesta nesta relação.

As discussões passam a existir com uma freqüência crescente em virtude do mal-estar alojado e da falta de compreensão. Os conflitos podem surgir e avoluma-se no processo bola-de-neve. A pouca consciência provoca a discórdia entre o casal, atingindo quem estiver por perto nesta convivência, via de regra, os filhos. Lembranças e cobranças de como a vida conjugal era boa anteriormente são lançadas no calor das discussões. Isto faz aquecer ainda mais o desentendimento. Esta é uma situação estressante para o casal, podendo levar os seus envolvidos à depressão e outros males. E, carrega a possibilidade de desencadear a separação. São duas polaridades se confrontando. De um lado, a ausência de vínculo, a vida isolada. De outro, a força presente da relação a dois. Os compromissos da união "pressionam" o contato mais íntimo da esfera afetiva. Caso ela não exista, torna-se um problema permanente. O divórcio, por sua vez, traz de volta o estado de isolamento requerido pela síndrome. Porém, ao mesmo tempo, causa dor e sofrimento. O que se acreditou ser bom anteriormente enquanto manter uma gostosa e importante relação familiar transforma-se em um pesadelo aterrador com a ruim convivência e a separação.”

“É por isto que quando restauramos pessoas que estão vivendo os conflitos no casamento, as dores desses queridos são reais, há sofrimento, angústias tremendas, uma sensação de solidão terrível. É tão difícil de ensinar ou mesmo de alguém entender nestes momentos as palavras do Senhor Jesus: “O que Deus uniu, não separe o homem” (Mt 19:6)

Muitas pessoas que sofrem em seus casamentos estão desnorteadas; focalizam mais sua dor que Cristo; preocupam-se mais com seu sofrimento do que em serem fiéis a Ele. Em parte é compreensível, porque quem sofre muito tende a perder a perspectiva sã e equilibrada. O problema aprofunda-se quando os pastores destas pessoas se perdem na dor delas também, apoiando-as na procura de sua felicidade através do divórcio.

A igreja precisa acordar, erguer-se e ser eficaz em resgatar casamentos em crise. Precisamos parar de oferecer apenas “curativos” para pessoas que sofrem de câncer no seu casamento, e dar apoio, esperança e formas práticas para que elas passem de vítimas a sobreviventes e vencedoras. Quando um cristão se divorcia do seu cônjuge, de alguma forma muito profunda, está comunicando que falhou na relação mais fundamental de sua vida. Mas ele não falhou sozinho. A igreja precisa reconhecer que também falhou ao não dar o apoio, o conselho e a ajuda necessários.

Afirmamos categoricamente que Deus ama os divorciados, que a igreja deve ser um lugar seguro para eles, oferecer esperança e um contexto apropriado para restaurar suas vidas. Ao mesmo tempo, se a igreja reflete a sociedade de forma geral quanto ao número de seus membros que procuram o divórcio, temos que admitir que o evangelho perdeu seu poder. A igreja precisa ser um lugar seguro não apenas para divorciados, mas também para os que acreditam no casamento e estão dispostos a lutar por um casamento saudável.”

A vida não pode mais separar os casais, devemos novamente afirmar a antiga benção nupcial: “até que a morte vos separe”

Lute! Lute muito pela tua família, não aceite a separação como uma solução, volte a trincheira da oração e lute. Deus irá restaurar a sua vida, o seu casamento e o seu lar. Deus pode tudo, e Ele te ajudará.  

PENSE:  No amor tudo está terminado desde o dia em que um dos amantes pensou que a separação era possível. (P. Bourget)

ORE: Senhor! Amado meu e Senhor meu, abençoa aqueles que tem passado por tantas aflições e conflitos na vida relacional conjugal. Restaura-lhes a vida, o casamento  e a família. Em nome de Jesus. Amém!

Escute esta música: http://www.youtube.com/watch?v=fVVPjRw8Yc4

Com carinho!

Rev. Ashbell Simonotn Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

Cada Instante, 15.07.2008

16:51 @ 15/07/2008

QUEM NÃO AJUNTA, ESPALHA

MEDITE: “..quem comigo não ajunta, espalha”.  Mateus 12:30

Tenho sentido necessidade de escrever um pouco sobre a família, primeiro porque a família está sendo atacada de todos os lados, de todas as formas e com todas as armas, segundo porque tenho recebido muitos pedidos de aconselhamentos, são tantos, que não conseguimos dar conta de responder a todos, e, na medida do possível vou respondendo, porém sei que alguns acabam sendo esquecidos. Jamais pensei que seria um conselheiro virtual, mas em grande parte tenho feito isto, nos intervalos da vida ministerial diária.

Com uma longa experiência familiar, como esposo, marido, amante, pai e filho, creio que Deus tem nos capacitado a ajudar muitos casais em crise. Alguns tem requerido de nós, o trabalho de ombro-a-ombro. Muitas vezes deparamos com famílias muito bem estruturas, contudo vivendo um grande desconforto emocional, com muitas crises e conflitos emocionais, chegando a estafa emocional e a depressão. E por muitas vezes, casais crentes estão vivendo a beira do abismo, recorrendo a medicamentos e por vezes desenvolvendo pensamos de suicídio.

Devemos entender que no relacionamento familiar não basta a família manter-se longe das brigas, das discussões e dos pensamentos contrários, porque se existe indiferença e distanciamento entre os seus membros, os problemas emocionais e comportamentais afluíram e acabarão por desestruturar a família, espalhando-a. “Todo relacionamento interpessoal se ajusta na medida em que cada um procura preencher as necessidades do outros. Estas necessidades nem sempre coincidem e é destes desencontros que surgem os conflitos.”

A estrutura da família tem-se modificado. Alguns dias atrás, um dos meus filhos que está no serviço militar inicial estava comentando: “pai, estou preocupado, quase todos os meus colegas de quartel, não conhecem o pai, alguns também não sabem quem são suas mães, não há nenhum referencial, nenhuma estrutura”. A estrutura familiar conservadora do tipo pai-mãe-filhos tem sido substituída por pai-madrasta-filhos, mãe-padrasto-filhos ou somente por mães-filhos, avós-netos. Assim como no início do casamento, nos seus anos iniciais é evidente a atmosfera de felicidade, compreensão mútua, bem como naqueles que contraem novas núpcias comportam-se neste clima de amor e compreensão no objetivo de ajuntar e dar certo. Neste sentido todo o empenho da família é ajuntar e não espalhar, é ser feliz para sempre.

Nas palavras de Jesus, relacionada ao Seu Reino, é perfeitamente aplicável na vida familiar, a primeira igreja, a família reunida. Nada mais apropriado para esse momento que vivemos em família. Basta abstrair o contexto espiritual e teremos muitas lições para a realidade das nossas famílias. Muitos espalharam a sua família, desistiram do seu cônjuge, dos filhos, gente que presta para espalhar, e não para ajuntar, gente que entregaram os pontos, jogaram a toalha e desistiram de caminhar juntos.

Devemos entender que as dificuldades nos relacionamentos conjugais e familiares, são passos a serem superados no amadurecimento da vida em família, e, em cada superação há o reconhecimento do grande valor que esses relacionamentos possuem nos planos que o Senhor fez para cada um de nós. Deus pela sua graça, pode fazer deles (conflitos) um instrumento para que sejamos uma só carne, um só coração. Foi assim na minha vida, e, não é diferente na tua.

 

PENSE: Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira... Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou ” Efésios 4.31-32.

 

ORE: Senhor! Fortaleça e ajuda-nos a ajuntar. Juntar nossa família, nossos filhos, e em um só coração, Te adorar. Ajuda aqueles que tem passado por momentos tão conflitantes, tão difíceis, tão duros, restaura-lhes a vida, a família, o ministério e a igreja. Em nome de Jesus, amém!

Com carinho

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

Cada Instante, 17.07.2008

21:39 @ 17/07/2008

CAMINHANDO PELO DESERTO

 

MEDITE: A voz do SENHOR faz tremer o deserto. Salmo 29:8

O deserto é algo que me fascina, me deixa perplexo, sem fôlego, grandemente atrativo. Gosto de escrever, falar e lembrar do deserto, principalmente dos vários desertos que já passei. Momentos tão difíceis e angustiantes que permeava em minha mente a única solução: a morte. Não havia caminhos, estradas, pontos que pudesse dar o rumo certo, apena o céu, bendito céu, morada do Altíssimo.

Entramos no deserto quando tira os olhos de Deus, os ouvidos da Palavra de Deus, e começamos a ouvir o que as pessoas estão falando, começamos a ouvir as vozes das nossas próprias deformidades interiores:  não vai dar..., não vou conseguir..., eu não sou páreo para isto..., eu já sei o que vai acontecer..., eu não presto..., eu sabia que isto ia acontecer..., eu não vou conseguir..., eu vou me arrasar..., vou me arrebentar..., e você está aí falando palavras negativas, palavras de pessimismo, palavras de angustia para você mesmo, e quanto mais você pensa, mais você acredita naquilo, quanto mais você se interioriza mais deprimido você vai ficando, mais vai caminhando para dentro do deserto.

É complicado quando entramos no deserto. O deserto pode significar vários acontecimentos em nossa vida. Várias dificuldades, no qual sentimos solidão, lutas, tristezas, cansaço, abandono. O deserto é algo doloroso.

Quando vivemos esta situação, tudo o que experimentamos é o vazio, solidão, desespero, angustia, medo e timidez.

Quando você entra no deserto, morrer parece ser a saída mais fácil. Por isto tem tantas pessoas procurando o suicídio, porque só há o desejo de morrer. Estão tentando sair daquela angustia, daquela náusea, daquela situação através da morte.

Incrível não se trata de pessoas não cristãs, mas pessoas que freqüentam uma igreja, mas que nunca conheceram Deus como Pai, como amigo, como alguém que veio para nos apoiar, nos abraçar, nos acolher, nos confortar, nos erguer.

Quem sabe você tem falado isto para Deus. Senhor eu preferia não estar vivo, eu preferia nunca ter nascido, eu preferia que o Senhor me fizesse morrer. Porque to aqui neste marasmo, nesta angustia, nesta tristeza, nesse desespero porque ainda continuo vivo.

Você está estacionado, parado no tempo e no espaço, vê a vida passar e fica só olhando, só observando, você não participa mais dela, você não é mais parte literária da vida, você é alguém que só observa a vida passar. 

“O deserto é, antes de tudo, o lugar no qual se torna mais intensa a manifestação da resistência do homem ao plano e à vontade de Deus: uma resistência que nasce no coração do crente, mas também há uma resistência de fora, originada pelas forças que se opõem ao plano de salvação de Deus. A resistência interna é uma oposição a Deus que se manifesta em preferir a segurança ao risco, a imobilidade ao dinamismo, o passado ao amanhã que Deus nos prepara.”

No deserto nasce a fé, no deserto começamos a lembrar de Deus, achegar ao conhecimento e à segurança da palavra de Deus no próprio coração. No deserto se começa a entender e a conhecer a Deus: em particular, chega-se a entender que Deus está próximo como um Pai. É, pois, no deserto que se chega à fé, ao conhecimento, à intimidade com Deus.

O deserto é o único lugar onde as "teorias bíblicas" podem ser testadas.
Somente no deserto aprendemos os segredos da vida e nos tornamos verdadeiros servos de Deus, preparados para toda tempestade.

John Bevere afirma que “a vida no deserto é um período que todo crente tem de passar se quiser viver em íntima comunhão com o Senhor. É assim que você ora? Sua vida espiritual estancou ou, pior, você sente que regrediu? Você se pergunta o que teria feito para desagradar a Deus e tê-lo perdido de vista? Quem sabe não é bem assim... O que você não sabe é que chegou ao deserto! Não perca de vista o propósito do deserto para você. Você não foi rejeitado, mas Deus achou um jeito de aperfeiçoar a sua vida. Ele colocou você na mesma estrada na qual caminharam os patriarcas e profetas... eles pavimentaram a estrada que leva ao mover de Deus. Deus quer que você tenha Vitória no Deserto.

PENSE: Jamais desesperes, mesmo perante as mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda. (Provérbio chinês)

 

ORE:  Senhor! Quando vieres a passar pelo deserto, dá-me força de olhar só para Ti, de ouvir a Tua doce voz, que diz: meu filho não temas. Em nome de Jesus. Amém!

Com carinho

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

 

 

 

Cada Instante, 21.07.2008

08:04 @ 22/07/2008

AMOR NÃO É SÓ SENTIMENTO É TAMBÉM AÇÃO

 

MEDITE: As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam. Cantares 8:7

 

Hoje acordei com o despertar do amor em meu coração. Isto tudo, por causa da mensagem que preguei ontem a noite. O amor de Deus me constrangeu. Além da gratidão sinto uma tremenda vontade de ficar mais perto de Deus, ouvir a Sua doce e suave voz, receber Seus conselhos e fazer a Sua vontade.

Quem se lembra daquelas figurinhas do “Amar é...” “Um casal peladinho definia o amor com uma frase romântica: "Amar é ... dividir tudo, mesmo um saquinho de pipoca ou percorrer a nave da igreja em direção ao altar". Os cenários, cabelos e roupas dos personagens mudavam de acordo com a frase.” Quando jovem usava muitas dessas figurinhas nas poesias e cartas escritas para minha amada Suely.

Ouvimos diariamente a palavra “amor”. Ao ouvir uma música, ler um livro, assistir um filme, o que mais evidência é o amor. E assim estamos caminhando, vulgarizando e esquecendo o sentido dessa palavra até chegarmos ao que Vinicius de Moraes afirmou: “o amor é eterno enquanto dura”. Contudo lendo o livro o Monge e o Executivo deparei-me com a premissa de que o amor também é intenção, não só sentimento. Amor não é só sentimento, assim como o perdão não é só sentimento. Isto porque todo sentimento depende do outro: “amar e ser amado”, “amar e ser correspondido”. Se o amor é só sentimento então ele é circunstancial ou seja dependem das circunstâncias externas e não é algo do meu ser, da minha vida. “Sentimentos são circunstanciais. Amar é uma decisão, é uma ação. Aquilo que decidimos fazer não exclui os sentimentos e emoções. A diferença é que no verdadeiro amor não agimos por sentimentos e emoções, mas, agimos de acordo com o que acreditamos ser nobre e passamos a experimentar sentimentos e emoções também nobres.” Martin Lloyd Jones disse “que antes do cristão fazer alguma coisa, ele é alguma coisa.”

A Bíblia afirma que “o amor é mais do que a fé, maior que a esperança é o eterno dom de Deus”. Podemos aprender isso com o próprio Jesus Cristo. Ele era Deus, mas também era humano. Teve sentimentos como todos nós. Chorou diante da morte do seu amigo Lázaro, apesar de saber que o ressuscitaria logo a seguir. Deus é amor. O amor de Deus por nós não se deve a nossa conquista, muito pelo contrário. Em Romanos 5. 8 o Apóstolo Paulo diz que “Deus demonstra o seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores”. Se o amor fosse um mero sentimento, como Cristo poderia dizer “ame o seu próximo” (Mateus 22.39). Então, decida amar. Decida também perdoar. Você verá que é possível com a ajuda do Espírito de Deus. E suas emoções e sentimentos serão outros.

Nossas ações, em vez de ser movida apenas pelos nossos sentimentos, deve ser movida por um amor profundo e verdadeiro pelos outros, incondicional e não circunstancial.

Pense nisto!

 

PENSE: "Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos" - Mathew, 6 anos

 

ORE: Obrigado, meu Deus! Por este sentimento que me envolve em ações profundas de amor a Ti, a mim mesmo e ao meu próximo, meu semelhante. Obrigado por entender que deve amar não pelas circunstâncias mas incondicionalmente, assim como Tu nos amastes. Em nome de Jesus. Amém!

Com Carinho

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

Cada Instante, 23.07.2008

19:52 @ 23/07/2008

NOSSAS ESCOLHAS

 

MEDITE: E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição. Malaquias 4:6

E a esposa ao esposo e o marido a sua mulher.

Ontem a noite vivemos um clima ruim, de desentendimento, e todos dormimos entristecidos. Hoje pela manhã, reunimo-nos como família. O Wesley tomou a iniciativa, pegou o violão e começou a cantar a musica “Coração da Noiva”, interpretado pela Casa de Davi: 

O teu amor me fascina,

Mexe com meu coração

Enche-me de alegria

Gera em mim uma paixão

Quero que venha o teu Reino

Sua Bandeira levar

Ver as Nações se prostrando

Pra te adorar

Meu coração

Será sempre Teu

Quero viver

Só pra te amar

E desfrutar do Teu amor

Me envolver em teus braços

Sentir teu calor.

 

A medida que cantava, a música penetrava profundamente nos nossos corações. Após o cântico abriu a Palavra de Deus, leu uma parábola e falou de como temos sido alvos do diabo, como este adversário tem tentado, investido contra a nossa família.

Foi um momento de grande reflexão, de confissão de pecados, confissão dos nossos erros, erros de esposo e marido, de esposa e mulher, de filhos com pais, de pais com filhos, de irmãos com irmãos. Muitas lágrimas, muito arrependimento, muito perdão, reconciliação e o grande amor de Deus alegrando o nosso coração, fazendo-nos sorrir novamente. Sentimos o amor de Deus revigorando a nossa vida, dando-nos força para lutar e buscarmos juntos a felicidade da nossa família.

Faltou o Thimótheo, ele foi muito cedo para o quartel, está de plantão hoje, mas oramos por ele, pela sua vida, e, de como Deus pode usá-lo na Sua obra.

A minha filha disse como ama à Deus, como ama a família e o desejo que tem de a cada instante buscar o Senhor, como tem sentido feliz na Igreja Presbiteriana de Rio Comprido, como a chama divina tem ardido no seu coração.

 

Sem a experiência de Deus não temos força, capacidade de vencer. Sem Deus é impossível superar as dificuldades e os problemas que surgem a cada dia.

 

Entendemos que precisamos fazer algumas escolhas e assumir alguns compromissos especiais na restauração dos relacionamentos familiares. Precisamos perceber a presença de Deus na vida de cada um membro da família. Precisamos ter um relacionamento pessoal com Ele e não somente buscá-lo nos momentos de crise, de problemas, de dificuldades. 

Tomamos a decisão de buscar mais a Deus como família, além da busca individual, de nos preocuparmos mais uns com os outros, de buscar mais o interesse do outro, de amar e demonstrar o amor com palavras, gestos e ações reais e verdadeiras.

Não podemos descuidar da família em detrimento dos tantos compromissos que temos assumido, quer religiosos, quer profissionais, quer educacionais, que acabam roubando de nós a comunhão, o relacionamento e a vida em família, e, sem percebemos acabaremos perdendo o que mais de precioso Deus nos deu, a nossa família, a minha primeira igreja.

 

PENSE: Um casamento feliz exige que nos apaixonemos muitas vezes e sempre pela mesma pessoa. (Autor desconhecido)  

 

 

ORE: Obrigado Senhor pela minha família! Pela esposa que tu preparaste para mim, antes mesmo do meu nascimento, pelos filhos que me deste, obras Tua e nascido para Tua glória, Tua honra. Ajuda-nos a viver da forma como Tú queres e de conformidade com a Tua vontade. A cada dia nos ajuda a viver um relacionamento que nos leve a conversão de uns para com os outros. Em nome de Jesus. Amém!

 

Com carinho!

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Cada Instante, 25.07.2008

19:49 @ 25/07/2008

CHORAI COM OS QUE CHORAM, ALEGRAI COM OS QUE SE ALEGRAM

 

MEDITE:  Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram.”  Rm 12:15

Ontem a noite foi a vez do Pedro, meu filho caçula, de 12 anos de ler a Palavra de Deus e falar alguma coisa a respeito do texto, no nosso culto doméstico. Resolvemos fazer o culto mais tarde, afim de que todos os filhos pudessem participar. Eu toquei uma música, o Wesley tocou outra, e depois, Pedro abriu a Bíblia e leu o Salmo 16. Todos sorrimos, Pedro ficou um pouco encabulado e perguntou:

- O que foi?

- Nada meu filho, respondi, não é nada!

- Porque estão todos rindo então, retrucou ele!

- Bem, é porque seu pai tem pregado este texto já a 20 anos. Em quase todas as igrejas que passei, ou quando sou convidado de última hora. Este é o texto que você também escolheu, e agora seu pai vai aprender um pouco com você.

Alessandro repetiu um pedaço do sermão que ficará gravado em sua mente, Leile e Wesley também fizeram o mesmo.

Pedro após ler o texto se expressou:

- O que entendo, é que não há deuses. Existe apenas um Deus, o nosso Deus. Este é o Deus que amamos, que cremos e que servimos. Temos que louvar e engrandecer o nome dEle, a começar aqui na nossa família. E terminou.

Que coisa impressionante, todos nós estávamos radiante, alegres, acha vista que no dia anterior estamos tristes, angustiados, e agora uma repentina alegria, graça de Deus, conforto da alma, do coração.

Nesta minha caminhada cristã tenho encontrado pessoas assim, ora estão sorrindo, ora estão chorando, mas estão no caminhando. Caminhando de cabeça erguida, com uma tremendo de vencer na vida, eles já são vencedores.

Pedro me levou a meditar em outro texto, o de Rm 12:15, e uma pergunta povoa a minha mente: tenho sido sensível com os que choram o tanto quanto tenho me alegro com os que se alegram? É exatamente algo que preciso refletir, que preciso buscar. Ser sensíveis com o sentimento daqueles que estão sofrendo, que estão passando por alguma situação constrangedora, difícil de entender e incapazes de buscar a solução sozinhos. Porque quando estamos demasiadamente triste, precisamos de mais alguém chorando conosco, precisamos de um ombro amigo, alguém que lhe escute e que chore juntinho de você e com você, sentindo a mesma dor e a mesma tristeza.

Tenho encontrado muitos assim, com a alma rasgada e sangrando, sentindo dor na pele e dor na alma. A vida vai rasgando a alma, abrindo feridas que se inflamam, torna-se sem sentido, apenas funcional. As situações não resolvidas, não tratadas acabam remoendo, mexendo no nosso íntimo e provocando sangramento, choro e tristeza.

Perdão é algo que podemos buscar, o perdão neutraliza as nossas guerras, os nossos conflitos interiores nos dando capacidade de transformar a tristeza em alegria.

PENSE: 1Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. 2Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles. 3Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres. 4Restaura, SENHOR, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe. 5Quem semeia com lágrimas, com júbilo ceifará. 6Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes”. Salmo 126.1-6

ORE: Senhor! Te agradeço pela vida do Pedro, pela vida dos irmãos, irmãs que juntos temos chorado e nos alegrado. Tais experiências tem revelado o Teu amor e a Tua graça em nossas vidas. Em nome de Jesus. Amém.

Obs: Se você quiser conversar comigo, utilize o MSN: asredua@hotmail.com

Com carinho!

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

 

 

 

 

 

Cada Instante, 28.07.2008

21:21 @ 28/07/2008

A “GRAÇA” QUE NÃO TEM COSTAS

 

MEDITE: "Eis que, se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo. Se opera à esquerda, não o vejo; esconde-se à direita, e não o diviso" (Jó 23:8, 9).

 

Minha vida gira em torna da vontade de Deus. Foi muito difícil aprender isto, viver a vida como Deus quer, da forma que agrada o Senhor. Sofri muito na vida, apanhei muito da vida e continuo apanhando, as vezes a vida se mostra tão dura, tão insensível, que perdemos a vontade de viver.  

Hoje de forma muito branda e carinhosa a minha esposa chegou a mim me mostrando algumas áreas que preciso melhorar para servir melhor à Deus. Ela tem razão, preciso a cada dia subjucar a minha vontade diante da vontade de Deus. Este é o meu desejo, meu ardente desejo, viver para o Senhor, colher na vida os frutos da alegria, tristeza e da esperança, bendita esperança de que a graça de Deus não tem costa, e que vivifica-me e renova-me constante o amor pelo Senhor.

Na vida diária dependemos da Graça de Deus. A Graça de Deus nos assiste nas nossas fraquezas e nos dá força quando a caminhada é pesada. Quando o caminhar se torna uma impossibilidade, seja por causa do fardo pesado da tristeza, seja pela angustia e a dor de uma traição conjugal, seja por qualquer motivo, Deus nos assiste derramando a Sua maravilhosa graça sobre a nossa vida. Não temos como negar o que sentimos por dentro quando somos ofendidos, abandonados, trocados, mal falados ou traídos.

Quando você guarda rancor, você se torna escravo daquele que lhe ofendeu, se torna infeliz enquanto que o ofensor parece estar vivendo livre. Guardar amargura reflete a atitude deste mundo e não a atitude de Deus. Deus não desiste de amar  você. Ele te ama apesar de sua infidelidade, embora você só olhe para as circunstâncias, para as suas necessidades para os seus problemas.

Somos inimigos de nós mesmos. Se estamos sendo oprimidos hoje, não é porque as crenças e o estilo de vida modernos são mais fortes do que nós, e sim porque temos sido infiéis para com Deus. Quão profundamente precisamos guardar esta verdade em nossos corações! Nossa vocação é sermos fiéis a Deus!  

Aquele que sofreu no lar com a infidelidade do parceiro, é capaz de entender  o coração de Deus quando descreve o seu amor divino por cada um de nós: “com amor eterno eu te amei”.

Quão deliberadamente Deus nos busca e nos atrai a Si mesmo, porque a Sua Graça não tem costa.

PENSE: Então andarás confiante pelo teu caminho, e o teu pé não tropeçará. Quando te deitares, não temerás; ao contrário, o teu sono será suave ao te deitares. Não temas o pavor repentino, nem a investida dos perversos quando vier. Porque o SENHOR será a tua esperança; guardará os teus pés de serem capturados. Provérbios 3: 23-26

 

ORE: Senhor! Diante de Ti está a minha vida, o meu querer e a minha vontade, afim de que tranformados posso fazer o Teu querer e a Tua vontade! Te peço por aqueles que ainda não compreenderam a Tua maravilhosa graça. Que Tu os visites estendendo a Tua misericórdia. Em nome de Jesus. Amém!

Com carinho!

Rev. Ashbell Simonton Rédua

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil