Grupos

Cada Instante, 20.06.2008

08:56 @ 20/06/2008

A RESPEITO DAS CÉLULAS-TRONCO

 

MEDITE:  Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. Salmo 139: 16

 

O professor de pós-graduação em Direito Ambiental, no último sábado (14.06.2008), fez uma pergunta importante, na tentativa de subtrair posicionamento da turma com relação a célula-tronco e as decisões recentes do Supremo Tribunal Federal, envolvendo o tema antigo: a fé e a ciência. A turma foi dividida em dois grupos, um defendendo a posição científica e outro defendendo a posição religiosa da Igreja.

Aproveitei também para fazer a minha análise e tirar algumas conclusões, não só por estar no grupo dos cientistas, mas também na perspectiva de um cientista cristão.   A  nossa geração pós-moderna no geral vive um ceticismo em relação à inspiração das Escrituras, aos milagres narrados nas Escrituras, à origem do mundo. Menos viável ainda seria tentar defender a moralidade cristã como absoluta para um pensador pós-moderno.

Não devemos permitir que sejamos intimados por aqueles que não creiam na Bíblia. Mesmos quando não temos respostas para perguntas capciosas, não podemos abandonar nossa fé. Há respostas racionais para as perguntas sérias, faltando apenas o conhecimento necessário para respondê-las.

A própria re-leitura do livro de Gênesis com relação as últimas descobertas, nos asseguram uma vez que todas as coisas criadas foram criadas com perfeição, e que nós seres humanos somos governadores deste mundo, dotados de capacidade de criar, devido a Imagem de Deus (Imago Dei), que está em nós

Na tentativa de conciliar a fé com a razão, temos que buscar a ferramenta ética, que nos garantirá o correto uso da ciência em relação a vida cristã.

A primeira célula desse novo ser recebe o nome de zigoto. O zigoto, embrião humano de uma só célula, possui uma identidade genética individual, perfeitamente distinguível dos demais. Cada embrião humano, desde o momento da concepção, já é geneticamente homem ou mulher e já contém todas as características pessoais de um ser humano adulto, tal como grupo sangüíneo, cor da pele, olhos etc., exceção feita no caso de gêmeos idênticos e de clones, por enquanto hipotéticos. O embrião é, pois, único e singular.

Devemos entender que a pesquisa científica em células-tronco embrionárias humanas, no início deste século, vem despontando como a grande promessa de mudar a face da saúde humana. Neste contexto parte dos cientistas crêem que o projeto das células-tronco revolucionará a medicina convencional, dando esperança a tão sonhada longevidade. Contudo temos de considerar que apesar da possibilidade de cura para inúmeras enfermidades, também há os riscos que o procedimento acarreta, tanto com respeito à vida humana individualizada, tutelada, quanto ao ser humano enquanto espécie a ser preservada: destruição do embrião, a instrumentalização do ser humano e a alteração do patrimônio genético.

Cientistas, teólogos, filósofos, bioeticistas, ambientalistas e juristas devem estar atentos para não transformar as células-troncos, nas tragédias anunciadas da imprudência e do imediatismo fácil, que tantas vezes se repetiram na história da humanidade.

Vejamos algumas afirmações de cientistas com relação a ciência e Deus:

Albert Einstein (1879-1955), Nobel de Física em 1921, pela descoberta do efeito foto-elétrico: “Quanto mais acredito na ciência, mais acredito em Deus”. “O universo é inexplicável sem Deus”.

Antoine Henri Becquerel (1852-1908), Nobel de Física em 1903, descobridor da radioatividade, afirmou: “Foram minhas pesquisas que me levaram a Deus”.

Edward Mitchell, astronauta da Apolo 14, um dos primeiros homens a pisar na Lua: “O Universo é a verdadeira revelação da divindade, uma prova da ordem universal da existência de uma inteligência acima de tudo o que podemos compreender”.

Erwin Schorödinger (1887-1961), prêmio Nobel de Física em 1933, pelo descobrimento de novas fórmulas da energia atômica: “A obra mais eficaz, segundo a Mecânica Quântica, é a obra de Deus”.

Max Planck (1858-1947), prêmio Nobel de Física em 1918, pela descoberta do “quantum” de energia: “O impulso de nosso conhecimento exige que se relacione a ordem do universo com Deus”.

PENSE:A moda atual de usar a ciência para confirmar o cristianismo não prova a veracidade da fé cristã, mas a incerteza que corrói o coração dos que precisam recorrer à ciência para que esta dê respeitabilidade à fé.” A W Tozer.

 

ORE: Senhor, meu Deus! A ciência tem crescido e nos deixado perplexos. Neste contexto peço-vos que levante homens tementes a Ti, que venham a ajudar este povo sofrido pela doença, algo antinatural, que tornou-se natural neste mundo marcado pelo pecado. Em nome de Jesus, amém!

 

Com carinho

Rev. Ashbell Simonton Rédua

 

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