Cada Instante, 15.07.2008
16:51 @ 15/07/2008
QUEM NÃO AJUNTA, ESPALHA
MEDITE: “..quem comigo não ajunta, espalha”. Mateus 12:30
Tenho sentido necessidade de escrever um pouco sobre a família, primeiro porque a família está sendo atacada de todos os lados, de todas as formas e com todas as armas, segundo porque tenho recebido muitos pedidos de aconselhamentos, são tantos, que não conseguimos dar conta de responder a todos, e, na medida do possível vou respondendo, porém sei que alguns acabam sendo esquecidos. Jamais pensei que seria um conselheiro virtual, mas em grande parte tenho feito isto, nos intervalos da vida ministerial diária.
Com uma longa experiência familiar, como esposo, marido, amante, pai e filho, creio que Deus tem nos capacitado a ajudar muitos casais em crise. Alguns tem requerido de nós, o trabalho de ombro-a-ombro. Muitas vezes deparamos com famílias muito bem estruturas, contudo vivendo um grande desconforto emocional, com muitas crises e conflitos emocionais, chegando a estafa emocional e a depressão. E por muitas vezes, casais crentes estão vivendo a beira do abismo, recorrendo a medicamentos e por vezes desenvolvendo pensamos de suicídio.
Devemos entender que no relacionamento familiar não basta a família manter-se longe das brigas, das discussões e dos pensamentos contrários, porque se existe indiferença e distanciamento entre os seus membros, os problemas emocionais e comportamentais afluíram e acabarão por desestruturar a família, espalhando-a. “Todo relacionamento interpessoal se ajusta na medida em que cada um procura preencher as necessidades do outros. Estas necessidades nem sempre coincidem e é destes desencontros que surgem os conflitos.”
A estrutura da família tem-se modificado. Alguns dias atrás, um dos meus filhos que está no serviço militar inicial estava comentando: “pai, estou preocupado, quase todos os meus colegas de quartel, não conhecem o pai, alguns também não sabem quem são suas mães, não há nenhum referencial, nenhuma estrutura”. A estrutura familiar conservadora do tipo pai-mãe-filhos tem sido substituída por pai-madrasta-filhos, mãe-padrasto-filhos ou somente por mães-filhos, avós-netos. Assim como no início do casamento, nos seus anos iniciais é evidente a atmosfera de felicidade, compreensão mútua, bem como naqueles que contraem novas núpcias comportam-se neste clima de amor e compreensão no objetivo de ajuntar e dar certo. Neste sentido todo o empenho da família é ajuntar e não espalhar, é ser feliz para sempre.
Nas palavras de Jesus, relacionada ao Seu Reino, é perfeitamente aplicável na vida familiar, a primeira igreja, a família reunida. Nada mais apropriado para esse momento que vivemos em família. Basta abstrair o contexto espiritual e teremos muitas lições para a realidade das nossas famílias. Muitos espalharam a sua família, desistiram do seu cônjuge, dos filhos, gente que presta para espalhar, e não para ajuntar, gente que entregaram os pontos, jogaram a toalha e desistiram de caminhar juntos.
Devemos entender que as dificuldades nos relacionamentos conjugais e familiares, são passos a serem superados no amadurecimento da vida em família, e, em cada superação há o reconhecimento do grande valor que esses relacionamentos possuem nos planos que o Senhor fez para cada um de nós. Deus pela sua graça, pode fazer deles (conflitos) um instrumento para que sejamos uma só carne, um só coração. Foi assim na minha vida, e, não é diferente na tua.
PENSE: Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira... Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou ” Efésios 4.31-32.
ORE: Senhor! Fortaleça e ajuda-nos a ajuntar. Juntar nossa família, nossos filhos, e em um só coração, Te adorar. Ajuda aqueles que tem passado por momentos tão conflitantes, tão difíceis, tão duros, restaura-lhes a vida, a família, o ministério e a igreja. Em nome de Jesus, amém!
Com carinho
Rev. Ashbell Simonton Rédua
Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

Comentários