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Lula promete que todos os pobres terão luz até 2010 - Lula chegou a pôr um boné do MST

Ao lado de Dilma, Lula promete que todos os pobres terão luz até 2010


CONGOINHAS, Paraná - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, em discurso,
que investimento para pobre não é gasto, "como costumam dizer os mais ricos", mas sim investimento.
Ao realizar a ligação de número 2 milhões do programa "Luz para Todos" num assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Congoinhas, na região de Londrina, Norte do Paraná, Lula disse que ainda falta levar luz a mais um milhão de moradias pobres em todo o Brasil, o que vai acontecer até 2010.

O programa atende a 9,9 milhões de pessoas e, até o final do mandato do presidente, o plano é atingir 10 milhões de pessoas, acabando com o déficit de falta de luz elétrica para os mais pobres.
" A gente não consegue consertar em quatro, oito, dez anos aquilo que não foi feito em 500 anos, mas a verdade é que se a gente acertar nos políticos que vai votar, temos a chance de melhorar as coisas "


- O pessoal lá de cima sempre acha que dinheiro para pobre é gasto e para rico é investimento. Desde que assumi, invertemos isso. É muito fácil governar para os pobres - disse Lula no discurso em Congoinhas.

Ainda em discurso, o presidente disse que não é possível "consertar em até dez anos" o que não foi feito em 500 e acrescentou que "é preciso acertar na hora de votar "para a situação do país melhorar.
- Não vamos conseguir fazer tudo o que precisa ser feito no Brasil e sei também que a gente não consegue consertar em quatro, oito, dez anos aquilo que não foi feito em 500 anos, mas a verdade é que se a gente acertar nos políticos que vai votar, temos a chance de melhorar as coisas ainda mais, de fazer as coisas acontecerem -


Ao lado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e em ritmo de campanha, o presidente chegou a chamar a atenção do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que também estava no palanque, sobre os baixos valores liberados para a construção de moradias populares dentro do programa habitacional do governo,

"Minha casa, minha vida".
Segundo Lula, os R$ 7 mil liberados pelo governo para a construção de moradias populares é muito baixo e precisa aumentar.


" Com esse dinheiro não dá, Paulo Bernardo. Até o João de Barro gasta mais do que R$ 7 mil para fazer sua casinha "
- Com esse dinheiro não dá, Paulo Bernardo. Até o João de Barro gasta mais do que R$ 7 mil para fazer sua casinha - brincou Lula com o ministro do Planejamento, pedindo para que ele estude a elevação da verba para o financiamento subsidiado de moradias populares.

No evento em Congoinhas, Lula chegou a pôr um boné do MST, que organizou o assentamento visitado por Lula e pelos ministros.

O assentamento tem uma área de 653 hectares e foi criado pelo Incra em 2004, abrigando 40 famílias. O presidente afirmou que um dos méritos do programa é fazer com que muitas pessoas originárias do campo deixem as cidades para voltar à área rural.

- Depois do Programa Luz para Todos, 906 mil famílias resolveram voltar para o campo, quando perceberam que tinham a possibilidade de produzir, usar a tecnologia - afirmou. Críticas à imprensa e a governos anteriores

Lula também criticou a imprensa quando disse ter lido em um jornal que o governo não cumpriu a meta do programa Luz Para Todos. Em seguida ele citou os números de investimento de R$ 9,8 bilhões em parcerias com os governos estaduais e o número de postes (4,620 milhões) instalados nas cidades.

- Li num jornal que não tínhamos cumprido as metas do programa Luz Para Todos.
Esse companheiro que escreveu ou não participou da festa ou chegou no fim e quer dar palpite sobre a festa.

O presidente criticou ainda os governos anteriores:

- O Brasil não era respeitado antes porque as pessoas que governavam esse país não se respeitavam. As pessoas sabem que o Brasil não deve nada a eles (os países ricos), que a gente negocia em igualdade de condições. Sabem que o grande feito do nosso governo foi colocar o pobre na mesa de negociação.

Lula seguiu para Londrina, para lançar o Plano Agrícola e Pecuário 2009-2010, quando anunciará a aplicação de R$ 108 bilhões na agropecuária brasileira. Dilma e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, acompanham Lula na sede da Sociedade Rural do Paraná, que reúne os fazendeiros mais importantes do estado.
FONTE
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