Grupos

A vida acontece em grupos.

BOICOTE DA COB ÀS ELEIÇÕES SINDICAIS

 
Todos pedem o teu voto. O Governo, através do Ministério do Trabalho e Seguridade Social faz a campanha oficial. Os sindicatos poderosos gastam muitos milhões para convencer-te da conveniência de eleger-los; outros, parecem sair de um largo sonho e cobrar repentina atividade ante a proximidade das Eleições Sindicais para os Comitês de Empresa.
Todos pedem o teu voto... menos a COB.
Neste tripé encontrarás argumentos para a abstenção e uma proposta sindical alternativa.
 
1) Questão de dinheiro, e nada mais.
 
Certa maneira de entender o sindicalismo necessita de subvenções públicas periódicas para a sua sobrevivência. Estas subvenções, dotadas todos os anos nos Orçamentos Públicos do Estado, necessitam de um critério para serem distribuídos.
Desta forma, a subvenção que recebe cada sindicato participante é proporcional ao número de delegados que obtém nas Eleições: mais delegados, mais milhões.
 
2) Quando as idéias são o que menos importa.
 
            Como a afiliação sindical é muito modesta, os sindicatos concorrentes não podem ser rigorosos na hora de selecionar seus candidatos. Ocorre com freqüência que as candidaturas são as mesmas que nas Eleições anteriores, simplesmente porque se carece de capacidade de renovação. A escassez obriga a alguns sindicatos a captar como candidatos a pessoas não afiliadas e de formação sindical deficiente.
Com este panorama, não é de se estranhar que se apresentem muitos "pelegos" que vem na sua candidatura a membro do Comitê uma boa possibilidade de ganhar influências, segurança ou simplesmente de liberar-se do seu trabalho cotidiano; privilégios que em nenhum momento terão o resto dos trabalhadores.
A "caça ao delegado" é um espetáculo ridículo que oferecem nestes momentos os sindicatos concorrentes às urnas.
Qualquer "mal-caráter" pode ser candidato; todo "cambalacho" vale para obter um delegado a mais, com tal de que se consigam em troca essas subvenções milionárias que lhes são vitais: as idéias são o de menos.
 
3) O Capitão Trovão não existe.
 
            Com toda probabilidade tu, leitor, formas parte desse 90% de trabalhadores não sindicalizados. É de se supor que se não te afiliastes é porque nenhum sindicato "te convence". Então, companheiro...o quê significa agora o teu voto?
            Tua inatividade sindical não se pode compensar com um voto a cada certo tempo. Ao contrário, votando te acostumas a delegar em outros o que é responsabilidade tua. Seja do teu gosto ou não, a solução aos problemas dos trabalhadores as temos que dar os próprios trabalhadores; nenhum liberado vai fazer por ti aquilo que não estejas disposto a fazer por ti próprio. Desengane-te, os funcionários sindicais não funcionam.
 
4) Os comitês não têm arrumação.
 
            Se, pelo contrário, pertences a essa minoria de trabalhadores afiliados a um sindicato, saberás por tua própria experiência que o Sindicalismo de Classe se desenvolve mal nessas miniaturas de Parlamento que são os Comitês de Empresa.
            Em setores onde a contratação eventual e a precariedade são muito altas, os Comitês não atuam. Em outros setores são co-responsáveis de aceitar reconversões humilhantes. E no setor público os Comitês são "currais" políticos a mercê do corporativismo. Em todas as partes se constata o fracasso do modelo dos Comitês de Empresa; fracasso reconhecido inclusive por seus próprios promotores.
 
5) A alternativa: Seções Sindicais
 
As patronais apreenderam muito, quase tanto quanto o que nós trabalhadores nos esquecemos. Quando solucionam favoravelmente um conflito e quando conseguem impor suas condições de trabalho, comunicam suas "receitas" através de suas Organizações Empresariais.
Cursos e mestrados em gestão de pessoal e recursos humanos servem para aperfeiçoar e unificar critérios de atuação para com os trabalhadores. Ante isto não se lhes pode opor um "sindicalismo de papel", que depende do dinheiro que recebe do Estado e cujas propostas não vão mais além do que sortear carros, apartamentos, seguros de vida, períodos de férias no mar ou passeios de fins de semana na serra.
A alternativa não é outra do que a participação direta dos trabalhadores nos seus próprios assuntos, sem delegar para os funcionários liberados e burocratas sindicais de nenhum tipo. Para isto existe um modelo organizativo já funcionando com êxito: as Seções Sindicais.
 
6) O quê são as Seções Sindicais?
 
Simplesmente, o conjunto de afiliados a um sindicato em uma Empresa. Para constituir uma Seção Sindical não se necessitam Eleições, basta uma assembléia de afiliados. No sucessivo será sempre a assembléia que tomará as decisões.
Toda Seção Sindical tem, pelo fato de o ser, um porta-voz ante a Empresa, o delegado da seção, nomeado pela própria assembléia e revogado também por ela em qualquer momento se for necessário (tente revogar um Comitê de Empresa imposto pela patronal, certamente que não podes). O delegado da Seção tem na prática os mesmos direitos ante a Empresa que qualquer membro do Comitê, mas nenhum privilégio ou condição de trabalho que o distinga do resto dos trabalhadores.
Existindo Seções Sindicais, as Eleições para Comitês de empresa são desnecessárias.
 
7) A Seção Sindical nunca está só.
 
A coordenação entre as Seções Sindicais de um mesmo ramo confere uma força de negociação que a Patronal conhece e teme. Porque a Seção Sindical é a presença do sindicato na Empresa. Deste modo os problemas de um são os de todos, dando oportunidade à solidariedade e ao apoio mútuo próprio do Sindicalismo de Classe.
 
8) Tu és o teu melhor candidato.
 
Ante as Eleições Sindicais, pensa duas vezes. Não delegues, não votes. Organiza-te em Seções Sindicais , não deixes que ninguém decida por ti, porque ninguém trabalha por ti.
 
Tu és teu melhor candidato!
Tua melhor saída a Seção Sindical da COB.
 
O COMITÊ É DA EMPRESA
O SINDICATO DOS TRABALHADORES
A COB NÃO QUER O TEU VOTO NEM O DE NINGUEM.
NA COB NÃO EXISTEM LIBERADOS, NEM COBRA PELO SEU CARGO E TAMPOUCO NINGUEM VIVE DO SINDICALISMO.
 
COB teu sindicato
afilia-te!
 
COB/AIT  Sindicato de Ofícios Vários
Cx Postal 1933
CEP-01009-972
São Paulo-SP
Brasil

A PLEBE nº49/Março 2006 A.C.A.T./A.I.T.
Órgão de Divulgação do SINDIVÁRIOS/Federação Operária de São Paulo
(FOSP/COB – Fundada em 1905 )
SEM PARTIDO NEM PATRÃO! @ Ligada a Associação Internacional dos
Trabalhadores (A.I.T.-I.W.A.)
*Caixa Postal: 1933/CEP: 01009-972/São Paulo-SP*(fospcobait@yahoo.co.uk)
***MEMÓRIA OPERÁRIA: 90 ANOS DA GREVE GERAL DE 1917***

AFINAL, QUEM É O VAGABUNDO?

Em dezembro um fato que gerou grande revolta: os deputados aprovaram
acordo que dobrava seus salários, muito acima dos reajustes conseguidos
pelos trabalhadores. Era o que faltava para se acender o barril de
pólvora. Sem a mínima organização prévia, pessoas saíram às ruas,
solitárias ou em grupos, e botaram a boca no trombone! Em todo o país,
milhares de pessoas saiam com nariz de palhaço para ir trabalhar e
passear. Os parasitas voltaram atrás, por não ser o momento oportuno para
tal aberração. Vão tentar um pouco adiante!

Para nós do Movimento Libertário Brasileiro (MLB) nada disso foi surpresa.
Denunciávamos com vigor que, passadas as eleições, os políticos dariam o
gesto de banana para os trabalhadores. Aumentaram, numa capital atrás da
outra, os valores das passagens dos transportes, o preço dos cartões de
telefone, o preço da cesta básica e outros produtos de consumo popular. O
vampiro de SP, José moto-Serra/ PSDB, cortou fora o subsídio a produtos de
consumo básico. Posando de bonzinho teve a cara de pau de vir a público
afirmar: “Espero que tal medida não aumente o preço dos produtos da cesta
básica...” Peroba nele!

Em julho, faz 90 anos que São Paulo parou numa Greve Geral que se espalhou
por boa parte do país. Qual a relação desta Greve com o que acontece hoje?
É que essa Greve servirá de exemplo para os trabalhadores de todo o país.
Ela se inicia nos bairros, através de campanhas contra o aumento do custo
de vida/carestia, a exploração do trabalho do menor e da mulher, contra a
guerra, pela diminuição da Jornada de Trabalho (na época, chegava a passar
das 15 horas/dia). José Martinez, operário sapateiro, e tantos outros
trabalhadores perderam a vida pela repressão da polícia nesta Greve. Mas a
Greve foi vitoriosa! Foi aí que os trabalhadores conquistaram na prática a
Jornada de Trabalho de 8 horas por dia e tantos outros direitos. Hoje
precisamos conquistar a Jornada de 6 horas diárias, sem redução de
salários. Das Jornadas Libertárias de Protesto no Rio Grande do
Sul(JLP/RGS-2007), onde os irmãos de luta da FORGS (Federação Operária do
Rio Grande do Sul) realizaram assembléias e outras manifestações na defesa
dos direitos dos trabalhadores e contra o Fórum Econômico de Davos. Também
em SP, os trabalhadores se organizam para realizar as JLP/SP-2007 no mês
de julho, dos dias 06 a 09, lembrando a todo o proletariado os 90 anos da
Greve Geral de 1917, que sacudiu o país. Com essa intenção o Sindicato de
Artes e Espetáculos-FOSP/COB-AIT está lançando seu primeiro CD com bandas
de combate, o ‘GREVE GERAL – Tributo a José Martinez’.

Não nos esqueçamos o dia de luta que tornou 8 de março o Dia Internacional
da Mulher Trabalhadora. Dia de realçar a libertação feminina dos
preconceitos da Igreja, que proíbe o uso de métodos anticoncepcionais e da
proteção da camisinha em relações sexuais. Paralelo a isso, temos a visita
do Sr da Guerra, Bush/U$A, juntamente com o outro filho do cão, dedo duro
de judeu e ativista da juventude nazista no início da 2º guerra, o papa
Bento XVI chegam as terras tupiniquins! De boas intenções o inferno está
cheio! Manifestações serão chamadas pelo MLB contra a exploração feminina,
contra as guerras (dia 18/03 – data da eclosão da Comuna de Paris/1871 -,
são 5 anos de invasão do Iraque), contra o militarismo, contra o
capitalismo e seu parceiro, amigo de fé e irmão camarada, o Estado!

Enquanto isso, a ocupação Prestes Maia - no centro da cidade de São Paulo
- sofre com o descaso. O proprietário do imóvel deve de IPTU a Prefeitura
o próprio valor venal do imóvel. Mesmo assim os governos (municipal,
estadual e federal) não o utilizam para Reforma Urbana. Só na cidade de
SP, o problema da moradia, frente a especulação imobiliária, mantém mais
de um milhão de pessoas em condições de extremo risco de vida, em áreas de
barrancos, de deslizamentos, em “cortiços”, que pegam fogo ou desabam
sempre. Como sempre, para os ricos tudo, para os pobres, a sarjeta! Ao
mesmo tempo, o Governo Lula/PT vem com seus malabarismos, apresenta ao
povo o remédio aos males sociais: o PAC! Programa de Ajuda aos
Capitalistas? O maior incentivo fiscal que esse país já deu a burguesia
nacional e internacional, abrindo caminho para retirada de direitos dos
trabalhadores (vide Reforma da Previdência e Artigos na Lei do
Super-Simples, que retiram direitos dos trabalhadores em pequenas
empresas), entre outros problemas sociais, econômicos, trabalhistas e
ecológicos.

Agora é luta! Caminhos já estão dados. Exemplos o anarcosindicalismo tem
mostrado de sobra em toda a história dos trabalhadores e na atualidade,
com a realização do XXIIIº Congresso Mundial da AIT. O caminho de que
somente se organizando nos locais de trabalho, moradia e estudo,
inicialmente através de pequenos Núcleos, que se transformarão em Seções e
que se unem em Sindicatos de Ofícios Vários, que serão a célula da futura
sociedade libertária. Eis a única saída! O resto é conversa pra boi
dormir!


FOSP - Federação Operária de São Paulo.
Filiada a:
COB - Confederação Operária Brasileira.
ACAT - Associação Continental Americana dos Trabalhadores.
AIT - Associação Internacional dos Trabalhadores.


A PLEBE nº49/Março-2006 A.C.A.T. SEM PARTIDO NEM PATRÃO!
Órgão de Divulgação do SINDIVÁRIOS/Federação Operária de São Paulo
(FOSP/COB – Fundada em 1905 )
A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores. @
Ligada a Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.-I.W.A.)
*Caixa Postal: 1933/CEP: 01009-972/São Paulo-SP*(fospcobait@yahoo.co.uk)

***********MEMÓRIA OPERÁRIA: 90 ANOS DA GREVE GERAL 1917**********


EXTRA! EXTRA!!!

FORA BUSH E SEU IMPERIALISMO FASCISTA!

Quatro anos da guerra que está dilacerando o povo Iraquiano

No dia 18 de março de 2003 os U$A invadiu o Iraque com a desculpa de lutar
contra o terror, de que Sadam Husein tinha armas de destruição em massa.
Evidente que o que se confirmou foi à mentira do governo yanque: as tais
armas de destruição em massa nunca foram encontradas e se sabe que 75% do
petróleo produzido no Iraque são repassados para o governo americano e
inglês, a preços ‘módicos’. O número de mortos nesta “guerra” são
alarmantes. Segundo fontes internacionais já passam dos 600 mil civis
iraquianos e militares mortos neste conflito. O Iraque vive hoje uma
guerra civil estimulada pelos gringos. Se diz que as tropas yanques não
são capazes de conter os grupos rebeldes.

Além disso os Estados Unidos vem constantemente cometendo crimes de
guerra! Exemplo é o campo de concentração em Guantánamo, que fica numa
parte isolada de Cuba e foge as responsabilidades legais americanas e
internacionais. Neste local crimes bárbaros são cometidos qualquer um a
quem os estadunidenses digam estar envolvido com ‘grupos terroristas’ –
forma como tratam os movimentos de protesto anti-capitalista.

Você pode se perguntar o que isso tem haver com o Brasil? A princípio nada
aparente, porém nós sabemos o quanto às guerras são cruéis. O bushismo
esta mandando pessoas desempregadas ao Iraque, recrutam jovens imigrantes,
pobres, negros e marginalizados pela “elite branca e conservadora”, para
fazer o seu trabalho sujo. E tudo para obter o monopólio do petróleo
iraquiano, que já chegou a ser o 3º maior produtor do mundo. O Brasil, a
exemplo do império estadunidense, mantém tropas para no Haiti e, neste mês
de março, acreditamos que a ‘visita’ do governo Bush/PR se dará pelo
interesse de que o Brasil também envie tropas para a Somália. Mais uma vez
sabemos que os filhos dos pobres e desempregados no Brasil é que terão a
dura missão de dominar o pobre povo da Somália, que nos anos 90 expulsou
os ‘falcões’ yanques.

Chega de guerras! Basta de sangue derramado e de mentiras do Estado e do
capital, os únicos que lucram com as guerras. Parem as torturas e os
massacres dos povos em nome do petróleo ou de qualquer outra coisa. Nada
vale o sangue humano! Que o governo brasileiro retire as tropas do Haiti e
não as envie a Somália ou a qualquer país – para submeter um povo que só
anseia por liberdade e igualdade.

FORA BUSH! ABAIXO O IMPERIALISMO!
PAZ ENTRE NÓS GUERRAS AOS SENHORES!
PAZ ENTRE OS POVOS, GUERRA ENTRE AS CLASSES!


Comitê de Solidariedade FOSP/COB-AIT

FOSP - Federação Operária de São Paulo.
Filiada a:
COB - Confederação Operária Brasileira.
ACAT - Associação Continental Americana dos Trabalhadores.
AIT - Associação Internacional dos Trabalhadores.


A PLEBE nº49/Março-2006 A.C.A.T. SEM PARTIDO NEM PATRÃO!
Órgão de Divulgação do SINDIVÁRIOS/Federação Operária de São Paulo
(FOSP/COB – Fundada em 1905 )
A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores. @
Ligada a Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.-I.W.A.)
*Caixa Postal: 1933/CEP: 01009-972/São Paulo-SP*(fospcobait@yahoo.co.uk)
***MEMÓRIA OPERÁRIA: 90 ANOS DA GREVE GERAL DE 1917***

JORNADAS LIBERTÁRIAS DE PROTESTO DO RIO GRANDE DO SUL 2007

Tradicionalmente realizadas na mesma data da realização do Fórum Econômico
de Davos – a reunião dos países ricos do G8, com as instituições que regem
o sistema capitalista mundial (Banco Mundial, FMI, BID, etc.) e as maiores
corporações multinacionais (Microsoft, IBM, Coca-Cola, etc.) – se
realizaram entre os dias 24 a 29 de janeiro de 2007 as Jornadas
Libertárias do Rio Grande do Sul (JLP/RGS-2007), convocadas pelo Movimento
Pela Reativação da COB/AIT (FORGS/COB-AIT) e pela Federação Anarkista do
Rio Grande do SUL (FARGS).

As discussões propriamente ditas se iniciaram no dia 26. Mas as
JLP/RGS-2007 foram precedidas pela realização de manifestações, colagens e
pixações realizadas em diferentes pontos do país, denunciando a trama
capitalista de destruição dos direitos dos trabalhadores e da escalada
militarista, mantendo as guerras sem fim – Iraque, Palestina, Líbano,
Afeganistão, Colômbia... a ocupação do HAITI e agora da Somália!). Nas
manifestações realizadas as críticas ao governo Lula/PT-Frente
Popular-Coalizão de partidos(PT,PC do B, PCN, PSB, PMDB, PTB, PP, PR,
PRONA, etc.) que foi a Davos engraxar os sapatos do Bush e do Toni Blair,
foram intensas.

No dia 26/01, sexta, as JLP/RGS-2007 tiveram seu inicio em Guajuviras –
bairro na periferia da cidade de Canoas (Grande Porto Alegre), com um
debate com a comunidade local sobre a luta da classe trabalhadora, a
importância da auto-organização e da luta sindical autônoma. Dentro de um
espírito de Assembléia Geral foram apresentadas propostas e votados os
rumos gerais da organização e da luta proletária.

No dia 27/01, sábado, na mesma região de Guajuviras, no Colégio Jussara
Polidoro, foi lançada uma exposição sobre os “90 ANOS DA GREVE GERAL DE
1917 em São Paulo”, com fotos textos e a exposição de jornais da época.
Durante o dia aconteceram palestras e debates, abertos a toda a
comunidade, sobre os diferentes aspectos que marcaram o movimento operário
no início do século e a própria Greve de 1917 – que iniciou o processo de
generalização da conquistas e direitos que o governo tenta destruir hoje
(redução da jornada de trabalho, regularização do trabalho de menores e
mulheres, assistência médica, férias, descanso semanal, etc.)

O dia 28, domingo, foi marcado como dia de manifestações
anti-capitalistas. As manifestações se concentraram no Parque da Redenção,
em Porto Alegre. Foram marcadas por protestos contra a política de arrocho
salarial, a precarização do trabalho (trabalho sem registro, empresas de
trabalho temporário, sub-emprego, etc) e a favor das bandeiras de luta da
COB/AIT: Redução da Jornada de Trabalho de 8 para 6 hs diárias, de 44 para
30 horas semanais – como forma de criar novos postos de trabalho e
combater o desemprego – SEM REDUÇÃO SALARIAL!, Contra o Imposto Sindical,
Pela Liberdade e autonomia da organização operária. Houve muita interação
e troca de informações com a população local, com ampla distribuição de
materiais libertários e sindicais.

No dia 29, segunda, foram realizadas as últimas discussões e a Assembléia
de Encerramento das JLP/RGS-2007, apontando a realização das JLP de São
Paulo, a serem realizadas entre 6 e 9 de julho de 2007, marcando as
principais datas da Greve Geral de 1917 e se encerrando com um tributo a
José Antonio Ineguez Martinez, na data de sua trágica morte – operário
sapateiro assassinado pela polícia durante a repressão à Greve de 1917.

Nessa data se dará, em paralelo, o Congresso da FOSP/COB-AIT, onde
decidiremos os rumos da organização proletária paulista no rumo da
revolução social. Também devem ocorrer nas JLP/SP debates ao nível do
Movimento Libertário Brasileiro (MLB), distribuição de materiais
libertários e uma programação de filmes, palestras,debates e uma GIG com
bandas de protesto e outras atividades abertas a toda a população
trabalhadora.


Delegados do SINDIVÁRIOS-FOSP/COB-AIT às JLP/RGS-2007


FOSP - Federação Operária de São Paulo.
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COB - Confederação Operária Brasileira.
ACAT - Associação Continental Americana dos Trabalhadores.
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Órgão de Divulgação do SINDIVÁRIOS/Federação Operária de São Paulo
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A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores. @
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A LUTA CONTRA A CARESTIA DA VIDA E O ARROCHO SALARIAL

É fim de ano e para aproveitar o período de festas, onde se lucra mais, e
logo após o período o final do ano letivo a tarifa dos transportes em São
Paulo sofre um aumento generalizado, muito acima do índice de inflação
para o período. O aumento já era previsto, como falávamos na Campanha Pelo
Voto Nulo (depois da democracia das urnas, tome aumento e arrocho
salarial!), mas como sempre muita gente tem que levar na cabeça para saber
o quanto dói. A indignação das pessoas foi automática e logo vem, como
resposta espontânea, uma agitação contra o aumento. Dessa agitação se
aproveitam os partidos políticos, desacreditados na época das eleições,
tentam de forma oportunista, capitalizar e falar em nome dessa ‘indignação
social’, ampliada pelo escândalo do auto-aumento do Judiciário e do
próprio Legislativo. Com o uso dos aparelhos sindicais –financiados pelo
Estado para manter a classe trabalhadora desorganizada – os partidos
estimulam a criação de uma ‘Frente de Luta Contra o Aumento da Tarifa’
(FLCAT), cooptando setores do movimento autônomo. Assim a FLCAT é formada
por todas as centrais sindicais (CUT/PT, FARSA SINDICAL/PDT,
CONLUTAS/PSTU-PSOL, CGT do B/PCB, CGT/PTB, etc.) e partidos de esquerda,
MPL, punks e alguns movimentos sociais.

A FLCAT veio com muita força, carros de som e panfletos e causou realmente
um impacto ao trabalhador que queria a resposta de imediato, chamando
manifestações no centro da cidade. Assim capitalizou as manifestações,
enquanto restringia a ação dos grupos autônomos – chegando a denunciar à
policia os grupos que tentavam alguma ação direta mais contundente nos
Terminais Urbanos. Assim conduziram as manifestações, que se tornaram
semanais, em verdadeiras procissões que não queriam causar nada, apenas
dar voltas pelo centro. Essa estratégia foi útil aos partidos – que
negociaram com o governo (supostamente o aumento do Salário Mínimo), mas
onde conquistaram a anistia à ‘Clausula de Barreira’, que iria
inviabilizar dezenas de siglas (como o próprio PC do B, que chegou a
presidir a Câmara Federal, o PV, o PSOL, o PSTU, o PL, entre outros – eis
o motivo por que estavam juntos na FLCAT). Mas para a classe trabalhadora
foi mais uma traição! A carestia da vida e o arrocho salarial levam a
família operária ao desemprego e a miséria.

Em nenhum momento houve solidariedade nos conflitos que ocorreram
diretamente com a PM, principalmente com punks. Pessoas carregam seqüelas
até hoje de bombas jogadas pela PM, das pancadas e torturas que sofreram,
e a ‘Frente...’ não fez nada a respeito, ou melhor fizeram: ficavam lá
agitando as alegorias partidárias.

Hoje, mais de 3 meses depois de se levantar a consigna “SE A TARIFA
AUMENTAR SÃO PAULO VAI PARAR” o aumento já está bem vivenciado no bolso do
trabalhador, do estudante, da dona de casa... de todos nós que somos
explorados pelo capitalismo selvagem, de todo proletariado! E não houve
nenhuma resposta que causasse impacto por que, como sempre, o movimento
que era para ser autônomo foi aparelhado pelos partidos políticos e suas
centrais sindicais pelegas ligadas ao Estado – que mais uma vez usaram a
classe trabalhadora como massa de manobra. E o que os grandes sindicatos
fizeram pela classe trabalhadora? O que a CUT, o CONLUTAS ou a FARSA
SINDICAL fizeram? Saíram festejando o Salário Mínimo de R$ 380,00(!)
Quando todos sabem que o Salário Mínimo constitucional deveria ser de R$
1750,00!!!

Não podemos cair na mão dos traidores da classe trabalhadora mais uma vez!
Eles querem o seu voto para se perpetuar no poder e defender o lado deles,
por que comem na mão do Estado e não defendem os direitos da classe
trabalhadora.

Trabalhador, só nossa organização autônoma a partir dos locais d trabalho
e de moradia, sem a interferência dos partidos , dos patrões e do Estado
podem garantir a defesa efetiva dos interesses da classe trabalhadora.
Formemos Comitês de Luta Contra a Carestia da Vida que assumam um
compromisso de serem comitês de solidariedade e apoio-mútuo aos que
aceitarem um base de acordo mínima, que inclua o apartidarismo, o poder
nas mãos das assembléias locais, a ação direta como método e o federalismo
como forma de organização geral. Avante trabalhadores na luta autônoma e
classista pela Reativação do sindicalismo livre da Confederação Operária
Brasileira (COB-AIT): a luta continua!

Comitê Apartidário de Luta Contra a Carestia da Vida


FOSP - Federação Operária de São Paulo.
Filiada a:
COB - Confederação Operária Brasileira.
ACAT - Associação Continental Americana dos Trabalhadores.
AIT - Associação Internacional dos Trabalhadores.