A PLEBE nº 45/Maio 2006 A.C.A.T.
@ Órgão de Divulgação do SINDIVÁRIOS/Federação Operária de São Paulo (FOSP – Fundada em 1915) @ SEM PARTIDO NEM PATRÃO!
@ Ligada a Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.-I.W.A.)
*Caixa Postal: 1933/CEP: 01009-972/São Paulo-SP*(fospcobait@yahoo.co.uk)
MANIFESTO 1º DE MAIO PROLETÁRIO E LIBERTÁRIO
A data de 1º de Maio como dia de luta dos trabalhadores tem origem na luta pela Redução da Jornada de Trabalho para 8 hs/dia. Para o dia 1º de Maio de 1886 os trabalhadores de Chicago chamaram uma Greve Geral pelas 8 horas - na época a Jornada de Trabalho era de 15 horas diárias para homens, mulheres e crianças – sem assistência médica, aposentadoria, enfim: nenhum direito. A repressão patronal apela ao Estado que reprime violentamente uma manifestação dos trabalhadores na Praça Haymarket, levando a um enfrentamento entre os trabalhadores e a policia e a morte de mais de 100 trabalhadores. Nove trabalhadores são responsabilizados pela polícia e condenados a morte, sendo até hoje conhecidos como os “Mártires de Chicago”. Assim em 2006 estamos nas ruas para a 120ª Jornada de Protestos Proletários no 1º de Maio.
A hora não poderia ser mais oportuna, em face do mar de lama dos ‘ex-sindicalistas’ profissionais, ora no poder. Olhando as discussões do I Congresso Operário Brasileiro, completando 100 anos de sua realização, vemos como foram sábios ao tratarem de afastar todos os partidos políticos do seio da organização que eles iriam fundar. Assistindo hoje esses políticos profissionais encaminhando a política do Fundo Monetário Internacional (FMI), destruindo os direitos históricos conquistados pela luta, suor e sangue de humildes trabalhadores, que nós nunca esqueceremos!
E hoje nós mantemos sua luta, que é a luta da classe trabalhadora para acabar com esse sistema de desigualdades, exclusão, opressão e exploração. Ligados à luta internacional da classe trabalhadora contra a precarização do trabalho e a perda de direitos, que levou a revolta os trabalhadores franceses. Unidos, todos, pela Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), que iniciou essa luta em 1864. Não há nada para festejar: 1º de Maio é dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores!
100 ANOS DE LUTA CONTRA O TRABALHO SEM DIREITOS!
Era o ano de 1906, apenas 16 anos após a abolição da escravidão, e hoje, 100 anos após o primeiro Congresso Operário nacional, e da fundação da Confederação Operária Brasileira (COB), vemos o quanto as atuais centrais sindicais atreladas ao Estado, como a CUT/PT e FARÇA SINDICAL/PDT nada tem a ver com os interesses da classe trabalhadora.
A Confederação Operária Brasileira (COB) demonstrou, logo de cara, o real papel de um sindicato: o primeiro é de ser livre, autônomo e depois o caráter revolucionário. No início tivemos as greves de 1906 e 1907, que mais para frente seriam responsáveis pela greve de 1917 em São Paulo organizada pela FOSP (Federação Operaria de São Paulo) e em 1919, na Greve Geral que atingiu quase todo o país, culminando com a insurreição no Rio de Janeiro. Assim conquistamos nossos direitos!
Ao logo do tempo esta história foi propositadamente esquecida, pois isso iria destruir o mito do modo organizacional dos sindicatos controlados pelo Estado e claro pelos partidos políticos, que transformaram os sindicatos em organizações pelegas, usados como trampolim eleitoral para candidatos, como aconteceu com o Presidente LULA/PT, usando dos recursos do IMPOSTO SINDICAL e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para bancar as campanhas dos partidos e, por fim, dividir a classe trabalhadora.
Nestes últimos 20 anos temos rearticulado, grupos e indivíduos para juntos reativarmos a COB, Confederação Operaria Brasileira, porque entendemos que o verdadeiro papel do sindicato é ser livre, horizontal e sem hierarquias, assembleário e revolucionário, baseado na ação direta, no federalismo e na solidariedade de classe.
Afirmamos que todas as centrais sindicais baseadas em sindicatos controlados pelo Estado fazem parte do jogo da burguesia, lutando para ter o poder, manter seus partidos e candidatos no poder enquanto a classe trabalhadora está dividida e jogada as traças, desorganizada. Nós negamos esse tipo de sindicato e lançamos a Campanha de Desfiliação dos Sindicatos Atrelados ao Estado e de filiação a Confederação Operária Brasileira (COB), para juntos organizarmos a luta da classe trabalhadora a partir de nossos locais de trabalho e moradia.
A história de lutas da classe trabalhadora, a nossa história não pode ser esquecida nem posta em museus como se nós estivéssemos mortos! Chega de sermos dominados e enganados pelos sindicatos oficiais, que fazem o jogo dos partidos. Temos uma condição de vida muito difícil e somos perseguidos pelo fantasma do desemprego, por isso defendemos a Redução da Jornada de Trabalho para 30 horas semanais- 6 hs/dia sem redução de salário, trabalharmos menos para trabalharmos todos! Organizamos Comitês de Luta Contra a Carestia da Vida e o Arrocho Salarial, mas sem partidos políticos, defendemos o VOTO NULO: chega de sustentar parasitas!
Não queremos as grandes festa sindicais que são bancadas com o Imposto Sindical, que as pessoas pensam que é de grátis mas na verdade é o dinheiro de impostos que só servem para manter o trabalhador como palhaço. Também não aceitaremos que nosso dinheiro banque as campanhas dos políticos profissionais e seus partidos - que nada fazem por nós! Se ninguém trabalha por você que ninguém decida por você!
Vamos defender todas as lutas dos trabalhadores em todo o mundo visto que a classe trabalhadora é a mesma em todos os países e a nossa solidariedade não reconhece fronteiras, pois somos internacionalistas e , ligados a ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES (AIT).
LONDA VIDA À FEDERAÇÃO OPERÁRIA DE SÃO PAULO (FOSP/COB-AIT)!
PELA GREVE GERAL E PELA REVOLUÇÃO SOCIAL!
CONTRA A GLOBALIZAÇÃO CAPITALISTA, INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO!
POR UM SINDICATO DE TRABALHADORES NÃO DE PATRÕES!
O que é a COB-AIT e o que queremos.
O movimento pela Reativação da Confederação Operária Brasileira (COB-AIT) é uma organização de trabalhadores inspirados nos exemplos de luta e determinação dos fundadores da COB em 1906. Nossa forma de organização é assembleária, todas as nossas decisões são tiradas em reuniões abertas aos ativistas e militantes. Não temos dirigentes, nem líderes, as pessoas participam voluntariamente de comissões de trabalho tiradas nas assembléias/reuniões, e assim encaminhamos nossas atividades.
Dentro desse mesmo espírito nos organizamos na AIT e, em todo o mundo propagamos o crescimento de Seções Sindicais autônomas frente ao Estado, aos patrões, as igrejas e aos partidos políticos, como a única forma de organização dos trabalhadores.
Para constituir uma Seção não é preciso uma eleição, basta ser convocada um assembléia com @s filiad@s daquela Seção. A assembléia então aponta um(a)(s) porta-voz para ser o delegado sindical da Seção. Essa indicação não atribui privilégios ao(s) indicad@s, se mantendo em condição igual a dos outros trabalhadores, unicamente com a tarefa de transmitir as decisões tomadas pela assembléia da Seção Sindical, e ainda assim são destituíveis a qualquer momento pela assembléia.
Por isso também somos contra os sindicatos atrelados ao Estado e aos partidos, pois são eles que determinam os problemas dos trabalhadores, transformando as assembléias em circo.
Defendemos a AUTOGESTÃO, que é a administração direta pelos trabalhadores. A COB-AIT não quer e não aceita a intervenção nem do Estado, nem da empresa. Essa independência econômica nos dá ampla liberdade de ação.
Praticamos a SOLIDARIEDADE e o apoio-mútuo entre trabalhadore/as de distintos ramos profissionais, independente de fronteiras locais ou nacionais, por entendermos que a SOLIDARIEDADE é a arma mais poderosa, aumentando a força da classe trabalhadora para defender nossos direitos imediatos e uma sociedade igualitária e livre num futuro próximo.
Isso é anarcosindicalismo, organização e prática histórica do anarkismo e o eixo da liberdade onde cabem todos os trablahador@s.
Filie-se ao SINDIVÁRIOS-FOSPCOB-ACAT/AIT!
LONGA VIDA À COB-AIT!