PRESO O CÍCERO DO MCC/RO
01:29 @ 09/11/2007
Cicero que fora condenado pelo massacre da fazenda Santa Elina,em 1995/96, de Corumbiara, Rondonia, foi detido no dia ontem pela Policia Federal e levado para a prisão de Urso Branco, a mesma prisão condenada pela OEA. Os integrantes do MCC temem pela vida do Cicero, estamos tentando contato com a corte inter-americana de direitos humanos, mas não temos resposta ainda.
Tememos também pelo camarada Claudemir, que está foragido e que poderá ser preso logo, não temos contato com Rondonia já faz alguns dias, mas sabemos que a situação é tensa.
Mais informações que chegarem swerão repassadas.
Comitê Nacional de Solidariedade ao MCC/RO
Comitê de Solidariedade e Auto-Defesa Antifascista Ativa
Liberdade para Cicero e Claudemir!
Paz entre nós guerra aos Senhores!
SOLIDARIEDADE É UMA ARMA QUENTE!
Comentários
(17:48 @ 17/11/2007) mcc disse:
CARTA A SOCIEDADE... VITIMAS SOFREM INJUSTIÇA. Cicero Pereira Leite Neto sobrevivente do massacre de Corumbiara-Ro foi preso em 25/10/07 injustamente. Claudemir Gilberto Ramos, encontra-se foragido, por temer a morte na prisão e não querer pagar por um crime que não cometeu, assim como o companheiro Cicero. Foi decretado a prisão de Claudemir e Cicero em 16/07/07, como se não bastasse a chacina do inescrupuloso, hediondo massacre de Corumbiara, comandado por fazendeiro da região e seus capangas jagunços fardados com farda da Policia Militar. Também visto e reconhecido, no comando das torturas humilhações do massacre, o fazendeiro Antenor Duarte do Vale e seu capataz José Paulo, no exercício do latifúndio, ambos nem constam nos autos do processo. Porque? Será que a justiça não possui aparato de informações? Ou prevalece ironicamente o privilégio para fortes e condenação para inocentes? Assim como expõe uma carta aberta a sociedades dos filhos do companheiro Cicero, Cadê a justiça? Muitos criminosos são libertados ainda na delegacia, sem sofrerem processos por falta de provas, não se pode prenderem um homem , um ser humano, sem que se produzam provas contra ele, é um direto que se assegura a qualquer pessoa. E quando aconteceu exatamente ao inverso? Quando um homem, um pai de família é preso, e acusado e é julgado sem que se tenham provas contra ele, pior ainda, quando ele é condenado e tem sua liberdade privada por um crime que não cometeu.Hoje depois de tanta luta pela transformação sicial tão sonhada,a liberdade, afastou-se dos companheiro Cicero e Claudemir, que perecem sem acesso ao resultado da luta de ambos.Sabe companheiros ainda para a justiça de hoje, somos todos criminosos, como éramos classificados pelas paginas de políticas, reformistas e conservadoras, e por que fomos arrojados contra aqueles , que num passado recente, tentavam-nos sucumbir em nome da ordem, não acreditando, que seriamos capazes de contribuir com esta realidade atual...( que realidade hein?) Somos criminosos por que lutamos. , porem a mesma luta lhe custa agora a reclusa. Ora companheiro desafiar o latifúndio do trabalho escravo, dos abusos dos coronéis, e assim como vocês , somos milhões de criminosos, que ainda sonhamos com a transformação social para nossa gente. Imaginemos o que seria de vocês presos, naquele tempo que não haviam Deputados Estaduais e federais, que não haviam Senadores, Ministros da Justiça e até mesmo Presidente da Republica , eleitos pelos trabalhadores?É camaradas, naqueles lindos tempos, vocês militavam vestidos com camisetas de movimentos sociais e do pt, hoje os militantes são chiques, por isso usam roupas de griffes, não dividem marmitas, nem dormem em bancos de entidades, tudo agora é mais fácil.Ironia do destino é saber que lutaram e coloram suas vidas em risco, pelos sem terras. Agora injustamente pagam por um pena, e os latifúndios crescendo. E a justiça servido ao capitalismo, os abusos da elite, cada vez mais acentuados e nossos políticos, cada vez mais distantes da historia e da realidade do povo. Parte de um sentimento expressado pelo cidadão Ouropretense Ciro Andrade enfim através desta pedimos apoio a sociedade, mandando fax, e-mail, telegramas, abaixo assinados, pela revisão do processo, e liberdade dos companheiros, Claudemir Gilberto Ramos e Cicero Pereira Leite Neto. Para os seguintes órgãos: Tribunal de justiça de Rondônia e também para o Supremo Tribunal Federal em Brasília.ass, MCC.
(16:24 @ 20/11/2007) na luta por justiça disse:
(18:14 @ 17/11/2007) eu disse: Corumbiara O Movimento Camponês Corumbiara – MCC, de Rondônia, denuncia que foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a decisão que condena dois trabalhadores sem-terra, Claudemir Gilberto Ramos e Cícero Pereira Leite Neto. Eles foram culpados pelo massacre de Corumbiara, mas na verdade são sobreviventes. Contra essas condenações, é necessário enviar nota de protesto para o Superior Tribunal de Justiça, SAFS-Quadra 06-lote 01, Cep: 70095-900, Brasília-DF, Tel - Fax (61) 319-8194-3198195. (18:19 @ 17/11/2007) mcc disse: 17:45 @ 17/11/2007 CARTA A SOCIEDADE... VITIMAS SOFREM INJUSTIÇA. Cicero Pereira Leite Neto sobrevivente do massacre de Corumbiara-Ro foi preso em 25/10/07 injustamente. Claudemir Gilberto Ramos, encontra-se foragido, por temer a morte na prisão e não querer pagar por um crime que não cometeu, assim como o companheiro Cicero. Foi decretado a prisão de Claudemir e Cicero em 16/07/07, como se não bastasse a chacina do inescrupuloso, hediondo massacre de Corumbiara, comandado por fazendeiro da região e seus capangas jagunços fardados com farda da Policia Militar. Também visto e reconhecido, no comando das torturas humilhações do massacre, o fazendeiro Antenor Duarte do Vale e seu capataz José Paulo, no exercício do latifúndio, ambos nem constam nos autos do processo. Porque? Será que a justiça não possui aparato de informações? Ou prevalece ironicamente o privilégio para fortes e condenação para inocentes? Assim como expõe uma carta aberta a sociedades dos filhos do companheiro Cicero, Cadê a justiça? Muitos criminosos são libertados ainda na delegacia, sem sofrerem processos por falta de provas, não se pode prenderem um homem , um ser humano, sem que se produzam provas contra ele, é um direto que se assegura a qualquer pessoa. E quando aconteceu exatamente ao inverso? Quando um homem, um pai de família é preso, e acusado e é julgado sem que se tenham provas contra ele, pior ainda, quando ele é condenado e tem sua liberdade privada por um crime que não cometeu.Hoje depois de tanta luta pela transformação sicial tão sonhada,a liberdade, afastou-se dos companheiro Cicero e Claudemir, que perecem sem acesso ao resultado da luta de ambos.Sabe companheiros ainda para a justiça de hoje, somos todos criminosos, como éramos classificados pelas paginas de políticas, reformistas e conservadoras, e por que fomos arrojados contra aqueles , que num passado recente, tentavam-nos sucumbir em nome da ordem, não acreditando, que seriamos capazes de contribuir com esta realidade atual...( que realidade hein?) Somos criminosos por que lutamos. , porem a mesma luta lhe custa agora a reclusa. Ora companheiro desafiar o latifúndio do trabalho escravo, dos abusos dos coronéis, e assim como vocês , somos milhões de criminosos, que ainda sonhamos com a transformação social para nossa gente. Imaginemos o que seria de vocês presos, naquele tempo que não haviam Deputados Estaduais e federais, que não haviam Senadores, Ministros da Justiça e até mesmo Presidente da Republica , eleitos pelos trabalhadores?É camaradas, naqueles lindos tempos, vocês militavam vestidos com camisetas de movimentos sociais e do pt, hoje os militantes são chiques, por isso usam roupas de griffes, não dividem marmitas, nem dormem em bancos de entidades, tudo agora é mais fácil.Ironia do destino é saber que lutaram e coloram suas vidas em risco, pelos sem terras. Agora injustamente pagam por um pena, e os latifúndios crescendo. E a justiça servido ao capitalismo, os abusos da elite, cada vez mais acentuados e nossos políticos, cada vez mais distantes da historia e da realidade do povo. Parte de um sentimento expressado pelo cidadão Ouropretense Ciro Andrade enfim através desta pedimos apoio a sociedade, mandando fax, e-mail, telegramas, abaixo assinados, pela revisão do processo, e liberdade dos companheiros, Claudemir Gilberto Ramos e Cicero Pereira Leite Neto. Para os seguintes órgãos: Tribunal de justiça de Rondônia e também para o Supremo Tribunal Federal em Brasília.ass, MCC. (12:27 @ 18/11/2007) elina disse: claudemir e cícero são inocentes. estao sendo procesados por um crime que não cometeram.justiça no mundo ,viva mcc; movimento campones de corumbiara. (21:47 @ 19/11/2007) mrm disse: Eu tenho o orkut chamado mrm movimento da revolução mundial eu comento sobre politica com as pessoas no meu orkut tenho a bandeira do movimento capones curubiara ,agcredito na luta de vocês ,espero qualquer dia conhecer pessoalmente o movimento . (21:49 @ 19/11/2007) mrm disse: Eu sou contra a prisão do cicero e do mandato de prisão de claudemiro (21:55 @ 19/11/2007) revolucionario disse: morte ao capitalismo e vida aos camponeses,prisão de cicero e claudemir é injusta pois a organisação do movimento e combativa e a justiça não gosta ,pois são afavor do capitalismo! (22:32 @ 19/11/2007) eu disse: liberdade a claudemir e cicero viva o mcc Visite o grupo sindicalista.2001@grupos.com.br sindicalista.2001@grupos.com.br
(17:15 @ 20/11/2007) julio olivar disse:
Todos foram torturados e teriam sido obrigados até a comer o cérebro de alguns dos abatidos. A história nos reporta aos anos de escravidão negra no Brasil. Capitães do mato e milícias armadas pelos fazendeiros engendravam operações de guerra para destruir quilombos. Costumavam cortar a orelha dos mortos para provar tê-los vencido. O Estado opressor premiava os “vencedores” destas batalhas decorrentes do direito à propriedade. Mesmo argumento usado no caso de Santa Elina, até hoje improdutiva e, supostamente, um cemitério de dezenas de homens e mulheres que ousaram sonhar com um pedaço de chão não para serem sepultados, mas para produzir, viver, ser feliz. No dia 2 de abril de 2005, perto de uma década do episódio, estive na área do confronto. Conversando com alguns sobreviventes do Massacre, ainda debilitados psicologicamente e outros com marcas de tiro pelo corpo, tive a certeza da inoperância do Estado com relação à reforma agrária e aos direitos humanos na região. Os verdadeiros responsáveis pelas atrocidades, mortes e torturas continuam livres e espalhando medo. No local onde ocorreu o massacre, encontrei vários vestígios do antigo acampamento destruído pela polícia e jagunços: embalagens de medicamentos da “farmacinha” dos sem-terra, artefatos de ferro e carcaças de bicicletas que pertenciam aos trabalhadores. São cicatrizes de uma história triste. Acompanhou-me ao local vários amigos de Corumbiara, inclusive o então presidente da Câmara, João Ribeiro (PT), cujo irmão, ex-vereador Nelinho, foi morto em dezembro daquele 1995 por denunciar crimes cometidos por latifundiários da região. Um sobrevivente das torturas feitas pela polícia nos serviu de guia. Foi ele quem me mostrou onde funcionava a cozinha, a farmácia, o barracão central do acampamento que funcionou por apenas 24 dias e foi desfeito à bala paga pelo Estado e pelos especuladores de terra que se dizem fazendeiros, agindo até em reservas indígenas. O município de Corumbiara é marcado, há décadas, pelos genocídios e torturas de índios e lavradores. Há um clima de revolta entre os cidadãos mais conscientes. Vários muros estão pichados com frases que evocam o líder revolucionário chinês Mao Tsetsung e o desejo de uma Guerra Popular. Mesmo que no campo da utopia. E que ela venha, se for o caso, já que o Estado, por sua conta, é incapaz de determinar pelo menos que se localizem as ossadas dos trabalhadores sacrificados a mando dos capitalistas selvagens. (*) Júlio Olivar é escritor, membro da Academia Vilhenense de Letras, editor do jornal Folha do Sul, em Vilhena (RO) e Vice-Presidente do Partido Comunista do Brasil em Rondônia.