Grupos

A vida acontece em grupos.

PARA NÃO DEIXAR ESQUECER!

 

Trazemos a luz dos dias do século XXI a história esquecida

pela esquerda brasileira, traída pelo PT desde 1996 e que levou

ao rompimento do Movimento Campones Corumbiara com o

MST, atravé de um filme (parte 1 e parte 2), muito significativo

sobre o massacre de Corumbiara. São fimes de curta-metragem

dirigidos por Georges Bourdoukan. 

 

Para melhor compreensão dos que não conhecem os fatos publicamos um texto da professora Helena Angélica de

Mesquita, Professora do Curso de Geografia da UFG/Campus

de Catalão, parte de sua tese de doutorado.

 

Vendo o filme e o texto, fica claro o caracter perverso do sistema

que, ao se apropriar dos meios de produção (infra estrutura),

apropria-se da mão-de-obra e do "exército de reserva" para manter

seus lucros e a propriedade parasitária em detrimento de toda a

sociedade. Ao controlar os meios de priodução, controla por

conseqüência o Estado, fabricam leis em sua defesa, mantém

exércitos e polícias e o judiciário, os meios de comunicação e até

o pensamento religioso, para submeter toda a sociedade...

acreditando nas suas "verdades."

 

Enfim, criam nas "cabeças" o preconceito contra os proletários,

os despossuidos e os pobres.

 

O Massacre de Corumbiara

 

Massacre de Corumbiara - parte 1

Massacre de Corumbiara - parte 2

 

CORUMBIARA: O MASSACRE DOS CAMPONESES.

RONDÔNIA/BRASIL 1995

Helena Angélica de Mesquita
Professora do Curso de Geografia da UFG/Campus de Catalão


Corumbiara: o massacre dos camponeses.

Rondônia/Brasil 1995 (Resumen)

O massacre de Corumbiara mostra que o conflito na fazenda Santa Elina tem                          as mesmas características de milhares de conflitos por terra que aconteceram                           e acontecem no Brasil, e que o massacre de Corumbiara tem a mesma gênese                        de tantos outros massacres acontecidos contra camponeses, posseiros e índios                          ao longo de quinhentos anos de luta pelo acesso e posse à terra, evidenciando                      que o país ainda não resolveu sua questão agrária.

No dia 14 de julho de 1995, centenas de famílias ocuparam uma pequena parte                     da fazenda Santa Elina no município de Corumbiara (Rondônia), e na madrugada                   do dia 9 de agosto aconteceu o massacre de Corumbiara. Os camponeses que               viveram vinte e cinco dias de esperança da terra prometida, de repente, abismaram                  -se num inferno dantesco, onde homens foram executados sumariamente, mulheres               foram usadas como escudos humanos por policiais e por jagunços; pessoas foram                   torturados por longas horas e o acampamento foi destruído e incendiado.

Na apuração dos fatos, nos processos judiciais e no júri, ficou evidenciado que os           camponeses é que pagaram muito caro por terem sonhado com o acesso à terra e                por terem ido à luta para concretizar aquele sonho, que, afinal, é o sonho de milhares                 de sem terra. Ninguém foi responsabilizado pelas torturas que aquelas pessoas sofreram, os órfãos e as viúvas estão desamparadas, existe gente desaparecida até hoje e muitos trabalhadores estão debilitados física e emocionalmente, por sequelas causadas pelos maus tratos recebidos durante a desocupação da fazenda Santa Elina.

Palavras chaves : massacre, conflito, camponês, sem terra, Corumbiara.


Corumbiara: the peasant’s massacre. Rondonia / Brazil) 1995 (Abstract)

The Corumbiara’s massacre and shows that the conflict in Santa Elina farm has the same caracteristics of thousands of conflicts for land that happened and happen in Brazil; and that the Corumbiara’s massacre happened against peasants, possessors and indians during the five hundred years of fighting for the possession and access of the land, showing that the country haven’t solve these land questions yet.

In 1995, on July 14th, hundred of families occuped a small part of the Santa Elina farm in the borough of Corumbiara and in the earliness of August 9th, the Corumbiara’s massacre happened. The peasants lived twenty-five days of hope for the promissed land, sudden they stun in na anuful hell, where men were briefly executed, women were used as human shields by policemen and gun man; people were tortured for long hours and the camps was destroyed and afice.

In the examination of the facts, in the judicial processes and in the jury what was showed is that the peasants payed very expensive for having dreamed with the access of the land and for having gone to the figth for materializing that dream, after all, this is the dream of the thousands of landless. Nobody was blamed for the torture that those people suffered, the orphans and the widows are abandoned, there are people disappeared and many workers are phisic and emotionally debilitaded by residue caused because of bad treats received during the disocupation of Santa Elina farm.

Key-words: massacre, conflict, peasants, landless, Corumbiara.

Comentários