BAKUNIN VIVE: 199 ANOS DE NASCIMENTO
22:56 @ 24/05/2013
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Blog do grupo sindivariosspfospcobacatait@grupos.com.br
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ESTATUTOS DA
ASSOCIAÇÃO
INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES (AIT-IWA)

I
– Introdução
A
luta secular entre explorados e exploradores adquiriu uma amplitude ameaçadora.
O Capital, omnipotente, levanta novamente a sua cabeça monstruosa. Apesar das
lutas intestinas que dilaceram a burguesia e o capitalismo cosmopolitas, estes
encontram-se, atualmente, em magníficas condições de relacionamento, as quais
lhes hão-se permitir lançarem-se com uma maior unidade e uma maior força sobre
o proletariado, a fim de o submeterem ao carro triunfante do Capital.
O
capitalismo organiza-se, e, da situação de defesa em que se encontrava,
lança-se agora numa ofensiva, em todas as frentes, sobre a classe trabalhadora.
Esta ofensiva tem a sua origem profunda em causas bem concretas: na confusão de
ideias e princípios que existe nas fileiras do movimento operário, na falta de
clareza e de coesão acerca das finalidades atuais e futuras da classe operária,
e na divisão em inumeráveis sectores; numa palavra, na debilidade e na desorganização
do movimento operário.
Contra
este ataque cerrado e internacional de toda a espécie de exploradores, apenas
um procedimento é possível: a imediata organização da classe proletária num
organismo de luta que acolha no seu seio todos os trabalhadores revolucionários
de todos os países, constituindo assim um bloco granítico contra o qual
chocarão todas as manobras capitalistas, as quais, por fim, acabarão por ser
esmagadas pela própria força do seu enorme peso.
Este
movimento de emancipação não pode aceitar as linhas de conduta indicadas pelas
tendências do movimento dos trabalhadores que aspiram à harmonia entre o
capital e o trabalho, desejando uma paz internacional com o capitalismo e
incorporando-se no Estado burguês. Tão pouco pode aceitar as tendências que
propagam os princípios da ditadura do proletariado, contrários à finalidade da
maior liberdade possível e do bem-estar para todos, pois é este o objectivo de
todos os trabalhadores conscientes.
Contra
a ofensiva do Capital e contra os políticos de todas as espécies, os
trabalhadores revolucionários do mundo inteiro devem pôr de pé uma verdadeira
Associação Internacional dos Trabalhadores, na qual cada membro esteja
consciente de que a emancipação da classe trabalhadora não será possível enquanto
os próprios trabalhadores não consigam, na sua qualidade de produtores, e
através das suas organizações económicas, prepararem-se para a tomada de posse
das terras e das fábricas e tornarem-se capazes de administrá-las em comum, de
modo a estarem em condições de poder continuar a produção e assegurar toda a
vida social.
Com
esta perspectiva e esta finalidade diante de nós, o nosso dever de
trabalhadores consiste em participarmos em todas as ações que impliquem objetivos
de transformação social, sempre com a intenção de nos aproximarmos da
realização dos nossos próprios fins; fazendo sentir, nessa participação, o peso
da nossa própria força, esforçando-nos por fornecer ao nosso movimento, para a
propaganda e a organização, os meios necessários que lhe permitam substituir-se
aos seus adversários. De igual modo, em todas as situações em que tal seja
possível, há que pôr em prática o nosso sistema a título de modelo e de
exemplo, devendo as nossas organizações, dentro das suas possibilidades,
exercer a máxima influência possível sobre as outras tendências, com o fim de
incorporá-las na nossa própria acção, isto é, na luta comum contra todos os
adversários estatais e capitalistas, não deixando de ter sempre em conta as
circunstâncias de lugar e de tempo, mas conservando, no entanto, os objetivos
do movimento emancipador dos trabalhadores.
II – Os princípios do sindicalismo
revolucionário
1.
O sindicalismo revolucionário, baseando-se na luta de classes, tende para a
união de todos os trabalhadores através de organizações económicas e de combate
que lutem pela sua libertação do duplo jugo do Capital e do Estado. A sua
finalidade consiste na reorganização da vida social, com base no Comunismo
Libertário e mediante a própria ação revolucionária da classe trabalhadora.
Considerando que apenas as organizações económicas do proletariado são capazes
de alcançar este objetivo, o sindicalismo revolucionário dirige-se aos
trabalhadores, na sua qualidade de produtores e de criadores de riquezas
sociais, para neles germinar e se desenvolver, opondo-se, assim, aos modernos
partidos operários, os quais considera sem capacidade para uma reorganização
económica da sociedade.
2.
O sindicalismo revolucionário é inimigo irreconciliável de todo o monopólio
económico e social, e tende para a sua abolição através da implantação de
comunas económicas e de órgãos administrativos geridos pelos trabalhadores dos
campos e das fábricas, formando um sistema de conselhos livres, sem estarem
subordinados nem a qualquer tipo de poder nem a qualquer partido político. O
sindicalismo revolucionário ergue, contra a política do Estado e dos partidos,
a organização económica do trabalho, e ao governo do homem pelo homem opõe a
gestão administrativa das coisas. Por conseguinte, não é sua finalidade a conquista
dos poderes políticos, mas sim a abolição de toda a função estatal na vida da
sociedade. O sindicalismo revolucionário considera que, com o desaparecimento
do monopólio da propriedade, deve também desaparecer o monopólio da dominação,
e que toda a forma de Estado, tenha ela a cor que tiver, nunca poderá ser um
instrumento de libertação humana, antes pelo contrário, sempre será criador de
novos monopólios e de novos privilégios.
3.
O sindicalismo revolucionário tem uma dupla função a cumprir: por um lado,
prosseguir a luta revolucionária quotidiana, cujo objetivo é o de melhorar as
condições económicas, sociais e intelectuais da classe trabalhadora, dentro dos
limites da sociedade atual; por outro lado, a de educar as massas, tornando-as
capazes tanto de uma gestão independente no processo de produção e de
distribuição, como de uma tomada de posse de todos os elementos da vida social.
O sindicalismo revolucionário não aceito que a organização de um sistema social
totalmente apoiado no produtor possa ser regulamentada por uns meros decretos
governamentais; afirma, sim, que essa organização apenas poderá ser realizada
através da ação comum de todos os trabalhadores, manuais e intelectuais, em
cada ramo de indústria, através de uma gestão feita pelos próprios
trabalhadores nos locais de trabalho, de modo a que cada agrupamento (fábrica
ou ramo de indústria) seja um membro autónomo dentro do organismo económico
geral, organizando a produção e a distribuição segundo um plano determinado por
meio de acordos mútuos que tenham em vista os interesses da comunidade.
4.
O sindicalismo revolucionário opõe-se a todas as tendências de organização
inspiradas no centralismo do Estado e da Igreja, uma vez que apenas servem para
prolongar a própria vida do Estado e da autoridade e para sufocar
sistematicamente o espírito de iniciativa e de independência de pensamento. O
centralismo é a organização artificial que submete os chamados órgãos de base
aos chamados órgãos de cúpula, colocando nas mãos de uma minoria a
regulamentação de assuntos que dizem respeito a toda a comunidade e
transformando o indivíduo num autómato cujos gestos e movimentos são dirigidos.
Na organização centralista, os valores da sociedade são submetidos aos
interesses de apenas alguns, a variedade é substituída pela uniformidade, a
responsabilidade pessoal por uma disciplina unânime. É por esta razão que o
sindicalismo revolucionário assenta a sua concepção social numa ampla
organização federalista, isto é, numa organização construída de baixo para
cima, na união de todas as forças a partir de ideias e de interesses comuns.
5.
O sindicalismo revolucionário recusa toda a atividade parlamentar e toda a
colaboração com os órgãos legislativos, pois entende que nem mesmo o mais livre
sufrágio poderá eliminar as evidentes contradições existentes no seio da
sociedade atual e que o sistema parlamentar apenas tem um único objetivo: o de
dar uma aparência de direito ao reino da mentira e das injustiças sociais.
6.
O sindicalismo revolucionário recusa todas as fronteiras políticas e nacionais,
arbitrariamente criadas, e declara que o chamado nacionalismo não passa da
religião do Estado moderno, por detrás da qual se encobrem os interesses
materiais das classes possidentes. O sindicalismo revolucionário não reconhece
outras diferenças senão as de carácter económico, regionais ou nacionais, e
reclama para todo o agrupamento humano o direito a uma autodeterminação
acordada, solidariamente, entre todas as outras associações do mesmo género.
7.
É por idênticas razões que o sindicalismo revolucionário combate o militarismo
e a guerra. O sindicalismo revolucionário recomenda a propaganda contra a
guerra e a substituição dos exércitos permanentes, que são os instrumentos da contrarrevolução
ao serviço do capitalismo, por milícias operárias, as quais, durante a
revolução, serão controladas pelos sindicatos operários; e exige, para, além
disso, o boicote e o embargo de todas as matérias-primas e produtos necessários
para a guerra, excetuando casos em que se trate de um país onde os
trabalhadores estejam a fazer uma revolução de tipo social, já que, em tal
situação, há que ajudá-los na defesa dessa revolução. Por último, o
sindicalismo revolucionário recomenda também a greve geral preventiva e
revolucionária como meio de ação contra a guerra e o militarismo.
8.
O sindicalismo revolucionário reconhece a necessidade de organizar a produção
de forma a não causar danos ao meio ambiente, reduzindo ao mínimo a utilização
de recursos não renováveis, utilizando, sempre que possíveis alternativas
renováveis. O sindicalismo revolucionário identifica a procura do lucro, e não
a ignorância, como a causa da atual crise do meio ambiente. A produção
capitalista, para sobreviver, procura sempre conseguir lucros cada vez mais
elevados, através da minimização dos custos, sendo incapaz de proteger o meio
ambiente. Concretamente, a crise mundial da dívida externa acelerou a tendência
para a produção agrícola comercial, em detrimento da agricultura de
subsistência, o que provocou a destruição das selvas tropicais, a fome, as
doenças. A luta para salvar o nosso planeta e a luta pela destruição do
capitalismo ou são conjuntas ou fracassarão ambas.
9.
O sindicalismo revolucionário afirma-se partidário da ação direta, e sustém e
impulsiona todas as lutas que não estejam em contradição com as suas próprias
finalidades. Os seus métodos de luta são: a greve, o boicote, a sabotagem, etc.
A ação direta encontra a sua mais profunda expressão na greve geral, a qual
deve igualmente ser, do ponto de vista do sindicalismo revolucionário, o
prelúdio da revolução social.
10.
Inimigo de toda a violência organizada, seja por que tipo de governo for, o
sindicalismo revolucionário tem em conta que, durante as lutas decisivas entre
o capitalismo de hoje e o comunismo livre de amanhã, se produzirão
violentíssimos confrontos. Por conseguinte, aceita a violência que se possa
usar como meio de defesa contra os métodos violentos que as classes dominantes hão-se
pôr em prática, quando o povo revolucionário lutar pela expropriação das terras
e dos meios de produção. Como esta expropriação só poderá ser iniciada e levada
a cabo através da intervenção direta das organizações económicas
revolucionárias dos trabalhadores, a defesa da revolução deve igualmente
encontrar-se nas mãos dos organismos económicos e não nas mãos de uma
organização militar, ou semelhante, que se desenvolva à margem deles.
11.
É unicamente nas organizações económicas e revolucionárias da classe
trabalhadora que se encontra a força capaz de realizar a sua libertação e a
energia criadora necessária para a reorganização da sociedade com base no
comunismo libertário.
III – Nome da organização internacional
A
união internacional de luta e de solidariedade que une as organizações
sindicalistas revolucionárias do mundo inteiro chama-se Associação
Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.).
IV – Fins e Objetivos da A.I.T.-I.W.A.
A
A.I.T. tem os seguintes objetivos:
a)
Organizar e apoiar a luta revolucionária em todos os países, com o fim de
destruir definitivamente os regimes políticos e económicos atuais e estabelecer
o Comunismo Libertário.
b)
Dar às organizações económicas sindicais uma base nacional e industrial; onde
isto já se verifique, fortalecer as que estejam decididas a lutar pela
destruição do capitalismo e do Estado.
c)
Impedir a infiltração de todo e qualquer partido político nas organizações
económicas sindicais e combater resolutamente qualquer propósito de dominação
dos sindicatos pelos partidos políticos.
d)
Estabelecer, (quando as circunstâncias o exijam e sobre um programa concreto
que não contradiga as alíneas a), b) e c) precedentes, alianças provisórias com
outras organizações proletárias, sindicais e revolucionárias, com o fim de
definir e levar a cabo ações internacionais comuns no interesse da classe
operária; essas alianças não devem nunca ser estabelecidas com partidos
políticos, ou seja, com organizações que aceitam o Estado como sistema de
organização social. O sindicalismo revolucionário recusa a colaboração de
classe caracterizada pela participação em comités organizados sob esquemas
organizativos estatais (por exemplo, a participação em comités de empresa);
recusa igualmente a aceitação de subvenções, a existência de profissionais do
sindicalismo e restantes práticas que possam desvirtuar o anarco-sindicalismo.
e)
Desmascarar e combater a violência arbitrária de todos os governos contra os
revolucionários afetos à causa da Revolução Social.
f)
Examinar todos os problemas respeitantes ao proletariado mundial, para
fortalecer e desenvolver, num país ou em vários, os movimentos que vão no
sentido da defesa dos direitos da classe operária ou de novas conquistas para
esta classe, ou da organização da própria revolução emancipadora.
g)
Organizar o apoio-mútuo no caso de grandes lutas económicas ou de lutas duras
contra os inimigos, declarados ou encobertos, da classe operária.
h)
Ajudar, moral e materialmente, os movimentos da classe operária que sejam
dirigidos, em cada país, pela organização económica nacional do proletariado.
A
Internacional só intervirá nos assuntos sindicais de um determinado país quando
a respectiva secção o peça ou quando esta se esquive ao cumprimento das diretivas
gerais da Internacional.
V – Condições de adesão
Podem
aderir à A.I.T.:
a)
Organizações sindicalistas revolucionárias nacionais que não pertençam a
nenhuma Internacional.
As
secções aderentes deverão ratificar os Princípios, Tácticas e Finalidades da
A.I.T. e enviar uma cópia dos seus próprios Estatutos e Princípios ao
Secretariado da A.I.T., que informará as secções sobre a proveniência do
contato ou contatos que conduziram ao pedido de adesão.
b)
Minorias de sindicalistas revolucionários organizados no seio de outras
organizações aderentes a outras internacionais sindicais.
c)
Organizações sindicais, profissionais ou industriais, independentes ou
integradas em organizações nacionais não filiadas na A.I.T., que aceitem os
Estatutos da A.I.T..
d)
Organizações de propaganda sindicalista revolucionária que aceitem os Estatutos
da A.I.T. e que desenvolvam o seu trabalho num país no qual não haja nenhuma
organização filiada na A.I.T..
e)
Sendo a A.I.T. composta unicamente por secções, legais ou ilegais, com ligações
diretas dentro dos respectivos países, grupos exilados só poderão ser
reconhecidos como secções da A.I.T. se puderem comprovar inequivocamente,
perante o Secretariado da A.I.T., que representam autenticamente organizações
que atuam e trabalham no interior dos respectivos países.
Em
qualquer caso, só poderá existir uma secção por país.
Os
comportamentos seguintes constituem motivo para perda de filiação na A.I.T.:
a)
Não cumprimento dos Princípios, Tácticas e Finalidades da A.I.T.
b)
Não pagamento das quotizações. Se uma Seção não pagar quotizações durante um
ano, o congresso deverá decidir sobre a sua perda de filiação.
c)
Não participação nas reuniões e congressos da Internacional e ausência de
resposta aos pedidos de contato por parte do Secretariado da A.I.T. ou das Seções,
sem que sejam dadas explicações.
VI – Dos congressos internacionais
Os
congressos internacionais da A.I.T. celebra-se, se possível, de dois em dois
anos.
O Secretariado, com suficiente antecedência, solicita às secções temas ou
sugestões para serem debatidos no congresso; compõe, seguidamente, a Ordem de
Trabalhos, que, juntamente com as moções que tenham sido apresentadas, enviará
a todas as secções da Internacional, seis meses antes do início do congresso.
As
decisões e acordos tomados pelos congressos internacionais são vinculativos
para todas as organizações aderentes, excepto quando estas, através de um
congresso nacional ou por referendo, rechacem os acordos do congresso
internacional.
Por
pedido de um mínimo de três organizações nacionais aderentes, um acordo
internacional pode ser revisto através de referendo geral dentro de todas as
secções.
Nos
congressos e referendos internacionais, cada central aderente tem um voto;
porém, as secções devem esforçar-se por alcançar a unanimidade, antes de
recorrerem ao método de votação para tomarem uma decisão.
VII – Transferência internacional
Cada
membro de uma organização filiada na A.I.T., que tenha as suas quotizações em
dia, mas que resida em país diferente daquele em que foi feita a sua filiação,
deverá, no prazo máximo de um mês após a sua chegada a esse país, efetuar a sua
transferência para a organização correspondente da respectiva organização
nacional filiada na A.I.T.. Esta transferência será aprovada pela referida
organização nacional, sem qualquer pagamento inicial.
Se
se tratar de um exílio maciço forçado, a transferência é voluntária no caso de
pertença a uma organização exilada reconhecida pela A.I.T..
VIII – O Secretariado
Para
coordenar as atividades internacionais da A.I.T., para obter e organizar uma
informação exata sobre a propaganda e a luta em todos os países, para levar a
cabo, da melhor maneira, as resoluções dos congressos internacionais e para
cuidar de todo o trabalho da A.I.T., é eleito um Secretariado, composto por
pelo menos três pessoas, residentes na localidade onde a A.I.T. decida fixar a
sua sede.
O
congresso determinará a localidade onde o Secretariado ficará sediado. Se tal
não for possível, esta decisão será tomada através de referendo. Cada congresso
apreciará um informe escrito, apresentado previamente pelo Secretariado, sobre
as atividades desenvolvidas por este. Esse informe deverá ser remetido às
secções com suficiente antecedência, de modo a que estas tenham conhecimento do
mesmo antes da celebração do congresso. Na mesma altura, o Secretariado enviará
igualmente um informe administrativo e financeiro. O congresso nomeia uma
comissão que, durante o mesmo, fará a revisão das contas apresentadas e o seu
controle definitivo.
IX – As Finanças
Para
que a A.I.T. possa desenvolver e fortalecer as suas atividades internacionais e
dar uma base sólida à sua propaganda escrita; para que possa editar
regularmente as suas publicações periódicas; para que possa participar em todas
as manifestações da vida do sindicalismo revolucionário nos diferentes países;
para que seja capaz de fortalecer as ideias do sindicalismo revolucionário nos
países onde as nossas ideias e tácticas são pouco conhecidas; finalmente, para
que a A.I.T. esteja em condições de dar resposta satisfatória e imediata aos
apelos de solidariedade que possam ser-lhe dirigidos, cada membro das
organizações aderidas à A.I.T. paga, mensalmente, como quotização
internacional, a quantia de um dólar US ou o equivalente na sua moeda nacional,
ao câmbio em vigor em cada país.
Para
as secções que se encontre em situação difícil, a quotização será fixado
segundo acordo a estabelecer com o Secretariado da A.I.T.
Cada
secção filiada cobra, da forma que entender a quotização dos seus filiados.
Para as secções que o desejem, a A.I.T. dispõe de um selo para colocar no
cartão dos filiados.
Cada
secção envia à A.I.T., trimestralmente, a respectiva quotização.
X – Publicações
O Secretariado edita:
1) Uma publicação, que deverá sair com a
maior frequência possível.
É desejável que as publicações periódicas
editadas pelas organizações filiadas na A.I.T. ou que com ela simpatizam
reservem, nas suas páginas, um espaço próprio para informações da A.I.T.,
apelos de solidariedade internacional e propaganda geral.
2)
Folhetos de propaganda, destinados, sobretudo, aos países onde não haja uma
organização nacional filiada na A.I.T..
3) Quaisquer outras publicações, periódicas ou não, cuja edição seja decidida pelos congressos.

Seção Paulista da Associação Internacional dos Trabalhadores
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A PLEBE 77: MANIFESTO DE 1º DE MAIO FOSP/COB-AIT
1886 1º DE MAIO 2013
(127 ANOS DE LUTA PELA REDUÇÃO DA
JORNADA DE TRABALHO)
Para muitos é só mais um feriado, é claro que gostam.
Para alguns é motivo de festa, nesses se contam os burocratas do Estado, dos
aparelhos sindicais, dos partidos políticos... neste ano comemoram o fascismo
legalizado na CLT, criada por Getúlio, nos 70 ANOS DA CRIAÇÃO DO IMPOSTO SINDICAL, em 1933. Esses
escroques, a verdadeira Farsa Sindical, mostram a sua face despudorada outra
vez. Já estão em campanha para 2014...
Isso
significa uma traição à memória operária, sua história de lutas, para que nós acreditemos que é
só uma dádiva dos poderosos – que eles podem retirar quando quiserem. Ao
reescrever a história - em consonância com o poder estabelecido: a burguesia no
poder, tendo as Forças Armadas e a Técno-Burocracia [o Estado] como corpo
executivo -, participam dos quadros subalternos que sustentam a exploração da
classe trabalhadora. Esse é o único
verdadeiro fato histórico!![]()
Quando se fala de escravidão,
em geral se remete a lembrança da escravidão negra, durante a colonização da
América. Mas todos fomos escravos
(brancos, negros e asiáticos), desde o Império Romano. Séculos depois, após a
derrocada do Império Romano pelos ‘bárbaros’, fomos ‘promovidos’ de escravos a servos, e assim permanecemos por
mais de 1000 anos.
Continuamos
sendo ‘servos’ até a Revolução Francesa em 1789, quando
passamos a ser os ‘sans-culotes’ cidadãos
(os descamisados, os miseráveis) e pela primeira vez se reconheceu na DECLARAÇÃO
UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, nosso
direito a igualdade.
A manifestação do 1 º de Maio teve origem em 1886, quando 340.000 trabalhadores, em Greve Geral "ATÉ A CONQUISTA" por Melhores Condições de Vida e Trabalho e pela Redução da Jornada de Trabalho para 8 horas diárias, paralisaram os Estados Unidos. Lutava-se também contra o trabalho escravo das crianças e a igualdade de direitos das mulheres operárias. O conflito começou na praça Haymarket em Chicago, no quarto dia de paralisação pacífica, quando diante uma manifestação de 15.000 pessoas, a polícia foi acionada. Atacou a multidão com armas, bombas e cassetetes, e o saldo foi de centenas de feridos e mortos. Oito operários, sindicalistas revolucionários, da Federação Americana do Trabalho (AFL), seção local da AIT, que falaram para a multidão. Com o pretexto de serem anarkistas, foram presos, julgados e condenados. São eles: PARSONS, FISCHER, ENGEL, SPIES (enforcados), e LINGG (enforcado na cela); SHWAB e FIELDEN (prisão perpétua); e NEEBE (15 anos)...
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Os
trabalhadores desse dia em diante decidiram sair sempre
nessa data para lembrar seus mártires e lutar por seus direitos.
Vamos reunir trabalhadores do campo e da cidade, desempregados, estudantes, ambulantes, biscateiros, donas de casa e todos que não concordam com o desemprego, a carestia da vida, a precarização do trabalho, os Bancos de Horas, trabalho aos domingos, arrocho salarial, "falência" do sistema de Saúde e de Educação.
ESTAMOS EM GREVE EM DEFESA DA DIGNIDADE E DA
EDUCAÇÃO! ![]()
As greves se sucedem, diferentes setores do movimento operário
(notadamente os trabalhadores da Saúde e da Educação) se mobilizam em lutas com
reivindicações muito assemelhadas, mas que continuam sendo greves isoladas.
Mesmo quando são setores ligados a uma mesma central sindical oficial não existe unificação de fato! Isso acontece devido a tradição
corporativista do sindicalismo de Estado. Estruturas burocráticas e
verticais, que monopolizam e representação oficial e dirigem o movimento de
acordo com os interesses políticos dos partidos que os controlam.
O resultado disso é o que se vê: a classe trabalhadora dividida e
entregue a sanha das corporações multinacionais e da burguesia nacional. Vendo
nossa fraqueza os capitalistas querem destruir nossa resistência, mantendo uma
política de enfrentamento e criminalização da luta social. A destruição dos
direitos operários em todo o mundo avança, sob a ameaça do desemprego e da
marginalização.
Para nós, trabalhadores (do campo e das cidades, independente
de sexo, origem étnica, de culto religioso, etc.), não temos outra alternativa senão lutar pela nossas vidas, nossos
direitos, nossa dignidade! Mas para isso temos que estar de fato organizados,
desde nossos locais de trabalho e de moradia, de uma forma assembleária, para
que desde cada fábrica ou vila o movimento não saia do controle dos próprios
trabalhadores. Devemos construir desde os núcleos e comissões em cada local de
trabalho, comitês regionais – com representação direta – e formar uma Comissão
de Negociação sob controle das Assembléias Regionais.
Dessa
forma estaremos construindo, de fato, nossa organização sindical, livre do
controle do Estado e da influência de partidos políticos. Assim reativamos a
Federação Operária de São Paulo (FOSP) e a Confederação Operária Brasileira
(COB), e poderemos levar a frente uma grande Greve Geral, até a vitória das
reivindicações unificadas entre todos os setores do movimento.
Que as Manifestações de 1º de Maio assumam
o caráter de ASSEMBLÉIAS POPULARES discutam por uma GREVE GERAL DE TODA A CLASSE
TRABALHADORA EM SOLIDARIEDADE ÀS GREVES DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO.
É o futuro
de nossos filhos que está em jogo!
Traga seu
cartaz, faixa, panela para batucada, avise seus amigos, vizinhos, familiares,
para protestar contra a exploração e por nossos direitos.
- POR TETO,
SAÚDE E DUCAÇÃO!
- PELA
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 HORAS DIÁRIAS, 30 HS SEMANAIS, SEM
REDUÇÃO SALARIAL!
- PELO DIREITO AO TRABALHO!
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- CONTRA O TRABALHO SEM DIREITOS!
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BASES DE ACORDO DA FEDERAÇÃO OPERÁRIA DE SÃO PAULO (FOSP)
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
(Aprovado no V Congresso da
FOSP, em Julho de 2007 – nos 90 anos da GREVE GERAL DE 1917- TENDO POR BASE o
texto Aprovado no Congresso Fundacional da FOSP em 1905)

Lima Barreto no I Congresso Operário Brasileiro em 1906.
Considerando que a sociedade está
baseadas em indivíduos, seres humanos com diferentes interesses que se unem num
coletivo – a comunidade – em prol de melhores condições para enfrentar as
adversidades da vida e nesse processo se distinguem em diferentes
categorias/classes sociais: proprietários/burgueses/patrões e ‘não
proprietários’/proletários/trabalhadores/operários.
Considerando que para conseguir sua
subsistência @ operário/operária só tem a sua força-de-trabalho (manual, intelectual
ou artístico) a qual vende ao burguês, se submetendo a sua disciplina por certa
parte do dia, de onde o burguês/capitalista tira sua mais-valia/lucro.
Considerando que há um absoluto
antagonismo de interesses entre as classes sociais em que se divide a
humanidade – a dos Capitalistas, que tem a seu serviço o Estado (Parlamento,
Magistratura, Polícia, Exército, etc.) e a dos Produtores, que são os criadores
de toda riqueza social, pois que o Capital se forma de uma percepção efetuada
em detrimento do Trabalho.
Considerando
que todos males que normalmente atormentam o povo trabalhador são uma
conseqüência da dominação da classe capitalista que, de posse de todas as
riquezas sociais – terra, instrumentos de trabalho, meios de transporte, etc. –
tudo maneja de acordo com seus interesses particulares e em detrimento do
bem-estar coletivo.
Considerando que a organização
vigente da sociedade, que obriga a classe trabalhadora a se manter
periodicamente na ociosidade ou se submeter a um regime de penúria ofensivo ao
direito à vida, atentatória a todos os princípios de equidade social.
Considerando que do choque
permanente de interesses surgiu a luta de classes e que dessa luta o
proletariado não poderá sair vitorioso se não se organizar de forma a se unir
forte e conscientemente, pondo em prática o axioma básico da ASSOCIAÇÃO
INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES: “A emancipação dos trabalhadores há de ser
obra dos próprios trabalhadores”, tendo em vista que o desenvolvimento o atual
desenvolvimento da economia exige de todos os trabalhadores, sem distinção de
ofícios – para não continuar mantendo-se num prejudicial isolamento, como o
levado a cabo pelos sindicatos amarelos ligados ao Estado e pelos Partidos
Políticos (que levam a divisão e a competição para dentro da classe
trabalhadora), praticando assim o mesmo erro do operariado desorganizado.
Considerando tudo o acima
explicitado os trabalhadores de diferentes setores da Classe Produtora
(Educação, Saúde, Transporte, Operários, Autônomos e Desempregados) decidem
formar o Núcleo Obreiro Sindical Regional visando reconstruir/reorganizar a
Federação Operária de São Paulo (FOSP) e a se unir a outros Núcleos Obreiros
Regionais, dentro dos Princípios Básicos do Sindicalismo Revolucionário, com o
objetivo de reorganizar a Confederação Operária Brasileira (COB), vinculados
internacionalmente, dentro da tradição revolucionária do movimento socialista
da classe trabalhadora, a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) –
organização Sindical Revolucionária planetária, fundada em 1864 e reorganizada
em 1922, que se contrapõe aos Partidos Políticos, auto denominados operários,
socialistas, social-democráticos e/ou comunistas (bolcheviques) que vem se
organizando internacionalmente desde o final do século XIX.
Considerando que a vinculação com a
AIT é a única forma de unir o proletariado universal, assim como a
reorganização do verdadeiro Sindicato de origem anarcosindicalista no Brasil
(COB), para atingir o escopo fundamental da luta dos trabalhadores: a sua
completa emancipação do jugo da burguesia, oque se conseguirá tornando comum a
posse e o gozo de todas as riquezas sociais, inaugurando assim a sociedade de
produtores e consumidores livres, na qual – não havendo mais o Estado e todas
as suas instituições tirânicas – o bem-estar e a liberdade serão patrimônio
coletivo, tendo cada qual aquilo que suas necessidades exigem.Considerando que
para atuar dentro dessa perspectiva é fundamental que o trabalhador tenha
clareza dos princípios do anarquismo e do sindicalismo revolucionário, tática
do anarquismo dentro da luta dos trabalhadores – tratados como as bases do
anarcosindicalismo -, mantendo assim uma posição de total independência em
relação ao Estado, a Classe Patronal/Burguesa, aos Partidos Políticos e aos
Sindicatos Reformistas, bem como as formas assistenciais de organização do povo
levadas a cabo pelas igrejas e entidades pró-burguesas/partidárias e/ou
estatais.
Considerando que dentro dos
princípios anarcosindicalistas a rejeição aos Partidos Políticos se dá pela
opção objetiva a favor da AÇÃO DIRETA, em contraposição a ação delegada, e do
FEDERALISMO, em contraposição ao centralismo e a disciplina partidária, e da
SOLIDARIEDADE OBREIRA, em oposição a disputa de poder e posições particulares
em contraposição a unidade revolucionária de ação e organização da classe
trabalhadora; motivos pelos quais consideramos os Partidos Políticos (socialistas e/ou
bolcheviques) inimigos da organização autônoma e revolucionária da classe
trabalhadora.
Considerando a necessidade urgente de
dar início a retomada da reorganização dos organismos revolucionários da classe
trabalhadora no Brasil nos lançamos imediatamente a difusão dessa proposta
no seio da classe trabalhadora, denunciando as iniciativas reformistas e
partidárias como desvios traiçoeiros da luta obreira, a partir de nossos locais
de trabalho e moradia, tendo em vista a federação de nossos meios de
organização e de ação – inicialmente de forma pontual, apontando a partir do
sedimento de nossas vivências práticas para a cristalização de níveis de
organização mais avançados.
Assim nos identificamos publicamente como FOSP/COB-ACAT/AIT.
FILIE-SE A FOSP/COB-AIT

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Música: Pierre Degeyter
Letra: Eugene Pottier
De pé ó vítimas da
fome
De pé famélicos da
terra
Da idéia a chama já
consome
A crosta bruta que a
soterra
Cortai o mal bem pelo
fundo
De pé, de pé, não
mais senhores
Se nada somos em tal
mundo
Sejamos tudo ó
produtores.
Refrão
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Senhores patrões
chefes supremos
Nada esperamos de
nenhum
Sejamos nós que
conquistemos
A terra mãe livre
comum
Para não ter
protestos vãos
Para sair deste antro
estreito
Façamos com nossas
mãos
Tudo o que a nós nos
diz respeito.
Refrão
O crime do rico a lei
o cobre
O Estado esmaga o
oprimido
Não há direito para o
pobre
Ao rico tudo é
permitido.
À opressão não mais
sujeitos
Somos iguais todos os
seres
Não mais deveres sem
direitos
Não mais direitos sem
deveres
Refrão
Abomináveis na
grandeza
Os reis da mina e da
fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem
trabalha.
Todo o produto de
quem sua
A corja rica o
recolheu
Querendo que ele o
restitua
O povo quer só o que
é seu.
Refrão
Nós fomos de fumo
embriagados
Paz entre nós guerra
aos senhores
Façamos greve de
soldados
Somos irmãos
trabalhadores.
Se a raça vil cheia
de galas
Nos quer à força
canibais
Logo verá que nossas
balas
São para os nossos
generais
Refrão
Pois somos do povo os
ativos
Trabalhador forte e
fecundo
Pertence a terra aos
produtivos
Ó parasita deixa o
mundo.
Ó parasita que te
nutres
Do nosso sangue a
gotejar
Se nos faltarem os
abutres
Não deixa o sol de
fulgurar
Refrão
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Notícias da Internacional:
“25 DE ABRIL SEMPRE - FASCISMO NUNCA MAIS!”... CAPITAL e ESTADO também NÃO…
NENHUM PASSO ATRÁS NOS DIREITOS CONQUISTADOS!
EVO MORALES IMITA EM ORURO
GEORGE BUSH EM GUANTAMANO!

LIBERDADE AOS 12 INOCENTES PRESOS INJUSTAMENTE
HÁ MAIS DE 2 MESES
EM ORURO - BOLÍVIA!
Cleber, Cleutert, Daniel, Fábio, Hugo, José Carlos, Leandro,
Marco Aurélio, Rafael, Reinaldo, Tadeu e Tiago.

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Apoio:

A PLEBE 77: MANIFESTO DE 1º DE MAIO FOSP/COB-AIT
(distribuído nas manifestações de 1º de aio 2013 em SP)
1886 1º DE MAIO 2013 (127 ANOS DE LUTA PELA REDUÇÃO
DA JORNADA DE TRABALHO)
Para muitos é só mais um feriado, é
claro que gostam. Para alguns é motivo de festa, nesses se contam os burocratas
do Estado, dos aparelhos sindicais, dos partidos políticos... neste ano
comemoram o fascismo legalizado na CLT, criada por Getúlio, nos 70 ANOS DA
CRIAÇÃO DO IMPOSTO SINDICAL, em 1933. Esses escroques, a verdadeira Farsa
Sindical, mostram a sua face despudorada outra vez. Já estão em campanha para
2014...
Isso significa uma traição
à memória operária, sua história de lutas, para que nós
acreditemos que é só uma dádiva dos poderosos – que eles podem retirar quando
quiserem. Ao reescrever a história - em consonância com o poder estabelecido: a
burguesia no poder, tendo as Forças Armadas e a Técno-Burocracia
[o Estado] como corpo executivo -, participam dos
quadros subalternos que sustentam a exploração da classe trabalhadora. Esse é o
único verdadeiro fato histórico!
Quando se fala de
escravidão, em geral se remete a lembrança da escravidão
negra, durante a colonização da América. Mas todos fomos escravos (brancos,
negros e asiáticos), desde o Império Romano. Séculos depois, após a derrocada
do Império Romano pelos ‘bárbaros’, fomos ‘promovidos’ de escravos a servos, e
assim permanecemos por mais de 1000 anos.
Continuamos sendo ‘servos’
até a Revolução Francesa em 1789, quando passamos a ser os ‘sans-culotes’(os
descamisados, os miseráveis) e pela primeira vez se reconheceu na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS,
nosso direito a igualdade.
A manifestação do 1 º de
Maio teve origem em 1886, quando 340.000 trabalhadores, em Greve Geral "ATÉ A CONQUISTA" por
Melhores Condições de Vida e Trabalho e pela Redução da Jornada de Trabalho
para 8 horas diárias, paralisaram os Estados Unidos. Lutava-se também contra o trabalho escravo das crianças
e a igualdade de direitos das mulheres operárias. O conflito começou na
praça Haymarket em Chicago, no quarto dia de paralisação pacífica, quando
diante uma manifestação de 15.000 pessoas, a polícia foi acionada. Atacou a
multidão com armas, bombas e cassetetes, e o saldo foi de centenas de feridos e
mortos. Oito operários, sindicalistas revolucionários, da Federação Americana
do Trabalho (AFL), seção local da AIT, que falaram para a multidão. Com o
pretexto de serem anarkistas, foram presos, julgados e condenados. São eles:
PARSONS, FISCHER, ENGEL, SPIES (enforcados), e LINGG (enforcado na cela); SHWAB
e FIELDEN (prisão perpétua); e NEEBE (15 anos)...
Os trabalhadores desse dia
em diante decidiram sair sempre nessa data para lembrar seus
mártires e lutar por seus direitos. Vamos
reunir trabalhadores do campo e da cidade, desempregados, estudantes,
ambulantes, biscateiros, donas de casa e todos que não concordam com o
desemprego, a carestia da vida, a precarização do trabalho, os Bancos de Horas,
trabalho aos domingos, arrocho salarial, "falência" do sistema de Saúde
e de Educação.
ESTAMOS EM GREVE EM DEFESA
DA DIGNIDADE E DA EDUCAÇÃO!
As greves se sucedem, diferentes setores do
movimento operário (notadamente os trabalhadores da Saúde e da Educação) se
mobilizam em lutas com reivindicações muito assemelhadas, mas que continuam
sendo greves isoladas. Mesmo quando são setores ligados a uma mesma central
sindical oficial não existe unificação de fato! Isso acontece devido a tradição
corporativista do sindicalismo de Estado. Estruturas burocráticas e verticais,
que monopolizam e representação oficial e dirigem o movimento de acordo com os
interesses políticos dos partidos que os controlam.
O resultado disso é o que
se vê: a classe trabalhadora dividida e entregue a sanha das corporações
multinacionais e da burguesia nacional. Vendo nossa fraqueza os capitalistas
querem destruir nossa resistência, mantendo uma política de enfrentamento e
criminalização da luta social. A destruição dos direitos operários em todo o
mundo avança, sob a ameaça do desemprego
e da marginalização.
Para nós, trabalhadores (do campo e das cidades,
independente de sexo, origem étnica, de culto religioso, etc.)não temos outra
alternativa senão lutar pela nossas vidas, nossos direitos, nossa dignidade!
Mas para isso temos que estar de fato organizados, desde nossos locais de
trabalho e de moradia, de uma forma assembleária, para que desde cada fábrica ou
vila o movimento não saia do controle dos próprios trabalhadores. Devemos
construir desde os núcleos e comissões em cada local de trabalho, comitês
regionais – com representação direta – e formar uma Comissão de Negociação sob
controle das Assembléias Regionais.
Dessa forma estaremos
construindo, de fato, nossa organização sindical, livre do controle do Estado e
da influência de partidos políticos. Assim reativamos a Federação Operária de
São Paulo (FOSP) e a Confederação Operária Brasileira (COB), e poderemos levar
a frente uma grande Greve Geral, até a vitória das reivindicações unificadas
entre todos os setores do movimento.
Que as Manifestações de 1º
de Maio assumam o
caráter de ASSEMBLÉIAS POPULARES discutam
por uma GREVE GERAL DE TODA A CLASSE
TRABALHADORA EM SOLIDARIEDADE ÀS GREVES DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO.
É o futuro de nossos
filhos que está em jogo!
Traga seu cartaz, faixa, panela para batucada, avise
seus amigos, vizinhos, familiares, para protestar contra a exploração e por
nossos direitos.
- POR TETO, SAÚDE E DUCAÇÃO!
- PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 HORAS
DIÁRIAS, 30 HS SEMANAIS, SEM REDUÇÃO SALARIAL!
- PELO DIREITO AO TRABALHO!
- CONTRA O TRABALHO SEM DIREITOS!
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1º de maio 2013 no Brasil – COB/AIT
|
SÃO PAULO: |
1º DE MAIO OPERÁRIO, LIBERTÁRIO E REVOLUCIONÁRIO
http://www.grupos.com.br/blog/sindivariosspfospcobacatait/
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Convocada a partir de manifestações locais em todas as regiões da cidade (Tatuapé, Belém, Penha, Santana, Lapa, Jabaquara, Santo Amaro, Vila Mariana, Paulista, etc.) através de panfletagens, mini-comícios/eventos locais e pichações a manifestação da Federação Operária de São Paulo (FOSP/COB-ACAT/AIT) foi a única manifestação libertária a denunciar a farsa dos sindicatos crumiros/pelegos ligados ao Estado e dominado pelos partidos – que comemoraram os 70 anos da CLT getulo-fascista.
Precedida de homenagens locais aos Mártires de Chicago (como a GIG no Capão-Redondo) o chamado da FOSP se estendeu a várias cidades da Grande São Paulo (Mogi, Poá, Itaquaquecetuba, Perus, Campo Limpo Paulista, Osasco, etc.) e do interior do estado (São José dos Campos, baixada santista, Joanópolis, Ribeirão Preto). Recuperando a memória de lutas do movimento operário, centrada nos ‘127 anos da luta pela Redução da Jornada de Trabalho’, se buscou demonstrar a importância e necessidade de uma organização sindical autônoma e autogerida, sem o controle do Estado e dos partidos políticos.
A Concentração, marcada para ocorrer no velho Mercado de Escravos de São Paulo, na Ladeira da Memória, no centro da cidade, se iniciou as 12 horas. Imediatamente, a medida que as pessoas chegavam, se dividiam em grupos para distribuir o Manifesto da FOSP/COB-AIT, no A PLEBE 77 e outros manifestos de diversos grupos libertários e punks. Sob o viaduto do Chá a CUT fazia sua festinha, ao som de músicas sertanejas e pagode, reunindo cerca de 5000 pessoas.
Como
não conseguimos reunir muita gente (cerca de 60 pessoas) realizamos uma Assembleia Popular onde se decidiu pela:
-
SOLIDARIEDADE ATIVA ÀS GREVES (trabalhadores da Educação e da Saúde),
defendendo a realização de uma GREVE GERAL DE SOLIDARIEDADE, a partir de
núcleos de ação locais;
-
pela não realização da tradicional passeata de 1º de Maio, que se mostraria
muito esvaziada, e partir para denunciar as manobras de políticos e sindicatos
oficiais que buscam criar ações diversionistas e divisionistas (foram
realizadas mais de 6 manifestações isoladas e ‘festivas’ em São Paulo). Para
isso nos dividimos em grupos de panfletagem e agitação que mantinham ações de
‘guerrilha’ na manifestação cutista – tendo toda a movimentação acompanhada de
perto pela segurança dos petistas (que reprimiram e ameaçaram alguns grupos);
-
essa ação se centrava na denúncia do sindicalismo assistencialista, do
chamamento a luta e a solidariedade ativa à greve da Educação e da Saúde. Com
palavras de ordem (GREVE GERAL, 1º DE MAIO NÃO É FESTA, É LUTA! TRABALHADOR UNIDO
GOVERNA SEM PARTIDO!). Mais de 3.000 manifestos foram distribuídos enquanto se
faziam colagens contra o imposto sindical nas imediações da festa da CUT;
-
chamando a filiação à FOSP/COB-AIT, através da ação nuclear descentralizada,
dentro dos princípios do sindicalismo revolucionário da AIT-IWA;
- denunciar a ação de grupos paralelistas que começam a atuar no Brasil a partir de uma suposta associação de trabalhadores, que diz reivindicar o sindicalismo revolucionário – mas sem respeitar os princípios da AIT – buscando uma divisão no campo anarcosindicalista.

A manifestação libertária se encerrou formalmente as 16:30 hs, após o término de todos os materiais disponíveis, com a dispersão pacífica dos companheiros em grupos, já que no final a policia metropolitana criava um cerco contra nossa concentração/assembleia.
Num
balanço final se avaliou como positiva a manifestação, mantendo a bandeira da
COB/AIT erguida num momento em que a classe trabalhadora está sendo negociada e
fatiada pelos partidos e pelo governo de frente popular petista. Apesar do
esvaziamento de nossa média anual nas nossas manifestações, verificamos que
esse esvaziamento se repetiu em, todas as manifestações realizadas pelas
centrais pelego-partidárias – apesar dos milhões de reais dispendidos por elas.
Apesar de muita alienação também encontramos pessoas revoltadas com a ação
diversionista dessa pelegada. Todos reclamam da ausência DE UMA ESTRUTURA DE
LUTA DOS TRABALHADORES, para a qual a difusão das lutas e princípios da
FOSP/COB-AIT foi fundamental.
- CONTRA AS MISÉRIAS E A OPRESSÃO DO CAPITAL!
- CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO SOCIAL!
- PELO FIM DOS PROCESSOS CONTRA MILITANTES SOCIAIS!
- PELA PLENA LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO PARA OS
TRABALHADOR@S!
- CONTRA O DESEMPREGO!
- PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 30 HORAS SEMANAIS!
(SEM REDUÇÃO SALARIAL!)
- PELA AUTOGESTÃO GENERALIZADA!
Coordenação Estadual da FOSP/COB-ACAT/AIT
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RIO GRANDE DO SUL:
CRÔNICA 1° DE MAIO 2013 – SINDICATO SEM PARTIDO NEM PATRÃO, TE ORGANIZA E LUTA! AÇÃO DIRETA.
http://sindivarioskanoas.blogspot.com.br/
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Protesto nas ruas de Porto Alegre
marcado para inicio da concentração as 09:00 horas, local usina do gasômetro,
ponto turístico da região central.
Com pouco numero de pessoas que
apareciam no local marcado, faixa e bandeiras e panfletos fizeram parte do
manifesto que toma as ruas rumo a partir das 11:30 horas para outro local onde
estava sendo organizada e a manifestação cultural na pista de skate do IAPI
bairro da região norte.
- VIVA FORGS-COB/AIT!
Postado porCOB/FORGS-SINDIVARIOS CANOASàs
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MINAS GERAIS:
1° de MAIO ARAXÁ
2013
http://sindivariosaraxa.blogspot.com.br/2013/05/1-de-maio-araxa-2013.html
Visando recordar as lutas operárias de ontem e de hoje , militantes do
SINDIVÁRIOS ARAXÁ se reuniram esse 1° de maio para manifestação na praça da
estação.
Foram feitos discursos e explicações quanto a importância da data e a urgência
de lutar hoje por bem estar imediato, a manifestação como é tradicional foi amplamente
acolhida pela classe trabalhadora que na maioria dos casos desconhece a origem
da data e a importância de tal para o operariado em todo o mundo.
A redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução salarial (bandeira
de luta COB-AIT) foi divulgada e claro a todos que esta é uma necessidade por
bem estar e liberdade, para que possamos nos dedicar a nossas vidas sem a
presença de sindicalistas pelegos lambe botas de partidos e das patronais.
Já é tradicional a manifestação da praça da estação, e não somente neste 1° de
maio mas todos os dias é dever do explorado manter a organização e a
mobilização por nossos direitos imediatos e liberdade.
Após a manifestação no centro de Araxá partimos em direção ao reduto anarquista
local - o setor norte, onde foi realizada nova manifestação e explicações em
torno da data.
Com a participação de grupos de punk rock e rap visando ilustrar a luta, com
grande apoio dos presentes e promoção da luta horizontal promovida nos
sindicatos COB/AIT.
Encerramos as manifestações com a certeza de que a emancipação dos oprimidos e
explorados é e deve ser obra tão somente dos explorados e de mais ninguém, sem
partidos sem pátrias e sem patrões.
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Frase de um pecuarista Mineiro: "Bom seria se um deputado pegasse febre aftosa. Aí... seríamos obrigados a sacrificar todo o rebanho!" ESSA É DIGNA DE CORRER O BRASIL INTEIRO...............
1886 à 2013: 127 ANOS DA LUTA PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO @
FOSP/COB-ACAT/AIT
HOMENAGEM AOS MÁRTIRES DE CHICAGO
DOMINGO
(28/04)
A PARTIR DAS 14:00 HS
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SOM AO VIVO NO CAPÃO
SOM AO VIVO NO CAPÃO
- ONDE?
No Capão! Perto do METRO
Rua Engenheiro Aluisio Marcos 155
(Atrás da Escola SEQUENCIAL)
Com as Bandas:
VISÃO GERAL
PODER PARALELO
UNIDADE ARMADA
PODE PA

- ONDE?
No Capão! Perto do METRO
Rua Engenheiro Aluisio Marcos 155
(Atrás da Escola SEQUENCIAL)
DECLARACÃO E DENÚNCIA DE ATAQUES CONTRA UM MEMBRO DA KRAS-AIT
19/04/2013-10:38 traduzido por AIT|FOB yuri Sant'acques
No 28 de março, nosso companheiro R., membro da KRAS-AIT foi atacado em Moscou por um grupo de nacionalistas "anarquistas" chamado MPST. Os membros do MPST são conhecidos por suas declarações e escritos nacionalistas e identitários; Eles proclamam a "conservação da identidade étnica", protestam contra a mistura dos povos e a síntese de culturas e declaram que o cosmopolitismo é um "demônio encarnado do capitalismo". Além disso, um dos líderes deste grupo confessou que havia acordado, durante o seu interrogatório na polícia, em informar as autoridades sobre movimentos sociais.
Os membros do MPST atacaram fisicamente a vários opositores políticos, incluindo os anarquistas. Em janeiro passado, também ameaçaram os ativistas LGBT libertários, exigindo que eles não levantassem suas bandeiras em manifestações anarquistas e fazendo declarações homofóbicas (depois dessas "discussões", ativistas LGBT foram duramente atacados durante uma manifestação libertária). Por tanto, este ataque ao nosso companheiro não foi o primeiro.
Consideramos estes atos tão agressivos contra os anarquistas, como puramente fascistas e tirânicas.
Vale ressaltar que o MPST tem uma posição "paralelista": continuam declarando-se como a "autêntica" KRAS e às vezes se auto-denominam "MPST-KRAS" (até 2008 o MPST foi o nome de um dos nossos sindicatos, mas, em seguida, foi roubado por um grupo de nacionalistas)
Urgimos à nossa Internacional para mostrar sua solidariedade conosco, agora. Pedimos ao Secretariado da AIT que faça uma declaração oficial que censure os agressores e provocadores fascistas e nacionalistas do MPST. Também pedimos a todas as Seções e Amigos da AIT que informem o incidente a todas as organizações libertárias do mundo que tenham contato, e convoquem um boicote, não apenas ao MPST, mas a qualquer grupo e qualquer ativista libertário da antiga "União Soviética" que não condene este grupo, estes atos e aos que os cometem.
Secretaria de Relações Exteriores da CNT - AIT
FEDERAÇÃO
OPERÁRIA DA BAHIA enviou o link de um blog para você:
Blog: FEDERAÇÃO OPERÁRIA DA BAHIA
Postagem: Semanário anarcosindicalista A Voz Operária
Link: http://avozoperaria-cob.blogspot.com/2012/03/voz-operaria-xml.html
SED LEX: 350 AN0S DE
EXPLORAÇÃO E CORRUPÇÃO
Este ano os serviços
de correios completarão 350 anos... Pois bem: a própria Empresa dos Correios
divulgou, com muito orgulho, que já no período colonial, se contabilizavam
milhares de mortes de índios de diferentes tribos executados por oferecer
resistência aos colonizadores que invadiram e dominaram a região. O genocídio
indígena nessa época realizado pelos Bandeirantes para a instalação de linhas
telegráficas, contou com o patrocínio da Empresa de Correios, a serviço do rei
de Portugal!
Comparando com os
dias de hoje muitos veem grandes melhorias, mas no essencial a coisa é a mesma:
desde o descobrimento começa o genocídio dos Tamoios – o povo que habitava o
Brasil na época -, o domínio colonial com a escravidão e a repressão ao
movimento pela independência... com a Independência d’o “Fico!..” se
intensifica a exploração proletária, escrava ou não, os impostos anuais ao rei
de Portugal são substituídas pelo início de nossa dívida externa... com a
Abolição da escravidão e a declaração da República a intensificação da
exploração se dirige diretamente à classe trabalhadora (negra, branca/imigrantes europeus e
asiática/índia)... na chamada República do ‘Café com Leite’ (SP/MG) a classe
trabalhadora se organiza e luta, com a organização dos sindicatos livres e a
fundação da Confederação Operária Brasileira (COB) em 1906, com a bandeira pela
Redução da Jornada de Trabalho, conquistando as 8 hs diárias com as Greves
Gerais de 1917 e 1919 – como resposta tivemos a intensificação das prisões
arbitrárias e a deportação sumária de imigrantes envolvidos com o anarcosindicalismo,
para os nativos foram criados 3 Campos
de Concentração, na década de 1920 (do qual o de Clevelândia se tornaria
celebre, com a prisão de mais de 20 mil e a morte de mais de 15 mil ao ser
fechado após a Revolução de 1930 liderada por Getúlio Vargas, que impôs o
sindicato oficial da CLT, destruindo os sindicatos livres após a Intentona
Comunista em 1935)...
Hoje em dia as
terceirizações avançam a passos largos; as condições de trabalho só pioram com
a precarização e a destruição dos direitos conseguidos com muita luta, suor e
sangue de dezenas de mártires (como José Martinez, Domingos Passos, Antônio Alves da Costa, Antônio Salgado da
Cunha, Nicolau Parado, Domingos Brás, Nino Martins, etc.) . Os partidos
políticos fazem seus acordos apoiados por falsos sindicatos que mantem a classe
operária dócil, impõe novas leis pela força, inclusive o desconto mensal do
IMPOSTO SINDICAL, agora chamado de “Contribuição Sindical”.
Toda essa política
elitista, mantida por todos esses 513 anos de Brasil, levam as camarilhas
dirigentes/dominantes em cada período, a manter e aumentar seus lucros. A
empresa dos Correios, por exemplo só aumenta seus lucros (receita gerada de
cerca de R$ 8 bilhões/ano – patrocinando eventos e competições milionárias para
sua propaganda). O que se vê é um punhado de parasitas, mamando nessa teta,
sendo sustentados pelo suor do trabalho de milhares de pessoas diariamente.
Por mais que não seja fácil resistir aos ataques da burguesia/patrões/empresas, governo e as amarras do sindicato oficial – atrelado ao Estado -, todos muito bem unidos contra nós, temos que nos manter firmes. Questionando e denunciando esses ataques contra nossa dignidade e liberdade. Devemos nos organizar com os companheiros nos locais de trabalho e de moradia
- CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS, PELA AUTOGESTÃO OPERÁRIA!
- PELO PISO SALARIAL DE R$ 3.000,00!
- REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 30 HORAS SEMANAIS, SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO!
CONTRA A DESTRUIÇÃO DOS DIREITOS OPERÁRIOS, NENHUM BENEFÍCIO A MENOS!
Após 127 anos
nos avizinhamos de mais um primeiro de maio, e o que vemos diante de nós?... o nada: a globalização e o neoliberalismo dominam; as esferas dirigentes das centrais sindicais atreladas ao Estado: CUT, FARÇA SINDICAL, CGT, UGT, CTTB, CONLUTAS, etc.,vivem da degradação das conquistas históricas que tanto custaram aos trabalhadores. E ainda vem enganar a classe trabalhadora com suas festas e seu circo sindical, comemorando 70 anos da criação do Imposto Sindical!
Estamos luta constante
contra os desmandes dos líderes sindicais e paus mandados dos partidos, cada cada vez mais inseridos nos sindicatos oficiais, aparelhando e desferindo golpes que acabam por desestimular e destruir a organização dos trabalhadores da base, a partir dos locais de trabalho .
Estamos diante do crescimento do trabalho precário
, da terceirização; empresas que contratam outras empresas a um custo menor, e esta por sua vez não pagando devidamente o trabalhador e não recolhendo os benefícios a que o trabalhador têm direito. É o desrespeito cotidiano aos direitos operários que eles chamam de ‘flexibilização’, que são vendidas em negociatas com esses falsos sindicatos oficiais.
Além do exposto acima
, também vemos o caos na área de transporte público, Metro e CPTM sempre superlotados, os ônibus sempre cheios e presos no tráfego, ambos com preços caríssimos, não dando conta da demanda. Vemos também o crescimento projetos mirabolantes, como novos corredores de ônibus, novas linhas de Metro (leia-se monotrilho com capacidade reduzida, para áreas de grande demanda), projetos esses que demoram a sair do papel e de se tornarem realidade. Vemos o aumento cada vez maior das PPP’s criadas pelo próprio Hadad, quando ministro do governo Lula, projeto desengavetado do governo FHC e mantido no governo Dilma. PPP’s, que na prática são nada mais que meras privatizações que transferem o investimento público para satisfazer grandes grupos empresarias e multinacionais, resultando que: enquanto poucos ganham muito dinheiro, a população sofre cada vez mais com passagens caras e superlotação dos meios de transporte.
Muito se discute nos sindicatos oficiais, e tanto as diretorias quanto as oposiçõesdizem defender o transporte público e de qualidade, mas ao mesmo tempo compactuam com o patronato na medida que destrói a luta dos trabalhadores nas bases, nos locais de trabalho. Muitos já não participam das discussões e já entram nas lutas desgastados e sem disposição para a luta.
Há quem esteja disposto a rever algumas de suas posições políticas, mas não abrem mão de sua de suas ideologias e da disputa pelo controle do aparelho sindical (com seus pontos liberados e privilégios, o imposto sindical, e o status de dirigentes).
Existe um atual crescimento, entre jovens universitários, da proposta de se fundar uma 4ª. Internacional – como um partido político mundial. Mas isso amplia o nível de controle dos partidos sobre os movimentos dos trabalhadores.
Chegamos assim, no 1º de MaIO, enfatizando que a luta deve ser contínua e não devemos esmorecer pelos percalços que nos atingem. Devemos continuar unidos na luta contra as injustiças aos trabalhadores e as minorias, o sindicalismo revolucionário é a saída para este quadro devastador que nos encontramos. A reafirmação do lema da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT-IWA):
"A emancipação da Classe Trabalhadora Será Obra dos Próprios Trabalhadores."
Metroviários realizaram assembleia (14/03)
aprovando a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2013.
Principais pontos da pauta:
·
Reposição das perdas salariais (?)
·
Aumento real (?)
·
Equiparação salarial (?)
·
Manutenção dos direitos e conquistas preexistentes
(?)
· Reajuste do VR e do VA (?)

30 COMPANHIAS CONFIRMAM DEMISSÕES
PARA 2013
AIT|FOB (fEDERAÇÃO OpERÁRIA DA bAHIA)
GM SÃO PAULO - 600 trabalhadores ; TNT EXPRESS 4.000 empregos; ERICSSON
1.600 funcionários; LATAM 38 funcionários foram demitidos; COCA-COLA No mês
passado, a Coca-Cola afirmou vai demitir 750 pessoas nos Estados Unidos;
THOMSON REUTERS Em fevereiro, o grupo danglo-candadense Thomson Reuters
anunciou a redução de 2.500 postos de trabalho; VODAFONE 620 funcionários
na sua unidade da Espanha; BOEING planeja cortar centenas de trabalhadores
na sua fábrica da Carolina do Sul, nos Estados Unidos onde constrói o 787
Dreamliner; IAG O International Airlines Group (IAG) afirmou que vai seguir
com o plano de cortar 3.800 empregos ; DANONE planos de eliminar cerca de
900 empregos na Europa; ELETROBRAS espera que entre 4.000 e 5.000
funcionários, dos 27.000, façam adesão ao plano de desligamento voluntário.
As demissões devem ocorrer ainda neste ano; NOKIA anunciou que pretende
eliminar mais de 1.000 postos de trabalho; THYSSENKRUPP irá cortar mais de
2.000 empregos na divisão Steel Europe; MOTOROLA MOBILITY vai cortar mais
1.200 empregos; CATERPILLAR vai cortar até 1.400 vagas na sua fábrica
sediada na Bélgica devido aos custos trabalhistas elevados no mercado
europeu; CIRQUE DU SOLEIL anunciou que vai dispensar 400 pessoas;
TELEFÓNICA pretende cortar em 2013 até 10% do seu quadro de 5.862
funcionários. No Brasil, a A Telefónica abriu um programa de demissão
voluntária (PDV) no mês passado para reduzir seu quadro de pessoal em cerca
de 1.000 funcionários; RENAULT A montadora francesa Renault anunciou neste
ano que pretende cortar 7.500 funcionários; OGX 30 pessoas da companhia
foram demitidas em janeiro; BANKIA O banco espanhol Bankia cortará 4.500
postos de trabalho em sua reestruturação, o banco vai priorizar demissões
voluntárias; FIAT O programa temporário de demissões, que teve início em
fevereiro, durará até o fim de 2014; BARCLAYS anunciou que vai cortar pelo
menos 70 postos de trabalho de sua unidade de banco de investimento na
Ásia; AMERICAN EXPRESS deve reduzir em 8,5% o número de seus funcionários,
o que representar cerca de 5.400 demissões, neste ano; ANGLO AMERICAN
PLATINUM vai paralisar duas minas na África do Sul, venderá outra e com a
decisão, vai cortar 14.000 postos de trabalho para restaurar sua
lucratividade; MORGAN STANLEY O banco planeja cortar 1.600 empregos em todo
o mundo, muitos deles da área de títulos, segundo a Reuters; HP A
Hewlett-Packard (HP) afirmou está cortando pelo menos 850 empregos;
SANTANDER O Santander vai eliminar 3.000 empregos; HONDA A montadora
japonesa Honda pretende cortar cerca de 800 postos de trabalho em sua
fábrica próxima à Swindon, no sudeste da Inglaterra; COMMERZBANK O banco
alemão planeja demitir entre 4.000 e 6.000 pessoas até 2016; PARADOR A rede
espanhola de hotéis Parador vai demitir 350 funcionários.
http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/31-anuncios-de-demissoes-em-massa-feitos-no-1o-trimestre#31

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EMPRESAS BRASILEIRAS QUE VÃO FREAR OS NEGÓCIOS LÁ FORA

ProfessorXs, estudantes, mães e pais, servidores.... todxs juntxs contra o governo inimigo da Educação e do povo, para defender xs professorxs, barrar a repressão e defender o ensino público, gratuito e de qualidade para todxs... Mostrando um crescimento da mobilização, na última assembleia (dia 15/03), cerca de 4 mil professorxs decidiram na Praça da Sé: ganhar as ruas e decretar a greve geral da categoria, por tempo indeterminado, a partir do dia 19 de abril. A participação na assembleia expressou um c...rescimento da mobilização da categoria. Foram, ao menos, cinco vezes mais professorxs do que no último ato, no dia 22/02. Ficou evidente a vontade de lutar e de dar um basta a situação de arrocho salarial e a todo o tipo de ataques do governo tucano que, nos últimos anos, levaram ao maior retrocesso da Educação de toda a história. Ninguém agüenta mais! Todxs sabem quem sem luta não haverá qualquer concessão por parte do governo. A política de entendimento e colaboração da direção sindical com o governo fracassou totalmente e levou nossa categoria a uma situação insustentável: jornadas de até 54 horas/aula; os mais baixos salários entre todxs xs trabalhadorxs com nível superior; condições insalubres e perigosas de trabalho (com professorxs sendo agredidxs e até assassinadxs dentro das escolas e nas suas proximidades); jornada excessivas, impostas por um governo que nem mesmo cumpre a Lei que determina que a jornada dxs professorxs seja no máximo de 2/3 em sala de aula, com 1/3 de jornada extraclasse. Para humilhar e dividir nossa categoria o governo tentar nos corromper, com bônus (a cada ano pago a uma reduzidíssima parcela da categoria), com gratificação de até 75% para a famigerada escola integral (“escravidão total”), como a prova “demérito” (usada para devolver parte do que foi roubado de todxs é para alguns/algumas). Nossxs companheirxs da categoria “F”, “O”..., são humilhadxs nas atribuições. Com dezenas de milhares de pais e mães de família, com anos de serviços prestados à Educação, sendo demitidxs, tendo direitos retirados... até o atendimento médico no IAMSPE para professorxs e familiares (muitxs com doenças crônicas provocadas pela más condições de trabalho) o governo do PSDB retirou. Ganhar as ruas Na assembléia, a burocracia sindical unida (PT-PSTU-PCdoB-PSOL) ainda conseguiu evitar a aprovação de propostas de ampliação da mobilização, como a da realização de uma Reunião Geral de Representantes de Escolas, seguido de ato na Avenida Paulista, no dia 27 de março - defendido por Educadorxs em Luta. A burocracia sindical busca evitar que as decisões sejam tomadas por uma base mais ampla de professorxs e procura controlar o movimento por meio de órgãos por elxs dominadxs (como o Conselho Estadual de Representantes, o “Senado” da categoria), a própria diretoria e assembléias minoritárias. Temem que uma mobilização ampla supere todos os limites de sua política de entendimento com o governo. É justamente isto que devemos impulsionar a partir da cada Escola e região, pois este é o caminho para derrotar o tucanato e levar nossa categoria à vitória. A tarefa é arregaçar as mangas. Organizar em todas as escolas e regiões: - Reuniões, Plenárias e Assembléias de professorxs para organizar a mobilização, formando comandos de mobilização de base, independentes da burocracia sindical; a categoria deve tomar a luta em suas mãos; - Realizar reuniões e assembléias com pais, mães e alunxs convocandx-xs a apoiarem a nossa luta e a participarem da mobilização (levar o caos da escola e a nossa luta para serem debatidos nos bairros, nas igrejas, nos sindicatos, em todos os lugares); - Organizar atos públicos, passeatas etc. em todas as regiões do Estado, fechando ruas e avenidas para denunciar a política do governo e conquistar o apoio à nossa luta; - Organizar caravanas de todos os setores da Comunidade Escolar para o ato e passeata na Avenida Paulista no dia 19; - Em cada região e em nível estadual aprovar a formação de um Comando de Mobilização e Negociação com representantes de base, eleito em assembléia, de forma proporcional, para garantir a representação de todos os setores da categoria; É preciso também unificar nossa mobilização com os estudantes da USP e demais universidades, apoiando suas reivindicações contra a privatização da universidade e contra o processamento dos 72 estudantes da USP que ocuparam a Reitoria, bem como com todo o funcionalismo público estadual expropriado pelos quase 20 anos de governos do PSDB. Uma só categoria, uma só luta! NOSSAS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES Que devem ser votadas por toda categoria na Assembléia Geral, como Pauta de Reivindicações de nossa mobilização SALÁRIO E DIREITOS IGUAIS PARA TRABALHO IGUAL *100% de reposição para todxs. Isonomia Salarial = salário igual para trabalho igual. Estender para todxs xs professorxs a gratificação das escolas integrais, o “premio por mérito”, o ”ALE” (Adicional por Local de Exercício). R$ 20 por hora aula. Piso salarial de R$ 4.500. Xs Professorxs que formam todxs xs demais profissionais, não pode ter o mais baixo salário entre xs profissionais de nível superior * 1/3 DE JORNADA EXTRACLASSE JÁ! Cadeia para o governador e Secretário que não cumprem a Lei 11.738 que manda reduzir a jornada. Pagamento como hora extra – com os devidos adicionais – das horas trabalhadas além da jornada máxima nos últimos 5 anos * ESTABILIDADE NO EMPREGO PARA TODXS! Revogação de toda a legislação de cassação de direitos dxs professorxs “O” e demais professorxs. O mesmo trabalho, o mesmo salário e os mesmos direitos. Atendimento médico pelo IAMSPE. Fim da “provinha guilhotina” *REVOGAÇÃO DE TODA A LEGISLAÇÃO ANTIEDUCACIONAL DOS GOVERNOS TUCANOS Fim da “aprovação automática”. Cancelamento da municipalização do ensino. Reabertura das escolas fechadas. Readmissão dxs demitidxs e perseguidxs pelo governo. Fim da terceirização dxs servidores de escolas; reposição das perdas salariais dxs servidorxs, piso de R$ 1.500. Mais verbas para a Educação. Fim da farra dxs capitalistas com o dinheiro da Educação: Verbas públicas, somente para as escolas e universidades públicas.Ver mais |
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A PLEBE nº 75 Janeiro-Fevereiro/2013 A.C.A.T.- A.I.T.
@ Órgão Oficial da Federação Operária de São Paulo (FOSP –Fundada em 1905) @.
Caixa Postal 1693 - São Paulo/SP @ E-mail: profosp@bol.com.br
O CAPITALISMO É FASCISTA!
Durante o Império Romano a escravidão era vista com normalidade. A sociedade era então composta de plebeus, escravos –todos os povos derrotados em batalha -, e patrícios –ocupantes dos altos cargos políticos. Eis a essência do FASCISMO, da elite dirigente e da escória social, a quem nem sequer consideravam como ser humano.
Muito tempo se passou e a sociedade não é homogênea: vivemos numa sociedade capitalista-a pessoa vale pela sua conta bancária! Vemos a grande desigualdade social, o que caracteriza a existência de diferentes categorias, ou classes sociais. Não são ricos e pobres, pretos e brancos ou mulheres e homens: são proprietários e não proprietários - dos meios de produção(terras, máquinas e capital). Por isso temos os patrões/burgueses e os trabalhadores/operários (empregados ou não...)
Sabemos que o interesse dos patrões é o lucro, enquanto o do peão é sua vida/família. O patrão consegue lucrar explorando o trabalho do operário.Para aumentar o lucro desvaloriza o trabalho operário, ao qual remunera com o ‘salário’.
Se de um lado arrocha o salário, do outro lado ao, aumenta o preço dos produtos, diminui o poder de compra do operário. Através da ameaça do desemprego obriga os assalariados/operários a aceitar condições salariais e de vida aviltantes.
Ao exército de desempregados, sem-teto e sem-terra, e a todos os descontentes o Estado joga as Forças Armadas, se utilizando do que chama ‘violência legal’.
Periodicamente realiza eleições para convencer as pessoas que elas decidem alguma coisa–enquanto o poder e as riquezas continuam nas mão da minoria.
Mascarando esses fatos o Estado tenta se apresentar como defensor dos interesses de todos, mas governa para as elites. Basta ver o descaso com a saúde, educação popular.Tira impostos das industrias automobilística e de eletrodomésticos , favorecendo o lucro empresarial, e arrocha os salários dos trabalhadores públicos – tratados com cidadãos de segunda classe, ENQUANTO A ELITE TECNOCRÁTICA TEM PRIVILÉGIOS.
Eis o sinal que dá aos burgueses!
Para garantir a continuidade dessa situação o Estado destruiu os sindicatos livres nos anos 30 e mantem os trabalhadores desorganizados presos numa etrutura sindical vertical,atrelada ao Ministério do Trabalho criada pelo fascista Mussolini, nos anos 20.
Impondo uma organização corporativa e vertical, o sindicalismo oficial de Estado, destrói a consciência de si, da classe trabalhadora – de ser uma força na solidariedade classista para se fechar em interesses mesquinhos e divisionistas. Essas repartições públicas do Ministério do Trabalho a que chamam de sindicatos dividem os trabalhadores, tendo por base interesses partidários, tem a responsabilidade de manter a classe trabalhadora desorganizada e desunida.
Para isso contam com burocracias sindicais pelegas mantidas pelo Estado através de Impostos(Contribuição sindical compulsória, FAT, etc...).
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@ SE UNA A COB/AIT! SEM DIRETORES LIBERADOS OU REMUNERADOS!
@ PELA AUTOGESTÃO DAS LUTAS!

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MORTES NA PERIFERIA DE SÃO PAULO
O governo Alckmin/PSDB, de São Paulo, tem chefiado um verdadeiro extermínio pelas ruas da periferia, com a volta da ROTA (grupo formado pelo ex-governador Paulo Maluf e quase desativado depois do ‘Massacre do Carandiru).
Mas, esse grupo de extermínio a serviço do Estado, invés de ter sido desativado foi sendo ampliado e melhor equipado. Com isso desde maio de 2012 tem se verificado, em diversos lugares das periferias de São Paulo, um aumento da violência e as chacinas se tornaram uma coisa cotidiana.
O governo do Estado tem lançado a culpa dessa onda de violência ao P.C.C., mas não consegue provar, por absoluta falta de provas. Por outro lado sabemos que há policiais envolvidos nesses ataques, por exemplo, no caso da prisão arbitrária de um componente do grupo de RAP “Rosana Brooks/Dubrooks”, ou na chacina em que 15 homens encapuzados invadiram um bar no Capão-Redondo, dizendo que era a polícia e logo em seguida fuzilaram todos que estavam lá. Dentre os mortos estava o DJ do grupo de RAP “Conexão do Morro”.
Na semana anterior a este ataque um morador da região havia filmado soldados da PM arrastando de dentro de sua casa um trabalhador - servente de pedreiro (sem passagem pela polícia) - espancando-o em frente a sua mãe na rua e em seguida assassinando-o sem chance de reação.
Após cada incidente em que um PM está envolvido o governo e as autoridades militares, de segurança pública, aparecem na mídia dizendo que a culpa é do PCC e repetem que vão apurar os fatos, mas o tempo passa e os fatos se repetem sem que nada seja feito!
Some-se a isso a ação desastrosa e truculenta da PM na dispersão da ‘cracolândia’ e agora, com a chamada “Internação Compulsória” – prisão informal de usuários, uma imitação dos Gulags estalinistas da extinta URSS – parece que estamos assistindo a uma “limpeza” da cidade de São Paulo, preparando a cidade para a Copa das Confederações e do Mundo. Assim são retirados, ou exterminados, das ruas qualquer oposição ou desafeto do governo, como já aconteceu no Rio com a militarização das favelas.
DENUNCIE! SE REBELE! SE ORGANIZE E LUTE!
Contra essa situação lamentável de discriminações e perseguições fascistas.
CONTRA A MILITARIZAÇÃO DA SOCIEDADE!
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA QUESTÃO SOCIAL!
SINDIVÁRIOS-Capão Redondo-FOSP/COB-ACAT/AIT

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MAIS UM GOLPE?
Há alguns anos temos notado o surgimento de indivíduos que estão se declarando ‘skinheads’ e que estão se infiltrando aos poucos no movimento anarquista. Queremos deixar bem claro que não concordamos e não aceitamos isso!
Todos sabem que esse maldito nome (skinheads) sempre esteve ligado a grupos neofascistas desde os anos 60, na Inglaterra – onde surgiu. No Brasil se declaram nacionalistas (Carecas – cabeças de ovo), alguns francamente nazifascistas (como os “White Power” ou os “Hooligans’ do “Front 88”), todos de extrema–direita, contrários a liberdade e auto-gestão dos trabalhadores.
Por mais que esses ‘novos skinheads’ se declarem antifascistas, na prática estão levando o nome que, principalmente no Brasil, carrega uma imagem negativa e sangrenta de preconceito e violência.
A classe trabalhadora está cada vez mais desorganizada, nas mãos dos sindicatos oficiais - ligados ao Estado – criados a imagem da ‘Carta Del Lavoro’, de Mussolini. Não precisamos de mais um obstáculo na luta operária!
Se estiverem tão interessados em ajudar a luta proletária, por que escolheram esse nome e pose? Por vaidade? Por oportunismo? Para se promover?
O que vemos, na verdade, é uma grande confusão ideológica.
Porém, enquanto estiverem se declarando ‘skinheads’ só confundem ainda mais os trabalhadores e a população, servindo como instrumento da mídia burguesa.
Isso é um golpe! Quem quer o Estado e não a Liberdade não deve brincar de revolução!
Seção de Artes e Espetáculos-SINDIVÁRIOS-SP
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Solidariedade com a luta dos trabalhadores no Hospital San Raffaele (Milão)
Enviado por Secretaria -Internacional USI/AIT
Caros camaradas, como você já sabe o governo italiano, com o nome dos poderes financeiros, está acontecendo com a destruição do Estado social, um dos objectivos desta campanha é a assistência à saúde. Nossos companheiros que trabalham no San Raffaele Hospital, juntamente com outros sindicatos, são marcantes para protestar contra a demissão de 244 trabalhadores eo cancelamento do acordo do contrato obtido anteriormente, e entre outras coisas, Graziella (delegado USI) e Daniela têm passou o telhado do hospital para dar mais visibilidade ao protesto.
Para sustentar esta luta dos trabalhadores do San Raffaele estão diariamente envolvidos em greve e protesto (a marcha realizada em Milão no dia 24 de outubro e 14 de novembro foram realmente importante) obstrução da estrada, manifestações em frente ao palácio Regional administrativa e do Municipal palácio administrativo, o protesto realizado em frente importante edifício de mídia de massa e, sobretudo, o protesto permanente na entrada principal do hospital, onde um monte de gente está dando solidariedade aos trabalhadores. No mesmo dia em que os dois companheiros foi no telhado, cerca de 50 trabalhadores ocuparam a Direção. Eles foram aclarado pela polícia, simultaneamente, os delegados solicitaram aos trabalhadores para pendurar as folhas para fora das janelas do hospital para mostrar que o protesto estava acontecendo, o envio de uma imagem poderosa para o exterior. Os trabalhadores estão hoje conscientes de que, se este ataque aos direitos trabalhistas passará será apenas a primeira ação de uma corrente, que no futuro muitos outros contratos serão alterados com piores condições de trabalho e que a primeira vítima, após o próprios trabalhadores, será cada pessoa que precisa de assistência de saúde pública.
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Relatório da IWA-Plenária em Modena 23-25 novembro e do Centenário da USI-AIT
Enviado 12/01/2012
Camaradas participaram Modena do Brasil, França, Grã-Bretanha, Itália, Noruega, Polônia, Portugal, Sérvia, Eslováquia e Espanha e do Plenário foi excelentemente organizado pela USI-AIT. Na noite de sábado do Centenário da USI-AIT foi comemorado por uma demonstração, discursos e com os eventos à noite, como Modena é o lugar em que a USI foi fundada há cem anos. Tanto o Plenário e do Centenário foi realizada em um espírito muito camarada!
Tem no período desde a última Plenária IWA em Varsóvia no final de outubro de 2011 para o Plenário Modena, não apenas medidas de austeridade e cortes foram, mas também uma campanha ideológica contra os trabalhadores. Esta campanha tenta convencer as pessoas de trabalho que a austeridade ea crise é 'culpa' e não a especulação irresponsável e desregulamentação da economia mundial. A "solução" dos estados e capitalistas é a ditar os trabalhadores a aceitar o que eles chamam de "lógica do mercado" e as medidas de austeridade e os ataques são apresentados como "financeiros" necessidades e "leis".
Os sites das seções, o site da AIT-IWA mostrou os Boletins externos que a AIT-IWA e suas Seções e Amigos dia a dia estão aumentando suas mobilizações, presença, atividades e ações diretas: Tem nesses 11 meses desde a última Plenária sido IWA dias de ações contra medidas de austeridade, a exploração ea opressão de 29 de março a 31, uma greve geral em Espanha 29 de março e em Espanha e Portugal, etc em 14 de novembro que eram apoio das Secções, e um lote de ações urgentes de apoio trabalhadores em conflito!
Um referendo na IWA, no final de Janeiro de 2012 que a próxima plenária deve discutir e decidir sobre as mobilizações futuras. Itens para discussão em Plenário em Modena foram: Avaliação de mobilizações anteriores. Esses dias incluídas Iwa de Ações, chamadas internacionais de solidariedade ou outras mobilizações As seções têm tomado parte dentro Valor estratégico de mobilizações internacionais e como escolher potenciais parceiros.
O Plenário decidiu Jornadas Internacionais de Ação contra cortes de empregos e demissões e em apoio aos desempregados, dias de ação relacionados com a habitação e novas Jornadas Internacionais de Ação contra as medidas de austeridade, a exploração e opressão. Também será ações contra a destruição de um cemitério espanhol no Brasil. Todas as ações serão anunciadas em tempo útil antes de serem postas em prática.
