Grupos

VAMPIROS MORTOS-VIVOS QUEREM DESTRUIR DIREITOS CONQUISTADOS! Em todas as edições sempre alertamos para o fato de que a corrupção é o pano de fundo do Sistema Capitalista, que domina todos os países com a Globalização Capitalista, eventualmente chamada de ‘NEO-LIBERALISMO’. Este apontava para a destruição dos direitos proletários, conquistados pela luta operária direta. Já nos anos 90, em pleno governo FHC/PSDB a idade para aposentadoria aumentou (dos homens de 60 para 65, das mulheres de 55 a 60 anos). Após várias crises e da destruição de economias como da Islândia e da Grécia, eles precisam de mais carne na máquina de moer gente... O que vemos hoje, em rede nacional de TV, é a podridão tentando fugir da privada para cair na lata de lixo da história. Do Impedimento da Dilma, por um Parlamento formado pelos lobos vorazes, ratos mutantes se esgueirando pelos cantos dos porões das instituições do Estado, ávidos pelo dinheiro arrancado dos trabalhadores pelos IMPOSTOS (que nos consomem quase 6 meses do ano)... Esse governo parlamentarista, golpista, que a beira de seu cadafalso acelera o processo de implantação das Reformas requeridas pelos banqueiros, empresários e políticos (PRINCIPALMENTE A TERCEIRIZAÇÃO GENERALIZADA) mostra que o que temos a temer é a negociação que está sendo feita entre eles (incluindo todas as centrais sindicais oficiais) para salvar a CLT no que ela tem de mais FASCISTA, o sindicato atrelado ao Estado, mantendo o Imposto Sindical... enquanto os direitos são relativizados/limitados, contra os interesses da classe trabalhadora! Dentro desse processo cresce o desemprego e cai o valor de compra dos salários! Todos os partidos se unem para distrair a classe trabalhadora, com mentiras, desviando a luta operária para a luta política, reivindicando a renúncia de Temer e a realização de Eleições Diretas... ou para apoiar o governo corrupto, mantendo o ritmo das Reformas – com o lema de que O BRASIL NÃO PODE PARAR... Com isso criam uma cortina de fumaça sobre o processo político, em que dizem que devemos pressionar o parlamento. Mas com isso apenas nos levam a reconhecer o Parlamento, com todos os partidos envolvidos em denúncias variadas de corrupção, como legitima representação do ‘povo’... bem como eles mesmos como os porta-vozes dos eleitores e líderes dos trabalhadores. A verdadeira luta do proletariado deve ser ECONÔMICA, pela ampliação dos seus direitos. Como instrumento de auto-defesa para lutar contra o desemprego e a perda de direitos. Recuperando da própria Constituição a definição do Salário Mínimo (baseado nos itens de consumo básico de um casal com 2 filhos), reivindicando o Salário Mínimo Constitucional de R$ 4.500,00 (calculado mensalmente pelo DIEESE). E na luta contra o desemprego (e da perda da Jornada de 8 hs/dia feita pelas TERCEIRIZAÇÕES) devemos lutar pela Redução da Jornada de Trabalho para 6 horas/dia, e pela SEMANA INGLESA (de segunda a sexta) 30 Hs/Semanais – sem redução salarial. E a história nos mostra, com os 100 anos da Greve Geral de 1917, que só com uma organização autônoma, intercategorias e de Ação Direta, de baixo para cima (dos bairros, para as regiões e para as cidades), com a prática assembleária desde cada local de trabalho e moradia. Reativar a COB/AIT é a nossa principal necessidade! FURACÃO SOBRE SP: (A GREVE GERAL DE 1917) Letra de música da banda de PunkRock THE PENDENTS escrita em 2007 Nem todo mundo conhece, mas a história foi assim: Se tudo tem começo tudo também tem um fim. Da história falada que ninguém esquece (na aldeia, no Quilombo, no grito e na prece...) E como uma vitória que é de todos A luta operária se fez história E como se fosse combinado Ninguém saiu pra trabalhar e assim São Paulo ficou feito um feriado E essa grande greve se iniciou em junho de 17 gerada nas lutas contra a primeira grande guerra em 1915 a Federação fez seu Congresso Como antes a COB fez em 1913 E todos apontando para a mesma questão O desemprego, o arrocho e a ganância do patrão A luta só tinha uma saída Se organizar e partir para a ação Aí o trabalhador podia lutar por sua emancipação A agitação contra a carestia já vinha desde o verão A revolta aumentava com o desemprego e a exploração o 1º de Maio de 17 exaltou a solidariedade e os oradores anarkistas falaram toda a verdade a Greve começa em Junho, numa confecção. Cotonifício CRESPI para prá ouvir a voz do peão que só pedia mais salário, Respeito com mulheres, idosos e crianças e o fim do vil imposto pró-pátria. A patronal intransigente demite toda a comissão A greve continua e se espalha pela região Solidariedade é uma arma quente, é a união! A greve atinge o setor de alimentação Um mês depois de se iniciar a greve atinge todas as regiões Os operários na rua enfrentam a polícia do governo e dos patrões Piquetes, passeatas, comícios, direta era toda a ação. Numa manifestação na Mooca no 9 de julho verdadeiro Em conflito com a Policia é assassinado um sapateiro O jovem anarkista José Martinez (Aos 22 anos de idade.) Aí ficou claro a todos qual era a situação da vez. A Greve Geral ganha força e se espalha pelo estado Santos, Campinas, Sorocaba, Ourinhos e região nas batalhas de rua, operários tomam as praças E o governo federal manda tropas do exército prá conter a insurreição. O cortejo de Martinez é acompanhado por mais de 50 000 toma as ruas do centro em silêncio respeitoso sob as bandeiras de luto operárias, o estandarte da FOSP tendo a frente o Comitê de Defesa Proletária zeloso unidos os trabalhadores exigem do governo e dos patrões aumento geral de salários, fim do trabalho como escravidão para mulheres e crianças, redução dos alugueis, da jornada de trabalho, direito de associação e liberdade para todos os presos! No dia 15 de julho os trabalhadores conseguem redução da jornada com aumento de salários, libertação dos grevistas presos, garantia de emprego para todos os grevistas, regularização do trabalho de menores e mulheres, Também outras reivindicações Como médico, descanso semanal e férias e a esperança sincera de começar uma nova era. Que estava nos corações E demorou um século para poder nascer Tudo isso aconteceu há 90 anos atrás Aqui mesmo onde tudo parece que tanto faz o Estado não domesticou nossa organização prenderam, mataram, amordaçaram a união construíram sobre ela a mentira da repartição sindicato não é um nome é uma forma de associação a história da luta é de todo aquele que luta contra a escravidão sem partido, sem Estado, sem governo e sem patrão! CEM ANOS DA GREVE GERAL DE 1917 A chamada Greve Geral de São Paulo, em 1917, foi considerada a primeira greve geral do Brasil. Ao longo de meados do século XIX, até a década de 1910, as primeiras greves se restringiam a categorias isoladas de operários da embrionária indústria brasileira. A partir da abolição da escravatura, em 1888, os pequenos e grandes empresários da época passaram a utilizar prioritariamente mão de obra estrangeira e assalariada para substituir os escravos. Os estrangeiros, na maioria italianos, portugueses e espanhóis, deixavam sua terra natal em busca de oportunidades, para fugir da pobreza e de perseguições. Traziam consigo as ideias que começaram a dominar o pensamento europeu a partir da Revolução Francesa de 1789. Entre elas, as de liberalismo, socialismo, comunismo e anarquismo. Foi nesse contexto de intercâmbio cultural que floresceram, no seio da nascente classe trabalhadora brasileira, os conceitos de sindicato, direitos trabalhistas, luta de classes, livre-mercado, etc. Nas décadas de 1900 e 1910, o sindicalismo mundial era disputado pelas vertentes socialista, social-democrata (marxistas) e anarquista. Desta última surgiu o termo “anarcossindicalismo”, que se caracterizava por uma atuação direta dos sindicalistas na organização dos trabalhadores, seja nas fazendas ou nas fábricas, sem um caráter institucional. Então, em 1917, com a difusão dessas ideias pelos imigrantes europeus, os princípios do anarcossindicalismo ganharam visibilidade e força no Brasil, justificando o caracterizar o movimento como uma Greve Anarquista. Nesse período, não havia no país uma legislação que protegesse ou garantisse direitos aos trabalhadores, apenas leis avulsas que tangenciavam a questão trabalhista. Na cidade de São Paulo, por exemplo, trabalhava-se nas fábricas de 11 a 16 horas por dia e a maior parte da mão de obra era composta por mulheres e crianças. A exploração intensiva do trabalho e o emprego de mão de obra feminina e infantil propiciava grande margem de lucro ao empresariado emergente. No entanto, a prosperidade da burguesia industrial não se refletiu em melhorias nas condições de trabalho insalubres enfrentadas pelo operariado. Greves ou reivindicações trabalhistas eram encaradas pelo governo e pelas classes dominantes como “caso de polícia”. Assim, além das jornadas de trabalho extenuantes e das condições precárias de trabalho, operários, mulheres, crianças, imigrantes e ex-escravos que trabalhavam nas fábricas ainda tinham que suportar o alto custo de vida e a miséria que se alastrou pelo Brasil durante a República Velha. Em escala internacional, as grandes potências se digladiavam na 1ª Guerra Mundial (1914-1918) pelas conquistas territoriais na África e na Ásia . Enquanto isso, o México, em 1910, e a Rússia, em 1917, deram início a revoluções que marcaram profundamente o século XX e repercutem até os dias de hoje, colocando em evidência temas como reforma agrária, reforma urbana, nacionalização, coletivização, justiça social, direitos trabalhistas. Alguns desses conceitos eram defendidos por Edgard Leuenroth, tipógrafo e jornalista brasileiro que fundou os jornais “Terra Livre”, “A Lanterna” e “A Plebe” para disseminar suas ideias anarquistas e as reivindicações do operariado. O ponto de partida para a Greve Geral foram as greves parciais por aumento salarial e melhores condições de trabalho, que se espalharam por São Paulo nos meses de maio e junho de 1917, com o apoio de parte da grande imprensa e da imprensa anarquista. Na paralisação de 9 de julho, na Fábrica Mariângela, a intervenção da polícia resultou na morte do sapateiro espanhol José Martinez, membro da Federação Operária de São Paulo (FOSP) e da Confederação Operária Brasileira (COB). O incidente foi o estopim para a Greve Geral que se seguiu a 10 de julho, data do cortejo fúnebre de José Martinez, contando com a adesão gradual de várias categorias de operários, a começar pelos trabalhadores da tecelagem Cotonifício Crespi – cuja greve iniciada em junho determina o início do processo de Greve Geral, atrás do apelo por SOLIDARIEDADE ATIVA, lançado pelos militantes anarcosindicalistas, dos sindicatos revolucionários. 35 ANOS DE LUTAS POR SINDICATOS LIVRES E COMBATIVOS Recuperando a memória do Encontro Anarkista, articulado pelo jornal O Inimigo do Rei em abril de 1982. - Reuniu indivíduos e grupos libertários, do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. PREÂMBULO: Desde os anos de resistência e luta anticapitalista contra o golpe de 1964 e a ditadura militar, o movimento libertário foi abrindo um caminho de protagonismo nas lutas, regado por muitas prisões, processos, perseguições e demissões. Enquanto o movimento crescia ao nível social, o que exigia uma articulação maior decorrente da aplicação dos princípios libertários. A questão da organização pública passava por muitas contradições, que já vinham dos anos do golpe de 1930, para evitar as infiltrações e traições como as relacionadas com a divisão da classe trabalhadora causada pela fundação do PCB, em 1922, e absorvida pelo PTB (populismo getulista). Os acordos do movimento entendiam que a necessidade da organização nascia do avanço das lutas. Dos acordos, livremente adotados pelos trabalhadores, de luta, da ação direta e do federalismo. Através das decisões tomadas em assembleias gerais, plenárias e congressos; desde as seções locais de trabalho e não impostas, de cima para baixo, por uma direção. Das categorias de trabalho aos Ramos de Produção. Do município à nação. O avanço das lutas nos anos 80 impunha a articulação de uma oposição, não manipulada por partidos ou patrões. Exigia uma base comum de organização decorrente da articulação de toda a sociedade, através de uma perspectiva unificada de autogestão das lutas. Os acordos do movimento entendiam também que a luta parlamentar e partidária não leva a lugar nenhum, que o anarquismo, não é um partido, uma direção e muito menos um movimento que possa ser fechado em uma doutrina, ou nas interpretações decorrentes de um momento histórico. Dentro dos seus princípios de liberdade, contrários a qualquer modalidade de dominação ou exploração, deve desenvolver seus acordos de luta coletivos, em conjunto com os demais, de acordo com suas experiências concretas, decididas entre todos que luta pela igualdade social, em conformidade com suas aspirações, situação interpretações e a correlação de forças. Por isso passível de ser modificada a qualquer hora, de baixo para cima e contrário a qualquer plataforma estanque de lutas, ou sujeitas a interpretação duvidosa de qualquer partido ou intelectual iluminado. A esquerda partidária não reagiu a este anúncio e logo foram somadas tentativas de usurpação do movimento. Não aceitavam a organização independente dos trabalhadores, preferiam aceitar o pacto da esquerda em torno a CUT. Mas faziam questão de uma “direção” organizada para o anarquismo. Chegaram a uma histeria tal, que a partir de 1996, enfrentávamos uma articulação, sem militância reconhecida, que vinham desde o Uruguai, impor uma federação anarquista, em Porto Alegre. Desde a Venezuela, outros condenavam qualquer iniciativa pela retomada das grandes organizações de massa influenciadas pelas lutas e ideias do Primeiro Congresso da Internacional AIT, do qual Marx não participava ainda e continuadoras das ideias de Proudhon, Bakunin; Kropotkin, Malatesta, Neno Vasco, Leuenroth, Oiticica, etc. Terminando por criar um paralelismo reformista, divisor do movimento e da sociedade, desarticulador das iniciativas de reorganização anarkista e de qualquer proposta de avanço na luta dos trabalhadores. Por fora da organização histórica decorrente das lutas no Brasil e a nível internacional, passam a tencionar o cenário com a criação, de inúmeras outras pseudo federações anarquistas, cujo passado histórico é das suas relações político partidárias com o Poder constituído e os partidos da esquerda ou dependentes destes. Nesse momento, nosso grito de alerta, se dá para chamar a atenção para o fato: de que não existe hoje, uma força que unifique e se superponha aos avanços estatais da dominação pela classe capitalista. Os anúncios diários e os Sindicatos oficiais atreladas ao sindicalismo de ocasião não consegue articular uma mínima ação organizativa permanente, que traga mudança social. . Este acordo abaixo, de 1982, pela COB, representou um marco por um futuro melhor. A prioridade pela reconstrução da COB foi definida, em 1986, na 1º Jornada Libertária de Protesto; de caráter Anarkista, público e nacional, que aconteceu na cidade de Florianópolis e no Congresso Anarkista nos 100 anos do 1º de Maio, na antiga sede do CCS-SP, no Brás. Entre diversos temas abordados pelo Movimento Libertário, na questão da organização pública, específica dos anarquistas foi acordada da necessidade de ter muita cautela “e observação de princípios: a praxis e não o discurso teórico é que distingue o anarkista; e pelo fato de que a repressão, a social democracia reformista, ou mesmo a os partidos de esquerda (visão bolchevista), tentam invadir e controlar, de cima, as decisões sobre as ações do movimento, podendo vir a criar falsas federações anarquistas”. O mesmo ocorreu ainda em São Paulo, com a criação dos Núcleos Pró- COB/AIT, no 1º de Maio de 1986, no Congresso Anarquista durante as Jornadas pelos 100 Anos de lutas pela Redução da Jornada de Trabalho. E ainda, com a criação de Núcleos Pró COB/AIT, em julho de 1986, na cidade de Porto Alegre durante a 1ª Jornada Libertaria Local. Em 2004/2005 com a fundação, em Porto Alegre e São Paulo, dos primeiros sindicatos livres, a COB é reconstruída. Seguem-se Nova Santa Rita, Canoas e Grav ataí (RS), Florianópolis (SC), Salvador (BA), Aracaju (SE), Belém (PA),Araxá (MG) e Núcleos Pró-COB em outras cidades. A COB, em 2010, ratificou sua presença sediando na cidade de Porto Alegre, pela Primeira vez nas Américas, o XXIV CONGRESSO Internacional da ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES (AIT-IWA). Avançando organizativamente, em janeiro de 2011, a COB realiza na cidade de CANOAS, o IV Congresso Operário Brasileiro, onde se deu a unificação das bandeiras de lutas. E se dá uma sequência histórica organizativa aos seus esforços de consolidação. Exige ainda retomada e continuar uma maior construção e conscientização de que é possível com muito protagonismo avançar, citando Carlos Drummond de Andrade, retirando “as pedras do meio do caminho”. RECUPERANDO A MEMÓRIA, CONCLUSÕES: - O encontro de anarkistas do Brasil, em abril de 1982, em uma praia deserta da cidade de Florianópolis, após dias de debates, declaram-se contrários a burocratas, patrões, partidos e pela retomada da COB; - consideraram, em relação à situação social do Brasil, que a unificação da classe trabalhadora, para ser legítima, tem que ser construída com base na luta econômica, por questões específicas, tais como: - Redução da Jornada de Trabalho, Sem Redução Salarial e com Reajustes Trimestrais (devido a inflação); - Pregaram o “Controle Social da Produção, Distribuição e Consumo pelos próprios trabalhadores através da Autogestão Generalizada”; - Com o objetivo de alcançar Todo Poder aos Pobres Peões do Campo e da Cidade. - Decidiram construir conjuntamente com os outros estados, uma proposta, para apresentar na 1ª Conferência das Classes Trabalhadoras, em São Paulo (agosto de 1982). E declararam que a organização sindical dos trabalhadores deve representar uma Perspectiva de Organização Sindical Não Reformista e Revolucionária; continuadora da nossa tradição de luta dos sindicatos livres e combativos da Confederação Operária Brasileira - COB (que na greve geral de 1917, se propôs a uma paralisação revolucionária do país para derrocar o capitalismo tupiniquim). - Denunciaram a ineficácia da participação do processo parlamentar do país. Que se traduz em mais uma violência que a população sofre quotidianamente. Que não vai mudar nada e que só serve para legitimar os interesses capitalistas. - Perante a reforma eleitoral e o processo eleitoral em andamento afirmaram que as eleições serão desmascaradas e propõem várias formas de fazer isto: votar nulo, recusar-se a votar, desconhecer as eleições, propor uma prévia para o dia 15 de outubro com a intenção de denunciar o caráter oportunista das lideranças hegemônicas e reafirmar a necessidade da derrota dos casuísmos do governo para evitar uma consolidação do regime; - Levantaram da necessidade da organização de grupos e ações para enfrentar concretamente o Sistema e reafirmaram da necessidade de uma ruptura total para mudar e para valer. A ser divulgada publicamente, em todos os lugares, que signifique a construção e a organização dentro da estratégia de um duplo poder, o dos trabalhadores (para o empoderamento da classe trabalhadora), com o objetivo de uma mudança e transformação social que acabe com toda a opressão, as injustiças sociais e traga benefícios para tod@s. - Operacionalizaram outras ações de divulgação e finalizaram com uma saudação rubro negra (alusão a bandeira da COB, e o vermelho e preto da Internacionalismo proletário). ---------- Fonte: Jornal “O INIMIGO DO REI”, nº16, Porto Alegre, março e abril de 1982.

SAIU O: A PLEBE 86- Abril 2015

01:31 @ 11/04/2015

NÃO ILUDAM MAIS OS TRABALHADORES! Existe uma corja de oportunistas, conhecidos ‘carreiristas sindicais’, que usam o movimento dos trabalhadores como trampolim político. Muitos se veem como líderes da esquerda política brasileira e veneram o marxismo-leninismo/bolcheviques, mas defendem e militam numa organização ligada diretamente ao Estado, de origem na Carta Del Lavoro fascista: o sindicato oficial atrelado ao Estado e a CLT. Dizem fazer isso na defesa dos trabalhadores, mas na verdade trabalham para manter os trabalhadores divididos, fracos e dependentes. O grande exemplo disso é o ‘Paulinho da FORCA’ e seu mais novo partido, ao qual chama de ‘solidariedade’, que como deputado propõem a terceirização de todos os ramos da economia!!! Defende assim a perda de direitos se dizendo ‘defensor dos trabalhadores’. Basta ver as características desses aparelhos utilizados pelos partidos políticos para atingir seus próprios fins. Assim canalizam para seus quadros os fundos que lhes repassam o próprio Estado: o Imposto Sindical, o FAT e outras verbas... São organizações verticais e corporativas, dentro de uma visão de que não há diferenças de interesses e de classes no seio do Estado, que dizem velar pelo bem comum. Falam em sindicalismo de resultado e o ÚNICO RESULTADO DISSO é a merda em que estamos! Vivem da fantasia de que defendem os ‘interesses específicos de categorias profissionais’ e nas greves realizadas pelos trabalhadores terminam fazendo ‘negociações’ que resultam em migalhas para os trabalhadores. No fim das contas se justificam por ações assistenciais e colônias de férias. SÓ NÃO SERVEM PARA A LUTA OPERÁRIA, só servem para trair os trabalhadores e ser um calcanhar de Aquiles (já que o Estado controla as contas dos sindicatos e pode bloquear seus fundos bancários). Assim dividem os trabalhadores por categorias em vez de uni-los para a luta comum contra o Capital. Quem defende e mantem o movimento sindical atrelado ao Estado, usufrui de seus fundos para servir ao Capital, ao Estado e as o fascismo em si. Não precisamos de falsos líderes, precisamos é nos organizar de forma horizontal e solidária a partir dos locais de trabalho e moradia. Um organização intercategorias, independente do Estado, dos partidos e das igrejas, sob o controle direto e somente dos trabalhadores. Reativar nossa própria organização histórica, destruída pelo conluio de fascistas e comunistas, a Confederação Operária Brasileira a partir dos sindicatos livres e revolucionários, que devemos organizar desde já.

TODO APOIO À GREVE DOS GARIS DO RIO DE JANEIRO!

LUTE CONTRA O FASCISMO E A IGNORÂNCIA! E o século XXI chegou, cheio de promessas e modernidades. Todos saudaram com alegria a Era da Informática, do neo-liberalismo... Passados poucos anos percebemos: foi tudo mentira, cultivada pela mídia – controlada pelo Estado. Para o cidadão comum, o/a trabalhador/a, nada mudou! Quando empregado/a é mantido à rédea-curta pelo patrão, sob o eterno medo do desemprego, da sarjeta; quando desempregado/a se submete a todo tipo de trabalho, sem direitos e com baixa remuneração, no subemprego. Enquanto isso toda a classe vai perdendo direitos historicamente adquiridos, a vida humana vai perdendo valor, na crescente violência – resultado da fome e da miséria. Para calar a revolta, que cresce ao lado de tudo isso, o próprio Estado – através de suas diversas polícias - assassinam, torturam, mantém seres humanos como animais no matadouro em prisões superlotadas. E toda essa violência se dirige, principalmente, aos grupos mais frágeis da sociedade: os pobres, os sem-teto, as mulheres, os negros, os homossexuais, os desempregado/as, etc. A classe operária, os trabalhadores, alvo final de toda essa engrenagem contra os seus próprios interesses de classe, se cala, se omite vendo seu irmão de classe cair no desemprego, ser discriminado, atacado, agredido, e, por fim , assassinado por rondas ostensivas da polícia, ou por grupos de discriminação e intolerância, ou na simples luta pelo pão. E os trabalhadores se calam por que estão desorganizados! Por que falsos sindicatos, controlados pelo Estado e partidos políticos, fruto de uma legislação fascista, que falam em nome da classe operária, e, como negociadores se comportam como mercadores de escravos, mantendo a/os trabalhadore/as desorganizado/as e calado/as. Por isso estamos nas ruas no 15º Fevereiro Antifascista, para lembrar o covarde assassinato de Edson Néris, a luz do dia, na Prç. da República, por um bando de fascistas (carecas, skinheads, whitepower), pelo simples motivo de estar de mãos dadas com outro rapaz! Mesmo que depois dele milhares de outros inocentes tenham sido assassinados nos campos, nas cidades, nos morros e nas favelas, continuamos a luta antifascista, em nome da humanidade, pois somos todos iguais em nossas diferenças individuais, no final das contas. Mas não consideramos o fascismo um fenômeno de um ou outro país, mas como um sintoma da decomposição de todo o sistema capitalista, pretendendo usar a reação feroz na defesa dos privilégios da elite: os burgueses, os opressores! Mostra disso são as Guerras Sem Fim, promovidas pelo imperialismo, como o genocídio do povo palestino em Gaza – feito pelos agentes do Sionismo, o Estado israelense. E tudo isso fazem para calar, no proletariado, todas as aspirações libertárias. Por isso consideramos a luta antifascista uma luta contra o próprio regime capitalista – que alimenta a reação fascista desde a Revolução Russa, em 1917, quando também ocorreu uma Greve Geral em São Paulo. Os fascistas encontraram os trabalhadores organizados, sindicatos livres e revolucionários, contra as bases que do próprio fascismo: princípios reacionários, sistemas totalitários, aventureiros atrás de domínio político. E sem medo os enfrentamos então, sofrendo também no Brasil as agruras dos Campos de Concentração já na década de 20 – feitos para manter isolados os militantes da COB/AIT. Mas já em 1933 estávamos na linha de frente contra o fascismo/integralismo: a FOSP convoca os trabalhadores para expulsar os integralistas da Praça da Sé – local de manifestações operárias. A FOSP também denunciou a instituição do sindicato vertical controlado pelo Estado, se recusando a se submeter a Carta Del Lavoro, de Mussoline – adaptada por Getúlio Vargas -, antes de se estabelecer a feroz ditadura do Estado Novo, que encarcerou a todos. Anarcosindicalistas estamos denunciando todas as formas de manifestação do fascismo. Não nos calaremos até a vitória final do proletariado! LUTE POR LIBERDADE E IGUALDADE! NÃO DEFENDA A IGNORÂNCIA, A INTOLERÂNCIA! LUTE CONTRA O FASCISMO! Comitê de Solidariedade e Auto-Defesa Anti-Fascista SINDIVÁRIOS-SP + SINDIVÁRIOS-OSASCO + SINDIVÁRIOS ALTO TIETÊ + SINDIVÁRIOS-CAMPINAS + SINDICATO DE ARTES E ESPETÁCULOS + ASSESA + Federação Operária de São Paulo (FOSP) + Confederação Operária Brasileira (COB) + Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT-IWA) E-mail: profosp@bol.com.br

SALVE O CEMITÉRIO ESPANHOL 1906/2014
Porto Alegre, RGS

Estamos recebendo o comunicado final dos generais do golpe contra o cemitério espanhol.

- O primeiro passo foi abandonar o cemitério.

- o segundo passo foi forjar uma assembléia para o Centro Espanhol fazer a doação do cemitério (sem pagar) para a Funerária Angelus.

- o terceiro passo, foi decorrente da resistência dos associados: O Centro Espanhol elegeu um advogado para presidente do centro espanhol (isso causa problema pois os familiares são pobres e muitos estão na Espanha.

- o quarto passo é o de chamar os associados para retirar os restos mortais dos seus parentes (exumação).

Existem mais de 400 pessoas enterradas!

-É um golpe contra a memória do movimento dos trabalhadores do Brasil e da Espanha.

- do Brasil, por ser uma sociedade mutual, inspirada nas idéias de Proudhon, acolhida pelos trabalhadores.

- da Espanha, por abrigar um significativo grupo de exilados combatentes contra o golpe fascista na Espanha.

- E a ação é certeira, pois na Promotoria Pública, a própria juíza declarou que no cemitério só tem gente pobre (sem valor cultural a preservar).

Obs. o Cemitério Espanhol, tem mais de 100 anos, foi construido pela Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos de Porto Alegre.

- A Sociedade sofreu uma série de pressões, pelo consulado local, para unificar-se com uma entidade espanhola também de porto alegre, identificada com o campo fascista espanhol A casa de Espanha (o símbolo da falange sempre foi presente na parte exterior do seu prédio).

Depois da "União" ou anexação.

- Distribuição de benesses para alguns;

- Afastar, os que discordavam.

- Administrar sem associados.

- Mesmo assim foram obrigados a forjar uma Assembleia comandada pelos beneficiados, onde não se permitiu eleição da mesa, como dizem os estatutos.
REPUDIAMOS E CONCLAMAMOS PEDINDO APOIO A TODOS POIS ESTA LUTA ENVOLVE MAIS DO QUE INTERESSES ECONÔMICOS, ENVOLVE OS SENTIMENTO DE UM POVO QUE VIRAM SEUS FAMILIARES E BENS DESTRUÍDOS PELA HIDRA FASCISTA, QUE HOJE LEVANTA A CABEÇA PARA APAGAR A MEMÓRIA E ROUBAR A IDENTIDADE MATERIAL: O TÚMULO DOS NOSSOS FAMILIARES.

Congresso Extraordinário da AIT decorreu no Porto - Portugal

Nos dias 6 e 7 de Dezembro teve lugar no Porto um Congresso extraordinário da AIT. Em agenda estiveram vários pontos que tinham ficado em aberto no XXV Congresso de 2013, para além de outras moções e iniciativas.  Participaram 80 delegados e observadores de 13 secções e uma organização amiga.

As emoções estiveram em alta durante todo o Congresso e, mais uma vez, alguns assuntos tiveram que transitar para o próximo Congresso, a realizar em 2016. Foi aprovada uma série de novas iniciativas, incluindo a criação de um grupo de media, um projeto histórico e a continuação dos preparativos para as grandes comemorações do centenário (da AIT) em 2022.


Damos as boas vindas à OLS da Suécia como um novo Amigo da AIT. Todos nós ficámos agradados ao saber do trabalho que realizam e do sucesso obtido nalguns conflitos laborais e estamos desejosos de uma cooperação frutuosa no futuro.

Além do Congresso, realizou-se também uma sessão pública na noite de sábado. Delegados do STSI de Madrid, SOV do Porto, OLS, SolFed, COB, ZSP, CNT-AIT França e ASI falaram sobre os diferentes conflitos laborais e as lutas que estão a levar a cabo nos seus países. Infelizmente o tempo acabou antes de todos terem tido oportunidade de falarem. No entanto, foi muito interessante e edificante ouvi-los, reforçando quer as nossas lutas, objectivos e tácticas, quer aumentando a solidariedade e o moral.

Agradecemos aos camaradas da AIT-SP pela organização deste evento e pela excelente preparação do Congresso!

Esperamos que no ano que está quase a começar as nossas novas iniciativas se comecem a desenvolver, que as secções continuem empenhadas nas suas batalhas locais e que a coordenação internacional seja melhorada.

Agradecemos também a todas as organizações que enviaram saudações solidárias ao Congresso.

Secretaria Geral

Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT-IWA)

http://www.iwa-ait.org/content/iwa-extraordinary-congress-porto

(tradução portal anarquista)




Palestra proferida no ACAMPA-SP da pr. Joao Mendes, centro de SPcity. http://www.youtube.com/watch?v=675Rfdy-qrg

FILIE-SE A COB-AIT

14:52 @ 12/10/2014



JÁ SOMOS 39 MILHÕES DE INGOVERNÁVEIS:
- NINGUÉM NOS REPRESENTA!








MAIS UMA TENTATIVA

11:17 @ 11/10/2014

O QUE FOI QUE ACONTECEU Na virada do século, no ”boog do milênio”, só se falava da vitória do capitalismo sobre o “comunismo real” – livre mercado versus burocracia estatal. Era a ‘Era da Globalização’, o reinado do neoliberalismo. O mapa político do mundo, redesenhado após a segunda Guerra Mundial, mostrava áreas de influência e rotas comerciais. Pelo controle dessas áreas se travaram então as novas guerras. O PANO DE FUNDO Nessa nova geopolítica, o estabelecimento de um “Estado de Direito”, abrindo a participação de todo o arco-íris político, apontava para a criminalização de todos que se opusessem por outros meios. O objetivo dos poderosos era a completa submissão – mediante a manutenção de “acordos democráticos”, com as forças da oposição (a esquerda, religiosa, nacional e moral). Assim, em respeito a esse “acordo”, e após o espetáculo midiático do ‘atentado contra o WTC’, foram derrubados governos que se desalinharam, definidos como ‘malditos’... Iraque, Afeganistão, Líbia... o Taleban, o Hesbolah e o Hamas são considerados GRUPOS TERRORISTAS... Venezuela, Irã e Coréia do Norte são mantidos na defensiva. Em seu 2º governo Bush/U$A já havia criminalizado o ‘Black Block’, desde 2002, como grupo terrorista. Na Itália, Grécia e Espanha dezenas de ativistas anti-globalização foram presos em situações armadas pelas forças de segurança – como mostraria o desenvolvimento dos processos criminais contra eles. Essa política de perseguição política aos anarquistas, que na Itália era então exercida pelo fascista Berlusconi – o mesmo cuja polícia/carabineri assassinou Carlo Giuliane, na manifestação anti- G8, em Genova/2001 -, definindo os anarkistas como os principais suspeitos de ‘terrorismo’ (Inglaterra, Alemanha, etc.) No Brasil, como parte desse mundo globalizado, a ascensão do movimento social – na virada do século –, com o movimento anti-globalização e a intensificação das greves, é canalizada para o Fórum Social Mundial (FSM), organizado pelo PT, em sua estratégia de catapultar a eterna candidatura Lula. Foi na edição de 2001 que as FARColombianas até então aliada do PT, via movimento Bolivariano, foram proibidas de participar, sendo condenados por Lula – que aconselhou-os a formar um partido político. Nessas condições Lula/PT ganhou o pleito presidencial, em novembro/2002, como o salvador da pátria. O movimento social acalentava essa esperança de mudança eleitoral e com um ‘presidente operário e nordestino’ as greves caíram para cerca de 280 em 2002. O movimento anti-globalização entra em declínio em todo o mundo(devido a perseguiçã /criminalização promovida pelo fascismo internacional). A ascensão de Lula/PT ao poder, dando continuidade ao programa social-democrata do PSDB (FHC – que sucumbira ao neo-liberalismo), com a ampliação de programas sociais (Salário-Família, Minha Casa, Luz, etc), marcou a dupla gestão Lula e sua continuadora, Dilma/PT-Frente Popular. Na verdade nunca deixaram de ser mamulengos daqueles que detém o poder econômico, sob a ameaça do Estado Militar. Mas se eles se venderam por suas 30 moedas, agora esperam dos patrões a clemência contra a ‘punição’ a alguns dos seus, que terminaram presos – contra todas as probabilidades. Se, num primeiro momento o PT manter a paz social, vendendo mentiras e meias verdades, fazendo acordos com os partidos políticos e reconhecendo as centrais sindicais, cooptando setores do movimento social – estratégia básica da socialdemocracia. Mas essa tática nunca deu respostas aos anseios sociais acumulados. O movimento indígena, principalmente, nunca parou de atuar diretamente (com invasões e confrontos) – não podiam se calar frente a política de extermínio aos povos nativos (Tamoios). Assim, tendo outros setores do movimento social como pano de fundo, o movimento operário vai retomando as greves. Já em 2003 foram realizadas 340 greves, em um movimento constante e crescente, atingindo 875/ano 2012 – incluindo AS GREVES SELVAGENS nas usinas dos PAC. A explosão das manifestações massivas, espontâneas e de ação direta apartidária, de Junho/2013, se mostrava como um reflexo das insatisfações locais acumuladas – refletidas naquele momento contra o tarifaço nacional dos transportes. Até então tudo estava sobe controle do Estado, através dos partidos políticos e dos sindicatos oficiais, atrelados ao Estado. Mas Junho/2013 mostrou a capacidade de luta no enfrentamento contra a repressão policial e os partidos políticos, apesar de toda a farsa midiática, a tática se generalizou por todo o país. Essa atitude/tática, tomada espontaneamente em todos os rincões do Brasil, definida como Black Block (devido a sua origem no movimento ecológico dos anos 80 – punks e anarquistas -, na Alemanha, difundidas no movimento anti-globalização). Desde então a polícia vem tentando caracterizar a existência de ‘grupos Black Blocks’ (BBs), definidos, desde então, como grupos criminosos de vândalos e criminosos tese difundida amplamente pela mídia. Começa a caça as bruxas, com novas prisões e armações contra militantes do movimento social autônomo e apartidário. Nós, da FOSP/COB-AIT, já havíamos sido vitimizados por esse tipo de criminalização em 2008, devido a um conflito entre a Manifestação Operária e Libertária de 1º de Maio - que convocáramos - ao cruzar com uma passeata partidária, enquanto protestávamos na frente da sede da Prefeitura. A polícia, defendendo o partido político, nos atacou violentamente, com a detenção de cerca de 60 militantes – o processo continua ativo contra 6 deles, acusados de liderar a ‘destruição’, 3 deles eram Coordenadores da Federação Operária de SP. Hoje continuam com essa tática de criminalizar, e agora arrastar a prisões e processos, forjando provas, apoiados pela mídia e pelo sistema jurídico local. FAZ UM ANO, ESPERAMOS TANTO... Depois das grandes manifestações de Junho/2013 ficou a expectativa: Teria o gigante, afinal, acordado? A capacidade e disposição para a luta já havia sido demonstrada nas manifestações, ocorridas em todo país, com milhões de pessoas nas ruas. Se já havia ficado claro que esse movimento, espontâneo rejeitava a direção institucional dos partidos políticos e dos sindicatos oficiais; por outro lado, pecara pela falta de organização e reivindicações claras, que conseguissem manter a unidade do movimento, de baixo para cima. E, o mais importante, apesar de ser reflexo da insatisfação operária – que já se manifestava claramente pela intensificação dos processos grevistas, tomados nacionalmente, restava satisfazer a expectativa da paralização da produção. Manifestando a insatisfação com uma grande Greve Geral, de toda a classe trabalhadora, em todo o país, em plena Copa do Mundo – o grande golpe político, midiático e especulativo do Capitalismo mundial – era o que se esperava depois de 2013. Os políticos oportunistas das centrais sindicais oficiais perceberam isso e tentaram chamar a Greve para Julho/2013, mas o proletariado rejeitou seu chamado, sua direção e representação política! Mesmo assim a expectativa, sob o lema ‘IMAGINA NA COPA!’ mantinha viva a idéia de uma grande Greve Geral. Mas as centrais sindicais oficiais, partidarizadas, não queriam permitir que o movimento saísse de seu controle, as vésperas de uma eleição presidencial – com a forte tendência de crescimento dos Índices de Rejeição Eleitoral (votos nulos, brancos e abstenções). Todos: os partidos políticos, as mídias oficiais, as instituições do Estado – entre os quais os ditos sindicatos oficiais-, passaram a combater a possibilidade de que a Greve Geral se realizasse. A Policia Militar, o Judiciário, o Estado enfim, trataram de criminalizar as manifestações – através da caracterização dos ‘black bockers’ como grupo criminoso – restaura a legislação da ditadura militar, como a LSN. A mérdia oficial reproduz as mentiras de Estado policial até que elas soem como verdades. A patronal intensifica suas reclamações sobre a ‘crise econômica’, ameaçando demissões em massa, por causa da queda nas vendas – reflexo do arrocho salarial X alta do custo de vida!!! O terrorismo de Estado passa a ser o cotidiano nesse ano pré-Copa. Multiplicam-se os Amarildos... Por seu lado, os partidos e os sindicatos oficiais buscavam intensificar sua atividade (pré-eleitoral), buscando manter seus rebanhos eleitorais. O que se vê é a intensificação das greves localizadas, negociadas a preço de banana pelos burocratas sindicais e suas centrais partidarizadas (CUT/PT, CTB/PCdoB, FARSA SINDICAL/PDT-SOLID, UGT/PSDB, CGT/PCB, CONLUTAS/PSTU, etc). Fora dos movimentos oficiais, setores do movimento dos trabalhadores, desempregados e sem teto, ligados aos ditos partidos da esquerda (PSTU, PSOL, PCO, PCB, intensificam e radicalizam suas ações contando com a omissão/apoio do prefeito Hadad/PT, passam a ser reconhecidos como interlocutores políticos válidos. Setores mais marginalizados lançaram-se numa Cruzada infeliz, tentando canalizar a energia revolucionária das manifestações de Junho/2013 e a manutenção da tática blackblock, se lançam numa parada sem futuro, “NÃO VAI TER COPA!”. Tentando mostrar seu radicalismo anticapitalista apenas conseguiram aumentar seu isolamento dentro do movimento proletário. Mascarados, foram alvos de múltiplas infiltrações, que denunciaram diversos integrantes e deram as condições para que o Estado e a mérdia construíssem a farsa do ’grupo terrorista, de vândalos e bandidos inconsequentes. Com essa tática kamikaze entregaram a cabeça de vários ativistas e foram passando, cada vez mais para a defensiva, e contribuíram para a politica dos partidos – de manter dividida e desorganizada a classe trabalhadora. Essa se mostrou uma tática vanguardista blanquista, seus militantes se ungiam da máxima “lutamos por vocês”. Os anarco-sindicalistas, articulados em torno do Movimento Pela Reativação da COB/AIT , coerentemente buscaram estimular a discussão local acerca da necessidade de organizar uma verdadeira Greve de toda a classe operária, do campo e das cidades, a partir de um movimento assembleário, de baixo para cima. Nessa prática se avançaria na retomada do sindicalismo livre, frente ao Estado, aos partidos e ao Capital, pela retomada da COB/AIT, como forma e Princípios da organização operária no Brasil. Assim centralizamos nossa atividade a necessidade de unir toda a classe trabalhadora para uma grande GREVE GERAL em todo o país. Mas não tínhamos os fundos, a capacidade de propaganda para conseguir contra restar toda a corrente, que impunha a divisão do proletariado urbano e rural e indígena. Buscamos então avançar a discussão social nesse sentido, mantendo a proposta como projeto para a luta social vindoura. Nossa proposta se mostrou correta, na medida em que se verificou a intensificação e radicalização das greves localizadas. A realização de greves espontâneas em setores como os Trabalhadores da Limpeza Pública do Rio de Janeiro, durante o Carnaval-2014, contra o acordo firmado pela direção do sindicato oficial – que terminou sendo vitoriosa. Essa tática, greve contra o sindicato oficial, viria a se repetir em Março e Abril-2014, pelos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (essas fortemente reprimidas militarmente e pela demissão de dezenas de militantes). Entre o final de Abril e o Início de Junho a intensificação do Terror de Estado através da repressão direta, com a prisão imediata e abertura de processos contra manifestantes, sempre pré-identificados como blackblockers – previamente criminalizados. Esse conjunto de fatores somados aos aspectos conjunturais mundiais (Guerra na Ucrânia e intensificação das guerras no Oriente Médio, tirando o eixo das manifestações proletárias na Europa) levou a frustração das expectativas sobre a Greve Geral durante a Copa do Mundo. Mas sabemos que nenhum dos movimentos grevistas localizados conseguiu qualquer vitória para a classe trabalhadora. As insatisfações continuam e se agravam. Resta aos trabalhadores conseguir romper com as amarras estatais para enfim poder contar com toda a sua força. O único caminho para isso é a organização autônoma do proletariado, através da retomada do sindicalismo livre e revolucionário, das federações locais e da Confederação Operária Brasileira (COB/AIT) – retomando as origens do movimento operário. ÉPOCA DE ELEIÇÕES:ESTÁ MONTADO O CIRCO ELEITORAL Após as manifestações e greves do ano passado e deste ano, durante a Copa do Mundo (verdadeiro show de estupidez do Capitalismo, que gastou milhões para a sua realização, deixando o povo mais uma vez na miséria total, sem saúde e sem educação). Mas os trabalhadores, inconformados, foram as ruas confrontar a Policia Militar e este governo que se diz de "esquerda", social-democrata, na prática parece ser de "fascistas de vermelho". E agora, em Outubro, veremos mais uma vez a cobra do capitalismo armando o seu mais letal bote: "as eleições", o momento em que a democracia representativa, burguesa, permite a classe trabalhadora escolher o Capataz, que manteria o sistema a escravizá-la e a paz social. Mas nós, os operários - aqueles que operam para criar a riqueza -, já nos cansamos dessa situação em que vivemos em completa penúria e totalmente insatisfeitos com com o Estado e os governos da "esquerda" e da "direita", depois do que já vimos nos governos do do PT e do PSDB. Agora sabemos que é tudo farinha do mesmo saco. Por isso o povo sabe que o VOTO DE PROTESTO é apenas o VOTO NULO, como a mídia oficial - ao combate-lo - publica em seus jornais (Folha de São Paulo, Jornal DO METRO, o CQC/rede Bandeirantes, etc.) e o TRT, com sua propaganda cívica defendendo o voto obrigatório... Como mais uma vez a esquerda dita "socialista e comunista", que se autoproclama representante da classe trabalhadora, nos traiu, vamos demonstrar toda nossa revolta e indignação através do VOTO NULO DE PROTESTO! NÃO APOIAREMOS NINGUÉM, NENHUMA CANDIDATURA! Pois o POVO UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO! Por isso: "VOTE NULO, NÃO SUSTENTE PARASITAS! SE ORGANIZE E LUTE! FILIE-SE AO SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT! (se você não está na FOSP/COB-AIT, saiba que a COB/AIT sempre estiveram dentro de você!) - POVO ORGANIZADO GOVERNA SEM ESTADO! - PELA AUTOGESTÃO GENERALIZADA! Comitê Executivo da FOSP/COB-ACAT/AIT

O QUE FOI QUE ACONTECEU? .

22:04 @ 19/09/2014

Na virada do século, no ”boog do milênio”, só se falava da vitória do capitalismo sobre o “comunismo real” – livre mercado versus burocracia estatal. Era a ‘Era da Globalização’, o reinado do neoliberalismo. O mapa político do mundo, redesenhado após a segunda Guerra Mundial, mostrava áreas de influência e rotas comerciais. Pelo controle dessas áreas se travaram então as novas guerras. O PANO DE FUNDO Nessa nova geopolítica, o estabelecimento de um “Estado de Direito”, abrindo a participação de todo o arco-íris político, apontava para a criminalização de todos que se opusessem por outros meios. O objetivo dos poderosos era a completa submissão – mediante a manutenção de “acordos democráticos”, com as forças da oposição (a esquerda, religiosa, nacional e moral). Assim, em respeito a esse “acordo”, e após o espetáculo midiático do ‘atentado contra o WTC’, foram derrubados governos que se desalinharam, definidos como ‘malditos’... Iraque, Afeganistão, Líbia... o Taleban, o Hesbolah e o Hamas são considerados GRUPOS TERRORISTAS... Venezuela, Irã e Coréia do Norte são mantidos na defensiva. Em seu 2º governo Bush/U$A já havia criminalizado o ‘Black Block’, desde 2002, como grupo terrorista. Na Itália, Grécia e Espanha dezenas de ativistas anti-globalização foram presos em situações armadas pelas forças de segurança – como mostraria o desenvolvimento dos processos criminais contra eles. Essa política de perseguição política aos anarquistas, que na Itália era então exercida pelo fascista Berlusconi – o mesmo cuja polícia/carabineri assassinou Carlo Giuliane, na manifestação anti- G8, em Genova/2001 -, definindo os anarkistas como os principais suspeitos de ‘terrorismo’ (Inglaterra, Alemanha, etc.) No Brasil, como parte desse mundo globalizado, a ascensão do movimento social – na virada do século –, com o movimento anti-globalização e a intensificação das greves, é canalizada para o Fórum Social Mundial (FSM), organizado pelo PT, em sua estratégia de catapultar a eterna candidatura Lula. Foi na edição de 2001 que as FARColombianas até então aliada do PT, via movimento Bolivariano, foram proibidas de participar, sendo condenados por Lula – que aconselhou-os a formar um partido político. Nessas condições Lula/PT ganhou o pleito presidencial, em novembro/2002, como o salvador da pátria. O movimento social acalentava essa esperança de mudança eleitoral e com um ‘presidente operário e nordestino’ as greves caíram para cerca de 280 em 2002. O movimento anti-globalização entra em declínio em todo o mundo(devido a perseguiçã /criminalização promovida pelo fascismo internacional). A ascensão de Lula/PT ao poder, dando continuidade ao programa social-democrata do PSDB (FHC – que sucumbira ao neo-liberalismo), com a ampliação de programas sociais (Salário-Família, Minha Casa, Luz, etc), marcou a dupla gestão Lula e sua continuadora, Dilma/PT-Frente Popular. N a verdade nunca deixaram de ser mamulengos daqueles que detém o poder econômico, sob a ameaça do Estado Militar. Mas se eles se venderam por suas 30 moedas, agora esperam dos patrões a clemência contra a ‘punição’ a alguns dos seus, que terminaram presos – contra todas as probabilidades. Se, num primeiro momento o PT manter a paz social, vendendo mentiras e meias verdades, fazendo acordos com os partidos políticos e reconhecendo as centrais sindicais, cooptando setores do movimento social – estratégia básica da socialdemocracia. Mas essa tática nunca deu respostas aos anseios sociais acumulados. O movimento indígena, principalmente, nunca parou de atuar diretamente (com invasões e confrontos) – não podiam se calar frente a política de extermínio aos povos nativos (Tamoios). Assim, tendo outros setores do movimento social como pano de fundo, o movimento operário vai retomando as greves. Já em 2003 foram realizadas 340 greves, em um movimento constante e crescente, atingindo 875/ano 2012. A explosão das manifestações massivas, espontâneas e de ação direta apartidária, de Junho/2013, se mostrava como um reflexo das insatisfações locais acumuladas – refletidas naquele momento contra o tarifaço nacional dos transportes. Até então tudo estava sobe controle do Estado, através dos partidos políticos e dos sindicatos oficiais, atrelados ao Estado. Mas Junho/2013 mostrou a capacidade de luta no enfrentamento contra a repressão policial e os partidos políticos, apesar de toda a farsa midiática, a tática se generalizou por todo o país. Essa atitude/tática , tomada espontaneamente em todos os rincões do Brasil, definida como Black Block (devido a sua origem no movimento ecológico dos anos 80 – punks e anarquistas -, na Alemanha, difundidas no movimento anti-globalização). Desde então a polícia vem tentando caracterizar a existência de ‘grupos Black Blocks’ (BBs), definidos, desde então, como grupos criminosos de vândalos e criminosos tese difundida amplamente pela mídia. Começa a caça as bruxas, com novas prisões e armações contra militantes do movimento social autônomo e apartidário. Nós, da FOSP/COB-AIT, já havíamos sido vitimizados por esse tipo de criminalização em 2008, devido a um conflito entre a Manifestação Operária e Libertária de 1º de Maio - que convocáramos - ao cruzar com uma passeata partidária, enquanto protestávamos na frente da sede da Prefeitura. A polícia, defendendo o partido político, nos atacou violentamente, com a detenção de cerca de 60 militantes – o processo continua ativo contra 6 deles, acusados de liderar a ‘destruição’, 3 deles eram Coordenadores da Federação Operária de SP. Hoje continuam com essa tática de criminalizar, e agora arrastar a prisões e processos, forjando provas, apoiados pela mídia e pelo sistema jurídico local. FAZ UM ANO, ESPERAMOS TANTO... Depois das grandes manifestações de Junho/2013 ficou a expectativa: Teria o gigante, afinal, acordado? A capacidade e disposição para a luta já havia sido demonstrada nas manifestações, ocorridas em todo país, com milhões de pessoas nas ruas. Se já havia ficado claro que esse movimento, espontâneo rejeitava a direção institucional dos partidos políticos e dos sindicatos oficiais; por outro lado, pecara pela falta de organização e reivindicações claras, que conseguissem manter a unidade do movimento, de baixo para cima. E, o mais importante, apesar de ser reflexo da insatisfação operária – que já se manifestava claramente pela intensificação dos processos grevistas, tomados nacionalmente, restava satisfazer a expectativa da paralização da produção. Manifestando a insatisfação com uma grande Greve Geral, de toda a classe trabalhadora, em todo o país, em plena Copa do Mundo – o grande golpe político, midiático e especulativo do Capitalismo mundial – era o que se esperava depois de 2013. Os políticos oportunistas das centrais sindicais oficiais perceberam isso e tentaram chamar a Greve para Julho/2013, mas o proletariado rejeitou seu chamado, sua direção e representação política! Mesmo assim a expectativa, sob o lema ‘IMAGINA NA COPA!’ mantinha viva a idéia de uma grande Greve Geral. Mas as centrais sindicais oficiais, partidarizadas, não queriam permitir que o movimento saísse de seu controle, as vésperas de uma eleição presidencial – com a forte tendência de crescimento dos Índices de Rejeição Eleitoral (votos nulos, brancos e abstenções). Todos: os partidos políticos, as mídias oficiais, as instituições do Estado – entre os quais os ditos sindicatos oficiais-, passaram a combater a possibilidade de que a Greve Geral se realizasse. A Policia Militar, o Judiciário, o Estado enfim, trataram de criminalizar as manifestações – através da caracterização dos ‘black bockers’ como grupo criminoso – restaura a legislação da ditadura militar, como a LSN. A mérdia oficial reproduz as mentiras de Estado policial até que elas soem como verdades. A patronal intensifica suas reclamações sobre a ‘crise econômica’, ameaçando demissões em massa, por causa da queda nas vendas – reflexo do arrocho salarial X alta do custo de vida!!! O terrorismo de Estado passa a ser o cotidiano nesse ano pré-Copa. Multiplicam-se os Amarildos... Por seu lado, os partidos e os sindicatos oficiais buscavam intensificar sua atividade (pré-eleitoral), buscando manter seus rebanhos eleitorais. O que se vê é a intensificação das greves localizadas, negociadas a preço de banana pelos burocratas sindicais e suas centrais partidarizadas (CUT/PT, CTB/PCdoB, FARSA SINDICAL/PDT-SOLID, UGT/PSDB, CGT/PCB, CONLUTAS/PSTU, etc). Fora dos movimentos oficiais, setores do movimento dos trabalhadores, desempregados e sem teto, ligados aos ditos partidos da esquerda (PSTU, PSOL, PCO, PCB, intensificam e radicalizam suas ações contando com a omissão/apoio do prefeito Hadad/PT, passam a ser reconhecidos como interlocutores políticos válidos. Setores mais marginalizados lançaram-se numa Cruzada infeliz, tentando canalizar a energia revolucionária das manifestações de Junho/2013 e a manutenção da tática blackblock, se lançam numa parada sem futuro, “NÃO VAI TER COPA!”. Tentando mostrar seu radicalismo anticapitalista apenas conseguiram aumentar seu isolamento dentro do movimento proletário. Mascarados, foram alvos de múltiplas infiltrações, que denunciaram diversos integrantes e deram as condições para que o Estado e a mérdia construíssem a farsa do ’grupo terrorista, de vândalos e bandidos inconsequentes. Com essa tática kamikaze entregaram a cabeça de vários ativistas e foram passando, cada vez mais para a defensiva, e contribuíram para a politica dos partidos – de manter dividida e desorganizada a classe trabalhadora. Essa se mostrou uma tática vanguardista blanquista, seus militantes se ungiam da máxima “lutamos por vocês”. Os anarco-sindicalistas, articulados em torno do Movimento Pela Reativação da COB/AIT , coerentemente buscaram estimular a discussão local acerca da necessidade de organizar uma verdadeira Greve de toda a classe operária, do campo e das cidades, a partir de um movimento assembleário, de baixo para cima. Nessa prática se avançaria na retomada do sindicalismo livre, frente ao Estado, aos partidos e ao Capital, pela retomada da COB/AIT, como forma e Princípios da organização operária no Brasil. Assim centralizamos nossa atividade a necessidade de unir toda a classe trabalhadora para uma grande GREVE GERAL em todo o país. Mas não tínhamos os fundos, a capacidade de propaganda para conseguir contra restar toda a corrente, que impunha a divisão do proletariado urbano e rural e indígena. Buscamos então avançar a discussão social nesse sentido, mantendo a proposta como projeto para a luta social vindoura. Nossa proposta se mostrou correta, na medida em que se verificou a intensificação e radicalização das greves localizadas. A realização de greves espontâneas em setores como os Trabalhadores da Limpeza Pública do Rio de Janeiro, durante o Carnaval-2014, contra o acordo firmado pela direção do sindicato oficial – que terminou sendo vitoriosa. Essa tática, greve contra o sindicato oficial, viria a se repetir em Março e Abril-2014, pelos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (essas fortemente reprimidas militarmente e pela demissão de dezenas de militantes). Entre o final de Abril e o Início de Junho a intensificação do Terror de Estado através da repressão direta, com a prisão imediata e abertura de processos contra manifestantes, sempre pré-identificados como blackblockers – previamente criminalizados. Esse conjunto de fatores somados aos aspectos conjunturais mundiais (Guerra na Ucrânia e intensificação das guerras no Oriente Médio, tirando o eixo das manifestações proletárias na Europa) levou a frustração das expectativas sobre a Greve Geral durante a Copa do Mundo. Mas sabemos que nenhum dos movimentos grevistas localizados conseguiu qualquer vitória para a classe trabalhadora. As insatisfações continuam e se agravam. Resta aos trabalhadores conseguir romper com as amarras estatais para enfim poder contar com toda a sua força. O único caminho para isso é a organização autônoma do proletariado, através da retomada do sindicalismo livre e revolucionário, das federações locais e da Confederação Operária Brasileira (COB/AIT) – retomando as origens do movimento operário. ÉPOCA DE ELEIÇÕES:ESTÁ MONTADO O CIRCO ELEITORAL Após as manifestações e greves do ano passado e deste ano, durante a Copa do Mundo (verdadeiro show de estupidez do Capitalismo, que gastou milhões para a sua realização, deixando o povo mais uma vez na miséria total, sem saúde e sem educação). Mas os trabalhadores, inconformados, foram as ruas confrontar a Policia Militar e este governo que se diz de "esquerda", social-democrata, na prática parece ser de "fascistas de vermelho". E agora, em Outubro, veremos mais uma vez a cobra do capitalismo armando o seu mais letal bote: "as eleições", o momento em que a democracia representativa, burguesa, permite a classe trabalhadora escolher o Capataz, que manteria o sistema a escravizá-la e a paz social. Mas nós, os operários - aqueles que operam para criar a riqueza -, já nos cansamos dessa situação em que vivemos em completa penúria e totalmente insatisfeitos com com o Estado e os governos da "esquerda" e da "direita", depois do que já vimos nos governos do do PT e do PSDB. Agora sabemos que é tudo farinha do mesmo saco. Por isso o povo sabe que o VOTO DE PROTESTO é apenas o VOTO NULO, como a mídia oficial - ao combate-lo - publica em seus jornais (Folha de São Paulo, Jornal DO METRO, o CQC/rede Bandeirantes, etc.) e o TRT, com sua propaganda cívica defendendo o voto obrigatório... Como mais uma vez a esquerda dita "socialista e comunista", que se autoproclama representante da classe trabalhadora, nos traiu, vamos demonstrar toda nossa revolta e indignação através do VOTO NULO DE PROTESTO! NÃO APOIAREMOS NINGUÉM, NENHUMA CANDIDATURA! Pois o POVO UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO! Por isso: "VOTE NULO, NÃO SUSTENTE PARASITAS! SE ORGANIZE E LUTE! FILIE-SE AO SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT! (se você não está na FOSP/COB-AIT, saiba que a COB/AIT sempre estiveram dentro de você!) - POVO ORGANIZADO GOVERNA SEM ESTADO! - PELA AUTOGESTÃO GENERALIZADA! Comitê Executivo da FOSP/COB-ACAT/AIT

O QUE FOI QUE ACONTECEU? .

22:04 @ 19/09/2014

Na virada do século, no ”boog do milênio”, só se falava da vitória do capitalismo sobre o “comunismo real” – livre mercado versus burocracia estatal. Era a ‘Era da Globalização’, o reinado do neoliberalismo. O mapa político do mundo, redesenhado após a segunda Guerra Mundial, mostrava áreas de influência e rotas comerciais. Pelo controle dessas áreas se travaram então as novas guerras. O PANO DE FUNDO Nessa nova geopolítica, o estabelecimento de um “Estado de Direito”, abrindo a participação de todo o arco-íris político, apontava para a criminalização de todos que se opusessem por outros meios. O objetivo dos poderosos era a completa submissão – mediante a manutenção de “acordos democráticos”, com as forças da oposição (a esquerda, religiosa, nacional e moral). Assim, em respeito a esse “acordo”, e após o espetáculo midiático do ‘atentado contra o WTC’, foram derrubados governos que se desalinharam, definidos como ‘malditos’... Iraque, Afeganistão, Líbia... o Taleban, o Hesbolah e o Hamas são considerados GRUPOS TERRORISTAS... Venezuela, Irã e Coréia do Norte são mantidos na defensiva. Em seu 2º governo Bush/U$A já havia criminalizado o ‘Black Block’, desde 2002, como grupo terrorista. Na Itália, Grécia e Espanha dezenas de ativistas anti-globalização foram presos em situações armadas pelas forças de segurança – como mostraria o desenvolvimento dos processos criminais contra eles. Essa política de perseguição política aos anarquistas, que na Itália era então exercida pelo fascista Berlusconi – o mesmo cuja polícia/carabineri assassinou Carlo Giuliane, na manifestação anti- G8, em Genova/2001 -, definindo os anarkistas como os principais suspeitos de ‘terrorismo’ (Inglaterra, Alemanha, etc.) No Brasil, como parte desse mundo globalizado, a ascensão do movimento social – na virada do século –, com o movimento anti-globalização e a intensificação das greves, é canalizada para o Fórum Social Mundial (FSM), organizado pelo PT, em sua estratégia de catapultar a eterna candidatura Lula. Foi na edição de 2001 que as FARColombianas até então aliada do PT, via movimento Bolivariano, foram proibidas de participar, sendo condenados por Lula – que aconselhou-os a formar um partido político. Nessas condições Lula/PT ganhou o pleito presidencial, em novembro/2002, como o salvador da pátria. O movimento social acalentava essa esperança de mudança eleitoral e com um ‘presidente operário e nordestino’ as greves caíram para cerca de 280 em 2002. O movimento anti-globalização entra em declínio em todo o mundo(devido a perseguiçã /criminalização promovida pelo fascismo internacional). A ascensão de Lula/PT ao poder, dando continuidade ao programa social-democrata do PSDB (FHC – que sucumbira ao neo-liberalismo), com a ampliação de programas sociais (Salário-Família, Minha Casa, Luz, etc), marcou a dupla gestão Lula e sua continuadora, Dilma/PT-Frente Popular. N a verdade nunca deixaram de ser mamulengos daqueles que detém o poder econômico, sob a ameaça do Estado Militar. Mas se eles se venderam por suas 30 moedas, agora esperam dos patrões a clemência contra a ‘punição’ a alguns dos seus, que terminaram presos – contra todas as probabilidades. Se, num primeiro momento o PT manter a paz social, vendendo mentiras e meias verdades, fazendo acordos com os partidos políticos e reconhecendo as centrais sindicais, cooptando setores do movimento social – estratégia básica da socialdemocracia. Mas essa tática nunca deu respostas aos anseios sociais acumulados. O movimento indígena, principalmente, nunca parou de atuar diretamente (com invasões e confrontos) – não podiam se calar frente a política de extermínio aos povos nativos (Tamoios). Assim, tendo outros setores do movimento social como pano de fundo, o movimento operário vai retomando as greves. Já em 2003 foram realizadas 340 greves, em um movimento constante e crescente, atingindo 875/ano 2012. A explosão das manifestações massivas, espontâneas e de ação direta apartidária, de Junho/2013, se mostrava como um reflexo das insatisfações locais acumuladas – refletidas naquele momento contra o tarifaço nacional dos transportes. Até então tudo estava sobe controle do Estado, através dos partidos políticos e dos sindicatos oficiais, atrelados ao Estado. Mas Junho/2013 mostrou a capacidade de luta no enfrentamento contra a repressão policial e os partidos políticos, apesar de toda a farsa midiática, a tática se generalizou por todo o país. Essa atitude/tática , tomada espontaneamente em todos os rincões do Brasil, definida como Black Block (devido a sua origem no movimento ecológico dos anos 80 – punks e anarquistas -, na Alemanha, difundidas no movimento anti-globalização). Desde então a polícia vem tentando caracterizar a existência de ‘grupos Black Blocks’ (BBs), definidos, desde então, como grupos criminosos de vândalos e criminosos tese difundida amplamente pela mídia. Começa a caça as bruxas, com novas prisões e armações contra militantes do movimento social autônomo e apartidário. Nós, da FOSP/COB-AIT, já havíamos sido vitimizados por esse tipo de criminalização em 2008, devido a um conflito entre a Manifestação Operária e Libertária de 1º de Maio - que convocáramos - ao cruzar com uma passeata partidária, enquanto protestávamos na frente da sede da Prefeitura. A polícia, defendendo o partido político, nos atacou violentamente, com a detenção de cerca de 60 militantes – o processo continua ativo contra 6 deles, acusados de liderar a ‘destruição’, 3 deles eram Coordenadores da Federação Operária de SP. Hoje continuam com essa tática de criminalizar, e agora arrastar a prisões e processos, forjando provas, apoiados pela mídia e pelo sistema jurídico local. FAZ UM ANO, ESPERAMOS TANTO... Depois das grandes manifestações de Junho/2013 ficou a expectativa: Teria o gigante, afinal, acordado? A capacidade e disposição para a luta já havia sido demonstrada nas manifestações, ocorridas em todo país, com milhões de pessoas nas ruas. Se já havia ficado claro que esse movimento, espontâneo rejeitava a direção institucional dos partidos políticos e dos sindicatos oficiais; por outro lado, pecara pela falta de organização e reivindicações claras, que conseguissem manter a unidade do movimento, de baixo para cima. E, o mais importante, apesar de ser reflexo da insatisfação operária – que já se manifestava claramente pela intensificação dos processos grevistas, tomados nacionalmente, restava satisfazer a expectativa da paralização da produção. Manifestando a insatisfação com uma grande Greve Geral, de toda a classe trabalhadora, em todo o país, em plena Copa do Mundo – o grande golpe político, midiático e especulativo do Capitalismo mundial – era o que se esperava depois de 2013. Os políticos oportunistas das centrais sindicais oficiais perceberam isso e tentaram chamar a Greve para Julho/2013, mas o proletariado rejeitou seu chamado, sua direção e representação política! Mesmo assim a expectativa, sob o lema ‘IMAGINA NA COPA!’ mantinha viva a idéia de uma grande Greve Geral. Mas as centrais sindicais oficiais, partidarizadas, não queriam permitir que o movimento saísse de seu controle, as vésperas de uma eleição presidencial – com a forte tendência de crescimento dos Índices de Rejeição Eleitoral (votos nulos, brancos e abstenções). Todos: os partidos políticos, as mídias oficiais, as instituições do Estado – entre os quais os ditos sindicatos oficiais-, passaram a combater a possibilidade de que a Greve Geral se realizasse. A Policia Militar, o Judiciário, o Estado enfim, trataram de criminalizar as manifestações – através da caracterização dos ‘black bockers’ como grupo criminoso – restaura a legislação da ditadura militar, como a LSN. A mérdia oficial reproduz as mentiras de Estado policial até que elas soem como verdades. A patronal intensifica suas reclamações sobre a ‘crise econômica’, ameaçando demissões em massa, por causa da queda nas vendas – reflexo do arrocho salarial X alta do custo de vida!!! O terrorismo de Estado passa a ser o cotidiano nesse ano pré-Copa. Multiplicam-se os Amarildos... Por seu lado, os partidos e os sindicatos oficiais buscavam intensificar sua atividade (pré-eleitoral), buscando manter seus rebanhos eleitorais. O que se vê é a intensificação das greves localizadas, negociadas a preço de banana pelos burocratas sindicais e suas centrais partidarizadas (CUT/PT, CTB/PCdoB, FARSA SINDICAL/PDT-SOLID, UGT/PSDB, CGT/PCB, CONLUTAS/PSTU, etc). Fora dos movimentos oficiais, setores do movimento dos trabalhadores, desempregados e sem teto, ligados aos ditos partidos da esquerda (PSTU, PSOL, PCO, PCB, intensificam e radicalizam suas ações contando com a omissão/apoio do prefeito Hadad/PT, passam a ser reconhecidos como interlocutores políticos válidos. Setores mais marginalizados lançaram-se numa Cruzada infeliz, tentando canalizar a energia revolucionária das manifestações de Junho/2013 e a manutenção da tática blackblock, se lançam numa parada sem futuro, “NÃO VAI TER COPA!”. Tentando mostrar seu radicalismo anticapitalista apenas conseguiram aumentar seu isolamento dentro do movimento proletário. Mascarados, foram alvos de múltiplas infiltrações, que denunciaram diversos integrantes e deram as condições para que o Estado e a mérdia construíssem a farsa do ’grupo terrorista, de vândalos e bandidos inconsequentes. Com essa tática kamikaze entregaram a cabeça de vários ativistas e foram passando, cada vez mais para a defensiva, e contribuíram para a politica dos partidos – de manter dividida e desorganizada a classe trabalhadora. Essa se mostrou uma tática vanguardista blanquista, seus militantes se ungiam da máxima “lutamos por vocês”. Os anarco-sindicalistas, articulados em torno do Movimento Pela Reativação da COB/AIT , coerentemente buscaram estimular a discussão local acerca da necessidade de organizar uma verdadeira Greve de toda a classe operária, do campo e das cidades, a partir de um movimento assembleário, de baixo para cima. Nessa prática se avançaria na retomada do sindicalismo livre, frente ao Estado, aos partidos e ao Capital, pela retomada da COB/AIT, como forma e Princípios da organização operária no Brasil. Assim centralizamos nossa atividade a necessidade de unir toda a classe trabalhadora para uma grande GREVE GERAL em todo o país. Mas não tínhamos os fundos, a capacidade de propaganda para conseguir contra restar toda a corrente, que impunha a divisão do proletariado urbano e rural e indígena. Buscamos então avançar a discussão social nesse sentido, mantendo a proposta como projeto para a luta social vindoura. Nossa proposta se mostrou correta, na medida em que se verificou a intensificação e radicalização das greves localizadas. A realização de greves espontâneas em setores como os Trabalhadores da Limpeza Pública do Rio de Janeiro, durante o Carnaval-2014, contra o acordo firmado pela direção do sindicato oficial – que terminou sendo vitoriosa. Essa tática, greve contra o sindicato oficial, viria a se repetir em Março e Abril-2014, pelos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (essas fortemente reprimidas militarmente e pela demissão de dezenas de militantes). Entre o final de Abril e o Início de Junho a intensificação do Terror de Estado através da repressão direta, com a prisão imediata e abertura de processos contra manifestantes, sempre pré-identificados como blackblockers – previamente criminalizados. Esse conjunto de fatores somados aos aspectos conjunturais mundiais (Guerra na Ucrânia e intensificação das guerras no Oriente Médio, tirando o eixo das manifestações proletárias na Europa) levou a frustração das expectativas sobre a Greve Geral durante a Copa do Mundo. Mas sabemos que nenhum dos movimentos grevistas localizados conseguiu qualquer vitória para a classe trabalhadora. As insatisfações continuam e se agravam. Resta aos trabalhadores conseguir romper com as amarras estatais para enfim poder contar com toda a sua força. O único caminho para isso é a organização autônoma do proletariado, através da retomada do sindicalismo livre e revolucionário, das federações locais e da Confederação Operária Brasileira (COB/AIT) – retomando as origens do movimento operário. ÉPOCA DE ELEIÇÕES:ESTÁ MONTADO O CIRCO ELEITORAL Após as manifestações e greves do ano passado e deste ano, durante a Copa do Mundo (verdadeiro show de estupidez do Capitalismo, que gastou milhões para a sua realização, deixando o povo mais uma vez na miséria total, sem saúde e sem educação). Mas os trabalhadores, inconformados, foram as ruas confrontar a Policia Militar e este governo que se diz de "esquerda", social-democrata, na prática parece ser de "fascistas de vermelho". E agora, em Outubro, veremos mais uma vez a cobra do capitalismo armando o seu mais letal bote: "as eleições", o momento em que a democracia representativa, burguesa, permite a classe trabalhadora escolher o Capataz, que manteria o sistema a escravizá-la e a paz social. Mas nós, os operários - aqueles que operam para criar a riqueza -, já nos cansamos dessa situação em que vivemos em completa penúria e totalmente insatisfeitos com com o Estado e os governos da "esquerda" e da "direita", depois do que já vimos nos governos do do PT e do PSDB. Agora sabemos que é tudo farinha do mesmo saco. Por isso o povo sabe que o VOTO DE PROTESTO é apenas o VOTO NULO, como a mídia oficial - ao combate-lo - publica em seus jornais (Folha de São Paulo, Jornal DO METRO, o CQC/rede Bandeirantes, etc.) e o TRT, com sua propaganda cívica defendendo o voto obrigatório... Como mais uma vez a esquerda dita "socialista e comunista", que se autoproclama representante da classe trabalhadora, nos traiu, vamos demonstrar toda nossa revolta e indignação através do VOTO NULO DE PROTESTO! NÃO APOIAREMOS NINGUÉM, NENHUMA CANDIDATURA! Pois o POVO UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO! Por isso: "VOTE NULO, NÃO SUSTENTE PARASITAS! SE ORGANIZE E LUTE! FILIE-SE AO SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT! (se você não está na FOSP/COB-AIT, saiba que a COB/AIT sempre estiveram dentro de você!) - POVO ORGANIZADO GOVERNA SEM ESTADO! - PELA AUTOGESTÃO GENERALIZADA! Comitê Executivo da FOSP/COB-ACAT/AIT

 

25  d.R.

HÁ 25 ANOS ATRÁS, em 21 de Agosto de 1989, anunciada a morte de Raul Rock Seixas, a partir do velório no Anhembi – por onde passaram mais de 100.000 pessoas – uma multidão, de mais de 20.000 pessoas, que passara a noite velando o corpo, EXIGIU (e conseguiu) um caminhão do Corpo de Bombeiros para conduzir o caixão – coberto pela bandeira do Brasil – acompanhado por uma PASSEATA, em homenagem ao “Maluco Beleza” – a partir das 7:00 hs da manhã -, que engrossou durante o trajeto (Avs. Cruzeiro do Sul, Tiradentes Preste  Maia, Anhangabaú e 23 de Maio) até o aeroporto de Congonhas, de onde partiria para ser enterrado em Salvador, na Bahia. Desde então, a cada ano, os Raulseixistas temos realizado a TRADICIONAL PASSEATA-HOMENAGEM a RAUL, mostrando que “os homens passam, mas as músicas ficam!”, que a SOCIEDADE ALTERNATIVA está viva em cada um de nós.  

                                        

25 ANOS DEPOIS, RAUL SEIXAS MAIS VIVO DO QUE NUNCA, CONTINUA NA LUTA CONTRA O MOSTRO SIST !!!

Aquela Coisa - Raul Seixas

Meu sofrimento é fruto do que me ensinaram a ser
Sendo obrigado a fazer tudo mesmo sem querer
Quando o passado morreu e você não enterrou
O sofrimento do vazio e da dor
Ficam ciúmes, preconceitos de amor

E então, e então

É preciso você tentar
Mas é preciso você tentar
Talvez alguma coisa muito nova possa lhe acontecer

Minha cabeça só pensa aquilo que ela aprendeu
Por isso mesmo, eu não confio nela eu sou mais eu
Sim... pra ser feliz e olhar as coisas como elas são
Sem permitir da gente uma falsa conclusão                                   
Seguir somente a voz do seu coração                                                                 E então, e então

E aquela coisa que eu sempre tanto procurei
É o verdadeiro sentido da vida
Abandonar o que aprendi parar de sofrer
Viver é ser feliz e nada mais

 

 

OQUE OS NAZISTAS FIZERAM COM OS JUDEUS

OS ISRAELENSES ESTÃO FAZENDO COM OS PALESTINOS!

              

GAZA É A VERSÃO ATUAL DO QUILOMBO DOS PALMARES

 E DO GUETO DE VARSÓVIA.

MAS, O SOL NASCEU PARA TODOS!

PELO FIM DO ESTADO ISRAELENSE!

PELA LIVRE FEDERAÇÃO DOS POVOS SEMITAS!

PAZ ENTRE OS POVOS,

GUERRA ENTRE AS CLASSES!

SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT