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A LUTA DE CLASSES Hoje em dia todos vemos que o Brasil está dividido! Mas não entre mortadelas e coxinhas, ou petistas e anti-petistas, muito menos nas divisões partidárias do circo eleitoral, que varre o país – tentando vencer a indiferença da maior parte dos eleitores obrigatórios. Fala-se muito de ‘especificidades’, mas não! O Brasil também não se divide entre homens e mulheres, negros e brancos, jovens e velhos, homo e hetero sexuais... nem mesmo entre fascistas e antifascistas... Gostando, ou não, as diferenças existem na sociedade, cada um é cada um, faz parte da natureza das coisas. A divisão que realmente existe na sociedade é a baseada em aspectos ligados a economia: a base dessa diferença é o monopólio da propriedade dos meios de produção, que garantem a vida na sociedade (as terras, os bancos, as indústrias, as máquinas, rádios e televisões – e agora começam a assumir a propriedade da água e do ar) – nas mãos do Estado, da burguesia/patronal e dos tecnoburocratas – OS PROPRIETÁRIOS, a minoria ; a maioria da sociedade é composta dos NÃO PROPRIETÁRIOS DE MEIOS DE PRODUÇÃO! Um dia chamados de proletários, que só possuem sua própria força de trabalho – que vendemos para os burgueses/tecnoburocratas, em troca do salário (mínima fração recebida pelo trabalhador, extraída a ‘mais-valia’, o lucro do patrão). Como a união dos proletários é perigosa para a patronal, que munida dos meios de comunicação divide artificialmente o proletariado (que vive do próprio trabalho, operários) em trabalhadores e desempregados; classe mérdia, classe C e D; estimulando as diferenças de interesses de gênero; de preferência sexual; de cor da pele; de nacionalidade; de religião.... E existem muitos que embarcam nessa estratégia diversionista, esquecendo que a verdadeira luta é entre explorados e exploradores, opressores e oprimidos. Na prática o sistema em que vivemos, o Capitalismo/baseado na propriedade privada, é erigido sobre a competição – que leva o mundo a uma crescente concentração de renda/aumento da miséria e do desemprego, a destruição da natureza, a crescente corrupção (dado o processo de aproximação/apropriação com o aparelho de Estado – num processo que leva ao Capitalismo de Estado/Império Industrial, incorretamente chamado de ‘Comunismo Real’). O circo eleitoral faz parte dessa estratégia de dividir os trabalhadores, através dos partidos políticos – que perseguem seus próprios interesses mistificados como se fossem da população, mentindo para os anseios das pessoas. Mas a paz social não pode ser garantida só pela violência legal, ao terror da repressão do Estado. Ao mesmo tempo a burguesia precisa da colaboração da classe trabalhadora, de onde arranca sua riqueza, para que a sua propriedade seja respeitada, para que a produção não pare e ela continue enriquecendo. Para isso falam em esperar o bolo crescer... tirar o país da crise... amar a pátria e defender a nação! Tudo eles falam para que nós, oprimidos/explorados, permaneçamos silenciosamente obedientes. Mas a nação, como sabemos, está dividida entre patrões e trabalhadores – que em seu íntimo tem diferentes necessidades e aspirações. Enquanto o patrão e o burocrata só pensam em aumentar o lucro, sua própria riqueza, nós trabalhadores/desempregados só queremos melhores condições de vida, saúde, educação, trabalho, moradia, igualdade, justiça e liberdade. ESSES DIFERENTES INTERESSES É QUE DELIMITAM A LUTA DE CLASSES. Os interesses patronais são defendidos pelo Estado nacional, por isso eles são Nacionalistas! Aos trabalhadores, tratados como suspeitos ou bandidos, pelo aparelho de Estado – que diz defender o ‘bem comum’ -, só resta a união com a classe operária, que em todo o mundo tem os mesmos interesses. Por isso os trabalhadores são Internacionalistas! Comitê Executivo da Coordenação Estadual da FOSP/COB-ACAT/AIT

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