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MAIS UMA TENTATIVA

11:17 @ 11/10/2014

O QUE FOI QUE ACONTECEU Na virada do século, no ”boog do milênio”, só se falava da vitória do capitalismo sobre o “comunismo real” – livre mercado versus burocracia estatal. Era a ‘Era da Globalização’, o reinado do neoliberalismo. O mapa político do mundo, redesenhado após a segunda Guerra Mundial, mostrava áreas de influência e rotas comerciais. Pelo controle dessas áreas se travaram então as novas guerras. O PANO DE FUNDO Nessa nova geopolítica, o estabelecimento de um “Estado de Direito”, abrindo a participação de todo o arco-íris político, apontava para a criminalização de todos que se opusessem por outros meios. O objetivo dos poderosos era a completa submissão – mediante a manutenção de “acordos democráticos”, com as forças da oposição (a esquerda, religiosa, nacional e moral). Assim, em respeito a esse “acordo”, e após o espetáculo midiático do ‘atentado contra o WTC’, foram derrubados governos que se desalinharam, definidos como ‘malditos’... Iraque, Afeganistão, Líbia... o Taleban, o Hesbolah e o Hamas são considerados GRUPOS TERRORISTAS... Venezuela, Irã e Coréia do Norte são mantidos na defensiva. Em seu 2º governo Bush/U$A já havia criminalizado o ‘Black Block’, desde 2002, como grupo terrorista. Na Itália, Grécia e Espanha dezenas de ativistas anti-globalização foram presos em situações armadas pelas forças de segurança – como mostraria o desenvolvimento dos processos criminais contra eles. Essa política de perseguição política aos anarquistas, que na Itália era então exercida pelo fascista Berlusconi – o mesmo cuja polícia/carabineri assassinou Carlo Giuliane, na manifestação anti- G8, em Genova/2001 -, definindo os anarkistas como os principais suspeitos de ‘terrorismo’ (Inglaterra, Alemanha, etc.) No Brasil, como parte desse mundo globalizado, a ascensão do movimento social – na virada do século –, com o movimento anti-globalização e a intensificação das greves, é canalizada para o Fórum Social Mundial (FSM), organizado pelo PT, em sua estratégia de catapultar a eterna candidatura Lula. Foi na edição de 2001 que as FARColombianas até então aliada do PT, via movimento Bolivariano, foram proibidas de participar, sendo condenados por Lula – que aconselhou-os a formar um partido político. Nessas condições Lula/PT ganhou o pleito presidencial, em novembro/2002, como o salvador da pátria. O movimento social acalentava essa esperança de mudança eleitoral e com um ‘presidente operário e nordestino’ as greves caíram para cerca de 280 em 2002. O movimento anti-globalização entra em declínio em todo o mundo(devido a perseguiçã /criminalização promovida pelo fascismo internacional). A ascensão de Lula/PT ao poder, dando continuidade ao programa social-democrata do PSDB (FHC – que sucumbira ao neo-liberalismo), com a ampliação de programas sociais (Salário-Família, Minha Casa, Luz, etc), marcou a dupla gestão Lula e sua continuadora, Dilma/PT-Frente Popular. Na verdade nunca deixaram de ser mamulengos daqueles que detém o poder econômico, sob a ameaça do Estado Militar. Mas se eles se venderam por suas 30 moedas, agora esperam dos patrões a clemência contra a ‘punição’ a alguns dos seus, que terminaram presos – contra todas as probabilidades. Se, num primeiro momento o PT manter a paz social, vendendo mentiras e meias verdades, fazendo acordos com os partidos políticos e reconhecendo as centrais sindicais, cooptando setores do movimento social – estratégia básica da socialdemocracia. Mas essa tática nunca deu respostas aos anseios sociais acumulados. O movimento indígena, principalmente, nunca parou de atuar diretamente (com invasões e confrontos) – não podiam se calar frente a política de extermínio aos povos nativos (Tamoios). Assim, tendo outros setores do movimento social como pano de fundo, o movimento operário vai retomando as greves. Já em 2003 foram realizadas 340 greves, em um movimento constante e crescente, atingindo 875/ano 2012 – incluindo AS GREVES SELVAGENS nas usinas dos PAC. A explosão das manifestações massivas, espontâneas e de ação direta apartidária, de Junho/2013, se mostrava como um reflexo das insatisfações locais acumuladas – refletidas naquele momento contra o tarifaço nacional dos transportes. Até então tudo estava sobe controle do Estado, através dos partidos políticos e dos sindicatos oficiais, atrelados ao Estado. Mas Junho/2013 mostrou a capacidade de luta no enfrentamento contra a repressão policial e os partidos políticos, apesar de toda a farsa midiática, a tática se generalizou por todo o país. Essa atitude/tática, tomada espontaneamente em todos os rincões do Brasil, definida como Black Block (devido a sua origem no movimento ecológico dos anos 80 – punks e anarquistas -, na Alemanha, difundidas no movimento anti-globalização). Desde então a polícia vem tentando caracterizar a existência de ‘grupos Black Blocks’ (BBs), definidos, desde então, como grupos criminosos de vândalos e criminosos tese difundida amplamente pela mídia. Começa a caça as bruxas, com novas prisões e armações contra militantes do movimento social autônomo e apartidário. Nós, da FOSP/COB-AIT, já havíamos sido vitimizados por esse tipo de criminalização em 2008, devido a um conflito entre a Manifestação Operária e Libertária de 1º de Maio - que convocáramos - ao cruzar com uma passeata partidária, enquanto protestávamos na frente da sede da Prefeitura. A polícia, defendendo o partido político, nos atacou violentamente, com a detenção de cerca de 60 militantes – o processo continua ativo contra 6 deles, acusados de liderar a ‘destruição’, 3 deles eram Coordenadores da Federação Operária de SP. Hoje continuam com essa tática de criminalizar, e agora arrastar a prisões e processos, forjando provas, apoiados pela mídia e pelo sistema jurídico local. FAZ UM ANO, ESPERAMOS TANTO... Depois das grandes manifestações de Junho/2013 ficou a expectativa: Teria o gigante, afinal, acordado? A capacidade e disposição para a luta já havia sido demonstrada nas manifestações, ocorridas em todo país, com milhões de pessoas nas ruas. Se já havia ficado claro que esse movimento, espontâneo rejeitava a direção institucional dos partidos políticos e dos sindicatos oficiais; por outro lado, pecara pela falta de organização e reivindicações claras, que conseguissem manter a unidade do movimento, de baixo para cima. E, o mais importante, apesar de ser reflexo da insatisfação operária – que já se manifestava claramente pela intensificação dos processos grevistas, tomados nacionalmente, restava satisfazer a expectativa da paralização da produção. Manifestando a insatisfação com uma grande Greve Geral, de toda a classe trabalhadora, em todo o país, em plena Copa do Mundo – o grande golpe político, midiático e especulativo do Capitalismo mundial – era o que se esperava depois de 2013. Os políticos oportunistas das centrais sindicais oficiais perceberam isso e tentaram chamar a Greve para Julho/2013, mas o proletariado rejeitou seu chamado, sua direção e representação política! Mesmo assim a expectativa, sob o lema ‘IMAGINA NA COPA!’ mantinha viva a idéia de uma grande Greve Geral. Mas as centrais sindicais oficiais, partidarizadas, não queriam permitir que o movimento saísse de seu controle, as vésperas de uma eleição presidencial – com a forte tendência de crescimento dos Índices de Rejeição Eleitoral (votos nulos, brancos e abstenções). Todos: os partidos políticos, as mídias oficiais, as instituições do Estado – entre os quais os ditos sindicatos oficiais-, passaram a combater a possibilidade de que a Greve Geral se realizasse. A Policia Militar, o Judiciário, o Estado enfim, trataram de criminalizar as manifestações – através da caracterização dos ‘black bockers’ como grupo criminoso – restaura a legislação da ditadura militar, como a LSN. A mérdia oficial reproduz as mentiras de Estado policial até que elas soem como verdades. A patronal intensifica suas reclamações sobre a ‘crise econômica’, ameaçando demissões em massa, por causa da queda nas vendas – reflexo do arrocho salarial X alta do custo de vida!!! O terrorismo de Estado passa a ser o cotidiano nesse ano pré-Copa. Multiplicam-se os Amarildos... Por seu lado, os partidos e os sindicatos oficiais buscavam intensificar sua atividade (pré-eleitoral), buscando manter seus rebanhos eleitorais. O que se vê é a intensificação das greves localizadas, negociadas a preço de banana pelos burocratas sindicais e suas centrais partidarizadas (CUT/PT, CTB/PCdoB, FARSA SINDICAL/PDT-SOLID, UGT/PSDB, CGT/PCB, CONLUTAS/PSTU, etc). Fora dos movimentos oficiais, setores do movimento dos trabalhadores, desempregados e sem teto, ligados aos ditos partidos da esquerda (PSTU, PSOL, PCO, PCB, intensificam e radicalizam suas ações contando com a omissão/apoio do prefeito Hadad/PT, passam a ser reconhecidos como interlocutores políticos válidos. Setores mais marginalizados lançaram-se numa Cruzada infeliz, tentando canalizar a energia revolucionária das manifestações de Junho/2013 e a manutenção da tática blackblock, se lançam numa parada sem futuro, “NÃO VAI TER COPA!”. Tentando mostrar seu radicalismo anticapitalista apenas conseguiram aumentar seu isolamento dentro do movimento proletário. Mascarados, foram alvos de múltiplas infiltrações, que denunciaram diversos integrantes e deram as condições para que o Estado e a mérdia construíssem a farsa do ’grupo terrorista, de vândalos e bandidos inconsequentes. Com essa tática kamikaze entregaram a cabeça de vários ativistas e foram passando, cada vez mais para a defensiva, e contribuíram para a politica dos partidos – de manter dividida e desorganizada a classe trabalhadora. Essa se mostrou uma tática vanguardista blanquista, seus militantes se ungiam da máxima “lutamos por vocês”. Os anarco-sindicalistas, articulados em torno do Movimento Pela Reativação da COB/AIT , coerentemente buscaram estimular a discussão local acerca da necessidade de organizar uma verdadeira Greve de toda a classe operária, do campo e das cidades, a partir de um movimento assembleário, de baixo para cima. Nessa prática se avançaria na retomada do sindicalismo livre, frente ao Estado, aos partidos e ao Capital, pela retomada da COB/AIT, como forma e Princípios da organização operária no Brasil. Assim centralizamos nossa atividade a necessidade de unir toda a classe trabalhadora para uma grande GREVE GERAL em todo o país. Mas não tínhamos os fundos, a capacidade de propaganda para conseguir contra restar toda a corrente, que impunha a divisão do proletariado urbano e rural e indígena. Buscamos então avançar a discussão social nesse sentido, mantendo a proposta como projeto para a luta social vindoura. Nossa proposta se mostrou correta, na medida em que se verificou a intensificação e radicalização das greves localizadas. A realização de greves espontâneas em setores como os Trabalhadores da Limpeza Pública do Rio de Janeiro, durante o Carnaval-2014, contra o acordo firmado pela direção do sindicato oficial – que terminou sendo vitoriosa. Essa tática, greve contra o sindicato oficial, viria a se repetir em Março e Abril-2014, pelos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (essas fortemente reprimidas militarmente e pela demissão de dezenas de militantes). Entre o final de Abril e o Início de Junho a intensificação do Terror de Estado através da repressão direta, com a prisão imediata e abertura de processos contra manifestantes, sempre pré-identificados como blackblockers – previamente criminalizados. Esse conjunto de fatores somados aos aspectos conjunturais mundiais (Guerra na Ucrânia e intensificação das guerras no Oriente Médio, tirando o eixo das manifestações proletárias na Europa) levou a frustração das expectativas sobre a Greve Geral durante a Copa do Mundo. Mas sabemos que nenhum dos movimentos grevistas localizados conseguiu qualquer vitória para a classe trabalhadora. As insatisfações continuam e se agravam. Resta aos trabalhadores conseguir romper com as amarras estatais para enfim poder contar com toda a sua força. O único caminho para isso é a organização autônoma do proletariado, através da retomada do sindicalismo livre e revolucionário, das federações locais e da Confederação Operária Brasileira (COB/AIT) – retomando as origens do movimento operário. ÉPOCA DE ELEIÇÕES:ESTÁ MONTADO O CIRCO ELEITORAL Após as manifestações e greves do ano passado e deste ano, durante a Copa do Mundo (verdadeiro show de estupidez do Capitalismo, que gastou milhões para a sua realização, deixando o povo mais uma vez na miséria total, sem saúde e sem educação). Mas os trabalhadores, inconformados, foram as ruas confrontar a Policia Militar e este governo que se diz de "esquerda", social-democrata, na prática parece ser de "fascistas de vermelho". E agora, em Outubro, veremos mais uma vez a cobra do capitalismo armando o seu mais letal bote: "as eleições", o momento em que a democracia representativa, burguesa, permite a classe trabalhadora escolher o Capataz, que manteria o sistema a escravizá-la e a paz social. Mas nós, os operários - aqueles que operam para criar a riqueza -, já nos cansamos dessa situação em que vivemos em completa penúria e totalmente insatisfeitos com com o Estado e os governos da "esquerda" e da "direita", depois do que já vimos nos governos do do PT e do PSDB. Agora sabemos que é tudo farinha do mesmo saco. Por isso o povo sabe que o VOTO DE PROTESTO é apenas o VOTO NULO, como a mídia oficial - ao combate-lo - publica em seus jornais (Folha de São Paulo, Jornal DO METRO, o CQC/rede Bandeirantes, etc.) e o TRT, com sua propaganda cívica defendendo o voto obrigatório... Como mais uma vez a esquerda dita "socialista e comunista", que se autoproclama representante da classe trabalhadora, nos traiu, vamos demonstrar toda nossa revolta e indignação através do VOTO NULO DE PROTESTO! NÃO APOIAREMOS NINGUÉM, NENHUMA CANDIDATURA! Pois o POVO UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO! Por isso: "VOTE NULO, NÃO SUSTENTE PARASITAS! SE ORGANIZE E LUTE! FILIE-SE AO SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT! (se você não está na FOSP/COB-AIT, saiba que a COB/AIT sempre estiveram dentro de você!) - POVO ORGANIZADO GOVERNA SEM ESTADO! - PELA AUTOGESTÃO GENERALIZADA! Comitê Executivo da FOSP/COB-ACAT/AIT



JÁ SOMOS 39 MILHÕES DE INGOVERNÁVEIS:
- NINGUÉM NOS REPRESENTA!








FILIE-SE A COB-AIT

14:52 @ 12/10/2014

Palestra proferida no ACAMPA-SP da pr. Joao Mendes, centro de SPcity. http://www.youtube.com/watch?v=675Rfdy-qrg