Grupos

LANÇAMOS PUBLICAMENTE UMA DENÚNCIA CONTRA a "Jah Comunicações", principalmente
entre os estudantes e trabalhadores da área de comunicação, começando
pelos estagiários que continuam trabalhando DE GRAÇA (!).

Denúncia de Empresa que não respeita o trabalhador

 

Trabalhavamos numa empresa chamada “Jah comunicações”* que já tinha mandado todos os seus profissionais formados e com experiência embora e trabalhava uns 12 estagiários mais a secretária.

Esta segunda-feira fomos chamados para uma reunião 10 min. antes do fim do meu horário de trabalho, como é costume na “Jah comunicações”. O chefe (Reginaldo Bianco) falou que o cliente atravez da negociação estava levando a empresa a desistir do projeto que já durava 7 meses, pelo menos até o cliente fechar os acordos e que enquanto isso a empresa não podia ficar perdendo dinheiro(pagando seus empregados) e resolveram “parar”.

Uma paralisação de patrões?! Vejam só que ousadia a deles:

O chefe falou em “uma semana de férias” (obs: para estudantes estagiários) e sem remuneração o que significa que a partir daquele momento ninguém ia mais receber.

Foi preciso avisar o chefe que não íamos trabalhar sem receber.

Tudo bem - disse ele. na verdade nós estamos dispensando vocês mas estamos fazendo a mesma proposta para todos. A proposta era ficarem “de férias” até surgir um trabalho na empresa, quando contratariam novamente o pessoal. Ou continuar vindo na empresa e trabalhando de graça. A patroa mencionou um pedido de orçamento feito pelo cliente “Ra-tim-bum” para um trabalho, um jogo digital. Propôs que os trabalhadores ficassem trabalhando nesse joguinho e fizessem um “piloto” que seria apresentado ao cliente, tudo isso sem receber. E caso o piloto fosse aprovado eles pagariam um “bônus”.(!)

Bom, então resolvemos fazer nosso portfólio e procurar emprego em outra empresa.

O chefe ofereceu os desenhos para vendê-los ao desenhista.

A patroa (Viviam Mester), que não entende nada de comunicação, atividade esta que ela faz como hobby, e que só é chefe na empresa porque ela tinha o capital, já que ela é proprietária de um shopping certer, falou que alguns dos story-boards (desenhos) eram muito de iniciante e que ela poderia ajudar a escolher os melhores para escannear num arquivo de computador.

Depois de insistência consegui fotocopiar (xerocar) os trabalhos.

O ocorrido não foi de todo surpreendente, muitas reclamações referentes a trabalhos fora de horário não serem pagos como hora extra, reuniões fora de horário de trabalho, estagiários que já trabalhavam a mais de 2 anos, o que é proibido, e ainda por cima sem contrato. O pior de tudo foi quando eu fui buscar os trabalhos para tirar cópias e vi que uns 3 estagiários estavam lá trabalhando de graça.

A situação de estagiários que são submetidos a insegurança de um subemprego para ajudar a pagar uma faculdade e que muitas vezes trabalham de graça ou como “free-lancer fixo”, alertam-nos para a necessidade da conscientização e associação dos estagiários como classe e luta por conquistas de direitos mínimos. A situação atual dos pseudo-sindicatos da área de comunicação, que fazem uso da obrigatoriedade do documento DRT imposta por empresas, para cobrar dinheiros e cursos, e depois não fazem nada, assim como arbitrariedades patronais como multas que companheiros da área relataram e como sempre a situação de dominação e exploração nos lembram que é necessário organizar uma associação de resistência dos trabalhadores em comunicação que motivou lançar as bases de acordo que encaminho e peço que todo comunicador consciente responda.

 

 

*a Jah comunicações assina seus contratos como “Uvazul editoração LTDA”

 

leia a próxima página

VV

 

 

 

 

 

Através desse comunicado, em vista de organizar os sindicatos de luta e resistência viemos apelar e chamar todo trabalhador em comunicação consciente para nos associar-nos e lançamos bases de acordo para a construção de uma:

 

            associação de resistência e luta dos trabalhadores em meios de comunicação.

 

-dadas as contradições do sistema de economia-política, capitalista-estatal que transforma o trabalho de

necessidade, direito e dever em dominação e exploração do homem pelo homem, desemprego e parasitismo.E tendo em conta que só em conjunto é que os trabalhadores podem pressionar os patrões e o estado e responder o despotismo dos de cima com a associação dos de baixo, baseada nas suas condições e necessidades comuns e lançando mão dos meios de ação que lhe são próprios.

 

-o sindicato tem como base a resistência à exploração do capital e do estado, pela conquista de melhores

condições econômicas e melhorias e direitos de que necessitam os trabalhadores para sua completa  emancipação.

 

-o sindicato não admite membro que tenha como profissão a exploração lucrativa de assalariados e aceita qualquer um que provar que trabalha ou trabalhou em meios de comunicação e que esteja de acordo com seus princípios de luta.

 

-considerando que o sindicato necessita da mais ampla liberdade de ação, o seu estatuto cogita unicamente estabelecer bases livres de acordo e normas, abolindo desde já regulamentos ou fórmulas burocráticas e coercitivas e qualquer determinação que fira a autonomia das pessoas ou que conceda atribuição de mando a qualquer uma delas. Sendo somente delegadas funções de trabalhos definidos, assumindo desde já que só se associará com outros sindicatos e instituições que respeitarem o principio de associação por pacto federativo ou seja, respeite a sua autonomia e que sejam baseados na resistência econômica e luta revolucionária. Não assume nenhum programa eleitoral, partido político ou igreja.

 

-o sindicato não pode obrigar os trabalhadores a pagarem taxas, impostos ou dinheiros no sentido de que

não pode afastar membros por não pagarem qualquer tipo de caixa ou ajuda. Os custos devem ser organizados em livres cotizações. O sindicato não possui cargos remunerados e se por extrema necessidade algum trabalhador tiver que trabalhar para o sindicato, ele deve receber o mesmo salário de sua profissão pelo caráter de indenização.

 

-o sindicato deve colocar em igualdades de direito de acesso para os trabalhadores quaisquer meios de

produção (máquinas, terra, etc...) que possa porventura conquistar, sem lucrar ou cobrar impostos seus,  observando a igualdade dos salários e sem criar exclusivismos corporativistas. De modo que não se forme a propriedade e o privilégio dentro de seu próprio seio e a concorrência dê lugar a solidariedade entre os  trabalhadores. Lutando também para que em uma possível ruptura revolucionária com o atual regime de  propriedade, o sindicato junto com os demais grupos e organismos revolucionários, garanta o acesso de  todos as pessoas aos seus meios de existência, e igualdade na quantidade de trabalho nas trocas. considerando o trabalho como necessidade, direito e dever. Continue resistindo à novas apropriações  exploradoras, sejam elas pintadas de amarelo ou de vermelho e que se organize no sentido de construir uma sociedade livre e igual, sem a dominação e exploração do homem pelo homem.

 

-considerando que cada membro dispõe seu esforço consciente e pessoal e que da discussão dentro da mais ampla liberdade surge com mais facilidade o critério lógico e exato, o sindicato organiza reuniões e  assembléias onde ouvindo a voz de todos ache o acordo e quando necessariamente inevitável apele para a votação, sendo anotado na ata o posicionamento da minoria para possível posterior apreciação. De modo que mesmo dividido por opiniões o sindicato não perca sua força provinda da união. Cobrando de cada um aquilo que assumiu por consentimento.