Grupos

A PLEBE 79 - Novembro 2013

17:16 @ 04/11/2013

 

 

Apesar de nossos esforços nas jornadas de luta de junho não tivemos êxito efetivo. Até conseguimos fazer o governo recuar no pretendido aumento da tarifas, mas os escroques dos governos estadual/PSDB e municipal/PT vem, de qualquer forma, fazendo o trabalhador pagar a conta, ou seja AUMENTANDO o IPTU (de 25 a 400% !!!), o preço dos combustíveis, a taxa de juros (que define o preço do dinheiro), e por ai vai! E nós não atingimos a vitória em nossas reivindicações, nem na questão do PASSE LIVRE, nem na melhoria das condições de transporte, saúde, moradia, educação, etc. Por isso não temos nada a comemorar! Mas, por outro lado, EM JUNHO MOSTRAMOS PARA TODOS (para nos mesmos, trabalhadores, mas também para o governo e os patrões) toda a NOSSA INSATISFAÇÃO, CAPACIDADE DE LUTA E A FORÇA DE NOSSA UNIÃO! Mas não devemos parar!!!

E, apesar dos oportunistas de plantão - tanto dos partidos políticos como dos sindicatos atrelados ao Estado, que tentaram se aproveitar da situação e chamar uma fracassada greve (que pretendiam geral, para reafirmar seu controle sobre o movimento dos trabalhadores) – a classe operária intensificou suas lutas e ampliou suas greves (nos Correios, Bancos, Escolas e Universidades, , nos Transportes/EMTU), além dos trabalhadores da Saúde, da Justiça, da Indústrias Metalúrgica, de Calçados, entre outras classes laboriosas). Nessas lutas muitas reivindicações foram levantadas, algumas específicas, como a luta por REFORMA AGRÁRIA (reivindicação histórica dos camponeses); ou a luta dos professores, por MELHORES CONDIÇÕES DE SALÁRIO E TRABALHO, que se refletem na qualidade do ensino; ou da comunidade da USP, em defesa da AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA – com a ocupação das reitorias de alguns campi. Mas mantidas como lutas isoladas são atacadas pelos meios de comunicação - que apelam e justificam a violência da ação da Polícia para reprimir os "vândalos e bandidos", como agora estão chamando os manifestantes mais exaltados. Com isso tentam descaracterizar a questão da luta social a um mero caso de polícia!!!

Se não avançamos muito, pois nossa luta foi mais uma vez traída, vendida, entregue de bandeja nas "negociações" pelos urubus, pelegos e crumiros, dos sindicatos oficiais/atrelados (da CUT, FORCA SINDICAL,CGT, CTB, CGTB, UGT, CONLUTAS, INTERSINDICAL...) e dos partidos que os controlam. Mas NÃO DEVEMOS PARAR DE LUTAR! Temos que juntar os cacos dessas lutas para definir uma lista de reivindicações que una toda a classe trabalhadora, dos campos e das cidades, para discutir e decidir nos locais de trabalho e nos bairros, e também para preparar e construir uma verdadeira e grande GREVE GERAL, tirando – de baixo para cima – as coordenações locais, regionais e nacionais e a própria COMISSÃO DE NEGOCIAÇÃO, e dessa forma construir também o sindicato livre e revolucionário.

Mas a repressão aumenta a cada dia. Como o governo do Rio/PMDB vem fazendo com professores e mascarados, taxados como quadrilhas. Ou o governo de SP/PSDB atacando e mapeando os "black blocks" - chegando ao cúmulo de utilizar a LSN, da ditadura militar, para indiciar um casal de namorados numa manifestação... -, ou com a tática de criminalizar as Torcidas Organizadas – na mesma linha de criminalização das organizações proletárias. Com essas ações os governantes, e suas polícias, querem calar – de todas as formas! E não devemos reagir?

Tudo isso nos mostra que NÃO PODEMOS PARAR DE LUTAR! Que unidos somos fortes! Que a emancipação da classe trabalhadora terá de ser uma obra nossa, na construção do socialismo libertário e da autogestão generalizada.

 

COB/AIT, OUTRA FORMA DE FAZER SINDICALISMO

Ao longo do segundo semestre diversas categorias de trabalhadores entraram em greve, uma delas foi a dos trabalhadores dos Correios (ECT). Nessa greve da ECT vimos um claro exemplo de como esses sindicatos "oficiais", atrelados ao Estado e controlados por partidos políticos, atuam a serviço dos patrões e contra a classe trabalhadora.

 

Desde o início da Campanha Salarial a diretoria só fez teatro, fingindo que estavam dispostos a mobilizar os trabalhadores para uma greve forte, mas na verdade buscou de todas as formas conter o movimento, em conluio com a empresa e o governo. Na mesa de negociação eles só lutaram pelos seus próprios e podres interesses mesquinhos – o da empresa (é lucrar nos explorando cada vez mais - com o arrocho salarial, a perda de direitos e com a intensificação do ritmo de trabalho), o do governo é o de manter a aparência de normalidade e de suposto diálogo e o da diretoria do sindicato (do partido que a controla) é continuar no poder eternamente. Ninguém quer largar o osso!

Os Correios (ECT) são compostos de 35 bases sindicais (só SP tem 6: Grande SP e Sorocaba, Baixada, Bauru, Campinas, Presidente Prudente e Ribeirão Preto), oque já divide os trabalhadores. Os sindicatos da região metropolitana de São Paulo e Rio de Janeiro, ambas diretorias ligadas ao PC do B, racharam com o restante do Brasil (como já é de praxe entre os dos foice e do martelo). Por isso precipitaram o movimento para negociar antecipadamente com a empresa uma proposta miserável – que nem chega a 2% de aumento real! -, aceitaram mudanças na gestão do convênio médico e nem sequer trataram da questão da segurança dos carteiros, assaltados com frequência (que já e uma das maiores causas de afastamento do trabalho). E, ainda por cima, manipularam descaradamente as assembléias, fazendo com que a greve em São Paulo acabasse antes mesmo de ter começado na maioria dos outros estados, o que enfraqueceu a luta nacionalmente e levou a greve a ser julgada pela ditadura do julgamento do TST.

E isso que sempre denunciamos! O sindicalismo oficial, atrelado e vertical, em que algumas dezenas de parasitas controlam e manipulam a vida de milhares de pessoas! No momento em que se observa uma efervescência nas lutas da população – revoltada com esse sistema falido – é que cada um de nós deve assumir a responsabilidade, nos organizarmos no principio da horizontalidade, num movimento assembleário (desde os locais de trabalho e de moradia), formando uma nova organização, autônoma e dentro do princípio do Federalismo e da Autogestão – que é o anarco-sindicalismo, a Confederação Operária Brasileira seremos todos nós!!!

                                                          Núcleo dos Trabalhadores da Comunicação- SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT

 

 

O ESTUDANTE DE HOJE SERÁ O ASSALARIADO DE AMANHÃ

Os estudantes, a juventude proletária, têm assumido diversas lutas pela melhoria na qualidade e pelo maior acesso ao Ensino Público. Também tem apoiado as greves de professores e a luta contra a repressão e a truculência policial nessas lutas reivindicatórias. Nessa mesma linha os estudantes da USP e da UNICAMP lutam também pela saída imediata da PM dos seus campi universitários, numa luta que se completa na defesa da Autonomia Universitária realizando greves e a ocupação da Reitoria da USP, com o apoio de toda a comunidade uspiana .

 

Nós da FOSP apoiamos e temos participado ativamente nesses movimentos, lembrando que o movimento na USP mostra um caminho para toda a sociedade, na medida em que discute a própria forma de gestão da universidade. Durante a ditadura militar se instituíram listas de reitoráveis, em que o governador decide quem será o reitor, agora são apontadas pelos estudantes

 

algumas alternativas para que a universidade caminhe de fato de forma autônoma, apontado para a autogestão (desde uma simples eleição direta, até uma proposta de se rediscutir - desde as unidades -, num processo que culmine em um Congresso Universitário onde toda a comunidade (estudantes, professores e funcionários) participe conscientemente. Cremos no processo de discussão coletiva, como forma de intensificar a prática de assembléias locais, onde todo o poder de decisão fique diretamente nas mãos dos trabalhadores.

 

Núcleo Capão-Redondo- SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT

 

 

 

 

 

 

CONTRA A CAÇA AS BRUXAS

PROMOVIDA PELO CZAR PUTINHO

As três jovens que integram o grupo punk Pussy Riot, acusadas de vandalismo por terem cantado uma "oração" em protesto contra o presidente Vladimir Putin, foram consideradas culpadas por um tribunal russo. A manifestação ocorreu em fevereiro de 2012, na catedral de Cristo Salvador, em Moscou. A sentença, cuja leitura demorou mais de duas horas, é de dois anos de prisão. O julgamento todo durou menos de 6 meses, sua celeridade contrastou com o forte movimento de solidariedade internacional para as garotas.

 

 

 Maria Alyokhina, 24, Nadezhda Tolokonnikova, 22, e Yekaterina Samutsevich, 29, durante a leirura da sentença.

Um grupo de 28 ativistas do Greenpeace Internacional e dois jornalistas estão presos na Rússia suspeitos de pirataria. Entre eles está a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos.

O grupo foi preso no dia 19/09/2013 após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico, em uma plataforma da GAZPROM, no mar Pechora. Podem ser condenados a até 15 anos de prisão.

 

Precisamos de sua ajuda para levar Ana Paula, os ativistas e jornalistas de volta para casa. Envie uma carta à presidente Dilma e ao embaixador da Rússia no Brasil Sergey Pogóssovitch pedindo a intervenção deles junto às autoridades russas.

Você pode ligar para a Embaixada ou para os Consulados do Rio de Janeiro e São Paulo para pedir a libertação da Ana Paula e de todos os perseguidos políticos do neo-czarismo russo.

Embaixada da Rússia:  (61) 3223.3094/4094
Consulado Geral da Rússia em São Paulo: (11) 3814.4100
Consulado Geral da Rússia no Rio de Janeiro: (21) 2274.0097

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

 

CRESCE O DESEMPREGO NA CAPITAL.

O desemprego na região metropolitana de Belo Horizonte cresceu 41% em relação a setembro de 2012 segundo o PED-RMBH,não é novidade que a situação esta se deteriorando a cada dia  em subcontratações,terceirizações e agora este crescimento que é na verdade muito maior se considerarmos os trabalhadores que sempre estiveram afastados da chamada formalidade.
Em todas as capitais é grande o número de trabalhadores que chegam a mais de uma década sem registros em carteira,em trabalhos autônomos informais ou trabalhando por empreitada.
Estas situações são crônicas de um país onde grandes empresários e seus diretores ganharam milhões em bônus,e o trabalhador é sujeito ao ridículo salário minimo,que só pode ser chamado de apologia ao crime.
Mas oque pesa agora neste crescimento é sem dúvida o período,que deveria ser de contratações precárias como é tradição,mas em virtude de toda a desconfiança em torno da economia oque vemos é mesmo uma retração na produção,negada pelo governo e que será maquiada pelas subcontratações de final de ano.
As aventuras de grandes empresários serão mais uma vez pagas pelo trabalhador,é o cenário internacional de grandes ganhos a alguns e a conta entregue aos pobres.
Enquanto isso segue a repressão em todo estado, tentando evitar a revolta da população já criam leis de repressão feitas para proteger bancos e punir manifestantes,inclusive com detenções sem provas e forjadas.
O estado se vê ameaçado pela revolta popular e inicia a perseguição aos sindicatos e movimentos sociais,tentam dividir a população e amedrontar.
O crescimento do desemprego na capital reflete a situação precária que se vive no estado, e escondida pelo governo do estado que tem a capacidade de se gabar da compra de rabecões,que  mostram como cresce a violência em Minas, violência resultado da segregação e das injustiças sociais,enquanto professores são presos por panfletar na assembleia legislativa.

É  urgente resistir ao desemprego e a precarização,as centrais oficiais/estatais/pelegas já planejam negociar nossos direitos,como sempre em todas "crises"  trocando migalhas por migalhas e negando a solidariedade aos demitidos,se não apenas solicitando as patronais uma parcela a mais de seguro desemprego.
Trabalhador e trabalhadora,é preciso resistir e nos manter organizados.

FEDERAÇÃO OPERÁRIA MINEIRA FOM/COB/AIT
 
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

 

POLICIA CIVIL DIVULGA LISTA DE PRESOS DURANTE ATOS DE VANDALISMO NO RIO

 

Ao todo, 190 pessoas foram levadas para oito delegacias; 64 foram presas e 20 menores apreendidos

Sessenta e quatro pessoas foram presas e 20 menores apreendidos em flagrante após os atos de vandalismo, na noite desta terça-feira (15/10), no Centro do Rio, segundo informou a Polícia Civil na tarde desta quarta-feira.

Desse total, 27 foram autuadas com base na nova Lei do Crime Organizado, por crimes como dano ao patrimônio público, formação de quadrilha, roubo e incêndio. Os delitos são inafiançáveis.

1 / 21

A Polícia Civil autuou ainda 43 pessoas no crime de formação de quadrilha (parágrafo único) que, de acordo com a alteração da legislação, se enquadram na Lei do Crime Organizado. Ao todo, 190 pessoas foram conduzidas para oito delegacias da capital, sendo 57 menores de idade. 

Durante a manifestação foram apreendidas facas, canivetes, estilingues, bolas de gude, esferas de aço, um estilete, um tchaco, uma lâmina de serra, máscaras e escudos. 

O tumulto provocado por pelo menos 100 manifestantes teve início cerca de 45 minutos depois que o sindicato dos professores declarou a marcha por encerrada nesta terça, Dia do Professor. O grupo respondeu com bombas caseiras ao gás lançado pela polícia e arrancou placas de alumínio, instaladas em prédios públicos, lojas e bancos do Centro para evitar danos materiais, utilizando-as como escudo.

 

FEDERAÇÃO OPERÁRIA DA BAHIA-COB-AIT