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RELATO DO 1º DE MAIO DE 2011                                                               

NOS 125 ANOS Da LUTA PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

Precedido por comícios relâmpago e panfletagens o 1º de Maio Operário, Libertário  e Revolucionário chamado pela FOSP/COB-ACAT/AIT ocorreu, de forma vitoriosa, apesar da forte chuva que se abateu sobre o centro da cidade no começo da tarde.

O processo de manifestações crescentes começou por Campinas, onde o SINDIVÁRIOS de Campinhas, com o apoio do Movimento Libertário local, realiza uma discussão sobre a FOSP, sua história, suas propostas e suas lutas, no dia 25 de Abril, no campus da UNICAMP. Enquanto isso, em São Paulo, mini-comícios e panfletagens – precedidas por colagens de cartazes do Jornal Mural da COB, o A VOZ DO TRABALHADOR, chamando o 1º de Maio de Luta da COB/AIT.

Esses mini-comícios ocorriam desde bairros da periferia, como Tatuapé, Capão Redondo, Jardim Japão e Santo Amaro, como também no centro da cidade, na Pça. Ramos, na região da 25 de Março e na região da Avenida Paulista. No próprio dia Primeiro de Maio vários mini-comícios se deram nos bairros, como os de:

ATO NO LARGO TREZE DE MAIO - Santo Amaro

Militantes do SINDIVÁRIOS-SP concentrados no Largo Treze de Maio, no centro de Santo Amaro, distribuem cópias do Manifesto de 1º de Maio da FOSP, o A PLEBE 66, além de exemplares do jornal do próprio Sindicato de Ofícios Vários de São Paulo, o C’MENTE DE PHOGO. Enquanto repassam o manifesto são feitas falações lembrando os 125 anos do 1º de Maio, os Mártires de Chicago e a luta pela Redução da Jornada de Trabalho; a necessidade da organizaçãoe união da classe operária para fazer frente a nova crise que se anuncia; das lutas contra o desemprego e a precarização do trabalho e contra os cortes nos gastos sociais. A manifestação se extende daqs 10:00 hs até as 1130 hs, atraindo a atenção de dezenas de pessoas.

São repassados centenas de panfletos e foi estimulada a participação popular com demonstrações de revolta popular e levantada frequentemente a necessidade de intesificar as lutas por mlehorias no tranporte público, no combate ao desemprego e contra a feroz repressão militar contra trabalhadores ambulantes, negros e sem-teto. Várias vezes foi lembrado a necessidade de se manter organizado de forma autônoma, sem permitir que os partidos políticos determinem o destino e as ações dessa organização.

É reforçado frequentemente o chamado à participação ativa no ATO DE 1º DE MAIO OPERÁRIO, LIBERTÁRIO E REVOLUCIONÁRIO da FOSP/COB-AIT na Ladeira da Memória, no centro de São Paulo, já estampado em dezenas de cartazes colados em diversos pontos da região central de Santo Amaro (Rua Comendador Elias Zarzur – próximo ao posto do INSS e da UNISA -, na Avenida Adolfo Pinheiro, nos quatro cantos do Largo Treze de Maio, na região da Prç. Marechal Deodoro, na Av. João Dias, etc.).

A CONCENTRAÇÃO NO ANTIGO MERCADO DE ESCRAVOS,                                                                           

NA LADEIRA DA MEMÓRIA - anhangabaú

Como já tradicionalmente ocorre, há quase 10 anos, já antes do horário marcado, meio-dia, começaram a ir chegando as primeiras pessoas nha Concentração chamada pela FOSP/COB-AIT no Anhangabaú – próximo ao local escolhido pela CUT/PT para a realização de sua ‘festa’ de 1º de Maio desse ano. O sol, que se apresentara no início da manhã, já não mais se fazia presente, coberto por densas nuvens escuras. O centro da cidade estava com certa agitação: na Sé a manifestação do CONLUTAS/PSTU terminou sob repressão policial, depois que terminou a missa e os participes tentaram sair em passeata. Pelo que se viu, aparentemente a ordem da PM era para ‘proteger’ o Ato da CUT/PT, que tinha sido autorizado pelo Estado.

A medida que a Concentração anarcosindicalista crescia os militantes já se separavam em grupos para ir panfleteando nas imediações o Manifesto de 1º de Maio/A PLEBE 66 – na região da Pça. das Bandeiras, nas saídas do Metrô Anhangabaú e na Rua Xavier de Toledo. Com um amplificador eram feitas falações justificando a manifestaçãpo e chamando as pessoas à luta. Como sempre as pessoas eram pegas de surpresa por nossa manifestação devido a peculiaridade do discurso apartidário e em defesa da ação-direta  e da heterogeneidade ods militantes, homens e mulheres; punks, rockers e rappers; adolescentes e idosos, todos com o fogo da revolução n’alma. Com esse calor se estimulou a discussão com as pessoas, muitas originalmente satisfeitas com o governo de Frente Popular, liderado pelo PT, mas que na discussão tinham seus olhos abertos para as medidas anti-populares do governo de plantão, que não fazia mais que gerenciar o sistema de corrupção que se configura na prática da máfia do Estado com a sanha capitalista. Já chovia, então!

Quando nos preparavamos para sair em Passeata começou uma chuva torrencial, o que levou a certa dispersão dos miltiantes, buscando lugar para se proteger da tempestade, atrasando um pouco o cronograma original. Essa mesma chuva inviabilizou as manifestações da FORÇA SINDICAL-CGTB-UGT-NOVA CENTRAL-CTB e da própria CUT/PT – que chegou a um público máximo de cerca de 400 pessoas no momento em que suspendeu a festa, para a qual esperavam cerca de 500.000 pessoas.

A PASSEATA DO PROLETARIADO LIBERTÁRIO

Mas ela não deteve o ímpeto dos militantes libertários e simpatizantes da FOSP/COB-AIT que se reagruparam, a medida que a tempestade diminuia e ainda sob chuva intensa iniciou sua Passeata de 1º de Maio percorrendo a rua Xavier de Toledo até a Pça Ramos de Azevedo, aos gritos de GREVE GERAL DERRUBA O CAPITAL!;  A FOSP NA RUA A LUTA CONTINUA!; O PUNK NA RUA A LUTA CONTINUA!; PÃO, TESÃO, SAÚDE E AUTOGESTÃO!; MORTE AO FASCISMO!Ao passarmos na frente do Teatro Municipal esbarramos numa manifestação dos trotskistas do PCO, que se abrigavam da chuva sob o toldo de uma loja de departamentos funcionando normalmente. Estavam, em número não superior ao nosso, cerca de 150 pessoas nesse momento. Por um instante houve certa discursão com eles, que defendiam a necessidade do partido polítco, contestada pelos militantes da FOSP, que continuavam a distribuir o Manifesto da FOSP, inclusive no interior da loja de departamentos, chamando os trabalhadores à luta.

Em seguida subimos a rua Barão de Itapetininga, aos gritos de POVO UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO! ORDEM E PROGRESSO É COISA DE FASCISTA, QUEREMOS LIBERDADE, IGUALDADE E JUSTIÇA! Como a cidade estava muito esvaziada, exatamente por causa da chuva, as tradicionais paradas para realização de comícios-relâmpagos, no trajeto da passeata, ficaram prejudicadas. Ao chegarmos na Praça da República, local onde iriamos realizar o Comício de 1º de Maio da FOSP/COB-AIT, a chuva estava ainda muito intensa e se chegou a conclusão que o amplificador não poderia ser usado, devido ao risco eminente de curto-circuito, sendo decidido,  coletivamente, pela não realização do Comício na República, substituido por uma panffeltagem na Feira de Artesanato, basicamente entre os artesãos, devido ao próprio esvaziamento da própria Feira. Em seguida foi feito o chamamento para a Palestra/Debate sobre a “FOSP/COB-AIT, seus Princípios, sua História e suas Lutas e a necessidade da Unificação do Movimento Libertário Brasileiro”, na sede do Centro de Cultiura Social (CCS-SP), na rua General Jardim, próximo a Prç. da República – que se realizou com a presença de dezenas de pessoas.

CONCLUSÃO

Mais uma vez a voz do proletariado revolucionário paulista se ergueu num grito libertário de revolta e dor, lembrando os Máritres de Chicago e os 125 anos de 1º de Maio, da Luta Pela Redução da Jornada de Trabalho. Mais uma vez as bandeiras de luta pelo Salário Mínimo real, por uma aumento emergencial de 62% - o mesmo índice que os políticos profissinais deram aos próprios salários quando aumentaram em apenas 5% o Salário Mínimo -, Contra o Imposto Sindical e Por Liberdade de Organização Sindical Para a Classe Trabalhadora, Contra a Carestia da Vida e o Arrocho Salarial foram lançadas ao vento.

Algumas pessoas insistem em dizer que a miltância da FOSP/COB-AIT é inconsequente e não tem eco na sociedade,  mas aqueles que vêem com os olhos livres e pensamento crítico podem observar claramente como os diversos níveis de organização autoritária (Partidos, sindicatos oficiais e até o Estado) descaradamente copiam e tentam desvirtuar o sentido de nossas lutas e palavras de ordem. Como a luta contra o Imposto Sindical, recentemente assumida da boca para fora pela CUT/PT, a questão do Salário Mínimo Real usada pelo PCO,  e até a questão da Autogestão, lançada de forma falaciosa pelo próprio governo, que através do BNDS cria uma linha de crédito par o que eles chamam de ‘Projetos de Autogestão’, na verdade uma mal-definida cogestão, com caráter de participação na gestão – que de fato nada tem a ver com o verdadeiro sentido do termo AUTOGESTÃO, defendida pela COB/AIT.

Ao mesmo tempo também observamos a forma como repercutiu, por exemplo, a própria chamada que fizemos para um 1º de Maio de Luta de 2011, entre as pessoas comuns, nas ruas, e dos trabalhadores, nos locais de trabalho., contou com imensda simpatia. Apesar de ainda não conseguirmos canalizar esse sentimento e o conjunto dessas lutas, que insistentemente estimulamos, sabemos da revolta popular e ao mesmo tempo da radicalização de sentimentos nesse momento histórico. Resta aos revolucionários sinceros não se deixar abater em corromper no processo de lutas.

VIVA A FOSP/COB-ACAT/AIT!

VIVA O COMUNISMO LIBERTÁRIO!

HURRAS À ANARKIA!

COMISSÃO DE IMPRENSA do SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT