Grupos

AFTOSA EM BRASÍLIA?

20:57 @ 06/05/2013

Frase de um pecuarista Mineiro: "Bom seria se um deputado pegasse febre aftosa. Aí... seríamos obrigados a sacrificar todo o rebanho!" ESSA É DIGNA DE CORRER O BRASIL INTEIRO...............

1º DE MAIO DE LUTA COB/AIT

22:05 @ 06/05/2013

 

1º de maio 2013 no Brasil –  COB/AIT

 

SÃO PAULO:

1º DE MAIO OPERÁRIO, LIBERTÁRIO E REVOLUCIONÁRIO

http://www.grupos.com.br/blog/sindivariosspfospcobacatait/

Convocada a partir de manifestações locais em todas as regiões da cidade (Tatuapé, Belém, Penha, Santana, Lapa, Jabaquara, Santo Amaro, Vila Mariana, Paulista, etc.) através de panfletagens, mini-comícios/eventos locais e pichações a manifestação da Federação Operária de São Paulo (FOSP/COB-ACAT/AIT) foi a única manifestação libertária a denunciar a farsa dos sindicatos crumiros/pelegos ligados ao Estado e dominado pelos partidos – que comemoraram os 70 anos da CLT getulo-fascista.

 

Precedida de homenagens locais aos Mártires de Chicago (como a GIG no Capão-Redondo) o chamado da FOSP se estendeu a várias cidades da Grande São Paulo (Mogi, Poá, Itaquaquecetuba, Perus, Campo Limpo Paulista, Osasco, etc.) e do interior do estado (São José dos Campos, baixada santista, Joanópolis, Ribeirão Preto). Recuperando a memória de lutas do movimento operário, centrada nos ‘127 anos da luta pela Redução da Jornada de Trabalho’, se buscou demonstrar a importância e necessidade de uma organização sindical autônoma e autogerida, sem o controle do Estado e dos partidos políticos.

A Concentração, marcada para ocorrer no velho Mercado de Escravos de São Paulo, na Ladeira da Memória, no centro da cidade, se iniciou as 12 horas. Imediatamente, a medida que as pessoas chegavam, se dividiam em grupos para distribuir o Manifesto da FOSP/COB-AIT, no A PLEBE 77 e outros manifestos de diversos grupos libertários e punks. Sob o viaduto do Chá a CUT fazia sua festinha, ao som de músicas sertanejas e pagode, reunindo cerca de 5000 pessoas.

 

 

Como não conseguimos reunir muita gente (cerca de 60 pessoas) realizamos uma Assembleia Popular onde se decidiu pela:

- SOLIDARIEDADE ATIVA ÀS GREVES (trabalhadores da Educação e da Saúde), defendendo a realização de uma GREVE GERAL DE SOLIDARIEDADE, a partir de núcleos de ação locais;

- pela não realização da tradicional passeata de 1º de Maio, que se mostraria muito esvaziada, e partir para denunciar as manobras de políticos e sindicatos oficiais que buscam criar ações diversionistas e divisionistas (foram realizadas mais de 6 manifestações isoladas e ‘festivas’ em São Paulo). Para isso nos dividimos em grupos de panfletagem e agitação que mantinham ações de ‘guerrilha’ na manifestação cutista – tendo toda a movimentação acompanhada de perto pela segurança dos petistas (que reprimiram e ameaçaram alguns grupos);

- essa ação se centrava na denúncia do sindicalismo assistencialista, do chamamento a luta e a solidariedade ativa à greve da Educação e da Saúde. Com palavras de ordem (GREVE GERAL, 1º DE MAIO NÃO É FESTA, É LUTA! TRABALHADOR UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO!). Mais de 3.000 manifestos foram distribuídos enquanto se faziam colagens contra o imposto sindical nas imediações da festa da CUT;

- chamando a filiação à FOSP/COB-AIT, através da ação nuclear descentralizada, dentro dos princípios do sindicalismo revolucionário da AIT-IWA;

- denunciar a ação de grupos paralelistas que começam a atuar no Brasil a partir de uma suposta associação de trabalhadores, que diz reivindicar o sindicalismo revolucionário – mas sem respeitar os princípios da AIT – buscando uma divisão no campo anarcosindicalista.

 

A manifestação libertária se encerrou formalmente as 16:30 hs, após o término de todos os materiais disponíveis, com a dispersão pacífica dos companheiros em grupos, já que no final a policia metropolitana criava um cerco contra nossa concentração/assembleia.

 

Num balanço final se avaliou como positiva a manifestação, mantendo a bandeira da COB/AIT erguida num momento em que a classe trabalhadora está sendo negociada e fatiada pelos partidos e pelo governo de frente popular petista. Apesar do esvaziamento de nossa média anual nas nossas manifestações, verificamos que esse esvaziamento se repetiu em, todas as manifestações realizadas pelas centrais pelego-partidárias – apesar dos milhões de reais dispendidos por elas. Apesar de muita alienação também encontramos pessoas revoltadas com a ação diversionista dessa pelegada. Todos reclamam da ausência DE UMA ESTRUTURA DE LUTA DOS TRABALHADORES, para a qual a difusão das lutas e princípios da FOSP/COB-AIT foi fundamental.

- CONTRA AS MISÉRIAS E A OPRESSÃO DO CAPITAL!

- CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO SOCIAL!

- PELO FIM DOS PROCESSOS CONTRA MILITANTES SOCIAIS!

- PELA PLENA LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO PARA OS TRABALHADOR@S!

- CONTRA O DESEMPREGO!

- PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 30 HORAS SEMANAIS!

(SEM REDUÇÃO SALARIAL!)

- PELA AUTOGESTÃO GENERALIZADA!

Coordenação Estadual da FOSP/COB-ACAT/AIT

RIO GRANDE DO SUL:

CRÔNICA 1° DE MAIO 2013 – SINDICATO SEM PARTIDO NEM PATRÃO, TE ORGANIZA E LUTA! AÇÃO DIRETA.

http://sindivarioskanoas.blogspot.com.br/

 

Protesto nas ruas de Porto Alegre marcado para inicio da concentração as 09:00 horas, local usina do gasômetro, ponto turístico da região central.

 

Com pouco numero de pessoas que apareciam no local marcado, faixa e bandeiras e panfletos fizeram parte do manifesto que toma as ruas rumo a partir das 11:30 horas para outro local onde estava sendo organizada e a manifestação cultural na pista de skate do IAPI bairro da região norte.

 Na chegada a manifestação cultural, faixas e bandeiras tomaram conta do espaço onde houve intervenções, panfletagem troca de idéias e apresentação de bandas que participaram da organização realização do manifesto.

 Durante a troca de bandas ocorriam intervenções no palco, tais como esclarecimento do PROTESTO DO 1°DE MAIO e sua importância histórica para todos com a proposta de mudanças radicais e urgentes hoje através do SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO, TE ORGANIZA E LUTA! AÇÃO DIRETA, FORGS-COB/AIT.

 O Manifesto teve seu encerramento por volta das 20:00 horas apresentação de todas as bandas e proposta, mantemos VIVOS A ORGANIZAÇÃO E LUTA para ACABARMOS DE VEZ COM O CAPITALISMO FASCISTA E O ESTADO.

 

- VIVA FORGS-COB/AIT!

Postado porCOB/FORGS-SINDIVARIOS CANOASàs

MINAS GERAIS:

1° de MAIO ARAXÁ 2013

http://sindivariosaraxa.blogspot.com.br/2013/05/1-de-maio-araxa-2013.html

Visando recordar as lutas operárias de ontem e de hoje , militantes do SINDIVÁRIOS ARAXÁ se reuniram esse 1° de maio para manifestação na praça da estação.


Foram feitos discursos e explicações quanto a importância da data e a urgência de lutar hoje por bem estar imediato, a manifestação como é tradicional foi amplamente acolhida pela classe trabalhadora que na maioria dos casos desconhece a origem da data e a importância de tal para o operariado em todo o mundo.


A redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução salarial (bandeira de luta COB-AIT) foi divulgada e claro a todos que esta é uma necessidade por bem estar e liberdade, para que possamos nos dedicar a nossas vidas sem a presença de sindicalistas pelegos lambe botas de partidos e das patronais.


Já é tradicional a manifestação da praça da estação, e não somente neste 1° de maio mas todos os dias é dever do explorado manter a organização e a mobilização por nossos direitos imediatos e liberdade.

Após a manifestação no centro de Araxá partimos em direção ao reduto anarquista local - o setor norte, onde foi realizada nova manifestação e explicações em torno da data.


Com a participação de grupos de punk rock e rap visando ilustrar a luta, com grande apoio dos presentes e promoção da luta horizontal promovida nos sindicatos COB/AIT.


Encerramos as manifestações com a certeza de que a emancipação dos oprimidos e explorados é e deve ser obra tão somente dos explorados e de mais ninguém, sem partidos sem pátrias e sem patrões.

 

 

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2013 (127 anos de luta!) MANIFESTO DE 1º DE MAIO DA FOSP/COB-ACAT/AIT

22:09 @ 06/05/2013

 

A PLEBE 77: MANIFESTO DE 1º DE MAIO FOSP/COB-AIT

(distribuído nas manifestações de 1º de aio 2013 em SP)

 

1886 1º DE MAIO 2013 (127 ANOS DE LUTA PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO)

Para muitos é só mais um feriado, é claro que gostam. Para alguns é motivo de festa, nesses se contam os burocratas do Estado, dos aparelhos sindicais, dos partidos políticos... neste ano comemoram o fascismo legalizado na CLT, criada por Getúlio, nos 70 ANOS DA CRIAÇÃO DO IMPOSTO SINDICAL, em 1933. Esses escroques, a verdadeira Farsa Sindical, mostram a sua face despudorada outra vez. Já estão em campanha para 2014...

Isso significa uma traição à memória operária, sua história de lutas, para que nós acreditemos que é só uma dádiva dos poderosos – que eles podem retirar quando quiserem. Ao reescrever a história - em consonância com o poder estabelecido: a burguesia no poder, tendo as Forças Armadas e a Técno-Burocracia

[o Estado] como corpo executivo -, participam dos quadros subalternos que sustentam a exploração da classe trabalhadora. Esse é o único verdadeiro fato histórico!

Quando se fala de escravidão, em geral se remete a lembrança da escravidão negra, durante a colonização da América. Mas todos fomos escravos (brancos, negros e asiáticos), desde o Império Romano. Séculos depois, após a derrocada do Império Romano pelos ‘bárbaros’, fomos ‘promovidos’ de escravos a servos, e assim permanecemos por mais de 1000 anos.

Continuamos sendo ‘servos’ até a Revolução Francesa em 1789, quando passamos a ser os ‘sans-culotes’(os descamisados, os miseráveis) e pela primeira vez se reconheceu na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, nosso direito a igualdade.

A manifestação do 1 º de Maio teve origem em 1886, quando 340.000 trabalhadores, em Greve Geral "ATÉ A CONQUISTA" por Melhores Condições de Vida e Trabalho e pela Redução da Jornada de Trabalho para 8 horas diárias, paralisaram os Estados Unidos. Lutava-se também contra o trabalho escravo das crianças e a igualdade de direitos das mulheres operárias. O conflito começou na praça Haymarket em Chicago, no quarto dia de paralisação pacífica, quando diante uma manifestação de 15.000 pessoas, a polícia foi acionada. Atacou a multidão com armas, bombas e cassetetes, e o saldo foi de centenas de feridos e mortos. Oito operários, sindicalistas revolucionários, da Federação Americana do Trabalho (AFL), seção local da AIT, que falaram para a multidão. Com o pretexto de serem anarkistas, foram presos, julgados e condenados. São eles: PARSONS, FISCHER, ENGEL, SPIES (enforcados), e LINGG (enforcado na cela); SHWAB e FIELDEN (prisão perpétua); e NEEBE (15 anos)...

Os trabalhadores desse dia em diante decidiram sair sempre nessa data para lembrar seus mártires e lutar por seus direitos. Vamos reunir trabalhadores do campo e da cidade, desempregados, estudantes, ambulantes, biscateiros, donas de casa e todos que não concordam com o desemprego, a carestia da vida, a precarização do trabalho, os Bancos de Horas, trabalho aos domingos, arrocho salarial, "falência" do sistema de Saúde e de Educação.

ESTAMOS EM GREVE EM DEFESA DA DIGNIDADE E DA EDUCAÇÃO!

As greves se sucedem, diferentes setores do movimento operário (notadamente os trabalhadores da Saúde e da Educação) se mobilizam em lutas com reivindicações muito assemelhadas, mas que continuam sendo greves isoladas. Mesmo quando são setores ligados a uma mesma central sindical oficial não existe unificação de fato! Isso acontece devido a tradição corporativista do sindicalismo de Estado. Estruturas burocráticas e verticais, que monopolizam e representação oficial e dirigem o movimento de acordo com os interesses políticos dos partidos que os controlam.

O resultado disso é o que se vê: a classe trabalhadora dividida e entregue a sanha das corporações multinacionais e da burguesia nacional. Vendo nossa fraqueza os capitalistas querem destruir nossa resistência, mantendo uma política de enfrentamento e criminalização da luta social. A destruição dos direitos operários em todo o mundo avança, sob a ameaça do desemprego  e da marginalização.

Para nós, trabalhadores (do campo e das cidades, independente de sexo, origem étnica, de culto religioso, etc.)não temos outra alternativa senão lutar pela nossas vidas, nossos direitos, nossa dignidade! Mas para isso temos que estar de fato organizados, desde nossos locais de trabalho e de moradia, de uma forma assembleária, para que desde cada fábrica ou vila o movimento não saia do controle dos próprios trabalhadores. Devemos construir desde os núcleos e comissões em cada local de trabalho, comitês regionais – com representação direta – e formar uma Comissão de Negociação sob controle das Assembléias Regionais.

Dessa forma estaremos construindo, de fato, nossa organização sindical, livre do controle do Estado e da influência de partidos políticos. Assim reativamos a Federação Operária de São Paulo (FOSP) e a Confederação Operária Brasileira (COB), e poderemos levar a frente uma grande Greve Geral, até a vitória das reivindicações unificadas entre todos os setores do movimento.

Que as Manifestações de 1º de  Maio assumam o caráter de ASSEMBLÉIAS POPULARES discutam por uma GREVE GERAL DE TODA A CLASSE TRABALHADORA EM SOLIDARIEDADE ÀS GREVES DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO.                         

É o futuro de nossos filhos que está em jogo!

Traga seu cartaz, faixa, panela para batucada, avise seus amigos, vizinhos, familiares, para protestar contra a exploração e por nossos direitos.

- POR TETO, SAÚDE E DUCAÇÃO!

- PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 HORAS DIÁRIAS, 30 HS SEMANAIS, SEM REDUÇÃO SALARIAL!
- PELO DIREITO AO TRABALHO!
- CONTRA O TRABALHO SEM DIREITOS!

 

 

FASCISTAS: EVO MORALES IMITA GEORGE BUSH!

23:00 @ 07/05/2013

 

 

EVO MORALES IMITA EM ORURO

GEORGE BUSH EM GUANTAMANO!

LIBERDADE AOS 12 INOCENTES PRESOS INJUSTAMENTE

HÁ MAIS DE 2 MESES

EM ORURO - BOLÍVIA!

Cleber, Cleutert, Daniel, Fábio, Hugo, José Carlos, Leandro,

Marco Aurélio, Rafael, Reinaldo, Tadeu e Tiago.

TORCIDA ANARCORINTHIANA (SP 1 de Maio 2013)

Apoio:

LIBERDADE AOS 12 INOCENTES PRESOS EM ORURO!

23:44 @ 07/05/2013

 

LIBERDADE AOS 12 INOCENTES PRESOS EM ORURO!

                                                                                          

                                                                

A PLEBE nº 78 - Maio 2013 - FOSP/COB-ACAT/AIT

15:00 @ 08/05/2013

A PLEBE 77: MANIFESTO DE 1º DE MAIO FOSP/COB-AIT

 

1886 1º DE MAIO 2013

(127 ANOS DE LUTA PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO)

Para muitos é só mais um feriado, é claro que gostam. Para alguns é motivo de festa, nesses se contam os burocratas do Estado, dos aparelhos sindicais, dos partidos políticos... neste ano comemoram o fascismo legalizado na CLT, criada por Getúlio, nos 70 ANOS DA CRIAÇÃO DO IMPOSTO SINDICAL, em 1933. Esses escroques, a verdadeira Farsa Sindical, mostram a sua face despudorada outra vez. Já estão em campanha para 2014...

Isso significa uma traição à memória operária, sua história de lutas, para que nós acreditemos que é só uma dádiva dos poderosos – que eles podem retirar quando quiserem. Ao reescrever a história - em consonância com o poder estabelecido: a burguesia no poder, tendo as Forças Armadas e a Técno-Burocracia [o Estado] como corpo executivo -, participam dos quadros subalternos que sustentam a exploração da classe trabalhadora. Esse é o único verdadeiro fato histórico!

 

Quando se fala de escravidão, em geral se remete a lembrança da escravidão negra, durante a colonização da América. Mas todos fomos escravos (brancos, negros e asiáticos), desde o Império Romano. Séculos depois, após a derrocada do Império Romano pelos ‘bárbaros’, fomos ‘promovidos’ de escravos a servos, e assim permanecemos por mais de 1000 anos.

Continuamos sendo ‘servos’ até a Revolução Francesa em 1789, quando passamos a ser os ‘sans-culotes’ cidadãos (os descamisados, os miseráveis) e pela primeira vez se reconheceu na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, nosso direito a igualdade.

A manifestação do 1 º de Maio teve origem em 1886, quando 340.000 trabalhadores, em Greve Geral "ATÉ A CONQUISTA" por Melhores Condições de Vida e Trabalho e pela Redução da Jornada de Trabalho para 8 horas diárias, paralisaram os Estados Unidos. Lutava-se também contra o trabalho escravo das crianças e a igualdade de direitos das mulheres operárias. O conflito começou na praça Haymarket em Chicago, no quarto dia de paralisação pacífica, quando diante uma manifestação de 15.000 pessoas, a polícia foi acionada. Atacou a multidão com armas, bombas e cassetetes, e o saldo foi de centenas de feridos e mortos. Oito operários, sindicalistas revolucionários, da Federação Americana do Trabalho (AFL), seção local da AIT, que falaram para a multidão. Com o pretexto de serem anarkistas, foram presos, julgados e condenados. São eles: PARSONS, FISCHER, ENGEL, SPIES (enforcados), e LINGG (enforcado na cela); SHWAB e FIELDEN (prisão perpétua); e NEEBE (15 anos)...

Os trabalhadores desse dia em diante decidiram sair sempre nessa data para lembrar seus mártires e lutar por seus direitos.

Vamos reunir trabalhadores do campo e da cidade, desempregados, estudantes, ambulantes, biscateiros, donas de casa e todos que não concordam com o desemprego, a carestia da vida, a precarização do trabalho, os Bancos de Horas, trabalho aos domingos, arrocho salarial, "falência" do sistema de Saúde e de Educação.

ESTAMOS EM GREVE EM DEFESA DA DIGNIDADE E DA EDUCAÇÃO!

As greves se sucedem, diferentes setores do movimento operário (notadamente os trabalhadores da Saúde e da Educação) se mobilizam em lutas com reivindicações muito assemelhadas, mas que continuam sendo greves isoladas. Mesmo quando são setores ligados a uma mesma central sindical oficial não existe unificação de fato! Isso acontece devido a tradição corporativista do sindicalismo de Estado. Estruturas burocráticas e verticais, que monopolizam e representação oficial e dirigem o movimento de acordo com os interesses políticos dos partidos que os controlam.

O resultado disso é o que se vê: a classe trabalhadora dividida e entregue a sanha das corporações multinacionais e da burguesia nacional. Vendo nossa fraqueza os capitalistas querem destruir nossa resistência, mantendo uma política de enfrentamento e criminalização da luta social. A destruição dos direitos operários em todo o mundo avança, sob a ameaça do desemprego e da marginalização.

Para nós, trabalhadores (do campo e das cidades, independente de sexo, origem étnica, de culto religioso, etc.), não temos outra alternativa senão lutar pela nossas vidas, nossos direitos, nossa dignidade! Mas para isso temos que estar de fato organizados, desde nossos locais de trabalho e de moradia, de uma forma assembleária, para que desde cada fábrica ou vila o movimento não saia do controle dos próprios trabalhadores. Devemos construir desde os núcleos e comissões em cada local de trabalho, comitês regionais – com representação direta – e formar uma Comissão de Negociação sob controle das Assembléias Regionais.

Dessa forma estaremos construindo, de fato, nossa organização sindical, livre do controle do Estado e da influência de partidos políticos. Assim reativamos a Federação Operária de São Paulo (FOSP) e a Confederação Operária Brasileira (COB), e poderemos levar a frente uma grande Greve Geral, até a vitória das reivindicações unificadas entre todos os setores do movimento.

Que as Manifestações de 1º de Maio assumam o caráter de ASSEMBLÉIAS POPULARES discutam por uma GREVE GERAL DE TODA A CLASSE TRABALHADORA EM SOLIDARIEDADE ÀS GREVES DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO.                         

É o futuro de nossos filhos que está em jogo!

Traga seu cartaz, faixa, panela para batucada, avise seus amigos, vizinhos, familiares, para protestar contra a exploração e por nossos direitos.

- POR TETO, SAÚDE E DUCAÇÃO!

 

- PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 HORAS DIÁRIAS, 30 HS SEMANAIS, SEM REDUÇÃO SALARIAL!


- PELO DIREITO AO TRABALHO!


- CONTRA O TRABALHO SEM DIREITOS!

BASES DE ACORDO DA FEDERAÇÃO OPERÁRIA DE SÃO PAULO (FOSP)
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

(Aprovado no V Congresso da FOSP, em Julho de 2007 – nos 90 anos da GREVE GERAL DE 1917- TENDO POR BASE o texto Aprovado no Congresso Fundacional da FOSP em 1905)


Lima Barreto no I Congresso Operário Brasileiro em 1906.

 

Considerando que a sociedade está baseadas em indivíduos, seres humanos com diferentes interesses que se unem num coletivo – a comunidade – em prol de melhores condições para enfrentar as adversidades da vida e nesse processo se distinguem em diferentes categorias/classes sociais: proprietários/burgueses/patrões e ‘não proprietários’/proletários/trabalhadores/operários.

 

Considerando que para conseguir sua subsistência @ operário/operária só tem a sua força-de-trabalho (manual, intelectual ou artístico) a qual vende ao burguês, se submetendo a sua disciplina por certa parte do dia, de onde o burguês/capitalista tira sua mais-valia/lucro.


Considerando que há um absoluto antagonismo de interesses entre as classes sociais em que se divide a humanidade – a dos Capitalistas, que tem a seu serviço o Estado (Parlamento, Magistratura, Polícia, Exército, etc.) e a dos Produtores, que são os criadores de toda riqueza social, pois que o Capital se forma de uma percepção efetuada em detrimento do Trabalho.

 

Considerando que todos males que normalmente atormentam o povo trabalhador são uma conseqüência da dominação da classe capitalista que, de posse de todas as riquezas sociais – terra, instrumentos de trabalho, meios de transporte, etc. – tudo maneja de acordo com seus interesses particulares e em detrimento do bem-estar coletivo.


Considerando que a organização vigente da sociedade, que obriga a classe trabalhadora a se manter periodicamente na ociosidade ou se submeter a um regime de penúria ofensivo ao direito à vida, atentatória a todos os princípios de equidade social.


Considerando que do choque permanente de interesses surgiu a luta de classes e que dessa luta o proletariado não poderá sair vitorioso se não se organizar de forma a se unir forte e conscientemente, pondo em prática o axioma básico da ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES: “A emancipação dos trabalhadores há de ser obra dos próprios trabalhadores”, tendo em vista que o desenvolvimento o atual desenvolvimento da economia exige de todos os trabalhadores, sem distinção de ofícios – para não continuar mantendo-se num prejudicial isolamento, como o levado a cabo pelos sindicatos amarelos ligados ao Estado e pelos Partidos Políticos (que levam a divisão e a competição para dentro da classe trabalhadora), praticando assim o mesmo erro do operariado desorganizado.


Considerando tudo o acima explicitado os trabalhadores de diferentes setores da Classe Produtora (Educação, Saúde, Transporte, Operários, Autônomos e Desempregados) decidem formar o Núcleo Obreiro Sindical Regional visando reconstruir/reorganizar a Federação Operária de São Paulo (FOSP) e a se unir a outros Núcleos Obreiros Regionais, dentro dos Princípios Básicos do Sindicalismo Revolucionário, com o objetivo de reorganizar a Confederação Operária Brasileira (COB), vinculados internacionalmente, dentro da tradição revolucionária do movimento socialista da classe trabalhadora, a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) – organização Sindical Revolucionária planetária, fundada em 1864 e reorganizada em 1922, que se contrapõe aos Partidos Políticos, auto denominados operários, socialistas, social-democráticos e/ou comunistas (bolcheviques) que vem se organizando internacionalmente desde o final do século XIX.


Considerando que a vinculação com a AIT é a única forma de unir o proletariado universal, assim como a reorganização do verdadeiro Sindicato de origem anarcosindicalista no Brasil (COB), para atingir o escopo fundamental da luta dos trabalhadores: a sua completa emancipação do jugo da burguesia, oque se conseguirá tornando comum a posse e o gozo de todas as riquezas sociais, inaugurando assim a sociedade de produtores e consumidores livres, na qual – não havendo mais o Estado e todas as suas instituições tirânicas – o bem-estar e a liberdade serão patrimônio coletivo, tendo cada qual aquilo que suas necessidades exigem.Considerando que para atuar dentro dessa perspectiva é fundamental que o trabalhador tenha clareza dos princípios do anarquismo e do sindicalismo revolucionário, tática do anarquismo dentro da luta dos trabalhadores – tratados como as bases do anarcosindicalismo -, mantendo assim uma posição de total independência em relação ao Estado, a Classe Patronal/Burguesa, aos Partidos Políticos e aos Sindicatos Reformistas, bem como as formas assistenciais de organização do povo levadas a cabo pelas igrejas e entidades pró-burguesas/partidárias e/ou estatais.

Considerando que dentro dos princípios anarcosindicalistas a rejeição aos Partidos Políticos se dá pela opção objetiva a favor da AÇÃO DIRETA, em contraposição a ação delegada, e do FEDERALISMO, em contraposição ao centralismo e a disciplina partidária, e da SOLIDARIEDADE OBREIRA, em oposição a disputa de poder e posições particulares em contraposição a unidade revolucionária de ação e organização da classe trabalhadora; motivos pelos quais consideramos os  Partidos Políticos (socialistas e/ou bolcheviques) inimigos da organização autônoma e revolucionária da classe trabalhadora.


Considerando a necessidade urgente de dar início a retomada da reorganização dos organismos revolucionários da classe trabalhadora no Brasil nos lançamos imediatamente a difusão dessa proposta no seio da classe trabalhadora, denunciando as iniciativas reformistas e partidárias como desvios traiçoeiros da luta obreira, a partir de nossos locais de trabalho e moradia, tendo em vista a federação de nossos meios de organização e de ação – inicialmente de forma pontual, apontando a partir do sedimento de nossas vivências práticas para a cristalização de níveis de organização mais avançados.

Assim nos identificamos publicamente como FOSP/COB-ACAT/AIT.

 

                                                                                                FILIE-SE A FOSP/COB-AIT

 

A INTERNACIONAL

Música: Pierre Degeyter

 Letra: Eugene Pottier


De pé ó vítimas da fome

De pé famélicos da terra

Da idéia a chama já consome

A crosta bruta que a soterra

Cortai o mal bem pelo fundo

De pé, de pé, não mais senhores

Se nada somos em tal mundo

Sejamos tudo ó produtores.

        Refrão

 Bem unidos façamos

 Nesta luta final

 Uma terra sem amos

 A Internacional 

 

Senhores patrões chefes supremos

Nada esperamos de nenhum

Sejamos nós que conquistemos

A terra mãe livre comum

Para não ter protestos vãos

Para sair deste antro estreito

Façamos com nossas mãos

Tudo o que a nós nos diz respeito. 

      Refrão 

O crime do rico a lei o cobre

O Estado esmaga o oprimido

Não há direito para o pobre

Ao rico tudo é permitido.

À opressão não mais sujeitos

Somos iguais todos os seres

Não mais deveres sem direitos

Não mais direitos sem deveres

 

       Refrão 

Abomináveis na grandeza

Os reis da mina e da fornalha

Edificaram a riqueza

Sobre o suor de quem trabalha.

Todo o produto de quem sua

A corja rica o recolheu

Querendo que ele o restitua

O povo quer só o que é seu. 

         Refrão 

Nós fomos de fumo embriagados

Paz entre nós guerra aos senhores

Façamos greve de soldados

Somos irmãos trabalhadores.

Se a raça vil cheia de galas

Nos quer à força canibais

Logo verá que nossas balas

São para os nossos generais

         Refrão

Pois somos do povo os ativos

Trabalhador forte e fecundo

Pertence a terra aos produtivos

Ó parasita deixa o mundo.

Ó parasita que te nutres

Do nosso sangue a gotejar

Se nos faltarem os abutres

Não deixa o sol de fulgurar 

           Refrão


 


 

Notícias da Internacional:

 

“25 DE ABRIL SEMPRE - FASCISMO NUNCA MAIS!”... CAPITAL e ESTADO também NÃO…  

NENHUM PASSO ATRÁS NOS DIREITOS CONQUISTADOS!

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Muitos e muitas resistentes do passado, de ideais e sonhos diferentes, sofreram no corpo e na mente a opressão e a brutalidade do fascismo-salazarista – como de resto a dos vários fascismos que esmagaram os povos entre os anos 20 e os anos 40 do século 20– e para os povos português, espanhol, grego, brasileiro, africano e muitos outros, até muito mais tarde.
Mas então porque é que hoje, 25 de Abril de 2013, aqui e agora, será tão importante afinal mantermos viva a memória dos e das ANARQUISTAS e ANARCO-SINDICALISTAS perseguidos, presos , torturados e mortos pelo fascismo-salazarista?... Porque é que a sua memória continua, em grande parte, a ser BRANQUEADA pelos historiadores do Poder de todas as cores ou quando muito continuam a ser hipocritamente lembrados como anarquistas MORTOS, como algo morto e enterrado e não como uma ALTERNATIVA VIVA do presente?!

Hoje começa a tornar-se mais claro que“santinhos” protetores da pobre humanidade, que profissionais da política e que representantes (que todos sempre se cobram bem… ) do alto do cavalo do Estado e dos governos, não são as SOLUÇÕES mas sim parte do problema nas situações graves que afetam TRABALHADORES e POVO e que afinal estes são capazes por si próprios de pôr em causa os interesses daqueles que os exploram e oprimem, como o fizeram no passado os da antiga CGT (Confederação Geral do Trabalho) proibida e perseguida pelo regime salazarista, reprimida na greve insurreccional de 1934 , e finalmente esmagados no fim dos anos 40.
Essa organização anarco-sindicalista dxs trabalhadores/as não precisava de funcionários, nem de subsídios do Estado, nem de representantes ou de controladores de qualquer partido para lutar contra O PATRONATO e o ESTADO-LADRÃO e jamais pactuava ou aceitava “concertações sociais” ou ser “parceiro social” de quaisquer patrões e governos, fossem eles republicanos ou monárquicos, democratas, socialistas ou fascistas! Jamais punham em causa as suas reivindicações como trabalhadores/as em nome de quaisquer táticas manhosas de quaisquer arranjinhos “patrióticos” de governos. Eram, DE FACTO e não em palavras apenas um CONTRA-PODER, anticapitalista e anti-opressão.
E HOJE , mais do que nunca, precisamos das ideias e práticas ANARQUISTAS e ANARCOSINDICALISTAS organizadas para ENFRENTARMOS O CAPITALISMO SELVAGEM e o/s ESTADO/s que o defende e guarda - bem como tudo aquilo que com eles concilia!
No passado, foram homens e mulheres como os anarquistas e anarco-sindicalistas da antiga CGT que se auto-organizaram para resistir e tentar vencer o capitalismo e a opressão: Mário Castelhano (morto no Tarrafal), Angelina Vidal (de Setúbal) , A.Simões Januário, Manuel Fiúza Júnior (de Viana, morto na PIDE no Porto), Margarida de Barros e Virgínia Dantas(Porto-Fontaínhas) Manuel Joaquim de Sousa ( Porto- Paranhos-), Manuel Reis(do Porto ), Amilcar Dias, António Soares, Anibal Dantas, Alberto Moniz da Silva, António Luís, A.Augusto Quaresma, Campos Lima, Clemente Vieira dos Santos, Constantino Mendes, Ferreira de Castro (escritor), Faustino Bretes, Fernando Barros, Germinal de Sousa, José Bernardo, Joaquim Correia, Justino Gomes,José de Almeida, João Vieira Alves, João Black, João Caldeira, José Antonio Machado, João Humberto Matias, Jaime Rebelo, (de Setúbal -o homem da boca cerrada – que cortou a língua com os dentes para não falar na PIDE…), Joaquim Moreira da Silva (o poeta-carpinteiro de Vilar-Modivas) , Júlio Gonçalves Pereira, José Reboredo, José Correia Pires, Luís Portela, Lucinda Castelhano, Libânio Leal, Leonídio Rodrigues, Laura de Sousa, Luísa do Carmo Adão, Lino de Andrade, Miquelina Sardinha, Mário Domingues, Maria Antónia Aquino, Manuel Inácio Luís, M.Joaquim Caetano da Silva, Melo Bandeira, Manuel Correia, Manuel Pedro, Rodrigo Manuel Ferreira (do Porto),Emídio Santana (um dos jovens autores do atentado falhado a Salazar em 1937…), e tantos e tantas outras e outros... Todos eles e elas foram decerto produtos de uma época heroica mas não eram feitos de carne, ossos e sangue diferentes das pessoas de hoje! Simplesmente tinham-se eles próprios formado na escola das ideias e praticas anarquistas e anarco-sindicalistas (que não eram nem são DESORGANIZAÇÃO mas sim AUTO-ORGANIZAÇÃO das próprias pessoas revoltadas contra as injustiças e explorações dos poderosos – e só serão o CAOS para os inimigos do povo e dos trabalhadores).
 
Forçosamente, a “crise” atual e as misérias e a exploração selvagem do capitalismo e dos Estados de que já se prevê a intensificação para os próximos tempos, haverão de produzir também lutadoras e lutadores da têmpera daqueles nossos companheiros –e possivelmente muitos e muitas mais, pois os tempos serão ainda mais duros do que os dos anos 20 ou 30 do século passado.
 
A AIT-SP (Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa), que se pretende continuadora atual da antiga CGT anarco-sindicalista, tem nos seus estatutos e programa bem claro que tampouco nós deixaremos que o que os trabalhadores e o povo conseguiram conquistar com a queda do fascismo em 25 de Abril de 1974 volte atrás e seja destruído pelos atuais gatunos deste ou de qualquer outro governo e pelo capital internacional, pelo FMI ou seja por quem for.
 
E da mesma forma que as nossas organizações irmãs da AIT internacional (CNT espanhola, SOLFED inglesa, FAU alemã, CRASS russa, FORA argentina e tantas outras), bem como com os sindicalistas-revolucionários da IWW americana, ESE grega, e outras estruturas libertárias, envidaremos os nossos esforços, mesmo à escala da (ainda)pequena organização que somos aqui, para travar a ofensiva mundial do capitalismo selvagem . Ao contrário do que alguns ainda acreditam, a solução não cremos que esteja em nenhuma espécie de “governo patriótico” mas sim na luta dos explorados e dos povos oprimidos de

ESTATUTOS DA A.I.T.-I.W.A.

21:36 @ 22/05/2013

 

 ESTATUTOS DA   

ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES (AIT-IWA)

I – Introdução

A luta secular entre explorados e exploradores adquiriu uma amplitude ameaçadora. O Capital, omnipotente, levanta novamente a sua cabeça monstruosa. Apesar das lutas intestinas que dilaceram a burguesia e o capitalismo cosmopolitas, estes encontram-se, atualmente, em magníficas condições de relacionamento, as quais lhes hão-se permitir lançarem-se com uma maior unidade e uma maior força sobre o proletariado, a fim de o submeterem ao carro triunfante do Capital.

O capitalismo organiza-se, e, da situação de defesa em que se encontrava, lança-se agora numa ofensiva, em todas as frentes, sobre a classe trabalhadora. Esta ofensiva tem a sua origem profunda em causas bem concretas: na confusão de ideias e princípios que existe nas fileiras do movimento operário, na falta de clareza e de coesão acerca das finalidades atuais e futuras da classe operária, e na divisão em inumeráveis sectores; numa palavra, na debilidade e na desorganização do movimento operário.

Contra este ataque cerrado e internacional de toda a espécie de exploradores, apenas um procedimento é possível: a imediata organização da classe proletária num organismo de luta que acolha no seu seio todos os trabalhadores revolucionários de todos os países, constituindo assim um bloco granítico contra o qual chocarão todas as manobras capitalistas, as quais, por fim, acabarão por ser esmagadas pela própria força do seu enorme peso.

Este movimento de emancipação não pode aceitar as linhas de conduta indicadas pelas tendências do movimento dos trabalhadores que aspiram à harmonia entre o capital e o trabalho, desejando uma paz internacional com o capitalismo e incorporando-se no Estado burguês. Tão pouco pode aceitar as tendências que propagam os princípios da ditadura do proletariado, contrários à finalidade da maior liberdade possível e do bem-estar para todos, pois é este o objectivo de todos os trabalhadores conscientes.

Contra a ofensiva do Capital e contra os políticos de todas as espécies, os trabalhadores revolucionários do mundo inteiro devem pôr de pé uma verdadeira Associação Internacional dos Trabalhadores, na qual cada membro esteja consciente de que a emancipação da classe trabalhadora não será possível enquanto os próprios trabalhadores não consigam, na sua qualidade de produtores, e através das suas organizações económicas, prepararem-se para a tomada de posse das terras e das fábricas e tornarem-se capazes de administrá-las em comum, de modo a estarem em condições de poder continuar a produção e assegurar toda a vida social.

Com esta perspectiva e esta finalidade diante de nós, o nosso dever de trabalhadores consiste em participarmos em todas as ações que impliquem objetivos de transformação social, sempre com a intenção de nos aproximarmos da realização dos nossos próprios fins; fazendo sentir, nessa participação, o peso da nossa própria força, esforçando-nos por fornecer ao nosso movimento, para a propaganda e a organização, os meios necessários que lhe permitam substituir-se aos seus adversários. De igual modo, em todas as situações em que tal seja possível, há que pôr em prática o nosso sistema a título de modelo e de exemplo, devendo as nossas organizações, dentro das suas possibilidades, exercer a máxima influência possível sobre as outras tendências, com o fim de incorporá-las na nossa própria acção, isto é, na luta comum contra todos os adversários estatais e capitalistas, não deixando de ter sempre em conta as circunstâncias de lugar e de tempo, mas conservando, no entanto, os objetivos do movimento emancipador dos trabalhadores.

II – Os princípios do sindicalismo revolucionário

1. O sindicalismo revolucionário, baseando-se na luta de classes, tende para a união de todos os trabalhadores através de organizações económicas e de combate que lutem pela sua libertação do duplo jugo do Capital e do Estado. A sua finalidade consiste na reorganização da vida social, com base no Comunismo Libertário e mediante a própria ação revolucionária da classe trabalhadora. Considerando que apenas as organizações económicas do proletariado são capazes de alcançar este objetivo, o sindicalismo revolucionário dirige-se aos trabalhadores, na sua qualidade de produtores e de criadores de riquezas sociais, para neles germinar e se desenvolver, opondo-se, assim, aos modernos partidos operários, os quais considera sem capacidade para uma reorganização económica da sociedade.

2. O sindicalismo revolucionário é inimigo irreconciliável de todo o monopólio económico e social, e tende para a sua abolição através da implantação de comunas económicas e de órgãos administrativos geridos pelos trabalhadores dos campos e das fábricas, formando um sistema de conselhos livres, sem estarem subordinados nem a qualquer tipo de poder nem a qualquer partido político. O sindicalismo revolucionário ergue, contra a política do Estado e dos partidos, a organização económica do trabalho, e ao governo do homem pelo homem opõe a gestão administrativa das coisas. Por conseguinte, não é sua finalidade a conquista dos poderes políticos, mas sim a abolição de toda a função estatal na vida da sociedade. O sindicalismo revolucionário considera que, com o desaparecimento do monopólio da propriedade, deve também desaparecer o monopólio da dominação, e que toda a forma de Estado, tenha ela a cor que tiver, nunca poderá ser um instrumento de libertação humana, antes pelo contrário, sempre será criador de novos monopólios e de novos privilégios.

3. O sindicalismo revolucionário tem uma dupla função a cumprir: por um lado, prosseguir a luta revolucionária quotidiana, cujo objetivo é o de melhorar as condições económicas, sociais e intelectuais da classe trabalhadora, dentro dos limites da sociedade atual; por outro lado, a de educar as massas, tornando-as capazes tanto de uma gestão independente no processo de produção e de distribuição, como de uma tomada de posse de todos os elementos da vida social. O sindicalismo revolucionário não aceito que a organização de um sistema social totalmente apoiado no produtor possa ser regulamentada por uns meros decretos governamentais; afirma, sim, que essa organização apenas poderá ser realizada através da ação comum de todos os trabalhadores, manuais e intelectuais, em cada ramo de indústria, através de uma gestão feita pelos próprios trabalhadores nos locais de trabalho, de modo a que cada agrupamento (fábrica ou ramo de indústria) seja um membro autónomo dentro do organismo económico geral, organizando a produção e a distribuição segundo um plano determinado por meio de acordos mútuos que tenham em vista os interesses da comunidade.

4. O sindicalismo revolucionário opõe-se a todas as tendências de organização inspiradas no centralismo do Estado e da Igreja, uma vez que apenas servem para prolongar a própria vida do Estado e da autoridade e para sufocar sistematicamente o espírito de iniciativa e de independência de pensamento. O centralismo é a organização artificial que submete os chamados órgãos de base aos chamados órgãos de cúpula, colocando nas mãos de uma minoria a regulamentação de assuntos que dizem respeito a toda a comunidade e transformando o indivíduo num autómato cujos gestos e movimentos são dirigidos. Na organização centralista, os valores da sociedade são submetidos aos interesses de apenas alguns, a variedade é substituída pela uniformidade, a responsabilidade pessoal por uma disciplina unânime. É por esta razão que o sindicalismo revolucionário assenta a sua concepção social numa ampla organização federalista, isto é, numa organização construída de baixo para cima, na união de todas as forças a partir de ideias e de interesses comuns.

5. O sindicalismo revolucionário recusa toda a atividade parlamentar e toda a colaboração com os órgãos legislativos, pois entende que nem mesmo o mais livre sufrágio poderá eliminar as evidentes contradições existentes no seio da sociedade atual e que o sistema parlamentar apenas tem um único objetivo: o de dar uma aparência de direito ao reino da mentira e das injustiças sociais.

6. O sindicalismo revolucionário recusa todas as fronteiras políticas e nacionais, arbitrariamente criadas, e declara que o chamado nacionalismo não passa da religião do Estado moderno, por detrás da qual se encobrem os interesses materiais das classes possidentes. O sindicalismo revolucionário não reconhece outras diferenças senão as de carácter económico, regionais ou nacionais, e reclama para todo o agrupamento humano o direito a uma autodeterminação acordada, solidariamente, entre todas as outras associações do mesmo género.

7. É por idênticas razões que o sindicalismo revolucionário combate o militarismo e a guerra. O sindicalismo revolucionário recomenda a propaganda contra a guerra e a substituição dos exércitos permanentes, que são os instrumentos da contrarrevolução ao serviço do capitalismo, por milícias operárias, as quais, durante a revolução, serão controladas pelos sindicatos operários; e exige, para, além disso, o boicote e o embargo de todas as matérias-primas e produtos necessários para a guerra, excetuando casos em que se trate de um país onde os trabalhadores estejam a fazer uma revolução de tipo social, já que, em tal situação, há que ajudá-los na defesa dessa revolução. Por último, o sindicalismo revolucionário recomenda também a greve geral preventiva e revolucionária como meio de ação contra a guerra e o militarismo.

8. O sindicalismo revolucionário reconhece a necessidade de organizar a produção de forma a não causar danos ao meio ambiente, reduzindo ao mínimo a utilização de recursos não renováveis, utilizando, sempre que possíveis alternativas renováveis. O sindicalismo revolucionário identifica a procura do lucro, e não a ignorância, como a causa da atual crise do meio ambiente. A produção capitalista, para sobreviver, procura sempre conseguir lucros cada vez mais elevados, através da minimização dos custos, sendo incapaz de proteger o meio ambiente. Concretamente, a crise mundial da dívida externa acelerou a tendência para a produção agrícola comercial, em detrimento da agricultura de subsistência, o que provocou a destruição das selvas tropicais, a fome, as doenças. A luta para salvar o nosso planeta e a luta pela destruição do capitalismo ou são conjuntas ou fracassarão ambas.

9. O sindicalismo revolucionário afirma-se partidário da ação direta, e sustém e impulsiona todas as lutas que não estejam em contradição com as suas próprias finalidades. Os seus métodos de luta são: a greve, o boicote, a sabotagem, etc. A ação direta encontra a sua mais profunda expressão na greve geral, a qual deve igualmente ser, do ponto de vista do sindicalismo revolucionário, o prelúdio da revolução social.

10. Inimigo de toda a violência organizada, seja por que tipo de governo for, o sindicalismo revolucionário tem em conta que, durante as lutas decisivas entre o capitalismo de hoje e o comunismo livre de amanhã, se produzirão violentíssimos confrontos. Por conseguinte, aceita a violência que se possa usar como meio de defesa contra os métodos violentos que as classes dominantes hão-se pôr em prática, quando o povo revolucionário lutar pela expropriação das terras e dos meios de produção. Como esta expropriação só poderá ser iniciada e levada a cabo através da intervenção direta das organizações económicas revolucionárias dos trabalhadores, a defesa da revolução deve igualmente encontrar-se nas mãos dos organismos económicos e não nas mãos de uma organização militar, ou semelhante, que se desenvolva à margem deles.

11. É unicamente nas organizações económicas e revolucionárias da classe trabalhadora que se encontra a força capaz de realizar a sua libertação e a energia criadora necessária para a reorganização da sociedade com base no comunismo libertário.

III – Nome da organização internacional

A união internacional de luta e de solidariedade que une as organizações sindicalistas revolucionárias do mundo inteiro chama-se Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.).

IV – Fins e Objetivos da A.I.T.-I.W.A.

A A.I.T. tem os seguintes objetivos:

a) Organizar e apoiar a luta revolucionária em todos os países, com o fim de destruir definitivamente os regimes políticos e económicos atuais e estabelecer o Comunismo Libertário.

b) Dar às organizações económicas sindicais uma base nacional e industrial; onde isto já se verifique, fortalecer as que estejam decididas a lutar pela destruição do capitalismo e do Estado.

c) Impedir a infiltração de todo e qualquer partido político nas organizações económicas sindicais e combater resolutamente qualquer propósito de dominação dos sindicatos pelos partidos políticos.

d) Estabelecer, (quando as circunstâncias o exijam e sobre um programa concreto que não contradiga as alíneas a), b) e c) precedentes, alianças provisórias com outras organizações proletárias, sindicais e revolucionárias, com o fim de definir e levar a cabo ações internacionais comuns no interesse da classe operária; essas alianças não devem nunca ser estabelecidas com partidos políticos, ou seja, com organizações que aceitam o Estado como sistema de organização social. O sindicalismo revolucionário recusa a colaboração de classe caracterizada pela participação em comités organizados sob esquemas organizativos estatais (por exemplo, a participação em comités de empresa); recusa igualmente a aceitação de subvenções, a existência de profissionais do sindicalismo e restantes práticas que possam desvirtuar o anarco-sindicalismo.

e) Desmascarar e combater a violência arbitrária de todos os governos contra os revolucionários afetos à causa da Revolução Social.

f) Examinar todos os problemas respeitantes ao proletariado mundial, para fortalecer e desenvolver, num país ou em vários, os movimentos que vão no sentido da defesa dos direitos da classe operária ou de novas conquistas para esta classe, ou da organização da própria revolução emancipadora.

g) Organizar o apoio-mútuo no caso de grandes lutas económicas ou de lutas duras contra os inimigos, declarados ou encobertos, da classe operária.

h) Ajudar, moral e materialmente, os movimentos da classe operária que sejam dirigidos, em cada país, pela organização económica nacional do proletariado.

A Internacional só intervirá nos assuntos sindicais de um determinado país quando a respectiva secção o peça ou quando esta se esquive ao cumprimento das diretivas gerais da Internacional.

V – Condições de adesão

Podem aderir à A.I.T.:

a) Organizações sindicalistas revolucionárias nacionais que não pertençam a nenhuma Internacional.

As secções aderentes deverão ratificar os Princípios, Tácticas e Finalidades da A.I.T. e enviar uma cópia dos seus próprios Estatutos e Princípios ao Secretariado da A.I.T., que informará as secções sobre a proveniência do contato ou contatos que conduziram ao pedido de adesão.

b) Minorias de sindicalistas revolucionários organizados no seio de outras organizações aderentes a outras internacionais sindicais.

c) Organizações sindicais, profissionais ou industriais, independentes ou integradas em organizações nacionais não filiadas na A.I.T., que aceitem os Estatutos da A.I.T..

d) Organizações de propaganda sindicalista revolucionária que aceitem os Estatutos da A.I.T. e que desenvolvam o seu trabalho num país no qual não haja nenhuma organização filiada na A.I.T..

e) Sendo a A.I.T. composta unicamente por secções, legais ou ilegais, com ligações diretas dentro dos respectivos países, grupos exilados só poderão ser reconhecidos como secções da A.I.T. se puderem comprovar inequivocamente, perante o Secretariado da A.I.T., que representam autenticamente organizações que atuam e trabalham no interior dos respectivos países.

Em qualquer caso, só poderá existir uma secção por país.

Os comportamentos seguintes constituem motivo para perda de filiação na A.I.T.:

a) Não cumprimento dos Princípios, Tácticas e Finalidades da A.I.T.

b) Não pagamento das quotizações. Se uma Seção não pagar quotizações durante um ano, o congresso deverá decidir sobre a sua perda de filiação.

c) Não participação nas reuniões e congressos da Internacional e ausência de resposta aos pedidos de contato por parte do Secretariado da A.I.T. ou das Seções, sem que sejam dadas explicações.

VI – Dos congressos internacionais

Os congressos internacionais da A.I.T. celebra-se, se possível, de dois em dois anos.
O Secretariado, com suficiente antecedência, solicita às secções temas ou sugestões para serem debatidos no congresso; compõe, seguidamente, a Ordem de Trabalhos, que, juntamente com as moções que tenham sido apresentadas, enviará a todas as secções da Internacional, seis meses antes do início do congresso.

As decisões e acordos tomados pelos congressos internacionais são vinculativos para todas as organizações aderentes, excepto quando estas, através de um congresso nacional ou por referendo, rechacem os acordos do congresso internacional.

Por pedido de um mínimo de três organizações nacionais aderentes, um acordo internacional pode ser revisto através de referendo geral dentro de todas as secções.

Nos congressos e referendos internacionais, cada central aderente tem um voto; porém, as secções devem esforçar-se por alcançar a unanimidade, antes de recorrerem ao método de votação para tomarem uma decisão.

VII – Transferência internacional

Cada membro de uma organização filiada na A.I.T., que tenha as suas quotizações em dia, mas que resida em país diferente daquele em que foi feita a sua filiação, deverá, no prazo máximo de um mês após a sua chegada a esse país, efetuar a sua transferência para a organização correspondente da respectiva organização nacional filiada na A.I.T.. Esta transferência será aprovada pela referida organização nacional, sem qualquer pagamento inicial.

Se se tratar de um exílio maciço forçado, a transferência é voluntária no caso de pertença a uma organização exilada reconhecida pela A.I.T..

VIII – O Secretariado

Para coordenar as atividades internacionais da A.I.T., para obter e organizar uma informação exata sobre a propaganda e a luta em todos os países, para levar a cabo, da melhor maneira, as resoluções dos congressos internacionais e para cuidar de todo o trabalho da A.I.T., é eleito um Secretariado, composto por pelo menos três pessoas, residentes na localidade onde a A.I.T. decida fixar a sua sede.

O congresso determinará a localidade onde o Secretariado ficará sediado. Se tal não for possível, esta decisão será tomada através de referendo. Cada congresso apreciará um informe escrito, apresentado previamente pelo Secretariado, sobre as atividades desenvolvidas por este. Esse informe deverá ser remetido às secções com suficiente antecedência, de modo a que estas tenham conhecimento do mesmo antes da celebração do congresso. Na mesma altura, o Secretariado enviará igualmente um informe administrativo e financeiro. O congresso nomeia uma comissão que, durante o mesmo, fará a revisão das contas apresentadas e o seu controle definitivo.

IX – As Finanças

Para que a A.I.T. possa desenvolver e fortalecer as suas atividades internacionais e dar uma base sólida à sua propaganda escrita; para que possa editar regularmente as suas publicações periódicas; para que possa participar em todas as manifestações da vida do sindicalismo revolucionário nos diferentes países; para que seja capaz de fortalecer as ideias do sindicalismo revolucionário nos países onde as nossas ideias e tácticas são pouco conhecidas; finalmente, para que a A.I.T. esteja em condições de dar resposta satisfatória e imediata aos apelos de solidariedade que possam ser-lhe dirigidos, cada membro das organizações aderidas à A.I.T. paga, mensalmente, como quotização internacional, a quantia de um dólar US ou o equivalente na sua moeda nacional, ao câmbio em vigor em cada país.

Para as secções que se encontre em situação difícil, a quotização será fixado segundo acordo a estabelecer com o Secretariado da A.I.T.

Cada secção filiada cobra, da forma que entender a quotização dos seus filiados. Para as secções que o desejem, a A.I.T. dispõe de um selo para colocar no cartão dos filiados.

Cada secção envia à A.I.T., trimestralmente, a respectiva quotização.

X – Publicações

O Secretariado edita:

 

1) Uma publicação, que deverá sair com a maior frequência possível.

É desejável que as publicações periódicas editadas pelas organizações filiadas na A.I.T. ou que com ela simpatizam reservem, nas suas páginas, um espaço próprio para informações da A.I.T., apelos de solidariedade internacional e propaganda geral.

2) Folhetos de propaganda, destinados, sobretudo, aos países onde não haja uma organização nacional filiada na A.I.T..

3) Quaisquer outras publicações, periódicas ou não, cuja edição seja decidida pelos congressos.

 

Seção Paulista da Associação Internacional dos Trabalhadores