Grupos

 

Manifesto encaminhado para a direção da FFMercantil, seus representantes comerciais e distribuidores e também distribuído em manifestações de SOLIDARIEDADE aos operários texteis mineiros.


APOIE! SE SOLIDARIZE! ENVIE E-MAILS PARA A EMPRESA! DIVULGUE!
A SOLIDARIEDADE É UMA ARMA QUENTE!

http://www.grupos.com.br/blog/sindivariosspfospcobacatait/


MANIFESTO DE APOIO AOS TRABALHADORES DA FF MERCANTIL DE MINAS GERAIS

A FF Mercantil, empresa de Araxá-MG responsável por produtos da marca brasileira Finta e da italiana Lotto, mantém seus empregados sob um regime de trabalho extremamente precário e adota diversas medidas para impedir que eles se organizem para resistir à sua exploração: os trabalhadores não recebem insalubridade, são expostos a calor excessivo, ganham menos que um salário mínimo e muitos são vítimas de humilhações, perseguições e chantagens.

A última manobra de perseguição por parte da patronal ocorreu no dia 22 de março, com a demissão de Ícaro Poletto, membro do Sindivários-Araxá, associado à Federação Operária Mineira, que se esforçava junto aos seus companheiros para lutar por seus direitos. Os funcionários que não se renderam ao assédio da patronal seguem sofrendo represálias.

A FF Mercantil está ligada à Filon Confecções na cidade de São Paulo. Não sabemos quais são as condições em que os trabalhadores da Filon se encontram, mas dificilmente elas são diferentes das encontradas em Araxá, já que ambas trabalham sob a mesma lógica, a lógica do Capital, a qual sempre se sobrepõe aos direitos do indivíduo e ao bem-estar do trabalhador, constantemente sacrificados para a maximização do lucro. O SINDIVÁRIOS-SP, ligado a Federação Operária de São Paulo(FOSP), Seção paulista da Confederação Operária Brasileira(COB), se solidariza com os trabalhadores de ambas as empresas e propõe a organização de sindicatos livres, unidos por laços federativos, para que lutemos de maneira conjunta contra a exploração.

Exigimos que nosso companheiro seja readmitido, que a política de represálias contra a livre organização dos trabalhadores tenha um fim e que sejam atendidas as reivindicações dos trabalhadores de Araxá, descritas a seguir:
- Redução da jornada de trabalho para 8 horas;
- Adoção da semana de trabalho inglesa (de segunda a sexta);
- Pagamento dos adicionais por insalubridade;
- Acordos sobre participação nos lucros;
- Instalação de aparelhos para diminuição do calor no interior da fábrica;
- Respeito à liberdade de organização dos trabalhadores.

BOICOTE A LOTTO E A FINTA!


NÃO COMPRE PRODUTOS FEITOS SOBRE TRABALHO SEMIESCRAVO!


PELA READMISSÃO DE ÍCARO POLETTO!


PELA LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL!   

                                                                                                                                        
TODO APOIO AOS TRABALHADORES DA FF MERCANTIL!

 

São Paulo, 4 de Junho de 2011.

 

Renato Carvalho

Pelo Secretariado do

SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT

SOLIDARIEDADE ÀS GREVES EM SÃO PAULO E NO RIO

A Seção da FOSP/COB-AIT em São Paulo, o SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT, vem a público manifestar sua posição sobre o ciclo de greves ocorrido em São Paulo nesse início de junho/2011, num momento em que se acentua a crise capitalista no Brasil, com o aumento da inflação e do desemprego. Não a toa se acentua a repressão à luta camponesa, também no mesmo instante em quer o IBAMA libera a construção da Usina de Belomonte e em que o parlamento delibera sobre a reforma do ‘Código Florestal’, acentuando a destruição das reservas naturais e da biodiversidade – com o apoio da reacionária ‘ União Ruralista’, parte da base política do governo de ‘união popular’, encabeçado por dona Dilma/PT, que assiste impassível  (e até justifica ) o assassinato covarde de lideranças do movimento camponês, especialmente na região amazônica.

 

Manifestação de Solidariedade e Repúdio ao assassinato de Adelino Ramos (foto menor).

Enquanto em São Paulo várias categorias ameaçavam realizar uma greve conjunta (ferroviários, metroviários, motoristas e cobradores de ônibus, trabalhadores da SABESP e da CETESB), que facilmente poderia chegar  a uma grande greve geral, termina abortada pela posição covarde, reformista e conciliadora das diretorias dos sindicatos oficiais, atrelados ao Estado, dessas mesmas categorias. No Metrô, onde os trabalhadores em Assembléia tiraram reivindicações que alcançavam os 85% de reajuste salarial – com correção das perdas inflacionárias do ano, acrescidas  de perdas passadas e ganho por produtividade – e na negociação entre a empresa e a ‘nova’ direção sindical – ligada ao PSTU – ‘conseguiram’ algo em torno dos 7%, levando esse índice à Assembléia da categoria na véspera da deflagração da greve como se fosse uma vitória, induzindo a plenária da Assembléia a aceitar a proposta da patronal e recuar da greve, traindo um pacto feito com os trabalhadores ferroviários e da SABESP e da CETESB. A mesma coisa termina acontecendo também no sindicato dos cetesbianos. Assim no dia 1º de junho vão a greve os ferroviários (2 sindicatos aderiram e 2 se submeteram a patronal), os motoristas e cobradores de várias cidades da Grande São Paulo e os trabalhadores da SABESP, em todo o estado.

 

Entendemos que o momento era para uma greve geral, onde se poderia unir toda a classe trabalhadora contra o desemprego, a carestia da vida, por melhores condições de trabalho e por um aumento de emergência de 62% (mesmo índice auto-dado pelos políticos no parlamento no mesmo momento em que deram  5% de reajuste para o Salário Mínimo, numa manifestação de escárnio a todos os trabalhadores) para toda a classe trabalhadora. Nesse processo a classe trabalhadora poderia conquistar, em um salto de décadas, a liberdade de organização sindical – rompendo a camisa de força que a CLT e o sindicalismo oficial e de origem fascista, com que o Estado prendeu os trabalhadores, após a destruição dos sindicatos livres, ligados a COB, durante a ditadura getulista no Estado Novo.

 

Nossa ação, desde o primeiro momento, foi o de apoiar a greve conjunta que se apresentava no final de maio/2011, estimulando a deflagração de uma Greve Geral, inicialmente de Solidariedade às categorias paradas, mas apontando para uma greve geral ativa dentro das reivindicações já apontadas. Da mesma forma atuamos tanto nas categorias que foram e as categorias que furaram a greve, como nas atividades de apoio a greve (panfletagens e ação nos locais de trabalho e moradia que culminariam com a realização de uma Ato Público de Apoio a Greve a se realizar na Estação Capão-Redondo do Metrô, na região de Santo Amaro, nas proximidades da Estrada do M’Boi Mirim – já marcada pelas manifestações de ação direta pela melhoria no transporte na região. Mesmo com a suspensão da greve decidimos manter a manifestação, em favor de uma Greve Geral Ativa, para a tarde do dia 05/06/2011.

Da mesma forma nos manifestamos em apoio a greve dos bombeiros do Rio de Janeiro, que em greve ativa invadiram o Quartel Geral do Corpo de Bombeiros, na praça da República, com mais de 2000 pessoas, sendo desalojados e presos pelo batalhão do BOPE.

Bombeiros Cariocas em Greve.

Da mesma forma estamos solidários à Greve dos operários texteis da FFMercantil (que produzem as marcas FINTA e LOTTO), em apoio ao SINDIVÁRIOS-Araxá-FOM/COB-ACAT/AIT, que em luta por melhores condições de trabalho já tiveram 4 camaradas demitidos enquanto realizavam operação tartaruga e ameaçam com uma greve, tentando abrir negociação com a patronal a dois meses.

Portanto, independentemente das posições oportunistas dos partidos políticos que dominam os sindicatos oficiais, reafirmamos nossa posição de solidariedade total aos trabalhadores em luta, apontando para uma grande Greve Geral anti-capitalista por:

- AUMENTO DE SALÁRIOS EMERGENCIAL DE 62% PARA TODA A CLASSE TRABALHADORA!

- PELA LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL!

- PELO DIREITO AO TRABALHO AOS TRABALHADORES AMBULANTES AUTÔNOMOS!

- PELA REVOLUÇÃO AGRÁRIA!

- CONTRA A CARESTIA DA VIDA!

- CONTRA A DEMISSÃO DO COMPANHEIRO ÍCARO, E DEMAIS TRABALHADORES DEMITIDOS DA FFMERCANTIL-ARAXÁ/MG, E A TODAS AS DEMISSÕES POR MOTIVO DE GREVE!

- CONTRA O DESEMPREGO!

- CONTRA O ASSASSINATO DE CAMPONESES EM LUTA POR TERRA E NA DEFESA DA FLORESTA!

- TOTAL REPÚDIO AO ASSASSINATO DE ADELINO RAMOS, DO MOVIMENTO CAMPONÊS CORUMBIARA, CAMARADA SIMPATIZANTE DA COB/AIT!

- CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO!

- CONTRA AS FRONTEIRAS E CONTRA A ESCRAVIDÃO DE TRABALHADORES BOLIVIANOS, PERUANOS, ETC!

- ABAIXO O CAPITALISMO E O ESTADO!

- PELA AUTO-GESTÃO GENERALIZADA!

- PELO SOCIALISMO LIBERTÁRIO!

 

SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT

E-mails para contato:

profosp@bol.com.br

fosp@cob-ait.net

cobforgs@yahoo.com.br

 

A PLEBE

  67 Junho/2011 A.C.A.T.  

@ Órgão de Divulgação da Federação Operária de São Paulo  (FOSP – Fundada em 1915 )@

  SEM PARTIDO NEM PATRÃO!   @  Ligada a Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.-I.W.A.)

*Caixa Postal: 1933/CEP: 01009-972/São Paulo-SP* ( E-mail: fosp@cob-ait.net )

 

CONTRA A HOMOFOBIA E O FASCISMO!

 

Até alguns anos atrás a  idéia geral era de que a humanidade era dividida em 3 raças: os brancos, os negros e os amarelos/asiáticos. Hoje, com os avanços da engenharia genética e o mapeamento do DNA já sabemos que NÃO EXISTEM RAÇAS, SE NÃO UMA ÚNICA E INDIVISÍVEL HUMANIDADE! Da mesma forma escapamos dos tabus gerados pela ignorância da Idade Média: a  Mulher se valorizou, de tal forma que hoje, mais do que nunca, podemos falar da igualdade entre homens e mulheres – fato só contestado pela política salarial do capitalismo mundial. Assim como em termos de gênero, também ocorreu com a questão da opção sexual – por que hoje todos sabem: temos todos o mesmo direito a igualdade de direitos e deveres, sem discrimanções.

 

 

Apesar disso continuamos a ouvir e ver práticas de desrespeito a liberdade individual e ao direito a diferença, seja contra negros ou homossexuais. O discurso conservador, escondido atrás de uma mística religiosa, mantido pelas igrejas de todos os tipos, e executado por uma tropa de choque homofóbica de skinheads e fascistas, deveria voltar suas armas para a prática do estupro e da pedofilia dentro das próprias igrejas.

 

 

Para nós da FOSP/COB-AIT só interessa falar das diferenças objetivas entre as classes sociais, de tal forma que uma minoria detém a propriedade dos meios de produção (fábricas, fazendas, bancos, capital) enquanto a imensa maioria, que efetivamente é quem produz a riqueza social, vive sob o arrocho salarial, a falta de transporte, de condições de trabalho decentes, de segurança, de saúde , de educação, etc. Essa é a base de todos os demais problemas sociais, desde o desequilíbrio ecológico até a discriminação sexual.

 

PELA LIBERDADE SEMPRE!

LUTE CONTRA A HOMOFOBIA!

LUTE CONTRA O FASCISMO!

 

CONTRA A INTOLERÂNCIA E O PRECONCEITO!

PELO DIREITO A DIFERENÇA!

 

- PELO AMOR LIVRE!

PELA AUTO-GESTÃO DA VIDA E DA SOCIEDADE!

- PELO SOCIALISMO LIBERTÁRIO!

 

SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT