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OS VENTOS DA MUDANÇA SÃO A PROMESSA DE NOVOS DIAS

Com o tempo vai se configurando que, na verdade, se cumpriu a profecia: dezembro/2012 marcou o fim da Velha Era/nascimento da Nova Era – simbolicamente o Corinthians ganha o bicampeonato mundial interclubes. Começa aí a nascer o movimento BOM CENSO F.C. – fora do sindicato oficial da categoria.

 

A partir daí vai se manifestando uma Nova Era, privilegiando a liberdade individual e a luta coletiva. O mundo segue se convulsionando. Mas alternativas libertárias vão brotando da espontaneidade social em suas diversas facetas. No Brasil não tem sido diferente. No geral, terminamos acreditando no ‘‘Lulinha paz e amor”, que ‘abdicando dos "erros" cometidos em campanhas anteriores’ - como posições tidas por radicais -, Lula/PT escolhe para candidato à vice-presidência o senador mineiro e empresário José Alencar/PL, partido ao qual o PT se aliou.

Com essa espúria aliança e sob o lema de “A ESPERANÇA VAI VENCER O MEDO” Lula/PT se elege presidente, com a promessa de mudança.

Mas nada mudou! Foram 8 anos de  engodo, adesão e escândalos – sua marca histórica será o ‘Mensalão’. A passagem de bastão para a dupla Dilma/PT-Temer/PMDB, reflete o grau de adesão petista ao sistema. Mas o circo eleitoral termina passando pelo medo do retorno dos vampiros da Velha Era (PSDB/PPS/DEM), e pela esperança de que o passado ficaria para trás. Mas a farsa não tardou a se mostrar claramente: todos eles eram farinha do mesmo saco, o passado querendo dominar o futuro. Elevando o nível da corrupção local de milhões de reais para o bilhão de dólares, mostram como se deu o progresso dessa ‘ordem’. O ciclo do ‘poder petista’ completa 12 anos e avançou – para trás – apostando na Copa do Mundo para ganhar mais 4 anos no governo: “prá frente Brasil! Salve a seleção”...

O tiro sairá pela culatra? Essa é a pergunta que todos se fazem.

Depois das manifestações massivas espontâneas de Junho/2013 e do nascimento de um movimento contra a copa, recheado de oportunistas de todos os partidos, da polícia e da mídia oficial –, vemos todos escondidos atrás de suas máscaras.

Os sindicatos foram os primeiros a buscar capitalizar o movimento chamando, de cima para baixo, uma fracassada greve geral em Julho/2013. Os mesmos que lotaram as ruas em Junho os reconheciam como burocratas, carreiristas e oportunistas – identificados com os partidos políticos. Mas greves localizadas e movimentos pontuais – de indígenas, sem-terra e sem-teto – seguem se intensificando.

O refluxo do movimento deixou uma minoria como vanguarda carbonária, caracterizada pela mídia e pelos meios policiais, como o ‘black block’, mantendo a bandeira do NÃO VAI TER COPA! Sendo perseguidos como grupo terrorista, vândalos e bandidos, são perseguidos, presos e processados. Mas isso não inibe o movimento social e as táticas black blocks – enfrentamentos com a policia, barricadas e ataques a interesses capitalistas – se espalham por todo o país, do Oiapoque ao Chuí.

Na virada do ano as rebeliões e mortes em presídios são um grito desesperado dos miseráveis, o lumpemproletariado. A partir daí vemos uma importante novidade nos movimentos grevistas, até então dominados pelas direções sindicais e suas porcas negociações/traições de classe. A Greve dos Garis do Rio de Janeiro durante os festejos do carnaval, deixando toneladas de lixo nas ruas, não é interrompida pelo acordo feito entre o sindicato oficial – atrelado ao Estado – e a patronal. A greve continua espontaneamente, contra o sindicato/diretoria traidora, conseguindo vitórias parciais e o apoio da classe operária. Retomando a tradição da luta e organização operária, naturais ao anarcosindicalismo, os Garis do Rio mostram o possível nível da Solidariedade obreira. São o primeiro grande exemplo de luta autônoma e auto-organização, mostrando a força da união e da solidariedade obreira para a luta operária.

Cresce a perspectiva de uma Greve Geral espontânea, auto organizada desde os locais de trabalho (escolas, bancos, garagens, fábricas e oficinas) e moradia (barriais, por vilas, comunidades, etc.): desde o início de março/2014 a maio, a mesma coisa se repete no Rio e em São Paulo, ambas desenvolvidas pelos trabalhadores rodoviários do transporte coletivo – contra os acordos feitos pelos sindicatos oficiais, atrelados ao Estado. Em paralelo a isso a greve de policiais, em vários estados, colocam em cheque a estrutura do Estado – um juiz federal afirma que “as forças de segurança pública, policiais civis ou militares, estaduais ou federais, não é permitida a greve, pois elas encarnam o Estado, em si...”, na discussão sobre a legalidade e como seriam tratadas as greves. 

Mas o fato é que, até as manifestações de 1º de Maio/2014, somente o Movimento pela Reativação da COB/AIT defendia claramente essa proposta, entendendo que, no processo auto-organizativo poderia recriar a estrutura sindical livre, desde os Sindicatos por Ramo de Produção com bases locais, regionais e federais. Acreditando assim na capacidade política da classe operária a COB-AIT defende a proposta da discussão da GREVE GERAL ATIVA PARA O MÊS DE JUNHO - aproveitando o ponto crítico do capitalismo mundial (que espera lucrar em espécie – vendendo TVs e cervejas – e, também politicamente). Para que isso fosse possível defende a necessidade de unificação sobre reivindicações comuns a todos, que pudessem unificar todas as lutas dispersas (REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 HORAS DIÁRIAS E 30 SEMANAIS -Semana Inglesa-, SEM REDUÇÃO SALARIAL!; SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL REALISTA DE R$ 3.000,00!; CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO SOCIAL – Pelo respeito aos direitos do cidadão de livre expressão do pensamento, de expressão e manifestação e a mais ampla liberdade de organização para a classe trabalhadora e CONTRA DEMISSÕES, PRISÕES E PROCESSOS CONTRA OS LUTADORES SOCIAIS! Contra a privatização e a falência ADMINISTRATIVA DO SISTEMA DE TRANSPORTES COLETIVOS, PELA COLETIVIZAÇÃO DOS TRANSPORTES PÚBLICO!) . Propõe como método de se chegar a GREVE GERAL a solidariedade de classe aos movimentos grevistas que pipocavam e resistiam – como a longa greve dos trabalhadores da educação. Também pela unificação dos movimentos de todos os trabalhadores do transporte público (rodoviários, ferroviários e metroviários), que permanecem isoladas pela ação dos partidos na direção de cada aparelho sindical - que já disputam o processo eleitoral de outubro...

Até então as esquerdas defendiam movimentos e reivindicações locais, que se mantinham isolados, com uma única bandeira comum ‘NÃO VAI TER COPA!’. Na cidade de São Paulo o governo da social-democracia petista enfrenta a greve dos trabalhadores de ensino. A intransigência de Haddad/PT recebe o apoio das centrais sindicais mantidas pelo Estado, que evitam manifestações de solidariedade aos grevistas, mesmo depois da greve ultrapassar os 30 dias. As greves vão se seguindo isoladamente, sem se unir num movimento de protesto comum. As diretorias dos sindicatos oficiais forçam as categorias a aceitar acordos espúrios. No fim de março, o prefeito petista de São Paulo afirma que “os rodoviários grevistas agiram como criminosos, que fizeram GUERRILHA e que a polícia tinha que agir contra os vândalos e baderneiros, que só o sindicato (OFICIAL) tem o direito de greve...”; o STF se manifesta afirmando que “o direito a greve é do sindicato oficial, que deve avisar as autoridades do Estado, sobre qualquer greve, com 72 horas de antecedência, e, manter 30% dos serviços públicos e que os sindicatos devem pagar pelos prejuízos que as greves causarem, etc”... Essa é a verdadeira face da DEMOCRADURA DA BURGUESIA E DA TECNOBUROCRACIA. O único direito que o cidadão tem é de votar. E ele é obrigado a exercer!

Assim fica claro, para a elite dominante o trabalhador têm direitos e deveres:                                                    O DEVER DE TRABALHAR A VIDA INTEIRA E O DIREITO DE FICAR CALADO, SEM RECLAMAR!

RESTA A NÓS RECUPERAR NOSSA VOZ E NOSSOS INTRUMENTOS DE LUTA, ARRANCAR NOSSOS DIREITOS E COMEÇAR A CONSTRUIR UM NOVO BRASIL SOCIALISTA E LIBERTÁRIO!

A SOLIDARIEDADE É UMA ARMA QUENTE!

 

 

 

TODOS POR UM!

SOLIDARIEDADE ATIVA: GREVE GERAL

Enquanto passivamente vemos as greves e manifestações, de cada categoria ou tipo diferente, serem reprimidas a bala; os grevistas são tratados pela mídia e pelo Estado como se fossem marginais, bandidos e inconsequentes. A Justiça burguesa do Trabalho restringe o direito de greve em todos os níveis e a repressão policial é incitado, junto com as ameaças de demissões e processos contra grevistas.

No momento, com a greve dos trabalhadores do Metrô e da CET, o governador Alckimin-Opus Dei/PSDB repete o discurso do prefeito petista de Sampa, “já demos tudo que é possível... tem as melhores condições de salário que a maioria dos trabalhadores...”. Para a (in)Justiça  (burguesa) do Trabalho, que diz respeitar o direito de greve, ordena que se mantenha 100% de funcionamento durante o horário de rush. A Tropa de Choque arremete contra grevistas, baleando e prendendo, e as estações são militarizadas.

 

Repete-se a atitude dos sindicatos oficiais, atrelados ao Estado, de completa omissão – como se o negócio não fosse com eles. As centrais sindicais que são mantidas pelo Estado, com o dinheiro dos impostos que nos arrancam, simplesmente somem ou buscam mudar de assunto.

         

Mas, de fato, as greves de cada categoria isoladamente, que lutam por migalhas (aumento de 5 a 10 %, cumprimento de acordos e garantia de direitos – numa luta defensiva e isolada) vem sendo derrotadas. As greves espontâneas de garis e rodoviários do Rio e São Paulo, contra os acordos firmados pelas direções sindicais, são mantidas isoladas e se intensificam as punições e demissões contra os grevistas.

A mídia vende a idéia de que as greves prejudicam os próprios trabalhadores. Mostram que estão a serviço do poder e buscam nos jogar uns contra os outros. Os desavisados compram essa mentira, esquecendo que os motoristas de ônibus – ou os trabalhadores do Metrô – são os mesmos que os levam e trazem de volta diariamente, nas piores condições de trabalho, com todo tipo de acidente por falta de manutenção. Assim muitos ficam reclamando das greves, sem perceber que estamos todos, trabalhadores, no mesmo barco e que a única solução é unir nossas forças os vários movimentos dispersos:

POR UMA GREVE GERAL ATIVA!

Nossa força coletiva aumentará nossa força em cada local, em cada negociação local, Mas precisamos de reivindicações comuns, valorizando o trabalho e o trabalhador

É PRECISO CHAMAR MANIFESTAÇÕES DE APOIO E SOLIDARIEDADE AOS MOVIMENTOS GREVISTAS, ESTIMULAR A SOLIDARIEDADE ATIVA E UMA GREVE GERAL PELO SALÁRIO MÍNIMO CONSTITUCIONAL (R$ 3000,00 – de acordo com o DIEESE); PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 HORAS DIÁRIAS E 30 HORAS SEMANAIS – SEMANA INGLESA – E CONTRA AS DEMISSÕES, PRISÕES E PROCESSOS CONTRA OS GREVISTAS, LUTADORES SOCIAIS, PELO LIVRE EXERCÍCIO DOS DIREITOS DE EXPRESSÃO, MANIFESTAÇÃO, GREVE, E PELA LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO PARA OS TRABALHADORES.

QUEM SABE FAZ A HORA: AGORA É A HORA!!!

Comitê Executivo da FOSP/COB-ACAT/AIT

 

http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/sp-tropa-de-choque-expulsa-grevistas-de-estacao-do-metro,a5b52679c0076410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

 - 06 de junho de 2014 • atualizado às 07h48

 

SP: Tropa de Choque expulsa grevistas de estação do Metrô

·         Fábio SantosFábio Santos -Direto de São Paulo

http://p2.trrsf.com.br/image/fget/cf/460/340/images.terra.com/2014/06/06/grevemetrosppmanarosafabiosantos.JPG Foto: Fábio Santos / Terra  Homens da Tropa de Choque expulsaram os grevistas da estação com o uso de bombas

Fábio Santos Direto de São Paulo

 

Funcionários do Metrô de São Paulo que ocupavam a estação Ana Rosa, que atende as linhas 1 – Azul e 2 – Verde, para a realização de um piquete foram expulsos pela Tropa de Choque da Polícia Militar na manhã desta sexta-feira.

Os metroviários estavam no local desde o horário em que a estação deveria ser aberta, às 4h40. A PM chegou ao local cerca de uma hora depois. Apesar de inicialmente não ocorrer nenhuma movimentação, perto das 6h40 a Tropa de Choque foi acionada e, por meio de bombas de efeito moral e golpes de cacetete, os metroviários foram expulsos do local.

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José Carlos dos Santos, eletricista do Metrô, ficou ferido na perna por estilhaços de uma bomba. "A gente já estava saindo, e eles (policiais) vieram com agressão. Tenho 30 anos de Metrô, e eles vêm aqui e fazem isso", disse dos Santos.

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A intenção dos funcionários era impedir a abertura da estação e que o plano de contingência do Metrô fosse acionado, pois, de acordo os manifestantes, o pessoal que seria deslocado para este plano não está acostumado nem devidamente qualificado para operar o sistema, e também para não tirar a força da greve.

"A gente vai garantir que os supervisores, que ontem foram obrigados pela empresa a furar a greve, que eles não trabalhem hoje. Eles não têm condiçes psicológicas. Agora, o governo mandou a PM até aqui para coibir o nosso piquete", afirmou Celina Maranhão, diretora do sindicato.

Segundo Raimundo Cordeiro, também diretor do sindicato da categoria, os supervisores se reuniram e decidiram que não vão trabalhar e irão aderir à greve. "Eles (supervisores) não têm experiência na condução. Estamos fazendo isso também para proteger a população", explicou Celina.

Veja confronto entre policias e grevistas na estação Ana RosaClique no link para iniciar o vídeo

Veja confronto entre policias e grevistas na estação Ana Rosa

A estação Bresser-Mooca, na linha 3 – Vermelha, também foi ocupada na madrugada desta sexta-feira para a realização de piquetes, assim como aconteceu na Ana Rosa.

Assim como aconteceu ontem, as linhas 1 – Azul, 2 – Verde, 3 – Vermelha e 5 – Lilás amanheceram paralisadas nesta sexta-feira. Apenas a linha 4 – Amarela, de iniciativa privada, teve seu início de operação normal. Às 5h30, o Metrô informou que a linha 5 - Lilás passou operar normalmente.

Cerca de 60 funcionários ocupam a estação Ana Rosa de forma tranquila e pacífica. Membros da diretoria do sindicato já estão em contato com a polícia. Na estação Bresser-Mooca, há aproximadamente 40 metroviários participando do protesto.

Plano de contingência
Segundo o Metrô informou, o plano de contingência adotado utiliza toda a estrutura existente: a operacional, composta por supervisores e gerentes, e também o pessoal administrativo, em nível gerencial, que vai às estações vender bilhetes e auxiliar os usuários. "Trata-se de um grupo que está preparado para atuar nesses momentos", informou o Metrô. Porém, os engenheiros da empresa anunciaram que também estão em greve, em apoio aos metroviários.

O Metrô diz ainda que "quem opera os trens são pessoas qualificadas, que trabalham na área de operação, ex-operadores, instrutores, monitores, pessoas que dão treinamento e que lidam com a operação".

TRT mantém liminar
Na noite de ontem, o Núcleo de Conciliação do Tribunal Regional do Trabalho manteve a liminar que determina a manutenção de 100% do funcionamento do Metrô nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e de 70% nos demais horários de operação. O descumprimento da ordem judicial culminará em aplicação de multa diária de R$ 100 mil. A desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, vice-presidente do TRT, que presidiu a reunião, recomendou que o Sindicato dos Metroviários mantenha a cláusula de paz acertada durante as negociações.