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COMUNICADO DO KRAS-AIT: Não à nova guerra do Caucaso!

Cumprindo o compromisso de divulgar as posições das Seções locais da AIT-IWA e frente ao novo conflito no ex-império russo/soviético o SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT, em nome da COB-AIT divulga a tradução sumária do Comunicado-Manifesto do KRAS-AIT (Seção Russa da AIT) sobre a guerra na Ossétia-Georgia-Russia.

Não à nova guerra do Caucaso!
Datado de 11 agosto 2008

Tradução de comunicado da Federação dos Trabalhadores da Educação, Ciências e Técnico da Seção Russa da AIT-IWA, Associação Internacional dos Trabalhadores:

A erupção das ações militares em Geórgia e em Ossétie do Sul ameaçam se transformar numa guerra em larga escala entre a Geórgia - apoioada pela coalizão da OTAN - de um lado, e Estado russo, do outro lado. As milhares de pessoas que já foram mortas e feridos - principalmente, habitantes civis pacíficos; cidades e povoados inteiros foram aniquilados. A sociedade foi submergida por uma onda histérica nacionalista lamacenta chauvinística.

Como sempre e em toda parte nos conflitos entre os Estados, e não há aí não justos nesta nova guerra do Caucaso, há somente culpados. Durante anos eles acenderam os carvões que agora acenderam um fogo militar. O sistema de Saakashvili na Geórgia mantem dois-terços da população num estado crônico de pobreza. Mais os descontentes internos no seu país, mais que seu desejo de achar uma saída a este beco sem saída, fazer esquecer-se seu relatório, sob a duna de formas pequenas guerras vitoriosas.

Os governantes da Rússia, quanto a eles, estão determinados a manter sua dominação no Caucaso.

Quereriam que hoje tomassem a pose de defensores dos fracos, mas sua hipocrisia está muito clara: de fato, Saakashvili nada faz além de repetir o que as tropa Poutinistas fizeram, há 9 anos, em Chechênya. Os líderes de círculos da Ossetie, como da Abkhazie, procuram reforçar seu papel de exclusividade dos aliados da Rússia na região, e ao mesmo tempo recuperar a população empobrecida ao redor dos já provados conceitos nesta espécie de posição, tal como o sentimento nacional ou outra vez a defesa das pessoas.

Os líderes dos Estados Unidos, e da Europa fazem declarações e a OTAN, pelo contrário, quer enfraquecer o máximo possível a influência dos russos tirânicos no Caucaso, para se garantir para si a segurança e o controle dos recursos em óleo da região e os meios de sua entrega/distribuição (gasoduto e petroleoduto). Assim, tornamo-nos as testemunhas e as vítimas do próximo ciclo da luta mundial através da força militar, pelo óleo e pelo gás.



Esta guerra nada aportará aos trabalhadores - georgianos, Ossètes, Abkhasiens, nem russos! Desta guerra só receberão o mar de sangue e lágrimas, incontáveis desastres e privações.

Expressamos nossa profunda compaixão aos pais, familiares e amigos das vítimas, às pessoas que permaneceram sem telhado acima da cabeça e sem meio de subsistência, por continuação desta guerra.

Nós não devemos cair sob a influência da demagogia nacionalista, que exige de nossa parte a unidade com o fraco governo georgiano, dos riquezas dos ricos e da proteção da terra nativa.

O inimigo principal das pessoas simples, trabalhadores e dos pobres não são irmãos de classe dominados de lado-a-lado da fronteira, nem de outras nacionalidades. Seus inimigos são os empregadores/patrões e os dirigentes de todos os tipos, presidentes e ministros, homens de negócios e generais, esses que geram as guerras para multiplicar seu poder e sua riqueza.

Chamamos os trabalhadores na Rússia, na Ossetie, na Abkhazie e na Geórgia a rejeitar essa armadilha do nacionalismo e patriotismo e retornar sua raiva contra os ricos e os líderes dos dois lados da fronteira.



Aos soldados russos, soldados georgianos, abkhazes e ossètes! Não obedeçam às ordens de seus generais, virem suas armas contra esses que enviam vocês para fazer a guerra! Não atire nos soldados adversários - confraternize com eles, a baioneta plantada no chão!

Os trabalhadores que se levantem! Sabotem os esforços militares, organizem reuniões e demonstrações contra a guerra, o organiza por si e libera a greve contra a guerra!

Não à guerra e a seus organizadores - líderes e burguês rico!

Sim à solidariedade dos trabalhadores por sobre as fronteiras e a frente forra!

KRAS-AIT-IWA
Confederação Anarco-Sindicalista Russa
-Associação Internacional dos Trabalhadores
 http://www.kras.fatal.ru/
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Ossétia do Sul

Breve resenha histórica
 

Os ossetas são os antigos Alanos, povo caucasiano de origem indo-europeia e religião cristã-ortodoxa com patriarcado em Moscovo.

A Ossétia do Sul, com 3.900 quilómetros quadrados e 125 mil habitantes, conquistada pela Rússia à Turquia no século XVIII, há muito exige a reunificação à Ossétia do Norte mas, com a implosão da URSS, ficou integrada na Geórgia em 1989.

Tskhinvali (cidade principal da Ossétia do Sul) auto-proclamou a independência em 1990, levando Tbilissi (capital da Geórgia) a declarar o estado de emergência que, no ano seguinte, culminou num cessar-fogo entre as partes, a troco de uma ampla autonomia.

A promessa georgiana foi de pouca duração, porque este estatuto para os ossetas do sul seria abolido e o conflito armado regressaria, com um saldo avultado de mortos.

100 mil refugiados

Em 1991, o parlamento de Tskhinvali confirmou a proclamação unilateral da independência, corroborada no ano seguinte, que acabou por ser trágico devido ao reacender das hostilidades que, além de centenas de mortes, provocaram a fuga de mais de 100 mil refugiados para a Ossétia do Norte.

Os então presidentes Ieltsine (Rússia) e Eduard Chevardnadze (Geórgia) chegaram a acordo para a mobilização de uma força de interposição.

Moscovo reconheceu a integridade territorial georgiana e, no final de 1992, entrou em cena um contingente de paz da Comunidade de Estados Independentes (CEI), ainda em cena.

O "presidente" desde 2001 é Eduard Kokoity, que tem tentado dinamizar a precária economia assente nas indústrias metalúrgica, química e cimenteira, cujas fontes energéticas são, em partes igual, o carvão e o petróleo.

No sector primário é dominante a produção de frutas e cereais, havendo ainda alguma mineração de manganésio.

O fluxo turístico anual triplica o número da população local, mas nem assim a economia deixa de ser largamente deficitária, dependente da ajuda do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia (UE).

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