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A PLEBE nº 73 - Agosto 2012

11:25 @ 16/08/2012

 

ATENÇÃO! Nossa enderteço postal foi alterado unilateralmente pela Empresa de Correios:

* Caixa Postal: 1693/CEP: 01009-972/São Paulo-SP*

 

  73 Agosto/2012 A.C.A.T.

@  Órgão de Divulgação da Federação Operária de São Paulo (FOSP – Fundada em 1905 )  @

à SEM PARTIDO NEM PATRÃO! @ Ligada a Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.-I.W.A.)  ß

* Caixa Postal: 1693/CEP: 01009-972/São Paulo-SP*  ( E-mail: fosp@cob-ait.net ou profosp@bol.com.br)

Me chama, mas como é que eu vou?

É ano eleitoral e o que vemos? Cachoeiras e cascatas, como a farsa do julgamento do MENSALÃO, enquanto nossa vida cotidiana segue: insegurança pública, arrocho salarial, caos nas ruas, saúde na bancarrota, educação esquecida, cultura? nenhuma, bandalheiras e mais bandalheiras. Na área de transportes vemos o caos reinando para todos, sejam usuários dos transportes públicos ou quem insiste em andar de carro, todos sofrem no inferno que é o trânsito na capital, ou mesmo em cidades do interior. Quem se atreve a andar de bicicleta é vitimado sem dó! Nos transportes coletivos, públicos ou privados, são horas de tortura diária no ir e vir. Horas perdidas não remuneradas... Em especial no Metro de São Paulo estamos vivenciando um BOOM de financiamentos do Banco Mundial, BIRD, BNDES e bancos privados para construção (tardia) de novas linhas, a compra de trens novos e a reformas dos velhos. Como se, por passe de mágica, o que é varrido para baixo do tapete (e que  tapetão!) pudesse ser esquecido. Esta sujeira que tentaremos destrinchar.

 

Bem vejamos,  por onde começar: vamos voltar no tempo para abril de 2010, quando o Jornal “Folha de São Paulo”, destacou em um de seus cadernos que, a licitação para a extensão da Linha 5 – Lilás, já tinha vencedor, só que os envelopes  da dita licitação só foram abertos em meados de outubro daquele mesmo ano, dado como vencedor o mesmo consórcio (de empresas e construtoras que apoiam e custeiam as eleições dos candidatos do PSDB municipal, estadual e federal) que já fora divulgado anteriormente pelo jornal supramencionado. Então o  MP entrou com ação de cancelamento da licitação e apuração dos fatos  e punição dos criminosos de colarinho branco... Passado um ano, em outubro de 2011foi apurado que não havia condições de cancelar a licitação e que as obras deveriam continuar, mesmo que houvesse erros e contradições, e o eleito para culpado foi o presidente do Metrô na época, tendo o mesmo sido afastado ainda em 2010, por alguns meses e retornado em seguida,  para no início de 2012,  lá por fevereiro - em pleno carnaval - ser destituído do cargo e colocado em uma outra empresa estatal, aparentemente a CPTM, para que todos esqueçamos do que aconteceu.

Mas não vemos com surpresa que alguns fatos estão ocorrendo nas linhas metro-ferroviárias. No Metro já não é de hoje que vemos a manutenção dos trens e  das estações ser sucateadas. As quebras de trens que já se tornaram tão corriqueiras, que chegam a ser enfadonhas, mas não o que ocorreu em abril/2012 - da falha de segurança ocorrida na Linha 3 – Vermelha, em que houve uma pequena colisão entre dois trens, um parado vazio e outro em movimento com passageiros em seu interior. Essa falha foi pequena, pois havia um ser humano responsável pelo monitoramento e operação do trem com usuários, que ao ver a falha ocorrendo - o trem deve ir parando aos poucos até atingir no máximo 120 mts. de distância do trem da frente -  tirou o trem do automático e passou a operar em modo Manual até que o trem parasse totalmente, mas como vinha em grande velocidade ele só parou totalmente quando bateu no trem da frente só que a 10Kms/h, tendo evitado uma catástrofe enorme onde vidas seriam perdidas inclusive a do operador do trem. Sendo que os culpados nunca foram punidos e nem serão! Culpa esta que vem do sucateamento, das compras de peças e maquinários arranjadas, de sistemas de controle e segurança de tráfego (que na Europa já estão sendo eliminados, pois já sabem que o mesmo é falho). E se formos analisar o que ocorreu na CPTM do fim do ano passado para este, veremos inúmeros acidentes, inclusive com vítimas em estado grave – das quais não temos mais notícias das mídias, que é lógico se solidarizam com o Patronato e o Estado, que financiam as emissoras com sua propaganda mentirosa, escondendo de  todos o que está acontecendo.

É, é ano eleitoral e o que veremos, serão novas promessas dos candidatos a políticos profissionais que daqui a algum tempo se juntarão as velhas, já esquecidas pelo povo, que na realidade não tem memória, e não irão lembrar que anos atrás Maluf era um grande inimigo de Lula/PT e hoje jogam no mesmo time.

Na luta, entre os trabalhadores do setor de transportes e a patronal, vemos que nada mudou. Ou melhor, mudou sim: está pior; os metro-ferroviários, de boa parte das grandes capitais estão em algum tipo de greve, de caráter reivindicatório, e  os patrões se negam a negociar (o governo Dilma se propõe a dar 0% de aumento) e as greves perduram a meses. Aqui em São Paulo, no Metro, o sindicato agora não mãos do PSTU/PSOL negociou com os representantes do Estado, após a greve (movimento este que foi deflagrado em uma Assembléia com bastante representatividade, com cerca de 2.500 pessoas, que durou algumas horas), um acordo fraco para a categoria metroviária - aumento solicitado de 20% dentre várias solicitações. O acordo: 6,17%, mais um aumento de 21%  no Ticket Alimentação e 25% no Vale Supermercado e só. O sindicato demonstra uma fraqueza que na realidade não existia entre trabalhadores, tendo sido a Assembleia manipulada para que aceitasse o acordo proposto. A mesma situação vemos acontecer também na CPTM em que os sindicatos são atrelados aos mesmos partidos. Com esta situação o que acontece é que os sindicatos proporão as bases de suas categorias que se filiem ao CONLUTAS, sabidamente ligada ao trotskismo internacional.    

                                                         

Não é fácil lutar internamente nestas empresas, com nestes sindicatos controlados pelo Estado através dos partidos políticos, uma hora na mão de uns e outra na de outros. A divulgação do sindicalismo revolucionário é uma prática difícil, mas não impossível de se fazer, temos que continuar nesta luta incessante contra o Estado, os partidos e toda gama de salafrários que os apoiam.

Núcleo dos Trabalhadores dos Transportes-SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT

 

TODO DIA É DIA DE LUTA

 

Apesar da repressão policial que se seguiu criminalização, em São Paulo, de pichações e colagens de cartazes, militantes da FOSP/COB-ACAT/AIT não se intimidaram e realizaram uma agitação prévia, no início de Abril, denunciando a precarização e a perda de direitos dos trabalhadores. Ao mesmo tempo chamou a  manifestação de 1º de Maio Proletário, Revolucionário e Libertário da FOSP – realizada regularmente desde 2001 - através de colagens de Cartazes, Pichações e panfletagens de filipetas.

 

Em São Paulo a responsabilidade de encaminhar as atividades foi da Seção Grande São Paulo da FOSP/COB-AIT, o SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT, que fez uma intensa propaganda lembrando que o 1º de MAIO é um dia de Protesto, não de festa. Mesmo com a rápida destruição da propaganda de rua o SINDIVÁRIOS-SP lembrou a luta dos Mártires de Chicago e os 126 anos de luta pela Redução da Jornada de Trabalho. A FOSP/COB chamou manifestações regionais e locais pela manhã e a Concentração no Mercado de Escravos, as 12 hs, no centro da cidade. Após realizar minicomícios em várias regiões da cidade, os primeiros militantes chegavam ao centro por volta das 12 hs. A partir daí iniciamos, no entorno, minicomícios e panfletagens do Manifesto de 1º de Maio da FOSP/COB-AIT. As 13 hs uma Caminhada até as Escadarias do Teatro Municipal - tradicional local de manifestações libertárias na cidade - onde já estavam concentrados dezenas de trabalhadores, se sobressaiam as bandeiras rubro/negras do anarcosindicalismo, mas também as tradicionais bandeiras negras anarquistas e uma vermelha. Além de militantes da FOSP/COB-AIT muitos e diversos coletivos de diferentes matizes representavam todas as regiões da cidade, inclusive daqueles, que até o ano passado, ainda frequentavam as festas do sindicalismo oficial.. A manifestação libertária unificada mais ampla no século 21, apesar de em outros anos a participação popular ter sido bem maior. Não podemos esquecer a repressão policial em 2008 – com a detenção de cerca de 60 militantes e abertura de processo contra cinco deles (entre os quais dois Coordenadores da FOSP naquele momento). Neste ano, até cerca das 14:00 hs, estávamos em cerca de 200 trabalhadore@s. Nesse ponto um camarada da Coordenação Estadual da FOSP/COB-AIT chamou todos a se reunir em uma Assembleia Popular. Palavra aberta, várias pessoas falaram lançando suas propostas. Após discussão houve consenso sobre a realização da Passeata.

Panfletando e gritando nossas palavras-de-ordem atravessamos então o Viaduto do Chá, a Praça do Patriarca (TRABALHADOR UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO!), e Rua Direita chegando a Praça da Sé (GREVE GERAL DERRUBA O CAPITAL! ; AUTOGESTÃO SEM GOVERNO E SEM PATRÃO!) atravessar a Manifestação da INTERSINDICAL – que se encerrava -, com nossas palavras de ordem e distribuindo o Manifesto da FOSP. Em seguida seguimos para a Praça João Mendes e descemos Praça Clóvis retomando a Pç. da Sé em direção ao Pátio do Colégio – onde paramos para a realização de um Comício (FASCISMO NÃO PASSARÁ! A FOSP NA RUA A LUTA CONTINUA!). Em seguida prosseguimos pela Rua Boa Vista, atravessando o Largo São Bento e seguindo pela Libero Badaró (VOCÊ AÍ PARADO TAMBÉM É EXPLORADO!), descendo o Largo do Anhangabaú, atravessando ao largo a Manifestação festiva da CUT/PT, também, levando nossas palavras-de-ordem e distribuindo amplamente o Manifesto da FOSP/COB-AIT, no A PLEBE 72 (O POVO ORGANIZADO GOVERNA SEM ESTADO! ; VOTA NULO, NÃO SUTENTE PASITA!). Em seguida subimos a Avenida São João até o Largo do Paissandu – onde setores do Movimento Negro tradicionalmente comemoram a data da Abolição da Escravidão, no dia 13 de Maio de 1888, onde por consenso se decidiu encerrar a manifestação, com o fim dos panfletos seguindo-se a lenta evacuação da praça, sob certo atrito com a polícia que ocupava o Largo do Paissandu.                                     

Comissão de Imprensa/FOSP   

 

                       
“... QUANDO ALGUM PROFETA VIER LHE CONTAR QUE O NOSSO SOL TÁ PRESTES A SE APAGAR MESMO QUE PAREÇA QUE NÃO HÁ MAIS LUGAR,VOCÊS AINDA TEM A VELOCIDADE DA LUZ PRÁ ALCANÇAR!...”

 

XXIVª PASSEATA-HOMENAGEM à Raul Seixas

21 de AGOSTO (TERÇA)

16 hs: CONCENTRAÇÃO: TEATO MUNICIPAL (Pç. Ramos)

18 hs: Saída da PASSEATA

19 hs: Concentração com SOM na Praça da Sé                        

 22 hs – Encerramento

VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA!!!

 

 

PÃO, ELEIÇÃO E CIRCO!

 

Mais uma vez estamos em época de eleições, como frutas podres os políticos se apresentam na feira da mentira e da alienação. Disputam as tetas que você mantém, com seu suor e ignorância, pois se tudo prometem é por que querem um cheque em branco, para depois ficar falando pelos milhões de votos recebidos. Serão os mesmos que , após eleitos, continuarão a destruição dos direitos, conquistas históricas da luta dos trabalhadores.

São os mesmos que usam os partidos para controlar os falsos sindicatos atrelados ao Estado, mantendo a classe trabalhadora desorganizada e dependente. Assim eles vivem da mordaça que o Estado impôs aos produtores da riqueza social. São os mesmos que querem trocar tua consciência e tua luta pelo teu voto! Assim eles mantêm o Sistema de exploração e opressão, o capitalismo e seu estado.

Mas há uma saída para isso: não participar da farsa Eleitoral e assumir a responsabilidade pelas nossas próprias vidas, assumindo o controle pleno sobre ela, sobre o trabalho e a produção que vem dela. Só assim, homens e mulheres, brancos, asiáticos, índios, independentemente de opção sexual ou religiosa , somos todos operários trabalhadores, produtores da riqueza social podemos diretamente administrá-la – basta que estejamos organizados e conscientes. Organizados em sindicatos de verdade, não nesses aparelhos de carreira para políticos, controlados pelo Estado e pelos paridos políticos. Conscientes para nunca mais delegar nosso poder aos políticos de plantão e sim para assumir direta e coletivamente a gestão da sociedade.

PARE PRÁ PENSAR: VOTE NULO E NÃO SE ILUDA!

VOTE NULO E VÁ À LUTA!

VOTE NULO, NÃO SUSTENTE PARASITAS!

VOTE NULO

 

O VOTO NULO É UM PROTESTO VÁLIDO, FORMA LEGÍTIMA DO ELEITOR MANIFESTAR

 

SEU DESEJO DE SEGUIR NOVOS RUMOS COM ORGANIZAÇÕES LIVRES SEM POLÍTICOS

 

E PATRÕES, SEM ENCARREGAR A UM POLÍTICO O DIREITO DE DIRIGIR A SUA

 

PRÓPRIA VIDA. JÁ OVOTO BRANCO É UM ATO DE CONFORMISMO COM ESTE SISTEMA

 

DEGENERADO QUE NOS OPRIME.

 

DESTRUA O SISTEMA!

EXERCER O PODER CORROMPE.

SUBMETER-SE AO PODER DEGRADA!

Somente após anular o voto de todos os candidatos a tela mostrará a palavra FIM

 

         CONTRA TODAS AS MISÉRIAS E A FARSA ELEITORAL VOTE NULO!

FOBA – FOM – FORGS – FOSC – FOSE FOSP

COB-AIT & MLB

 

                            

 

 

Pensando o Voto Nulo

 

As eleições estão chegando mais uma vez e a discussão acerca da honestidade e veracidade ética dos candidatos também retorna. Nestes tempos vestibulares à hora decisiva do sufrágio define-se o momento único quando a fauna ideológica personalizada, a saber, os candidatos se dirigem com pretenso e dissimulado respeito ao conjunto numérico dos eleitores para lhes solicitar o seu apoio.

Logicamente, aqueles que tiveram a fortuna de serem eleitos no dia seguinte à eleição são os primeiros a precocemente esquecer os que lhes ratificaram gratuitamente no escrutínio universal: assim funciona nossa grande e generosa democracia.

                         

Fala-se também muito em “ficha limpa”, imposição legalóide, normativa e axiológica a qual intenta timidamente refrear a farra geral em que consiste em ser corrupto, corruptor e corrompido pelos políticos eleitos agora nos seus cargos administrativos, segundo uma continuidade na prática desonesta que define não apenas as suas gestões atuais mas que é sinalizada de modo determinístico a partir da própria vida pretérita do então candidato que presentemente se tornou agente de Estado nos dois níveis, executivo e legislativo embora seus tentáculos também podem se estender até a estrutura constitutiva do poder judiciário através da prática da indicação pelo poder instituído: a corrupção impera em todos os seus níveis, assim se dá e acontece o processo político nacional em sua universalidade.  

Em oposição à deslavada exploração do voto na ocasião do escrutínio geral, alguns setores medianos propõem timidamente a aceitação do voto facultativo o qual já existe nas chamadas “democracias modernas”.  

Contudo, verificando-se que o processo político na nossa realidade específica se encontra comprometido com a contravenção individual e partidária em todos os níveis, que esse modelo vicioso é tudo o que objetivamente é possível de nos ser oferecido e, ainda, que a fé no Estado como alternativa de motivação política não pode nos ofertar nada mais do que o que historicamente temos visto, a saber, a miséria de um sistema político completamente decadente e ultrapassado. Então só nos resta acenar com a proposta universal do voto nulo a ser pregada na atualidade do processo eleitoral dentro dos limites de nossas fronteiras.

Para resolver a questão das múltiplas faces da miséria – política, social, econômica, moral, existencial, etc – os libertários propõem uma nova postura política a qual nunca logrou antes, a negação da atividade política, a anti-política ou a contra-política a qual tem como raiz a prática universal do voto nulo, associada à auto-gestão, à ação direta e à greve geral como elemento de luta social na sua generalidade.

Assim, lucidamente conscientes, chamamos os eleitores potenciais ao voto nulo como alternativa de desobediência aberta, total e livre contra o sistema político que oprime, aliena e exclui.

 

                                                                       SE ORGANIZE E LUTE! FILIE-SE A COB/AIT!


 

 

CRISE DO CAPITAL: QUEM PAGA A CONTA?

 
Os capitalistas que sempre visaram os lucros e pouco se importam com as questões sociais, levaram o mundo a uma crise tão ou maior que a crise de 29, que quebrou a bolsa de valores de Chicago e levou o mundo a chamada grande depressão, ao nazi-fascismo e, depois, a segunda guerra mundial.

Evidente que na outra ponta está a classe trabalhadora, como na crise de 1929, e mais uma vez  seremos nós, os trabalhadores, a pagar por essa crise. Ou seja: eles fazem as especulações malucas e os pobres é quem pagam as contas...

 

Você acha isso justo?

Cabem algumas perguntas: Se eles criam as crises, é você quem tem que pagar ? A Europa registra uma média assustadora de 18 milhões de desempregados, os Estados Unidos, registram aumento no núme3ro de desempregados e no Brasil cerca de 150000 desempregados.

 

Ou seja eles na loucura do lucro sem controle levam o mundo a uma crise sem precedentes, e nós é quem pagaremos, pior que isso é que os sindicatos amarelos – controlados pelo Estado e dominados pelos partidos políticos – dividem, em vez de organizar, os trabalhadores. Em nosso nome negociam com os patrões a flexibilização dos direitos trabalhistas, como no caso de vigilantes e porteiros que tiveram seus salários reduzidos em cerca de 40, em negociação feita pela FARSA SINDICAL.

A Força Sindical, ou melhor, FARSA SINDICAL, tem levados os trabalhadores a ficar nas mãos dos patrões levando falsas assembléias manipuladas a votar pela redução da jornada de trabalho com redução dos salários. Os trabalhadores, acuados pela situação, são vitimas dessa traição.

Quem deu início a esse debate foi o Presidente da Vale do Rio Doce, que dizendo que a crise era grave e que seria inevitável as demissões, seria por tanto a hora de discutir a suspensão dos contratos de trabalho, porem ele não aborda sobre os lucros da Vale do Rio Doce.

 

A verdade é que pela primeira vez na história temos uma crise profunda e que a classe trabalhadora está desorganizada, os sindicatos sobre controle da burguesia, dos partidos fragmentados e mais preocupados em administrar suas vaidades e veleidades políticas.

 

Cremos que seja hora de reorganizar e de combater os interesses do capital e da burguesia! Eles criaram a crise eles devem pagar por ela! Não devemos nos curvar, mas nos organizar: queremos a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, pois é importante nos mantermos juntos em nossa defesa.

 

 

SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT

E-MAIL PARA CONTATO:

FAZ 90 :

22:16 @ 30/08/2012

 

 

 

 

Hace noventa años: El congreso fundacional de la AIT interrumpido dos veces por la policía alemana

Cuando la internacional sindicalista revolucionaria AIT celebró su congreso fundacional en el cambio de los años 1922 a 1923, lo hizo contra un telón de fondo de grandes convulsiones. La Primera Guerra Mundial había terminado pocos años antes, una guerra que fue seguida de inmediato por la diseminación de los movimientos revolucionarios en una serie de paises, estableciendo tendencias duraderas en el desarrollo del mundo.

Durante la guerra, la internacional social demócrata colapsó y sus partidos afiliados lanzaron su internacionalismo por la borda. Bajo el liderazgo de su presidente belga, Emilie Vandervelde, dieron apoyo activo a la guerra en nombre de sus paises respectivos. El sindicato internacional reformista colapsó aproximadamente al mismo tiempo.

Tras el final de la guerra, comenzaron los intentos de reconstruir las organizaciones internacionales. La internacional comunista fue organizada en un congreso en Moscú en 1919, como contin uación de la llamada internacional de Zimmerwald que había sido ya establecida durante la guerra. El sindicato internacional fue re-establecido el mismo año en un congreso en Viena, con el austriaco Friedrich Adler como promotor. Esta organización se fusionó con la internacional social-demócrata en 1923.

Por iniciativa comunista, el congreso de Moscú de 1921 fundó el llamado sindicato rojo internacional. Esta organización hizo grandes esfuerzos para atraer miembros sindicalistas revolucionarias , pero las organizaciones sindicalistas revolucionarias la rechazaron, al no quererse involucrar en un sindicato internacional conducido por un movimiento político, en este caso los comunistas.

Durante los días 25.12.1922 a 02.01.1923, delegados de diez paises, representantes de cerca de dos millones y medio de trabajadores organizados, celebraron un congreso en Berlín. Fue en este congreso donde se fundó la Internacional Sindicalista Revolucionaria, AIT.

El congreso no pudo, por cierto, trabajar sin disturbios. Hacía falta tener cuidado porque algunos de los delegados tenían que llegar hasta allí ilegalmente, sin el conocimiento de la policía. El primer día el congreso tuvo lugar en un edificio en las afueras de Berlín. El plan era continuar el congreso el día siguiente en otro sitio, pero la policía estaba sobre la pista así que los delegados hubieron de recibir un mensaje secreto para reunirse en un tercer lugar, en Nieder-Schönweide, otra zona de Berlín. El trabajo fue funcionando hasta la tarde, en que una patrulla de policía entró repentinamente en el edificio y quiso ver los papeles de identidad de los delegados. Los compañeros alemanes protestaron fuertemente y pidieron que la policía mostrara la documentación en que se le daban órdenes para esta actuación. No llevaban tales autorizaciones, de forma que la patrulla se retiró, dejando dos policías para vigilar. Los delegados del con greso, entonces, se apelotonaron para salir a la calle, empujaron y echaron a los policías y desaparecieron.

El congreso se reunió de nuevo el día siguiente, esta vez cerca de Alexanderplatz en el centro de Berlín, no lejos de los cuarteles de la policía.

En este edificio el congreso procedió sin interrupción durante varias jornadas. Pero un día, antes de mediodía, llegó un nuevo ataque policial. El edificio entero estaba rodeado de policías con rifles y con revólveres y granadas en sus cinturones. Entraron por la fuerza en la sala de reunión, donde los delegados levantaron gran alboroto y protestaron con fuerza. Un delegado que carecía de los papeles adecuados, saltó por la ventana y fue atrapado por la policía en la calle. Un delegado polaco que tampoco tenía papeles resistió a la policía pero fue puesto fuera de combate. Una delegada francesa se lanzó entonces y alcanzó con su puño a un oficial de policía en la cara. Fue arrest ada y trasladada con algunos otros compañeros a la prisión de Moabit. Todos y cada uno de los delegados fueron registrados cuidadosamente. Entre los delegados se encontraba Emil Manus, que representaba a Dinamarca y Noruega y Edvind Lindstam y Frans Severin que representaban a la SAC. También estuvieron presentes otros dos miembros de la SAC, no como delegados, sino como miembros individuales, pasando por Berlín en viaje a Paris. Más tarde fueron los bien conocidos autores Eyvind Jonson y Víctor Vinde, el último más tarde se convirtió en el editor deStockholmstidningen.

Tras todo esto, la policía dejó en paz la reunión y el congreso continuó. Fundó la Asociación Internacional de los Trabajadores (AIT) y IWMA en sus siglas inglesas (*desde 1974, IWA). La Internacional Sindicalista Revolucionaria siguió funcionando durante la Segunda Guerra Mundial, cuando las otras internacionales colapsaron y hoy día continúa con su actividad.

John Andersson
De “Solidaritet” Agosto-Septiembre 1959

*Notad la aclaración del Traductor (de NSF-AIT) sobre el nuevo
nombre IWA en el paréntesis.