Grupos

 

   71 FEV/2012

A PLEBE A.C.A.T. 

@ Órgão de Divulgação da Federação Operária de São Paulo (FOSP – Fundada em 1905 ) @

à SEM PARTIDO NEM PATRÃO! @ Ligada a Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.-I.W.A.) ß

            *Caixa Postal: 1933/CEP: 01009-972/São Paulo-SP* ( E-mail: fosp@cob-ait.net )

FASCISMO: POPULISMO, CORRUPÇÃO,

REPRESSÃO SOCIAL E SACRO-NACIONALISMO.

Há uma célebre frase do historiador católico britânico John Emerich Acton, conhecida como “Dictum de Acton”, numa carta dirigida ao bispo Mandell Creighton – sobre a história do papado, em 1887 - que dizia: “O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente.” Em sua  redação original: “Power tends to corrupt, and absolute power corrupts absolutely.”

 

Também há milhares de exemplos na história: na Antiguidade, o Império Romano, vivendo na opulência e luxúria sustentada por escravos; na Idade Média, a Igreja e os senhores feudais e suas guerras religiosas, usando os servos como bucha de canhão; na Idade Moderna a monarquia absoluta, que ressurge da reconstituição dos Estados nacionais, que enriquecia da exploração de seu próprio povo descamisado e dos escravos, arrancados a força da África;  e, até hoje, o Capitalismo Selvagem – infeliz consequência das revoluções anti-monarquistas, lideradas pela incipiente burguesía e seus políticos profissionais que levou à miséria artesões e camponeses, para suprir o exército de mão-de-obra proletária,e vem conduzindo a humanidade a essa longa guerra sem fim, as bombas nucleares (lembre sempre de Hiroshima e Nagasaki!) e nos trouxe até esse momento, graças as derrotas das Revoluções Sociais que buscavam a igualdade e liberdade, alardeada na Revolução Francesa de 1789 – desde a Comuna de Paris/1871, até a Revolução da Nicarágua/1989 e o masssacre na Praça da Paz Celestial (Tian'anmen), pelos Capitalistas de Estado do Partido Comunista Chinês/1989.

A partir do massacre da Comuna de Paris os monarquistas, a Igreja e os militares começaram a defender e difundir o Fascismo, o Integralismo (ou Nacionalismo Integral) e o Nazismo (ou Nacional-Socialismo), defendendo a velha ordem aristocrática, baseada na moralidade religiosa e seu culto ao pecado (mantendo a mulher como subalterna ao homem e o sexo para fins de reprodução, condenando a liberdade sexual e o homosexualismo), no nacionalismo, enquanto modo de discriminação (assim como o rascismo, a xenofobia e na discriminação pela loucura – que consagrou os Gulags criados na URSS e usados hoje na “repressão às drogas”, pelos governos municipais, estaduais e federais) e na defesa do Capitalismo. O próprio Fascismo surge como a mão suja da reação burguesa ao avanço da luta socialista em todo o mundo.

   Como no Brasil (caso USP), no Chile os estudantes lutando por ensino público são criminalizados e perseguidos.

Com a derrota do Eixo (Alemanha/Itália/Japão) na 2ª Guerra Mundial o fascismo mudou de ares, sendo absorvido como prática cotidiana dos chamados ‘governos democráticos’. Dessa forma o controle do Estado sobre a organização operária se mantém. Da mesma forma o conservadorismo moral e religioso foi sendo combatido pela juventude proletária. O movimento beatnik (Os Beatniks fizeram um movimento sócio-cultural nos anos 50 60 com um estilo de vida anti-materialista), que gerou o movimento hippie e o rock’n’roll entre os anos 50 e 60, assim como o Movimento Pelos Direitos Civis, anti-rascista (nos U$A), Contra a Guerra do Vietnan e o Movimentro Punk nos anos 60-70 – com o desenvolvimento dos movimentos anti-militaristas e anti-nucleares/ecológicos nos anos 80. Todos com características libertárias que levaram às revoltas nos Países na órbita da URSS, marcadamente na Hungria, Polônia e na Tchecoslovaquia (Primavera de Praga/1968) e, ao chamado Maio de 68, marcado por levantes e manifestações em vários países – culminando com a Greve Geral na França. No Brasil, com a Passeata do Cem Mil, no Rio de Janeiro, e no apedrejamento das autoridades políticas (governador, prefeito e ministro do Trabalho) e sindicalistas oficiais no 1º de Maio, na Praça da Sé/São Paulo.

Com a queda do Muro de Berlim o sistema de propaganda capitalista decretou o FIM DA HISTÓRIA e a vitória do Capitalismo. O reinado absoluto do neo-liberalismo (novo nome para o velho capitalismo selvagem) nos levou a atual crise econômica mundial, que se extende e se aprofunda desde 2002, e para a qual os capitalistas só vêem uma solução: o aumento da exploração, com a destruição dos direitos históricos, conquistados pela classe trabalhadora – o que só leva ao aumento da distância entre ricos e pobres e da miséria, fome e destruição da natureza. Isso conduz ao acirramento da LUTA DE CLASSES, entre trabalhdores, do campo e da cidade, e a burguesia/patronal + o Estado (sempre a serviço das elites!). O avanço do movimento operário mundial, com a Revolução Zapatista e Mangonista/México, a resistência da AIT-IWA e os levantes na Grécia e no mundo Árabe, demonstram isso.

Para combater o avanço do movimento operário mundial Estados e patrões apelam para suas velhas armas, a difamação de pessoas e organizações proletárias (como terroristas, drogados e pedófilos), reforçando os argumentos e iniciativas neo-nazistas – que secretamente apoiam e economicamente – como os grupos skinheads/carecas rascistas e homofóbicos e dos partidos neo-nazistas (França, Itália, Austria, Hungria, etc.). Por isso, no Brasil estamos assistindo a destruição da Autonomia Universitária – com a entrada da PM no campus da USP, levando a prisão e expulsão de estudantes (aos quais a PM deveria defender) estigmatizados como maconheiros e vândalos – mesmo argumento para justificar a militarização de regiões da cidade de São Paulo estigmatizados como ‘Cracolândia’, com o internamento forçado nos novos Gulags brasileirose a violência repressiva do aparato militar e jurídico, representação da essência do Estado, na desocupação da Favela do Pinheirinho, em São José dos Campos, com o uso de táticas aprendidas durante a ocupação do Haiti pela Minustah (liderada pelo Brasil).

CONTRA O IMPOSTO SINDICAL E O SINDICATO ATRELADO AO ESTADO!

CONTRA A PERSEGUIÇÃO A ASI/AIT-Sérvia! LIBERDADE AOS 6 DE BELGRADO!

LUTE CONTRA O FASCISMO, O RASCISMO E O PRECONCEITO!

Federação Operária de São Paulo (FOSP)

A Federação Operária de São Paulo (FOSP) é a única organização autônoma dos operários paulistas, fundada em 1905. Defendemos a Ação Direta e a Greve Geral de todos os trabalhadores, com o lema da I Internacional:                "A emancipação dos trabalhadores é obra dos próprios trabalhadores".

 

Atualmente em fase de reativação, assim como a Confederação Operária Brasileira (COB-AIT), com sindicatos livres do controle do Estado e dos patrões, como o Sindicato de Artes e Oficios Vários (SINDIVÁRIOS) restabelecidos em diversas cidades, lutando por reajuses salariais que garanta as necessidades de vida; a redução da jornada de trabalho para todas as categorias, tendo por objetivo final a libertação dos trabalhadores do jugo do Estado, do patronato e do capitalismo, e também do socialismo autoritário, por isso é contra a participação de partidos, resumida na frase: "nem ditadura do capital, nem ditadura do proletariado".

 

Associada a Confederação Operária Brasileira (COB), fundada em 1906, a  Associação Continental Americana dos Trabalhadores (ACAT/1929) e a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT/1864, reativada em 1922). Todas sindicalistas revolucionários, ou anarco-sindicalistas, com o objetivo final de chegar a Autogestão Generalizada e ao Comunismo Libertário, ou Anarco-comunismo, vertente do comunismo adotada pelos anarquistas. Num regime Comunista Libertário, o dinheiro, a propriedade privada e o Estado seriam abolidos e a sociedade seria organizada através de Federações de Trabalhadores que gerenciariam a produção e todas as esferas de decisão por meio da AUTOGESTÃO/democracia direta, sendo as unidades de produção geridas diretamente pelos próprios trabalhadores. Valeria a máxima “de cada um de acordo com suas capacidades, a cada um de acordo com suas necessidades".

 

FILIE-SE A FOSP/COB-ACAT/AIT ATRAVÉS DE SEUS SINDIVÁRIOS LOCAIS!

APOIE E DIVULGUE A LUTA PELA LIBERDADE E AUTONOMIA SINDICAL!

 

CONTRA O QUE LUTAR?

Ideias fundamentais do FASCISMO

 

1. Concepção filosófica. Apresenta o fascismo como ação (prática) e pensamento (ideia) político. Considera que toda a ação é contingente ao espaço e ao tempo, havendo no seu pensamento um "conteúdo ideal que a eleva a fórmula de verdade na história superior do pensamento" , no slogan franquista: "MORTE AO PENSAMENTO!". Diz que "para se conhecer os homens é preciso conhecer o homem e para conhecer o homem é preciso conhecer a realidade e as suas leis, não há um conceito de Estado que não seja uma concepção da vida e do mundo. Não existe nada fora do estado;

2. Concepção espiritual. É a partir de uma falsa"concepção espiritual" que o homem é definido pelo fascismo. Na sua concepção, o homem é um "indivíduo que é nação e pátria", o indivíduo sob o jugo do Estado; com "uma lei moral que disciplina os indivíduos e as gerações numa tradição e numa missão", acima do discernimento pessoal;

3. Concepção positiva da vida como luta. A sua "concepção espiritual" define-se por oposição ao materialismo filosófico do século XVIII; sendo anti-positivista. Pretende o homem activo e impregnado com toda a sua energia. O que se aplica ao indivíduo, aplica-se à nação; espírito de corpo e disciplina;

4. Concepção ética. Tem uma concepção ética da vida, dita "séria, austera, religiosa"; mas cultiva a lascívia e a corrupção; xenófobo,rascista e homofóbico;

5. Concepção religiosa. O homem é visto numa relação imanente com uma lei superior, com uma Vontade objetiva que transcende o indivíduo particular e o eleva a membro de uma sociedade espiritual, uma seita hierarquizada, disciplinada e fechada;

6. Concepção histórica. O homem é visto como um ser na história, em processo de evolução; teria, no entanto numa visão "realista", não partilhando o otimismo do materialismo filosófico do séc. XVIII que via o homem a caminho da "felicidade" na terra;

7. O indivíduo e a liberdade. A concepção fascista é definida como "anti-individualista", colocando o Estado antes do indivíduo; o liberalismo negou o Estado no interesse dos indivíduos particulares, o fascismo reafirma o Estado como a verdadeira realidade do indivíduo. Para o fascismo, tudo está no Estado - a sua concepção é totalitária. Para o fascismo, fora do Estado não há valores humanos ou espirituais, fora do Estado não há nada (Mussolini).

8. Concepção do Estado corporativo. "Não há indivíduos fora do Estado, nem grupos (partidos políticos, associações, sindicatos, classes)"; defende um corporativismo no qual os interesses são conciliados na unidade do Estado; diz-se contrário ao socialismo que reduz o movimento histórico à luta de classes e, analogamente, é também contrário ao sindicalismo.

9. Democracia. O fascismo opõe-se à democracia que entende a nação como a maioria, descendo o seu nível ao maior número; o fascismo considera-se, no entanto como "a mais pura forma de democracia se o povo for considerado do ponto de vista da qualidade em vez da quantidade", como uma "multidão unificada por uma ideia, que é vontade de existência e de potência: consciência de si, personalidade". O fascismo defende "uma democracia organizada, centralizada, autoritária", exercida através do partido único.

10. Concepção do Estado. Para o fascismo a nação não cria o Estado; é o Estado que cria a nação. Considera o Estado como a expressão de uma "vontade ética universal", criadora do direito, e "realidade ética". Na sua concepção é o Estado "que dá ao povo unidade moral, uma vontade, e portanto uma efetiva existência";

11. Realidade dinâmica. Na concepção fascista o Estado deve ser o educador e o promotor da vida espiritual. Para alcançar o seu objetivo, quer refazer não a forma da vida humana, mas o conteúdo, o homem, o carácter, a fé;

12. A filosofia do fascismo, tal como a definiu Mussolini, seria uma filosofia moderna e modernista. Na verdade, sempre aliado ao monarquismo, implica numa restauração da ordem nobiliária e aristocrática, anterior as revoluções do século XVIII e XIX.

 

 

 

SOLIDARIEDADE É UMA ARMA QUENTE!

Solidariedade aos trabalhadores da EULEN-ABB de Córdova

Desde 28 de Novembro, os trabalhadores da empresa de trabalho temporário EULEN (Flexiplan, em Portugal) contratados pela empresa ABB, permanecem em greve e acampados à porta da fábrica. Estes trabalhadores lutam contra a substituição nos seus postos de trabalho, após a ABB decidir transferir o contrato de com a empresa EULEN para a empresa EUROCEN, uma filial da ADECCO. Desta forma, a ABB pretende ver-se livre de trabalhadores incômodos, que durante dois anos não têm cessado de lutar pelos seus direitos.

 

A CNT/AIT-espanhola de Córdoba mantém há mais de 2 anos uma Seção sindical organizada na empresa EULEN, especialmente ativa na multinacional Asea Crown Bovery (ABB). Estes companheiros lutam há mais de 2 anos pela melhoria das suas condições de trabalho, reivindicando sobretudo a aplicação do convênio coletivo a que têm direito e o reconhecimento da relação laboral que os une à empresa ABB. Face a tudo isto, os trabalhadores e a CNT convocaram uma greve por tempo indefinido, desde o dia 28 de Novembro, com o objectivo de pôr fim à situação de despedimento ilegal, assegurar a estabilidade do quadro e, em último caso, a passagem de todos os trabalhadores para a nova empresa contratada. Esta é uma luta dos trabalhadores pela manutenção dos seus trabalhos.

 

Contra a repressão sindical!

Boicote à Lotto e à Finta!

Exigimos a readmissão de Ícaro e de todos os demitidos!

 

FF Mercantil, uma empresa de Araxá-Minas Gerais, responsável pelos produtos da marca FINTA e da italiana LOTTO, mantém os seus trabalhadores num regime de condições extremamente precárias de trabalho e recorre a repressão para que eles não se organizem para combater a exploração de que são vítimas: não recebem pelo trabalho em condições insalubres, expostos a calor excessivo, recebem menos que o salário mínimo e são assediados e humilhados.

 

No dia 22 de Março o trabalhador Ícaro Poletto, membro do SINDIVÁRIOS-Araxá, filiado à Federação de Trabalhadores de Minas Gerais (FOM/COB-AIT), foi despedido. Encontrava-se em luta com os seus companheiros pela exigência do cumprimento dos seus direitos. Os trabalhadores que não se submetem às continuam a ser alvo de repressão. Mesmo após o despedimento o companheiro Ícaro continuou como membro da Seção de trabalhadores da FF Mercantil, mantendo a luta e as reivindicações inicialmente apresentadas à empresa, ao mesmo tempo em que o seu sindicato iniciava uma campanha exigindo sua readmissão e promovendo um boicote geral às marcas Lotto e Finta, produzidas nessa fábrica. Com o despedimento de Icaro, a luta dos trabalhadores e trabalhadoras continuou na FF Mercantil, assim como também a repressão patronal: 6 trabalhadoras, que participaram de uma greve foi despedido. No total mais de 40 trabalhadores foram postas na rua. Atualmente a situação é muito delicada na medida em que a empresa ameaça com processos e prisões. Atualmente ameaça encerrar a sua fábrica de Minas Gerais para possivelmente se implantar noutro estado brasileiro aproveitando–se da guerra fiscal existente. Procurando sempre locais onde a exploração de mão-de-obra seja mais fácil e possa assim extorquir mais benefícios. A Lotto e a Finta regularmente aproveitam-se do proletariado para reduzir os custos de produção e assim aumentar seus lucros. Quando as condições já não são favoráveis ao interesse das empresas, estas facilmente se mudam. A FF Mercantil esteve inicialmente na cidade de São Paulo e mudou-se depois para Minas Gerais, dando início a um novo ciclo de exploração.

Devido à luta contínua em defesa dos direitos dos trabalhadores e pela campanha de informação sobre o que se passa nesta fábrica, a empresa acusou o companheiro e o seu sindicato, de difamação, levando-o a prisão e a julgamento em dezembro/2011. O movimento de solidariedade, com manifestações públicas e o apoio da COB/AIT conseguiu libertar o companheiro Icaro, livrando-o da acusação de difamação. Ao mesmo tempo a patronal continua com ameaças e perseguições aos trabalhadores. Atualmente ameaça fechar sua fábrica em Minas para se implantar noutro estado brasileiro. As ameaças e processos só revelam o desespero dos capitalistas perante os métodos de ação direta e apoio mútuo, consagrados na Associação Internacional de Trabalhadores (AIT) da qual fazem parte os companheiros da COB (Confederação Operária Brasileira).

Não pactuamos com a exploração, somos inimigos de todas as injustiças e apelamos ao boicote à Lotto e à Finta, sendo esta a nossa arma de denúncia. Exigimos a anulação das acusações ao companheiro Ícaro e ao seu sindicato, exigimos a readmissão de todos os demitidos pela FFMercantil, o fim das politicas de repressão contra a organização autogerida e livre dos trabalhadores e que se satisfaçam as reivindicações dos companheiros de Araxá:

 

·         Redução da jornada laboral para 8 horas de trabalho e a Adoção da semana de trabalho inglesa (SEGUNDA A SEXTA);

·         Pagamentos extraordinários por trabalho em condições insalubres e Instalação de dispositivos para reduzir o barulho e ocalor no interior da fábrica;

·         Participação nos lucros da empresa;

·         Respeito pelo direito de organização dos trabalhadores;

 

Contra a criminalização do sindicalismo, defendamos os nossos direitos como trabalhadores/as, defendamos a luta sindical.
Solidariedade com os/as trabalhadores/as da FF Mercantil!
Não comprem produtos feitos com trabalho escravo! Boicote as marcas LOTTO e FINTA!
Pela readmissão de Ícaro Poletto e de todos os demitidos!
Pela liberdade sindical!

 

Os grandes espíritos sempre encontraram fortes oposições de mentes medíocres. (Albert Einstein)

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