Grupos

 

74 Nov-Dez/2012 A.C.A.T 

@  Órgão de Divulgação da Federação Operária de São Paulo (FOSP – Fundada em 1905 )  @

àSEM PARTIDO NEM PATRÃO! @ Ligada a Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.-I.W.A.) ß

   
* Caixa Postal: 1693/CEP: 01009-972/São Paulo-SP*  ( E-mail: fosp@cob-ait.net ou profosp@bol.com.br)

O B

RASILDO CIRCO ELEITORA


Passado o período de caça aos votários podemos fazer um balanço do que aconteceu.

Primeiro, esclarecemos que não temos ilusões sobre o Estado e seu papel histórico: manter a sociedade ordenada – de fato dividida em classes que refletem seus papéis sociais –, mantendo o status quo do burguês-proprietário (latifundiários, banqueiros, empresários-industriais, especuladores de todo tipo), mantém o privilégio de uma minoria. Quem paga a festa é o pessoal do andar de baixo, que é quem produz toda a riqueza e o poder – concentrados nas mãos de poucos. Assim é o Estado, unindo a Violência Legal (a Polícia e as Forças Armadas) do Executivo (Prefeito, Governador, Presidente) com o Poder Legislativo (Parlamentos-Mercado de Negócios dos Interesses dos Grupos Organizados), sob a égide de um Judiciário viciado, por ser indicado próprio Executivo. No meio disso temos as eleições.

 

E tudo só para encobrir o que todo mundo sabe: quem manda é o patrão!

A lógica do Capital, do lucro a qualquer custo é o que impera. 

 

                          

A EMANCIPAÇÃO DOS TRABALHADORES SERÁ OBRA DOS PRÓPRIOS TRABALHADORES!

 

No topo as corporações multinacionais mantém o proletariado, os trabalhadores numa situação de constante ameaça de desemprego. Só por esse motivo a miséria não é extirpada! Todos lucram com isso: os banqueiros e financistas, os empresários e todos os especuladores. Só perde quem vive de salário. As eleições surgem como uma cortina de fumaça, buscando iludir que é o povo que manda. Como se abalizássemos todas as falcatruas, os aumentos de tudo e o arrocho no salário.

 

Assim o trabalhador, que até aqui foi quem produziu toda a riqueza, está em revolta na Europa (Grécia, Portugal, Espanha, etc.), como também deveria estar no Brasil, por que estamos sob um ataque feroz dos interesses capitalistas em todo o mundo, que querem levar sua rapinagem aos limites destruindo nossos poucos direitos. Lute por seus direitos!

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\clip_image010.jpg" cropright="2891f" croptop="3905f"> Recuperemos nossa inciativa rompendo o sectarismo político-partidário das Centrais Sindicais Oficiais, que só fazem manter o trabalhador dividido e desorganizado.                                                                                    

 

Devemos nos manter unidos, em ação direta operária no sindicalismo revolucionário, federalista, unitário e livre da Confederação Operária Brasileira, a Seção da AIT no Brasil.        (COB-AIT)      

 

                                                                                                    

                                                                                                               

                                                  
                                                          A FEIÇÃO MILITAr


                                          A INSTITUIÇÃO

O mais pronto recurso dos possuidores, na defesa contra os não possuidores, é a FORÇA BRUTA, a Violência Legal Organizada. Chamam a isso de Defender a Ordem.

A ORDEM, para eles, é a NÃO RECLAMAÇÃO. Eles permitem certos reclamos superficiais, que não perturbem ou contestem sua espoliação metódica. Se essa espoliação empobrece de tal maneira as massas, que torna insuportável a vida, surgem graves conflitos, motins e revoluções. Para sufoca-las o Estado, valendo-se da violência e da ignorância proletária, arregimenta suficiente número de soldados, paga-lhes o SOLDO, veste-lhes uma FARDA, e, resguardado por duros castigos e férrea disciplina, confia-lhes armas aperfeiçoadíssimas.

Assim são os próprios proletários, aliciados na Polícia, no Exército, na Marinha de Guerra, que sustentam os ricaços contra os pobres. Se os Trabalhadores chegassem um dia a compreensão desse fato, não se alistariam jamais como soldados. E, se os soldados se compenetrassem da verdadeira traição que praticam contra seus irmãos de miséria, deixariam as armas os as voltá-las-iam contra os ricos, contra os governo

                                                                  A DISCIPLINA E A HIERARQUIA

 

Para conseguir dos soldados, ex-homens, essa passividade de besta, profundamente irracional, esse automatismo de máquina mortífera, o Estado emprega especiais processos para criar-lhes a mentalidade de escravos. O conjunto desses processos chama-se disciplina. Pela instrução militar, habitua-se a servilidade sob comando. Manda-o perfilar-se, dar meia-volta, apresentar armas, fazer alto, marchar, exigindo regularidade perfeita, mecânica, nos movimentos. Enfiando-lhes uma farda vistosa, com perneiras, talabarte, cinturão, quepe, DIFERENTE DOS OUTROS, classe especial, não trabalhadora, não povo

Depois, constrói uma escala de postos, com ordenados crescentes e crescentes autoridades, fazendo assim da malícia carreira e viciando os indivíduos no vício de ‘mandar’, de ser ‘superior’.

Pela disciplina o soldado não tem opinião, não pode julgar nem discutir os atos do seu superior. Comete assim, muitas vezes, monstruosos crimes, por que a disciplina lhe tirou toda independência moral.

(José Oiticica – Extraído d’O COLETIVO LIBERTÁRIO /1986)

EDGAR RODRIGUES VIVE!

Autor de dezenas de obras e centenas de artigos sobre a história e o ideal anarquista no Brasil e em Portugal, Edgar foi o maior e o mais importante difusor da cultura libertária desde o final dos anos 60 quando publicou, sob a ditadura militar, a trilogia tornada clássica e indispensável em nossos dias: “Socialismo e Sindicalismo no Brasil, 1675/1913”, “Nacionalismo e Cultura Social, 1913-1922” e “Novos Rumos, 1922-1945”.


Edgar foi também fundador e um dos principais fomentadores do arquivo destinado ao desenvolvimento dos militantes do Movimento Pela Reativação da COB/AIT (hoje em litígio com o Grupo Projeção, que reivindica sua propriedade privada), para o qual, não obstante sua obscura expulsão, destinou partes substanciais de seu precioso acervo pessoal reunido ao longo de uma vida e com duros esforços.

                                                                      


A jovem geração anarquista que inicia sua s práticas em meados dos 70, que levaram a reabertura do Centro de Cultura Social de São Paulo nos anos 80, certamente não saberia passar sem Edgar Rodrigues. Esta geração lhe é grata pela generosidade com a qual ele sempre soube lidar com o patrimônio cultural do anarquismo e por seu trabalho incansável de resgate da história e da memória anarquista e da reativação da COB-AIT.

Edgar que se foi aos 88 anos estará sempre presente para nós por meio de suas obras, por sua tenra lembrança e por uma vida dedicada ao anarquismo.

 

    (BASEL- Biblioteca e Arquivo Social Edgard Leuenroth)

 

em 2011

O estado de São Paulo registrou 464 mortes em decorrência de acidentes de trabalho

 

Levantamento da Vigilância Sanitária Estadual indica que as principais causas dos óbitos foram os acidentes de trânsito, quedas de edifícios, exposição à corrente elétrica e ferimentos causados por objetos lançados ou em queda.

Desde 2006, 1.75 mil trabalhadores perderam a vida durante o expediente.

Durante todo o ano, foram notificados 55,4 mil acidentes ocupacionais no estado, sendo que os gestores municipais de saúde não precisam ser informados das ocorrências de menor gravidade. Além do elevado índice de intoxicação, há registros de câncer relacionado ao trabalho, transtorno mental e perda auditiva induzida por ruído.

Na semana passada, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou um estudo destacando que dos 500 mil casos de câncer registrados no país todos os anos, ao menos 25 mil têm relação com o trabalho exercido pelo paciente.

Segundo o Inca, a exposição a produtos químicos e a falta de equipamentos de segurança adequados estão entre os causadores de mais de 19 tipos de tumores malignos.

(Jorge Américo, da Radioagência NP)

Os campos de concentração contra anarkistas nos anos 20

Clevelândia, o Inferno Verde

 

Clevelândia do Norte é o lugar de um episódio pouco conhecido da história amapaense e brasileira. Fica localizada no município de Oiapoque, no Amapá, extremo norte do Brasil. Esta localidade, durante os anos 20 do século passado, foi instituída como colônia penal, para onde foram mandados os agitadores políticos, de diversos movimentos de caráter "subversivo".

A criação e o funcionamento da Colônia Penal de Clevelândia do Norte é conseqüência direta dos reflexos da conjuntura política nacional e internacional de repressão ao anarquismo e ao comunismo a partir de meados da década de 20. Essa época no Brasil foi marcada por grandes agitações sociais e culturais, assim como a Semana de Arte Moderna, a fundação do Partido Comunista brasileiro, em 1922, o Movimento Tenentista, as campanhas anarco-sindicais e por aí vai.

Clevelândia do Norte, situada na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, foi pensada como um núcleo colonial, na perspectiva da ocupação do território, ao norte do Amapá, que até então era território integrado ao Estado do Pará. Clevelândia foi inaugurada oficialmente em 5 de maio de 1922, recebe este nome em homenagem ao presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland.

Em meados de 1924, já no governo de Artur Bernardes, que governou o país sob estado de sítio, amontoavam-se sob custódia do governo federal centenas e centenas de presos em navios aportados em ilhas próximas do litoral do Rio de Janeiro: cárceres provisórios. Clevelândia do Norte foi indicado como um dos lugares que melhor serviriam para uma colônia penal: seu total isolamento dentro da floresta virgem, e a provável recusa dos outros estados em aceitar presos políticos dentro de seus territórios.

Diante das intensas agitações que desestabilizavam o governo vigente, o presidente Artur Bernardes (1922 ? 1926), que representava os preceitos dos interesses oligárquicos, transformou o que era uma colônia agrícola em colônia penal, tornando-a o que passou a ser denominado "Inferno Verde". É a partir de 1924 que os primeiros navios-prisão lotados de prisioneiros começam a chegar em Clevelândia do Norte. Sendo a maioria dos presos anarquistas, tenentes rebelados, e todo tipo de pessoa que fosse considerada perturbador da ordem. Estes foram submetidos a duras condições de sobrevivência, sendo vítimas de violência policial, epidemias, trabalhos forçados e fome.

Foram levas sucessivas entre fins de 1924 e meados de 1925. Com os que se evadiram (262 fugas registradas, quase 28% dos presos), surgem denúncias, publicadas às vezes em outros países, driblando a censura, falando dos obstinados que teimavam em se organizar, como o núcleo de anarquistas, mesmo dentro da colônia penal.

Domingos Passos, Biófilo Panclasta, Antônio Alves da Costa, Antônio Salgado da Cunha, Nicolal Parado, Domingos Brás, Nino Martins e outros nomes de importantes lideres anarco-sindicais foram enviados para o "Inferno Verde".

Segundo Alexandre Samis, no livro 'Clevelêndia: anarquismo, sindicalismo e repressão política no Brasil', o primeiro anarquista a escapar do "Inferno Verde" foi o pinto e decorador Pedro Aleves Carneiro, em 17 de fevereiro de 1925, rumo a Belém. As fugas se faziam pela Guiana e, especialmente, por Saint George.

Com o fim do governo Artur Bernardes, a censura diminuiu consideravelmente, e aumentam o número de denúncias sobre as deportações.

Tendo sido Clevelândia do Norte palco destes fatos, há quem a considere forte fator de desestruturação dos movimentos anarquista, comunista e tenentista da década de 20. Centenas de prisioneiros políticos foram vítimas fatais do episódio.

Após a anistia dos presos sobreviventes, o movimento sindical e a efervescência dos movimentos sociais, especialmente o anarco-sindicalismo, não seriam mais os mesmos. A República conseguiu bloquear a resistência popular, prendendo e eliminando seus líderes.

                                                         

Ainda assim o movimento anarcosindicalista se reorganizou e conseguiu sair vitoriosa contra a tropa dos fascistas GALINHAS VERDES integralistas, expulsando-os da Praça da Sé em 1933. A FOSP só vai ser dissolvida depois do fiasco da Intentona Comunista, nome pomposo dado a uma tentativa de quartelada pelo PCB em 1935, que deu a desculpa que Getúlio Vargas precisava para estabelecer sua ditadura, chamada de ESTADO NOVO, que só viria a cair com a derrota do Eixo na 2ª Guerra Mundial.

 

Marcelo Prata - FOSE/COB-AIT

http://nucleoprocobaitemsergipe.blogspot.com.br/2012/08/campo-de-concentracao-no-brasil-e.html

 

 


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