Grupos

"Nós, do Centro Acadêmico de Cîências Humanas da Unicamp, tomamos conhecimento da luta que vem se desenhando na PUC pela reivindicação da licenciatura nas ciências sociais. Achamos que está é uma importante bandeira democrática, principalmente após a aprovação da disciplina de sociologia no ensino médio, e que só pode ser obtida através da mobilização dos estudantes; sem quaisquer ilusões de que a burocracia acadêmica possa ser aliada dos estudantes nessa questão. Saudamos os companheiros pela luta e desejamos vitória. Saibam que as forças do CACH-Unicamp estão à disposição sempre que necessário."

 

CACH - UNICAMP (Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Universidade de Campinas)

 

 

 

 

"Nós do Centro Acadêmico Florestan Fernandes do Curso de Ciências Sociais da Unesp de Araraquara, nos solidarizamos com a luta dos estudantes de Ciências Sociais da PUC-SP em sua luta pelo retorno da licenciatura ao currículo. Entendemos o papel fundamental que pode cumprir os professores de sociologia na escola, transformando as relações superficiais da sociedade que vivemos. Para nós, é muito importante que os estudantes tomem para si essa luta e a partir de sua própria organização estejam na dianteira desse processo. Em nosso curso onde a reforma retirou disciplinas fundamentais em troca de estágios obrigatórios e práticas que não colaboram para uma melhor formação do professor."

 

CAFF -UNESP (Centro Acadêmico Florestan Fernandes da UNESP de Araraquara)

 

 

 

REPRESENTANTES / DELEGADOS

12:00 @ 23/03/2010

"A única maneira de conseguirmos a licenciatura, sem aumentar o já absurdo preço das mensalidades e sem sucatear a grade curricular com a retirada de créditos acadêmicos da carga teórica das disciplinas, é através da luta e da organização democrática de nós estudantes. Elegendo representantes/delegados de cada sala de aula e período do curso de Ciências Socias para compor a comissão didática e fazer valer a nossa representação de fato direta na vida acadêmica e política da Universidade, que atualmente nos é retirada pela estrutura de poder da PUC-SP e seus orgãos superiores. Os representantes/delegados irão garantir não só o debate e a discussão de forma mais ampla em todas as salas de aula, mas também farão com que os estudantes tenham o controle do processo e façam avançar a sua luta. Chamamos os estudantes dos outros cursos a se unirem a essa luta, agregando também suas pautas e difundindo esse método de organização que iniciamos na Ciências Sociais, porque é assim que iremos conseguir nossas demandas."

 

Felipe Campos, militante do Movimento A Plenos Pulmões e representante discente do Conselho da Fac. de Ciências Sociais. 

"Nós, do CACS, nos colocamos em total apoio a luta dos companheiros de PUC, que se colocam em luta para que nós estudantes possamos tomar em nossas mãos rumo de nossas grades curriculares.

 

Aqui em Marilia, o curso de Ciências Sociais recentemente passou por uma reestruturação curricular, esta por sua vez foi feita pelo alto, sem que os estudantes pudessem discutir de forma profunda para que serve a Ciências Sociais, ou qual o conteúdo queriam ter, não conseguimos travar uma luta para questionarmos os conteúdos do curso. Essa reestruturação se deu de forma totalmente burocrática, se pautando apenas por leis, e por interesses de um infima minoria, o que habitualmente acontece dentro das Universidades, que tem um caráter  anti democrático. Para além das disputas departamentais, que em nenhum momento se preocupam em discutir com o conjunto da Academia.

 

Diante disso, nós do CACS, colocamos a necessidade de questionarmos as grades curriculares do nosso curso, e acreditamos que é fundamental que todos as entidades tenha essa perspectiva. E portanto, a luta dos estudantes da PUC-SP, se coloca num marco muito importante, servindo de exemplo a todos nós estudantes.

 

É necessário um discussão profunda para que serve os nossos curso, se servem apenas ao capitalismo, e uma infima minoria da sociedade, ou se deve servir a classe trabalhadora e ao povo pobre, que é a ampla maioria da sociedade. E se temos essa perspectiva de colocarmos nosso curso a serviço da maioria da população, é necessário lutarmos por uma mudança radical das  nossas grades curriculares. "

 

CACS - UNESP ( Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UNESP de Marília)

 

"Nós, mulheres militantes do grupo Pão e Rosas da PUC, declaramos nosso apoio ativo aos estudantes do curso de Ciências Sociais em luta pela volta da licenciatura em seu currículo que anos atrás foi retirado da grade curricular do curso, de forma arbitrária e impedindo assim que os estudantes pudessem optar pela opção profissional de se tornarem professores. Nós do Pão e Rosas reivindicamos também a inclusão no currículo do curso, como matéria obrigatória, de disciplinas que tratem da questão da mulher com um viés marxista, por entendermos que a opressão da mulher é muito útil ao capitalismo e que é de extrema importância discutir e aprofundar esse tema para que possamos compreender que um dos passos mais importantes para a superação da opressão às mulheres é a superação do sistema capitalista. A partir disto, defendemos uma ampla discussão com estudantes, professores e funcionário pela reformulação do currículo de Ciências Sociais para que o curso discuta os problemas da sociedade, contribuindo para o fim da opressão e exploração na mesma.

Este não passa de mais um motivo para tomarem pra si a opção de se tornarem professores."

 

 

 

Grupo de Mulheres Pão e Rosas

 

 

 

"O currículo das Ciências Sociais partilhado entre os interesses da burocracia acadêmica que impede os estudantes de exercer a profissão de professores é completamente questionável. É comum em vários cursos a prática de se reformular a grade curricular conforme as necessidades econômicas e políticas de um punhado de acadêmicos privilegiados pela Igreja deixando o conjunto dos estudantes de fora do processo. O resultado disso na Ciências Sociais é que se formulou um currículo sem licenciatura que impede que os estudantes tenham seu direito em escolher ser professor, como se a pesquisa e a prática pedagógica fossem incompatíveis entre si. É uma separação completamente artificial inventada pela direção da faculdade e pela Igreja que diziam defender a interdisciplinarida de quando impuseram o chamado “redesenho institucional” à força na PUC. Defendemos completamente a reforma curricular com decisão direta dos estudantes, os maiores interessados não podem ficar de fora do processo, é o único meio de incluir de fato a cada curso existe uma necessidade própria dos estudantes em responder problemas que se colocam tanto no campo do conhecimento quanto no social que não são encontrados qualquer respaldo nos temas que normalmente as burocracias licenciatura sem depreciar a grade atual e sem aumento nas abusivas mensalidades. Uma vez que em acadêmicas financiadas pelas fundações privadas gostam de adotar em seus currículos e aprovar em seus temas de pesquisa. Nós do Communards através da defesa teórica e ideológica que fazemos do marxismo na Universidade, acreditamos ser fundamental a completa transformação da nossa grade curricular, não só estreitando o seu dialogo com a juventude trabalhadora e o povo pobre, mas também defendendo a teoria revolucionária e transformadora nos curriculos. "

 

 

 

Grupo Communards de ação direta e estudos marxistas da PUC-SP

"Há alguns anos, a reitoria da PUC vem sucateando diversos cursos para a garantir seus lucros. No Serviço Social, em 2007, diversas disciplinas importantes como economia política, direito, etc., foram arrancadas do curriculo. Na Ciências Sociais não é diferente. Na última reforma curricular do curso, que retirou da grande dos estudantes as matérias da licenciatura, o departamento alega que o ensino na PUC é qualitativo demais para formar simples "professores de ensino médio" e que os estudantes que saem da PUC tem que seguir carreira acadêmica ou como pesquisadores.

 

 

Todas essas medidas acabam por elitizar mais o ensino atacando as grades curiculares.

Não devemos permitir que a reitoria, junto com a Igreja nos digam o que devemos ou não fazer com nossos diplomas tirando disciplinas de nossos currículos.

 

Nós, do Centro Acadêmico de Serviço Social  nos colocamos completamente ao lado de todos os estudantes de Ciências Sociais na luta contra o sucateamento do ensino superior!"

 

 

CASS - PUC/SP (Centro Acadêmico de Serviço Social)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais um motivo, para licenciatura em nosso curso.
Foi publicado no dia 15/09 no Diário Oficial do Estado a autorização para
para contratação de mais de 10.000 professores, resta aguardar o edital para saber
mais informações sobre as vagas.

Segue abaixo a parte a que me refiro:



"Atos do Governador
DESPACHO DO GOVERNADOR,
DE 14-9-2009
No processo SE-299-09 (CC-65.980-09), sobre abertura
de concurso público: “Diante dos elementos de
instrução do processo, das manifestações das Secretarias
de Economia e Planejamento e da Fazenda, do
pronunciamento favorável do Presidente do Comitê de
Qualidade da Gestão Pública e à vista do disposto no
Dec. 54.556-2009, autorizo a Secretaria da Educação a
adotar as providências necessárias visando à abertura
de concurso público para o provimento de 10.083 cargos
vagos de Professor Educação Básica II, relacionados
às fls. 3/208, mais os que vierem a vagar e os que
forem criados dentro do prazo de validade do concurso
público, observadas as disponibilidades orçamentárias e
obedecidos os preceitos legais e regulamentares atinentes
à espécie.”

 

Link: http://www.udemo.org.br/Despacho%2015_09_09.htm
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Lei obriga escolas de ensino médio a oferecer aulas de sociologia e filosofia.


Medida deve criar 15 mil vagas de emprego, segundo sindicato.


Luísa Brito Do G1, em São Paulo


A partir deste segundo semestre de 2007, escolas de ensino médio de todo o país devem incluir conhecimentos de sociologia e filosofia em suas grades curriculares. A medida, prevista numa resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), deve gerar pelo menos 15 mil novas vagas no mercado de trabalho de quem se forma em licenciatura em ciências sociais, profissão tema do Guia de Carreiras desta semana.


A perspectiva da quantidade de empregos é do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo (Sinsesp). Segundo dados da entidade, atualmente, 10 mil licenciados em ciências sociais já dão aulas no ensino médio, e outros 2 mil na graduação. Antes mesmo da resolução do CNE, 17 estados no país já ofereciam aulas de sociologia a seus alunos.



De acordo com Lejeune Mato Grosso de Carvalho, vice-presidente do sindicato e professor universitário, desses estados, alguns contam com aulas só no ensino público e outros também na esfera privada. Na visão dele, as demais unidades da federação devem se adaptar à nova determinação até o início do próximo ano, pois teriam dificuldade de incluir uma nova disciplina no currículo no meio do ano.


A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, por exemplo, já está fazendo estudos para analisar se é viável a inclusão das disciplinas no ano letivo de 2008 ou se será necessário um prazo maior, segundo informou a assessoria de imprensa da instituição. A resolução de número 4, de 16 de agosto de 2006, previa que as escolas deveriam se adaptar à medida no prazo de um ano.


A resolução, no entanto, não determinou que carga horária as disciplinas devem ter, nem que conteúdo deve ser ministrado. Segundo o CNE, essas e outras questões devem ser regulamentadas por cada estado. “Outro problema é a falta de livros didáticos, pois só existem seis de sociologia no país”, diz Carvalho.

Segundo ele, em um encontro de sociólogos realizado recentemente, foi decidido que a categoria vai pedir ao Ministério da Educação (MEC) que seja criado um grupo de trabalho para discutir essas questões.


Formação e mercado

Além da licenciatura, o aluno também pode se graduar em bacharelado. Neste caso, para exercer a profissão, é preciso tirar o registro na Delegacia Regional do Trabalho. O Sinsesp estima que haja 40 mil sociólogos no país. Desses, 15 mil estão concentrados em São Paulo.

 


De acordo com os especialistas, o bacharel tem formação ampla e campo de trabalho bastante diversificado. Uma área que gera empregos, por exemplo, é a de pesquisas de opinião, de mercado e sociais, na qual o profissional planeja o levantamento, elabora questionários, analisa resultados, treina pesquisadores de campo, entre outras funções. A demanda por profissionais, segundo Carvalho, deve aumentar no próximo ano por causa das eleições para prefeitos e vereadores.


“A pesquisa é importante para as cidades contemporâneas porque elas requerem cada vez mais informações para se autogerarem”, explica o professor Tom Dwyer, presidente da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS). Há também o trabalho na pesquisa científica principalmente em universidades e órgãos governamentais.


Outras áreas de atuação são as de políticas públicas, elaborando medidas que podem ser aplicadas pelos governantes, e o setor de planejamento urbano. Segundo especialistas, há ainda muitos sociólogos que atuam em assessorias de políticos e parlamentares.


Um sociólogo pode trabalhar também em sindicatos, fazendo pesquisas sobre o perfil da categoria, por exemplo; em reforma agrária, com assentamentos e áreas de conflito; na área de meio ambiente, com a elaboração de relatórios e estudos de impacto ambiental, avaliando relatórios e pareceres técnicos e conduzindo pesquisas e análises.


Há ainda a área de lazer e entretenimento, onde o sociólogo trabalha na produção de projetos para o governo, instituições da sociedade civil e organizações não-governamentais. O G1 entrevistou um profissional dessa área, o diretor regional do Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc-SP), Danilo Miranda, leia aqui


Link:

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL84201-5604-8715,00.html



"A necessidade da retomada do debate sobre a Licenciatura no curso de Ciências Sociais parece-me, neste momento, uma afirmação óbvia. Dois movimentos parecem ter impulsionado novamente o tema: 1) a lei federal que ampliou os espaços formais para a atuação docente do sociólogo no ensino médio e 2) a mobilização discente que enxerga nesta atividade profissional possibilidades que vão para além do atendimento às demandas do mercado. Afirmar que o debate é urgente não é o mesmo que afirmar que há uma solução clara, ao menos para mim, no horizonte próximo. As formações de pesquisadores e de professores ainda são apresentadas como atividades de vocações distintas, exigindo assim posturas, programas e reflexões também distintas. O primeiro desafio, quem sabe, é o de encontrar os acertos e os equívocos de tal separação. Sou favorável, então, à retomada deste debate nas Ciências Sociais, até por entender que o desafio que temos pela frente é enorme."

 

Vitor Marchetti
Prof. do Departamento de Política da PUC-SP

"Estou de Acordo que seja reaberto o processo de discussão sobre a licenciatura de Ciências Sociais e que as partes interessadas encontrem uma solução favorável as revindicações dos alunos"

 

Prof Dr Edmilson Bizelli - Dep Sociologia - PUC/SP

 

 

Curso de graduação em Licenciatura – PUCSP

  

Entendo que a criação de um Curso de graduação em Licenciatura pela Faculdade de Ciências Sociais da PUCSP seria muito importante sob vários aspectos.

 

A criação do curso de licenciatura em ciências sociais atenderia ao novo paradigma que procura articular de modo constitutivo teoria e prática em todas as atividades previstas para a formação dos cientistas sociais, preparando-os para enfrentar os desafios presentes na educação escolar.

 

Do ponto de vista pedagógico - a valorização do magistério e a elevação do padrão de qualidade da formação e, portanto, do exercício profissional dos licenciados.

 

Além disso,  deve-se ressaltar  que a Faculdade de Ciências Sociais da PUCSP, cujos cursos de bacharelado e pós-graduação se destacam pela capacidade de reunir o alto nível acadêmico de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão com a abordagem de problemas candentes da sociedade brasileira e do mundo contemporâneo.

 

A Sociologia é uma disciplina fundamental na construção da transversalidade do currículo porque permitem a discussão de  temas do cotidiano da vida dos novos segmentos sociais que chegam ao ensino médio.

 

 

Deve-se ressaltar a importância de iniciativas de criação de novos cursos para a democratização do acesso ao ensino superior de excelência oferecido pelas universidades, em geral, e pela PUCSP, em particular.

 

 

 

 A criação do curso de Licenciatura, abriria novas possibilidades para as Ciências Sociais, já que constituiria um canal direto de comunicação entre o ensino superior e os demais níveis de ensino.

 

 

                                                           Profa. Dra. Carla C Garcia