Grupos

A vida acontece em grupos.

Já são bastante conhecidas pela sociedade as pesquisas do SEBRAE que demonstram que 50% das pequenas empresas iniciadas no Brasil quebram nos dois primeiros anos de vida, e 70% fecham as portas em até cinco anos. Temos muitas causas para esse fato, como o desconhecimento do mercado por parte dos empresários, falta de capital de giro, carga tributária, concorrência acirrada dentre outros motivos. No entanto, muitas empresas também sobrevivem e nas últimas décadas, no Brasil, organizações empresariais cresceram, tornaram-se grandes, e deram muitos frutos, conquistando mercados, fidelizando clientes e tornando seus produtos e serviços diferenciados e inovadores.

 

O planejamento estratégico é uma das grandes bases das empresas que sobrevivem e alcançam o sucesso em qualquer lugar do mundo. Na gestão moderna, é preciso necessariamente que os líderes estejam sempre pensando estrategicamente, definindo seus planos de negócios, suas estratégias para todas as áreas da empresa e para a organização como um todo. As perguntas básicas devem ser: onde queremos estar no futuro e como trabalharemos para chegar lá? Qual a nossa proposição de valor para o cliente? Quais os possíveis cenários para os próximos meses, para os próximos anos? Quem são os nossos concorrentes? Quais as pessoas que nós precisamos? Como devemos executar a estratégia?

 

Dessa maneira, o objetivo básico da estratégia é ganhar a preferência dos clientes e criar uma vantagem competitiva sustentável, gerando lucro suficiente para os acionistas e para o desenvolvimento contínuo da organização. Define uma direção para o negócio e o posiciona para seguir nessa direção (Bossidy e Charan, 2004). É nesse momento que a empresa busca compreender realmente o seu negócio, e definir como ela oferecerá com lucratividade valor superior sustentável aos seus clientes. 

 

A pesquisa com as pequenas e médias empresas que mais crescem no Brasil realizada pela Deloitte e a Revista Exame também indica a importância do planejamento para o crescimento e sucesso empresarial. A maioria das empresas que participou da pesquisa possui um plano formal de negócios – 60% delas – porém esse índice sobe para 71% quando consideramos as organizações que registraram uma expansão de mais de 100% nos últimos anos (2003-2005), dentro do grupo das 100 empresas que mais cresceram no país.

 

No entanto, o processo não deverá parar por ai. Além de definir uma direção para a organização, precisamos ter em mente a prática da disciplina da execução, com a realização do planejamento enfocando os “comos” da execução da estratégia, ou seja, focando a execução dos planos propostos, acompanhando de perto as ações dos grupos de trabalho e os resultados que surgem. O alinhamento da estratégia com todas as pessoas que colaboram com a organização, é fundamental para a realização de uma execução bem feita. 

 

A cultura de execução é a base dos modernos modelos de gestão empresarial. Ela tem a finalidade de interligar os três processos-chave de uma organização, que são o processo da estratégia, de pessoas e operações. A essência do funcionamento de um negócio é a forma como são interligados os três processos e os líderes precisam dominar completamente os processos individuais e a maneira como eles funcionam como um todo.

 

Como enfatizam Bossidy e Charan no livro Execução, os líderes das empresas de sucesso precisam colocar em prática a disciplina da execução, o que significa estar envolvidos intimamente nos três processos-chave e, consequentemente, ter o conhecimento aprofundado do negócio da empresa.  De acordo com o professor de gestão da London Business School, Patrick Barwise, “não existem empresas de fato bem-sucedidas que não sejam muito boas na execução, e nós acreditamos que esse aspecto quase sempre é mais determinante do que a estratégia (Barwise, 2006)”. 

 

A execução é um processo sistemático de discussão exaustiva de como colocar em prática as estratégias da organização, questionando e levando adiante o que foi decidido e assegurando que as pessoas terão sua responsabilidade específica pela execução. Isso inclui elaborar hipóteses sobre o ambiente de negócios, avaliar as habilidades da empresa, ligar estratégia a operações e às pessoas que irão implementá-la, sincronizando essas pessoas e suas várias disciplinas e atrelando incentivos à resultados. É uma forma de expor a realidade e agir sobre ela (Bossidy & Charan, 2004). Dessa maneira, os líderes que praticam a cultura da execução conseguem colocar em prática – executar – todos os planos propostos para a empresa, fazendo com que a estratégia da organização possa ser cumprida, gerando, consequentemente, os resultados esperados.

 

E na sua empresa? As pessoas estão transformando estratégia em execução? Os líderes estão literalmente colocando a “mão na massa”? O que está faltando?


José Guilherme Said

É Preciso saber viver...

11:48 @ 22/03/2008

 

“É preciso saber viver!”, é o famoso refrão da música de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, gravada na década de 70.


Estudiosos das mais diversas áreas de conhecimento vêm desenvolvendo pesquisas e divulgando suas teorias sobre como obter uma melhor qualidade de vida neste mundo tão caótico e estressado no qual estamos vivendo.


Milhares de livros são publicados todos os anos, exaltando a importância de uma alimentação mais saudável, da prática regular de exercícios físicos, meditação, busca da espiritualidade, tranqüilização dos pensamentos e várias outras técnicas e tendências. Tudo isso é muito bom, é verdade, e se colocado em prática pode temporariamente levar o homem a um maior equilíbrio físico-mental e a sensação de um certo (e às vezes incerto) bem-estar.


No entanto uma melhora geral não consegue se sustentar por muito tempo, caso não seja acompanhada por outras atividades mais valiosas e ligadas ao âmago mais profundo de um ser humano: a sua alma. A falta de uma ligação maior com tudo aquilo que diz respeito à alma, ao espírito, e dessa maneira, às Leis de Deus e à sua Vontade, acelerou nesses últimos séculos o crescente materialismo, levando a humanidade a um estado de completa perturbação, miséria, estresse e desesperança.


Sim, é preciso saber viver! Mas para isso seria necessário cumprirmos os nossos deveres como seres humanos e nos enquadrarmos novamente às leis naturais desta Criação. No entanto não demos continuidade ao elevado saber desenvolvido pelos povos antigos, os quais tinham um maior conhecimento daquelas leis, nem atentamos com humildade às palavras daqueles que vieram em missão neste planeta mostrar como deveríamos viver. Suas doutrinas foram conspurcadas, alteradas e superficialmente interpretadas, escolhendo a humanidade um diferente e triste caminho, que, como podemos ver hoje, não poderia ter sido pior.


Para um retorno do real equilíbrio e da completa paz interior é preciso que procuremos alimentar corretamente não apenas o nosso corpo, mas também o nosso espírito, buscando com toda energia as respostas àquelas questões mais profundas que dizem respeito a nossa própria existência: De onde viemos? Para onde vamos? Quem somos?


Como esclarece Abdruschin, na Mensagem do Graal, “É dever sagrado do espírito humano pesquisar por que se encontra na Terra, ou por que motivo vive nesta Criação à qual se encontra ligado por milhares de fios”. E mais adiante conclui: “Entretanto, são apenas poucos os seres humanos que conseguem, penosamente, libertar-se a tal ponto da preguiça de seu espírito, para se ocupar sinceramente em pesquisar qual a sua finalidade na Terra”.


Analisando a história mundial nos dois últimos milênios, vemos que essa preguiça espiritual dominou a maior parte da humanidade terrena, ocasionando uma inenarrável queda da qualidade de vida em todos os países. O século XX – o século das guerras - está aí para nos mostrar que a nossa espécie esqueceu completamente da sua boa e nobre origem espiritual, preferindo se deixar arrastar facilmente - e sem resistência - por todas as fraquezas que o cérebro humano cultivou.


Esquecemos que saber viver é saber por que se está neste Universo e como se deve agir dentro dele. Não é acaso, como muitos preferem imaginar, entregar-se irrefreavelmente a toda sorte de divertimentos e comodidades, numa vida totalmente despreocupada, que nos mantêm esquecidos de nossas reais obrigações como hóspedes deste mundo.


Em segundo lugar, e aliada à procura de respostas, é preciso que coloquemos realmente em prática a nossa religião, seja ela qual for, vivenciando-a em nosso dia-a-dia com o nosso próximo e com toda a natureza e os seus seres, sempre tendo em vista a nossa elevação ética e moral e a preservação do planeta. Uma Terra mais equilibrada não poderá ser construída sem a utilização da Lei do Amor, tão evidenciada por Jesus, Buddha, Maomé e por vários outros sábios e mestres que por aqui passaram.


Assim, estaremos com o tempo aprendendo – verdadeiramente - a saber viver, considerando finalmente todos os aspectos que precisam ser levados em conta para obtermos um contínuo progresso em nossa qualidade de vida sem esquecer da necessária movimentação constante tanto do corpo como do espírito que no fundo não quer descanso enquanto não encontrar o sentido do verdadeiro saber viver...


José Guilherme Said é consultor em gestão empresarial e coordenador do Portal SóCultura.com.