A crise do capital e a urgência da revolução social
16:07 @ 25/04/2009
Estamos vivendo mais uma das típicas crises do capitalismo e a mídia só faz especular sobre quais serão suas verdadeiras (e desastrosas) proporções.
Os capitalistas já começam a por em prática formas de explorar ainda mais os trabalhadores pois para eles diminuição dos lucros é impensável, logo fazem pesar a sua crise sobre o trabalhador comum que já não tem quase o que comer, pois na lógica do capital o conforto e o luxo do patrão devem ser sempre crescentes, em sua lógica estagnação, ou redução do crescimento é o maior pecado do capital, não podem abrir mão de alguns milhões a mais para garantir a preservação dos empregos e a sub-vivencia dos operários, onde vão enfiar tanto dinheiro? O lucro não pode cessar de crescer, mas demitir e jogar no lixo o direito dos trabalhadores, conquistados com muito suor, sangue e lutas não tem problema algum, tampouco causa-lhes algum remorso.
No mesmo caminho as grandes centrais sindicais (CUT, Farça sindical e outras) negociam a portas fechadas com os patrões a redução de direitos e demissão de funcionários que dedicaram toda uma vida a determinada empresa e agora são jogados fora como trastes, com uma mão na frente e outra atrás.
Enquanto isso tantos outros apocalípticos prenunciam o fim do capitalismo, como se ele fosse ruir sozinho como um castelo de cartas, mas a verdade é que se nos mantivermos passivos, o Capital superará tal crise como o fez com as outras ao custo de uma onda de demissões em massa, falência dos pequenos comércios e indústrias e conseqüente aumento da concentração do capital na mão de um grupo cada vez menor e mais poderoso, ele retornará renovado, mais selvagem e mais cruel para com os trabalhadores, explorando e lucrando sempre em escala crescente ao custo da miséria, da fome, da morte, da pobreza e da destruição do meio ambiente.
O momento urge que os trabalhadores estejam organizados para resistir e pela manutenção de suas vidas, e que quando por ocasião do alargamento da crise surgirem reflexões e questões sobre qual caminho estamos tomando e qual caminho é o melhor a seguir, tenham sua própria proposta de uma sociedade realmente livre, justa e igualitária fora do capital, e a quem relegaremos essa responsabilidade? As mesmas Centrais que tão pronto a crise se anuncia correm aos patrões para vender nossos direitos, ao passo que tem seu bem estar garantido vivendo como burocratas do parasitismo do imposto sindical? Não! o destino de nossas vidas só cabe a nós mesmos, a cada um como individuo e a tod@s coletivamente, federados através da livre associação, horizontal e apartidária.
É momento de reconstruirmos uma associação onde o trabalhador fale, e não uma que fale pelo trabalhador, onde possamos resistir a crise, onde possamos através da solidariedade internacional nos tornar mais fortes, preservando nossos empregos e direitos, e lutando pela sua ampliação ao invés de negociar sua redução, onde possamos lutar para gerir as industrias que falirem nós mesmos sem patrões, onde possamos construir a revolução social e uma sociedade sem exploradores e sem explorados.