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Meus Amigos,

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

«Contra a PEC dos jornalistas»

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4967

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordaras.

Assina o abaixo-assinado aqui http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4967 e divulga-o por teus contatos.

Obrigado.

Alex Bezerra
UNIBRAJ

Abaixo os Senadores que deram exemplo de democracia, e são à favor da liberdade de expressão.

Os senadores abaixo votaram contra a PEC do Diploma, que afronta nossos direitos.

Parabéns Senadores!!!

Senador Aloysio Nunes Ferreira PSDB/SP

nome civil: Aloysio Nunes Ferreira Filho
data de nascimento: 05/04/1945
partido / UF: PSDB / SP
naturalidade: São José do Rio Preto (SP)
endereço parlamentar: Anexo I, 9o. andar salas 1 a 6
telefones: (61) 3303-6063/6064
FAX: (61) 3303-6071
correio eletrônico: aloysionunes.ferreira@senador.gov.br

Senador Demóstenes Torres DEM/GO

nome civil: Demóstenes Lazaro Xavier Torres
data de nascimento: 23/01/1961
partido / UF: DEM / GO
naturalidade: Anicuns (GO)
endereço parlamentar: Ala Afonso Arinos Gabinete 13
telefones: (61) 3303-2091 a 2099
FAX: (61) 3303-2964
correio eletrônico: demostenes.torres@senador.gov.br

 
Senador Fernando Collor PTB/AL

nome civil: Fernando Affonso Collor de Mello
data de nascimento: 12/08/1949
partido / UF: PTB / AL
naturalidade: Rio de Janeiro (RJ)
endereço parlamentar: Anexo I, 13º andar
telefones: (61) 3303-5783/5786
FAX: (61) 3303-5789
correio eletrônico: fernando.collor@senador.gov.br

Senador Jarbas Vasconcelos PMDB/PE

nome civil: Jarbas de Andrade Vasconcelos
data de nascimento: 23/08/1942
partido / UF: PMDB / PE
naturalidade: Vicência (PE)
endereço parlamentar: Ala Senador Dinarte Mariz, gab. 04
telefones: (61) 3303-3245
FAX: (61) 3303-1977
correio eletrônico: jarbas.vasconcelos@senador.gov.br

Senadora Kátia Abreu PSD/TO

nome civil: Kátia Regina de Abreu
data de nascimento: 02/02/1962
partido / UF: PSD / TO
naturalidade: Goiânia (GO)
endereço parlamentar: Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 04
telefones: (61) 3303-2464 / 3303-2708
FAX: (61) 3303-2990
correio eletrônico: katia.abreu@senadora.gov.br

Senador Renan Calheiros PMDB/AL

nome civil: José Renan Vasconcelos Calheiros
data de nascimento: 16/09/1955
partido / UF: PMDB / AL
naturalidade: Murici (AL)
endereço parlamentar: Anexo I - 15º andar
telefones: (61) 3303-2261/2263
FAX: (61) 3303-1695
correio eletrônico: renan.calheiros@senador.gov.br

Senador Roberto Requião PMDB/PR

 nome civil: Roberto Requião de Mello e Silva
data de nascimento: 05/03/1941
partido / UF: PMDB / PR
naturalidade: Curitiba (PR)
endereço parlamentar: Ala Senador Teotônio Vilela, Gab. 18
telefones: (61) 3303-6623/6624
FAX: (61) 3303-6628
correio eletrônico: roberto.requiao@senador.gov.br


Da Carta Capital/Gianni Carta


Diploma de jornalista é idiotice

Como definir o jornalista? “Qualquer um que fizer jornalismo”, responde o escocês Andrew Marr no seu livro My Trade (Pan Books, 2005, 300 págs). Jornalista de mão cheia, ex-editor do diário The Independent e da Economist,  Marr diz quem são as pessoas mais propensas a mergulhar no jornalismo: “bêbados, disléxicos e algumas das pessoas menos confiáveis e mais perversas da Terra”.

Mas há consolo no livro de Marr, consagrado à história do jornalismo britânico. “Tirando o crime organizado, o jornalismo é a mais poderosa e agradável antiprofissão”.

'Diploma de jornalismo é idiotice'. Foto: Flickr

Marr, de 51 anos, causaria um grande alvoroço no Senado brasileiro. Por dois motivos. Primeiro, porque sua ironia seria levada a sério pela maioria dos senadores. Em segundo lugar, Marr formou-se em Letras.

E aí mora o problema.

Marr, iconoclastia à parte, não seria considerado um jornalista pelos senadores brasileiros pelo fato de não ter estudado jornalismo.

O Senado acaba de aprovar uma proposta de emenda constitucional para tornar obrigatório o diploma de nível superior para o exercício do jornalismo. Haverá outra votação no Senado. Se a emenda for aprovada será analisada pelos deputados.

Claro, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubará a medida (se aprovada pelos deputados). Em junho de 2009, vale recapitular, o STF acabou com a exigência do diploma para jornalistas. A norma era incompatível com o princípio de liberdade de expressão.

Mas o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da proposta, não concorda com o STF. “Todas as profissões têm o seu diploma reconhecido, menos o diploma de jornalista, o que é uma incoerência, uma distorção na legislação brasileira”, declarou.

E senadores, precisam de diploma? Nenhum.

Basta ter nacionalidade brasileira e mais de 35 anos de idade. Na França qualquer deputado graduou-se no mínimo em ciências políticas. E isso fica claro nos discursos na Assembleia Nacional e no Senado. Lá fala-se em ideologia partidária, entre outros temas aqui ignorados.

E aqui aproveito para fazer uma sugestão: já que jornalistas precisam, segundo os senadores, de diploma, por que não aplicar a mesma proposta para os senadores brasileiros? Os debates, quiçá, se tornariam mais fecundos.

Certo é que, de forma geral, os colegas formados por universidades de jornalismo a pipocar Brasil afora, quase todos a trabalhar para a mídia ultraconservadora, não têm contribuído para melhorar o nível da mídia.

Os grandes diários brasileiros, com colegas com canudo de jornalista ou não, são ilegíveis. Por exemplo, um dos destaques da Folha de São Paulo na quinta-feira 1º é que a apresentadora Fátima Bernardes “deve deixar a bancada do ‘Jornal Nacional’”. Ela estaria “cansada”.

Eis a questão: o nível das escolas de jornalismo é baixo, ou seriam os patrões que limitam o trabalho de apuração dos repórteres – e principalmente dos colunistas? Seriam as duas coisas? Como dizia o grande jornalista italiano Enzo Biagi (outro que não tinha diploma de jornalista): “Meus únicos patrões sempre foram meus leitores”.

Nos Estados Unidos e na Europa o canudo de jornalista não é necessário para exercer a profissão. Basta um diploma, isto é, uma especialização. Lá é comum estudantes com ambições jornalísticas trabalharem nos jornais das universidades enquanto se formam em história, ciências políticas, economia, etc. Na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, por exemplo, alunos de diferentes departamentos trabalham no excelente diário Daily Bruin, distribuído gratuitamente no campus e nos bairros em torno de Westwood, onde fica a UCLA.

Na França e no Reino Unido ninguém precisa de diploma de jornalista para trabalhar na mídia. Marr, que especializou-se em literatura inglesa em Cambridge, oferece: “Tudo que o jornalista precisa é ser curioso e saber farejar uma boa história. E mesmo dominando a gramática, só se aprende a escrever escrevendo”.

Vale acrescentar: o jornalismo se aprende indo à rua. “É preciso tirar a bunda da cadeira”, martelava Reali Jr.

O repórter tem de continuar a praticar esse método inclusive para entender o que escreve. Precisa usar os fatos com honestidade, mas ao mesmo tempo tem de entender que o jornalismo tem seus limites, não é uma ciência. Ah, e sempre que possível o senso de humor ajuda. O diploma de jornalista só serve para enfeitar parede.