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DIPLOMA DE JORNALISMO
Fenaj teme a decisão do Supremo

Por Haroldo Mendes em 2/9/2008

A Fenaj está morrendo de medo do julgamento final pelo STF sobre a
obrigatoriedade ou não do diploma de jornalista para o exercício da
profissão.

Ela sabe que a tendência do Supremo é banir de vez esse
entulho grotesco, filho da ditadura militar.
A exigência do diploma, além de ser aviltante num país como o nosso,
ainda por cima fere a Constituição Federal de 1988.

E mais: de que será que os fenajistas têm tanto medo?
Por que lhes causa tanto temor a possibilidade de gente especializada,
e talvez mais qualificada, vir a trabalhar nos jornais, revistas, emissoras de rádio e TV?

A cantilena arrogante de dizer que a informação ficará comprometida com o
fim da exigência do diploma não condiz com a realidade das redações.
Sabemos que a maioria dos estudantes que saem das faculdades de comunicação
não tem a mínima condição de entrar no mercado de trabalho.

Se alguém duvida, pergunte aos chefes de redação e donos de jornais
e eles comprovarão o que estou dizendo.

Eles afirmam também que quem está mais interessado em banir o diploma
são os empresários de comunicação e que sem o diploma haverá exploração
de mão de obra barata e excessos nas horas-extras. Mentira.
As convenções coletivas garantem o piso da categoria e há normas bem definidas
para pagamento de horas-extras.

Na verdade quem perde com o fim da exigência do diploma são os "filhinhos de papai",
os "mauricinhos" que buscam exercer a profissão por pura vaidade, mas sem nenhum
talento para isso. Entretanto, do lado oposto, com a permanência do diploma os
diplomados, mesmo sem talento, serão os únicos a entrarem na profissão!

Democracia e liberdade

Como podemos ver, a coisa não é do jeito que a Fenaj coloca.
Ela, como sempre fez, esboça um discurso dúbio para a sociedade tentando se
passar por vítima, quando na verdade é a grande vilã da história, amordaçando a
liberdade de imprensa e matando o talento de gente vocacionada que nasceu para
o jornalismo.

Acredito que o Supremo Tribunal Federal será coerente com a aspiração
democrática do povo brasileiro. Ele saberá dar uma resposta clara e incisiva
aos pelegos de plantão da Fenaj e optará pelo banimento de todo e qualquer vestígio
dos tempos tenebrosos da ditadura militar.

Que as trevas se afastem com a chegada da luz, que a democracia e a liberdade de
imprensa reinem em nossa nação!