Da
Redação PORTAL COMUNIQUE-SE
O Movimento em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma (MDJSD), criado em 2005, fundou no último domingo (26/07), em Brasília, a Associação Brasileira dos Jornalistas (ABJ), que pretende filiar jornalistas diplomados ou sem formação superior na área. A ABJ é presidida por Antônio Vieira, formado em administração de empresas, com especialização em matemática financeira, mas que trabalha como jornalista há 20 anos.
“Já tínhamos articulações pelo fim do diploma e com a decisão do STF decidimos institucionalizar a criação da ABJ, que será aberta a formados e não formados em jornalismo, porque sempre fomos discriminados pela Fenaj”, explica Vieira.
A associação terá representatividade em todo o território nacional, com 43 membros eleitos na Assembléia do último final de semana, além de Vieira na presidência da entidade.
Treinamento de
profissionais de outras áreas
De acordo com o presidente da
associação, o objetivo é a liberdade de expressão e a capacitação de
profissionais de outras áreas interessados em jornalismo. “Uma das nossas ideias
é criar um processo de treinamento e formação para pessoas de outras áreas de
formação, com técnicas jornalísticas. A BBC de Londres faz isso, pensamos até em
contatá-la para ver se é possível uma cooperação”, afirma.
Alex Bezerra, um dos vice-presidentes eleitos, faz uma forte crítica as faculdades de jornalismo, que na sua opinião limitavam a liberdade de expressão. “Agora os jornalistas terão amplo apoio na luta pela liberdade de imprensa e outros direitos dos quais estavam sendo negados pelo cartel das faculdades de esquina que lutaram com seus lobbys para que o diploma fosse obrigatório”, declara.
Além da formação da presidência da associação, a Assembléia aprovou sócios beneméritos e 300 associados, entre diplomados e não diplomados. Os interessados em informações sobre a nova associação devem enviar um e-mail para abj.net@gmail.com
Comentários
(18:15 @ 10/08/2009) Filipe de Sousa disse:
Que Deus ilumine a Diretoria desta récem criada Associação e que na Reunião convocada para a ultima semana deste mês de Agosto, as Leis sejam observadas e, a democracia e a legalidade seja constituída. O articular e saber podem recolocar no lugar, erros passados mas, para isso tem que haver a humildade de os reconhecer e a sabedoria de os adequar.
(19:01 @ 25/12/2009) Lena Aguilar disse:
Ser Jornalista é algo que prevalece acima de qualquer instituição. Realmente está ligada a atitude, a indignação entre outros atributos. Penso, eu, que independente de cursos concluídos (Diploma), não concluídos (Cursos não terminados na faculdade) e práticas diarias em redação jornalísticas. Tudo tem que ser reconhecido e o Ministério do Trabalho reconhece até 4 anos com comprovação de trabalhos jornalísticos o registro em carteria em Jornalismo, é reconhecido. A pressão imposta pelos estudantes de faculdades que se acham melhores por ter um diploma não é suficiente para provar e determinar o conhecimento. Desde 1986 atuo na area de comunicação social e há 6 anos matriculei na faculdade em comunicação social enfase em jornalismo. Até hoje não encontrei um professor para tirar minhas dúvidas das quais a prática é quem me ensinou por paixão a profissão de jornalista. O STF está certo! Para exercer esta profissão não há necessidade de diploma, mas este pode sim, trazer informações para colaborar com o desempenho daquele que acha que deve ter mais informações e conhecimentos academicos. Agora discriminar e desfazer de pessoas aptas a exercer a profissão de jornalista, isso é inconstitucional. Lógico que os donos de faculdades e professores desta area não querem ficar desempregados. O corpo docente e discente devem estar cientes que estão colaborando na area de comunicação social, somente. Agora ser publicitario, jornalista enfim a arte de desenvolver a Comunicação Social de uma forma especifica fica a critério de cada pessoa e o dom que esta possui. Existe profissionais diplomados na redação que não tiram a bunda da cadeira nem para ir a eventos, imagina se for cobrir uma guerra e manisfestação. Agora há jornalistas não diplomados que tem mais sede de notícias que estes formados pela melhores faculdades. O importante neste ser ou não ser é o respeito. Parabéns as entidades que visam a justiça democrática das pessoas que pretendem exercer esta profissão. Fui para a faculdade , ela, por mais profissionais que possuiam deixou a desejar! Penso até escrever um livro sobre estudante de jornalismo. É bom não confundir Jornalismo com comunicação social. Jornalista não precisa ser diplomado na area de comunicação social. O diploma de um jornalista é a própria labuta diária em fazer notícias para a sociedade. É fácil descobrir um jornalista: Ele sempre estará em busca de informações e conhecimentos. Além de se preocupar como está caminhando a humanidade. Até mais! Atuo em Jornal Impresso, Revista, TV, Internet e Fotografia. Faço porque amo! Eu sou! E tenho varios amigos diplomados nas melhores faculdades e nunca se preocuparam por um registro de MTB. Vai entender as relações humanas...