Grupos

Para alertar a sociedade, cerca de 600 portadores de psoríase atendidos no Hospital Professor Edgar Santos (HUPES) farão passeata da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba) até a Praça Castro Alves no dia 22 de novembro.

Eles estarão representados pela Associação Baiana de Portadores de Psoríase (ABCP). O dia 29 foi escolhido para conscientizar a sociedade sobre a doença e gerar movimentos que reduzam o preconceito e a segregação dos pacientes.

A doença atinge 125 milhões de pessoas em todo o mundo e presumivelmente cinco milhões de brasileiros, a psoríase tem seu dia mundial neste domingo, 29. Mais informações nos telefones 3355-0312 ou 9617-6894.

Fonte: A Tarde On Line

 

 

A doença afeta entre 1% e 3% da população mundial

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23/10/2006 - 15:33 - O Serviço de Dermatologia do Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas está oferecendo orientações sobre psoríase às pessoas que passam por consultas durante a semana. A Psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele e atinge pelo menos 5 milhões de brasileiros. A doença afeta ainda entre 1% e 3% da população mundial, cerca de 190 milhões de pessoas.

Esta atividade do hospital está integrada às ações nacionais de esclarecimento sobre a doença. O dia 29 de outubro será o Dia Nacional da Psoríase e a coordenação será da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Segundo a chefe do Serviço de Dermatologia, Lúcia Helena Favaro de Arruda, a doença manifesta-se em homens e mulheres de todas as idades, inclusive em crianças. Caracteriza-se por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas, que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.

A doença acaba tento impacto na qualidade de vida dos pacientes que, muitas vezes, se sentem rejeitados ou discriminados. “No entanto, a psoríase pode ser controlada e não é contagiosa. O estresse e a ansiedade são fatores que a desencadeiam ou a agravam”, disse Lúcia Helena.

O Serviço de Dermatologia do HMCP participará no dia 18 de novembro, das 9h às 15h, da Campanha Nacional de Câncer de Pele, com atendimento gratuito e orientações aos usuários do serviço.

O Hospital Celso Pierro fica no Campus II da PUC-Campinas, localizado na avenida John Boyd Dunlop s/nº, Jardim Ipaussurama, em Campinas.

FONTE: EPTV.COM

Associação quer classificação de patologia crónica

25.10.2006 - 11h46   Lusa


A Associação de Doentes da Psoríase (PsoPortugal), uma doença que se caracteriza por lesões inflamatórias na pele, defende a classificação desta patologia como crónica, apelando à comparticipação dos medicamentos.

Em declarações à Lusa, João Cunha, presidente da PsoPortugal, salientou que os medicamentos, apesar de não curarem, aliviam a dor e o desconforto do doente.

"Todos os dias chegam relatos de pessoas desesperadas porque não conseguem comprar os medicamentos", afirmou João Cunha, acrescentando que "o tratamento da psoríase não é uma mera questão de estética".

Na sua maioria, a grande variedade de tratamentos existentes serve para atenuar ou suspender o desenvolvimento dos sintomas, promover maior bem-estar ao doente face a si próprio e prevenir infecções secundárias.

As terapêuticas dependem do tipo de psoríase, extensão ou gravidade, história clínica do paciente, estilo de vida, disponibilidade, idade e género.

A PsoPortugal alerta ainda para a necessidade de sensibilização da sociedade para a discriminação social e profissional de que são alvo os doentes de psoríase, que não é contagiosa.

Piscinas, ginásios, jardins-de-infância e trabalhos que exigem contacto directo com o público, são alguns dos locais em que surgem problemas de discriminação.

De acordo com o presidente da PsoPortugal, "a discriminação faz-se sentir, sobretudo, nos meios mais pequenos, em que a população desconhece a doença".

Por ocasião do Dia Mundial da Psoríase, que se assinala no domingo, a PsoPortugal vai realizar diversas acções de sensibilização.

Amanhã e sexta-feira, na Praça do Saldanha, decorrerá a iniciativa "Ponha-se na nossa pele", que oferecerá à população a oportunidade de expressar num mural o que pensa da psoríase.

Sob o tema "A Psoríase e os Outros", realiza-se, no sábado, o segundo encontro nacional da PsoPortugal, com o objectivo de informar e levantar os principais problemas, bem como as possíveis soluções, procurando diminuir o impacto desta patologia no dia-a-dia dos doentes.

Nos serviços de dermatologia dos hospitais de Santa Maria e do Desterro, em Lisboa, do Hospital Universitário de Coimbra e de Santo António e São João, no Porto, vão decorrer acções de sensibilização durante segunda-feira.

Em Portugal estima-se que cerca de 250 mil pessoas sofram de psoríase, uma doença auto-imune crónica, de origem genética.

Apresentando-se sob a forma de lesões inflamatórias na pele, cobertas por escamas esbranquiçadas, a doença pode também estender-se às articulações, numa manifestação designada por artrite psoriática, que se traduz por dor e desconformidade, por vezes bastante debilitante, de pequenas (mãos e pés) ou grandes (membros e coluna) articulações.

A psoríase não é contagiosa e desenvolve-se quando o sistema imunitário do corpo acelera o crescimento das células da pele, que ao mesmo tempo são rejeitadas. A pele ganha então um aspecto escamado ou com crostas.

Em todo o mundo a psoríase afecta mais de 125 milhões de pessoas.

Fonte: PÚBLICO.PT

2006/10/11 | 11:16

Portadores da doença crónica e inflamatória da pele devem assegurar-se junto do médico que não padecem de outros sintomas graves para o coração.

A psoríase, uma doença crónica e inflamatória da pele, aumenta o risco de crise cardíaca, indica um novo estudo hoje publicado nos Estados Unidos.

Os investigadores analisaram os casos médicos de mais de 680.000 britânicos com idades entre os 20 e os 90 anos com esta doença, caracterizada pelo aparecimento de manchas escamadas de prurido variável e que afecta entre dois a três por cento da população adulta.

A título de exemplo, um paciente com a idade na casa dos 40 anos que sofra de psoríase grave corre duas vezes mais riscos de sofrer um ataque cardíaco do que uma pessoa da mesma idade sem essa doença.

De acordo com o estudo, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), a ligação poderá ser a inflamação - a resposta normal do corpo a ferimentos ou infecções - que desempenha um papel tanto na psoríase como na doença cardíaca.

A psoríase ligeira aumenta em 20 por cento o risco de ataque cardíaco em pacientes na casa dos 40. Mas quem tiver esta forma ligeira da doença «apenas nos cotovelos e joelhos» não deve preocupar-se, segundo Joel Gelfand, da Universidade da Pensilvânia.

«Não queremos alarmar excessivamente as pessoas», afirmou.
«Quem tiver psoríase deve consultar um médico e certificar-se de que não tem outros factores de risco cardiovasculares», acrescentou.

As pessoas com psoríase têm mais tendência para fumar e ter diabetes, hipertensão e colesterol elevado. Mas os investigadores concluíram que mesmo considerando estes factores de risco, a psoríase continua a aumentar o risco de ataque cardíaco.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos e pela empresa Biogen Idec Inc, com sede no Massachusetts, que está a desenvolver um medicamento contra a psoríase.

FONTE: PORTUGAL DIÁRIO


Washington, 12/10 - A psoriase, uma forma severa e rara de eczema, aumenta os riscos de crise cardíaca nas pessoas mais jovens, segundo um estudo publicado nos Estados Unidos.

Cientistas analisaram o histórico medico de mais de 680.000 britânicos de 20 a 90 anos que sofriam de psoriase em vários níveis de gravidade.

A titulo de exemplo, uma pessoa com 30 anos com psoriase moderada sofre risco de ataque cardíaco 29% maior que uma pessoa com a mesma idade sem o problema.

Se a pessoa sofrer de uma forma aguda de psoriase, os riscos cardiacos quadriplicam, revelaram os investigadores no estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA).

O risco de ataque cardíaco para uma pessoa de 60 anos que sofra de psoriase severa a 36% maior do que o de alguém da mesma idade sem psoriase.

O risco aumentado de crise cardíaca se explicaria pelo grau de inflamação do organismo.

A psoriase e uma doença cutânea que se manifesta por crostas, manchas, espinhas e outras formas de erupção. Geralmente e crónica e afecta de 2% a 3% da população adulta.

"A extensão dos riscos de psoriase aguda e infarto do miocárdio em menores de 50 anos ` similar a de outros grandes riscos de crise cardíaca", indicaram os autores destes estudos, que destacaram "a necessidade de realizar estudos adicionais para confirmar estes resultados e determinar suas consequências terapêuticas".

 

FONTE: ANGOLAPRESS

Psoríase não é contagiosa: pessoas com psoríase sofrem com o preconceito e discriminação no convívio social

 

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele caracterizada por manchas avermelhadas, que descamam. Apesar de não ser contagiosa, as pessoas que a apresentam são discriminadas devido à aparência provocada pelas lesões na pele. Muitos sofrem com a perda da auto-estima e depressão, e nos casos mais extremos há  risco  de  suicídio.

Promover o bem-estar da pessoa com psoríase, apoiando, orientando, informando e difundindo conhecimento sobre a doença em todo Brasil. Essa é a grande missão da Associação Brasileira de Estudos e Assistência às Pessoas com Psoríase (ABEAPP). Criada em novembro de 2003, pela esposa de uma pessoa que sofre há mais de 20 anos com a doença, a entidade desenvolve ações que proporcionam uma melhor qualidade de vida às pessoas com psoríase e o intercâmbio de informações. A ABEAPP é sediada em Taboão da Serra e está atendendo ao público de 2ª à 5ª feira das 9 às 12 horas pelo telefone: 0XX11- 4771-2646.

 “Nós da ABEAPP queremos que haja uma maior divulgação da doença entre a população para que diminua o preconceito”, afirma Deborah Martinez Griebler, presidente da associação. Ela informa que a entidade pretende desenvolver ações junto aos meios de comunicação para tornar a doença mais conhecida. Também planeja realizar trabalhos de inclusão de crianças e adolescentes com psoríase nas escolas.

 Deborah Griebler acrescenta que a associação objetiva criar um espaço de orientação e esclarecimento às pessoas com psoríase, além de promover a integração entre elas, para proporcionar a troca de experiências e vivências. O apoio aos pacientes inclui, ainda, o estímulo à adesão ao tratamento. “Como a psoríase não tem cura, alguns pacientes se sentem desencorajados para manter a terapia. Mas, em muitos casos, os medicamentos mantêm os sintomas da doença sob controle, daí a importância da continuidade do tratamento”, explica Deborah Griebler.

Deborah também alerta para os riscos da automedicação “em alguns casos devido ao uso inadequado de alguns medicamentos e tratamentos inapropriados a doença se agravou muito e colocou em risco a vida da pessoa”. Devemos também ser cautelosos diante das promessas de cura da doença com medicamentos de origem duvidosa e sem registro no Ministério da Saúde. “É bom lembrar que, infelizmente, ainda não foi provada, cientificamente, a cura da psoríase” diz Deborah.

         Atualmente a associação tem dois projetos em andamento, o GAP – Grupo de Apoio de Psoríase que foi criado com a finalidade de reunir as pessoas com psoríase para partilhar/compartilhar informações, dar e receber orientação e refletir sobre sua vida após a manifestação da psoríase e o Aconselhamento Individual que fazem parte do Programa de Educação de Apoio à Pessoa com Psoríase.

 

Associação Brasileira de Estudos e Assistência às pessoas com Psoríase ABEAPP - Tel: 0XX11-4771-2646

Site: www.abeapp.org.br

Abbott Laboratories anunciou a ampliação do seu programa de estudos clínicos em imunologia, com a inclusão de testes de avaliação do potencial do adalimumabe (registrado nos EUA com o nome comercial de HUMIRA) no tratamento de psoríase e artrite psoriática. Psoríase e artrite psoriática são doenças auto-imunes em que uma proteína humana, o fator-alfa de necrose tumoral (TNF-a) parece desempenhar um papel importante no seu desenvolvimento. Resultados dos estudos clínicos sugerem que tratamentos que inibem o TNF-a podem ser eficazes contra estas doenças. O adalimumabe, que é um anticorpo monoclonal totalmente humano que se assemelha aos anticorpos normalmente encontrados no organismo, age especificamente no bloqueio do TNF-a.

Psoríase é uma doença de pele crônica, não contagiosa, caracterizada pelo surgimento de placas vermelhas na pele, cobertas por escamas brancas de diferentes formas, e com gravidade variável. Cerca de 30% dos portadores de psoríase são afetados pela artrite psoriática, cujos sintomas mais comuns incluem níveis variados de atividade de psoríase, além de rigidez, dor, inchaço e sensibilidade das articulações, que podem reduzir os movimentos e levar à destruição grave das juntas.

Sob o nome comercial nos EUA de HUMIRA, o adalimumabe aguarda aprovação da ANVISA e deverá ser lançado no Brasil em meados de setembro próximo, para o tratamento de artrite reumatóide. O adalimumabe é o primeiro anticorpo monoclonal totalmente humano aprovado em 31 de dezembro de 2002 pelo FDA (instituição que regulamenta medicamentos comercializados nos EUA), para redução dos sinais e sintomas da AR (artrite reumatóide) e inibição da progressão dos danos estruturais das articulações de adultos portadores da doença, moderada ou gravemente ativa, e que tenham apresentado resposta insuficiente ao tratamento com um, ou mais de um, dos medicamentos tradicionais anti-reumáticos modificadores da doença (conhecidos como DMARDs - "disease modifying antirheumatic drugs"). Adalimumabe pode ser administrado individualmente ou em combinação com metotrexato (MTX) ou outros DMARDs.

A Agência Européia para Avaliação de Produtos Médicos (EMEA - European Agency for the Evaluation of Medicinal Products) aceitou, em abril de 2002, o pedido de registro de adalimumabe para o tratamento de AR; sua aprovação é esperada para meados de 2003.

Estudo Clínico para Uso em Psoríase
O adalimumabe será analisado num estudo clínico de Fase II multicêntrico e randomizado (escolha aleatória de pacientes), que irá avaliar a sua segurança e eficácia em pacientes adultos portadores de psoríase crônica moderada ou grave. A resposta dos pacientes ao tratamento será analisada segundo o Índice de Gravidade da Área Afetada por Psoríase, o qual mede a atividade da doença num paciente. "Esperamos que este estudo traga uma opção de tratamento para os pacientes que vivem com psoríase", afirmou o médico Ken Gordon, professor associado de medicina da divisão de dermatologia do Centro Médico da Universidade de Loyola.

Artrite Psoriática
Foi iniciado um estudo de Fase III que irá avaliar o uso de adalimumabe na melhora dos sinais e sintomas da artrite psoriática em pacientes adultos com a doença em estágio moderado a grave. A escolha dos pacientes no estudo para receber adalimumabe ou placebo será randomizada e as respostas serão medidas conforme a melhora dos sinais e sintomas da doença, segundo os critérios de pontuação do Colégio Americano de Reumatologia (ACR).

 

A SBD lançou a campanha Dia Nacional da Psoríase – Sociedade Brasileira de Dermatologia com o objetivo de promover ações de esclarecimentos para a população sobre a doença, no próximo dia 21 de outubro (sábado), nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Entre as metas está a consolidação da data 29 de outubro no Brasil, já marcada mundialmente como Dia da Psoríase. Segundo o censo dermatológico promovido pela SBD, 3% da população sofre com a moléstia, uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões eritematosas (róseas ou avermelhadas) recobertas por escamas esbranquiçadas. Em alguns casos, acomete os cotovelos, joelhos ou couro cabeludo.

 

Na ação, dermatologistas voluntários da SBD vão distribuir folderes e prestar esclarecimentos para as comunidades dessas cidades. Representantes de associações de portadores da doença também estarão presentes “Tivemos que optar por fazer o evento no dia 21, porque o dia 29 coincide com o segundo turno das eleições” – explica o coordenador nacional da campanha, Dr. Paulo Cunha. Ainda de acordo com ele, a doença causa grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. “Muitas vezes eles se sentem rejeitados ou discriminados em seus ambientes sociais e de trabalho” - explica.

 

Na cidade de São Paulo a ação será no Parque do Ibirapuera, coordenada pelo o Dr. Vitor Reis. No Rio, sob a liderança da Dra. Luna Azulay, será no NorteShopping. Já em Brasília, a Dra. Gladys Martins vai comandar o evento no Parque da Cidade. “A meta é ampliar a campanha para todo o Brasil em 2007”, explica o Dr. Paulo Cunha. O projeto pretende desenvolver ações que ajudem a melhorar a qualidade de vida dos doentes, através do esclarecimento da sociedade civil.

 

“Portanto, vamos elaborar ações de conscientização voltadas para comunidade e a mídia, elucidando como identificar a doença; quais são os tratamentos; como os portadores podem conviver com a moléstia, além de ajudar a reduzir o preconceito, mostrando que a doença não é contagiosa, entre outras questões”, explica o Dr. Paulo Cunha. Saiba mais sobre a psoríase e os locais dos eventos:

 

O que é psoríase?

 

É uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões eritematosas (róseas ou avermelhadas) recobertas por escamas esbranquiçadas. Em alguns casos, as lesões podem estar localizadas apenas nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo. Já em outros, as lesões se espalham por toda a pele. Frequentemente há acometimento das unhas. Embora seja pouco freqüente, existem casos em que as articulações também podem ser afetadas causando a artrite psoriásica. A psoríase causa grande impacto na qualidade de vida dos pacientes que, muitas vezes, se sentem rejeitados ou discriminados em seus ambientes sociais e de trabalho.

 

O que causa a psoríase?

 

Os motivos que causam a psoríase ainda não estão totalmente esclarecidos. As pesquisas científicas demonstram que existe alguém na família com o mesmo problema em 30% dos casos. Alguns fatores podem aumentar ou desencadear a doença, como o estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções na garganta, baixa umidade do ar ou alguns medicamentos.

 

Quem desenvolve a doença?

 

A psoríase é uma doença milenar muito comum. Afeta quase 3% da população, tanto homens quanto mulheres. Normalmente aparece na segunda década da vida.

 

A psoríase é contagiosa?

 

Não, de modo algum. Não se pega psoríase de ninguém e não existe nenhum motivo para os pacientes evitarem contato físico com outras pessoas ou vice-versa.

 

Como é feito o diagnóstico?

 

Pelo simples exame clínico do dermatologista, que é o médico mais indicado para tratar da pele, cabelos e unhas. A psoríase não causa manifestação nos órgãos internos, por isso, os exames de laboratórios têm pouca utilidade. Além do “olho clínico”, o único recurso que pode confirmar o diagnóstico é a biópsia da pele: um exame simples, feito no consultório ou ambulatório, em que o médico tira um pedacinho da pele para análise.

 

A psoríase pode ser:

 

Psoríase vulgar ou em placas; Psoríase em gotas; Psoríase eritrodérmica; Psoríase pustulosa; Psoríase invertida; Psoríase palmo-plantar; Psoríase eritrodérmica e Psoríase ungueal.

 

Psoríase vulgar ou em placas

 

A psoríase em placas, vulgar ou numular é a mais comum. Atinge 90% dos pacientes. A doença pode apresentar diferenças em relação à intensidade e evolução. As áreas mais afetadas são cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombo-sacra e umbigo.

Psoríase nas unhas ou ungueal

Em até 90% dos casos a psoríase pode envolver as unhas, correspondendo a um grande estigma da doença, pois interfere nas relações sociais e atividades de trabalho. Umas das principais características da doença é o descolamento da unha (onicólise). Para minimizar é preciso que o paciente evite traumatismos. Por isso, é importante manter a unha curta, seca e limpa para diminuir as chances de ocorrerem estímulos que possam intensificar o descolamento.

 

Artrite psoriática:

 

Uma pequena parcela da população de pacientes pode apresentar esse tipo de manifestação da doença, que pode apresentar inflamações nas cartilagens e articulações, desenvolvendo dor, dificuldades nos movimentos e alterações na forma das articulações.

 

Tratamento

São várias as formas de tratamento, portanto cabe ao dermatologista avaliar a melhor indicação. Nas formas leves, são prescritos medicamentos tópicos sob a forma de pomada, loções, xampus ou géis. Nas formas mais avançadas, além de duas ou três sessões de fototerapia por semana, podem ser indicados medicamentos de uso interno via oral ou injetável, dependendo do caso. É fundamental usar diariamente hidratantes ou substâncias que ajudem a manter a pele com menos escamas.

 

Seja otimista

 

A psoríase é uma doença que pode ser controlada e não é contagiosa. O estresse e a ansiedade são fatores que desencadeiam ou agravam a psoríase, portanto a SBD recomenda que o paciente tente adotar um estilo de vida menos estressante e, caso não consiga, procure ajuda em associações de pacientes ou um psicoterapeuta.

 

 

Campanha Dia Nacional da Psoríase – Sociedade Brasileira de Dermatologia:

 

Data: próximo sábado - 21/10/06.

 

BRASÍLIA:

 

Parque da Cidade, perto da administração, no estacionamento 12 - Dia 21/10/2006 (sábado), de 9h às 15h. Fonte: Dra. Gladys Martins ou Dra. Ana Pinheiro. . Apoio da associação de pacientes Abrapse.

 

RIO DE JANEIRO:

 

NorteShopping, em frente à Caixa Econômica – 21/10/2006 (sábado), de 10 às 16h. Fonte: Dra. Luna Azulay. . Apoio da associação de pacientes Psorierj.

 

 

SÃO PAULO:

 

Parque do Ibirapuera, perto da marquise do MAM – 21/10/2006 (sábado), de 9h às 15h. Fontes: Dr. Vitor Reis e Dr. Paulo Cunha. Apoio da associação de pacientes Abeapp.

 

 

 

Um estudo publicado na edição de Abril da Journal of the American Academy of Dermatology observou que as mulheres têm menos possibilidade de serem tratadas com medicamentos potentes no controle da psoríase grave do que os homens.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina Wake Forest em Winston-Salem, N. C., verificou que os homens apresentam uma "chance" três vezes maior do que mulheres de menos de 50 anos de receber medicamentos potentes para tratar a doença.

A psoríase é uma doença de pele que acomete 3% da população mundial. Fatores genéticos e imunológicos participam da deflagração da doença, mas as causas exatas ainda não são bem compreendidas.

O quadro clínico é um espessamento e descamação da pele, formando placas, que pode ser restrito a algumas áreas (articulações, couro cabeludo, genitália, etc.) ou ser generalizado. Pode haver ou não prurido. A forma mais grave e generalizada ocasiona para o paciente uma má qualidade de vida, pela estigmatização (é uma doença que causa repulsa pelo seu aspecto) e pelo próprio prurido.

A doença pode ser imprevisível, com "curas" e recidivas inexplicáveis, podendo ser deflagrada por estresse psicológico ou orgânico, entre outros fatores. A cura espontânea é muito rara, principalmente nas formas mais graves.

Uma das causas que podem levar as mulheres a serem tratadas menos adequadamente pode ser o fato de que muitos medicamentos orais utilizados para tratar a psoríase representam risco para mulheres grávidas, segundo o autor Dr. Alan B. Fleischer Jr. Estes medicamentos podem causar defeitos congênitos ou induzir o parto prematuro.

Como resultado, as mulheres acabam por ficar em desvantagem em relação ao tratamento, não usando toda a medicação que os homens utilizam.

Os pesquisadores verificaram que as mulheres afetadas por esta doença e que estejam em idade reprodutiva recebem, com maior freqüência do que os homens, o tratamento com luz ultravioleta, que é uma alternativa aos medicamentos orais.

Porém, este tratamento é menos conveniente do que usar a medicação oral para tratar a psoríase (é menos eficaz), e traz ainda o risco de câncer de pele.

O estudo não observou diferenças entre homens e mulheres no tratamento da psoríase leve.

Fonte: Journal of the American Academy of Dermatology April, 2000.

Copyright © 2000 eHealth Latin America

 

Psoríase Pediátrica: Revisão

10:31 @ 21/09/2006

Durante anos pensou-se que a psoríase era uma doença de infância incomum e rara em crianças menores do que três anos de idade.

Contudo, a psoríase representa 4.1% de todas as dermatoses observadas em crianças menores do que 16 anos de idade na Europa e na América do Norte.

Fatores para predisposição da psoríase na infância incluem históricos genético e familiar positivos. Fatores de precipitação declarados e agravantes incluem infecções por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (GABH), trauma e estresse.

O vírus da imunodeficiência tem sido associado com da psoríase em crianças, a foliculite por Pityrosporum ovale, com psoríase em forma de gota, e Candida albicans (C. albicans), com exacerbação e persistência da psoríase.

Assim como em adultos, o uso de algumas drogas tem sido relacionado com a exacerbação ou indução da psoríase na infância, tais como hormônios de crescimento, lítio, beta-bloqueadores e interferon gama e alfa recombinantes.

A prevalência da psoríase tem demonstrado ser significantemente mais alta em determinadas síndromes, tais como Turner (17%) ou Down.

A psoríase da infância apresenta muitas faces, algumas das quais são únicas para esta faixa etária.

No grupo pediátrico, as modalidades de tratamento são limitadas, particularmente por causa do perfil de segurança, como por exemplo atrofia de pele e absorção percutânea, relacionado ao uso prolongado de corticosteróides tópicos e/ou por causa da baixa complacência associada com produtos que deixam aspecto de sujeira, com odor acentuado e com o tempo de tratamento, como por exemplo preparações à base de alcatrão com ou sem irradiação UVB.

O potencial carcinogênico do alcatrão e UVB resultou, também, na diminuição de seu uso prolongado em crianças com doenças crônicas.

Estudos clínicos controlados e randomizados, envolvendo crianças menores do que 12 anos de idade e acometidas por psoríase, empregando apenas dois tratamentos tópicos, foram avaliados, a saber, calcipotriol e corticosteróides.

O emprego de outros tratamentos para psoríase está baseado na condição, em estudos realizados em adultos, e na experiência pessoal com diversas terapias.

É urge que se reconheça que as terapias tópicas e sistêmicas são apenas parte do “pacote” terapêutico que deveria ser utilizado em crianças.

O conceito de cuidados totais combina tratamento, educação, e suporte para que seja possível lidar com a possibilidade da doença perdurar com grande impacto na aparência da criança.

Aplicando-se o conceito de cuidados totais nas crianças acometidas por psoríase, seria de grande valia aumentar o bem-estar de crianças e melhorar as estratégias para lidar com a doença.

Estas atitudes podem, também, aumentar a complacência ao tratamento e conduzir a períodos de remissão mais freqüentes e prolongados.

Os objetivos desta revisão foram descrever brevemente as diversas apresentações clínicas da psoríase da infância e discutir o acesso às terapias vigentes.

Fonte: Derma Web

 

 

São Paulo, 21 de Julho de 2006

Pesquisadores ligados ao King’s College London, do Reino Unido, publicaram, recentemente, no Archives of Dermatology, um estudo em que procuraram comparar o tratamento com ultravioleta A-psoraleno via oral (PUVA) ao tratamento com ultravioleta B de banda estreita (NB-UVB) em pacientes portadores de psoríase crônica em placas.

 

Foi realizado um estudo duplo-cego, randomizado, na Unidade de Fototerapia de um hospital universitário, incluindo 93 pacientes portadores de psoríase crônica em placas. Os pacientes foram submetidos a tratamento com PUVA ou com NB-UVB duas vezes por semana, iniciando-se a 70% da dose fototóxica mínima ou da dose proporcionadora de eritema, com aumentos de 20%. Os pacientes foram tratados até o desaparecimento das lesões, até o máximo de 30 sessões; pacientes que apresentaram desaparecimento total das lesões foram acompanhados clinicamente até a recidiva ou por doze meses. Os desfechos primários analisados foram: proporção de pacientes que obteve desaparecimento das lesões cutâneas, número de tratamento até o desaparecimento das lesões, e, dentre os pacientes que apresentaram desaparecimento total das lesões, proporção de pacientes que permaneceu em remissão até seis meses após o tratamento.

 

Pacientes portadores de pele tipos V e VI apresentaram menor taxa de desaparecimento das lesões que os pacientes portadores de pele dos tipos I a IV (24% vs 75%; p = 0,001). Em pacientes portadores de pele tipos I a IV, o tratamento com PUVA foi significativamente mais eficaz que o tratamento com NB-UVB para obtenção de desaparecimento das lesões (84% vs 65%; p = 0,02). O número mediano de tratamentos necessários para obtenção do desaparecimento das lesões foi significativamente menor no grupo tratado com PUVA (17,0 vs 28,5; p < 0,001). Maior número de pacientes tratados com PUVA, em comparação ao número de pacientes tratados com NB-UVB, relataram eritema de algum grau durante o tratamento (49% vs 22%; p = 0,004), embora esta diferença parece ser devido a viés de determinação. Seis meses após o término do tratamento, 68% dos pacientes tratados com PUVA ainda permaneceram em remissão, em comparação a 35% dos pacientes tratados com NB-UVB.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que, comparado ao tratamento com NB-UVB, tratamento com PUVA proporciona maior desaparecimento de lesões de psoríase crônica em placas, com menor número de sessões e remissões mais longas.

Uma resenha de Randomized double-blind trial of the treatment of chronic plaque psoriasis - Archives of Dermatology 2006;142:836-842.


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São Paulo, 08 de Setembro de 2006

Na prática clínica, tratamento de psoríase com doses menores de acitretina (25 mg/dia) parece apresentar melhor tolerância e associa-se a menor quantidade de alterações em exames laboratoriais. Pesquisadores publicaram, recentemente, no Archives of Dermatology, um estudo em que revisaram ensaios clínicos de fase 3 para avaliar as evidências do tratamento de psoríase com doses diárias de 25 mg de acitretina  proporcionando menor incidência de efeitos adversos que o tratamento com 50 mg/dia de acitretina.

 

Foram analisados retrospectivamente dados de uma amostra de dois grandes ensaios clínicos fundamentais, cada qual incluindo uma fase de estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, de oito semanas de duração, e outra fase de estudo aberto, de 16 semanas de duração. Participaram destes estudos multicêntricos pacientes acompanhados em centros de referência e de clínicas particulares, portadores de psoríase grave, que necessitavam de tratamento sistêmico, recrutados de acordo com critérios de inclusão e de exclusão.

 

Durante a fase de estudo duplo-cego, os pacientes receberam placebo ou uma das várias doses fixas de acitretina. O ajuste da dose de acitretina foi permitido durante a fase de estudo aberto, durante a qual o tratamento com altas doses de acitretina foi definido como dose média de acitretina igual a 50 mg/dia e tratamento com baixas doses de acitretina foi definido como dose média igual a 25 mg/dia. Os desfechos analisados foram a freqüência de alterações encontradas em exames laboratoriais e eventos adversos.

 

Efeitos adversos comuns (pele seca, alopecia, rinite, etc) foram duas a três vezes mais freqüentes em pacientes utilizando 50 mg/dia de acitretina, comparada à incidência em pacientes tratados com 25 mg/dia de acitretina. Elevações dos níveis de enzimas hepáticas e de triglicérides foram mínimas em pacientes tratados com baixas doses de acitretina.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que o tratamento de psoríase com baixas doses (25 mg/dia) de acitretina é estratégia eficaz para redução substancial de efeitos adversos da medicação. Muitos efeitos adversos associados ao tratamento com acitretina são dose-dependentes e podem limitar a utilidade desta terapia potencialmente benéfica.

Uma resenha de Low-dose acitretin is associated with fewer adverse events than high-dose acitretin in the treatment of psoriasis - Archives of Dermatology 2006;142:1000-1004.


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Pele sem marcas

09:26 @ 21/09/2006

Dermatologia
Pele sem marcas
Novo tratamento para psoríase promete
menos efeitos colaterais
Luciana Sgarbi

A psoríase, como a maioria das doenças dermatológicas, pode causar um terremoto na
estima. Caracterizada por lesões avermelhadas recobertas por escamas secas e esbranquiçadas surgidas sobre a pele, ela costuma abalar a
auto-imagem dos portadores. Segundo a
Associação Brasileira de Estudos e Assistência
às Pessoas com Psoríase, a enfermidade atinge
190 milhões de pessoas no mundo.

Trata-se de uma doença crônica e ainda sem
cura. “As lesões são frequentes nos joelhos, nos cotovelos e nas nádegas”, explica o dermatologista Cid Sabbag, do Centro Brasileiro de Psoríase. Existem vários tipos e a doença se expressa com intensidade variável. “Podem aparecer desde plaquinhas no cotovelo até escamações pelo corpo”, explica a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo. Os casos mais leves podem ser tratados, por exemplo, com cremes à base de cortizona, como o Silks, da
Galderma. Casos moderados são controlados com medicamentos orais e
exposição à luz ultravioleta.

A boa notícia é que até o fim do ano chegará ao Brasil mais um remédio para psoríase de moderada a grave, com efeitos colaterais menores. O Raptiva (efalizumabe), do laboratório Serono, age apenas sobre as células envolvidas na doença, reduzindo os riscos de reações como pressão alta e descontrole da diabete. Outra vantagem, segundo o fabricante, é que o próprio paciente poderá aplicar a injeção, sem precisar ir a um hospital ou clínica. O custo mensal do tratamento será de cerca de R$ 5 mil. Outra novidade, esperada para 2006, é um remédio em forma de xampu, ideal para tratar a psoríase do couro cabeludo e de outras áreas pilosas. O Clob X Shampoo (Galderma) já está disponível nos Estados Unidos.

Fonte: Revista Isto é.

Informe SNVS/Anvisa/UFARM nº 3, de 28 de setembro de 2004

Uso racional de medicamentos. riscos do medicamento metotrexato oral: experiência da Espanha

A Unidade de Farmacovigilância, na incumbência de promover o uso racional de medicamentos e prevenir problemas, descreve experiências de outros países a respeito de risco potencial do uso incorreto de medicamentos. Essas experiências poderão ser instrumentos de alerta para o Brasil e auxiliar na prevenção de erros.

A revista espanhola Salud Pública afirma que os erros dos tratamentos com produtos farmacológicos, considerados erros de medicação, podem ser devido a falhas no processo de prescrição, dispensação e administração dos medicamentos. Estima-se que 4 a 6% dos ingressos em hospitais são provocados por erros de medicação [Rev. Esp. Salud Pública 2003; 77: 527-540; Med Clin (Barc) 2002: 118: 205-210].

A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários vem recebendo vários relatos de casos de erros quanto à administração oral de metotrexato, alguns com reações adversas graves. Esses erros têm ocorrido devido a interpretação incorreta da prescrição: a dose oral de 7,5mg foi administrada diariamente, e não uma vez na semana como deveria. Essas sobredoses provocaram a ocorrência de aplasia medular grave ou fatal.

O metotrexato é medicamento utilizado como antineoplásico no tratamento de câncer de mama, cabeça, pescoço, pele e ovário, linfoma não-Hodgkin, sarcoma osteogênico, carcinoma colo-retal, linfoma de Hodgkin, leucemias, carcinoma de esôfago e estômago, carcinoma de pulmão, tratamento gestacional de coriocarcinoma, corioadenoma. É usado também como imunomodulador no tratamento de artrite reumatóide, lúpus eritrematoso sistêmico, agranulomatose de Wegener, doença de Crohn e psoríase severa. No tratamento de artrite reumatóide, pode ser administrado, isoladamente ou associado a outros fármacos anti-reumáticos, a pacientes com patologia grave ou àqueles que não respondam a outro tipo de tratamento.

As formas farmacêuticas disponíveis no Brasil são: Metotrexato: comprimido, 2,5mg; solução injetável: 2,5 mg/ml, 25 mg/ml, 100 mg/ml; pó liofilizado para injetável: 20 mg, 50mg, 100 mg, 500 mg e 1,0g; Metotrexato sódico: comprimido: 2,5mg; solução injetável: 25 mg/ml.

Durante o uso, recomenda-se realizar análises hematológicas, hepáticas e renais devido à risco de toxicidade. Em virtude da possibilidade de depressão da medula óssea, os pacientes devem ser advertidos para notificar aos médicos o surgimento de qualquer sinal do sintoma de depressão da medula óssea, tais como hemorragia ou hematoma, púrpura, infecção e dor de garganta sem causa explicável.

É necessário que o tratamento seja estabelecido e supervisionado por médicos com experiência na utilização do metotrexato. Nos casos de artrite, reumatóide e psoríase, a dose inicial em adulto é 7,5mg por via oral, uma vez por semana. Pode ser administrada dose única de uma só vez ou fracionada em três vezes de 2,5mg a cada doze horas. De acordo com a evolução clínica de cada paciente, a dose pode ser aumentada em 2,5mg no intervalo de quatro a seis semanas, devendo ser ajustada gradualmente, sem exceder 15mg por via oral, uma vez por semana. Em caso de psoríase, ocasionalmente se pode chegar à dose de 30mg uma vez por semana.

Para evitar confusões similares às da Agência Espanhola, recomenda-se que:

• os médicos prescritores incluam, nas prescrições feitas em hospitais, a indicação para uso do metotrexato, de forma que os erros na dosagem e na freqüência da administração desse medicamento possam ser identificados na dispensação hospitalar;

• os pacientes assistidos em ambulatórios de recebam informação correta quanto ao tratamento, à freqüência da administração e aos risco de uma sobredose, a fim de evitar os erros de administração;

• os profissionais de saúde responsáveis pela dispensação e administração de medicamentos (farmacêuticos e enfermeiros) disponham de informações sobre as doses habituais e indicações de metotrexato e sobre problemas graves causados por sobredose, principalmente em pacientes de risco como idosos ou insuficientes renais.

A Anvisa, preocupada em promover a utilização correta e segura dos medicamentos comercializados, divulga essa informação e solicita a todos os profissionais de saúde que notifiquem a suspeita de qualquer reação adversa a esse produto (e todas as suspeitas de reações adversas a qualquer medicamento) por meio do formulário eletrônico de Suspeita de Reação Adversa a Medicamento.

Referência
http://www.agemed.es/Index.htm


A psoríase atinge de 1 a 3% da população mundial.

Medicamento originalmente usado para o tratamento de doenças reumatológicas é para tratar a psoríase.
Julho, 2006 - O medicamento biológico Enbrel® (etanercepte), usado mundialmente por mais de 400 mil pacientes, já está disponível e em uso no Brasil para o tratamento de pacientes maiores de 18 anos acometidos pela psoríase em placas de moderada a grave que não respondem aos tratamentos convencionais. A psoríase é uma doença crônica de pele, não contagiosa e que não tem cura. A doença se manifesta através da formação de manchas e placas avermelhadas com escamação branca. Com os avanços no esclarecimento das causas da origem da doença, as alterações imunológicas da psoríase começaram a ser estudadas. Assim, a hiperproliferação celular, ou seja, a produção excessiva de células da pele, que era aceita como causa da doença, passou a ser compreendida como conseqüência do processo inflamatório. Dessa maneira, iniciaram-se os ensaios clínicos com uma nova classe de medicamentos, os agentes modificadores da resposta biológica - ou, simplesmente, biológicos.
Neste ponto está o grande diferencial dos chamados medicamentos biológicos. "Quando uma inflamação se inicia no organismo, é liberada uma substância chamada TNF (Fator de Necrose Tumoral), espécie de proteína que estimula o processo inflamatório. O medicamento biológico age exatamente bloqueando a atuação dessas proteínas que estimulam a inflamação, por isso são conhecidos como terapias anti-TNF", explica o Dr. Artur Duarte, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Estado de São Paulo (SBD-RESP).
A nova indicação de Enbrel® (etanercepte) representa para os médicos dermatologistas brasileiros uma nova e importante abordagem terapêutica. "Os ensaios clínicos com os agentes biológicos indicam uma evidente melhora do quadro clínico da psoríase, representando um ganho na qualidade de vida dos pacientes, potencialmente com menos efeitos colaterais ou com efeitos mais facilmente contornáveis", diz Dr. Artur.

Sobre Enbrel® (etanercepte)
Enbrel® (etanercepte) é um tratamento biológico e o primeiro receptor do Fator de Necrose Tumoral (TNF) humano solúvel a ser registrado pelo FDA (Food and Drug Administration, a agência de medicamentos dos Estados Unidos) e pela Agência Européia para Avaliação de Produtos Medicinais para o tratamento da psoríase. Além disso, Enbrel® possui aprovação para o tratamento da manifestação articular da psoríase, a Artrite Psoriásica, além da Artrite Reumatóide (AR), da Artrite Crônica Juvenil e da Espondilite Anquilosante.

Enbrel® (etanercepte) foi aprovado para o tratamento da Psoríase em pacientes maiores de 18 anos acometidos por psoríase em placas de moderada a grave que não respondem aos tratamentos convencionais. Em estudos clínicos com pacientes portadores de psoríase moderada a grave, o etanercepte mostrou resposta rápida e sustentada na melhoria das lesões de pele e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Mostrou ainda interromper o dano articular causado pela artrite psoriásica.

 

Fonte: Wyeth