Grupos

  

Erroneamente boa parte da população brasileira acredita que as doenças de pele se manifestam mais no verão. Ledo engano. O frio do inverno aliado a banhos quentes e longos, roupas pesadas e diminuição da exposição ao sol, é responsável pelo surgimento ou agravamento de muitas doenças de pele, entre elas, as dermatites de contato e alérgicas, eritema pérnio, o fenômeno de Raynauld, urticária ao frio e psoríase.

De acordo com o dermatologista do Hospital VITA Curitiba, Ruy Bittencourt, os banhos quentes, o contato com tecidos sintéticos ou lã e o vento, retiram a camada de proteção natural da pele, que fica mais vulnerável. Em contato com produtos irritantes, a pele apresenta sintomas como coceira, descamação, vermelhidão, ardência, dor, inchaço e rachaduras ou fissuras, que caracterizam as dermatites. "É importante identificar os causadores da dermatite e buscar sempre produtos que tenham o selo de aprovação dermatológica", alerta Bittencourt.

Psoríase

O inverno também serve como habitat ideal para a psoríase. A sintomatologia da doença é a aparição de placas avermelhadas com escamas grossas e brancas, principalmente nos joelhos, cotovelos e couro cabeludo. Algumas vezes, ela atinge as articulações, o que remete a um quadro mais grave.

Não há maneiras de evitar a doença, já que ela surge de uma predisposição genética, associada a fatores ambientais, medicações, hábitos entre outras causas. "É uma doença que não tem cura, mas pode ser controlada", comenta Bittencourt. A dica do dermatologista é se precaver. "Um pouco antes do tempo esfriar é importante começar um tratamento de hidratação intensiva com cremes específicos", recomenda.

Eritema Pérnio

Já o eritema pérnio está ligado a má circulação sangüínea e atinge as áreas que ficam mais expostas ao frio, como o rosto e as mãos. Causa edema, vermelhidão e coceira. Bittencourt enfatiza que, no inverno, é importante que as pessoas se protejam, usando luvas, aquecendo a casa, evitando exposição ao vento, usando cremes e até tomando medicação para melhorar a circulação sangüínea.

Fenômeno de Raynauld

No chamado Fenômeno de Raynauld, a doença se manifesta em três estágios. No primeiro momento, a pele fica branca, depois roxa e, no fim, avermelhada. Isso acontece num intervalo curto de tempo. Entre os sintomas está a apresentação de extremidades frias e ardência, estando freqüentemente associadas a doenças reumatológicas.

Urticária

A urticária ao frio acontece rapidamente, apresentando placas edematosas, que provocam inchaço na pele. O problema acontece com maior incidência nas áreas que ficam expostas, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, causando coceira e ardência. O ideal é se aquecer, tomar medicação antialérgica e evitar a exposição ao frio. De acordo com Bittencourt, para identificar a doença, é preciso fazer a prova do gelo: "Coloca-se uma pedra de gelo em contato com a pele por um determinado tempo. Se quando o gelo for retirado a pele ficar urticada, a pessoa está com a doença", explica o médico.

Medidas preventivas

O dermatologista recomenda a tomada de algumas medidas de prevenção. "Elas são importantes para evitar as doenças originárias do frio", finaliza Bittencourt:

"Evite excesso de sabonete; evite banhos muito quentes e demorados, pois eles removem a barreira natural de proteção e modificam o PH da pele; evite o contato direto da pele com fibras sintéticas e lãs. Recomenda-se usar uma malha fina de algodão entre a pele e esses tecidos; use o filtro solar também no inverno; use uma boa loção hidratante todos os dias após o banho, principalmente nas extremidades; não fique passando a língua nos lábios porque a saliva possui substâncias digestivas que agridem o lábio e causam rachaduras e até mesmo herpes." E no mais, é só aproveitar o frio.

Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redação Saúde em Movimento

 

 

 

Folha de São Paulo

 

Equlíbrio - Poucas e boas

Dois novos medicamentos prometem menor impacto para o organismo dos pacientes. O primeiro, já lançado no mês passado, é o Caelyx, indicado para mulheres com câncer de ovário ou de mama, em estágios mais avançados da doença. "Trata-se de uma nova apresentação da doxorrubicina, uma droga quimioterápica que passou a ser mais tolerada na forma lipossomal (veiculada por meio de partículas de gordura). Seu foco não é a cura do câncer, mas a redução do volume de células tumorais, o que proporciona um ganho de vida com mais qualidade para a paciente. Por isso, é indicado para quem também é portador do vírus HIV", explica Carlos José Coelho de Andrade, chefe do serviço de oncologia clínica do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Queda de cabelo, náusea e vômito são alguns dos efeitos colaterais reduzidos com a nova droga. Cada ampola de 20 mg chega a custar R$ 2.182,65 para o consumidor. Para os portadores de psoríase, uma doença crônica de pele, o Raptiva é o primeiro imunomodulador para o tratamento da doença. Já foi constatado que o uso contínuo de imunossupressores pode ocasionar hipertensão, alterações renais e problemas hepáticos. O laboratório que produz o Raptiva aguarda ainda para este ano a definição de preço pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para poder lançar o produto no mercado. Nos Estados Unidos, ele tem um custo de US$ 1.100.

 

::: 13/03/2003

A Psoríase (do grego psoríasis = erupção sarnenta) é doença não contagiosa que afeta 2% da população. Nos Estados Unidos, os portadores de psoríase fundaram a Psortasis Foundation e contribuem com fundos financeiros enormes para investir na qualidade de vida e na descoberta de medicamentos que curam esta doença.

A doença possui uma predisposição genética, sofre influência do clima e pode ser desencadeada por infecções, principalmente estreptocócicas (causadas por bactérias) além de ser agravada por stress. A psoríase comum se localiza de preferência nos cotovelos, joelhos, pés, mãos, couro cabeludo e região sacra. Com menos frequência pode atingir as dobras como axila e virilha, o que lembra muito micose. Neste casos, deve-se fazer um exame histopatológico ou micológico para o diagnóstico correto.

A psoríase também pode acometer as unhas, que se apresenta com pequenos furinhos (unha em dedal), ou uma unha fica descolada com uma massa debaixo dela em sua parte distal.

Existem formas que acometem as articulações, lembrando muito a artrite reumatóide. No couro cabeludo confunde muito com seborréia, mas geralmente a psoríase tem os limites muito definidos e as escamas são maiores e muito esbranquiçadas.

A coceira não é sintoma comum de psoríase. Quando este ocorre, temos que pensar na associação com micose, em pessoas muito emotivas e preocupadas ou dos produtos usados estarem agravando a dermatose.

No tratamento de psoríase, o mais importante é esclarecer o paciente sobre o caráter crônico mais benigno da doença, da não contagiosidade e sobre a importância de tomar sol (não pode ser em excesso porque senão pode piorar) e a influência do estado emocional. Quando a psoríase é muito discreta, só dos paciente tomar essas precauções ele conseguirá conviver bem com a doença sem precisar nem mesmo se tratar.

Quando a psoríase é mais intensa e gera desconforto físico e psicológico, pode ser tratada com pomadas lubrificantes locais, psoralen (PUVA), neo tigason (acitretina), ciclosporina (Sandimum Neoral), micofenolato mefotil (Celicept) ou Methotrexate. Estes medicamentos devem ser prescritos somente por médicos especialistas, já que tem alguns efeitos colaterais que podem ser totalmente previstos e controláveis.

O tratamento de psoríase tem evoluído muitíssimo. Nos últimos congressos de dermatologia nacionais e internacionais as grandes vedetes são os novos medicamentos para esta doença.

Anotem, pacientes de psoríase, vocês vão ouvir falar muito ainda de: efelizumav (xanelim), micofenolato mefetil (celicept), alefacept, etanercept, infliximab tópico e de uso do Laser Excimar ou Dye laser em formas localizadas da doença. Todos, medicamentos avançados para o tratamento da psoríase. Sabe-se que há fatores autoimunes e um gen que predispõe à psoríase. No futuro, com o desenvolvimento e aprovação da engenharia genética, poderemos controlar este gen e, portanto, a cura da psoríase estará muito mais próxima.


Cristina Mansur
é dermatologista, professora e chefe
da disciplina de Cosmiatria do Serviço
de Pós-Graduaçao em Dermatologia da UFJF.

 

São Paulo, 27 de Setembro de 2004

A psoríase é reconhecida como a doença inflamatória mediada por células-T mais prevalente em humanos, com efetores de células T-auxiliares (T-helper - Th) 1 ativados. A leflunomida exerce suas atividades antiinflamatórias prevenindo a geração de efetores Th1 pró-inflamatórios e promovendo diferenciação de células Th2.

 

Foi publicada recentemente no British Journal of Dermatology a fase II de um ensaio clínico para determinar a segurança e eficácia da leflunomida em pacientes com psoríase em placas moderada a grave. Oito pacientes com psoríase receberam leflunomida oral 20mg por dia por 12 semanas. Os pacientes foram avaliados quanto à melhora na psoríase, qualidade de vida, alterações histológicas e toxicidade.

 

Os efeitos antipsoriásicos foram obtidos em seis dos oito pacientes. Um decréscimo significativo foi observado no Índice de Gravidade e Área Psoriásica (Psoriasis Area and Severity Index score) com média ± desvio padrão de 20,08 ± 6,85 antes do tratamento para 12,51 ± 11,83 após (p = 0,03). A eficiência antipsoriásica foi confirmada histologicamente com uma diminuição na espessura da pele de 0,73 ± 0,19µm para 0,31 ± 0,16µm (p = 0,01). O índice de qualidade de vida apresentou um aumento de 8,58 ± 2,38 antes para 5,33 ± 1,95 após (p = 0,02). O tratamento foi bem tolerado, as reações adversas primárias consistiram em eventos gastrointestinais transitórios.

 

Os autores concluíram que a leflunomida para psoríase em placas é uma opção segura e clinicamente efetiva como monoterapia. Entretanto, afirmaram que estudos placebo-controlados e duplo-cegos são necessários.

Uma resenha de Leflunomide in the treatment of psoriasis: results of a phase II open trial - British Journal of Dermatology; 2004; 150(5): 970

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        Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que a utilização da Lama Negra de Peruíbe pode ser eficiente no tratamento da artrite. A tese de doutorado, defendida pela biomédica Zélia Maria Nogueira Britschka, mostrou que ratos com artrite induzida apresentaram melhora significativa após o tratamento com a Lama. Segundo a biomédica, está em estudo a continuidade das pesquisas e experimentos, desta vez em humanos, dos benefícios da Lama Negra em casos de artrite. Ainda de acordo com ela, é cedo para dizer que o produto cure doenças. “A revelação foi mostrada em ratos. Precisamos desenvolver e avançar nas pesquisas em seres humanos”, explicou.

        O Município de Peruíbe é bastante famoso por ter em seu território uma jazida do produto. A autorização de lavra para extração pertence à Prefeitura de Peruíbe, por meio da Progresso e Desenvolvimento de Peruíbe (PRODEP S.A.), que disponibiliza a lama para exposição no Lamário Municipal. Ali as pessoas podem conhecer melhor todas as propriedades e benefícios da Lama Negra, além de terem a possibilidade de aplicação na pele. Segundo o Diretor de Cultura e Turismo do Município, Paulo Henrique Siqueira, a função da Prefeitura é extrair, expor para conhecimento do público e divulgar nos mais diversos meios de comunicação os poderes que a Lama Negra de Peruíbe tem. “Nós mostramos o produto. Se a pessoa estiver interessada em tratamentos medicinais e estéticos, Peruíbe têm clínicas especializadas. Se ela preferir experimentar os benefícios cosméticos, como shampoos, sabonetes e cremes, esses produtos podem ser adquiridos no comércio local. A nossa função, enquanto Prefeitura, é incrementar, por meio de divulgação, a venda de serviços e produtos através da iniciativa privada”, destacou Siqueira. “A nossa vontade é que o setor hoteleiro passe a funcionar como pequenos spas, oferecendo os produtos. E para isso a Prefeitura ajudará no que for preciso”, finalizou.

        Falar a respeito do objetivo do Projeto Lama Negra de Peruíbe é algo amplo, pois na verdade este objetivo é muito diversificado. Poderíamos afirmar, no entanto, que o objetivo primeiro e mais importante é: disponibilizar o uso da Lama Negra, seja como contribuição à saúde publica, como matéria-prima para o desenvolvimento de um novo ramo da indústria não poluente ou como equipamento turístico. Para que este objetivo maior seja atingido, algumas etapas devem ser vencidas e podem também ser entendidas como objetivos secundários deste projeto:

 

1.        Desenvolvimento de um protocolo de atendimento médico que possibilite um acompanhamento sistemático e objetivo da evolução dos pacientes em tratamento, com vista à montagem de trabalhos, que serão apresentados em fóruns de discussão científica, buscando uma demonstração da eficiência do tratamento fangoterápico;

2.          Construção de um equipamento termal adequado às mais atuais normas de eficiência e qualidade de atenção médica e turística;

3.          Fomentar a discussão a respeito da estrutura de entretenimento e atendimento ao turista, curista ou aquista, assim como aos que lhe acompanham, visando um bom aproveitamento do tempo ocioso durante o tratamento;

4.          Desenvolver parcerias com institutos de estudo e pesquisa, nacionais e internacionais, para um aprofundamento do conhecimento e troca de informações, assim como para a criação de protocolos de atendimento a serem utilizados simultaneamente em várias partes do mundo e;

5.          Difundir, além de todas as fronteiras, os benefícios do termalismo, e de todas as terapias naturais, a importância da preservação do meio ambiente e sua recuperação onde já tenha sido agredido, começando por envolver neste processo educacional os escolares de nosso município com a intenção de despertar neles um profundo respeito e orgulho por este recurso natural, que se encontra em nosso município.

 

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Peruíbe

 

 

 

 

A cura ainda está distante, mas os portadores de psoríase já dispõem de uma nova geração de medicamentos e de aparelhos de radiação ultravioleta que prolongam a remissão da doença de pele que atinge de 2% a 3% da população mundial e pode estar associada à artrite. Câmaras e pistolas de raios ultravioleta-B (UVB) e remédios biológicos, que atuam no sistema imunológico, estão ajudando pessoas como o microempresário Luiz Carlos Cortez, de 45 anos, que luta para conter a descamação que atinge todo o corpo.
“Há um ano apareceram as primeiras lesões e a coceira. De repente, eu estava tomado por bolhas e escamas. Passei a mandar um funcionário me representar nas minhas reuniões de negócio. Por onde andava, o chão ficava cheio de casquinhas. Sentia muita vergonha”, diz ele, que há dois meses faz duas sessões semanais de 15 minutos de banho de luz UVB narrow band (faixa de freqüência estreita) e, em breve, poderá tratar lesões localizadas, como as do cotovelo, com uma ponteira.
Segundo a dermatologista Paula Bellotti, o tratamento é indicado a pacientes com intolerância à substância psoraleno, usada no tratamento com UVA (Puva), método consagrado.
“A radiação é emitida com freqüência baixa e picos de 318 nanômetros”, diz a médica, enfatizando que há efeitos colaterais. “Como qualquer fototerapia, estamos atentos ao risco de câncer de pele, sobretudo em pessoas de pele clara. A exposição ao sol também deve ser analisada. O uso de óculos de proteção é obrigatório. A ponteira representa um avanço porque não é preciso expor o corpo todo ao UVB.”
O dermatologista Absalom Filgueira, coordenador do programa de pós-graduação em dermatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ -, explica que o método induz a apoptose, uma espécie de suicídio das células que atuam na inflamação.
“A adesão ao narrow band é maior porque não há associação com medicação oral. No caso do Puva, o paciente tem de se expor à radiação num período determinado após usar o medicamento. Isso engessa o tratamento”, diz o professor, explicando que a irradiação corporal tem a vantagem de atingir todas as células inflamatórias.
Segundo o dermatologista rio-pretense João Roberto Antônio, dois novos medicamentos tópicos, o calcipotrieno (análogo da vitamina D) e o tazaroteno (retinóide) têm demonstrado eficácia em pacientes com psoríase leve ou moderada.
Ele diz que os tratamentos mais comuns são feitos à base de medicamentos de uso local, fototerapia e de uso sistêmico. Pacientes com doença em graus leve ou moderado são tratados com remédios de uso local. Os mais usados são os glicocorticóides, o coaltar e a antralina. “Os queratolíticos podem ser indicados para ajudar a remover placas e melhorar a absorção dos corticóides ou do alcatrão”, informa o médico.
Mas, de acordo com ele, há alguns obstáculos como perda de eficácia e efeitos colaterais, que limitam o uso de corticóides tópicos a longo prazo. “O uso das alternativas, alcatrões tópicos e antralina, pode ser limitado por desconforto do paciente, inconveniência e falta de eficácia”, explica.
Outra opção, adotada por 20% dos portadores de psoríase, é a fototerapia ou terapêutica sistêmica para casos em que a doença não é controlada pelos medicamentos tópicos. Segundo o médico, a fototerapia é feita com a exposição à luz ultravioleta (UVB ou UVA) isolada ou combinada com um fármaco tópico ou psoraleno (PUVA).
Os fármacos sistêmicos usados em psoríase disseminada ou grave são o metotrexato e etretinato. “O metotrexato é eficaz na psoríase em virtude de seus efeitos antiinflamatório e antimicótico. E necessário controle hepático para evitar efeitos colaterais sérios do metotrexato como a depressão da medula óssea e a hepatotoxicidade”, detalha Antonio.
Já o etretinato promove a diferenciação dos queratinócitos e pode modular a resposta inflamatória na psoríase. Os efeitos colaterais sérios do etretinato, como teratogenicidade, hepatotoxicidade e calcificação de tendões e ligamentos extraespinhais limitam o uso da droga a casos de psoríase grave recalcitrante. Corticosteróides sistêmicos e sulfassalazina não são indicados em psoríase grave, mas têm sido utilizados em raros casos.

Doença requer controle permanente

A fidelidade ao procedimento adotado contra a psoríase, aliás, é fundamental. Por terem uma doença crônica, os psoriáticos não podem desistir na primeira tentativa, afirma o dermatologista Celso Sodré, um dos coordenadores do curso de atualização em psoríase da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
“E como se tivessem diabetes ou hipertensão. O controle é permanente e um rodízio de tratamentos pode evitar efeitos colaterais.”
Enquanto a primeira geração de drogas contra a psoríase - corticóide, coaltar, metrotexato, entre outros - atua no controle dos sintomas, os medicamentos biológicos agem na fase inicial da doença, impedindo a transmissão das mensagens químicas que desencadeiam a escamação da pele. Diferentemente das substâncias convencionais cuja eficiência é suspensa com a interrupção do uso, os medicamentos biológicos propõem a ausência de sintomas sem o emprego das substâncias por até um ano.
Indicadas para casos moderados e graves ou de intolerância aos medicamentos tradicionais, drogas como infliximab, alefacept, efalizumab e etanercept - nem todas disponíveis ainda no Brasil - são ministradas de três maneiras: infusão intravenosa, injeção intravenosa ou injeção subcutânea. Nesse último caso, o uso é igual ao da insulina: o paciente usa uma pistola para aplicar o medicamento em casa. (AG)

Os tratamentos

Remissivos
As fototerapias Puva e UVB narrow band impedem o aparecimento das lesões por períodos de seis a 12 meses após três a quatro sessões semanais. No primeiro caso, é preciso tomar uma dose de psoraleno duas horas antes de se submeter à radiação. Os efeitos colaterais são ressecamento da pele, pigmentação, fotoenvelhecimento e risco de câncer de pele em indivíduos propensos.

Biológicos
Infliximab, efalizumab, alefacept e etanercept são as opções mais recentes. São usados por via subcutânea ou venosa.
Oferecem risco de infecções, cefaléia, náusea e até de exacerbação da psoríase.

Supressivos
Foram as primeiras armas contra a psoríase. São tópicas, orais ou injetáveis, como corticóide, coaltar, metotrexato, ciclosporina, acitetrina e mofetilmicofenol. Só fazem efeito enquanto são usadas. Podem causar anemia, doenças de fígado e gastrintestinais, má formação de fetos. Segundo o dermatologista Mark Lebwohl, a associação de acitretina com fototerapia tem boa eficácia. Outra opção é combinar o calcipotriol e o dipropionato de betametasona.

A doença

Características
A psoríase é uma doença inflamatória auto-imune caracterizada pela multiplicação acelerada dos queratinócitos, as células da pele, que chegam à superfície ainda imaturas. Ela causa eritemas, descamação, e em alguns casos, coceira. Não é contagiosa. O diagnóstico é feito por exame clínico, mas o rnédico pode solicitar biópsia.

Incidência
Estima-se que 2% a 3% da população mundial tenham psoríase. Atinge adultos, principalmente entre 30 e 50 anos. Embora raro, crianças podem sofrer. Pode ser localizada em mãos, pés, cotovelos e couro cabeludo. Casos graves atacam todo o corpo e as articulações.

Causas
Sabe-se que a psoríase é agravada pelo estresse e por fatores genéticos, porém ainda não se conhece o elemento desencadeador (antígeno). O pesquisador Absalom Filgueira investiga a relação da doença com bactérias como estreptococos e estafilococos.

Drogas previnem artrite psoriática

O dermatologista Absalom Filgueira explica que os imunomoduladores atuam em diferentes componentes biológicos da doença.
Há os que bloqueiam a ativação do linfócito T (célula de defesa), os que impedem a apresentação do antígeno (agente externo) aos linfócitos ativados e os que modificam as respostas inflamatórias, agindo nas citocinas (substâncias produzidas em resposta). O especialista acrescenta que, por atuarem no sistema imunológico, esses remédios apresentam efeitos colaterais associados à dificuldade de defesa de infecções, como a tuberculose: “E preciso aguardar algum tempo para termos segurança absoluta sobre novas drogas.”
Segundo a médica Christiane Pedreira, do laboratório Serono, dono da patente do efalizumab, que cria uma barreira entre a célula T e a molécula de adesão intracelular, 13 estudos clínicos mostraram que pacientes que usaram o remédio por três anos não desenvolveram doenças malignas ou infecções oportunistas. A substância, já liberada nos Estados Unidos e na Suíça, aguarda o aval do Ministério da Saúde.
Presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro e professora da Uerj, Sueli Carneiro afirma que tanto o sistema UVB narrow band quanto os medicamentos biológicos atuam de alguma maneira no tratamento da artrite psoriática, um desdobramento da psoríase que 20% a 40% dos pacientes apresentam em algum momento da vida.
“O UVB não é o tratamento de escolha para pacientes com artrite, mas a queixa articular diminui quando doentes com lesões na pele são submetidos à radiação. Por outro lado, alguns medicamentos biológicos desenvolvidos para o trato das juntas têm eficácia dermatológica. São sintomas diferentes da mesma doença”, explica a reumatologista. (AG)

 

Fonte: Jornal Diário da Região - São José do Rio Preto-SP, 10/10/2004
Data de publicação: 19/10/2004

 

 

 

 

 

 

EQUILÍBRIO

Doenças auto-imunes são resultado da batalha interna do corpo contra ele mesmo; elas não têm cura, mas sintomas são tratáveis

Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe. É isso o que o corpo faz quando acometido por doenças auto-imunes. O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo e, em vez de combater apenas inimigos, como vírus e bactérias, passa a atacar células ou tecidos saudáveis do organismo. Não é à toa que as doenças auto-imunes tanto assustam. De início, o paciente tem dificuldade para compreender que, além de vítima, é "autor" desse mecanismo de agressão. Já os médicos também não compreendem por que as células de defesa do corpo perdem o controle, ou seja, a causa das doenças auto-imunes, as quais também não têm cura. Mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes. A incidência da doença tem aumentado. Duplicou nos últimos 40 anos -também não se sabe por que, há quem credite isso ao aprimoramento nos diagnósticos e à precisão dos testes laboratoriais. O fato é que, só nos EUA, são 50 milhões de pessoas por ano diagnosticadas com uma doença desse tipo. Em todo o mundo, médicos e pesquisadores presumem que ela chegue a atingir de 15% a 20% da população, e as maiores vítimas são mulheres. E o que mais se sabe com certeza? Que existem, reconhecidos pela medicina, 30 tipos de doenças auto-imunes. Artrite reumatóide, lúpus e diabetes tipo 1 são algumas delas. E cada uma, com seus respectivos sintomas, atinge um órgão diferente, diz o reumatologista e imunologista do Albert Einstein Morton Scheinberg, pesquisador do assunto há mais de 20 anos.

Hipóteses se atropelam

Uma das hipóteses para a causa das doenças, segundo o imunologista Momtchilo Russo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, é a da higiene. "Como hoje as pessoas não desenvolvem tantas infecções, que talvez regularizassem a ação do sistema imunológico, nossas células de defesa poderiam estar superativadas". Por outro lado, alguns estudos revelam que as doenças infecciosas é que afetariam o funcionamento do sistema imunológico. "Na febre reumática, sabe-se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo", diz a imunologista Myrthes Toledo Barros, do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (SP). Hipóteses à parte, sabe-se que, para desenvolver uma doença auto-imune, são necessárias três condições, explica Scheinberg. A primeira é ter predisposição genética para a doença. Outro requisito é o problema ser desencadeado por um fator do ambiente externo, como exposição ao sol no caso do lúpus ou situação estressante na psoríase. E a terceira, e óbvia, é o desequilíbrio das células do sistema imunológico. "Além disso, quem tem uma doença auto-imune tem maior chance de desenvolver outras do mesmo gênero", afirma o imunologista Luiz Vicente Rizzo, do Incor.

Descoberta precoce

Virar expert na doença é uma marca dos portadores. O estudante de medicina Tiago Bitar Barros, 22, convive com artrite reumatóide desde os sete anos. "Ele foi diagnosticado quando teve uma febre que não passava", lembra a mãe, Cristina Barros. Com a evolução dos medicamentos, hoje ele vive como qualquer outro jovem da idade. "Tive a sorte de ser diagnosticado cedo. Ninguém acha que eu tenho a doença." A bancária Vânia Mello Suruagy, 45, é outra sortuda. Descobriu ter lúpus antes mesmo de sentir os sintomas. "O exame de sangue periódico feito pelo banco constatou que minhas plaquetas estavam baixíssimas. Se não fosse por isso, talvez não tivesse descoberto", conta. Como ocorre com a maioria dos portadores, o resultado assustou. "Não tinha ouvido falar sobre isso. Fui direto para a internet", conta ela, que já virou especialista na doença.

Influência emocional

"Existe uma relação direta entre o estado emocional das pessoas e o sistema imunológico. Há uma nova área na medicina, a psiconeuroendrocrinoimunologia, para estudar melhor a questão", diz o dermatologista Cid Yazigi Sabbag, presidente do Centro Brasileiro de Psoríase. Segundo Yoshiaki Ohki, diretor científico da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática, sabe-se que os corticóides produzidos em momentos de estresse diminuem a defesa imunológica. Para ele, quem está saudável do ponto de vista emocional também está do ponto de vista orgânico.

No caso do engenheiro Eduardo Griebler, 42, o estresse teve papel fundamental. No primeiro surto de psoríase, aos 18 anos, ele prestava vestibular. "A doença começou lentamente, mas foi aumentando ao longo dos últimos 20 anos", conta. Para ajudá-lo a enfrentar

 

 

KARINA KLINGER - FREE-LANCE PARA A FOLHA

Folha de São Paulo

O vereador Ricardo Montoro participou do programa Sala de Visitas, na TV Câmara São Paulo. Desta vez, o vereador e seus convidados conversaram sobre uma doença que em média atinge 3 por cento da população mundial e, no Brasil, atinge cerca de 5 milhões de pessoas: a psoríase. Trata-se de doença inflamatória da pele, crônica, não contagiosa, de causa ainda desconhecida e sem cura. No programa, o médico supervisor da divisão de dermatologia do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da USP, Luiz Guilherme Martins Castro, a presidente da Associação Brasileira de Estudos e Assistência às Pessoas com Psoríase, Deborah Griebler, e a paciente de psoríase, Silvia Galli, esclareceram várias dúvidas de diagnóstico e tratamento.

Segundo Martins Castro, a psoríase é uma doença de fundo orgânico, genética e muito ligada aos estresses físico e emocional. A psoríase atinge indistintamente homens e mulheres, sendo mais freqüente na raça branca. Caracteriza-se pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, recobertas de escamas secas e esbranquiçadas que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Podendo em outros casos a se espalhar por toda a pele. A doença pode se manifestar logo após o nascimento ou tardiamente no idoso, mas o mais comum é o aparecimento dos sintomas entre a 2ª e a 4ª décadas da vida.

O programa vai ao ar na TV Câmara São Paulo nesta sexta-feira, 28 de outubro, às 13h30 e às 16h. A TV Câmara SP é sintonizada nos canais 13 da NET e 09 da TVA.   

 

Site: http://www.montoro.org.br/

Zambiasi apresenta no Senado guia com informações sobre a psoríase

(13/07/2006 - 15:44 )

 

 

 

O senador Sérgio Zambiasi apresentou nesta quinta-feira, no Senado Federal, uma publicação elaborada pela Associação Nacional dos Portadores de Psoríase (Psorisul), que traz informações sobre a doença e os cuidados que devem ser tomados pelos portadores. De acordo com o senador, o objetivo do guia "Psoríase: Uma questão de pele" é proporcionar um maior conhecimento sobre a doença e minimizar os efeitos do preconceito e da discriminação em todo o Brasil.

A publicação traz também as causas e os fatores desencadeantes da psoríase, os tipos da doença, além de orientações O conteúdo do guia teve a supervisão do médico dermatologista Dr. André Vicente de Carvalho, responsável pelo Setor de Psoríase do Complexo Hospitalar Santa Casa. Para o senador Zambiasi, somente através do conhecimento será possível combater a discriminação sofrida pelos portadores de psoríase. O parlamentar solicitou à presidência do Senado a inserção do trabalho nos anais da Casa.

Zambiasi comunicou a aprovação, pela a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, do projeto de lei de autoria do deputado Iradir Pietroski (PTB) que estabelece o Dia Estadual de Combate à Psoríase. A data deverá ser comemorada a cada dia 29 de outubro, que é considerado o Dia Mundial da Psoríase. Também nesse sentido, o parlamentar destacou a proposta do senador Delcídio Amaral, que estabelece o Dia Nacional de Combate à Psoríase, na mesma data. O texto já foi aprovado pelo Senado e tramita na Câmara dos Deputados.

O senador também destacou o trabalho realizado pela Psorisul, comandada pela gaúcha Gladis Lima. A entidade, que já tem mais de 60 mil associados, procura promover o bem-estar das pessoas com psoríase. Dentre suas principais ações estão o oferecimento de assessoria jurídica gratuita, a constituição de grupos de apoio e a realização de eventos sobre a doença.

A psoríase é uma doença inflamatória ainda pouco conhecida, que afeta mais de 125 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de não matar e de ser tratável, a psoríase pode causar muitos danos a seus portadores, especialmente na qualidade de vida e no convívio social, por afetar a auto-estima e a vaidade. Além da predisposição genética, existem fatores que podem desencadear ou agravar a doença, como estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções de garganta, baixa umidade do ar e uso de alguns medicamentos.


Sabrina Craide – Assessoria de Imprensa do Senador

De origem genética, psoríase se agrava com estresse


Agência Estado

16:32 31/10

Por Leandro Quintanilha



Em algumas pessoas, a dor emocional deixa marcas na epiderme. Mais precisamente, em 3% delas. Os medos, as perdas e as desilusões da vida desencadeiam e agravam as crises inflamatórias da psoríase, uma doença crônica de origem genética, não-contagiosa e de difícil controle. Mas tratável. Se na vida o sofrimento é, muitas vezes, inevitável, novos tratamentos fazem com que, ao menos, elas se tornem menos visíveis à flor da pele.



"A psoríase é uma doença que afasta o paciente do convívio social", afirma a psicóloga Deborah Martinez, presidente da Associação Brasileira de Estudo e Assistência à Pessoa com Psoríase (Abeapp). Isso, porque a descamação da pele e as manchas avermelhadas que o sucedem minam a auto-estima do portador. "Nos casos mais severos, há quem fique deprimido e se recuse a sair de casa."



"A psoríase não é causada por fatores emocionais", frisa a dermatologista Mariana Muniz, do Hospital das Clínicas. "É um mal de origem hereditária que pode ser exacerbado pelo estresse emocional." Trata-se de uma doença auto-imune, isto é, provocada pelo sistema imunológico do próprio indivíduo. "O organismo não reconhece algum elemento da pele e, por isso, a ataca."



Assim, o sistema imunológico "mata" a epiderme, a camada mais superficial da pele, encarregando-se de substitui-la. O ciclo natural de renovação da epiderme leva quase um mês, mas, nas crises de psoríase, o processo acontece em menos de quatro dias. "A pele morta se acumula, formando crostas pela superfície do corpo", explica a dermatologista Luciane Scatone. Em seguida, essas placas assumem uma coloração levemente prateada e começam a descamar, deixando manchas róseas ou avermelhadas.



Há diversos tipos de psoríase e o tratamento varia de acordo com a severidade de cada caso. Nos mais leves, costumam ser prescritos corticóides - de uso tópico, já que os orais e de injeção provocam o chamado "efeito rebote" -, além de medicamentos derivados de vitamina D e alcatrão, que favorecem a queratinização da pele. Para os casos intermediários, é recomendável também fototerapia - a radiação luminosa funciona como uma espécie de imunossupressor da pele.



Os casos mais severos, por sua vez, devem ser tratados com medicamentos imunobiológicos. Há dois tipos, os imunossupressores (metotrexate, ciclosporina, remicade etc.) e imunomoduladores (infliximabi, efalizomabe, alefacept). Estes, mais específicos, têm menos efeitos colaterais - os primeiros podem causar problemas hepáticos e renais, além de deixar o paciente mais suscetível a infecções. "Mas são seguros, desde que haja acompanhamento", diz Mariana.



Problema maior é o fato de os tratamentos imunobiológicos serem muito caros - podem custar até R$ 10 mil por mês. A Abeapp está reivindicando ao governo que arque com a despesa, como é feito no caso do coquetel antiaids. Mas esses medicamentos só são liberados de graça para o tratamento de artrite.



A psoríase pode se manifestar em qualquer fase da vida. O empresário Eduardo Griebler, 43, sofreu a primeira crise aos 18, quando prestava vestibular. As feridas surgiram primeiro nos cotovelos. Depois, nos joelhos, nas mãos, nas costas. "A partir daí, as crises se agravavam em momentos de mais estresse e preocupação." Mas o tratamento tem dado bons resultados. Menos mal: agora, os momentos difíceis só deixam marcas na memória.



SERVIÇO

A Abeapp (11-4771-2646) mantém um grupo de apoio aos portadores da doença.

Encontre a associação mais próxima de você no Psoríase Brasil: www.psoriase.org.br

Ademir Júnior*, Especial para a Agência Estado

Há alguns anos vemos crescer um movimento de conscientização da população em geral para os cuidados com o corpo através da ingestão de alimentos que visam diminuir o risco de progressão e aparecimento de doenças, assim como promover mais saúde.

Quantas vezes não tivemos acesso a reportagens de jornais e revistas falando sobre a importância dos alimentos ricos em fibra como grandes colaboradores do bom funcionamento do aparelho digestivo, da ingestão de uma quantidade mínima diária de água para a boa saúde do corpo ou sobre a importância dos grãos e peixes no fornecimento de óleos bons que ajudam a controlar o colesterol ruim no nosso corpo.

Recentemente, algumas novas propostas vêm sendo levantadas, entre elas as que visam reconhecer nos alimentos propriedades cosméticas para fins de embelezamento da pele, melhora dos problemas dermatológicos, prevenção do envelhecimento e manutenção de cabelos e unhas fortes e bonitos. Isto porque, assim como ocorre nos demais sistemas corporais, a pele se beneficia dos nutrientes assimilados pelo corpo a partir da alimentação e isto pode ser comprovado pela presença de inúmeros estudos ligando a reposição protéica, a reposição de ácidos graxos essenciais e a suplementação de vitaminas e minerais com a melhor qualidade da pele e de seus anexos. Surge então uma proposta que se encaixa perfeitamente neste conceito, a proposta dos nutracêuticos, alimentos ou suplementos alimentares que têm como objetivo, além de melhorar o funcionamento corporal como um todo, colaborar com a beleza e qualidade da pele.

Como a falta de tempo nas grandes cidades favorece o consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras, há, como resultado, um aumento da produção de radicais livres e, conseqüentemente, um favorecimento aos quadros inflamatórios de pele e ao envelhecimento cutâneo. Alguns estudos provam que quadros de acne, psoríase e alergias podem piorar à medida que certos alimentos são ingeridos, assim como o envelhecimento da pele pode ser acelerado com alimentação não balanceadas e pobres em nutrientes.

Na prática clínica, percebemos cabelos, unhas e peles mais frágeis quando o paciente opta por descartar as dietas onde estejam presentes as carnes de qualquer natureza. Estes mesmos pacientes, apesar de uma dieta considerada "saudável" por muitos, costumam evoluir com mais flacidez cutânea e com peles com maior tendência a rugas finas e em maior número.

É em função destes problemas relacionados à alimentação, citados acima, que cresce o uso dos nutracêuticos. Nesta proposta, a ingestão ou suplementação de proteínas costuma ser fator de grande valia na manutenção de uma pele mais firme e, conseqüentemente, com menor velocidade de envelhecimento, de formação de estrias e com menor chance de evoluir para flacidez. Óleos graxos essenciais presentes em grãos e peixes ajudam a diminuir processos inflamatórios de pele, assim como colaboram para uma boa cicatrização. São também estes óleos componentes importantes para a arquitetura cutânea colaborando com a boa hidratação da pele e favorecendo o viço e a jovialidade.

As vitaminas C e E presentes em inúmeros alimentos, incluindo frutas, castanhas e amêndoas são ótimas pois ajudam a manter bons teores de colágeno na derme, substância que promove aspecto de saúde cutânea e que dá firmeza à pele. O chá verde ou "green-tea", há muito consumido nos países do oriente, chega com força total como coadjuvante de terapias antioxidantes com excelentes benefícios para a qualidade da pele e prevenção do envelhecimento.

Alguns componentes das uvas fazem desta fruta um ótimo redutor de radicais livres, assim como ocorre com a ingestão do licopeno, outro fortíssimo antioxidante, presente em grandes concentrações no tomate. Ambos costumam ser indicados por dermatologistas por seus benefícios na saúde da pele e força dos cabelos.

De uma forma geral, quanto mais estudamos os alimentos e os suplementos alimentares, melhores conhecimentos nos chegam sobre seus benefícios e aplicações na pele. Em função disto, a sugestão de orientações alimentares e de suplementos começa a fazer parte dos cuidados gerais para quem quer manter uma pele bonita e saudável, além de começar a fazer parte do receituário de dermatologistas e de médicos que trabalham com medicina estética, que associam aos seus já tradicionais cremes e procedimentos, agora também os alimentos.


(*) Ademir Júnior é dermatologista, presidente do Grupo de Apoio a Pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) (www.gapsop.com.br) e autor do livro "Socorro, Estou Ficando Careca" - Editora MG. E-mail: ademirjr@ademirjr.com.br.


(**) O conteúdo dos artigos médicos é de responsabilidade exclusiva dos autores.

25/08/2006

Especialistas de todo o Estado discutem doenças de pele em Taubaté

Médicos especialistas em Dermatologia de todo o Estado de São Paulo se reúnem para discutir o Tratamento da Psoríase, hoje dia 26, em Taubaté. Professores de Dermatologia das Faculdades de Medicina da Unesp de Botucatu, São José do Rio Preto, PUC de Campinas e da Unitau irão debater, com médicos de Taubaté, São José dos Campos e de toda a região do Vale do Paraíba, as causas desta doença crônica da pele, bem como os tratamentos, por meio da utilização da Fototerapia, dos Imunobiológicos e do Laser.

Esta é a terceira Reunião Científica promovida neste ano pela Disciplina de Dermatologia da Unitau e pelo Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário de Taubaté (HUT) e é a 38ª promovida pela Universidade de Taubaté, com o objetivo de possibilitar aos médicos da região a oportunidade de conviver com renomados professores de todo o Estado de São Paulo. “Os participantes se mantêm atualizados com os novos conhecimentos e podem obter créditos para a revalidação de seu Título de Especialista pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira”, enfatiza o coordenador do evento Prof. Dr. Samuel Henrique Mandelbaum, Chefe do Serviço e da Disciplina de Dermatologia. O dermatologista acrescenta que a Universidade de Taubaté é a única entidade da região cujos eventos são cadastrados para esta atualização.

O evento será realizado no Anfiteatro do Departamento de Medicina, às 8h30. A organização aguarda a presença de 30 médicos, além dos estudantes de Medicina. A realização do fórum conta com os apoios de: Stiefel, Galderma, La Roche-Posay, Libbs, Theraskin, Schering-Plough, Novartis, Biolab e Terapêutica Farmácia de Manipulação.

Sobre a doença

A Psoríase é uma doença crônica, que aparece na pele e nas articulações, e que pode ser extremamente severa e comprometer seriamente a qualidade de vida dos pacientes. “Aparecem manchas vermelhas que descascam e engrossam a pele, principalmente nos cotovelos, nos joelhos, nas palmas das mãos, nas plantas dos pés e no couro cabeludo”, explica Mandelbaum.

De acordo com o dermatologista, podem aparecer desde pequenos pontos até grandes placas, podendo chegar à descamação de toda a pele. “As juntas das mãos também podem se apresentar inchadas, doloridas e com dificuldade para mexer os dedos. O tratamento é difícil e cada paciente deve ser completamente investigado, para se instituir a melhor terapêutica para cada caso”, ressalta o médico dermatologista.

Fonte: Diário de Taubaté

 


A psoríase atinge de 1 a 3% da população mundial.

Medicamento originalmente usado para o tratamento de doenças reumatológicas é para tratar a psoríase.
Julho, 2006 - O medicamento biológico Enbrel® (etanercepte), usado mundialmente por mais de 400 mil pacientes, já está disponível e em uso no Brasil para o tratamento de pacientes maiores de 18 anos acometidos pela psoríase em placas de moderada a grave que não respondem aos tratamentos convencionais. A psoríase é uma doença crônica de pele, não contagiosa e que não tem cura. A doença se manifesta através da formação de manchas e placas avermelhadas com escamação branca. Com os avanços no esclarecimento das causas da origem da doença, as alterações imunológicas da psoríase começaram a ser estudadas. Assim, a hiperproliferação celular, ou seja, a produção excessiva de células da pele, que era aceita como causa da doença, passou a ser compreendida como conseqüência do processo inflamatório. Dessa maneira, iniciaram-se os ensaios clínicos com uma nova classe de medicamentos, os agentes modificadores da resposta biológica - ou, simplesmente, biológicos.
Neste ponto está o grande diferencial dos chamados medicamentos biológicos. "Quando uma inflamação se inicia no organismo, é liberada uma substância chamada TNF (Fator de Necrose Tumoral), espécie de proteína que estimula o processo inflamatório. O medicamento biológico age exatamente bloqueando a atuação dessas proteínas que estimulam a inflamação, por isso são conhecidos como terapias anti-TNF", explica o Dr. Artur Duarte, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Estado de São Paulo (SBD-RESP).
A nova indicação de Enbrel® (etanercepte) representa para os médicos dermatologistas brasileiros uma nova e importante abordagem terapêutica. "Os ensaios clínicos com os agentes biológicos indicam uma evidente melhora do quadro clínico da psoríase, representando um ganho na qualidade de vida dos pacientes, potencialmente com menos efeitos colaterais ou com efeitos mais facilmente contornáveis", diz Dr. Artur.

Sobre Enbrel® (etanercepte)
Enbrel® (etanercepte) é um tratamento biológico e o primeiro receptor do Fator de Necrose Tumoral (TNF) humano solúvel a ser registrado pelo FDA (Food and Drug Administration, a agência de medicamentos dos Estados Unidos) e pela Agência Européia para Avaliação de Produtos Medicinais para o tratamento da psoríase. Além disso, Enbrel® possui aprovação para o tratamento da manifestação articular da psoríase, a Artrite Psoriásica, além da Artrite Reumatóide (AR), da Artrite Crônica Juvenil e da Espondilite Anquilosante.

Enbrel® (etanercepte) foi aprovado para o tratamento da Psoríase em pacientes maiores de 18 anos acometidos por psoríase em placas de moderada a grave que não respondem aos tratamentos convencionais. Em estudos clínicos com pacientes portadores de psoríase moderada a grave, o etanercepte mostrou resposta rápida e sustentada na melhoria das lesões de pele e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Mostrou ainda interromper o dano articular causado pela artrite psoriásica.

 

Fonte: Wyeth

 

Informe SNVS/Anvisa/UFARM nº 3, de 28 de setembro de 2004

Uso racional de medicamentos. riscos do medicamento metotrexato oral: experiência da Espanha

A Unidade de Farmacovigilância, na incumbência de promover o uso racional de medicamentos e prevenir problemas, descreve experiências de outros países a respeito de risco potencial do uso incorreto de medicamentos. Essas experiências poderão ser instrumentos de alerta para o Brasil e auxiliar na prevenção de erros.

A revista espanhola Salud Pública afirma que os erros dos tratamentos com produtos farmacológicos, considerados erros de medicação, podem ser devido a falhas no processo de prescrição, dispensação e administração dos medicamentos. Estima-se que 4 a 6% dos ingressos em hospitais são provocados por erros de medicação [Rev. Esp. Salud Pública 2003; 77: 527-540; Med Clin (Barc) 2002: 118: 205-210].

A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários vem recebendo vários relatos de casos de erros quanto à administração oral de metotrexato, alguns com reações adversas graves. Esses erros têm ocorrido devido a interpretação incorreta da prescrição: a dose oral de 7,5mg foi administrada diariamente, e não uma vez na semana como deveria. Essas sobredoses provocaram a ocorrência de aplasia medular grave ou fatal.

O metotrexato é medicamento utilizado como antineoplásico no tratamento de câncer de mama, cabeça, pescoço, pele e ovário, linfoma não-Hodgkin, sarcoma osteogênico, carcinoma colo-retal, linfoma de Hodgkin, leucemias, carcinoma de esôfago e estômago, carcinoma de pulmão, tratamento gestacional de coriocarcinoma, corioadenoma. É usado também como imunomodulador no tratamento de artrite reumatóide, lúpus eritrematoso sistêmico, agranulomatose de Wegener, doença de Crohn e psoríase severa. No tratamento de artrite reumatóide, pode ser administrado, isoladamente ou associado a outros fármacos anti-reumáticos, a pacientes com patologia grave ou àqueles que não respondam a outro tipo de tratamento.

As formas farmacêuticas disponíveis no Brasil são: Metotrexato: comprimido, 2,5mg; solução injetável: 2,5 mg/ml, 25 mg/ml, 100 mg/ml; pó liofilizado para injetável: 20 mg, 50mg, 100 mg, 500 mg e 1,0g; Metotrexato sódico: comprimido: 2,5mg; solução injetável: 25 mg/ml.

Durante o uso, recomenda-se realizar análises hematológicas, hepáticas e renais devido à risco de toxicidade. Em virtude da possibilidade de depressão da medula óssea, os pacientes devem ser advertidos para notificar aos médicos o surgimento de qualquer sinal do sintoma de depressão da medula óssea, tais como hemorragia ou hematoma, púrpura, infecção e dor de garganta sem causa explicável.

É necessário que o tratamento seja estabelecido e supervisionado por médicos com experiência na utilização do metotrexato. Nos casos de artrite, reumatóide e psoríase, a dose inicial em adulto é 7,5mg por via oral, uma vez por semana. Pode ser administrada dose única de uma só vez ou fracionada em três vezes de 2,5mg a cada doze horas. De acordo com a evolução clínica de cada paciente, a dose pode ser aumentada em 2,5mg no intervalo de quatro a seis semanas, devendo ser ajustada gradualmente, sem exceder 15mg por via oral, uma vez por semana. Em caso de psoríase, ocasionalmente se pode chegar à dose de 30mg uma vez por semana.

Para evitar confusões similares às da Agência Espanhola, recomenda-se que:

• os médicos prescritores incluam, nas prescrições feitas em hospitais, a indicação para uso do metotrexato, de forma que os erros na dosagem e na freqüência da administração desse medicamento possam ser identificados na dispensação hospitalar;

• os pacientes assistidos em ambulatórios de recebam informação correta quanto ao tratamento, à freqüência da administração e aos risco de uma sobredose, a fim de evitar os erros de administração;

• os profissionais de saúde responsáveis pela dispensação e administração de medicamentos (farmacêuticos e enfermeiros) disponham de informações sobre as doses habituais e indicações de metotrexato e sobre problemas graves causados por sobredose, principalmente em pacientes de risco como idosos ou insuficientes renais.

A Anvisa, preocupada em promover a utilização correta e segura dos medicamentos comercializados, divulga essa informação e solicita a todos os profissionais de saúde que notifiquem a suspeita de qualquer reação adversa a esse produto (e todas as suspeitas de reações adversas a qualquer medicamento) por meio do formulário eletrônico de Suspeita de Reação Adversa a Medicamento.

Referência
http://www.agemed.es/Index.htm

Pele sem marcas

09:26 @ 21/09/2006

Dermatologia
Pele sem marcas
Novo tratamento para psoríase promete
menos efeitos colaterais
Luciana Sgarbi

A psoríase, como a maioria das doenças dermatológicas, pode causar um terremoto na
estima. Caracterizada por lesões avermelhadas recobertas por escamas secas e esbranquiçadas surgidas sobre a pele, ela costuma abalar a
auto-imagem dos portadores. Segundo a
Associação Brasileira de Estudos e Assistência
às Pessoas com Psoríase, a enfermidade atinge
190 milhões de pessoas no mundo.

Trata-se de uma doença crônica e ainda sem
cura. “As lesões são frequentes nos joelhos, nos cotovelos e nas nádegas”, explica o dermatologista Cid Sabbag, do Centro Brasileiro de Psoríase. Existem vários tipos e a doença se expressa com intensidade variável. “Podem aparecer desde plaquinhas no cotovelo até escamações pelo corpo”, explica a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo. Os casos mais leves podem ser tratados, por exemplo, com cremes à base de cortizona, como o Silks, da
Galderma. Casos moderados são controlados com medicamentos orais e
exposição à luz ultravioleta.

A boa notícia é que até o fim do ano chegará ao Brasil mais um remédio para psoríase de moderada a grave, com efeitos colaterais menores. O Raptiva (efalizumabe), do laboratório Serono, age apenas sobre as células envolvidas na doença, reduzindo os riscos de reações como pressão alta e descontrole da diabete. Outra vantagem, segundo o fabricante, é que o próprio paciente poderá aplicar a injeção, sem precisar ir a um hospital ou clínica. O custo mensal do tratamento será de cerca de R$ 5 mil. Outra novidade, esperada para 2006, é um remédio em forma de xampu, ideal para tratar a psoríase do couro cabeludo e de outras áreas pilosas. O Clob X Shampoo (Galderma) já está disponível nos Estados Unidos.

Fonte: Revista Isto é.

 

 

São Paulo, 08 de Setembro de 2006

Na prática clínica, tratamento de psoríase com doses menores de acitretina (25 mg/dia) parece apresentar melhor tolerância e associa-se a menor quantidade de alterações em exames laboratoriais. Pesquisadores publicaram, recentemente, no Archives of Dermatology, um estudo em que revisaram ensaios clínicos de fase 3 para avaliar as evidências do tratamento de psoríase com doses diárias de 25 mg de acitretina  proporcionando menor incidência de efeitos adversos que o tratamento com 50 mg/dia de acitretina.

 

Foram analisados retrospectivamente dados de uma amostra de dois grandes ensaios clínicos fundamentais, cada qual incluindo uma fase de estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, de oito semanas de duração, e outra fase de estudo aberto, de 16 semanas de duração. Participaram destes estudos multicêntricos pacientes acompanhados em centros de referência e de clínicas particulares, portadores de psoríase grave, que necessitavam de tratamento sistêmico, recrutados de acordo com critérios de inclusão e de exclusão.

 

Durante a fase de estudo duplo-cego, os pacientes receberam placebo ou uma das várias doses fixas de acitretina. O ajuste da dose de acitretina foi permitido durante a fase de estudo aberto, durante a qual o tratamento com altas doses de acitretina foi definido como dose média de acitretina igual a 50 mg/dia e tratamento com baixas doses de acitretina foi definido como dose média igual a 25 mg/dia. Os desfechos analisados foram a freqüência de alterações encontradas em exames laboratoriais e eventos adversos.

 

Efeitos adversos comuns (pele seca, alopecia, rinite, etc) foram duas a três vezes mais freqüentes em pacientes utilizando 50 mg/dia de acitretina, comparada à incidência em pacientes tratados com 25 mg/dia de acitretina. Elevações dos níveis de enzimas hepáticas e de triglicérides foram mínimas em pacientes tratados com baixas doses de acitretina.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que o tratamento de psoríase com baixas doses (25 mg/dia) de acitretina é estratégia eficaz para redução substancial de efeitos adversos da medicação. Muitos efeitos adversos associados ao tratamento com acitretina são dose-dependentes e podem limitar a utilidade desta terapia potencialmente benéfica.

Uma resenha de Low-dose acitretin is associated with fewer adverse events than high-dose acitretin in the treatment of psoriasis - Archives of Dermatology 2006;142:1000-1004.


Caso deseje receber o trabalho na íntegra, por favor contacte nosso serviço Medical on Line pelo nosso site ou através do 0800 7030015.

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São Paulo, 21 de Julho de 2006

Pesquisadores ligados ao King’s College London, do Reino Unido, publicaram, recentemente, no Archives of Dermatology, um estudo em que procuraram comparar o tratamento com ultravioleta A-psoraleno via oral (PUVA) ao tratamento com ultravioleta B de banda estreita (NB-UVB) em pacientes portadores de psoríase crônica em placas.

 

Foi realizado um estudo duplo-cego, randomizado, na Unidade de Fototerapia de um hospital universitário, incluindo 93 pacientes portadores de psoríase crônica em placas. Os pacientes foram submetidos a tratamento com PUVA ou com NB-UVB duas vezes por semana, iniciando-se a 70% da dose fototóxica mínima ou da dose proporcionadora de eritema, com aumentos de 20%. Os pacientes foram tratados até o desaparecimento das lesões, até o máximo de 30 sessões; pacientes que apresentaram desaparecimento total das lesões foram acompanhados clinicamente até a recidiva ou por doze meses. Os desfechos primários analisados foram: proporção de pacientes que obteve desaparecimento das lesões cutâneas, número de tratamento até o desaparecimento das lesões, e, dentre os pacientes que apresentaram desaparecimento total das lesões, proporção de pacientes que permaneceu em remissão até seis meses após o tratamento.

 

Pacientes portadores de pele tipos V e VI apresentaram menor taxa de desaparecimento das lesões que os pacientes portadores de pele dos tipos I a IV (24% vs 75%; p = 0,001). Em pacientes portadores de pele tipos I a IV, o tratamento com PUVA foi significativamente mais eficaz que o tratamento com NB-UVB para obtenção de desaparecimento das lesões (84% vs 65%; p = 0,02). O número mediano de tratamentos necessários para obtenção do desaparecimento das lesões foi significativamente menor no grupo tratado com PUVA (17,0 vs 28,5; p < 0,001). Maior número de pacientes tratados com PUVA, em comparação ao número de pacientes tratados com NB-UVB, relataram eritema de algum grau durante o tratamento (49% vs 22%; p = 0,004), embora esta diferença parece ser devido a viés de determinação. Seis meses após o término do tratamento, 68% dos pacientes tratados com PUVA ainda permaneceram em remissão, em comparação a 35% dos pacientes tratados com NB-UVB.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que, comparado ao tratamento com NB-UVB, tratamento com PUVA proporciona maior desaparecimento de lesões de psoríase crônica em placas, com menor número de sessões e remissões mais longas.

Uma resenha de Randomized double-blind trial of the treatment of chronic plaque psoriasis - Archives of Dermatology 2006;142:836-842.


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Psoríase Pediátrica: Revisão

10:31 @ 21/09/2006

Durante anos pensou-se que a psoríase era uma doença de infância incomum e rara em crianças menores do que três anos de idade.

Contudo, a psoríase representa 4.1% de todas as dermatoses observadas em crianças menores do que 16 anos de idade na Europa e na América do Norte.

Fatores para predisposição da psoríase na infância incluem históricos genético e familiar positivos. Fatores de precipitação declarados e agravantes incluem infecções por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (GABH), trauma e estresse.

O vírus da imunodeficiência tem sido associado com da psoríase em crianças, a foliculite por Pityrosporum ovale, com psoríase em forma de gota, e Candida albicans (C. albicans), com exacerbação e persistência da psoríase.

Assim como em adultos, o uso de algumas drogas tem sido relacionado com a exacerbação ou indução da psoríase na infância, tais como hormônios de crescimento, lítio, beta-bloqueadores e interferon gama e alfa recombinantes.

A prevalência da psoríase tem demonstrado ser significantemente mais alta em determinadas síndromes, tais como Turner (17%) ou Down.

A psoríase da infância apresenta muitas faces, algumas das quais são únicas para esta faixa etária.

No grupo pediátrico, as modalidades de tratamento são limitadas, particularmente por causa do perfil de segurança, como por exemplo atrofia de pele e absorção percutânea, relacionado ao uso prolongado de corticosteróides tópicos e/ou por causa da baixa complacência associada com produtos que deixam aspecto de sujeira, com odor acentuado e com o tempo de tratamento, como por exemplo preparações à base de alcatrão com ou sem irradiação UVB.

O potencial carcinogênico do alcatrão e UVB resultou, também, na diminuição de seu uso prolongado em crianças com doenças crônicas.

Estudos clínicos controlados e randomizados, envolvendo crianças menores do que 12 anos de idade e acometidas por psoríase, empregando apenas dois tratamentos tópicos, foram avaliados, a saber, calcipotriol e corticosteróides.

O emprego de outros tratamentos para psoríase está baseado na condição, em estudos realizados em adultos, e na experiência pessoal com diversas terapias.

É urge que se reconheça que as terapias tópicas e sistêmicas são apenas parte do “pacote” terapêutico que deveria ser utilizado em crianças.

O conceito de cuidados totais combina tratamento, educação, e suporte para que seja possível lidar com a possibilidade da doença perdurar com grande impacto na aparência da criança.

Aplicando-se o conceito de cuidados totais nas crianças acometidas por psoríase, seria de grande valia aumentar o bem-estar de crianças e melhorar as estratégias para lidar com a doença.

Estas atitudes podem, também, aumentar a complacência ao tratamento e conduzir a períodos de remissão mais freqüentes e prolongados.

Os objetivos desta revisão foram descrever brevemente as diversas apresentações clínicas da psoríase da infância e discutir o acesso às terapias vigentes.

Fonte: Derma Web

Um estudo publicado na edição de Abril da Journal of the American Academy of Dermatology observou que as mulheres têm menos possibilidade de serem tratadas com medicamentos potentes no controle da psoríase grave do que os homens.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina Wake Forest em Winston-Salem, N. C., verificou que os homens apresentam uma "chance" três vezes maior do que mulheres de menos de 50 anos de receber medicamentos potentes para tratar a doença.

A psoríase é uma doença de pele que acomete 3% da população mundial. Fatores genéticos e imunológicos participam da deflagração da doença, mas as causas exatas ainda não são bem compreendidas.

O quadro clínico é um espessamento e descamação da pele, formando placas, que pode ser restrito a algumas áreas (articulações, couro cabeludo, genitália, etc.) ou ser generalizado. Pode haver ou não prurido. A forma mais grave e generalizada ocasiona para o paciente uma má qualidade de vida, pela estigmatização (é uma doença que causa repulsa pelo seu aspecto) e pelo próprio prurido.

A doença pode ser imprevisível, com "curas" e recidivas inexplicáveis, podendo ser deflagrada por estresse psicológico ou orgânico, entre outros fatores. A cura espontânea é muito rara, principalmente nas formas mais graves.

Uma das causas que podem levar as mulheres a serem tratadas menos adequadamente pode ser o fato de que muitos medicamentos orais utilizados para tratar a psoríase representam risco para mulheres grávidas, segundo o autor Dr. Alan B. Fleischer Jr. Estes medicamentos podem causar defeitos congênitos ou induzir o parto prematuro.

Como resultado, as mulheres acabam por ficar em desvantagem em relação ao tratamento, não usando toda a medicação que os homens utilizam.

Os pesquisadores verificaram que as mulheres afetadas por esta doença e que estejam em idade reprodutiva recebem, com maior freqüência do que os homens, o tratamento com luz ultravioleta, que é uma alternativa aos medicamentos orais.

Porém, este tratamento é menos conveniente do que usar a medicação oral para tratar a psoríase (é menos eficaz), e traz ainda o risco de câncer de pele.

O estudo não observou diferenças entre homens e mulheres no tratamento da psoríase leve.

Fonte: Journal of the American Academy of Dermatology April, 2000.

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