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De: Lanches49 <bus...@hotmail.com>
Assunto: Respostas da Lista
Data: Mon, 10 Aug 2009 01:19:42 -0300

Respostas e comentários da Lista – Primeira Parte

 

Subpersonalidades e Múltiplas

Olá Júnior e demais Listeiros! Paz e Luz!

Devido ao tamanho do texto em debate vou responder partes para que os e-mails fiquem mais leves e possam ser lidos com mais facilidade.

Vou comentar algumas questões que me parecem bastante instigantes nas colocações que o Júnior fez acerca do meu trabalho sobre os elementos psíquicos e perispirituais, bem como em relação a minha pesquisa na área do psiquismo.

Desejo, inicialmente, declarar o meu profundo respeito, admiração e carinho eternos ao Dr. Lacerda. Aprendi Apometria com ele, e aprendi muitas outros temas, sobretudo, com seu espírito fraterno e preocupado em minorar o sofrimento e as dores alheias. Por muitos anos segui criteriosamente a técnica apométrica por ele desenvolvida. Porém, sempre registrei dificuldade em explicá-la e, principalmente, de fundamentá-la, devido à impossibilidade de compatibilizar os sintomas, propriedades e informações repassadas pelos elementos incorporados com os atributos dos corpos descritos por Charles Lancelin, em quem Dr. Lacerda baseou seu trabalho. Daí, então, é que observando melhor, estudando e pesquisando, passei a ver e entender os elementos incorporáveis por outro prisma que me pareceu mais lógico e mais coerente.

Repisando o tema, é preciso experimentar, observar, buscar fundamentos, para, então, emitir um juízo de valor apurado acerca de uma tese.

Quanto ao meu trabalho profissional, ele não pode ser “confundido” ou citado em debates apométricos.  A técnica da Terapia de Vidas Passadas por mim empregada no meu trabalho profissional não tem e nunca teve fulcro nos estudos e conclusões do Dr. Lacerda, muito menos na “Apometria” por ele divulgada, dado que Dr. Lacerda e Dr. Luiz Rodrigues eram contrários a esse tipo de terapia. Portanto, nada influenciariam ou acrescentaria ao meu trabalho profissional. Ressalte-se que o insigne Dr. Lacerda tinha verdadeira ojeriza a TVP.

A TVP trabalha com memórias do passado. Apometria trabalha com incorporação de espíritos, de personalidades e com manipulação de energia. Meu trabalho profissional tem base nos estudos da consciência, da memória subconsciente e dos comportamentos.  Utilizo pesquisas e observações dos psicólogos e psiquiatras que investigaram a hipótese de outras existências e a compreensão sobre o funcionamento do psiquismo. Analiso e estudo o inconsciente profundo do paciente, onde podemos promover a eliminação de sintomas, das crenças limitantes e dos bloqueios que induzem os comportamentos negativos, prejudiciais para os indivíduos. Procuro exaurir o assunto conduzindo-me até o ponto que os atuais recursos psíquicos me permitem. A terapia objetiva o tratamento terapêutico de problemas de ordem pessoal, interpessoal, transpessoal, como também distúrbios psíquicos, anímicos, comportamentais e físicos. Ademais meu trabalho profissional é originado e mantido pelos inúmeros cursos que fiz na área da TVP e da psicoterapia.

Finalizando, a TVP é usada para auxiliar o paciente a compreender suas experiências negativas vividas no passado, as quais deflagram reações de comportamentos inadequados. Completamente diferente dos recursos e objetivos da Apometria, a qual é empregada para tratar o paciente afetado por obsessão ou auto-obsessão. A respectiva técnica é formulada perante a exigência da participação de uma equipe mediúnica, o que se opõe integralmente ao trabalho de consultório, em que se trava uma relação profissional entre o paciente e o terapeuta. Há uma gritante diferença entre um trabalho profissional que objetiva o sustento da pessoa que trabalha, e o trabalho espiritual cuja meta é a prática do amor fraterno. Isto não pode mais ser ignorado.

Ao final do texto coloquei algumas referências bibliográficas que realmente foram base para meu trabalho profissional.

 

Pesquisas e estudos sobre corpos.

 

As pesquisas e estudos sobre corpos, inicialmente, não tinham conotação terapêutica, somente exploratórias, a título de conhecimento da estrutura perispiritual do homem. Foi Dr. Lacerda quem tentou associar os elementos que vem para incorporação com os corpos.

Voltando ao tema da lista, quando falo que não são corpos que incorporam, mas sim personalidades, tomo por base estudos científicos e observações extraídas das experiências na mesa mediúnica durante 24 anos de trabalho meu e de meus colegas que adotam o mesmo modelo. À medida  que passamos a observar atentamente o que ocorria nas incorporações, percebemos as diferenças e as semelhanças entre os elementos da mesma classe.

Se o espírito tem somente sete corpos, porque ocorria um número superior de incorporações referentes a mesma pessoa? E se eram incorporações de corpos de uma mesma pessoa, como poderiam essas incorporações referirem-se, na maioria das vezes, a problemas relacionados a vida comum do dia a dia quando deveriam ser síntese de todos os dias? Como poderiam ser corpos, conforme ensinado pelo Dr. Lacerda, ou, ainda, corpos, níveis e subníveis de corpos, ideia desenvolvida por nós a partir da tese do Dr. Lacerda, se os elementos tinham nome, idade, aparência, sentimentos, vontades, emoções, gostos muito pessoais e exclusivos, e reclamavam de posses, ofensas, e inconformismo com a morte?

A estas indagações que fluíam do trabalho ativo na mesa mediúnica, constatou-se que, logicamente, não poderíamos estar trabalhando com incorporação de corpos. E, por não existir nenhuma outro elemento que pudesse explicar tal fenômeno, além das teses sobre personalidade múltiplas e  subpersonalidades,  ou nenhum outro elemento que apresentasse as mesmas características, muito bem documentadas pela psicologia, psiquiatria e Doutrina Espírita, que atendiam plenamente as propriedades descritas nesses estudos e documentos, concluímos que esses elementos não eram corpos. Os atributos e propriedades dos corpos eram diferentes do contexto apresentado pelos elementos que vinham à incorporação. Os atributos dos corpos foram bem delimitados nos estudos e pesquisas de Charles Lancelin, que completou os estudos dos demais pesquisadores que o antecederam.

Abaixo, citamos alguns pesquisadores que exteriorizaram, estudaram e estabeleceram os atributos e propriedades dos corpos sutis, mas não os incorporaram:

Barão de Reichenbach entre 1850 e 1865.

Coronel Albert de Rochas, em 1893.

Hector Durville, em 1909.

Drs. H. Baraduc, L. Lefranc e Charles Lancellin de 1909.

Dr. Joire e Fernandez Colavida.

De 1918 em diante, Charles Lancelin continuou esse trabalho de pesquisa dos corpos, somente com o desdobramento, sem incorporação. Após, somente Dr. Lacerda voltou a dar importância ao tema, concluindo que não eram somente espíritos que incorporavam nas mesas, mas também os corpos.  Entretanto, à época, já havia estudos sérios sobre as manifestações (incorporação anímica) das personalidades, levando as pessoas afetadas aos consultórios psiquiátricos, psicológicos e centros espíritas.

Além dos estudiosos acima mencionados, temos os estudos de outros psiquistas e das escolas iniciáticas, dentre as quais podemos citar a escola budista e teosófica, a religião umbandista e a Doutrina Espírita, cada qual dando um enfoque particular ao que observava.

A princípio, Dr. Lacerda fundamentou os princípios apométricos, principalmente, nas teses desses estudiosos dos corpos.

O exame criterioso do  livro “Da Alma Humana”, de Antonio J. Freire, revela-nos tal fato (livro que pode ser baixado gratuitamente do site da Holuseditora).

Talvez, Dr. Lacerda devesse ter fundamentado sua técnica com base nos elementos conscienciais (personalidades, manifestação da consciência) estudados pela psicologia, psiquiatria e Doutrina Espírita, já que desejava construir uma técnica terapêutica. Entretanto, ele fundamentou a Apometria  nos elementos estruturais (corpos, suporte para manifestação), que determinam o conhecimento do ser espiritual em si e a sua estrutura, bem  como explicam a forma como o espírito, sendo um ser imaterial, consegue manifestar-se na matéria. Assim, a tese do ilustre Dr. Lacerda era direcionada para um conhecimento e objetivo filosófico e cultural, mas não para um conhecimento e objetivo terapêutico.

Os corpos não podem vir para a incorporação, vez que os mesmos e seus níveis ou camadas vibracionais, não têm idade, não morrem e não têm sexo. E, mais, Dr. Lacerda seguiu o modelo de trabalho do Dr. Luiz Rodrigues que não acreditava e não aceitava a possibilidade da dissociação da consciência (personalidades múltiplas), conforme está registrado em seu livro “Muito Além da Morte”, traduzido pelo conhecidíssimo Hermínio Correia de Miranda, o qual defende a tese de que o que vem para incorporação são somente espíritos. Para constatar isso, basta uma leitura do livro do Dr. Rodrigues, na página 22, editado em 1965, pela antiga Freitas Bastos, onde encontramos a clara negação do fenômeno “personalidades múltiplas e subpersonaldiades”.

Por outro lado, basta observarmos as bibliografias constantes da obra do Dr. Lacerda, “Espírito e Matéria = novos horizontes para a medicina”, que não encontraremos bibliografias ou referências sobre o estudo das personalidades dissociadas. Estes estudos existiam em grande quantidade e, inclusive, são citadas no DSM–III (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria), reclassificadas em 1980 no DSM-IV, como DDI (distúrbio dissociativo da identidade), igualmente citadas no CID 10 (Código Internacional de Doenças, item F44.81 - 300.14), em que trata do Transtorno ou Distúrbio Dissociativo de Identidade), anteriormente denominado Transtorno ou Distúrbio de Personalidade Múltipla. Por alguma razão que desconhecemos, Dr. Lacerda preferiu ignorar isso e basear-se na Teosofia, quando seria mais lógico ter se baseado na psicologia, psiquiatria e Doutrina Espírita.

 

 

Pesquisas e estudos sobre personalidades psíquicas.

 

Os próprios pioneiros da psicologia, que observaram o fenômeno e identificaram os elementos psíquicos, como Charcot, William James e Pierre Janet, foram citados de passagem, sem que o contexto de suas pesquisas tivesse sido levado em consideração. Muito menos foram lembrados estudiosos e pesquisadores do psiquismo humano como os psiquiatras americanos drs. Corbett H. Thigpen  e Hervey M. Cleckley, com seus livros “As Três Faces de Eva” e a “A Face Final de Eva”, onde conta a história de Evelyn Lancaster que sofria de Desordem das Múltiplas Personalidades. Relacionamos também o caso de Isabel Dorsett que deu origem ao filme e livro “Sybil”, de Flora Retha Schreiber, lançado no Brasil pelo Círculo do Livro, que no decorrer da terapia realizada pela psiquiatra Dra. Wilbur, revela 16 personalidades distintas. E ainda podemos citar também obras ainda não publicadas no Brasil como é o caso de “The Family Inside– Working with the Multiple” ( A Família Interior – Trabalhando com os Múltiplos) ( de Doris Bryant, Judy Kessler, and Lynda Shirar, “Subpersonalities – The People Inside Us” (Subpersonaliades –habitantes do nosso interior - de John Rowan, além dos estudos de Jung, de Roberto Assagiolli (O Ato da Vontade. Ed. Cultrix: São Paulo, 1985) e do livro “Multiplicidade – a nova ciência da personalidade” de da Rita Carter, da Rocco editora. Dentro da Doutrina, são de extrema importância as esclarecedoras pesquisas de André Luiz e Joanna de Angelis, mostrando claramente que,  o que emerge do psiquismo, dissocia-se  e incorpora, são as personalidades e subpersonalidades, o que realmente faz sentido, ao contrario da suposta incorporação de corpos.

É dentro da psicologia, da psiquiatria e da Doutrina Espírita que encontramos os verdadeiros fundamentos para a técnica apométrica. Por exemplo, na obra de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, no livro “S.O.S. Família”, no capítulo “Personalidades Parasitas”, página 84,  onde se refere a “personagens que assomam do inconsciente”, e no livro “O Despertar do Espírito”, na 1ª edição, páginas 41/42), Joanna de Ângelis afirma que: “nesse imenso oceano – o inconsciente – movem-se os “eus” que emergem ou submergem, necessitando de anulação e desaparecimento através das luzes do discernimento da consciência do Si.” Encontramos ainda os fundamentos da técnica apométrica em “Mecanismos da Mediunidade” de André Luiz, no capítulo “Obsessão e Animismo”, página 165, onde está grafado o seguinte: “frequentemente, pessoas encarnadas, exprimem a si mesmas, a emergirem das subconsciências nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas”.

Ambos deixam claro nesses textos a emersão de “personalidades múltiplas” ou personalidades vividas em outras existências são reativadas por alguma razão.

 

Psicólogos e Psiquiatras x Apômetras

 

Um ponto importante, a ser observado atentamente pelo listeiros, e que faz grande diferença entre os nossos estudos e os estudos dos autores de formação psicológica e psiquiatria materialista, é a forma de interpretação do fenômeno, o diagnóstico e o tratamento terapêutico.

 

 A psicologia e psiquiatria têm como objeto de estudo e tratamento, em primeiro lugar, a pessoa em si, esperando que esta melhore e os elementos alternantes desapareçam.

Nós, os apômetras e terapeutas do psiquismo, temos como objeto de estudo e tratamento, em primeiro lugar, os elementos alternantes que se manifestam em forma de personalidades múltiplas e subpersonalidades, esperando que estes sejam encaminhados ou se integrem na proposta encarnatória, e que assim a pessoa melhore.

 

Os psicólogos e terapeutas observam o fenômeno na própria pessoa que o externa (incorpora). Observam a personalidade (múltipla ou sub) alternante agindo, incorporada na própria pessoa, entendendo que é a pessoa quem reproduz ou cria o fenômeno. Diagnosticam como um sintoma ou um distúrbio do psiquismo e tratam a pessoa com psicoterapia convencional ou com medicamentos.

 

Nós, apômetras, observamos o mesmo fenômeno e pelo conhecimento e formação espírita ou espiritualista, ou pela experiência resultante da observação nos trabalho mediúnicos, por entendermos que quem está se manifestando é um elemento dissociado alternante, ou um espírito, diagnosticamos como uma interferência espiritual, um distúrbio da mediunidade, ou um distúrbio anímico, apenas desconhecido da pessoa ou alimentado por ela, mas não como um distúrbio da pessoa em si. Daí tratamos o elemento ou os elementos na própria pessoa, quando ela é médium treinado, ou transferimos o elemento ou os elementos para um médium treinado, e os tratamos.

 

Um psiquiatra ou psicólogo, que desconheça o fenômeno do ponto de vista reencarnacionista e espírita, fará um diagnóstico conforme a orientação de sua ciência, tentando tratar a pessoa desconsiderando a personalidade alternante com suas necessidades e angústias. Como tratamento, provavelmente utilizará psicoterapia convencional e medicamentos.  Ignorará o fenômeno ou o classificará como crendice ou, ainda, o rejeitará, da mesma forma que rejeitará os benefícios oferecidos nos trabalhos de socorro medianímicos como é o caso do “choque anímico” e dos esclarecimento que beneficiam o elemento durante o tempo em que permanece manifestando-se pela incorporação.

Assim sendo, dependendo da formação do observador, o fenômeno pode ser tratado como doença mental ou como distúrbio anímico, mediúnico ou espiritual.

Quanto às propriedades, forma de manifestação, configurações, queixas, traumas e apegos que esses elementos apresentam, tanto na psicologia, quanto na psiquiatria ou nos trabalhos mediúnicos, são manifestados da mesma forma.

Vejam bem, os estudos desenvolvidos por Jung, ao tratar os complexos, revelam essa similaridade. Entendia ele que “os vários grupos de conteúdos psíquicos ao desvincularem-se da consciência, passam para o inconsciente, onde continuam, numa existência relativamente autônoma, a influir sobre a conduta".

Jung disse:  “Continuo afirmando que o nosso inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo constituem um indefinido, porque desconhecido, número de complexos ou de personalidades fragmentárias.”

     “Fundamentos de Psicologia Analítica”, Editora Vozes, 4º edição, nas páginas 67/68),

Ao afirmar tal assertiva, Jung estava verificando e confirmando a principal lição recebida de Pierre Janet que afirmava: “A psiquê, tal como se manifesta, é menos um continente do que um arquipélago, onde cada ilha representa uma possibilidade autônoma de organização da experiência psíquica”. E, por enquanto, os elementos que vêm para incorporação, têm exatamente as características e propriedades apresentadas por esses autores, completamente diferente dos atributos e configuração dos corpos. Somente com essa fundamentação poderemos explicar o fenômeno de incorporações dos elementos psíquicos com objetividade e coerência. Suas queixas, equívocos e reclamações, referem-se a existências vividas na carne, não dentro do perispírito. Se tentarmos explicar que um corpo sutil qualquer tem idade, sexo e inconformismo com a morte, seria uma incoerência, pois os corpos sutis, perduram por milênios por formarem a estrutura de suporte do espírito, o chamado perispírito. Só o duplo etérico e o corpo físico perecem com a morte física. Assim, um espírito só perderá o corpo astral quando se libertar da “roda cármica”. Então, mesmo eu tendo defendido essa idéia completamente equivocada por um bom tempo, deixei de defendê-la ao ser questionado e perceber que não tinha fundamentos sólidos para explicá-la. Compreendi, então, que Dr. Lacerda havia se equivocado, e que eu também seguia esse equívoco.

Não me encontro só na defesa deste pensamento. Os trabalhadores e colegas da Casa de João Pedro em Porto Alegre, comandado pelo confrade Dr. Ivan Viana Hervé, que era companheiro do Dr. Lacerda e trabalha com Apometria até os dias atuais, também compartilha o mesmo pensamento. Em nota oficial publicada no site “www.padilla.adv.br/mistico/passes/ivan”, deixa consignado isso.

Apresentamos aqui somente um pequeno trecho do referido documento: “No “Livro dos Médiuns” (3), no item 282, “Questões sobre as evocações”, entre as trinta e cinco perguntas e respostas, destacamos:”22º : Para se manifestarem, têm sempre os Espíritos necessidade de ser evocados? Não; muito freqüentemente, eles se apresentam sem serem chamados, o que prova que eles vem de boa vontade”.  29 º : Poderia o mesmo Espírito comunicar-se, simultaneamente, durante uma sessão, por dois médiuns diferentes? “Tão facilmente quanto, entre vós, os que ditam varias cartas ao mesmo tempo”.O item deve ser lido por inteiro, pois demonstra claramente que não são corpos que se manifestam mas sim o próprio espírito. Aliás, confirma o que lemos no parágrafo anterior.” E nós completamos: o espírito se manifesta através de personificações, ou de personalidades vividas.  Se as mesmas fundamentações anteriores são usadas hoje para explicar as personalidades psíquicas, isso significa que é a única forma de explicar os elementos que vinham e continuam vindo para incorporação. O equívoco não era referente ao fenômeno, mas sim ao entendimento sobre a denominação dos elementos em questão, que compunham o fenômeno. 

Júnior menciona o e-mail enviado para lista em 20 de julho de 2004, às 10:45 pm – com o título "Base e Fundamentos sobre níveis conciensciais", falando do desdobramento e incorporação dos corpos, níveis e sub-níveis, onde escrevi: "Observando os questionamentos que circulam em nossa lista percebemos que muito ainda precisa ser estudado, pesquisado, experimentado e explicado para que todos entendam o significado da designação “Desdobramento Múltiplo de Corpos” e “Dissociação de Níveis Conscienciais”, já conhecidos da psicologia e do espiritualismo há séculos, e que os espíritos apenas nos ensinaram a sintonizar e tratar".  Pois é, continuo com a mesma ideia aí grafada e apenas ampliada e melhor definida e fundamentada.

Corpos desdobram entre si e em camadas, e podem ser tratados por sintonia, não por incorporação. São  as “Dissociações de Níveis Conscienciais”, já conhecidas da psicologia e do espiritualismo há séculos, que os espíritos apenas nos ensinaram a sintonizar ou incorporar, e tratar".

Ao finalizar este capítulo, repisemos que existem duas vertentes de pesquisa completamente distintas: uma que pesquisa os corpos e outra que pesquisa os elementos de manifestação da consciência, as personalidades psíquicas.

 

Abraços,

JS Godinho.

 

 

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